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domingo, 8 de fevereiro de 2015

Oito Páginas de... Astrologia.


Continuando com nosso projeto, que está sendo um sucesso [obrigado, pessoal!], falaremos nesse mês sobre Astrologia. Depois do curso de Mandala Astrológica aplicada ao Tarô e ao Petit Lenormand, oferecido no Espaço Merkaba, tive uma série de questionamentos meus e dos participantes para sanar com a bibliografia específica. Evidentemente, temos muito a conversar sobre isso. 
Sabe de algum livro bom de Astrologia que foi importante na sua caminhada? Compartilha aqui conosco! Essa postagem será atualizada em função dos comentários.
Quer escolher o tema da nossa postagem do mês que vem? Comente aqui também!
Boa leitura, até mês que vem. 


sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Dos usos da Mandala Astrológica.



Olá pessoal. A pedidos, eu compartilho aqui a minha forma de abrir a Mandala Astrológica. É um jogo muito amplo e completo, que serve como diagnóstico de uma série de fatores, e ainda por cima dá uma ideia de tempo para cada aspecto previsto.
Eu demorei para postar sobre essa jogada porque não existe um consenso sobre sua metodologia. Eu pesquisei a respeito e vi que existem tantas formas quanto cartomantes que a utilizam. Portanto, nem tudo que está nessa postagem corresponderá, efetivamente, à visão de outros oraculistas. Complementar, certamente, mas passível de discrepâncias, que a sua experiência com o oráculo será capaz de eximir.
A escolha das imagens eu devo à inspiração da palestra sobre o Arcano XVII, da Pietra di Chiaro Luna na Confraria Brasileira de Tarot e ao texto sobre a Luade Vera Chrystina para a Blogagem Coletiva. Embora sejam disciplinas independentes, em muitos pontos Astrologia e Tarot se tocam. Nem que seja iconograficamente, apenas, se tocam... mas ainda acho que é mais que isso.
Dedico essa postagem a Edy de Lucca, Katharina Dupont e Claudia Mello, do grupo Tarologistas. Obrigado, meninas, pela sugestão do tema.


Astrólogos olham para o Céu.
Geomantes, para o chão.
Cartomantes, para a mesa.




Vamos então ao passo-a-passo:

DEFININDO O PLANO DE JOGO

Defina quantas cartas você usará para cada casa. Com exceção da central, que normalmente possui uma carta só (Maior ou Menor – eu uso um Arcano Maior, como explicarei adiante), existem pessoas que colocam uma carta (só um Arcano Maior ou um Arcano, com o baralho todo misturado), duas cartas (um Arcano Maior e um Menor, embaralhados separadamente) ou, como eu, três cartas (um Arcano Maior e dois Menores; Hadès (Cartas e Destino, Ed 70) indica embaralhar os Menores juntos, e, no meu caso, utilizo um Arcano Maior, uma Carta da Corte e uma Carta Numerada). Cada uma dessas abordagens trará um panorama diferente, mas de forma alguma “errado”. 


A Lua
Tarot Este


Eu gosto de colocar uma carta de cada estrutura porque forma uma “frase completa”: O Arcano da Corte é o sujeito, ou seja, o personagem que surgirá na vida do consulente ou a máscara que ele assumirá frente à situação proposta pela Casa. Deverá ele ser tão astuto e precavido quanto o Valete de Espadas na casa 1? Ou deverá se precaver contra fofocas no ambiente de trabalho, com a mesma carta ocupando a casa 6?
O Arcano Maior é o verbo. Ele indica a ação que movimentará o desenvolvimento do consulente no que concerne aos aspectos da Casa onde sai. E a Carta Numerada é o objeto, direto ou indireto (risos), que complementa o sentido, oferecendo o cenário onde a ação se desenrola/desenrolará.
No começo parece complicado, mas depois de um tempo de prática temos 12 leituras de três cartas, respondendo às questões específicas de cada Casa. “Quem será o consulente durante o tempo da consulta?” Vejamos as três cartas da Casa 1. “Como o consulente se relacionará com seu parceiro?” Vejamos a Casa 7 e por aí vai. Nesse primeiro momento, as Casas são separadas, “cada uma no seu quadrado”, e as cartas são analisadas em função desse limite.

