domingo, 28 de julho de 2013

III Fórum Nacional de Tarô em Belo Horizonte.


Olá pessoal. Ainda reflexivo sobre as decorrências da III Confraria Brasileira de Tarot, com muito carinho os convido para o III Fórum Nacional de Tarô, no qual estarei integrando a mesa III: O que um tarólogo pensa ou sente durante uma consulta? Quais seus receios e objetivos durante a revelação oracular? O que ele deseja do futuro profissional? (sim, eu também pensei na recorrência numerológica).


Tendo por tema o futuro do tarô no Brasil, um grupo de peso de representantes da Tarologia em Minas Gerais refletirá sobre a teoria e a prática do oráculo à luz de suas próprias experiências compartilhadas.
Particularmente, estou feliz só pelo fato de reencontrar os queridos que conheci na Tarolândia, em maio. Foi um dos encontros mais felizes de que tive oportunidade de participar. Como bônus, conhecerei cartomantes que só conversei pela internet. Acho super importante isso: ouvir outras vozes, perceber outros contextos, questionar minha prática constantemente para termos novidades por aqui.
Estaremos reunidos dia dez de agosto, no Museu Inimá de Paula - um local onde tive fortes emoções. Terei a oportunidade de rever alguns quadros maravilhosos que me deixaram com os olhos marejados. 

O tema proposto para a Mesa que integro vai de encontro e mãos dadas às reflexões iniciadas e propostas para a Confraria. Estou muito empolgado e pensativo sobre os rumos que a tarologia, em particular, e a cartomancia, em geral, vem tomando no Brasil e no mundo, e teremos a oportunidade de percebermos outros olhares e visões em Belo Horizonte, brevemente.

Espero vocês lá!


Baixe a programação aqui.


sábado, 27 de julho de 2013

Confraria Brasileira de Tarot: um evento para recordar... e pensar.


Pessoal, eu precisei de um tempo para conseguir escrever sobre o evento. Foi intenso demais para escrever correndo apenas um agradecimento. Eu acompanho a Confraria Brasileira de Tarot desde o seu surgimento, estive na I e na II edições. Sempre saí com milhares de ideias que concretizaram-se em textos e conversas várias aqui no blog. Dessa vez, contudo, participei ativamente, representando a Cartomancia na Tarologia.
A Cartomancia é uma disciplina como qualquer outra disciplina das artes da imaginação. Se, por um lado, ela abarca a Tarologia, dado que o Tarô é um baralho, por outro temos um termo amplo demais para as possíveis atribuições diferenciadoras entre uma e outra forma de abordar o objeto do estudo. E, pensando nisso e na literatura pertinente à cartomancia no Brasil, propus a reflexão sobre a obviedade das cartas, a despeito da complexidade da imagem e da limitação dos livros.


Confesso que não foi fácil. Parecia um tema espinhoso demais para ser tratado como uma conversa. Mas todo o meu receio caiu por terra quando observei os diálogos possíveis com a palestra do Constantino K Riemma. Ali começou a minha identificação de que eu não estava sozinho num pensamento que me permeia há tempos: a tentativa de homogeneização do símbolo só é possível dada a globalização do símbolo. Se por um lado, isso nos traz a possibilidade de aproximarmo-nos do Outro com certa segurança, por outro lado varre a idiossincrasia, o mágico, o singular e o local para baixo do tapete – e eles passam a ser “errados”, por não se enquadrarem naquilo que deveria ser o “certo”.


Poderíamos colocar a responsabilidade no inconsciente coletivo. Certo. Mas as ideias que permeiam o mesmo conceito podem ser representadas por símbolos diferentes. Como se perguntássemos a um Viking e a um Xamã o que eles acham do lobo. Mesmo animal, visões diferentes, funções diferentes.
Pois bem, tive a oportunidade de esclarecer esses pontos na minha cabeça. Constantino, muito obrigado. 

Imagem captada pela Prem Mangla.
Quando a imagem suplanta a descrição.

Evidente que encontrei pessoas queridíssimas, algumas que não via há muito tempo, outras que qualquer tempo sempre é muito. E é sempre um aprendizado para mim. Uma lembrança. E um carinho. Do tamanho do sem tamanho.

Quatro Rainhas, dois naipes. 
Clau e Drika, Paus.
Nancy e Prem, Copas.

Nadir, Priscilla, Emanuel e Prem.

Márcia, Katharina, Drika, Emanuel e Vanessa.

Katharina e eu aplicando um beijaço na Drika <3 font="">

Kelma e Drika

Eu quis, desde o primeiro momento, ir à palestra da Kelma Mazziero. Foi estupenda (não poderia ser diferente, à propósito). Ao concatenar o trabalho com o Tarô com o trabalho com Florais (em especial os de Bach) à luz da mandala astrológica, eu tive aquela sensação gostosa que a gente tem diante de um quadro pré-rafaelita: “puxa! Eu sei o que você quer dizer!”

