segunda-feira, 18 de julho de 2011

A Compaixão e o Tarot, ou do uso da linguagem cartomântica.


Olá pessoal. Esses dias eu tenho me preocupado, me degladiado com a questão pessoal nos estudos. É fundamental, para o ensino, a aprendizagem e a evolução pessoal e grupal do Tarot, a crítica documental. E, nessa área, a crítica se debruça sobre os significados das cartas em diversas posições e jogos, escolas de interpretação, formas de manipular as cartas - oráculo, meditação, magia - entre outras coisas. 
Mas ainda há quem insista em discutir intérpretes, ao invés de discutir interpretações. Trabalho desnecessário, que causa rompimentos e rusgas na comunidade tarológica, que por si só já é vasta em possibilidades. Temos, além de todas as escolas, os autodidatas - como eu fui e sou - que apreendem o oráculo na prática, haurindo de fontes diversas as possibilidades interpretativas, muitas vezes sem crítica e sem referenciais corretos. Todo baralho de Tarot, é, essencialmente, um Tarot; mas jogar um Thoth, um Rider, um Mitológico ou um Kier resulta em experiências diferentes! (Já falamos sobre as possibilidades iconográficas aqui, e aqui falamos sobre o papel do ilustrador nesse processo.)


Costumo dizer que Tarot é a linguagem, como temos o português, o inglês, as libras e os sinais. Como linguagem, é o grupo de signos que permite, por combinação, a obtenção e a emissão de determinadas informações. Contudo, como linguagem viva, está em constante transformação, sofrendo adaptações e singularizando-se de forma tal que, a despeito de não perder seu sentido original, ganha em regionalismos e "gírias", como a linguagem corrente. No caso do Tarot, esses regionalismos e gírias são as diversas interpretações iconográficas. E isso não é de hoje: temos tantos Marseille quanto temos gravadores, a despeito da versão Grimauld ser a mais veiculada e tida como "correta" por aqui. Exemplos: Conver, Antigo Tarô de Marselha (editado no Brasil pela Editora Pensamento), Nostradamus, Centúrias, Grimauld (a "correta"), Dusserre, Burdel, Universal (Burdel), clássico, Marselha, Convos,  Espanhol (que, particularmente, acho lindo, com seu cromatismo de temperatura mais elevada - não gosto de baralhos "frios", risos). E aqui só me remeti aos baralhos Marseille disponíveis no site Albideuter! Se fizéssemos o mesmo trabalho com o Rider-Waite, que é sem dúvida o baralho mais utilizado no mundo (ainda que o Marselha continue sendo o mais utilizado em países latinos, como o Brasil), as possibilidades seriam infindáveis!


No caso do Marselha, como vimos, estamos diante de uma mesma interpretação pictórica dos símbolos, com mais ou menos acuro, com mais ou menos cores. Para mim, regionalismos. Assim como temos baralhos italianos, que são diferentes dos franceses, que são diferentes dos suíços, que são diferentes dos alemães, que são diferentes dos espanhóis, que são diferentes dos brasileiros, tendo, no entanto, a mesma característica enquanto baralhos de Tarot - 22, 42 ou 78 cartas, 22 Arcanos Maiores.
Agora, o que chamo de "gíria" são as interpretações artísticas que temos em profusão hoje em dia, mas cuja origem é antiga, já vista em alguns baralhos "regionalistas". Como disse, um Rider não se parece com um Thoth, que não se parece com um Kier. De Waite a Crowley, temos uma releitura dos prospectos da Golden Dawn, e do Thoth para o Kier uma releitura da iconografia egípcia à luz dos atributos de cada carta. Os baralhos dialogam entre si, não causariam um estranhamento a um iniciante. São suas peculiaridades que falam a nós. Assim como somos capazes, enquanto brasileiros de um território vasto, amplo e continental (#pleonasmofeelings), de compreender o que uma pessoa que mora em Pernambuco, em São Paulo, no Rio Grande do Sul e no Acre diz, assim também somos capazes de compreender os atributos básicos que diferenciam um Arcano do outro, permitindo sua cambiância em uma linguagem coesa. Contudo, em cada um desses lugares existem palavras que não são de uso comum, fazendo sentido apenas para aqueles que foram apresentados, iniciados a elas. Da mesma forma, em cada um desses baralhos, temos elementos que só farão sentido, só ampliarão as possibilidades interpretativas, se forem devidamente conhecidos. Para isso lemos sobre Thelema para entender o Thoth - já que foi em função dessa filosofia que o baralho foi desenvolvido - e estudamos mitologia egípcia para entendermos o Kier. 
Essas gírias não fazem o Tarot perder em nada. Acrescentam peculiaridades a uma linguagem já rica, deixando-a mais preciosa, mas sendo, sobremaneira, dispensáveis para aqueles que não acreditam em acréscimos, sem perda para o uso do mesmo. O problema que vejo é quando existe uma depreciação da linguagem, uma degradação do símbolo. Isso ocorre, sobretudo, quando os baralhos são criados por artistas sem conhecimento do símbolo e/ou sem orientação de um cartomante experiente. Com a Internet, fica fácil desenhar um baralho. Entro no Albideuter ou na Taroteca, baixo uma ou duas cartas, pego o que entendi delas e desenho meu próprio baralho! Simples, né, champs?
NÃO! Arte não é só inspiração. Arte é projeto, é sentido, é fundamento e proposta. E o Tarot, antes de qualquer outra coisa, é um baralho e uma obra de arte! Não adianta ter só intuição nessa hora, senão todos nós seríamos artistas - intuição não é Dom para poucos, é Dom treinado por poucos - assim como o talento artístico!
E, voltando ao que norteia essa postagem, hoje eu tirei o Rei de Copas no Tarot Personare. Um dos atributos desse Rei, que tem uma facilidade impressionante para reproduzir os sentimentos seus e dos outros, é a compaixão, atributo raramente lembrado quando pensamos em crítica.