RELACIONANDO-SE COM O CONSULENTE


Estrela.
Lenormand Tarot

Naturalmente, eu tiro a carta diagnóstico e entendo como o jogo transcorrerá. Essa carta, no caso, dialogará diretamente com a carta central da Mandala, então é importante atenção a ela. A Carta Diagnóstico pode, inclusive, relacionar-se com a Casa 1 – o motivo pelo qual o consulente busca o Cartomante dialoga com o estado em que se encontra no momento.
Eu embaralho, após o diagnóstico, as cartas nos três agrupamentos: Maiores, Corte, Numeradas. Espalho as carta frente ao consulente, e peço que o consulente tire, dos Maiores, 13 cartas. Sugiro que você escolha uma palavra chave para cada casa, e diga: “, você está tirando a carta para a Casa 1” ou “, você está tirando a carta que representa sua personalidade”. Repita o mesmo para a Corte, só que com 12 cartas (a Casa central só possuirá o Arcano Maior, conforme dito acima), pedindo a máscara relativa à cada Casa, e depois o mesmo em relação às Numeradas, pedindo a situação na qual a lição do Arcano Maior manifestará a máscara. Completa a mesa, partimos para a análise propriamente dita.

ANALISANDO AS CASAS ASTROLÓGICAS


Sol
Thoth Crowley Harris

Conforme o Clube do Tarô (compilação de Constantino K. Riemma), às Casas se atribuem os seguintes aspectos:

Casa 1: a personalidade e o temperamento; a aparência, a vitalidade e a constituição física. Avó (mãe do pai), irmãos dos amigos. Cabeça e rosto, olhos, ouvido esquerdo, cérebro, músculos, movimento e sangue, aparelho genital masculino. Corresponde ao signo de Áries.    
Casa 2: o dinheiro e os bens adquiridos pelo trabalho; os ganhos e perdas financeiras, a administração. Os pais dos amigos e os amigos da mãe. Pescoço e garganta, língua, laringe e sistema linfático. Touro.
Casa 3: a comunicação, escritos, documentos, estudos, criação intelectual, as pequenas viagens, as trocas e o comércio, os vizinhos. Os irmãos e irmãs, colegas e professores da escola primária, secretários. Ombros, braços e mãos, sistema nervoso e respiratório. Gêmeos.
Casa 4: o lar, o passado, a infância, os bens imobiliários, o domicílio; a hereditariedade, as raízes, a história. A mãe, os bens dos irmãos, primos por parte de pai e sogro. Peito, seios, estômago, órgãos femininos (ovários e útero), cérebro. Câncer.
Casa 5: os amores, a criatividade; as diversões, jogos, ganhos pela sorte, especulações, o vestuário; a educação. Os filhos, os bens da mãe, noiva (o), amantes e os amigos do cônjuge. Coração, costas e ombros, artérias, diafragma e o lado direito do corpo. Leão.
Casa 6: o serviço diário, os colegas, assistentes e subordinados; a saúde, a higiene, a alimentação e as doenças agudas; animais domésticos. Tios e tias maternos, os conselheiros e instrutores. Intestino delgado e plexo solar, músculos e nervos. Virgem.
Casa 7: o casamento, as relações íntimas, sócios e companheiros; os contratos e processos, os conflitos, os concorrentes e os inimigos declarados. O cônjuge, os avós maternos e sobrinhos. Rins, quadris e nádegas, o genital feminino e o baixo ventre. Libra.
Casa 8: sexo, transmutação e morte; as heranças e presentes; psiquismo. Os negócios e finanças do cônjuge ou sócios, os amigos do pai. Sistema reprodutor, sistema urinário e excretor. Escorpião.
Casa 9: os ideais, os estudos superiores, as grandes viagens e o estrangeiro, comércio internacional ou por atacado; a religião, a lei e a filosofia. Cunhados, os netos, professores e colegas de curso superior. Músculos e coxas, fígado, quadris e artérias. Sagitário.
Casa 10: a carreira, a vocação, o prestígio social e profissional, os empreendimentos, as relações com as autoridades. O pai, sogra, primos por parte de mãe; patrão, superiores e patrocinadores. Joelhos e pernas, ossos e pele, dentes e ouvido direito. Capricórnio.
Casa 11: as amizades, as simpatias e proteções, as esperanças, projetos e planos, os lucros dos empreendimentos, os clubes e associações. Genros, noras e os bens do pai. Tornozelos e barriga da perna, cérebro, circulação sangüínea e a energia nervosa. Aquário.
Casa 12: o servir altruísta, a vida religiosa ou mística, os sacrifícios e as provas, as limitações, as práticas veladas, os vícios. Tias e tios paternos, protetores secretos e inimigos ocultos. Pés, sistema linfático e tecido adiposo. Peixes.