Priscilla Lhacer (ao centro), referência em obtenção de baralhos.
Você escolhe, ela consegue. 
E todos ficam felizes.

E adquiri um oráculo que tem sido uma porrada atrás da outra: Fiori di Bach, da Lo Scarabeo (na verdade, eu saí no meio da palestra, corri no estande da Priscilla Lhacer e voltei). Talvez, até que se familiarize com o sistema, seja a melhor forma, já que com baralhos eu estou em casa. Existe uma coisa na linguagem que transcende a forma como poderíamos julgar correta uma aproximação, e a essa coisa dá-se o nome de percepção.

Os librianos do Tarot.

Reencontrar a Pietra e o Edu é sempre mágico. É sempre feliz. Obrigado, pessoal, pelo carinho, mesmo. Esse ano, em especial, Sarah Helena e eu trocamos figurinhas importantes para o meu desenvolvimento pessoal. Obrigado, MESMO.


Claudia Mello deu um show de interconexão entre as cartas e as ervas. Eu tenho a oportunidade de conversar com a Clau com uma certa regularidade e, olha, sinceramente? Dê uma passadinha lá no Emporium VT. Você irá descortinar um mundo para sua própria realidade em portas aromáticas e herbáceas.




Pessoal, eu não vou falar muito sobre a minha palestra. Apenas agradeço aos participantes (Edy de Luca e Claudia Mello, obrigado, especialmente, a vocês). Como eu fiz um artigo antes de fazer a apresentação, deixei-o disponível para download, aqui. Aguardo seus comentários aqui nessa postagem. Concorda? Discorda? Não tem opinião formada? Deixe registrada sua impressão para mim!

Eu, Drika e o baralho. 
Amor, né?

Ah, e uma novidade Lo Scarabeo: eu escrevi os comentários à edição brasileira do French Cartomancy, e ele está em pré-venda! Entrem em contato com a Priscilla Lhacer e garanta já o seu! Em breve, posto maiores informações a respeito. Aguardem!

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Confraria Brasileira de Tarot: EU VOU... palestrar!!!


Olá pessoal. Sei que estou sumido daqui do Conversas, e há uma explicação lógica para isso, risos. Estou preparando o texto para a Confraria Brasileira de Tarot - esse ano não só participarei, como palestrarei ao lado de tantos queridos, para tantos queridos!
A minha palestra, Lendo imagens como textos, tem a seguinte proposta:
A Cartomancia é um estudo alegórico, simbólico e metafórico cujo único limite é a capacidade de interconexão de dados do praticante. Cada carta possui um significado específico que a difere das demais que estão no mesmo baralho, ainda que, quando combinadas, possam mesclar e até mesmo alterar suas significações em função do contexto total.
Possuímos atualmente uma bibliografia razoavelmente extensa sobre significações e combinações mas, paradoxalmente, percebe-se que os textos produzidos para auxiliar na compreensão das imagens as estão suplantando. O objetivo dessa comunicação é apresentar características óbvias das cartas e a possibilidade de, a partir delas, construir novos significados para as mesmas cartas, tendo em vista a imagem e não a significação como prioridade.
Alguns questionamentos nortearam a construção da minha apresentação. Por quê escolher um baralho específico? Como as imagens nos afetam? Como podemos aprender a utilizar isso a nosso favor? E qual é o efeito que a leitura da bibliografia disponível pode causar em nós?
A ideia não é obter respostas (se elas vierem, eu ficarei feliz demais de convidá-las para um café). A ideia (inicial, pelo menos) é internalizar questões. Afinal de contas, Cartomancia é vivência... com consciência.
Aguardo vocês lá. E, até lá, fico com o coração acelerado.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Doze Meses com os Enamorados: Veet Pramad.


Eu sou fã do Veet Pramad. Acho a forma como ele expõe suas ideias muito clara, e gosto muito da forma como ele propõe que estudemos o Tarô Thoth. Diante da nossa blogagem sobre o Ano dos Enamorados, sigo eu, escolhendo Banderas, Arquitetura e Nestlé, e vamos nós ao texto. Com a palavra, Veet Pramad.