Contudo, a raiz etimológica do conceito já nos norteia:


com.pai.xão sf (lat compassione) Dor que nos causa o mal alheio; comiseração, dó, pena, piedade.

A Wikipédia vai além. Contudo, apesar de ser um conceito naturalmente relacionado à religião, eu o vejo mais relacionado à religiosidade, ou seja, à proposta de Ser, não o Ser a quem se louva. 


Relacionando isso ao tema proposto hoje, eu estou interessado nos sotaques, nos regionalismos, nas possibilidades interpretativas que não fui capaz de intuir ou descobrir. Estou interessado na conversa cartomântica que podemos ter em relação a isso. Eu cresço com isso! Quanto a isso, não existe compaixão, existe burilamento, existe aparar de arestas, clareamento de ideias. Chegamos onde queremos chegar deixando o que houver de inadequado para trás. Conhecemos novas bibliografias, novas abordagens, novos sites, blogs. 
Agora, cuidemos para que nossa gíria não seja confundida com linguagem, e que, dessa forma, consideremos que alguém esteja errado em falar por não falar como nós

A todos aqueles que estiverem dispostos a conversar sobre ideias e não sobre pessoas de forma depreciativa, sejam sempre bem vindos a esse espaço. A todos aqueles que desejem expor pessoas de forma depreciativa, outros espaços lhe serão mais adequados. 

Abraços a todos.

Conversas Cartomânticas: Descobrindo a Justiça com Leonardo Dias.


Olá pessoal. Contamos hoje com a postagem do Leonardo Dias, do blog Descobrindo o Tarot, sobre um dos Arcanos mais próximos da nosso cotidiano. Qualquer profissional do Direito conhece seus símbolos, já que a imagem em si lhes é relacionada. Leonardo nos guia de uma forma bastante suave pela construção da alegoria e, consequentemente, de seus significados atuais. 
Leo trabalha especialmente com o Rider Waite Smith, tecendo considerações fantásticas sobre a iconografia dessas lâminas em diversas possibilidades midiáticas. Atualmente ele tem trabalhado com vídeos e feito um excelente trabalho!
Contatos com o autor: www.manimaneon.wordpress.com.

Rider-Waite-Smith

Justiça. Equilíbrio. Ordem. Precisão.

A Justiça do Tarot sempre foi uma das cartas que eu achei mais xoxas. Seu significado é - ao menos aparentemente - tão óbvio que nunca me inspirou a mergulhar mais fundo em busca de alguma descoberta. Do mesmo modo, as linhas gerais de sua representação nunca me transpareceram qualquer coisa além do que pode ser obtido da simples observação. Em consequência do papel diminuto que sempre ocupou no meu Tarot pessoal, foi com certo ceticismo que recebi o convite para participar da postagem coletiva do Conversas Cartomânticas, discorrendo sobre a Justiça. E eis que, assim como o véu entre os pilares às costas da figura do baralho Waite-Smith, por trás de sua superfície pouco encantadora, a figura da Justiça tem sim o que nos revelar.

De Angelis

A primeira coisa que eu percebi ao começar a (tentar) escrever sobre a Justiça do Tarot foi que boa parte de sua falta de encanto se deve à familiaridade que a mente contemporânea tem com sua representação. De fato, a alegoria da Justiça conta-se entre aquelas que conseguiram manterem-se vivas em nossas mentes desde a Antiguidade; todo mundo sabe de cara o que quer dizer uma mulher segurando balanças e uma espada. Nisso, a representação da Justiça se aproxima à da Morte, ou à do Diabo, e se distancia das representações de cartas como O Enforcado ou Os Enamorados, cujo significado não conseguiu se preservar facilmente identificável aos olhos modernos. Inclusive, é bastante certo afirmar que ao menos parte do que motivou a criação de um tarot esotérico deve-se justamente ao senso de mistério que essa falta de vínculo imediato provoca no observador carente de referências corretas. E eis que, em 1863, menos de cem anos depois da “descoberta” de Gébelin, o francês Paul Christian consolida esse senso de mistério que os trunfos inspiram ao reintitulá-los arcana, “mistérios” em latim.
Para entendermos como a figura da Justiça chegou até nós, bem como de onde ela veio, cabe aqui olhar um pouco para seu passado.

