segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Guia do Tarô

Olá pessoal. Não sei se já aconteceu com vocês... de ser enganado e gostar da ideia?
Hoje isso ocorreu comigo.


Passei na banca para ver se havia alguma publicação sobre Tarot para indicar para os meus alunos, e me deparei com o livro Guia do Tarô: As cartas, seus símbolos e interpretações, de Maria Cecília Amaral (até procurei algum release desse livro no site da editora Escala, mas só achei este aqui. Se alguém souber a respeito desse livro ou quiser opinar estarei à disposição. Também tentei contatar a autora, mas sem êxito). Pensei bem, para não comprar por impulso, mas depois, pensando melhor, era o Rider-Waite... Eu ainda não tenho... Eu ainda não tinha.
Esse baralho foi estruturado para aprendizes, mesmo. O problema é que é um baralho formado por algumas estruturas questionáveis, se levarmos em conta a história de tais imagens. Não posso dizer o quão válidas são, já que nem testei, ainda; mas sei que, para quem quer uma pureza de jogo, não é o melhor baralho.


Os Arcanos Maiores pertencem à estrutura do Rider-Waite Tarot deck...


...mas preste atenção à numeração d'A Justiça e d'A Força. Não corresponde ao baralho original. Não tenho meu Rider-Waite. Ainda.


As cartas numeradas correspondem ao baralho convencional; não possuem as ilustrações do Rider-Waite. Mas é justamente aí que a parte bacana começa.


Dá uma olhada nessa Corte!
Não conheço a procedência dessa Corte, mas é claro e evidente que não é de um baralho inglês. Vou procurar referências francesas e holandesas para essas imagens. Ou, se alguém conhecer esse baralho...
Agradecerei as referências.

A parte divertida, ou melhor, a parte onde ser enganado é divertido - eu não comprei um Rider Waite, mas um mestiço! - é que agora tenho um baralho para estudar as cartas comuns e um jogo de 22 cartas de Tarot. Não é o que eu queria, mas ganhei um baralho muito bonito!
Ou a Taça está meio vazia... ou meio cheia! E meu ponto de vista vocês já entenderam qual é!

Nem folheei o livro que acompanha, ainda. Assim que tiver um posicionamento a respeito, posto aqui.
Abraços a todos.


19 comentários:

  1. Não é? O papel é bacana, o tamanho é bacana, só não gostei de ser uma "falsificação" de um Rider-Waite; mas acabei ganhando um baralho comum pra brincar um pouco!

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  2. As formas das 'figuras' influenciam na veracidade do jogo?
    Não é só saber o que cada carta (por nome ou por numero) significa que se faz a interpretação não?

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  3. Oi Mariana. As figuras influenciam, sim, a interpretação, ainda que não influenciem de forma tácita a veracidade das cartas. Cada baralho seria uma obra de arte completa, independente, coesa em seu traço; ao misturarmos baralhos, estamos criando possibilidades associativas aleatórias, diferentes das propostas pelos autores. No caso desse baralho, tanto os Arcanos Maiores quanto os Menores foram ilustrados; o que não é o caso desse aqui. Além disso, a Corte desse baralho não sofre inversão (assim como um baralho comum, o que, face à estrutura do Rider-Waite, seria um contra-senso.
    Poderíamos ir apenas pelo nome e pelo conceito, claro; mas perderíamos as nuances e detalhes que a Pamela C. Smith propôs nas suas imagens, e que tanto oferecem para interpretarmos.

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  4. Concordo com Emanuel, senao imagina como iria ser pouco utilizado meu amado Crowley, tantas informações na figura que podem dar intuições alem dos significados seriam disperdiçadas.Abs!

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  5. Pois é, e cada baralho que lemos acaba se tornando parte de nós, como se fosse um sotaque, um regionalismo, um espaço que se abre dentro do todo que somos como cartomantes...

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  6. eu tmb comprei a isso de 2 semanas atrás, e o indiquei a uma amiga, a Babi Guerreiro... ;)

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  7. Verdadeeee... olha o nosso Deck ai Lú... eu gostei muito dessa corte tb... vou dar uma olhada e se descobrir algo eu deixo por aqui o comentário.
    Quanto ao livro, um amigo tarólogo criticou algumas referencias do livro... mas como eu ainda estou estudando (faço parte do grupo Sibilando da Lua Serena no Yahoo Grupos)então... ainda não posso opinar.
    Beijus Emanuel e até breve.

