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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Lâminas famosas e o naipe de Espadas.


Olá pessoal. Estou literalmente encantado pelo trabalho de Federico Mauro. Em suas coletâneas, aprendemos ou lembramos de personagens marcantes do cinema através de seus instrumentos. A coletânea que reproduzo aqui é a de armas brancas, mas temos ainda a de guitarras e a de armas de fogo
Foi bem divertido fazer isso. Mas... Você sugeriria uma combinação diferente? Veja no link se existe alguma que você trocaria e comente aqui embaixo! Vale comentar as armas que faltaram, também. 
Senti falta da Masamune. 


Um Ás para Excalibur, senhora das que vieram depois.


Um dois para uma Vendetta, colocadas em V.


Três para lightsaber, construído com a Vontade.


Quatro para Norman Bates e seu aparente equilíbrio.


Cinco para Joker e seu total desequilíbrio.


Seis para MacGyver e sua genialidade.


Sete para D'Artagnan e seus ideais. 


Oito para Gelo, derretida pelo fogo, Lamento de Viúva e Cumpridora de Promessas.


Nove para Jason, um pesadelo feito carne.


Dez para guilhotina, encerrando com misericórdia.


Jack Sparrow de andar oscilante, um Valete entre elas.


William Wallace para Cavaleiro, sem armadura e com coração.


Beatrix Kiddo para Rainha, dos estilhaços, pedaços e cortes dessa Corte.


Uma espada para o Rei Conan entre aqueles que se escondem nas sombras.

terça-feira, 26 de março de 2013

...e dois Anjos oram por um cálice de sangue.

Dois de Espadas
Paz
Thoth Tarot

Talvez nenhum outro título proposto por Crowley para as cartas numeradas seja tão controverso quanto o dado ao Dois de Espadas. Paz. Será mesmo? Para entendermos o título, vamos de encontro aos aspectos circundantes: a imagem e a atribuição astrológica.

Reparemos na empunhadura.
Anjos em prece. Mas não se engane; são anjos que imploram pela lambida da lâmina. Nada em Espadas é o que parece ser, embora entender o que parece auxilie no entendimento do que é de fato.
A rosa azul é perfurada pelas duas lâminas e, veja só, aparentemente, é justamente o cruzar das lâminas que mantém as pétalas unidas. Até quando? 
Segundo Elias Mendes, em sua página Mega Astrologia do Facebook (acesso em 8 de dezembro de 2012):

Miniatura do Códice "Decretos de Smithfield" 
( final do século XIII, início do XIV)
Biblioteca Britânica, Londres.

Libra acaba sendo um posicionamento complicado pra se ter a lua, porque o bem estar da pessoa acaba dependendo de fatores que frequentemente, mesmo sob as melhores condições, fogem ao controle: a harmonia em sua relação com o ambiente. Esperar pela cooperação alheia pode ser frustrante, e muitas vezes a lua em libra acaba gastando um excesso de energia na tentativa de estabelecer um equilíbrio 

que no final das contas é muito delicado e se desfaz por motivos estúpidos. Nem todas as pessoas são dispostas a cooperação, nem todas as pessoas aceitam facilmente que sua liberdade termina quando começa a do outro. Quanto mais a pessoa tentar viver sem a dependência da aprovação pública e sem tentar intervir no equilíbrio do seu ambiente, mais harmonia ela vai obter, porque o equilíbrio no final das contas acaba sendo um processamento interno, passa por uma capacidade de se aprender a conviver e aceitar as diferenças. 

A grande vantagem da lua em Libra reside na sua "super-percepção dos outros". É como um super poder, existe uma consciência social muito forte, onde ela consegue perceber as disposições, medos, vontades e desejos das pessoas através do convívio, com uma velocidade muito alta. Isso garante as pessoas que tem a lua em libra a capacidade de se antecipar aos outros e faz com que sua interação com as pessoas seja amplamente facilitada. A inteligência social, e a capacidade de "manejar" outras pessoas é muito desenvolvida. 
Ficam questões a serem pensadas, aqui. Para acompanhar mais de perto meus pensamentos sobre o naipe de Espadas do Tarô Thoth, sugiro a leitura desse texto aqui, que eu escrevi para o Clube do Tarô.
Abraços a todos.

sábado, 14 de julho de 2012

Dor.

