segunda-feira, 27 de julho de 2009

Considerações sobre a Mesa Real


Olá pessoal. Hoje, enquanto navegava pela comunidade Baralho Cigano - Petit Lenormand,entrei num post sobre a Mesa Real, e questionei algumas colocações. Descobri que a nomenclatura "Mesa Real" se aplica a pelo menos meia dúzia de jogos - todos diferentes - ... E então decidi postar minha forma de ver esse jogo, conforme aprendi com Silvia Theberge e que fui adaptando, de acordo com minha vivência com o Petit Lenormand/Baralho Cigano.
A estrutura que sigo para dispor as cartas é a seguinte, 9 colunas de 4 cartas, 4 filas de 9 cartas:

Na imagem, o "x" indica a carta que representa o consulente, no caso uma mulher. Aqui em baixo segue o esquema de disposição das cartas:

[01][08][09][16][17][24][25][32][33]
[02][07][10][15][18][23][26][31][34]
[03][06][11][14][19][22][27][30][35]
[04][05][12][13][20][21][28][29][36]

Ou seja, após embaralhar as cartas, disponho em zigue-zague na vertical. Leio as cartas duas a duas, sendo da esquerda para direita nas fileiras de cima e da direita para a esquerda nas fileiras de baixo ([01] e [36], [08] e [29]...; [02] e [35], [07] e [30]...). Minha vivência com essas cartas dividiu o jogo em três grandes grupos de três colunas, onde as colunas 01, 02 e 03 representam o passado, o que motiva o consulente a consultar-se; as colunas 04, 05 e 06 o presente, sendo que a coluna 05 é a mais importante do jogo, pois representa o AGORA, quais são os passos que o consulente dará para movimentar as três colunas restantes, o futuro. Dentro dessa premissa, pode-se analisar os encontros entre cartas na horizontal, vertical e diagonal, "costurando" os significados das cartas em frases coesas.
É importante perceber onde está a consciência do problema do consulente, a partir de sua significadora - a carta [28] para o homem e a [29] para a mulher, pois é possível que ele esteja se atentando mais a coisas que passaram, ou a coisas que poderiam acontecer, mais do que realmente é importante atentar-se no AGORA.

Lendo melhor o post, percebi que são atribuidos significados às casas, método que atualmente não utilizo - é a relação entre os pares e entre as cartas em derredor que me concedem informações. Contudo, se é para atribuir valores e levando em consideração a origem francesa desse baralho, sugiro aos interessados que leiam as atribuições dadas por Papus em Tarô Adivinhatório, da Pensamento, e no Tarô dos Boêmios, da Editora Ícone. Não sei se Etteilla fez um trabalho parecido, mas possivelmente deve haver algo a respeito - conforme me disse o Alexander, o Dr. Gérard Encausse foi compilador da obra de Eteilla. No trabalho de Papus, o que temos é a Mandala Astrológica sendo percorrida três vezes, e a cada vez lhe é atribuído um significado diferente. Seriam os decanatos de cada signo? Bem, quanto mais eu penso a respeito, mais penso em escrever outro post... [;)]
Ah, claro: para ambientar-se com essas atribuições em nível ibérico, sugiro a leitura das casas do baralho de São Cipriano (outro link aqui - arrisque clicar e supreenda-se [;)])- uma compilação muito bem feita, aliás, da cartomancia da qual nós, como brasileiros, somos herdeiros. Há também o livro do Hadés, Cartas e Destino, mas que versa sobre o baralho francês - um post futuro =P.
Até o próximo post.

7 comentários:

  1. Bem eu me chamo Michele Cavalheiri e sou do interior de São Paulo, eu comecei a ler as cartas faz pouco tempo desde q as ganhei no meu decimo setimo aniversário, porem oq eu pude ver ´pelo baralho cigano feito pela Mlle. Lenormand seria q a disposição de cartas seriam 5 fileiras, quatro com oito cartas e a quinta e ultima com 4 cartas, que começava a partir da terceira coluna a disposição das quatro da esquerda para a direita por exemplo:

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    Por ser o mesmo metodo De Mlle. Lenormand a disposição das cartas deveriam ser iguais não concorda? Pelo menos no modo como dizem que ela profetizou a grandeza ao Napoleão e a queda de muitos outros na corte.
    Dizem que foi essa mesma disposição do baralho que ela ultilizava.
    Porém qual se torna a certa?



    Michele.

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  2. Michele, desculpe a demora na resposta. Seguinte: quando tomamos um jogo por "correto", devemos ter cuidado em estudarmos as origens do mesmo. Esse jogo que você conhece na verdade é um jogo proposto para o Baralho Espanhol, porque é desenvolvido para 40 cartas, não 36. Contudo, o que realmente importa é o jogo funcionar bem para você.
    A história, a biografia de Mlle. Lenormand é muito controversa. "Vende" dizer que ela foi a consultante de Napoleão, mas não obtive ainda certeza sobre o assunto. Se as pessoas criam histórias acerca da vida dela, o que dirá de seus métodos?
    Eu jogo com esse, de 4 fileiras de 9, por me ser mais confortável, mas poderia testar o método que você indica e comentá-lo, posteriormente.
    Grande beijo!!!
    P.S.: Deixe seu contato, por favor, para facilitar o retorno.

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  3. Gostei mas não consigo seguir o google connect ta dando erro....

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  4. Eu amei essa postagem!

    Eu aprendi a Mesa Real à Espanhola ( a descrita pelo comentário anônimo), mas nunca me senti muito confortável lendo assim (embora consiga interpretar bem as tiradas). A base (4 cartas) sempre me deixam incomodada. Vou testar essa proposta de mesa real, mas ao ler o post já me senti mais "familiarizada" tenho que confessar!

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  5. Também aprendi a jogar pelo método do comentário, mas igual a Anna Cecilia não me sentia confortável - era como se faltasse algo. Pelo método descrito aqui no seu blog, de cara, vi que era isso o que eu realmente buscava. Vou testar hoje e conto depois.
    Um xero do tamanho da Bahia procê!

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    1. Será sempre bem vinda! Faça o teste e conte pra nós!

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