Percebam que aqui, à Casa 4 se atribui a mãe e à 10 o pai. Isso não é consenso entre os Astrólogos, e, caso você opte por seguir a Astrologia Medieval que aponta para as características contrárias (pai na 04, mãe na 10), todas as atribuições parentais serão trocadas pelas casas imediatamente opostas. Mas isso é outra história e não afeta diretamente a interpretação das Casas. Eu sempre usei as atribuições mãe na Casa 04/pai na Casa 10 com sucesso.
Conforme disse anteriormente, eu utilizo uma carta central, norteadora das relações entre as Casas. Essa carta, para mim, é sempre um Arcano Maior (existem cartomantes que utilizam Arcanos Menores, como os responsáveis pela Tarô Semestral do Personare), revela a raiz das lições que o consulente viverá no período do jogo.
Um vídeo para entender as Casas na Astrologia:


TEMPORALIZANDO AS PREVISÕES

A Estrela
Vandenborre Bacchus

Terminada essa primeira análise, torna-se necessário temporalizar algumas interpretações. Eneida Duarte Gaspar, em seu Tarô dos Orixás (Pallas) sugere que às Casas 1, 2 e 3 sejam relacionados os temas de um passado distante (distante aqui seria mais ou menos um ano. Pode corresponder a mais tempo, mas que há um ano começou a se tornar incômodo para o consulente). As Casas 4, 5 e 6 ao passado recente (seis a três meses atrás). As Casas 7, 8 e 9 corresponde o presente imediato (variação de um mês para mais ou para menos) e as casas 10, 11 e 12 ao futuro próximo (até um ano). Se seguirem a minha forma de dispor, vocês terão nove cartas para cada um desses momentos, que devem ser relacionadas entre si, sem grande ênfase à divisão por casas. Estamos respondendo a uma questão com nove cartas, não com três grupos de três.
Temporalizados os eventos, voltamos nossos olhares aos meses do ano. A Casa 1 corresponde ao mês em que se joga a Mandala, partindo daí os doze meses seguintes (por isso sugiro esse jogo para aniversariantes – para mapearmos sua Revolução Solar – ou para o Ano Novo, Astrológico ou não). No grupo Tarologistas, em conversa proposta por Claudia Mello, tive um insight: caso o tempo seja menor (e você tenha disponibilidade para fazer isso, risos), divida o tempo da consulta por doze (número de casas) e analise a temporalidade dentro desse resultado. Por exemplo: para um mês (como foi o caso), dividimos trinta, trinta e um ou vinte e oito dias por 12 (número de casas da mandala) e do resultado sabemos quais são as influências dos dias específicos do mês.

ANALISANDO AS OPOSIÇÕES


Sol
Old Path

Na mandala temos seis eixos diametralmente opostos que se relacionam com a carta central – a mais importante, como disse anteriormente. Teríamos, então:
Das relações entre a Casa 01 e a Casa 07 as relações do consulente, como indivíduo, com os outros, em especial o cônjuge.
Das relações entre a Casa 02 e a Casa 08 as relações do consulente com os seus recursos, assim como a relação com os recursos dos outros.
Das relações entre a Casa 03 e a Casa 09 a comunicação, os contatos, as parcerias e viagens.
Das relações entre a Casa 04 e a Casa 10 a vida pessoal, íntima, e a vida pública, assim como o trabalho. Aqui também veríamos a ascendência imediata – pai e mãe.
Das relações entre a Casa 05 e a Casa 11 – o brilho pessoal do consulente versus sua necessidade de pertencimento a grupos.
Das relações entre a Casa 06 e 12 – A saúde, a doença, a rotina e a surpresa.
Aconselho estudar, nesse caso, Astrologia. Embora o Tarot não precise oficialmente da Astrologia para “funcionar”, utilizar a Mandala Astrológica sem entender o básico da Astrologia é um contrassenso que deve ser evitado pelo cartomante sério. É como usar óculos sem armação. A lente é perfeita, mas não encaixa no rosto por falta de base.

