sábado, 14 de novembro de 2015

Journal de notícias cruzadas.

Tomando de assalto, mas não sem delicadeza, o título do livro de Ítalo Calvino como referência, começo minha leitura. 


Na Cidade Luz, uma Torre deixa a Torre no escuro. Caos, caos. Combate. Sangue. Muito sangue.


Um passo a frente, alguns dias atrás, um rio é morto. Fatalidade. Não a obra do acaso; a irônica fatalidade dos videogames. Fatality. Uma série de movimentos coordenados que, se bem executados, geram um final aterrador. Como nesse caso.

Houve quem viu essa carta invertida. Não seria necessário.


Um passo a frente, ou voltar um passo;a lógica dos eventos permite ambas as leituras. Não sei o que esperar dos próximos eventos que se cruzarão nos dias que seguem.
Todos os tragos aparentam ser amargos.


Abraços a todos.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Além do Tempo - Doroteia vê nas cartas outra mulher no caminho de Felipe.



Não, eu não acompanho essa novela. Fiquei sabendo dessa cena pelo Facebook e resolvi acompanhar. Doroteia usa um maço de cartas comum, numa disposição caótica, e as cartas não são focalizadas em nenhum momento, de forma a que pudéssemos supor qual método foi utilizado para a interpretação.
Saudades do acuro com que as cartas foram vistas em Explode Coração... [créditos do link: Ana Marques, pelo Facebook. Muito obrigado!]
Para ver a cena, clique aqui.
Abraços a todos.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Visitar um museu com olhar de Cartomante: uma experiência no MASP.

Olá, pessoal. Quem acompanha o blog há um tempo, e a página do Facebook, em especial, sabe que eu sou ligado no poder das obras de arte para a análise da cartomancia - e vice versa. 
Mas fazia muito tempo que minha experiência se limitava a galerias online e compartilhamentos. Isso me incomodava um pouco; nenhum Pinterest da vida será mais intenso que a experiência in loco de um espaço museal.
Aproveitando minha estadia em São Paulo, resolvi ir ao MASP - uma dos maiores acervos da América do Sul - para reeducar meu olhar e meus sentidos.

ARTE DA FRANÇA: DE DELACROIX A CÉZANNE
Esta exposição atravessa quase duzentos anos de produção artística na França, dos séculos 18 ao 20, exibindo retratos, paisagens, naturezas-mortas e cenas históricas e do cotidiano, do mais importante acervo do período no Hemisfério Sul. Estão representados artistas de herança neoclássica, como Ingres, e romântica, como Delacroix; além de nomes ligados aos movimentos precursores do modernismo, como o realismo, de Courbet; o impressionismo, de Monet e Degas; o pós-impressionismo, de Cézanne, Van Gogh e Gauguin; o grupo dos Nabis, de Vuillard; e o cubismo, de Picasso e Léger.
Grande parte dessas obras é testemunha das rupturas de natureza política, social e cultural que marcaram a Europa do século 19 e início do 20, quando a arte ganhou outros circuitos de produção e veiculação para além dos salões e encomendas oficiais, como a imprensa e a crítica especializada; os bares onde fervilhava a vida da nova burguesia e intelectualidade; os ateliês e a importância de sua dimensão expandida, especialmente no caso de Picasso; as academias alternativas, como Julian e Suisse, que ofereceram opções à formação mais tradicional da École de Beaux-Arts.
A exposição privilegiou reunir conjuntos completos do acervo, com destaque para Renoir, Toulouse-Lautrec, Modigliani e Manet. Delacroix e Cézanne, juntos no mesmo espaço, na entrada, funcionam como vetores para todo o percurso, uma vez que apontaram, cada um em seu tempo, tanto para o passado quanto para o futuro da história da arte, pontuando transições entre a tradição e o moderno; o antigo e o novo; entre, por exemplo, Ingres e Léger.
Cézanne, que via em Delacroix um mestre e estudava pintura fazendo cópias de suas telas, soube perceber nele qualidades modernistas. Cézanne não só retomou algumas dessas qualidades como emprestou a elas novo significado, caso do encontro entre figura e fundo; do maior protagonismo dado aos elementos do quadro e da pintura, como a pincelada, em detrimento dos temas; e, sobretudo, da maneira como se valeu de um caráter supostamente inacabado de suas pinturas.
Também são exibidos itens do arquivo histórico e fotográfico do MASP, como correspondências sobre doações, aquisições, convites, folhetos de exposições, recortes de jornais, revistas e fotografias que recuperam parte da história das obras e do próprio museu. Apresentados no mesmo plano que as pinturas, apontam para uma redefinição de lugares e hierarquias entre os trabalhos de arte e sua história dentro da instituição, oferecendo um novo estatuto para materiais comumente distantes dos olhos do público.
A disposição dos painéis, dos cabos de aço e das obras, bem como a relação deles entre si e com o espaço, retoma projeto de Lina Bo Bardi, arquiteta do MASP. Em 1950, na antiga sede da rua 7 de Abril, sua expografia já antecipava noções de transparência, leveza e suspensão, sem divisões em salas nem cronologias rígidas. Essas escolhas foram fundamentais e prepararam o terreno para a radical solução das telas dispostas sobre cavaletes de vidro que, ausentes desde 1996, retornarão ao segundo andar do MASP no final deste ano.