Três de Espadas
Waite Smith

Atenção: Sugiro que você ouça essa música aqui, durante a leitura.


Depois de visitar o desencantamento, à convite da Rute, eu fiquei pensando em toda a abrangência do termo. Embora eu tenha focado o despertar, percebi, ao ler o que os demais participantes escreveram, que eles foram a fundo naquilo que eu queria evitar, as dores emocionais, os relacionamentos que não deram certo. Não à toa, essa foi, sem dúvida, a Blogagem Coletiva mais difícil de que já participei. E, diante das participações e do que foi dito, escrevo um pouquinho mais, focando-me nos aspectos mais dolorosos do desencantamento. Esse é um texto sombrio, direto no queixo. Não leia se tiver um coração sensível e lentes cor-de-rosa. Eu não tenho nem um, nem outro. Perdi há um bom tempo, e se alguém encontrar, por favor... não me devolva.

Recentemente, eu fui picado por uma abelha. Na palma da mão direita. A despeito de todo o simbolismo que isso venha a ter, nunca na minha vida eu senti uma dor tão intensa. Isso porque já fraturei o nariz duas vezes.
Um misto de surpresa, impacto, que move simultaneamente em direção à catatonia e ao berserk, um pulso elétrico que se movimenta pelos filamentos de todos os músculos e que se mostra incontrolável. E, quando você volta a si, percebe que tudo isso aconteceu em segundos.
Aí você grita.

Três de Espadas
Monalisa Tarot

Os dias passam. A memória da dor permanece como um parâmetro. Como pode doer tanto? Mas a dor física passa, pouco a pouco, devagar ela se dilui nas necessidades do dia-a-dia. Esse passar da dor pode decrescer, como no caso da picada de abelha, gradualmente; ou, como no caso de uma Lesão por Esforço Repetitivo, inversamente oposta. Com as dores crônicas, a gente se acostuma.
As dores surpreendentes são as que de fato doem.
E, nesse caso, as ditas dores de amor recebem o Oscar de melhor efeito especial. São sempre apoteóticas. Chamam a atenção. Afinal de contas, a "compaixão" aqui é vestido e capa de uma autocomplacência que deveria ser desnudada. 

Mas não. Uma coloca a anágua "ele não presta"; outra põe um godê guarda-chuva de "você encontrará alguém melhor". Outra vem e coloca um corpete de loja de artigos para maiores "como assim você, essa delícia, está chorando por ele?" Mais um, atraído pelo burburinho e encantado pela semivestida persona, veste-lhe uma blusa recém comprada de "gente, nunca tinha reparado na cor dos seus olhos... as lágrimas os deixaram mais bonitos". E, de peça em peça, num strip tease às avessas, um personagem é criado para sair às ruas mostrando sua vestimenta rica, paga com moedas de lágrimas. Mártir, sofredor, coitadinho. Dolorosamente merecedor da atenção de todos aqueles que, independentemente das próprias necessidades, estão ali para confortar (leia-se: deixam suas dores por serem feias demais para alguém as vestir. Tais dores permanecem nuas, mas presas no porão). Mas o personagem, a bela e sincera mocinha virginal, esqueceu a calcinha em casa. Um ventinho (algumas doses de uma bebida forte, uma música mais intensa, alguns olhares, um recadinho no MSN) e todo o paramento deixa de fazer sentido no flash de um paparazzi. Toda vestida de drama, mas não deixa de ser uma rameira.

Autocomp... Nazaré Tedesco.
Porque se escreve "boite" mas se fala "boate".
Ou buatchy. Vá saber.

Autocomplacência, rameira que faz o peito de qualquer um o bordel de mais alta classe. Ou não.
Colocar a autocomplacência amarrada ao pé da mesa não faz, ao contrário do que eu pensaria, com que qualquer evento doa menos. A dor é sempre dor. E, para piorar um pouco as coisas, dor não é parâmetro de comparação. O que você viveu/vive pouco ou nada interessa para quem vive, naquele instante, sua própria dor. É um consolo (leia-se: um uppercut na autocomplacência) saber que outras pessoas passaram por eventos diferentes, piores. Mas, por piores que sejam, não foram experimentados como reação química na carne que você veste. Você entende, mas não interage com nada aí dentro. Só faz sentido.