ANALISANDO AS TRIPLICIDADES

Em função dos elementos de cada signo regente de cada Casa, agrupamos as casas 1, 5 e 9 (correspondentes a Áries, Leão e Sagitário, respectivamente); 2, 6 e 10 (Touro, Virgem e Capricórnio); 3, 7 e 11 (Gêmeos, Libra e Aquário); e 4, 8 e 12 (Câncer, Escorpião e Peixes), formando os triângulos correspondentes ao Fogo, à Terra, ao Ar e à Água, respectivamente. 

Ao Fogo relacionamos o projetivo, o masculino, o quente, o seco, a iniciativa, a projeção, a maior e melhor ideia de si mesmo que o consulente é capaz de fazer, o brilho pessoal, a autoestima, a independência, os ensinos superiores, as viagens longas, a espiritualidade e a religião. O plano espiritual.

À Água relacionamos o receptivo, o feminino, o úmido, o frio, as emoções, os sonhos, os anseios, os desejos, a família, o sexo, as heranças, os inimigos ocultos, as doenças. O plano emocional.

Ao Ar relacionamos o projetivo, o masculino, o úmido, o quente, as viagens, os estudos, o intelecto, a comunicação, os amigos e inimigos, as relações que não perpassam necessariamente as emoções, a política. O plano mental/social.

À Terra relacionamos o receptivo, o feminino, o seco, o frio. Aqui temos o plano material, as finanças, a saúde, os imóveis, o comércio, a segurança, a praticidade, o cotidiano.

ANALISANDO AS QUADRUPLICIDADES

Às Casas Cardinais, ou Cardeais (1, 4, 7, 10) correspondem todas as iniciativas, inícios, começos, possibilidades, aberturas.
Às Casas Fixas (2, 5, 8, 11) correspondem as manutenções, estabelecimentos, estruturações, permanências, resistências.
Às Casas Mutáveis (3, 6, 9, 12) correspondem todas as modificações, finalizações, encerramentos, cortes e rupturas.

DEFININDO PESSOAS NO JOGO

Estrela
1001 Nights

Essa é a parte “fofoqueira” da Mandala. Aqui, podemos ver praticamente qualquer pessoa que se relacione conosco ou com nosso consulente, sem, no entanto, precisarmos recolher as cartas da mesa e perguntarmos por cada um deles. Eu gosto muito de usar essa técnica para saber se o ano será promissor para os meus entes queridos tanto quanto será para mim. Como a família é grande, o jogo dura horas... tudo de bom.
O importante é lembrarmo-nos que o que Vermos parte da nossa ótica com relação ao indivíduo invocado. Ou seja, não significa que a pessoa envolvida concordará com o consulente quando este expor o que você, como Cartomante, viu a respeito dele. Do ponto de vista do consulente, o ano da pessoa consultada será daquele jeito ou a relação entre o consulente e o consultado refletir-se-á daquela forma.
Dada a dica, vamos às pessoas (estamos tomando por base mãe na casa 04 e pai na casa 10; como disse, se invertermos as posições em função da Astrologia Medieval, temos que mudar toda a estrutura):
Irmãos: Casa 03. Cada irmão mais novo, contam-se três Casas. Cada irmão mais velho, subtraem-se três casas.
Filho: Casa 05. Cada filho depois do mais velho, somam-se mais três Casas (irmão do primeiro).
Namorada (o): Se for sem compromisso, 05. Se for compromisso, 07. 
Sócio: Casa 07.
E por aí vai. As possibilidades são infinitas. Primo do amigo... da Casa 11 (amigos) contamos 4 (pai ou mãe) mais três (irmão do pai ou da mãe) e mais cinco (filho). Ou seja, desde que você consiga fazer a contagem correta, todas as pessoas do seu círculo são passíveis de serem vistas. Todas. Mas nem todos irão convir, senão... Você tá com tempo?
Imaginem. Meu pai tem nove irmãos. Minha mãe, oito. Certa vez me propus a ver todos, incluindo os filhos. Foram boas três ou quatro horas anotando tudo.
Agora eu sou mais comedido, risos.