Curadoria de Adriano Pedrosa, diretor artístico; Eugênia Gorini Esmeraldo, coordenadora de intercâmbio; e Fernando Oliva, curador assistente. [Fonte]
A exposição foi muito bem organizada e aproveitou o espaço adequadamente, dispondo peças de nomes importantes para a História da Arte a partir de seus temas e diálogos com fontes secundárias e outras obras. Mas eu não estava lá, essencialmente, para perceber isso.
Eu estava querendo reaprender cartomancia. 
Nesse momento em especial, Sibilla.
A exposição estará acessível até sete de novembro de 2015. 
Exercite seu olhar como cartomante... Enxergue naqueles retratos suas cartas, e naqueles olhos seus clientes.

Como eu fiz.

Abraços a todos.




terça-feira, 13 de outubro de 2015

Futuros possíveis: Sibilla Della Zingara e cartões postais franceses.

Não há nada mais comum - bem, já não tenho certeza se na contemporaneidade posso afirmar isso categoricamente - que a previsão do futuro através da arte. Desde Blade Runner, passando por De Volta para o Futuro, o Exterminador do Futuro, Mad Max... culminando em Matrix e outras distopias, temos olhares curiosos sobre o que nos tornaremos, ou no que o planeta se tornará e como nos adaptaremos a isso. Não é diferente nas outras seis artes, antes mesmo que a sétima fosse nomeada e as outras cinco, catalogadas.
Nesse sentido, achei curioso os cartões postais de 1900 que propunham como o mundo seria no ano 2000. Tendo vivido o pavor do bug do milênio, pavor já superado há quinze anos (idades, apenas números), é divertido irmos um pouco mais além nas décadas e ver como aqueles homens e mulheres da virada do século supunham ser a virada do milênio. Mais curioso se mostra perceber que, em muito, suas preocupações estão ligadas ao cotidiano, cotidiano este muito bem ilustrados nos baralhos Sibilinos.
Recentemente, ministrei um curso sobre o Sibilla Della Zingara, com foco nas imagens, correlacionando-as com conceitos chave da história da arte. Foi um curso muito divertido (não perca as próximas edições presenciais e, caso queira, adquira o curso gravado). Foram dois anos estudando pormenorizadamente as imagens e encontrando conceitos aplicáveis à vida de um indivíduo do século XXI. Algo com o que me divirto, particularmente. 
Entretanto, nesse processo eu me vi face à diversas imagens chave, conceitos específicos e perspectivas de análise singulares. Cada baralho é um baralho e eu tento entender os seus ditames para usar suas características com o máximo efeito divinatório. Nesse caso, foi bem mais que isso. Encontrei aspectos cotidianos diretos, voltados a um público específico e com foco em um padrão de vida emergente. A arte serve a quem a paga, pelo menos até o começo do século XX. Ter isso em mente facilita - e muito - a interpretação dos conceitos contemporâneos à elaboração da obra. Sobretudo, se essa obra for designada para entender padrões vigentes de vida, morte e o intervalo entre ambas.
Conforme o site Defender

Diversos cartões desenhados no início do século passado mostram como as pessoas daquele tempo imaginavam os anos 2000. Compilado pelo jornal on-line sem fins lucrativos The Public Domain Review, as imagens de Jean-Marc Côte e outros artistas da França eram usadas em pacotes de cigarros e, depois, utilizadas em cartões-postais.Há pelo menos 87 desenhos diferentes de 1899, 1900, 1901 e 1910. A série, intitulada “França no ano 2000 (XXI century)”, mostra a percepção dos artistas sobre a vida das pessoas e o uso da tecnologia no dia a dia.
A criada.

O serviçal.

O literato.

A desgraça.

O mensageiro.

Belvedere.

O soldado.

A casa.

A amada.

Surpresa.

Muito podemos apreender com a história da arte. Sobretudo sobre usos e costumes, contextualizados devidamente para não incorrermos em anacronismos.
Mas... por um momento... imagine se fosse assim?

Abraços a todos.

sábado, 8 de agosto de 2015

SensAces.