Na maioria dos tarots vemos um homem e uma mulher, O Imperador e a Imperatriz no Tarot de Crowley/Harris, representando o Princípio da Polaridade, criando o Universo e a Vida pela interação do masculino e o feminino em todos os níveis. Tradicionalmente esta carta é interpretada como uma escolha entre várias alternativas. Intérpretes mais moralistas falam da escolha entre o caminho do bem (virtude, certo) e o caminho do mal (pecado, errado). Sempre uma escolha entre coisas que estão lá fora: Brad Pitt ou Antonio Banderas, medicina ou arquitetura, Nestlé ou Coca-Cola. 
Essa carta mostra um casamento, só que é um casamento interno aqui você casa com você mesmo. Casar com você mesmo não significa fazer uma escolha entre dos caminhos; significa perceber e tomar o caminho de vida em que você é realmente fiel a você mesmo. Como falou Don Juan o xamã mexicano de Carlos Castaneda: “Tem um caminho que tem coração, todos os outros não vão a lugar nenhum”. Não se trata de uma elaboração mental: Qual será o caminho mais adequado, lógico e conveniente? Casar com você mesmo significa sair da mente para conectar-se com o que realmente vem de dentro, do inconsciente, deixando emergir as respostas para a pergunta: Qual é a vida que desejo ou anseio viver? Identificado esse impulso interno que vem com sua própria energia, entusiasmo e alegria, a mente até agora silenciosa pode encontrar a maneira mais adequada e conveniente de trilhar esse caminho. Assim integramos as polaridades consciente e inconsciente.
Casar com você mesmo significa entender que o homem e a mulher de sua vida estão dentro de você e não fora, são seus aspectos masculino e feminino. Só quando você entender isso vai parar de projetá-los (sempre projetamos e ficamos atraídos ou repelidos pelas pessoas que exteriorizam aspectos nossos que gostamos e nos sentimos incapazes de expressar ou aspectos que rejeitamos) e vai sair de relacionamentos de dependência e pelo tanto de sofrimento. Só então vai parar de tentar encaixar as pessoas de carne e osso que caminham pela rua no seu padrão mental (geralmente importado) do homem ou da mulher que a vai fazer feliz e, claro, pagar o preço correspondente, entrando em todas as exigências e manipulações correspondentes.  O que tenho que fazer para você me amar? Só então vai ver as pessoas como são e não como você gostaria que fossem. Quanto mais necessidade temos de alguma coisa essa necessidade mais distorce nossa visão. Queremos que chegue Sir Lancelot e acabamos saindo com Frankenstein acreditando que é Lancelot, até que caímos na real. Podemos ainda tentar durante anos que Frankenstein vire Lancelot, coisa impossível.
A média laranja está dentro. Aquele mito segundo o qual quando num passado remoto em que os humanos éramos hermafroditos, os deuses entediados, sem carnaval nem futebol, decidiram cortar-nos ao meio e decretaram que só seriamos felizes quando encontráramos a outra meia metade é uma armadilha sinistra, por mais que mantida pelos meios de comunicação e muitos tarólogos também. Quanto mais procuro lá fora a solução para minhas dificuldades mais me distancio de mim mesmo, e quanto mais me distancio de mim mesmo mais preciso de algo lá fora. Assim entro num círculo vicioso de decepções e sofrimentos que me pode levar até a loucura.  

Nota do editor: inevitável não lembrar dessa música e filme.

A outra meia metade (polaridade) está dentro, no fundo somo seres completos. Percebendo isso passamos a ver as pessoas como elas são e podemos nos relacionar com elas sem expectativas, curtindo aqueles aspectos delas que se sintonizam naturalmente conosco. 



O Arcano dos Amantes nos está dando a possibilidade de entender todo isso, neste 2013 que soma 6 ou em qualquer outro momento, e identificar a partir de aí o caminho de vida onde realmente somos  fiéis a nos mesmas e parar de correr atrás da “pessoa que me vai fazer feliz” (como cachorro que corre atrás de seu rabo e que só o atinge quando para de correr e se deita) e fazer-nos felizes a nós mesmos.  Atreva-se a sonhar, deixe a mente de lado, deixe o ego de lado, conecte-se com sua criança espontânea e deixe que ela expresse seus desejos em relação a todos assuntos que compõem a vida. Assim talvez consiga visualizar aquele único caminho que significa ser fiel a si mesmo.
Que tal fazer uma lista das coisas que gostaríamos receber de nosso “grande amor” e depois ver de todos esses itens quais podemos dar para nos mesmos?

terça-feira, 25 de junho de 2013

Journée Lenormand: Uma entrevista com Pepi Vauderrama.



Pessoal, enfim, o dia chegou. Journée Lenormand, o dia do Baralho Lenormand. Melhor dizendo, dia da Família Lenormand - família de baralhos, família de cartomantes.
Eu consegui, nada mais, nada menos, que uma entrevista com a fantástica cartomantier ("fazedora" de baralhos, se preferir :) ) Pepi Valderrama, amor em forma de gente, cartomante em forma de gente, gente em forma de gente. Batemos um papo sobre Cartomancia, Lenormand (carinhosamente chamada de Lennie), criação de baralhos e coisas assim. O resultado vocês veem abaixo, em inglês. 