Ninguém passa por nada sem merecer, ainda que não entenda muito bem.
As Moiras (Parcas, Nornes) são atentas.
Elas tecem muito bem.
Três de Espadas
Tarô das Deusas

Então... Bora assumir a própria dor?
Não quero dizer que não existem momentos em que realmente precisamos de ajuda. Tem horas que só mantemos a sanidade porque tem alguém ali pronto para estender a mão. Tem horas que o desespero está quase se transformando em uma bala enterrada no meio da cabeça. Ninguém é plenamente autosuficiente para não precisar de colo de vez em quando.
Lembra que eu disse que dor não se mensura? Então. A sua dor nunca será vivenciada por esse conjunto de nervos que está aqui no meu corpo. A memória, não, eu não terei. Eu terei parâmetros. E talvez sejam justamente os meus parâmetros que te tragam um pouco de sanidade, diante de uma dor que você considera forte demais para aguentar.

Três de Espadas
Marseille Grimaud

Eu tenho uma abordagem do Três de Espadas um pouco dura (dá uma olhada no texto que eu escrevi para o Clube do Tarô). Saturno em Libra, conforme a atribuição da Golden Dawn. Não dá para ser por menos. O Ceifador olhando para os relacionamentos. O Do Golpe Certeiro relacionando-se com o signo das dúvidas e indecisões. Ah, e para constar, Ele anda exaltado por ali.
Se nos aplicarmos, juntos, as ideias do Três de Espadas para a questão dos relacionamentos,  o exercício aqui seria de se colocar em terceira pessoa, mesmo quando a dor for sua. Você está com a peça de roupa que corresponde à sua parte de autocomplacência pela dor alheia. Olhe de novo. Você ainda a quer vestir aquela peça? Se sim, vista de peito aberto sua dor, porque, como todo e qualquer sentimento, ela é passageira. Fica só o registro. 
Agora... se você é incapaz de enfrentar de peito aberto o motivo da sua dor... Se você só consegue "buscar conselhos" de amigos... Se você diz que ele não presta, mas ainda mantém contato com ele, dizendo que o ama... Se você o traiu, e traição aqui em amplo sentido - um pedido de não faça isso quebrado pode doer mais que relacionar-se com um batalhão de pessoas - e (ainda assim) se arrependeu...
Faz um favor para mim. Cale a sua boca. Agora.
Muito sofrimento pode ser evitado assim.
Se você é incapaz de conversar diretamente com quem lhe causa dor, é melhor não conversar movido pela paixão com ninguém mais. A gente costuma mudar de ideia quando a raiva dá lugar à razão. E arrependimento não é desculpa, é consequência de uma fala mal... dita.
Lave seu rosto. Olhe-se no espelho. Despido daquilo que considera ser real. Olhe de novo. E mais uma vez.
Agora sim. Dê um passo. Sem a mesquinharia de quem acha sua dor a maior do mundo, com a autocomplacência de quem se acha a maior vítima do destino. Todos sofremos por amor de vez em quando. A maior parte de nós sobrevive a isso. 
Lembre-se... Sua dor só é incomparável, mas jamais será a maior do mundo.
Doi ler isso? Sim, eu sei. Para escrever, doeu também. Dor é coisa que dá e passa. Como a de eu escrever e você ler. Saturno em Libra tem dessas coisas, ainda mais se representativo de uma carta como o Três de Espadas.
Voltamos a nossa programação normal, com postagens mais agradáveis.
Abraços a todos.

Três de Espadas
Medieval Scapini

Ah, quase me esqueço: além das leituras dos meus parceiros de Blogagem Coletiva, o texto é motivado pela inter-relação entre o Três de Espadas do Medieval Scapini com uma música do OneRepublic, Secrets
Quem sabe te inspiram também.