NADA NO CONVERSAS CARTOMÂNTICAS É INOCENTE. Nem o silêncio, nem a fala. Talvez você se pergunte por que abrir um post com essa frase.
Se você já assistiu Sense8, você entendeu.


Depois de Game of Thrones, eu estava meio azedo para seriados. Filmes, também. Restava pouca vontade de parar em frente a uma TV ou ao notebook e assistir algo com continuidade. Até que uma amiga me disse ASSISTA. E eu costumo acreditar nos meus amigos.
Eles me conhecem.
E eu conheci Sense8.



Talvez uma crítica antes dos elogios, para que ela sirva de aviso: O seriado demora um pouquinho para pegar no tranco. Uns três episódios, eu diria. Mas depois disso... Vale cada segundo. Inclusive do tempo gasto com os episódios de background. É como um filme - tudo passa a fazer sentido na trama, se a trama for bem escrita.
Do lado de cá, falaremos sobre a trama, com o cuidado para deixar você ansioso sem revelar muito. Ou falando sem que você saiba.
Re-velar. Velar duas vezes.



PRÓLOGO. ASES



Nós começamos em um ponto falando sobre como a evolução envolve a criação de círculos cada vez maiores de empatia: Você pertence a sua família, então você pertence a sua tribo, em seguida, duas tribos ligar e agora você tem empatia para seus povos deste lado do rio e você está contra as pessoas do outro lado do rio... e continuar através de vilas, cidades, estados e nações... e daí se uma forma mais literal de empatia poderia ser desencadeada em oito indivíduos ao redor do planeta... que de repente tornou-se mentalmente consciente de si, capaz de se comunicar diretamente como como se eles estivessem na mesma sala. Como eles reagiriam? O que eles fariam?... O que isso significa? E o que o mundo pensa sobre as pessoas com essa capacidade ? Será que eles abraçá-lo, ou caçá-los...? Isso nos daria uma plataforma perfeita para fazer um show que foi carregado com a ação, grandes ideias, algumas acrobacias incríveis que ninguém fez antes, e jogar para um público planetário.
J. Michael Straczynski | co-criador.



Oito pessoas. 
Completamente diferentes. 
Geograficamente. Etnicamente. Culturalmente. Profissionalmente. Sexualmente.
Um detalhe, apenas, em comum.
E bem sabemos que Deus ou o Diabo moram nos detalhes. Dependendo de quem observa.



Will Gorski.
Policial. De Chicago.



Capheus Van Damme.
Motorista de van. De Nairóbi. 


Sun Bak.
Executiva sob a luz, lutadora de kickboxing quando as luzes se apagam. De Seul.




Nomi Marks.
Hacker. De São Francisco.



Kala Dandekar.
Farmacêutica. De Mumbai.



Riley Blue. 
DJ. Raízes na Islândia, pés em Londres.



Wolfgang Bogdanow.
Serralheiro durante o dia, arrombador de cofres quando as luzes se vão - e levam as pessoas certas consigo. De Berlim.



Lito Rodriguez.
Ator. Durante o dia beija por profissão, à noite beija por prazer. Da Cidade do México.

ENREDO. QUATROS. 


E o que dizer da experiência de sentir o outro? Ver pelos seus olhos, ouvir pelos seus ouvidos, partilhar dos seus pensamentos e sentimentos... Viver o outro?
É difícil explicar sem viver - junto, como voyeur ou como o nono sensate que dá sentido aos oito que o (te) rodeiam.



Dessa forma, o monitor passa a ser uma janela indiscreta não para vidas alheias à sua... Mas para vidas das quais você passa a participar ativamente. Como em Lego House, você se torna parte até o ponto em que fica difícil diferenciar o que é você do que não é.




EPÍLOGO. OITOS.


Quanto mais você reconhece quem - ou o que - você é, mais fácil é reconhecer os seus limites. E, reconhecendo os seus limites, reconhece o que está para além deles. 
E o que está para além deles são possibilidades. 
Algumas, aterradoras. Como sussurros.


Não sei o que esperar da segunda temporada. Essa foi um shot - em alguns episódios de Tequila a estalar os lábios, em outros por acaso em uma roleta russa. 


Recomendo esse seriado pelo tanto que ele mexe com os nossos sentidos.
Inclusive, sobre os nossos sentidos de normalidade.
Na natureza, normal é a diversidade.

Abraços a todos. E feliz aniversário, Sensates.
O aniversário é de vocês, o presente é nosso: acabam de confirmar a segunda temporada.
Aguardando. :)



sábado, 4 de julho de 2015

Cartomancia, Cartas Ciganas: eventos inesquecíveis.