Cavaleiro, do mais novo baralho da Pepi Vauderrama,
Whimsy Lenormand <3 i="">

1. How did you meet Lenormand? Have you ever read cards before?
I met the Lennies in Tokyo. I was intrigued by a tiny deck that I found, and I finally got it. It was a Jeu Lenormand. I had no idea about the Lenormand, and all the oracles I had had till then were bigger. So, for me it was like finding a great treasure.
Yes. I read Tarot.

2. You read others besides the Lenormand decks?
I am fond of oracles. So, any oracle I might get fond of, I will read it. This includes Kippers, Sybillas, and other type of Oracles (including Japanese ones). It depends on my mood basically. Sometimes I like more Tarot, others Kippers, others I'm just on the Lennies, and others I want something totally different. There is no logical pattern on wanting to choose one over another, really. It just flows.

3. How did the idea of creating inspired Lenormand decks?
I like creating cute things. I've always doodling, and I guess it was just a matter of time that I would create a deck. I started with something just for me. I created Alice in Wonderland Vintage Lenormand just for me, and it took me a lot of time. But it was my baby. Now, I want to do something different, that's why I'm drawing my next Lenormand.

4. How does your creative process? You have the idea and looking images, or find images randomly and makes sense to them?
It takes me a lot of time. I first have the idea. If I choose collage, I need to find images that match the idea into my head. I don't go randomly. Depending on the complexity of the design that I thought for each card, I will need more time to find the suitable images.
Now that I'm drawing the cards, the system is a little bit different. I get an idea in my mind, and I reproduce it on paper. This also takes time.

5. What would you advise someone who was beginning to read cards?
Not to get too nervous about different schools or systems. Just take one that you like and start there. The rest, your style, your preferences, will come little by little as you read more and more. Don't rush. Take your time.

6. Do you believe in fate? How Cartomancy can help a person?
I think fate is a guidance that we put onto ourselves before deciding to come here in this world. This means, that we already know what's going on. We are just not aware of it. Cartomancy helps making us aware of that. Thus, reading can help us when we are stuck and we don't know what to do.
A Deusa, carta extra

Ela não é uma fofura de pessoa?
Celebremos, queridos e queridas que carteiam com seus baralhos nesse dia.
Felicidades a nós que não paramos por nada!

Quer conhecer mais sobre o trabalho da Pepi Vauderrama? Clique aqui.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

A Aventura do Louco em sua Autodescoberta: a Morte.

Olá pessoal. Esse é um dos passos críticos na Jornada do Herói. Aqueles que conhecem um pouco de Wicca lembrar-se-ão da descida da Dama ao Submundo [O Elias Mendes escreveu um texto muito bacana no Facebook que merece ser lido]. Mas iremos um pouquinho mais longe. Essa não será uma das experiências mais agradáveis, eu garanto. Evidentemente, você pode parar por aqui e continuar com a frase pronta “mas a Morte, o Arcano XIII do Tarô, é uma coisa boa, ela traz novidade, ela traz inícios, e os fins que ela representa são de coisas que não nos servem mais.” Inclusive, esse é o ponto de parada de muitos heróis que não superam a experiência do Arcano anterior. 

Hans Sebald Behan

Mas, se você chegou até aqui, talvez tenhamos algo mais para experimentarmos. Algo medonho e atraente que pode ou irá mudar a sua vida. Na Jornada do Herói, enfrentar a Morte face a face é um ponto essencial. Eu chamo aqui três mitos específicos, e seus desdobramentos nos trarão referências do que enfrentaremos.

Porque, bem sabemos, a morte é pessoal e intransferível, como a dor que é capaz de gerar.



O primeiro mito que evoco é o de Kore / Prosérpina / Perséfone, raptada pelo Senhor do Submundo e tornada Rainha do Reino Inferior.



O segundo mito que evoco é o de Orfeu, um dos únicos mortais que tiveram a capacidade de adentrar o Reino Inferior e voltar, vivo.



O terceiro mito que evoco é o da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Talvez o mais brutal dos três. Talvez o mais brutal registro que temos. Porque, convenhamos, essa história é contada há séculos com requintes de crueldade mórbida. 
A passagem do Arcano anterior para o atual não é confortável. 

O Enforcado corresponde também a um fruto que amadureceu na árvore e que precisa cair a fim de gerar nova vida e novos frutos. Esse deixar-se cair é vivido pelo fruto como a morte. Se ele se recusar a cair, ficará pendurado na árvore e ali apodrecerá aos poucos, sem ter gerado nova vida. Mas ele também não pode com isso evitar seu fim; ele apenas ficou estéril. (BANZHAF: 2007, 108) 


Os fatores que norteiam essa passagem são imprevisíveis, como o efeito borboleta. Sabe-se apenas que não são gratuitos: estão encadeados em outros eventos, em outras escolhas, e o passo só foi dado porque o momento foi oportuno, estável para receber a instabilidade da mudança. Nada é inocente. Tudo é baseado nos passos dados anteriormente. 