Visconti-Sforza (U.S. Games)

As origens da figura 

Origens da representação da Justiça remontam à figura de Dike, deusa grega que personifica as regras e valores que regem o mundo humano. A figura da Dike grega parece ter servido de base para que os romanos compusessem a representação de sua deusa Iustitia, que, já nessa época, era retratada como uma mulher portando na mão esquerda uma balança, e na direita uma espada. A Iustitia romana é essencialmente a origem direta da figura da Justiça que encontramos entre os trunfos do Tarot. Sua inclusão entre os trunfos explica-se pela participação da Justiça entre as quatro Virtudes Cardinais. O conceito das quatro Virtudes vem de Platão e Aristóteles, e chegou à arte e ao pensamento renascentista por intermédio de pensadores medievais tais como Tomás de Aquino (1225-1274). Platão sustentava que as Virtudes eram princípios que fundamentavam a existência do universo e regiam a ação do homem correto, e esse seu caráter essencial conservou-se no pensamento medieval e renascentista. No momento da criação dos trunfos, a imagem da Justiça gozava de reconhecimento geral entre os artistas e pessoas educadas da época. 
É importante ressaltar que é como Virtude (isto é, uma qualidade de caráter) que a Justiça integra a lista dos trunfos. Sendo assim, seu significado original inicialmente aproxima-se da ideia de retidão de caráter, que confere o certo valor às coisas e exibe integridade de julgamento nas ações.

Marselha Grimauld

Simbolismo

A espada e a balança são os elementos centrais do simbolismo da Justiça. Em sua representação no baralho Waite-Smith, os pilares ao fundo também merecem destaque. A espada e a balança constituem um par de símbolos que possui sua dinâmica própria.
A espada é um antigo símbolo associado a poder, autoridade e virilidade. Com suas duas lâminas, a espada serve de boa representação para as duas faces do poder – a que mantém a paz e a ordem por meio da autoridade, e a que os destrói. A espada é essencialmente um símbolo de ação, e uma espada em repouso serve como lembrete da autoridade que esse poder de ação possui. Outro aspecto do simbolismo da espada está ligado a ideias de honra, valor e coragem. A Justiça tem sua espada na mão direita, relacionada ao princípio masculino e ao intelecto. Podemos ver em sua espada, aqui, seu poder de executar ou determinar a execução de uma ação; sua força, honra e autoridade; bem como sua clareza de raciocínio, e sua capacidade de distinguir entre o certo e o errado, usando o poder cortante de seu intelecto para tal. Sendo capaz de manter a ordem e de perturbá-la, a espada também exprime a ideia do processo de constante criação e destruição no qual consiste a própria existência. Assim, em um nível mais profundo, a espada na mão da Justiça indica sua função de criar/destruir para manter a ordem geral. Entretanto, a espada representa uma força que raramente consegue manter-se no devido equilíbrio. É aí que entra a balança.
A balança é um velho símbolo de equilíbrio e medida. Já no Antigo Egito, ela era associada a Maat, deusa que personifica o princípio da Ordem e da Verdade. Existe também uma associação da balança com o tempo, a alternância entre dia e noite, e os ciclos que se sucedem indefinidamente. Essa associação da balança com a cíclica alternância entre os opostos ao longo do tempo confere a esse símbolo ideias relacionadas à ordem cósmica e à noção do tempo como cíclico. O próprio signo de Libra marca um momento do ano em que o dia e a noite têm igual duração: o equinócio de Outono. Marcando o equilíbrio entre os opostos primordiais – dia e noite – Libra incorpora o poder da balança de equilibrar as forças naturais. A balança da Justiça indica seu poder de encontrar a certa medida, o ponto dourado no qual os opostos encontram-se em perfeita harmonia. Amparada pela força reguladora que a balança representa, a espada pode ser usada com justiça.
O par de pilares entre os quais se posiciona a figura da Justiça tem uma significância específica ao baralho Waite-Smith. Nesse baralho, pares de pilares geralmente costumam representar os limites entre um mundo e outro, como um portal. Por trás do véu entre eles há uma realidade de percepção diferente, mais ampla que a ordinariedade do mundo exterior a esse local sagrado. Em seu texto sobre essa carta no The Pictorial Key to the Tarot, Waite traça uma distinção entre a justiça humana (os valores morais, o conjunto de regras e normas que regem a vida comum) e a Justiça espiritual (a Ordem subjacente do universo, a Verdade por trás de tudo). Essa instância superior da Justiça, da qual nossa justiça humana é apenas um reflexo, é o que está por trás do véu entre os pilares dóricos na carta número 11 do baralho Waite-Smith.

