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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Cartomancia: Teoria e Prática - o livro chega a seus verdadeiros donos!

Olá pessoal. Para minha total alegria e contentamento, os primeiros livros Cartomancia: Teoria e Prática estão chegando aos seus verdadeiros donos. 


O primeiro a chegar foi o de Rubens Lacerda, do Projeto Arcano XXI.


Em seguida, chegou o da Thita Oliveira, criadora do baralho Era Uma Vez... Lenormand.


Chega o de Simone Jubileu Pedroso, junto com o livro de Rose Ragazzon sobre a Sibilla Húngara, que tive o prazer de prefaciar. 


O de Gabriela Amarello, em grandiosíssimo estilo.


O de Gilvania M Souza.


O de Kelma Mazziero, responsável pelo blog Cartas na Mesa.


O de João Acuio, responsável pelo Saturnália - Astrologia & Cidade e desenvolvedor do Tarot Furtado. 


O de Eliane Arthman, responsável pelo Baralho de Dona Maria Padilha.


O de Dona Yedda Paranhos, que tive a honra de entregar em mãos. Emocionada - o livro é dedicado, entre outras pessoas, a ela - ela me disse "agora você pode dizer que fez uma velhinha chorar!".

E você? Já adquiriu o seu? Mande fotos para o blog!
Não adquiriu ainda? É só clicar aqui. 


domingo, 16 de outubro de 2016

Cartomancia: Teoria e prática


Olá pessoal. Acaba de sair, pela Editora Alfabeto, meu mais novo livro: Cartomancia: Teoria e Prática. De forma bem descontraída, falo sobre as 32 cartas do baralho de Piquet e a Cartomancia aplicada com ele, assim como do Jogo do Destino, um jogo que possui todo um ritual e uma técnica para ser aberto, e que traz resultados incríveis!
Eu conheci essa técnica ainda na faculdade, há uns dez anos atrás (o tempo passa...). Ainda na faculdade, um amigo francês me presenteou com um baralho de Piquet que era de sua avó. 
O peso e a responsabilidade daquilo que pertenceu aos que vieram antes...


Desde então, eu venho praticando e testando esse jogo, que tem resultados incríveis, e obtendo sucesso em minhas leituras, com a praticidade que só o baralho comum é capaz de fornecer.
Recentemente, estive na França e, entre outras coisas, pude perceber a influência que os naipes tem na arte desse país. Algo que só me motivou mais a trazer esse conteúdo à tona. E agora, com esse propósito claro em mente, tive a oportunidade de apresentar para vocês os resultados de todos esses anos de estudo e prática. E voilà: cá está o livro disponível para aquisição!
Não perca a chance de conversarmos sobre esse baralho!
Para adquiri-lo, é só clicar nesse link. 

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Relacionamentos homossexuais (e livro novo!)

Olá pessoal. Uma das questões que recebo com mais frequência é da forma como devemos lidar com a homossexualidade no baralho. É um desafio interpretativo lidar com os aspectos da(s) sexualidade(s) com respeito ao cliente e ao procedimento. 
Notavelmente, os baralhos de cartomancia possuem uma perspectiva heterossexual. Quanto a isso, não há muito o que discutir, já que existe uma carta testemunha para o homem e uma carta testemunha para a mulher (falei mais sobre as cartas testemunhas nesse vídeo aqui). Em determinados baralhos, como o Sibilla Della Zingara e o Sybille Des Salons (aguardem novidades a respeito! ;) ) temos uma carta para o Casamento - na qual, invariavelmente, vemos um homem e uma mulher sendo abençoados.

O artista plástico Felix d'Eon fez uma releitura das cartas de casamento.
Existem outros trabalhos associando cartas de baralho a temas homoeróticos.
Confira em http://felixdeon.com/.

Particularmente, eu não sou favorável ao uso de cartas extras para representar os pares homossexuais, porque imagine se, para cada baralho que eu aprendo, eu precisasse desenvolver uma carta extra para um caso específico? É necessário, portanto, lançar mão de técnica para respeitar o oráculo e, ainda assim, obter a resposta correta. É necessário olhar o baralho com olhos para ver.
Tendo conversado sobre isso em relação ao Petit Lenormand, ao Sibilla Della Zíngara e ao Tarot, é hora de explorarmos um pouco mais as cartas comuns de jogar.
Faremos isso em outubro. 


Está em pré venda, pela Editora Alfabeto, meu mais novo livro, agora explorando o contexto das cartas comuns de jogar. Já já, em outubro, conversaremos sobre técnicas para abordar a tradição por uma ótica contemporânea.

Abraços a todos e até lá!

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Um conversa com o Louco.