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  8. Oi Babi, fico no aguardo dos seus comentários!
    Lu, você também se sentiu "enganada"?
    Grande beijo!!!

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  9. as figuras da coorte sao espanicas ...

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  10. FAIL...vai estudar um pouco de Qabalah Hermética, depois vem falar se você realmente gostou de ser feito de besta...

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  11. Oi Harper, obrigado pela dica. Mas não achei as cartas com aparência hispânica, a priori. Mas de qualquer forma, é um caminho para encontrar referências de algo tão evanescente quanto imagens sem prévia referência. Contudo, repare nas vestes, não são o que possuo de referente à Espanha.
    Não custa eu pesquisar mais um pouco.

    Quanto ao comentário anônimo, eu recomendo, inicialmente, utilizar seu nome, para que eu possa me direcionar diretamente à sua pessoa; contudo, mesmo sem nome, seu comentário merece resposta.
    Eu não sou muito bom em Qabala Hermética, não o quanto gostaria, porque para jogar Tarot isso não é imprescindível, embora seja uma constante fonte de insights. E, mesmo que eu estudasse a minha vida inteira Qabala, continuaria com a referência de que as imagens desse baralho, o Rider-Waite, estão trocadas em função do número. Se isso se aplica ou não à QBL, não é importante nesse momento. O que aconteceu foi uma troca consciente da Força e da Justiça, feita por Arthur Edward Waite, que singularizou esse baralho frente a seus contemporâneos, sendo simplesmente ignorada na editoração das imagens.
    Ou seja, para te esclarecer esse ponto, não precisei em nenhum momento citar a QBL Hermética, que você considerou inicialmente tão fundamental para explicar a questão.
    E eu não fui feito de besta. Fui "enganado" - entre aspas.
    Abraços a todos.

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  12. Olá pessoal. Cá estão as referências às cartas. São oriundas do Jeu de Tarot. Confiram: http://taroteca.multiply.com/photos/album/239/Jeu_De_Tarot#

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  13. Gostaria de saber se o livro é bom para quem começa o aprendizado

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  14. Oi Junior. Achei mais pertinente responder sua questão num tópico à parte. Forte abraço.
    http://conversascartomanticas.blogspot.com/2011/10/conversas-cartomanticas-um-baralho-para.html

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  15. achei o livro legal, há algumas coisas que são muito a parte de cada tarólogo,também encontrei referencias muito mistificadas, há também muita filosofia que não tem nada á ver com o tarô.
    porem para iniciantes pode ser legal dar uma olhada.

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  16. Oi Anônimo. Conforme expus no link que está acima do seu comentário, não concordo com você. Esse não é um bom livro para iniciantes, excetuando o preço. Contudo, o baralho do Nicolas Conver (http://www.albideuter.de/html/marseille-conver-1760.html), publicado aqui no Brasil pela Pensamento como "Antigo Tarô de Marselha", é tão acessível quanto, ou até mais barato, e pouca gente conhece. Tem também outras edições, FIDEDIGNAS, do Waite-Smith, como a da Artha Editora, também num preço bem acessível.
    Agora, quanto à obras iniciais para estudo, caso o iniciante deseje realmente um pacote completo, não tem melhor que o Tarô Mitológico, publicado atualmente pela Madras Editora. Um livro preciso com iconografia explicadinha e sistema de raciocínio sem discrepâncias internas. Depois, ao conhecer outros baralhos, é passível de comparação, crítica e discussão - coisas que não interessam, ou não deveriam interessar, ao iniciante, num primeiro momento.
    E, claro, existem cursos, que são muito melhores que um livretinho de banca. Vale a pena dar uma olhada nos profissionais que estão perto de você ou que atendem online.
    Ou seja, não acredito, sobremaneira, que esse livro seja interessante para iniciantes. As discrepâncias que ele possui já são complicadas para quem estuda há um tempo, quanto mais para quem está começando. Quer começar, comece pelo que há de bom. Um abraço.

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  17. nossa eu venho estudando este livro a algum tempo e nao tenho esclarecido minhas duvidas,
    como sou iniciante estou procurando algo no relacionado a autora e nao encontro absolutamente nada to me sintindo um pouco enganada . !!

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  18. Jaci, vale a pena você procurar outros livros, mesmo. Esse vai deixar a desejar no quesito esclarecimento.

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Quando um monólogo se torna diálogo...