Albano-Waite

A Justiça em ação – sua presença nas leituras

Ainda que o significado da Justiça seja bastante óbvio mesmo para praticantes mais novatos, frequentemente eu noto certa dificuldade em encontrar um lugar e função para essa carta nas leituras. Uma boa compreensão da Justiça requer, antes de tudo, um entendimento claro do conceito de justiça em si. Tal compreensão suplanta o objetivo desse texto, mas ainda assim somos capazes de chegar a alguns denominadores comuns a esse respeito.
Em leituras, a Justiça traz uma constelação de ideias relacionadas a ordem, precisão, autoridade reguladora, retidão de caráter, honestidade e regra. A Justiça representa as medidas, por meio das quais se estabelece uma ordem. Sua presença muitas vezes indica que o consulente terá que lidar com situações onde o respeito às regras será importante. A coroa da Justiça nos lembra que esta é uma figura de autoridade. Ela também pode indicar, portando, poder de decisão.

sábado, 16 de julho de 2011

A Carruagem como veículo. De comunicação.



Olá pessoal. Aproveitando que ainda estamos em clima de Carruagem - depois do excelente texto da Giane Portal para a Blogagem Coletiva - e eu gostaria de explorar um aspecto deste Arcano que, confesso, nunca tinha passado pela minha cabeça, até ontem.


Em um jogo, precisando confirmar se deveria participar de um evento ou de outro, a Carruagem regeu a tiragem. A primeira ideia que passou pela cabeça - o insight, em outras palavras - foi o fato de que a Carruagem leva o auriga aonde, somente com suas pernas, ele chegaria com muito esforço ou gastando muito tempo. Isso me fez pensar no telefone - uma forma de evitar que eu me deslocasse fisicamente para obter a resposta que esperava.


Comunicação é um atributo próprio dos Arcanos Mago e Hierofante. No Mago, ele é o comunicador sem palavras, o exemplo, o que movimenta-nos sem necessariamente dialogar conosco diretamente.  É como os diálogos da moda - a gente usa e segue, sem nem saber muito bem o porquê. Ou então, seguimos porque alguém famoso faz isso. O Mago tem bem desses desejos de fama, que só concretizará, se tiver sorte, dezoito Arcanos depois. (cf. o texto do Giancarlo, para a Blogagem Coletivaaqui)


Já o Hierofante é o professor. Já dialogamos sobre esse aspecto antes, aqui e aqui, além de termos o texto delicioso da Pietra aqui, por isso não me estenderei a respeito. 

Mas... Aonde a Carruagem entraria como aspecto comunicativo? Qual é o atributo que lhe concede esse aspecto - ou por que eu Vi isso no meu baralho?
A Carruagem é um veículo. Simples e diretamente expresso em toda a sua iconografia. A noção de movimento, dada pelos cavalos, não participa da ideia de parada dada pelo auriga - não é que ele esteja estático, ele está parado, mas atento; não há como haver controle sem que ele acompanhe o movimento com seu corpo; no entanto, movimentar-se fica difícil. Tenta tomar água dentro de um ônibus... estando de pé.
Mas esse movimento, com o guia aparentemente parado - já que ele participa do movimento -  é algo que, hoje, podemos fazer sem, necessariamente, mudarmos de lugar. O que é o Skype nessa hora? Não é estarmos em outro lugar que não aqui?


A Carruagem me leva a novos voos. Não, não estou dizendo que ela é puxada por Pégasos. Mas os seus significados se ampliam sem, no entanto, fugirmos à raiz que os norteia. Estamos ainda falando de movimento. De veiculação de informação. Eu vou... Mas eu fico. Do lado de cá enquanto você, leitor, do lado daí, está dialogando comigo...
Abraços a todos...

quarta-feira, 13 de julho de 2011

I Like That, Fool. I like that.

Radiant Rider Waite


Olá pessoal. Quem me conhece sabe que eu gosto muito de surf music - aquele lance de que as coisas darão certo sem esforço, sem preocupação, em estar no momento presente, é tão Zen para mim, é tão lógico! Apesar de, na maior parte das vezes, eu me esquecer disso e viver um Nove de Paus desnecessário...
Hoje, porém, me recordei dessa possibilidade de viver o presente, pelo menos uma vez deixar o barco correr sem meu esforço em remar. Afinal de contas, acabei de chegar da Confraria, a ebulição de sentimentos tem que dar lugar a uma serenidade para que eu possa escrever a contento. 
E, nesse clima, partilho com vocês uma música que é puramente o Louco. Nada de compromisso e... por que isso seria ruim? ;)
Abraços a todos.