Existem encontros que nos marcam. Outros, que parecem marcados.
Estava eu em frente a uma igreja. Eu gosto de igrejas - são o registro mais fidedigno da arquitetura de uma época (vide a atualidade...). Passa um rapaz com dois cachorros.
- Você gosta de igrejas? É cristão?
- Perguntas diferentes, respostas diferentes. Gosto de igrejas. Não sou cristão (precisa ser cristão para gostar de igrejas?)
- Eu sou ateu. Isso (apontando com o queixo para a igreja) não significa nada.
- Você não pode negar que é lindo. Imponente. 
- É. Pode ser.



E, ao seguir, eu vejo seu rosto mal escanhoado, seus cachorros e seu passo cadenciado.

E então eu rio. 

Aprendi com o Louco que não é necessária lógica para uma conversa ser frutífera. Já que, do Louco, não se poderia esperar grande lógica, não é mesmo?


Abraços a todos.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Quando o "não" é bem vindo.



Responder perguntas é uma arte. Quanto mais específica e direta, mais desafiadora é a função do cartomante. De certa forma, é muito mais fácil buscarmos na narrativa cartomântica prós e contras, sem, no entanto, arriscar-se um prognóstico direto. Entretanto, existe um ponto ainda mais difícil na leitura: quando é necessário dizer que não, os planos do consulente não caminham na direção que ele espera ou aspira.
Ainda assim, eu já tive casos em que a negação foi o melhor caminho. Puramente estratégico: não dar atenção a um aspecto da vida, ou negar uma opção, é permitir-se novos caminhos e opções diferenciadas. O jogo é isso - um mapa, onde nem sempre atalhos levam ao melhor lugar. 
Hoje eu tive uma experiência nesse sentido, e fiquei realmente muito feliz. Aflita, uma amiga pediu um palpite entre duas opções. Perguntei quais seriam as consequências de uma escolha ou outra - trabalhar em dois lugares ou dizer não à proposta que havia sido oferecida. Ela não sabia bem o que dizer, e realmente estava insegura sobre negar uma opção que, sabem todos os Deuses melhor que nós, poderia ser interessante a médio ou longo prazo. 
Como minha opinião vale menos que a minha leitura, propus que lêssemos o Tarot. Ela topou, procedemos com o início do ritual: a Carta Diagnóstico. Respirei, concentrei, embaralhei, cortei como de costume.



Cinco de Espadas.

Não.

Quando a primeira carta diagnóstico não abre, eu me concentro mais profundamente, buscando quais são os obstáculos para a leitura. A sensação que tive é que eu estava mexendo em algo que não deveria. Vamos lá, embaralhar novamente, cortar, tentar de novo.



Cinco de Espadas.

Não, como da primeira vez, mas esperamos que desta você entenda que não é não, Emanuel.

Avisei minha consulente. Ela abriu um jogo online. 



Nove de Espadas.

Não, tá? Chega.


A contragosto, ela decidiu dizer não à proposta que lhe ofereceram. Com uma confirmação tão poderosa, eu não tinha muito o que dizer, e fiquei pensativo. Sempre acredito no meu baralho, e sei que, quando ele nega, é porque o horizonte é melhor que o caminho escolhido. Isso não retira o amargo da escolha.


Menos de uma hora depois, ela me manda uma mensagem. Ela havia feito um concurso, para o qual não considerara as chances, e foi aprovada.

O não foi abençoado.


Abraços a todos.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Sobre a morte, sobre seguir.



Esse está sendo um ano curioso.
Todo ano morrem pessoas importantes - afinal de contas a Ceifeira não pede licença a ninguém. Vai quem tem de ir. Alguns reconhecem nisso seu ofício, outros, sua natureza, assim como há quem pense que esse é o seu desejo e louvam a Morte como deus.


Entretanto, por mais que seja amargo reconhecer isso, cada morte é também um prelúdio da própria morte do observador. O golpe final pode ter sido antecedido por um espancamento por remédios, por um linchamento de agulhadas ou mesmo por um combate honesto ou vôo de passarinho, mas é o ultimato que fecha o ciclo - de quem vai e de quem vai em nós.
Foi-se Elke. Foi-se em mim alguém que me fez pensar seriamente o que é, de fato, uma vanguarda, já que demorei pelo menos todos os anos que tenho para aprender a admirar e perceber que a perda foi minha, por não ter admirado antes.
E o dia começa lindo, mas triste.
Show must go on. A louça não se lavará sozinha.

sábado, 6 de agosto de 2016

O Eremita e o distanciamento.