É isso. Ou não; creio que aqui só abrimos o assunto, sendo que muito mais há para ser dito a respeito. Como disse, essa postagem é um dos possíveis olhares, oriundo de minha própria experiência. Mas, de qualquer forma, já é pano para manga para futuras conversas.
Com o conhecimento conjunto de Astrologia e Tarot, a Mandala torna-se múltipla em interpretações. O contrário não é verdadeiro; para entender o sistema, não basta entender de Astrologia ou de Tarot - é necessário um conhecimento básico, ao menos, das duas disciplinas, para que o traquejo com a Mandala seja adequado.


P.S.: Caso deseje algum tema exposto cá no Conversas Cartomânticas, por gentileza, envie um email para emanueljsantos7@hotmail.com. Terei o maior prazer em conversar com você, nesse espaço. 



Abraços a todos. Até o próximo post.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A Astrologia e o Dez de Copas


Olá pessoal. Uma das cartas mais controversas para mim, nas numeradas, é o Dez de Copas. É uma carta feliz, de concretização positiva (os Dez dos naipes passivos são bem agradáveis, ao contrário dos Dez dos naipes ativos - Paus e Espadas: é como encontrar uma parede no meio de uma corrida). Mas a atribuição do terceiro decanato de Peixes, regido por Marte, a essa carta, sempre me intrigou, assim como o fato de Marte reger o último decanato do zodíaco, assim como o primeiro (primeiro decanato de Áries). Não é todo mundo que segue as classificações astrológicas dadas por Crowley, ha quem considere desnecessárias para uma boa compreensão das lâminas. Mas quem poderá negar que é uma fonte de inspiração?
E isso - inspiração - o Elias Mendes oferece com maestria no seu blog. Antes mesmo de ler o texto, a imagem escolhida foi tão forte que tive o insight que faltava para entender a carta em uma nova perspectiva.
Obrigado, Elias.

Meu primeiro insight proveio da imagem. O tubarão, uma possível alegoria a Marte, no seu habitat, o oceano, alusivo ao Elemento Água, de Peixes. O assassino em casa. 
O mais importante, porém, foi perceber, aqui, o posicionamento do tubarão, no contexto. Assassino por uma perspectiva humana bem "embasada" em Spielberg... Mas natural, haja vista sua fisiologia; desde o nascimento, ovovivíparo, já rompendo a casca para sobreviver, sem um minuto de descanso, já que para ele não existe sono; não há maldade, não há intencionalidade, há necessidade, efeito e observação. Antes de considerar um tubarão "mau", penso eu, se ele deveria ser "bonzinho" e morrer de fome...