I need another story
Something to get off my chest
My life gets kind of boring
Need something that I can't confess

Till all my sleeves are stained red
From all the truth that I've said
Come by, it honestly I swear
Thought you saw me wink, no, I've been on the brink, so

Tell me what you want to hear
Something that'll like those ears
Sick of all the insincere
So I'm gonna give all my secrets away
This time
Don't need another perfect lie
Don't care if critics never jumped in line
I'm gonna give all my secrets away

My God, amazing how we got this far
It's like we were chasing all those stars
Whose driver shining big black cars

And everyday I see the news
All the problems that we could solve
And when a situation rises
Just write it into an album
Sitting straight, too low
And I don't really like my flow, oh, so

Tell me what you want to hear
Something that'll like those ears
Sick of all the insincere
So I'm gonna give all my secrets away
This time
Don't need another perfect lie
Don't care if critics never jump in line
I'm gonna give all my secrets away

Got no reason
Got no shame
Got no family
I can blame
Just don't let me disappear
I'mma tell you everything

Tell me what you want to hear
Something that'll like those ears
Sick of all the insincere
So I'm gonna give all my secrets away
This time
Don't need another perfect lie
Don't care if critics never jump in line
I'm gonna give all my secrets away


Em tempo: O Ciro Marchetti preparou um vídeo sobre o Três de Espadas do seu Legacy of Divine Tarot. Vale a pena assistir.


terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Nova postagem no Clube do Tarô: das cimitarras bastardas.


Olá pessoal. Eu tenho refletido - e muito! - sobre o naipe de Espadas e, dessas reflexões, saiu o seguinte texto, que disserta sobre a iconografia das dez cartas numeradas desse naipe. Espero que apreciem.
Abraços a todos.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Conversas Cartomânticas: Aline Gois e o Rei de Espadas


Olá pessoal. Vamos agora para o naipe mais controverso e passível de discussão de todo o baralho. Favorito de uns, temido por outros, execrado pela maioria, Espadas mete medo. Mas tudo o que mete medo, é porque não é devidamente conhecido... Vamos juntos, respirar o Ar desse naipe, aproximando-nos de sua essência, para além da esperança e do medo. Quem nos guia hoje é Aline Gois, pela figura do Rei de Espadas.
Aline Gois por ela mesma:

Estudo Tarô, Runas e tenho uma curiosidade enorme por Astrologia e a tudo que se refere a Simbologia e a Psiquê Humana. A prática com o oráculo se estende por 20 anos, comecei a oferecer consultas aos 15. Moro em Brasília, trabalho como Consultora Comercial e paralelo a tudo que faço, dou consultas tanto de Tarô como de Runas, compartilhando o conhecimento adquirido como Professora de Tarô e Runas também.
Então... Vamos com ela.

Análise sobre o Rei de Espadas

Rei de Espadas
Waite-Smith

Quando recebi o convite para dialogar sobre o Rei de Espadas, pensei que seria uma tarefa fácil. Ledo engano. Como descrever com veemência um personagem tão vasto de contornos e nuances? Antes de qualquer coisa é preciso que se diga que há parâmetros muito amplos para analisá-lo com respeito e fidelidade as características mais marcantes nessa carta. Tive a oportunidade de observá-lo em vários ângulos. Tanto numa vivência pessoal contextualizada, como a análise cuidadosa de pessoas que exercem na prática as características presentes no Rei de Espadas. É sobre essas experiências, vividas e absorvidas através da prática do Tarô que busquei embasar minha leitura sobre o Rei de Espadas. Como ele surge do movimento trazido pelo ar, o percebo rarefeito, com contornos bem particulares e que se alteram com o movimento leve ou ate mesmo brusco que esse elemento pode atribuir.

Rei de Espadas
Anna K.

Identificar situações geradas por esse Arcano é um passeio prático e analítico sobre os fatos. O reino mental pertence a ele, e este o domina por completo. Partisse do principio da razão, um verdadeiro estrategista. Jogar contra a um Rei de Espadas, é cair no abismo. Pois ele percebe todas as possibilidades, prevendo sabiamente onde isso o levará. Se aliar a ele, é causa ganha! Em alguns momentos se torna realmente necessário uma aplicação prática desse arcano. Pois como ele tem o dom de antever por meio da razão e objetividade, é possível traçar todo um perfil de planejamento e organização. Bem como medir seus riscos. Profissionalmente, coloca tudo em ordem, e não adianta fazer muita manha, é preciso ser firme e aceitar os desafios que a vida impõe para que as tarefas sejam concluídas com êxito. Não basta fazer, tem que ser feito do jeito certo. Para um Rei de Espadas a medida de certo e errado é muito firme. Não existe mais ou menos certo, e ele torna a vida um verdadeiro inferno se isso não é tomado ao pé da letra.