Shoes on my feet
Sun on my back
Some place to sleep
Yeah I like that
Wind in my hair
I just relax
Going nowhere
Yeah I like that
Yeah I like that
I think I'll stay
No matter where I've been
Take what I got
Take it all in
and just take my time
Then give it back
'Cause it's not mine
Yeah I like that
Yeah I like that
Yeah just like that
I think I'll stay
No matter where I've been
Take what I got
Take it all in
and just take my time
Then give it back
'Cause it's not mine
Yeah I like that
Yeah I like that
Just like that
Shoes on my feet
Sun on my back
Some place to sleep
Yeah I like that


Confraria de Tarot - EU FUI, e EU IREI!


Olá pessoal. A Confraria Brasileira de Tarot foi um sucesso - como se houvesse possibilidade de acontecer o contrário!
Foi precioso, para mim, conhecer as pessoas que estão por trás das teclas do computador. Além de dedos, essas pessoas tem braços, pernas, cabeça, tronco e nesse tronco bate um coração!
Meu agradecimento especial ao Leo Dias e à Pietra de Chiaro Luna, que geraram o background favorável à minha estadia em São Paulo; gratidão a todos aqueles que, de uma forma ou de outra, entraram em contato comigo, que conheceram meu trabalho cá desse blog e me deram as sugestões que em breve veicularemos cá nesse espaço. Gratidão à Edy de Lucca e sua "Cigana encostada", à Doraci Reis (mamãe!), ao Euclydes Cardoso Jr., à Drika Lopes, pela sensação familiar de "já nos conhecemos de algum outro lugar...?". Gratidão à Sarah Helena, que me permitiu construir imageticamente uma Força. Gratidão a todos os Tarologistas que lá estavam, gratidão a toda partilha, a todo comprometimento, a toda a perspectiva que se abriu a partir desse evento, de fundamental importância para o crescimento da Arte cá no Brasil. Como bem disse a Pietra, "agora Tarot é coisa de gente grande".
Essa é a primeira de muitas, e eu quero estar em todas que puder. A quem não pôde ir, não percam a próxima... Temos doze meses para nos organizarmos e irmos, e estarmos juntos!
Fotos do evento:

Nei Naiff, Vera Chrystina e eu.

Vera, eu, Leo Dias, Euclydes Cardoso Jr., Nei Naiff, Lucas Semensato, 
Doraci Reis, cá na frente Sophia Austeros e Edy de Lucca. 

Jogando o Tarot Game! Ou: para quem achava que eu não cantaria...

Oficina da Sarah Helena sobre construção de Arcanos...

Eu no brainstorm...

... e o resultado final: A Força.

Claudiney Prieto, eu, Vera Chrystina e Nei Naiff.

Galera reunida.. Tá faltando gente ainda! Jantar, café e... hmm... han... Tarot? ;)


Só amor. Voltei cheio de coisas na cabeça e no caderno, pensando em como compartilhar com vocês. Vamos continuando com a Blogagem Coletiva que, nos entremeios, vou postando pouco a pouco o que por lá vivi.
Abraços a todos, até o próximo post.
Atualização: O Leonardo Dias postou dois vídeos sobre a Confraria que valem a pena serem vistos:




quinta-feira, 7 de julho de 2011

Confraria Brasileira de Tarot - EU VOU!


Olá pessoal. Já estou à caminho da Confraria Brasileira de Tarot. Esse fim de semana promete! Estar com colegas da Arte, jogar muito (claro!), ouvir pessoas sábias. Estou em êxtase. 
Segunda-feira voltamos à programação normal. Mas nada será como antes... Isso é fato!
Já coloquei os baralhos na bolsa, passagem comprada, coração acelerado. À todos aqueles que lá estarão comigo, quero muito conhecê-los, conversar, trocar ideias. Estamos juntos nessa!
Abraços a todos.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Conversas Cartomânticas: Giane Portal e a Carruagem


Olá pessoal. Continuando nossas Conversas Cartomânticas, temos hoje a colaboração de Giane Portal sobre a Carruagem. Giane tem uma forma precisa de expor iconográfica e simbolicamente os Arcanos que dispensa maiores apresentações; a desambiguação simbólica por ela feita é de uma clareza ímpar.
Giane por ela mesma:

Giane Portal estuda Tarot e Astrologia desde 1994. Em 2006 começou a ministrar cursos e palestras, e já teve diversas participações em programas de TV, rádio, jornal e internet. Foi diretora social da Central Nacional de Astrologia e atualmente faz parte do Conselho Deliberativo desta organização.
Em 2010 lançou seu blog “Astrologia, Tarot e Outros Mistérios”: http://gianeportal.wordpress.com/, e a partir de 2011 passou a fazer parte da equipe de redatores da Revista do site Personare: www.personare.com.br.
Virginiana nascida sob a Lua Cheia, é formada em Comunicação Social e apaixonada por animais - especialmente por felinos - aos quais fotografa profissionalmente. Seu trabalho pode ser conferido aqui: www.fofurasfelinascatimages.com.

