quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Blogagem coletiva - Professores do Brasil


Fazendo parte da blogagem coletiva, pensei em como um cartomante veria a prática pedagógica. Não é meu forte a pesquisa na área da Educação; tenho minhas reflexões pessoais, mas não pensei nas questões que permeiam meus colegas. Tantos motivos levam-nos às salas de aula, que seria impraticável pensá-los simultaneamente. Vocação é algo muito singular.
Obviamente, penso na minha formação como cartomante, das professoras que tive. Minha avó Helena, a primeira professora, ensinou-me não só o carteado, mas o gestual, o manejar das cartas; creio que nada é mais vívido, nem mesmo os significados, como a forma como ela deitava as cartas. Silvia, minha professora de Baralho Cigano, ensinou-me a confiança em minhas Visões – não adianta Ver. Tem que confiar no que se Vê, e, principalmente, confiar nas inspirações que provém de Fontes que conectam com A Fonte. Somos Carteiros do Divino. Temos que confiar no remetente, nos Correios e que estamos entregando no endereço correto.
Mas eu também tenho formação como professor. E, como tal, penso como é gratificante planejar sua aula, pensar nos links e nos insights que buscaremos causar nos alunos, penso nas formas como posso atingi-los, motivá-los… e em como é decepcionante não alcançar esse objetivo. Penso em todos aqueles que um dia chamei de mestres, e hoje chamo de colegas de profissão. E, se grato aos seus esforços para que hoje eu seja quem sou, não louvo a dedicação dos meus colegas, pois isso outras pessoas farão. Louvo sim, sua dedicação à sua vocação, que nos move em frente mesmo quando tudo parece dar errado. Faz parte do processo nem sempre dar certo, pois aí crescemos, como pessoas e como didatas. Hoje sou fiel à minha vocação em grande parte por seu exemplo.
O professor, se de substantivo torna-se verbo, professa. E no Tarot, ninguém professa mais que o Arcano V – O Hierofante. É ele quem traduz as verdades do Mundo Superior para a realidade de todos os dias. Por isso Hierofante – criador de pontes, que propicia o religare. Nos Tarots antigos, é o Papa, a Ponte entre Deus e o mundo. Nesse sentido, seu foco é a palavra (de Deus aos homens) – forma mais prática, nem sempre mais efetiva, de se transmitir conhecimento. O Hierofante fornece meios para a experimentação das Verdades do Espírito. Há formas de se encontrar tais Verdades de outras formas. Geralmente inexprimíveis.
Nesse dia, portanto, comemoro o dia dos professores que somos – pois, pelo menos uma vez na vida, nossas experiências fazem tanto sentido que precisamos verbalizá-las, seja falando, seja escrevendo, seja ilustrando, e assim fazendo valer a pena o fato de experienciarmos tanto, e tantas coisas. Porque, em algum momento, isso irá inspirar alguém.
E, particularmente, agradeço a todos aqueles que me inspiraram. Porque, meus professores, sou o que sou porque, quando meus passos vacilaram, foram vocês que me guiaram ao caminho correto. Não me segurando, mas simplesmente… dizendo que havia outro caminho.
Obrigado.

4 comentários:

  1. olá Emanuel,

    Essa blogagem é genial. Que honra estar a ler esse texto...sou pedagoga...e coisa incrível....participar de uma gincana e encontrar um "jequitibá*", na minha frente...a fazer umedecer meus olhos com tamanha beleza em forma de palavras. Adorei vc no meu blog, amo falar sobre seu blog no coisas frageis...
    ....*Conversas com quem gosta de ensinar-Rubem Alves...

    beijos perfumadissimos

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  2. Todas as profissões passam pelas mãos de um professor. Não existe especialidade sem a figura do mestre! E lógico, tem muita coisa a falar, pois percebe o mundo à sua volta e sente as energias que emana dele. Beijus,

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  3. Q o Arcano V inspire muitos a nos ajudar a inspirar os q não encontram inspiração nem mesmo em suas vidas.
    Abraços, bom fim d semana.

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  4. Emanuel,

    Se todos reconhecessem isso, a sociedade seria mais justa com os professores.

    Todos os profissionais já passaram pelos professores. Por isso, o mestre deveria ser digno de todo o respeito.

    Parabéns pelo texto e muito obrigado pela participação na coletiva.

    Abraços.

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Quando um monólogo se torna diálogo...