Cartomancia é o primeiro evento dessa natureza - abarcar todo o amplo escopo da Cartomancia - no Brasil. Como todo marco, teve um patrono de peso. São Toninho, aquele mesmo, aquele querido cujo lírio é bênção.



Em parceria com meu querido Giancarlo K Schmid, tratei da arte de fazer questões ao Lenormand. Mais que perguntar sobre amor, precisamos saber como perguntar sobre o amor.


Um time ESPETACULAR - em caixa alta. O amor não é tão simples quanto parece. Nem por isso deixa de ser simples. Não pôde ir ao evento? Dá para assistir aqui


Lancei sementes - não só de lótus - sobre minhas próximas incursões no terreno das Sibillas. Breve breve teremos um curso sobre o Sibilla Della Zingara, que já figurou no Conversas Cartomânticas algumas vezes. [1] [2] [3] [4] [5]



Terceira Mesa de que participo, nessa, ao invés de falar sobre a prática (na II Mesa Redonda falei sobre os naipes e na III sobre a Mesa Real), falei sobre a teoria, sobre os meandros interpretativos que me norteiam na leitura das cartas. Falei de música, literatura, quadrinhos, imagens. 

Mergulhei fundo na carta 20, e saí muito satisfeito. Antes, porém, da teoria, não poderia perder a chance de falar um pouquinho sobre a prática – acabei falando sobre os naipes na leitura de três cartas. Nem preciso dizer que me diverti à beça.


Acima, o vídeo com todo o conteúdo teórico. A parte prática não foi gravada. Os demais vídeos estão no blog Cartas Ciganas.


Excelente conteúdo teórico e prático. Acho, porém, que para além do conteúdo, o mais bacana da Mesa Redonda é que a sensação é de que estamos em roda, não em palestras. Estamos todos partilhando alguma coisa. E quantos abraços dados, quantos abraços recebidos! Que bom é ter presença física, gente, sensação de pertencimento.


Voltei, para variar, com a cabeça cheia de ideias, cheia de perspectivas, cheia de projetos. É cedo – e olha que já se passaram dias! – para eu adiantar alguma coisa. Mas tem muita coisa boa transitando em sinapses pelos meus neurônios. Muita coisa.


Deem uma olhada nas impressões do Omar Said, do Tato Cunha, da Sonia Boechat. No Facebook tem muita coisa também. Por essas e outras eu digo: eventos são o local aonde a prática individual faz sentido. Eu tenho apreendido muita coisa. E refletido. E praticado. E trarei tudo isso em breve, seja em cursos, seja em postagens.
Abraços a todos. Espero vê-los no próximo evento comigo. 
Aguardo seus abraços.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Medo.


Aprender a lidar com os próprios medos nunca foi tão divertido. E compreensível.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Curso de Mesa Real no Espaço Merkaba

Queridos, 
Estarei em São Paulo nos dias 30 e 31 de maio, ministrando uma aula prática sobre a Mesa Real, o segundo módulo do meu curso de Petit Lenormand.
Nesse curso, abordaremos:
1. O que é a Mesa Real.
2. Formas de utilizar a Mesa Real.
3. A abertura.
4. Combinações de pares.
5. Técnicas de interpretação das Significadoras.
6. Prazos e temas.
Pré-requisito: conhecimento das 36 cartas do Petit Lenormand. Caso você não tenha, terei o maior prazer de acompanhar sua leitura, mas será um pouco mais desafiador utilizar técnicas avançadas de interpretação. 

Será uma vivência rica, plena e - por que não? - graciosa de um dos melhores métodos de leitura que conheço e aplico há quase catorze anos.

O Espaço Merkaba fica na Rua Manaus, 332, Mooca. Estarei aguardando a todos para uma troca e uma partilha riquíssimas - sempre saio energizado de um processo como esse, e tenho o mesmo feedback dos participantes.

Não se esqueça: estaremos juntos também no Cartomancia, dia 13 de junho, também em São Paulo: nesse evento, eu e meu amigo Giancarlo Schmid dividiremos a parte prática do evento, onde poderemos explorar os Arcanos do Tarô e o Petit Lenormand para responder questões afetivas. Não tem como perder!
Na semana seguinte, dia 27 de junho, estaremos juntos na IV Mesa Redonda sobre as Cartas Ciganas, no Rio de Janeiro: falarei sobre as relações entre a carta 20 - o Jardim e as artes (música, literatura, cinema entre outras), permitindo inclusive uma reflexão sobre a possibilidade de estendermos isso para as demais trinta e cinco cartas. 
Espero você para um abraço e uma conversa, sempre cartomântica.
Abraços a todos - virtuais, por ora, aguardando um abraço real. :)

domingo, 24 de maio de 2015

Curso de Ilustração com Amanda Mol: uma experiência artística [e cartomântica, claro =) ]