Nota: Várias terminologias empregadas no texto fazem referência à obra de Nei Naiff, por considerá-lo um dos melhores autores no assunto; além de sintonizar-me quase que integralmente com seu ponto de vista e interpretação a respeito do Tarot.


Scapini Tarot

Le Chariot, The Chariot, O Carro, ou Carruagem – mas o correto mesmo seria traduzir como “A Biga”. Sim, porque a imagem que vemos representada no Arcano é precisamente esta, uma Biga, ou seja, uma carruagem para uma só pessoa, puxada por cavalos. 
Este é um dos Arcanos com a simbologia mais simples e direta dentre os Maiores, e curiosamente - talvez justamente por isso - um dos que mais geram controvérsias em sua interpretação. 
O Arcano do Carro traz, essencialmente, dinamismo, ação, velocidade, progresso, independência. Rumo à conquista dos objetivos e a vitória. Simples assim. Entretanto, muitos insistem em deturpar sua simbologia, atribuindo interpretações como a do carro parado, que precisa ser posto em movimento, ou da falta de direcionamento, já que os cavalos apontam para direções opostas. 
Grande parte da associação com o Carro parado é provocada pelas representações encontradas em Tarots como os de Rider-Waite ou de Crowley (ambos da escola de MacGregor Mathers, que assim como Eliphas Lévi, associava as lâminas à Cabala), onde os cavalos são substituídos por ou complementados com figuras de esfinges estáticas. Mas nas imagens originais dos Tarots mais antigos, a Biga é puxada por cavalos; e sim, eles já estão a galope.

Marselha Grimauld

Outra representação que frequentemente gera controvérsias em relação à interpretação deste Arcano é o fato de que, no Baralho de Marselha, por exemplo, os Cavalos se encontram caminhando para direções diferentes. Pessoalmente, acredito tratar-se apenas de uma forma de resolver um problema de perspectiva. Como representar um carro de frente, com os dois cavalos andando para frente, sem apontar uma direção específica? Talvez num estilo de desenho mais sofisticado, isso não fosse problema; mas no Tarot de Marselha, onde os traços e a pintura são bastante simplificados, essa questão pode ter sido bastante problemática.  O mesmo pode ser notado nas rodas da biga, abertas cada uma para um lado. Como mostrar uma roda de frente, em vez de apenas um filete (que corresponderia a essa vista da roda?). Além disso, notamos também que os dois cavalos olham para o MESMO lado que o condutor, ou seja, HÁ um sentido claro de direção e coesão. Se esses argumentos não forem convincentes, vale dizer que o Tarot de Marselha surgiu apenas no século XVII, enquanto que o Tarot abaixo, de Visconti-Sforza, data do século XV. Os dois cavalos seguem obviamente para a MESMA direção, o que sem dúvida mostra a conotação original da lâmina. Entretanto, a figura não está “de frente”, e a tentativa de retratar uma postura mais dinâmica do Arcano, posicionando-o nesse sentido, acabou gerando essas confusões. 

Visconti-Sforza

A falta de uma visão sobre as lâminas do Tarot como um encadeamento lógico (nesse caso,  Os Enamorados > O Carro > A Justiça), também contribui para a atribuição de significados não condizentes ao Arcano.  Nos Enamorados, as opções são oferecidas e é o momento da tomada de decisão. No Carro, partimos para a ação, para a conquista de nossos objetivos; e na Justiça chegamos ao momento de avaliação e cautela, gerenciando o impulso do Arcano anterior.
Todos os demais Arcanos utilizam um simbolismo direto na representação de seu significado. Por que no Carro seria diferente? O estágio de tomar decisões é o Arcano anterior - os Enamorados. No Arcano VII as coisas já estão acontecendo, a direção já foi escolhida e rota caminho já foi traçada. Para falar do suposto “carro parado”, temos o Arcano XII, O Pendurado para um momento de estagnação; ou o Arcano XIV, a Temperança, para um momento de análise e espera. Para expressar um momento de confusão ou dualidade, “cada cavalo indo para um lado” temos o Arcano XVIII, A Lua. Então porque o Carro traria em si esses atributos, já encontrados nos demais?Claro que se este Arcano se encontra em casas NEGATIVAS ou de OBSTÁCULO presentes em determinados jogos, ele pode adquirir atributos semelhantes aos citados acima. Mas isso tem a ver com a posição onde a carta se encontra, e não com a simbologia intrínseca ao Arcano.