Como diria Petyr Baelish, a Raposa do Game of Thrones Lenormand:


“O Caos não é um poço. O Caos é uma escada. Muitos que tentam subir por ela falham, e nunca conseguem tentar novamente. A queda os quebra. Alguns recebem a chance de subir. Eles se agarram ao reino, aos deuses, ao amor. Mas apenas a escada é real. A escalada é tudo que existe.”

Nesse passo da jornada, perceba que as informações dadas foram muito mais pinceladas que diretas. Apenas a foice da Ceifeira é direta. Todo o restante é inesperado.
Se você tirou a Morte na posição da Separação, prepare-se para perder. Depois de tanto tempo estável, a instabilidade incomoda, e soa como perda. Mas todo investimento é uma escolha, e a vida exige um novo investimento. Se tirou na posição da Iniciação, dispa-se enquanto é tempo. A Morte leva tudo, menos a vida. Utilize esse trunfo a seu favor. Se tirou na posição do Retorno, prepare-se para se desfazer de algumas coisas - não dá para levar tudo com você. Não mesmo.

Os exercícios propostos e a bibliografia utilizada estão em um arquivo PDF. Para baixar, clique aqui. Caso queira conhecer outras versões dessa carta, clique aqui

sábado, 1 de junho de 2013

Doze Meses com os Enamorados: Euclydes Cardoso Jr e os Enamorados Cabalísticos.




Olá pessoal. Hoje contamos com a inspiração de Euclydes Cardoso Jr., do TarotCabala. Ninguém melhor que ele para dissertar sobre as características cabalísticas do Sexto Arcano. Vamos com ele nesse passo, entendendo iconográfica e simbolicamente os aspectos concernentes à sagrada experiência da Escolha.
Ler esse texto é mergulhar em Cabala, Numerologia, simbologia e meditação.
Ah, e quem mais adoraria ter o TAROTCABALA em mãos? Com um Arcano Seis lindo desse tanto, não vejo a hora de ter as demais vinte e uma em mãos!


Na filosófica análise dOs Enamorados com a mística cabala, adentra um estudo mais profundo, podemos incluir a numerologia, enfim... Sendo o arcano regente do ano de 2013 (2+1+3=6), primeiramente precisamos descrever este arcano. Os Enamorados representa o casamento dos opostos e o inteiro das qualidades masculinas e femininas, e a união entre os Amantes. Esta vêm junto com o Leão e com o Escorpião (fogo & água) criando a dualidade. Com eles, existe a divisão e a separação. A mais alta união dos Amantes é o reconhecimento da individualidade, mesmo assim eles são ambíguos; cada um corresponde a contra - parte e a diferença do outro. A multiplicidade transforma a bipolaridade em ágape (a mutabilidade do amor). É o casamento alquímico entre o Imperador e a Imperatriz, o número seis é a síntese, a culminação e a integração. Os Amantes é a carta da união dos opostos e a antipatia do semelhante. O princípio ativo é espalhar e o princípio passivo é reunir e fecundar.
No Livro de Thoth, cada um dos símbolos desde arcano e sua gêmea XIV (A Arte) é em si mesmo duplo, de modo que os significados formam uma série divergente e a integração da carta só pode ser reconquistada mediante casamentos e identificações reiterados...

Na Cabala, a letra hebraica correspondente é Zayin, que significa Espada, e a estrutura da carta é portanto o Arco de Espadas abaixo do qual o Casamento Real acontece.


A Espada é primeiramente um engenho de divisão. No mundo intelectual-que é o mundo do naipe de Espadas-ela representa análise. Esta lâmina e o Atu XIV juntos compõe a máxima alquímica abrangente: solve et coagula




Na obra cabalística "Livro do Mistério Escondido", o primeiro versículo do livro de Gênesis é assim interpretado: "No princípio a substância dos céus e a substância da terra foram produzidas a substância dos céus e a substância da terra foram produzidas por Elohim".


Seis eram os membros criados que estão concordes às seis numerações do microprosopus desta forma:

1. Benignidade como seu braço direito.
2. Severidade como seu braço esquerdo.
3. Beleza como seu corpo.
4. Vitória como sua perna direita.
5. Glória como sua perna esquerda.
6. Fundações como os seus órgãos de reprodução.


O número 6, o número dOs Enamorados está entre o mais sereno e calmo de todo sistema numerológico: São tranquilos, equilibrados e caseiros. Também possuem grande afetividade, além de se mostrarem leais e sinceros. Não lhes falta criatividade e muito são bem-sucedidos nas artes cênicas, ou seja, são excelentes artistas, principalmente de teatro.