Olá pessoal. Comentei na postagem de ontem que estava fazendo um curso de ilustração, mas esse curso pede uma postagem só dele. Porque mexe muito com o que a gente pratica aqui.
Não é minha primeira experiência com criação de Arcanos. Tive a oportunidade de, por mais de uma vez [uma aqui,  outra aqui, outra aqui...], participar dos cursos da Sarah Helena - que, à propósito, estará no Cartomancia trabalhando conosco a criação de Arcanos! Estarei lá criando mais um e te espero também! - assim como já tirei o segundo lugar em um concurso, onde ganhei o Tarô das Mil e Uma Noites.
Mas agora a pegada foi bem diferente. 


O trabalho da Amanda Mol é um sonho, e eu já acompanho há algum tempo. Mas aqui o sonho ganha forma, estrutura e praticidade. O impossível não existe, possibilidades, sim. E podemos explorar todas - a Amanda é super generosa no compartilhar de ideias, técnicas e materiais. A proposta do workshop é justamente que qualquer um - eu, você, todo mundo - pode desenhar, desde que tenha vontade e pratique. Não adianta querer sem tentar! E fazer esse curso é soltar o freio de mão. Literalmente.
Foram dois dias de intensa partilha, não só de desenhos, como de todo o processo por trás da feitura do desenho. Foi mais que um workshop, foi uma experiência. Resultados virão, com certeza, e nos afetarão por aqui. Afeto é tudo. =)
Ficou com vontade? Então esteja aqui, conosco, em Varginha, em julho! Eu estarei lá, e eu espero você também. Vale a pena pelo descanso da rotina, pela partilha de momentos com pessoas criativas e do bem e sobretudo, por descobrir que você também é capaz de produzir beleza para o mundo.


Eu me diverti fazendo esse Tritão... E fiz muito mais desenhos. 
Imagine se a beleza que você produzir for um baralho?

Quem se interessar e quiser passar um fim de semana aqui em Varginha, saiba que será um prazer encontrar para um abraço e um carteado. 
Abraços em todos, até o próximo post.





sábado, 23 de maio de 2015

Um pequeno desabafo. E tem novidades vindo por aí!

Olá pessoal. Estou sumido daqui do Conversas. Mas por excelentes motivos. 
Estou reunindo material para novas conversas, mais pontuais e dinâmicas, buscando ir ao encontro dos interesses de vocês, leitores queridos. Todos os comentários e sugestões são muito bem vindos e me auxiliarão muito. Por favor, conte para mim: o que você quer ler aqui no Conversas Cartomânticas?
Isso também se refletirá na estrutura do blog, sobretudo porque a forma como vim expondo o material aqui no Conversas Cartomânticas não vinha me agradando. Muito plágio - muito MESMO - e poucos comentários. Plágio é inevitável e, por mais que eu, como qualquer autor que se dedique a produzir material inédito de qualidade com certa regularidade esteja pronto psicologicamente para isso (ok, nem tanto), eu fico triste de ver que o conteúdo plagiado é usado de forma torpe e, claro, que poderiam ser Conversas Cartomânticas riquíssimas se as pessoas em questão comentassem aqui e pedissem ajuda para criarem seus próprios materiais. Eu sempre estou aberto ao diálogo, sobretudo de um tema que eu amo tanto. Sempre estou disposto a ajudar. Mas não tolero abuso. 
O tempo que eu dedicaria ao blog estou tendo que dedicar a encontrar esses plágios e tomar as providências cabíveis. Ou seja, é você, leitor, que perde com o plágio dos outros. Isso é muito triste. Mas espero em breve ter solução para isso. 
Ok, desabafo feito, aguardo os comentários de vocês para saber como agradar mais. Vamos então para a parte boa!

Temos em junho - já já! - duas oportunidades de encontro: uma em Sampa, no dia 13, e outra no Rio, no dia 27. Eu vou estar à disposição para conversas e carteados. Estou saudoso de conversar!


Em Sampa, estarei no evento Cartomancia - Primeiro encontro de Tarô, Lenormand, Sibillas e outros baralhos. É MUITA gente boa reunida, para falar sobre o principal tema de leitura de qualquer consulta cartomântica. Imperdível!
Eu estarei, em parceria com meu querido Giancarlo Schmid, lidando com a prática do jogo. Isso mesmo: não só falaremos como praticaremos cartomancia no evento. Esteja à vontade para jogar ou trocar jogos com os participantes - estaremos ali para isso! Gian com o Tarô, eu com o Lenormand, ambos com amor. 