Reversibilidade do Arcano VII

Negativo: inércia, obstáculo, irreflexão, atraso
Obstáculo:  falta de motivação e /ou planejamento adequado
(Nei Naiff – Tarô, Oráculo e Terapia – Estudos Completos do Tarô, Volume III)


Quando menciono o fator posição, não me refiro de forma alguma ao uso dos Arcanos invertidos. Não trabalho com esse sistema, em primeiro lugar, porque para cada valor e atributo existe um Arcano definido. Muitas das interpretações atribuídas a um Arcano invertido correspondem à descrição e aos atributos de outro Arcano.
Em segundo lugar, porque para mim, inverter o significado de um símbolo pelo fato de ele aparecer “de ponta cabeça” não faz sentido. Exceto em símbolos gráficos, como o pentagrama, algumas cruzes, a suástica, etc. o símbolo não muda seu valor por aparecer invertido. Um sol não deixa de brilhar e representar a vida por aparecer “ao contrário”, tampouco um Imperador deixa de sê-lo por encontrar-se eventualmente “de cabeça para baixo”. Para representar o homem desprovido de seu poder, temos o Arcano XII. Citando o grande astrólogo Rodrigo Araês, “esta é apenas a minha opinião, se não gostarem, tenho outras.”

Simbologia do Arcano VII



Um homem, portando símbolos de poder (certo, coroa e/ou orbe) conduz uma biga em movimento puxada por dois cavalos.
Esta caracterização, por si só, já denota poder pessoal (nota do editor: vide o texto sobre o Imperador, dentro dessa mesma blogagem coletiva). Apesar disso, o homem encontra-se protegido por uma armadura, o que significa que há planejamento; ele não é ingênuo em relação às possíveis ameaças que encontrará em seu caminho, está preparado para a empreitada. A biga é coberta, reforçando essa proteção; e seu dossel é sustentando por quatro vigas, representando os quatro elementos.A biga é um símbolo de velocidade, e como era amplamente utilizada nas guerras, também está relacionada à vitória. Entretanto, ela só entra em movimento com a conjugação da força humana e da força animal. O racional (condutor) está em harmonia e direciona o instintivo (cavalos) para a conquista de seu objetivo. É nesse plano instintivo que reside a potência, a força explosiva necessária para gerar a velocidade no movimento. A integração entre humano e animal é tamanha, que na maioria das representações desse Arcano o condutor nem ao menos segura as rédeas (ou o faz sem tensão), indicando total sintonia entre o plano mental e a ação. Cavalos também estão relacionados, simbolicamente, à nobreza e à coragem. O desenho das rodas da biga se assemelha bastante ao desenho da roda da fortuna... é o Homem colocando o próprio destino em movimento.Assim, tudo no Carro é dinâmico e progressista, move-se no presente em direção ao futuro; o impulso é direcionado e bem conduzindo, rumando ao triunfo e ao sucesso.No livro Tarô, Ocultismo & Modernidade, Nei Naiff classifica o Carro como um Arcano realizador, dinâmico e aberto, fazendo parte da Via Solar na estrutura binária e do Caminho do Prazer na interação desta estrutura; da Via da Indução na estrutura ternária, e da Via de Criação na estrutura setenária.As palavras-chave atribuídas a esses conceitos ajudam a compreender muito da natureza desse Arcano.

O Carro é:

Realizador: onde tudo se encontra a seu favor / os ideais estão bem estruturados / a realização é possível.
Dinâmico: onde o poder da ação, do desejo e do ideal são ilimitados e atemporais.
Aberto: onde não há obstáculo oriundo de terceiros / tudo está livre para a ação do desejo e das ideias.

O Carro pertence a:

Via solar: onde os Arcanos são racionais / ativos / falam de iniciativa.
O Caminho do Prazer: onde tudo acontece conforme foi planejado.
Via da Indução: onde os Arcanos são ativos, progressistas, indutivos. 
Via da Criação: onde os Arcanos são ativos, pertencem ao poderes latentes do homem, buscando todo tipo de iniciativa e possibilidade para conclusão dos objetivos.

Nenhuma das atribuições está relacionada à simbologia da estagnação ou confusão nos propósitos. Quando você estiver sintonizado com este Arcano, é momento de seguir em frente e conquistar seus objetivos. Avante!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Devil's Food Cake. Housewives Tarot.


Olá pessoal. O Housewives Tarot é um baralho divertidíssimo. Tenho visto as experiências da Pietra e da Luciana com ele, e me divertido muito. Eu ainda não tive acesso direto a ele, ainda que suas cartas estejam disponíveis no site oficial - bem sabemos que a empiria, nesse caso é fundamental. Nada como manipular um baralho para entendê-lo melhor...