Segue abaixo um excerto do texto. O texto completo pode ser conferido aqui

(...)
É engraçado como quem está acostumado com astrologia moderna costuma associar este Marte a um posicionamento ruim, como se ele indicasse "comportamento afeminado" ou covardia, coisas que de modo algum estão associadas a Marte neste signo, muito pelo contrário. Marte em qualquer signo é coragem, e uma pessoa será corajosa na medida em que Marte tiver importância no mapa dela. Coragem não é medida pelo signo de Marte. O problema de Marte em detrimento ou queda não é falta de coragem, mas a coragem usada para finalidades maléficas ou em situações inadequadas. A coragem portanto é caracterizada pela proeminência de Marte: Muitos planetas e ângulos em signos de Marte, Marte angular, direto, rápido, em aspectos harmônicos com outros planetas, etc.
Na verdade Marte em Peixes é um dos posicionamentos mais desejáveis. Marte tem triplicidade em todos os signos de água, e isso inclui o signo de peixes. Além disso, especialmente no terceiro decanato de Peixes Marte tem inclusive mais poder do que o que ele tem em Áries, já que neste decanato estão localizados os termos e a face de Marte. Marte fica portanto triplamente dignificado quando está no último decanato de peixes, exceto nos 2 últimos graus que tem natureza mais saturnina.
(...)
Ainda sobre Marte no signo de peixes: Esse é o Marte emergencial. Como peixes é o signo que representa o caos, é em meio a esse tipo de situação que um marte em Peixes vai se mostrar mais útil. Marte em Peixes não luta para preservar ou prevenir o que quer que seja. não busca culpado pelos acontecimentos. Não culpa e não discrimina ninguém: Ele é aquela força que surge quando estamos diante do caos e não há nada a fazer a não ser ajudar quem precisa. No meio de um desastre por exemplo, não há muito espaço pra uma ação preventiva virginiana ou para as teorias do eixo Gêmeos/Sagitário. A ação precisa ser indiscriminada. A força de quem tem Marte em Peixes portanto é maior quando a pessoa se encontra nessas situações extremas.
É interessante notar o fato de que Marte tem força justamente no último e também no primeiro signo do zodíaco. Fins e inícios tem uma característica marciana. Aliás, o primeiro e o último decanato do zodíaco são regidos pelo mesmo planeta, que é marte. Marte parece se fortalecer justamente nos estágios zodiacais que representam um corte: Em Áries, o nascimento que em si é um grande corte em relação ao estado anterior, que era a não-existência. Depois vemos marte se fortalecendo novamente somente no signo de Virgem, o signo da poda. Em escorpião, signo das perdas, e em seguida em Capricórnio, o limite de desenvolvimento de qualquer ciclo. Finalmente ele se fortalece em peixes onde as coisas finalmente terminam.


Haja vista o texto, alguns aspectos do Nove e do Dez de Copas se esclareceram, para mim. O Nove de Copas, para Crowley, é a "Felicidade". Um estado de perfeito contentamento e beleza. Já o Dez é a "Saciedade" (?) e era esse título que me intrigava. Como as relações entre Marte e Peixes poderiam resultar nesse título? Nesse aspecto, a bibliografia que conheço nunca me saciou. Além disso, os demais Dez sempre concretizam alguma situação, de forma agradável ou não. Só o de Copas aparentava uma insatisfação por trás da aparente concretização emocional.


Por outro lado, Waite coloca o Nove de Copas como algo preguiçoso, indolente, exagerado, egocêntrico e preguiçoso; o Dez,  aqui, é a perspectiva do american dream. Qual dos dois significados oferecidos pelos autores corresponderia à melhor experiência da carta, a despeito de suas atribuições esotéricas?
Pela atribuição astrológica relacionada à carta, sempre tendi mais para a perspectiva de Crowley. O Dez deixava uma lacuna que impulsionava o consulente a mais - poderia estar bom, mas fatalmente poderia estar melhor. Havia uma insatisfação latente à vivência da lâmina, que não permitia que ela fosse estanque como os outros Dez. A força de quem tem Marte em Peixes portanto é maior quando a pessoa se encontra nessas situações extremas, como diria o Elias Mendes.
Não há muito o que dizer. Sinto, porém, que o Dez de Copas ficou mais claro, mais efetivo, após ler a interpretação astrológica relacionada a esse arquétipo.


Abraços a todos.


sábado, 25 de dezembro de 2010

Promoção Vegaplus Online: Interpretações liberadas



Olá pessoal. Hoje de manhã tive uma grata surpresa ao abrir minha conta do Vegaplus Online. De 24 de dezembro a 1 de janeiro, todas as interpretações estão liberadas!




Para quem não conhece, Vegaplus Online é um software profissional de Astrologia, desenvolvido pela Sadhana Informática. É bem didático, com textos claros e elucidativos. Eu, particularmente, gosto muito. A Sadhana informática é responsável também pelo aplicativo céu do momento, que fica na barra lateral aqui do blog. Indispensável para os blogueiros que se aplicam aos assuntos místicos e esotéricos.
Possui diversos planos de acesso, com graus de acessibilidade diferenciados. Características comuns a todos os planos:
- cálculo do mapa astrológico natal (comumente chamado de mapa astral ou carta astral) para nascidos desde 1800 até 2019,
- inclui as posições do Nodo Norte, Lilith e Quiron,
- quadros de aspectos planetários, casas, longitudes e pontuações por elementos e ritmos astrológicos,
- apresentação dos mapas em formato grande para impressão,
- exportação de todas as telas de resultados para arquivos PDF,
- envio dos mapas e telas por e-mail com um clique, diretamente aos clientes ou a você mesmo,
- lista de mapas calculados recentemente, para acesso direto sem redigitação dos dados,
- banco de dados sigiloso dos seus clientes, armazenando os dados para acesso futuro.