No Rio, estarei na quarta edição do Mesa Redonda sobre as Cartas Ciganas. É sempre um prazer estar com esse grupo tão bonito, reunido sob a orientação de Tânia Durão. Sempre. Além de reencontrar os queridos e conhecer pessoas, estarei falando sobre o Lenormand no cinema, na literatura e na música, a partir da carta 20. Será uma experiência incrível de ver a cultura que nos cerca com outros olhos. Não dá para perder.


Nesse fim de semana estou fazendo um workshop com a Amanda Mol, aqui em Varginha, de ilustração. Está sendo uma experiência fascinante! Com a proposta de que todos nós podemos desenhar - eu, você, todo mundo - e em um espaço rico de trocas e beleza, estou aprendendo novas técnicas não só de pintura, mas de olhar o mundo que me cerca. Recomendo muito!
Amanhã tem mais, e eu vou trazer os resultados cá para o blog. Já tive experiências fantásticas com as oficinas da Sarah Helena, e agora tenho a oportunidade de ir além. É fascinante.

É isso, pessoal. Aguardem novidades, deixem suas impressões, críticas  e desejos cá na área de comentários que eu vou integrar em breve novo - novo não, novíssimo! - material ao nosso já conhecido jeito de conversar.

Abraços a todos.

domingo, 5 de abril de 2015

Blogagem Coletiva: Responda uma questão a um iniciante.

Olá pessoal. Topei o desafio do FerramentasBlog de responder as dúvidas de um iniciante. Bem, o desafio, nesse caso, foi encontrar uma dúvida que eu não tivesse aqui no blog ao menos um começo de resposta.
Para resolver essa questão, durante dois dias, deixei no meu perfil pessoal no Facebook e na página do Conversas Cartomânticas uma questão: 
Se você pudesse fazer uma pergunta sobre o trabalho de um cartomante, qual pergunta seria?
[sim, vale qualquer pergunta.]
Curioso que o pessoal da página não comentou. Gente, vamos participar mais :) Então, transcrevo aqui a conversa que tive com os queridos que decidiram responder. 
Por uma questão de respeito, mantive apenas o primeiro nome.

Marcia O que te dá mais prazer no seu trabalho?
 Hmmm... Excelente pergunta, Marcia. Claro que é prazeroso acertar as previsões ou então orientar sobre o melhor caminho que o consulente pode trilhar dentre as opções que tem. Mas para mim, particularmente, o maior prazer é o grau de acerto que as cartas me oferecem sem que eu saiba nada da vida do cliente que me procura. São as cartas, e não uma leitura pessoal minha. Eu só interpreto, e com isso alcanço o objetivo - o cliente ser devidamente orientado.

Lembrando que além de interpretar você faz todo um trabalho de apoio psicológico, que eu acho fundamental.
As previsões podem ser duras, mas nós somos de carne. Eu considero precioso lembrar disso quando vejo algo difícil. Saber dizer, saber como dizer, saber o que dizer: isso diferencia o trabalho bom e sério dos demais. O que o baralho apresenta pode ser interpretado por qualquer entendedor do assunto, mas COMO interpretar é que dá o nível de profissionalismo necessário para algo tão delicado quanto auxiliar em decisões humanas. 

Ivana  Eu perguntaria: Por que você acha importante esse trabalho?
Ivana, é importante, e eu iria além, é fundamental o estudo da Cartomancia - e das demais mancias - porque estão ligadas a aspectos de nossa psique que ainda não estão devidamente explicados. Não temos ainda uma fórmula pronta de COMO funciona a divinação de fato, sabemos que funciona pelo número de acertos recorrentes. Mas não sabemos os mecanismos. 
Dessa forma, acho necessário que esse trabalho se mantenha pelo efeito psicológico - a liberdade que o cliente possui de não dizer nada e ainda assim obter conforto - pelo efeito social - a figura, a imagem do cartomante muda, o efeito da consulta não - e pela necessidade científica de entendimento do processo psíquico que desencadeia a previsão com o grau de acuro que podemos obter.

E claro, acho importante, num nível eminentemente pessoal, porque tudo aquilo que a gente ama é importante.

Felipe De oraculista pra oraculista: como você lida com as mensagens desconexas individuais que cada carta traz enquanto precisa unir todas elas e interpretar o sentido do conjunto?
Felipe, eu consigo dividir sua questão em dois pontos. O primeiro diz respeito a quando não sabemos a motivação do consulente. O segundo, quando respondemos uma questão específica.
No primeiro caso, eu sigo a leitura. As informações vão se encaixando enquanto o jogo corre. Ao final, sempre faço uma recapitulação de tudo que conversamos, o que permite que eu apare as arestas interpretativas, fechando o jogo com certa homogeneidade. No segundo caso, quando a questão é específica, eu utilizo os significados de cada carta para entender aonde é que está a pergunta correta. Por vezes, as pessoas escondem informações importantes para que a interpretação acerte o alvo. E essas informações não oferecidas aparecem nas cartas que não fazem sentido. 