Na esfera superior, é indicador das seis letras do nome de D'us. Na esfera do intelecto, indica as seis ordens de anjos (Serafins, Querubins, Tronos, Dominações, Poderes e Virtudes). Na esfera celestial, indica a Lua e cinco planetas. Na esfera elemental, indica as seis qualidades elementais. Na esfera interior, os seis demônios do desastre: (Acteus, Megalesius, Ormenus, Lycus, Nicon e Mimon). Seis é o número da confusão e da junção, da união e da sedução, do vício e da virtude. Da incerteza no amor, da atração dos sexos e da beleza. Significa todos os tipos de problemas e discórdias, mas é capaz de purificação pelo conhecimento e de uma boa vida.





O número 6 é considerado o perfeito e a unificação dos opostos, isso desde o século VI a.C, por ele ser tanto a soma quanto o produto dos primeiros números: 1+2+3 é igual a 6, assim como 1x2x3. O Hexágono é o módulo de construção ideal na natureza, que pode ser encontrado, por exemplo, nos favos de uma colmeia ou num floco de neve.





O 6 é também um símbolo central no antigo livro chinês de sabedoria e oráculo, o I Ching. Linhas partidas, yin, e linhas inteiras, yang, simbolizam nele a polaridade primordial entre o Sol e a Lua, entre o céu e a terra, entre o masculino e o feminino. Com elas obtemos um total de oito grupos diferentes formados por três linhas (trigramas), que por sua vez combinam-se entre si para formar todos os hexagramas do I Ching. Eles mostram, em 64 variações, como o Céu e a Terra penetram-se mutuamente.


A estrela de seis pontas como o mágico Selo de Salomão em representação do mago Eliphas Levi. Chegamos no caminho do livre-arbítrio. Difícil saber quem terá  que decidir, o homem ou as mulheres: todos estão envolvidos; misticamente, esse é o momento importante, pois uma vez escolhido o caminho não haverá retorno. A liberdade tem o seu preço, o próprio livre-arbítrio; e o ele tem seu peso: a escolha do caminho correto. Mas pelo que devemos optar? Pelos dogmas sociais ou por nós mesmos? Onde se encontra a razão quando o desejo invade o coração?

Medite. Respire profundamente o ar retendo por oito segundos...
Solte o ar em quatro segundos.

Repita isso por três vezes para oxigenar o cérebro.

AS ESCOLHAS DEVEM SER REGIDAS PELA INTUIÇÃO E PELA INSPIRAÇÃO.

Amor, plenitude, escolha, tentação, compromisso.

- O poder  do amor e como lidar com ele...
- O que você quer dizer quando diz "amor" ?
- Busque sua plenitude.  
- Mantenha-se fiel aos seus valores.
- Harmonia Sexual, prazer.
- Relacionamentos afetivos...
- Desejos e atração. Tentação!
- Chegou o momento de fazer uma escolha.
- Saiba o que o é certo, mas saiba o que é errado.
- Deseje união à sua família e aos seus semelhantes, agradeça.     

Os símbolos ocultos para os Enamorados Cabalísticos são: Os dois caminhos; um homem entre virtude e o vício; cupido com seu arco e flecha; a deusa Vênus. As vibrações venusianas.






Caminho da Árvore da Vida: De Binah a Tiphareth 
Letra Hebraica: Zayin - Espada 
Nome Místico: Crianças da Voz; Oráculo dos Deuses Poderosos. 
Signo: Gêmeos 
Cor do Caminho: Laranja
Som: Ré Natural
Significado: Espada ou Armadura
Sentido Simples: Olfato
Título Esotérico: O Oráculo dos Deuses Poderosos






Fraternalmente.
Paz e Luz.

Euclydes Cardoso Jr
TAROTCABALA.com.br


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Numerologia Cabalística - A última fronteira - CARLOS ROSA
Tarô e Simbologia - NEI NAIFF
Simbolismo e o Significado dos Números. Ed. Pensamento. 2009: HAJO BANZHAF; 
O Tarot Cabalístico - um manual de filosofia Mística. ROBERT WANG
O Livro de Thoth - O Taro - ALEISTER CROWLEY
http://www.ocultura.org.br



quarta-feira, 22 de maio de 2013

Conversas Cartomânticas sobre Cartas Ciganas ou: um dos eventos mais intensos de que já participei.