Faça seu cadastro aqui... E carpe diem!

Abraços a todos.


P.S.: O mapa que ilustra essa postagem é o meu, mesmo. Alguém arrisca uma interpretação? ;)


segunda-feira, 10 de maio de 2010

Um recadinho sobre 2012, dado pela Astrologia para 2010

Olá pessoal. Tenho visto TANTAS conjecturas sobre 2012, que fico meio cansado. Entediado. Como se nosso mundo já não estivesse dando sinais suficientes do que precisamos fazer para mudarmos o atual paradigma, vemos uma data dando um caráter inexorável para os fatos. É muito fácil abstrair-se da responsabilidade, neste caso.
Todavia, dadas as previsões para este ano, estou surpreso com tamanha atividade da Mãe Terra. É sério. Isso sim, é preocupante.
Uma grande amiga minha, Silvia Theberge, me encaminhou o seguinte texto que, dadas as referências, me pareceu muito pertinente. Não sou perito em Astrologia, mas dadas as visões que tive com as minhas cartas, achei muito sincrônico.

"Como você já deve ter percebido, 2010 começou forte. Parece que a Natureza “ligou o turbo”. No consultório, voltei de um mês de férias e encontrei a maioria das pessoas vivendo uma aceleração radical em seus processos existenciais. Em português simples e claro: “o bicho tá pegando”.
E a Astrologia, esta velha senhora, o que tem a nos dizer nesse momento? Ela pode nos auxiliar de alguma forma a compreendermos e nos posicionarmos melhor em relação ao que está acontecendo, e ao que há de vir?
Do alto de seus 5.000 anos de idade, dona Astrô não se abala muito com pouca coisa. Já viu impérios outrora indestrutíveis virarem ruínas...
Já viu civilizações que antes ditavam as regras, virarem pontos turísticos... Viu demônios virarem santos, santos virarem demônios, metalúrgicos virarem presidentes, astros do rock virarem astrólogos, políticos outrora muito populares virarem Judas... Enfim... Ela já viu de tudo... E sabe que “a vida vem em ondas como o mar”... Vem e vai... Vai e vem...
Dona Astrô pode nos auxiliar muito num momento desses, em que a corda está esticando. Pode nos lembrar de que isto é um ciclo, e que os ciclos têm a sua natureza, necessidade e duração.
E que ciclo é esse?
Teremos em 2010, mais precisamente no final de Julho de 2010, um alinhamento que (felizmente) não acontece todo momento.
Urano, planeta regente do signo de Aquário, um dos três “deuses da mudança”, geralmente associado a processos de quebras e rupturas radicais em modelos vigentes, completa uma volta e chega ao primeiro grau de Áries, que é também o primeiro grau de todo o Zodíaco. Só isto, já é um acontecimento astrológico significativo, que marca um momento de renovação.
Junto a Urano, vem Júpiter, considerado pelos antigos, como o grande “benéfico” do Zodíaco, também está associado a avanços em paradigmas ideológicos.
No início de 1762, os dois astros estavam alinhados no primeiro decanato do signo de Áries. Este ano é marcado pelo início da guerra entre Espanha, maior potência naval da época, e a Inglaterra, que passaria a ser a nova potência maior. O grande império ibérico caminhava para o fim, e o nascente império anglo-saxão começava a despontar.
Em 1845, Urano e Júpiter encontraram- se mais uma vez nos primeiros graus de Áries. Naquele ano, o parlamento britânico promulgou a “Lei Aberdeen”, que foi um passo decisivo para a futura libertação dos escravos, evento que também, sem dúvida nenhuma, foi paradigmático para os padrões da época, e iniciou um novo ciclo para a humanidade, visto que teve um impacto profundo nas relações sociais e econômicas dali para frente.