Olá pessoal. Como tratamos no começo desse ano, eu tenho atentado para como os dois Arcanos Maiores propostos para o ano - Torre e Eremita - tem se mostrado presentes em meu cotidiano. a subjetividade inerente à experiência é o maior obstáculo para a leitura, afinal de contas eu não estou lendo minhas experiências nos Arcanos, mas sim tentando encaixar minhas experiências nos Arcanos. O desafiador, no caso, é justamente desidentificar-se. Em outro contexto, com outra pessoa, eu veria a experiência como escopo de qual Arcano?
E, embora eu tenha reconhecido a Torre como tônica do ano até o momento - de fato, muitas estruturas que considerava sólidas ruíram com uma facilidade tremenda - eu tenho tentado também ler os eventos à luz do Eremita. Do macro ao micro, do solo ao grupal, o que eu vejo é uma constante busca por identidades perdidas ou mal lidas. Saber quem sou eu não basta; preciso saber quem sou eu no contexto em que estou.
Esse fragmentar-se em possibilidades de reação - afinal de contas, somos Legião - apresenta-se, sobremaneira, nas redes sociais. Eu tenho acompanhado algumas postagens, com meu Engov do lado, para ver até onde vai a intensidade do ódio destilado. Protegidos em suas casas, escudados por seus monitores e telas de celular, percebo o quão corajosos se tornam os indivíduos. Os justiceiros de internet não poupam imprecações contra quem quer que seja, sob a capa de é minha opinião! 

"Tomara que morra!"
"Essa pessoa faria o favor de se jogar na frente de um carro."
"Errou em ter nascido"
"Bem feito"

Eu não estou, nesse caso, questionando o que os odiáveis fizeram para merecer tais praguejares, estou questionando a disponibilidade que existe em odiá-los, sem consequências (imediatas, ao menos). É possível postar um "que o Diabo o carregue!" e continuar conversando com a mãe sobre a novela de ontem. É possível desejar que "um caminhão de lixo atropele" e ir ao banheiro, escovar os dentes. 



Isso não é possível fora do meio virtual. Da discussão ao combate, o reino de Marte não permite que você mude facilmente de ideia e siga a sua vida. A responsabilidade pelo (mal)dito é cobrada no fio da espada, cheirando a saliva e sangue. Que responsabilidade existe sobre o dito na internet, mesmo?
Ah, sim, o registro.
O que é escrito não se apaga, se esconde. Fica na timeline do Facebook, ou no meio de mil e um tweets passados. Mas não em branco - mais cedo ou mais tarde, eles virão à tona. Cuidado com seu ódio, semelhante atrai semelhante. 
Isso poderia ser uma maldição, mas é só uma dica. 
Cuidado com o que escreve, com o que ama e com o que odeia. Um dia ou outro, as coisas mudam e você tem ali o registro de sua imediatez, de seu instante, de seu momentum.
Se há um desejo sincero de minha parte, é de que você não se envergonhe. 

Serpente, eu te reconheço.

E, diante desse quadro tão digno do Arcano XVI, marcial por excelência, o Arcano IX mostra-se em sua beleza inegável: a lentidão dos passos, o distanciamento adequado, a reflexão e o silêncio para o correto agir, falar e portar-se. Se o afastamento pode ser uma forma de causar no outro a sensação da ausência, a não relação, a criação de confusão e desarmonia, por afastarmo-nos de tudo o que não gostamos - ouvi isso ontem - o Eremita ensina uma lição diferente. Só podemos ver panoramas distanciados daquilo que chama nossa atenção. De perto, detalhe, parte, foco. De longe, panorama, amplidão, possibilidades. Quem de nós nunca jogou para si mesmo e teve dificuldades, ouvindo na voz de outro cartomante tudo aquilo que o baralho havia dito e não foi capaz de ler, que atire o primeiro Louco ao precipício. De longe fica mais fácil reconhecer o real. O risco, como a internet bem nos mostra, é tornarmo-nos covardes diante do bom combate. É bom manter a clareza de quando estamos corretos e quando estamos acorrentados a uma ou outra perspectiva.



Então eu levo isso para a vida. O distanciamento tem o seu valor, para evitar a grosseria que tornou-se lugar comum no cotidiano. Não me vejo na obrigação de participar desse curso de ódio que estamos tendo em redes sociais. Não me vejo na obrigação de manter relacionamentos doentios e tóxicos. Não me vejo na obrigação de corresponder a expectativas menores que minhas possibilidades. 

Na dúvida, o importante é sorrir, deixar ir, e observar. 
Relacionamentos ilusórios se desfazem com o tempo. O que permanece, depois de Torres e Eremitas, é o que se leva. 
Leve.



Em direção à Estrela. 

Abraços a todos. 




sábado, 9 de julho de 2016

O baralho de Dona Maria Mulambo agora tem livro!