Um terceiro caso, e acho que foi isso que você perguntou na verdade, é quando temos cartas de contexto diferente em um mesmo padrão de leitura, e juntas não fazem sentido (se eu entendi bem). Nesse caso, eu tiro mais cartas, sem problema. A resposta só está pronta quando todas as cartas fazem sentido para o leitor. É como ler uma página de livro, somente; ao chegar ao final, se não tivermos um ponto final que encerre o assunto, viramos a página e buscamos mais informações.

Ygor Quanto custa?
Ygor, totalmente variável. Embora a profissão esteja regulamentada no Ministério do Trabalho, ainda somos profissionais liberais e prestadores de serviço. E aí, a questão do preço é como com um mecânico: você tem que ter alguma referência do trabalho do profissional para contratá-lo (tem site? Blog? Tem uma sala de atendimento? Atende em casa?), e avaliar seu preço em função do tempo de experiência (quanto menos tempo de formação, pela lógica, mais barato o jogo), habilidade e feedbacks obtidos (o famoso "boca a boca"). Assim como com um mecânico, terão bons cartomantes formados em escolas (eu mesmo dou aula no Espaço Merkaba, e tenho orgulho dos alunos que formei e formo), terão bons cartomantes formados na escola da Vida (eu sou tarólogo autodidata - li MUITOS livros, treinei MUITO, antes de atender profissionalmente). 
Então, é difícil precisar quanto custa uma boa consulta. Varia da empatia que você encontrar com o profissional, da confiança entre vocês e principalmente da habilidade dele de extrair do processo de leitura as informações mais precisas para sua orientação. 
A primeira leitura, ainda assim, sempre será um teste. Bom cartomante é aquele para quem os clientes voltam.

Raphael Adorei a iniciativa de pergunta-resposta. Percebo que a maioria dos profissionais holísticos conciliam a prática com a qual trabalham com algum outro emprego/carreira. Isso pode ser positivo, pois quanto mais polivalente se for no século XXI, mais sensibilidade para entender facetas da vida humana. Você acha que é possível, no Brasil, viver apenas da prática tearapêutica? Seja Tarot, Lenormand, Astrologia, etc?
Oi Raphael. Essa questão foi levantada no Fórum Nacional de Tarô, e o mais recente webnário da Karla Souza, do Falando Lenormandês, também falou sobre isso. Bacana podermos trazer isso para nossa conversa agora.
Eu pertenço à categoria dos profissionais que se desdobram em mais de uma profissão simultaneamente. Acredito que meu perfil se enquadra nessa possibilidade, mas nada me impediria de me tornar empreendedor na área esotérica daqui a algum tempo.
Perceba a palavra que usei deliberadamente: empreendedor. O que considero um limite a ser transposto nas práticas holísticas e esotéricas aqui no Brasil é a visão errônea de que cartomancia e similares são "serviços espirituais", apenas. É muito mais do que isso.
Vejo a questão como vejo a história recente do Poker: de hobby para gentlemen, virou esporte, virou carreira, virou prática corrente, agremiou novos participantes.
E não deixou de ser hobby.
Portanto, mais e mais pessoas que se dedicarem à cartomancia como profissão permitirão que revejamos nossos conceitos quanto aos limites da prática, sem, no entanto, tirarmos seu status de espiritual. Existem caminhos, mas ainda precisam ser trilhados. Eu não tenho elementos pessoais para lhe dizer se hoje é possível viver apenas da cartomancia, embora conheça profissionais que afirmem ser possível e vivam somente deste trabalho. Mas tenho plena certeza de que essa será uma realidade em uns cinco anos, mais ou menos. A profissão se estabelecerá adequadamente, com a estabilidade que não teve no boom da década de noventa.

Penso que em se tratando de uma profissão autônoma em que as pessoas procuram o profissional a cada seis meses ou a cada ano, fica difícil viver apenas disso, principalmente se mirando em um padrão social médio/alto. Contudo, não duvido que os facilitadores dessa área já constituem uma profissão que está sendo mais valorizada a cada dia. Há, no entanto, o preconceito contra as cartas, versus a valorização da Astrologia como algo mais sério. Talvez por essa ter 14 mil anos, enquanto as cartas vêm do século XVII/ XVIII. Sem falar nos meios sociais. Na zona sul do Rio de Janeiro, as ciências ocultas são mais prestigiadas do que na zona norte do Rio, onde as pessoas preferem ir aos centros de Umbanda/Candomblé, o que gera essa visão de ser um "serviço espiritual".
É por isso, Raphael, que precisamos organizar direito nossa carteira de clientes, para que as consultas sejam mais ou menos "homogêneas" durante o ano. 
Para que todo mundo saia satisfeito.