Em Julho de 1927, novamente Urano e Júpiter chegavam aos primeiros graus de Áries. Aquele foi um ano marcado pela primeira travessia sem escalas do Atlântico, realizada por Charles Lindbergh em seu “Spirit of Saint Louis”. Evento que sem dúvida deixou o mundo muito “menor” do que era até então. Aquele ano também foi marcado por acontecimentos políticos radicais que tiveram importância capital nos desdobramentos futuros. Em Agosto, uma revolta do exército chinês dá origem ao que viria ser o “Exército Vermelho”, que teve papel fundamental na revolução que transformou a face e a história daquele antigo país, e está na base do peso que ele tem hoje no planeta. Naquele mesmo ano, Benito Mussolini promulga a “carta do trabalho”, que transforma a Itália em estado corporativo, e abre as portas para o Fascismo, e Josef Stálin, após expulsar León Trotsky, torna-se líder absoluto do PC e da URSS. Novamente, um mundo estava terminando, e outro estava começando.
Como podemos ver, este alinhamento marca o início de uma mudança radical. As pessoas estão fazendo barulho a respeito de 2012, mas na verdade, o mundo acaba mesmo, é em 2010. Pelo menos o mundo tal qual o conhecemos até aqui.
O céu de 2012 não apresenta nenhum aspecto astrológico radical. Nenhum que chegue próximo ao que teremos esse ano.
Se não bastasse o encontro de Júpiter e Urano em Áries, que como vimos, marca novos momentos político-ideológicos, temos ainda a posição de Saturno, senhor do tempo e das colheitas nos primeiros graus de Libra, fazendo uma “oposição” exata á conjunção Júpiter-Urano. E Saturno não está só. Com ele vem Marte, como todos sabem, o senhor da guerra.
Se isso tudo não bastasse, Plutão, outro “deus da mudança”, implacável e compulsivo, faz uma “quadratura” a esse povo todo, nos primeiros graus de Capricórnio, outros signo “Cardinal”. O céu está pesado. De todas as conjunções anteriores que eu citei, essa é, sem dúvida, a mais tensa e a mais radical. O velho e o novo estão cara-a-cara para um confronto que já se anuncia há uns três anos.  E agora não tem mais como “empurrar com a barriga”, “não tem mais pra onde correr”.
O que está vindo pela frente?
Quem tiver olhos, verá... Um velho mundo morrendo, e um outro, novo, nascendo... Todos já estamos sentindo a onda gigante de renovação que está chegando...
As mudanças acontecem em todos os níveis: no planeta, em nosso país, aqui no DF e também, como não poderia deixar de ser, em nossos lares, consciências e em nossas vidas. Todos gostam de mudanças planetárias, mas quase ninguém gosta quando elas começam a acontecer em nossas vidas, de verdade. Quase todos nós, conscientes disto ou não, admitamos isto ou não, somos apegados aos modelos e estilos de nossas vidas, por mais deficientes e causadores de sofrimento que eles sejam. Faz parte de nossa natureza. Somos todos, mais ou menos conservadores. Basta ver quando algo realmente novo chega a Terra, a reação contrária que causa, e a pouca adesão que conquista, num primeiro momento. O Cristianismo hoje é uma potência política e econômica, influindo em governos, movimentando bilhões e capitaneando guerras.
Mas no começo, se limitava a doze pessoas, e durante quinhentos anos, ser simpático a esta idéia era motivo bastante para mandar alguém ser almoço dos leões. Só que tem momentos, que é mudar ou mudar. E esse é um desses momentos.
Todo esse transtorno e esse “rebuliço” em nossas vidas são as mudanças chegando e batendo na porta dos nossos velhos estilos de vida, que se defendem como podem. Com unhas e dentes, como Saturno e Marte sinalizam.
Será que estamos dispostos a mudar? Será que sabemos o que precisamos mudar?
O Tsunami da transformação planetária está batendo na praia. Ou pegamos essa onda e vamos com força para frente, ou ela nos pega e quebra a espinha dorsal de nossas resistências. A hora de mudar é agora. Se a sua vida já está de pernas para o ar e você não está dando conta sozinho, procure ajuda. Um médico, padre, psicólogo, terapeuta, astrólogo, um amigo de verdade... Enfim, alguém que possa te ajudar a se enxergar, que nós não viemos equipados de fábrica com espelho retrovisor. Somos todos muito hábeis para enxergar cisco no olho do irmão, e cegos para ver a trave em nosso próprio olho... "