Conforme resenha de Constantino K. Riemma,


O Tarô das Donas de Casa é uma brincadeira de Paul Kepple e Jude Buffum, que publicaram um baralho com 78 cartas e livro de instruções, em 2004, com o título The Housewive's Tarot: A Domestic Divination Kit With Deck And Instruction Book. Os autores são conhecidos designers gráficos da Filadélfia, Estados Unidos.
O bom humor está implicito na montagem das ilustrações de publicidade que apareciam nas revistas americanas no pós-guerra, anos de 1950.
Segundo "os bisbilhoteiros", o Tarô das Donas de Casa teria sido introduzido por Marlene Louise Wetherbee no início de 1950. Ela era uma dona de casa feliz, tinha um marido dedicado, filhos obedientes e uma casa impecável. Ela estava sempre na moda, fazia as melhores receitas e tinha uma ótima intuição feminina. Um dia, enquanto jogava bridge com algumas vizinhas, Marlene decidiu que era o momento para revelar os segredos de seu sucesso. Tirou um misterioso baralho de Tarô de sua bolsa da moda. Todas ficaram estarrecidas com tal atrevimento.
Mas ela sabia que esse tipo de resistência era de se esperar. Marlene riu e perguntou: "Ninguém quer saber como eu posso manter minha cozinha impecável? Ou como eu sei fazer sempre um bolo perfeito?"
Nesses imaginários acontecimentos, ela se tornou conhecida como a mística Madame Marlena e espalhou a arte da adivinhação doméstica. Donas de casa começaram a procurá-la. Seu talento foi tão requisitado que Marlene decidiu entrar no negócio das cartas.
E os gracejos continuam: "De que modo Marlene adquiriu este conhecimento místico? Nunca saberemos, pois ela levou seu segredo para o túmulo. Abençoemos seu coração. As origens do Tarô das Donas de Casa devem permanecer, para sempre, envoltas em mistério."
O livro de instruções traz a interpretação das 78 cartas e apresenta cinco modelos de tiragens: da Virgem, da Pizza Napolitana, do Varal, da Saleta de Jantar e do Martini...


Divertido! E funcional, apesar dos gracejos - ou quem sabe, justamente por eles!


Entre suas cartas, a que mais me encafifava era o Diabo - engraçado como essa carta sempre chama a atenção! - um bolo fumante com pernas...
A ideia que sempre me perpassava era a tentação sofrida pelas donas de casa ao tentarem manter o peso tendo que atender aos apetites e prazeres de sua família. Em parte, eu estava certo, mas a motivação era outra!


Existe mesmo um bolo do Diabo! A Tati, do Panelaterapia, postou e eu fiz o "clic"...
A receita original está aqui. Eu traduzi com meu inglês macarrônico para aproveitarmos.

DEVIL'S FOOD CAKE


Ingredientes para o bolo:

50 g de cacau em pó da melhor qualidade, peneirado
100 g de açúcar mascavo
250 ml de água fervente
125 g de manteiga sem sal macia, e mais um pouco para untar
150 g de açúcar refinado
225 g de farinha de trigo
1/2 colher de chá de fermento em pó
1/2 colher de chá de bicabornato de sódio
2 colheres de chá de essência de baunilha
2 ovos

Ingredientes para a cobertura:

125 ml de água
30 g de açúcar mascavo
175 g de manteiga sem sal em cubos
300 g de chocolate da melhor qualidade finamente picado (penso que em lascas deve ser mais fácil)
Duas fôrmas redondas de 20 cm de diâmetro. 

Preaqueça o forno a 180ºC. Forre as formas com papel vegetal untado. Coloque o cacau e 100 g do açúcar mascavo em uma tigela e despeje água fervente. Misture e reserve.
Bata bem o açúcar com a manteiga para fazer um creme esbranquiçado e fofo. No processo acrescente a farinha, o fermento e o bicarbonato em outra tigela e reserve. Despeje a essência de baunilha no creme de manteiga e açúcar - mantendo a batedeira ligada - em seguida acrescente um ovo, a mistura de farinhas e o segundo ovo em seguida.
Incorpore o restante dos ingredientes secos, adicionando por fim o cacau e misturando com uma espátula.
Divida essa massa entre as duas fôrmas e levar ao forno por 30 minutos ou até enfiar um palito e sair limpo.(Aprendi a duras penas que não devemos abrir o forno antes dos trinta minutos. Façam o que eu digo, não façam o que eu fiz).
Deixe as fôrmas no forno por 5 a 10 minutos antes de tirá-lo do forno.
Enquanto isso, prepare a cobertura: Coloque a água, 30 g do açúcar mascavo e 175 g de manteiga em uma panela em fogo baixo para derreter. Quando começar a borbulhar, tire a panela do fogo e acrescente o chocolate picado em lascas, agitando a panela para que ele derreta com o calor, depois de um minuto bater até obter uma massa lisa e brilhante.
Deixe repousar por uma hora, mexendo de vez em quando; a essa altura, os bolos terão esfriado e estarão prontos para a cobertura.
Coloque um dos bolos com o topo para baixo, em um prato para bolo, espalhar um terço da cobertura, cobrir com o segundo bolo, acerte os dois, espalhando o creme por cima e lados.

Um bolo diabolicamente atraente para um encontro de cartomantes. Bon apetit!


Ah, falando no Diabo... Não percam, em breve, o texto do Leonardo Chioda sobre o Diabo! O Diabo continua morando nos detalhes...!
Abraços a todos.