Rei de Espadas
Secret

Por outro lado, observando os tipos psicológicos que “sofrem” a influência do Rei de Espadas é possível observar essas considerações feitas e ir além delas. Se envolver emocionalmente com um tipo como esse, requer no mínimo, ter o espírito forte. São relacionamentos baseados em um contexto mental, é pela mente que ele se seduz e conquista tudo e a todos a sua volta. Observando bem de perto, são manipuladores e envolventes. Há um quê de ardiloso nisso. Embora essa seja uma característica mais comum em tipos de personalidades mal integradas e que se encontram, por alguma razão, contidas em seus sentimentos. Esses dilemas emocionais são muito comuns para um Rei de Espadas, pois é um reino que ele não tem acesso. O sentimento para ele é algo analisado e medido, quase como uma fórmula. E como isso não costuma funcionar muito bem pra ninguém nessa vida, ele se fragiliza. E procura envolvimentos emocionais onde  tenha total controle e domínio. Quando isso foge da regra, surgem os tipos arrogantes, ciumentos e manipuladores. Tornando suas relações passionais e de extremo risco, especialmente para a parceira.

Rei de Espadas
Visconti-Sforza
US Games

Um Rei de Espadas escolhe seus amantes por outros atributos. É preciso que haja algo realmente compensador para que ele se mantenha fiel ou ate mesmo firme num relacionamento. Ele pensa primeiro nele, depois nele e por último nele também. E todo resto deve obedecer essa regra. Como isso também não costuma funcionar muito bem, ele termina ficando sozinho e se concentrando no trabalho, em questões práticas, em flertes. Em  relações onde possa ter mais controle dos sentimentos e da quantidade mínima que terá que doar para ter o que precisa, deixando-o satisfeito.

"O homem que dá a sentença empunha a Espada."
Ned Stark, um Rei de Espadas.
Game of Thrones, primeira temporada, episódio 1.

Bom, com tantos atributos complicados, da vontade de mudar de rua para não ter que cruzar com um tipo como esse. Outro grande engano. O Rei de Espadas é uma figura iluminada, impossível não percebê-lo num local, dar mesmo vontade de se aproximar, são muito magnéticos. Especialmente, se você for alvo do interesse dele. São intelectualmente incríveis, excelentes professores, educadores incansáveis para tornar tudo mais perfeito e completo. Uma noitada ao lado de um Rei de Espadas nunca será uma perda de tempo, muito menos monótono. Ele transforma todas as conversas em algo rico e preciso de detalhes, repleto de informações técnicas, acadêmicas, culturais, sobre tudo, tudo mesmo que se possa imaginar. 
São pessoas de alma firme, realistas e muito práticos, e que encantam por possuir um charme elegante, humor refinado e cuidados essências com a aparência. Como disse anteriormente, são excelentes estrategistas e costumam conseguir sempre tudo que desejam, e com a habilidade única de extrair das pessoas aquilo que elas tem de melhor.

Rei de Espadas
Ancient Italian

Essa energia contida na carta do Rei de Espadas o confere todo o poder de transformação inconsciente para um estado de consciência plena. Transferindo para a realidade o que somos capazes de realizar, e nos revelando o tamanho da nossa inteligência em trabalharmos em prol de algo melhor e mais concreto. Observar o Arcano em suas potencialidades, e desenvolvê-lo em qualidades é tarefa complexa e praticamente se leva uma vida inteira nessa missão. Mas vale a pena! Porque nos permite explorar melhor nossos recursos e talentos, tornando a vida algo que requer muito mais discernimento do que somente boa vontade. 

Cavaleiro de Espadas
Hermetic

Nota do editor: Em alguns baralhos, como o Hermetic, os Reis são substituídos pelos Cavaleiros. Existem diversas possibilidades de análise dessa perspectiva; porém, em última instância, aplica-se tanto aos Reis quanto aos Cavaleiros os mesmos significados propostos.
Atenção: essa interpretação só é possível quando houver a carta do Príncipe substituindo o Cavaleiro original.