Adriana Achei estranho algum tempo atrás uma pessoa tirar as cartas para um amigo meu, para ver o que estava acontecendo com ele... ou melhor, bisbilhotando sua vida e de pessoas ligadas à ele. O detalhe é que meu amigo não havia autorizado esta pessoa a fazer isso. Como me ensinaram que as cartas só podem ser tiradas quando a pessoa em questão autoriza isto, te pergunto se é possível um cartomante vasculhar a vida de outra pessoa sem permissão e obter respostas confiáveis. Como você vê isso?
Essa questão é super séria, Adriana. Super. Eu não tenho uma resposta satisfatória a isso, mas tenho uma ética de trabalho que tem me atendido favoravelmente. 
Certa vez, estava eu com meu baralho cigano, velho de guerra e de paz, atendendo uma moça que era amante, ou amásia, não me lembro bem, de um político importante na região. Todas as perguntas dela eram referentes à esposa do seu amado, e claro, sobre ele também. Até aí, tudo bem: enquanto as respostas atingem diretamente o questionador, por mim, tudo bem. Em certo momento, seu foco voltou-se aos pensamentos da mulher. Ao seu desejo de futuro, como ela via o marido etc. Percebe que aí, ao invés de querer ver seu próprio panorama, ela quis explorar a psique da sua rival? Nesse momento eu lhe expliquei isso, ela disse que queria a resposta mesmo assim, eu lhe respondi que seria por sua conta e risco. 
O baralho espalhou-se no chão na primeira embaralhada. Logicamente, encerrei a consulta na hora.
Desde então, só questiono o baralho quando reconheço legitimidade na questão formulada - nem que para isso eu tenha que auxiliar o cliente a formular a pergunta.

Mas essa é minha experiência pessoal. Um estudo de caso, apenas. Não está ainda em nível de ser considerada regra. 
Como falei na resposta para a Ivana, temos que experimentar o oráculo em seu limite. Vermos até onde ele pode ir com acuro. Contudo, graças aos Deuses, temos a ética para nos pautarmos e irmos mais devagar em determinados passos, como por exemplo, nessa exploração. 
Para mim, a regra é: só questiono o baralho a respeito de outra pessoa se isso afetar o consulente diretamente.

Certo Emanuel, concordo com você! A ética é imprescindível. No caso de sua cliente ela possuía uma ligação forte com a pessoa em questão e na verdade ela poderia perguntar sobre ele até certo ponto, o ponto que lhe diz respeito diretamente. Já no caso que mencionei, a garota nem sequer conhece meu amigo pessoalmente e minha dúvida surgiu pelo fato dela ter tirado as cartas para saber mais sobre ele sem a permissão dele. E as cartas realmente lhe responderam corretamente...
Então fiquei um pouco surpresa, porque se for assim, esta pessoa poderia saber sobre a vida de qualquer pessoa...
Achei isso muito estranho.
Bem, Adriana, aqui temos um ponto curioso e espinhento da cartomancia. Perceba que o que a moça fez é o mesmo que muitos profissionais da nossa área fazem no fim do ano em relação a famosos (e sim, já fiz isso também): tentar prever o ano de alguém que não se dispôs a isso, apenas para sanar a curiosidade alheia (e a própria).
Contudo, como ela saberia que estava certa sem que alguém a orientasse nesse sentido? O grande risco de fazer uma coisa dessas - e estamos falando para além da ética agora - é que você não tem nenhum ponto real para se apoiar. A moça estava certa, ok, porque você tinha como referenciar isso. Mas e se não houvesse você nessa hora? 
Eu não coloco limites para a abrangência de uma leitura, absolutamente. Não temos ainda um rigor científico que nos permita dizer "isso, aquilo e aquilo outro as mancias não podem fazer". Só nos resta a ética... e a observação criteriosa de casos como esse.
Poder saber sobre a vida de qualquer pessoa, podemos. Devemos? Fico com esse espinho cravado na unha.


Rodrigo Quando sair com o zap rola uma piscadinha ?
Rodrigo, na verdade não. Mas se a questão é de amor e sai o Dois de Copas, ou de dinheiro e sai o Nove ou Dez de Ouros, sou obrigado a entregar a previsão com um mega sorriso. :)

Nem preciso dizer que essa é uma postagem ABERTA A NOVAS INSERÇÕES. Estou sempre à disposição em caso de dúvidas. 
Abraços a todos.