Olá pessoal. Eu acompanho o trabalho de Sonia Boechat Salema com muito carinho. Ela é uma pessoa criteriosa no que faz e devota ao seu povo como poucas vezes vi na vida. Dotada de uma sensibilidade ímpar, conversar com ela é certeza de querer conversar de novo. 
Ela sabe o que faz. 


Já há algum tempo, recebi meu baralho de Dona Maria Mulambo, a guardiã da Sonia, sua parceira de magia. É um baralho magnífico. É um dos baralhos das Senhoras. E é um desafio fascinante. A Karla Souza, autora do Esmeralda Lenormand e responsável pelo Falando Lenormandês, escreveu um artigo sobre ele também.
Agora, contamos com o companion escrito pela Sonia! São 312 páginas de teoria e prática não apenas de leitura cartomântica, como de rituais associados à Dona Maria Mulambo. 
Os Exus e Pombogiras são espíritos muito cultuados pelos devotos das religiões afrobrasileiras, mas sofrem de uma má interpretação pelos leigos. Associados ao mal - numa perspectiva maniqueísta rasa - são melhor entendidos quando apresentados por alguém que sabe o que está fazendo e do que está falando. Com a delicadeza que lhe é própria e a autoridade que lhe cabe, Sonia abre o livro explicando didaticamente sobre a natureza de tais entidades para aqueles que, como eu, não os conhecem o suficiente. 
Em seguida, apresenta cada uma das trinta e seis cartas, pormenorizadamente, conforme seu comportamento no jogo - da mensagem como carta do dia, à aplicação em áreas distintas e no posicionamento no Grande Jogo (semelhante à Mesa Real, mas com peculiaridades próprias do sistema).


Na terceira parte, fala sobre a consagração e sobre a mística do baralho. Ainda que não seja fundamental - baralho funciona se o cartomante funciona - esse é um baralho especial, ligado a uma egrégora específica e que atrai pessoas afinadas com ela. Sendo assim, acho pertinente que o baralho seja consagrado, não apenas por tornar-se um instrumento oracular, mas porque é um laço com alguém querido - estamos adentrando a seara de Dona Maria Mulambo, é no mínimo gentil que a agrademos para selar a amizade. 


Na quarta parte, fala sobre a prática, sobre os jogos mais adequados conforme a sua experiência na construção do oráculo e sobre a construção do diário de jogos. Embora o baralho aceite bem qualquer jogo que proponhamos, minha tendência é sempre acompanhar o raciocínio do autor, e, sendo a Sonia, eu acompanho tranquilo.
Na quinta parte, a mística, os rituais, mirongas, mandingas, conjuros e encantamentos de Dona Maria Mulambo. Para aqueles que, como eu, não se contentam em ler, sem viver o lido. 



Tudo o que eu disser aqui é pouco. Esse é um baralho para ser vivenciado, sendo ou não da religião afro. Vale o desafio, vale o encontro, vale o conjuro.


Para adquiri-lo, entre em contato com Sonia Boechat Salema na Tzara da Estrela - blog e página no Facebook.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Novidades no Lenormand no Brasil.

Olá pessoal. Eu fico muito feliz quando vejo iniciativas de sucesso ligadas ao Lenormand no Brasil. É uma área em expansão, com questionamentos antigos encontrando novas respostas e com possibilidades novas arejando o cenário da tradição. Hoje, em especial, gostaria de falar sobre três iniciativas inspiradoras, que por sua qualidade e pela proposta me levam a crer que ainda temos muito a fazer, pelo muito que tais pessoas fazem.
Juntos somos mais fortes e o reconhecimento desses trabalhos são passos importantes tanto como incentivo para que os proponentes continuem seu excelente trabalho, como referenciem novos trabalhos, diálogos e entendimentos com os demais. 

KARLA SOUZA E A TRILOGIA "DIÁRIO LENORMAND"