Pessoal, só tenho uma coisa a dizer àqueles que perderam a Mesa Redonda de Cartas Ciganas, proposta, desenvolvida e organizada pela Tânia Durão: PERDERAM. Assim mesmo, em caixa alta. Foi um dos eventos mais inspiradores e ricos dos quais já participei, e, particularmente, foi um dos eventos mais revolucionários na minha história pessoal.
Mesclando teoria e prática, referências bibliográficas ricas e experiência profissional e oracular, os palestrantes ofereceram subsídios para a nossa prática cotidiana, como profissionais e como oraculistas, de forma tal que seria impossível voltarmos os mesmos. Como bem disse a Julia, o conhecimento é uma perda. 
Uma perda irreparável, inexorável... da ignorância.
Começamos o evento com a Ismenia. De uma forma loquaz, tivemos acesso a uma discussão sobre os sentimentos, os humores, as emoções e os relacionamentos, partindo da sua vivência, experiência e competência no uso das cartas ciganas. Em seguida, passamos por uma vivência que, confesso, foi exatamente o que eu procurava para continuar a Jornada do Herói – aguardem novos textos – correlacionando a nossa experiência iconográfica com a carta 08 com a nossa vida, com nossa história pessoal. A Julia foi uma guia, uma psicopompe nesse caminho. Nos levou e nos trouxe de volta com muita maestria. Em seguida, Prem Mangla apresentou-nos sua vivência pessoal das cartas ciganas, correlacionando-a com suas experiências meditativas como sanyasin. 
Ainda no campo de vivências, tivemos a deliciosa palestra da minha querida Sonia Boechat – sou suspeitaço para falar, já que a estimo tanto, eu sei; mas ela demonstrou o que a mestria na cartomancia é capaz de gerar na vida de alguém que se proponha a adentrar os mistérios da cartomancia. Essa sibilla me ensina sempre mais através do exemplo – a forma mais indelével de aprendizagem.
A Paulinha, essa flor que sabe mexer com flor, mostrou-nos também através do exemplo, todo o universo que permeia a iniciação no caminho das plantas e flores. Um caminho complexo e com o qual tinha sérias dificuldades no entendimento (uma forma rebuscada de dizer que eu tinha birra, risos), desculpa essa que se foi a partir da vivência proposta por ela. Como ela bem diz, para trilhar o caminho das ervas só é preciso amor e bom senso. Aguardem novidades por aqui, oriundas de nossas herbáceas conversas cartomânticas.
Alexsander Lepletier nos brindou com uma palestra que esclarece histórica e factualmente elementos da família Lenormand – acerca da sua “criadora” assim como de suas estruturas (já que o nome não corresponde a um único baralho) – desmistificando diversas historietas de papagaio criadas ao longo das últimas décadas para legitimar o baralho – como se ele precisasse! – além de corroborar a origem cigana (espiritual) da Escola Brasileira. Fundamental para que essa árvore cresça é reconhecer a sua verdadeira raiz. 
Contamos também com a palestra fantástica da Cris Mendonça, sobre os Orixás e o Lenormand. Cris iluminou com um didatismo fantástico essa área tão obscurecida e controversa pela falta de informação para além do óbvio.


E, por fim, minha vez. Conversei sobre a relação entre os naipes, os números e a corte do Lenormand, outra área complicada de analisar. Faltam fontes, faltam pesquisas sérias, sobra um guarda-roupa de roupas novas do imperador



O feedback que recebi foi dos melhores, o que muito me alegra – temos um caminho e tanto pela frente, mas creio que a minha contribuição está sendo feita a contento. Brevemente, textos sobre a análise cartomântica dos naipes do Petit Lenormand figurarão por aqui. Aguardem.

Rui Pereira com seu Baralho Cigano
da Editora Alfabeto

E o que dizer do Rui Pereira, esse santeiro português que entende do riscado? Um doce de pessoa, atencioso, sábio e silencioso na medida certa. Tive a oportunidade de fazer seu curso de magia cigana aonde demonstrou na prática seus conhecimentos com a simplicidade de quem entende muito e o didatismo de quem respeita o tempo de cada um.
Não tivemos a oportunidade de um carteado – pensando bem, não recebi nenhum jogo desta vez, mesmo querendo roubar a Tânia Durão para mim (da próxima vez ela não me escapa!). Mas aprendi muito, emocionei-me muito, vivi muito. 
Um dia de cada vez, e tudo correrá bem.
Gostaria de deixar aqui meus sinceros agradecimentos a Prem Mangla, que sempre me acolhe com tanto carinho; a Tania Durão, que me convidou e proporcionou essa oportunidade de apresentar o meu trabalho com os naipes, a quem a estima suplanta qualquer manifestação verbal de carinho (todas as que tentar serão poucas perto do que ela merece); ao Marcelo Bueno, à Cris Mendonça, a Sonia Boechat e ao Alexsander Lepletier, pela amizade de sempre; à Chris Wolf e ao André (falae, primo!) pela oportunidade de convivermos um pouco mais pessoalmente, coisa que nos fazia falta, e pelas conversas sempre ricas sobre Lenormand (entre outras coisas); e, particularmente, à Ismenia, à Paulinha e à Julia, pela transformação que provocaram em mim. Ismenia revolveu, Julia plantou, Paulinha colheu, e eu descobri que novos frutos poderiam ser hauridos dos meus galhos.



