Mostrando postagens com marcador Sacerdotisa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sacerdotisa. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A Jornada do Louco em sua Autodescoberta: A Sacerdotisa.


Olá, pessoal. Passamos à segunda etapa da nossa jornada, a iniciação. Encontraremos os quatro sábios do primeiro setenário: A Sacerdotisa, a Imperatriz, o Imperador e o Hierofante. Cada um deles rege um dos quatro elementos e uma experiência específica, dentro dessa jornada. 

Sacerdotisa
Ancient Italian

A Sacerdotisa oferece-nos a oportunidade de entendermos o mundo relativo aos sentimentos. Então, para além da experiência dos exercícios propostos, sugiro que você se atenha aos seus sentimentos nesses quinze dias que nos separam da experiência seguinte. 
O herói, em seu caminho para a Totalidade e para a realização da sua tarefa, tende a aprender a lidar com os quatro elementos - que observou com curiosidade sobre a mesa do Mago, ainda que não tenha tido habilidade para lidar com eles. 
O primeiro plano com o qual o Herói da Jornada tarológica se depara é o emocional. As emoções são nossa diferenciação do mundo. Só podemos sentir o que corresponde às emoções individuais, ou por compaixão, aproximarmo-nos da experiência dos outros. Mas sempre através de um crivo pessoal. Somos protagonistas de nossas próprias histórias. Somos indissociavelmente individuais. Esse mundo é bem conhecido e frequentado por poetas e artistas em geral, aqueles que, a partir da experiência do todo, fazem sua parte pelo mundo.
Ler o livro/pergaminho da Sacerdotisa é como ler seu próprio diário ou perscrutar um espelho. É reconhecer-se como protagonista, atender ao chamado, reconhecer seu potencial de forma crítica, e, evidentemente, observar as modificações que a passagem do tempo causaram em você. 
Se você tirou a Sacerdotisa na posição de Separação, é importante questionar como seus sentimentos estão, de fato. Você ainda consegue ouvir a voz interior ou ela já se calou há muito tempo? Você tem medo de experiências extra-sensoriais? Se você tirou a Sacerdotisa na posição de Iniciação, a sua Voz Interior está pedindo para ser ouvida, através de estímulos externos cada vez mais audíveis, podendo ser confundida com sincronicidades. Se a Sacerdotisa sair na posição de Retorno, você recuperou uma parte da sua individualidade, da sua identidade. Não perca isso novamente.
Os exercícios propostos e a bibliografia utilizada estão em um arquivo PDF. Para baixar, clique aqui. Caso queira conhecer outras versões dessa carta, clique aqui


Caso você se identifique com o baralho Waite Smith, sugiro que leia meu texto sobre a Sacerdotisa, aqui.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Dia dos avós. Cartomancia. E saudade.



Vinte e seis de julho, dia dos avós. Homenagem a Sant'Ana, mãe da Virgem. Aquela que foi capaz de acreditar até o fim na maternidade.
É curioso pensar no que é ser avô/avó na idade em que estou. Um quarto de século, mais um - vinte e seis. Mas, frente às gravidezes cada vez mais prematuras, não é difícil imaginar um avô de trinta anos. Mas a imagem permanece sendo de alguém que já enfrentou um bocadinho de aventuras nessa vida... e sobreviveu para contar.
É difícil para mim, esse ano, comemorar essa data. Minha avó materna achou que o corpo dela estava démodé demais e resolveu trocar de roupagem. Não dá para dizer que não dói. É um buraco na vida da gente que a gente não é preparado para cavar. Ainda que seja a única certeza da vida, a gente sempre espera que não seja tão certo, assim.

Sacerdotisa
Marseille-Grimaud

No Tarot, a carta que mais se aproxima, entre os Arcanos Maiores, da experiência de ser avó é a Sacerdotisa. Curioso que ela é a Virgem; mas é uma virgindade que se obtém, também, depois da menopausa - um novo ciclo hormonal na vida da mulher que pede os mesmos cuidados que pós-menarca. E a sabedoria que ela possui é obtida também da observação - um de seus conceitos - e, para observar, há que se ter tido tempo para isso.

Rainha de Ouros
Marseille Grimaud

A Rainha de Ouros também tem muito de avó - ela já experimentou no corpo o que é o ditame do espírito, e sobreviveu para contar a história. Sentimentalismos não mais a comovem. Mesmo porque, ser avó é ser mãe já conhecendo o script. Não há mais surpresa nem susto, há um reconhecimento de que aquela semente é fruto da semente que ela teve a habilidade de criar.
Velha Senhora
Sibilla della Zingara

Já conhecendo o script, por que se estressar? Por que se preocupar tanto? Avó é conhecer os netos pela parte que lhes cabe, que é carinho e afeto. É ensinar coisas que vão ser tão anuviantes nos momentos de saudade, como barquinhos de papel com capota e jogos de paciência vários. É deixar os cinco sentidos atiçados com aquele cheiro de bolinho de chuva saindo do fogo, com direito a tapa na mão dos mais afoitos. 
É uma ternura sem tamanho, mesmo nos xingos. A gente sempre sobrevive ao xingo de mãe, mas dói o xingo de vó. Claro que existem as avós que não são lá flor que se cheire; cravo de defunto também não é para cheirar, mas ainda assim ornamente o jardim. Mesmo lá de longe, é vó.

Feliz dia das avós, àquelas que tiveram a sorte de ser. E feliz dia para aqueles que ainda podem curtir seus avós. Eu tô aqui tentando encher esse buraco, mas ele tá tão forrado de ternura pelo que eu vivi com a minha, por ela ter me tornado o homem que me tornei, por ela ter colocado um baralho na minha mão tão na hora certa, mesmo parecendo que não... Que acho que esse buraco só vai durar pelo resto da minha vida.
Obrigado, vó. Vivo com você para sempre, aninhada aqui no meu peito como eu costumava me aninhar no seu.
Abraços a todos. E aproveitem seus avós, porque a Morte não costuma aceitar reclamações e nem oferecer justificativas para os seus atos.



terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

A Sacerdotisa e o Carnaval


Olá pessoal. Estou aproveitando bastante o Carnaval aqui em Ouro Preto - gente bonita, nenhum problema mais sério e, acreditem, nenhuma confusão presenciada. Estou entre amigos, mas é muita gente, e confusão não respeita espaço de ninguém - se bem, penso eu, a falta de respeito pelo espaço alheio garante a confusão...
De qualquer forma, aqui tá tranquilo. Dentro dos padrões ouropretanos, claro. =)
Estive pensando em como relacionar a Cartomancia ao Carnaval. Uma festa pagã, herege, na qual os fiéis de diversas religiões se refugiam em seus templos enquanto Bacco pula solto fazendo bagunça.
In vino veritas...
Me deparei com uma dicotomia. Não acho certo, como já expus antes, usarmos o baralho de maneira leviana; também sou consciente que, mesmo que nos mantenhamos o equilibrio, a energia do Carnaval é pagã, ou melhor, profana - literalmente, "fora do vaso"... onde despejamos nossos sonhos.
Mas fica aqui minha comemoração a esse feriado, com o auxílio da Cartomancia.
Até o próximo post.