Na verdade, ainda é cedo para dizer que é uma trilogia - eu mesmo espero mais livros da Karla! Professora reconhecida no meio virtual, Karla Souza divulga o método da distância e tem maestria no assunto. Karla é autora do Esmeralda Lenormand, um dos maiores sucessos em andamento no Brasil: um baralho calcado no tradicional, mas com um design audacioso e rico em simbolismo, sendo atraente não só para quem está escolhendo seu primeiro baralho, como para quem já tem sua coleção. E suas criações não param!
Seus livros são lúdicos, divertidos, graciosos como só uma expert no design seria capaz de fazer, não pecando em nada no conteúdo. 
No primeiro livro, Karla trabalha com os pares e trios de cartas - como associar as cartas para leitura, não só adivinhatória como reflexiva. A ideia é o exercício diário, o entendimento no cotidiano do uso das cartas, suas atribuições e suas perspectivas.
No segundo livro a interface se complexifica até a leitura dos blocos de nove cartas. Existem cartomantes que, inclusive, desenvolvem trabalhos efetivos apenas com o bloco de nove cartas; entretanto, a proposta aqui é justamente o preparo necessário para a leitura da Mesa Real no livro III.
O terceiro livro lida com a Mesa Real 4x8+4 - o método que normalmente é encontrado nos livretinhos que acompanham baralhos, mas que nem de longe chegam ao grau de acuro e competência com o qual a Karla aborda o tema. Nós trabalhamos mesas diferentes - eu utilizo a 9x4 - mas o diálogo entre os conteúdos é evidente. Na verdade, eu e a Karla nos divertimos muito em nossas trocas de conteúdo!
Além do livro, o kit acompanha um tabuleiro de treino para auxiliar no processo de aprendizagem. Notadamente com o mesmo bom gosto das edições I e II.
Para adquirir, entre em contato com a autora no site Sensoriall. Para seguir seu blog, clique nesse link.

A literatura sobre Petit Lenormand está se expandindo. É muito bacana ver os estudos de caso pessoais tornarem-se fontes de consulta, de respaldo e de questionamento entre as diferentes práticas defendidas e vividas pelos cartomantes brasileiros. E mais bacana ainda é ver uma referência como a Karla tornando acessível seu conteúdo dessa forma. 
Estamos crescendo. 

ALEXSANDER LEPLETIER E O CANAL LENORMANDO



Alexsander é um dos mais renomados cartomantes do Brasil. Desenvolve seu trabalho com Lenormand há anos, aprofundando-se nos sentidos, meios e caminhos que o simbolismo individual das cartas permite correlacionar não só com o cotidiano, mas com as demais cartas, gerando um caldeirão rico de referências que passam desde a tradição até o que há de mais vanguardista nas artes. Bater um papo com o Alex é garantia de referenciações e um circo de pulgas atrás da orelha - é impossível conversar sobre Lenormand com ele e não ficar pensando por horas sobre o que ele diz. 
Estivemos recentemente juntos no Encontro da Nova Consciência, em Campina Grande, no qual, junto com Giancarlo Kind Schmid, Tânia Durão e Frank Menezes, conversamos sobre as cartas e os relacionamentos. Estaremos novamente juntos em junho, no evento Cartas Ciganas. E seguimos conversando sobre o tema que amamos.
Siga o canal nesse link.

Os vídeos são um caminho para quem se sente mais à vontade falando que escrevendo. É possível falar sobre a carta do dia, sobre aspectos interpretativos das cartas, dialogar de forma mais dinâmica com os seguidores. Temos uma série de trabalhos nesse sentido, vale a pena dar uma pesquisada. Particularmente, o canal do Alexsander é uma interface que já vem com todo o conteúdo que ele partilha há anos em seus cursos. Recomendo.

TÂNIA DURÃO E O ENCONTRO SOBRE AS CARTAS CIGANAS


Já em sua quinta edição, o evento reúne grandes nomes da cartomancia brasileira do Brasil e do exterior. Eu tenho a honra de participar desde a segunda edição, e aprendo muito com todos assim como ofereço o que sei. É notável no evento o clima de companheirismo, partilha, envolvimento e seriedade.


Tânia Durão é terapeuta e cartomante, autora dos livros As Cartas Ciganas: Uma visão holística e Luz do Sol: Colorindo as Cartas Ciganas e do baralho Luz do Sol. Seu trabalho é sistemático, com a doçura e a firmeza em quantidades que só quem sabe o que está fazendo é capaz de oferecer com maestria. 
Ainda dá tempo de adquirir seu ingresso! A Mesa Redonda será dia 25 de junho, no Rio de Janeiro. Para adquirir seu ingresso, clique aqui, e aproveite e siga o blog aqui.

Eventos de Cartomancia com Petit Lenormand, voltados para pensarmos a teoria e a prática, ainda são raros. Reúna seus amigos, bata um papo, registre! Vamos ampliar nossa vivência pessoal, tête-a-tête com as pessoas e o oráculo!

MINHA PARTE NA HISTÓRIA


Dia 30 de abril eu estarei no Espaço Merkaba oferecendo o curso de Mesa Real (9x4). 
Neste módulo será apresentado o método de leitura completo, que aborda todos as áreas da vida do consulente. Cada aluno terá meu acompanhamento para a leitura de sua própria mesa real (pessoal).
Com o uso da Mesa Real, é possível realizar uma consulta completa, sem a necessidade de utilizar outros métodos, já que este é bem amplo.