Com todo o respeito a todos, muito obrigado.
Por tudo.




NOTA IMPORTANTE: Devido a compromissos pessoais, não estou podendo atualizar o blog a contento, dentro do cronograma. Pelo mesmo motivo, não estou marcando consultas online nem presenciais. Brevemente retornarei à programação normal.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Doze Meses com Os Enamorados: Regina Guigou e a Astrologia


Olá pessoal. Hoje contamos com a presença de Regina Guigou para falar-nos um pouco sobre a relação entre o sexto Arcano e sua atribuição astrológica mais citada: Gêmeos. Utilizar Astrologia e Tarô é uma opção. Não são intrinsecamente dependentes. Mas as reflexões que obtemos entre uma ciência e outra valem, e muito, a pena. 
Sigamos com ela.

O que o arcano Os Enamorados tem a ver com o signo de Gêmeos?

Gêmeos, o terceiro signo zodiacal. Sua função é, através da curiosidade, abrir portas para o aprendizado, a versatilidade e a ESCOLHA.
Os gêmeos, Castor e Pólux, foram escolhidos para simbolizar este signo, demonstrando assim o conceito de dualidade e escolha – bem/mal, certo/errado, direita/esquerda, yin/yang. 
Seu glifo mostra que consegue unir forças contrárias, representa as opções abertas. Aqui, encontramos os pilares de Hércules. As colunas são ligadas, representando a habilidade de usar o intelecto para unir a essência à matéria. 

Os Enamorados – Arcano VI

A busca pelo complemento e pela unidade é a tônica desta carta regida pelo signo de Gêmeos. 
A carta d'Os Enamorados é predominantemente uma carta das emoções, e que muitas vezes retrata o amor abençoado, seja por um anjo, ou pelo próprio Deus. 
Ar é o elemento que rege os Amantes, e seus significados são associados com o espírito e a mente. A noção de escolha entre positivo e negativo é representado neste cartão com a simbologia de idade de um homem para decidir entre dois caminhos. Tal encruzilhada, que agora é preciso considerar todas as consequências antes de agir. Tanto uma situação simples, quanto uma decisão mais complicada nos deparamos com uma bifurcação na estrada para escolher entre dois caminhos pelo qual todas as nossas  crenças e ideais serão testados. 

Enamorados
Waite Smith

O significado dos Amantes é talvez melhor ilustrado com a imagem da carta no baralho Rider-Waite, e algumas das suas variantes. Esta imagem mostra o homem olhando para a mulher, que por sua vez, olha para a figura divina acima de ambos. O homem não pode ver o anjo, e ele deve confiar a mulher para vê-la para ele. Da mesma forma, a mente consciente (o homem) não pode acessar diretamente Poderes Superiores (o anjo), o que acredito que aqueles são. O inconsciente (a mulher) deve ser a ponte entre os planos físico e espiritual. Esta simbologia também mostra o verdadeiro poder do amor.

O ano dos Enamorados


Por ser uma carta cujo sentido é de escolha, geralmente no plano moral ou ético devemos olhar para dentro e através da inspiração acessar a sabedoria necessária para fazer a escolha corretamente. Confie no conselho de sua voz interior, não deixe perturbar pelos desejos e depois de ter feito a sua escolha não volte para trás, não se importando com o quanto de oposição poderá enfrentar oposição você poderá enfrentar, pois é no conflito e no intercâmbio com o mundo e com os outros que encontrará o equilíbrio das emoções antes de escolher.
Esta carta fala do encontro entre duas pessoas, do amor. Portanto, o ano de 2013 poderá encontrar alguém especial.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Sincretismo, ou: do que se vê.

Fotografia de Alexsander Lepletier

Olá pessoal. O Alexsander Lepletier encontrou essa imagem em alguma loja de artigos religiosos e ela caiu como uma luva para o que tenho me questionado. Como o sincretismo afeta nossa cartomancia.
O que você vê? Vênus ou uma Pombagira?
Para complementar essa reflexão, sugiro assistir esse vídeo aqui, sobre o sincretismo de Oxum com Nossa Senhora da Caridade do Cobre, no catolicismo popular cubano.
Abraços a todos.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Três de Paus. O Compartilhar de Virtudes.

Olá pessoal. O Três de Paus corresponde a Sol em Áries, a Binah em Atziluth, à primeira manifestação estável do potencial ígneo do naipe de Paus. Compliquei? Peraí que eu resolvo isso. A partir do Tarô Zen, de Osho, ilustrado por Ma Deva Padma.


Experienciar. Entrar em contato com outra realidade.


Dançar com uma folha. Abraçar uma árvore. Aceitar(-se, também). 
Dica para hoje. Aceite.