Importante ressaltar que cada módulo é independente, portanto o aluno não tem obrigatoriedade de realizar os três módulos, exceto se desejar a formação profissionalizante.
- Valor de cada módulo: R$ 305,00 em 2x sem juros
- Valor do pacote profissionalizante (3 módulos): R$ 750,00 em 3x sem juros
- Valor especial para alunos que já realizaram este curso e desejam reciclar seus conhecimentos: R$ 250,00 cada módulo.
INFORMAÇÕES E MATRICULAS:
(11) 3567.7538 | 9.7205.5181 (WhatsApp)

cursos@espacomerkaba.com.br


E, dia 11 de junho, estarei com um time de feras no evento Cartomancia, em São Paulo. Em parceria com Patrícia Farias, falaremos sobre as relações entre Petit Lenormand e a prosperidade. A apresentação visa identificar e qualificar as cartas que melhor diagnosticam e oferecem caminhos para o bem estar financeiro do consulente no Petit Lenormand. Tendo por base a experiência de anos de atendimentos presenciais e online, ofereceremos meandros de entendimento das cartas para aconselhamento e previsão ligadas às finanças, investimentos, prosperidade e bem estar financeiro, tanto em seu caráter panorâmico, oriundo da Mesa Real, quanto do seu caráter específico, na formulação de perguntas.


Aproveite para adquirir seu convite! Contato aqui.

E você? Conhece algum trabalho bacana, ou desenvolve um trabalho bacana? Comente aqui para que eu possa referenciar nesse artigo!

Abraços a todos.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Dos encontros: uma sincronia de textos.


Tendemos a encontrar amigos e companheiros de jornada entre aqueles que tem algo em comum conosco. Questão de conforto, inclusive: podemos trocar ideias, muito mais que oferecer ideias. E, estar no meio dos nossos dispensa comentários, as experiências se mesclam, os sucessos de um podem ser usados para superar as dificuldades dos outros, os problemas de um podem servir como exemplo do que fazer, ou não fazer, diante das mesmas circunstâncias.
Tendemos a admirar aqueles que possuem uma caminhada mais longa e ampla que a nossa em algo que conhecemos. E a admiração, aqui, não tem sentido positivo, unicamente; até mesmo a inveja é um tipo de admiração, de observação criteriosa, de espanto, de estranhamento. Eu posso não saber como nem por quê a grama do vizinho é mais verde; entretanto, eu sei que é verde e eu queria que a minha fosse assim - eu preciso descobrir o que ele faz para chegar nesse verde tão lindo!
Em contrapartida, olhamos com certa desconfiança aquilo que está à margem de nossa habilidade. Quem nunca falou mal de mecânico, de advogado, de médico - "confiar nesses profissionais? Não... Vou procurar uma segunda opinião" - que atire a primeira pedra. Tendemos a desconfiar do que não conhecemos, sobretudo quando vem de aparentes connoisseurs. 
Da mesma forma, há uma certa sensação de abuso quando alguém de outra área pede-nos um conselho. "O que significa a carta tal?" e você já pensa "quer apostar quanto que isso foi leitura de site ou de .gif de Facebook?"
E, consciente dessas possibilidades, eu tendo a evitá-las, tanto quando posso. Eu busco o diálogo com outras áreas para melhorar como cartomante, e tento tanto quanto possível responder as questões que me chegam. 
Mesmo que a resposta seja "agende sua consulta".


Hoje um estudante de direito, meu conhecido, veio me perguntar o que significava o Arcano XIX - O Sol. A primeira resposta que veio à minha cabeça, que foi inclusive a primeira resposta que dei, foi "depende". Essa resposta, que não tem nada de efetiva, nem mesmo a ver com o Arcano em si, mas com a minha prática em geral, me levou a escrever esse texto. O que me levou a responder... sem responder?
Em primeiro lugar, o critério e a responsabilidade com a informação. Como todos os Arcanos Maiores, ainda que a primeira impressão de uma carta possa levar-nos a considerá-la positiva ou negativa per se, com o tempo e prática vemos que uma carta tida como positiva, como o Sol, pode gerar circunstâncias extremamente desagradáveis de acordo com a configuração geral do jogo. O Sol pode clarear coisas cuja natureza pede o ocultamento. Sua luz não respeita os contornos próprios das exceções: se há espaço para a luz, se não há nada que a bloqueie, ela irá tomar o lugar (e a situação) com toda a sua intensidade.
Em segundo lugar, a falta de conhecimento da pergunta. O oráculo responde imagética e conceitualmente a uma pergunta. Sem o entendimento da pergunta, a resposta é, no mínimo, capenga. Nem sempre uma resposta positiva é bem vinda. Imagine se a pergunta for "serei demitido?" ou "o nosso relacionamento chegou ao fim?" e você responde, despretensiosamente, sim?  
Em terceiro lugar, a mão do cartomante é sempre soberana. Sem saber quem manipulou as cartas (ou se foi através do logaritmo de um site), uma resposta é sempre uma opinião, pois não é parte do processual da consulta em si, do momentum. Se eu leio, não há cartomante que me desabone da minha responsabilidade na leitura. Se outro cartomante lê, a responsabilidade pelo dito (ou não dito) é dele. 
Embora ele tenha sido claro em relação a ter jogado Tarô, poderia adicionar mais um limite: o baralho utilizado. O Sol do Tarô, do Petit Lenormand ou do Gypsy Witch, por exemplo, dialogam sobre um mesmo conceito de formas muito diferentes. Interpretações advindas de intertextos são para um nível mais avançado de leitura - normalmente desnecessário num caso como esse. 

E aí... "Depende".

Pedi a ele que esclarecesse os pontos da leitura. Um amigo havia jogado para ele, pergunta específica, e tirou três cartas: Torre, Mago, Sol. (Sol super bem vindo nesse contexto, não?) Interpretei superficialmente - não tinha autoridade nesse contexto para oferecer mais que uma opinião. E pelo feedback que obtive, eu estava correto em minhas impressões.
E isso me deixou pensando sobre como é o profissionalismo na cartomancia. Só podemos ser responsáveis por aquilo que é visto, dito e trabalhado no momento da consulta, no momentum de autorização do consulente e de autoridade do cartomante. Todo o restante é opinião, visão, possibilidade. Um cartomante interpretar o jogo de outrem a posteriori é como comparar, em Astrologia, a leitura de um mapa à feitura de horóscopo de jornal. Um mapa pede critério, leitura não só do céu mas dos contextos que envolvem o cliente, planejamento, estratégia - tudo o que é necessário para uma boa previsão. A feitura do horóscopo pede o entendimento dos padrões repetitivos do trânsito dos planetas, com os agravantes e atenuantes próprios de sua intensidade na alegoria dos eventos humanos. É o registro de possibilidades, não um mapa de jornada. 
Da mesma forma, o atendimento cartomântico é o espaço de criação de estratégias para o bom andamento das circunstâncias visando o bem estar do consulente. Uma leitura carta a carta, fora desse contexto, pode tanto ser um estudo como um levantamento de possibilidades, mas não tem o peso da leitura. 
Saber diferenciar um e outro, claro, pede tempo e prática - e respeito ao processo de acertos e erros que compõe a posse de um baralho. Nosso cliente é nosso juiz, mas nosso advogado é o próprio baralho. 

Bons professores, bons amigos, bons livros, boas vivências reduzem essa curva de aprendizagem e ampliam nossa capacidade de enxergar o mundo que nos cerca metaforizado nas cartas do baralho. Eu sinto muito orgulho das pessoas que aprenderam Petit Lenormand comigo - todas trazem uma bagagem para compartilhar, e todas levam de mim o que de mais bonito construí até agora.
E, em relação ao Tarô, não posso deixar de indicar dois trabalhos fantásticos que integram uma parceria e tanto: Kelma Mazziero, do Cartas na Mesa, acaba de postar sobre o Tarologar; e Ivana Mihanovich, do (El) Tarot Luminar, mantém a série Back To Basics, que já está em seu número V.
 
Dois textos que saíram hoje e que, sincronicamente, estão na mesma pegada do que conversamos aqui, por duas pessoas que possuem meu respeito e admiração.
Sigamos, trabalhemos e entendamos que a cartomancia se faz de vida, a mesma matéria da poesia. 

Abraços a todos.

domingo, 10 de abril de 2016

As Três Senhoras do Baralho.


George Owen Wynne Apperley (British, 1884-1960) The afternoon of the Corrida, Granada


MEA CULPA: esse texto já está escrito dentro de mim faz tempo. Perdão por só colocá-lo agora para fora.

É notável como o mercado cartomântico tem se ampliado e qualificado. Temos um acesso muito maior a baralhos importados (e quem começou na cartomancia há pouco mais de dez anos sabe o quão difícil era conseguir um baralho assim; contava-se com a sorte de chegar pelo correio ou pela sorte maior ainda de um amigo ir para fora do país). A criação nacional também tem sido profícua. Claro está que, na mesma medida em que o cenário se expande, a qualidade não acompanha sempre. Temos baralhos muito bons e baralhos nem tanto.
Mas temos baralhos e é isso que importa.

Paralelamente, os cartomantes tornaram-se mais exigentes. Vê-se um esforço em entender a cartomancia de forma extensiva, testando baralhos em função das necessidades de trabalho. O tempo de um baralho só para a vida toda, por falta de opção, acabou. Atualmente, você pode escolher ter um baralho só, vários, e o melhor: você pode escolher mudar de ideia e partir de um campo a outro.
Além disso, a própria experiência dos cartomantes, não só com nossa arte, mas com experiências artísticas, religiosas e alegóricas permitiu a criação de baralhos específicos, experimentos calcados na experiência de muito tempo com os baralhos tradicionais. Eu gostaria de citar, não sem certo orgulho, três senhoras que, em nome de três senhoras, desenvolveram três baralhos que, mais que adivinhatórios, são devocionais. 
A elas meu brinde, minha celebração e meu carinho.
A todas elas.

KATJA BASTOS E O TAROT CIGANO


Já falamos sobre o Tarot Cigano nessa postagem, mas não posso deixar de homenageá-la aqui. A Rainha Cigana, que trabalha com Katja Bastos há décadas, auxiliou-a na encomenda dessas 36 imagens ao artista espanhol Julio Spinoso. O baralho é inovador por incluir em suas imagens a proposta da correlação com os Orixás. Entretanto, ele não possui correlação com os naipes e alguns de seus significados são inversamente proporcionais àqueles tidos como tradicionais.
E lindo. Desnecessário dizer o quanto esse baralho é lindo.
É notável a diferença na interpretação que esse baralho proporciona. Recomendo seu uso para quem queira mergulhar de fato na forma como a Cartomancia com Petit Lenormand se desenvolveu no Brasil - todas as imagens são coesas com a proposta, o que facilita e muito o processo intelectual, psíquico e espiritual de conexão com a egrégora cigana e com a forma de leitura.
O baralho pode ser adquirido aqui.  

ELIANE ARTHMAN E O BARALHO DA MARIA PADILHA


Quando estive na Mystic Fair, no Rio de Janeiro, Prem Mangla me viu de longe e disse: "Cigano! Olha o que eu trouxe para você!" enquanto balançava em sua mão esse baralho. Confesso que num primeiro momento pensei de que maneira poderia usar adequadamente tal cartomancia; entretanto, assim que o embaralhei, senti o quanto esse baralho é poderoso, no sentido de ter sido feito dentro de um espírito de ritual e de plena confiança entre a autora e sua guia. Se a egrégora do baralho te dá a confiança que você precisa para ter a firmeza da mão, o que poderia dar errado?
O baralho está em sua terceira edição, atestando seu sucesso. Impresso em vermelho, branco e dourado sobre fundo preto, minimalista e direto em suas leituras. Não é um oráculo difícil de ser aprendido, mas, embora também possua 36 cartas, e as técnicas utilizadas para a leitura de um Petit Lenormand também possam ser utilizadas com ele, não deve ser confundido com um Lenormand. É uma proposta diferente, com resultados diferentes e não menos eficazes. 
O baralho pode ser adquirido aqui.

SONIA BOECHAT SALEMA E O BARALHO DE MARIA MULAMBO


O tempo passa e o mundo gira... e o relógio de Maria Mulambo não tem ponteiro!

Conheci Sonia pessoalmente em minha primeira visita à Tsara. Foi plena identificação; uma amizade de anos que tem ares de décadas. Desde então nos encontramos sempre que é possível, e quaisquer cinco minutos são como se valessem por horas. 
E valem.
Acompanhei de longe o desenvolvimento do Baralho de Maria Mulambo. Passo a passo, com calma e de acordo com as orientações que recebia, Sonia ia cumprindo o que Dona Maria queria, numa parceria amorosa, sem cobranças e sem indolências. Era o ritmo certo, no processo correto. E quando, enfim, o baralho veio à luz, não poderia ser diferente: 36 cartas coloridas e de simbolismo riquíssimo. Da mesma forma que o baralho de Dona Maria Padilha, este não é um Lenormand, mas todas as técnicas de leitura do Petit Lenormand podem ser utilizadas com ele.
O baralho pode ser adquirido aqui.

Eu saúdo as Três Senhoras que se mostram tão bem assessoradas pelas três senhoras que, para minha alegria e contentamento, tenho tão caras ao meu coração. 
Minha gratidão ao trabalho que as Senhoras vem fazendo onde os mundos se cruzam e as esquinas são mistérios. 
E você, que se interessar por quaisquer desses trabalhos, saiba: são baralhos produzidos com devoção e alinhados com o que há de mais puro do mundo devocional. Ou seja: embaralhar um desses baralhos, já é, por si só, uma oração.

Eu escrevi ouvindo isso aqui.