quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Game of Thrones Lenormand: onde foi que paramos, mesmo?



Olá pessoal. A nossa blogagem Game of Thrones Lenormand está voltando! Em um novo formato, com informações e [re]leituras das quatro temporadas - lembremo-nos que, quando começamos, estávamos na segunda. 
Para ficarmos ainda mais ansiosos, deixo aqui um vídeo resumo das quatro temporadas. 
Hear me roar!


Game Of Thrones, an animated journey - #gotseason5 is coming from BlackMeal on Vimeo.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Notas sobre a ambição, por Gerson H. Fachiano


Olá pessoal. Essa semana está mesmo para um reflexão conceitual. Pouco tempo depois de terminar nosso texto sobre Vanitas, o Gerson me apresentou esse artigo que vem muito a calhar. Sabendo-nos mortais, perecíveis, limitados, o que faremos com nossas possibilidades?
Com a palavra, o autor: um geminiano com ascendente em Áries, Lua em Leão. Poeta. Leitor voraz. Professor de Língua Inglesa na Fundação Nelito Câmara, estudante e praticante de Petit Lenormand Tradicional. Reside atualmente no Estado de Mato Grosso do Sul.

A AMBIÇÃO DA LUA, TORRE E SERPENTE, QUAL É MESMO A DIFERENÇA?


Em um ambiente empresarial e corporativo é comum ouvir alguns adjetivos que caracterizam e justificam o sucesso, e certamente ambição nunca faltará, assim como inteligência, criatividade, ética entre outros, não é mesmo? É sabido também que este tema é profundamente debatido desde os tempos remotos, temos desde passagens bíblicas até textos shakespearianos. Ambição tem a mesma raiz da palavra ambiente não por acaso. As duas vem de ‘ambire’, que significa ‘mover-se livremente’. Logo, podemos crer que ser ambicioso é ter nas mãos o próprio caminho na vida, sabendo exatamente o que quer, e tentar chegar lá de alguma forma e é neste ponto de ebulição que encontramos problemas perante o caminho.
Dentro do sistema Petit Lenormand há três cartas que falam deste tema, são elas: LUA, TORRE e SERPENTE. Mas qual é a diferença?


É simples, perceba. A ambição que a carta da Lua nos aponta é uma ambição no bom sentido, pois este sentimento está ligado ao ascencionato do indivíduo. 


Já a Torre possui uma ambição totalmente correlacionada ao universo social e totalmente ligado a mudança de status, mas por meio da arrogância e da frieza de como encara aquilo que almeja. 


Por fim, a Serpente possui a pior face da ambição, uma vez que a sua ambição é totalmente desmedida. Para conseguir aquilo que anseia ela passará por cima de tudo e de todos. Outro detalhe a ser percebido/discutido, quando é que essas cartas falam de ambição? Quando a mesma vem descrevendo as cartas significadoras (Homem/Mulher) ou quando descrevem alguma outra carta que possa representar dentro de uma Mesa Real ou fora dela, uma pessoa. 
A carta que estiver à direita de minha carta significadora será a carta que a descreverá. Por exemplo, você percebeu que em sua Mesa Real você encontrou a seguinte dupla: Mulher+Torre, logo, a Torre vem rotulando a carta 29, percebemos que esta consulente está sozinha e solitária no momento. Agora, se a posição estiver invertida, Torre+Mulher, temos a Mulher qualificando esta Torre, logo, a ambição dela é uma ambição Torre.
 Há quem as perceba de forma contrária, ou seja, a carta que descreve a significadora (ou qualquer outra carta dentro do jogo) será a carta que estiver à sua esquerda. Logo, as posições serão invertidas e contrárias ao que mostrei acima. É importante ressaltar que você deve ser consistente naquilo que faz e perceber essas nuances e inversões, pois faz toda a diferença.

Outro ponto a esclarecer são as cartas que podem representar pessoas num jogo. Como citei dois parágrafos antes, as cartas que estamos discutindo precisam adjetivar as cartas significadoras ou as cartas que representam pessoas dentro da leitura para se fazer valer do significado de ambição, assunto deste texto. Logo, podemos exemplificar com a carta do Cavaleiro, que pode vir representar alguém jovem ou parceiro afetivo de um homem; os Pássaros como um casal; a carta da Criança como um pré-adolescente ou filho do consulente (ainda menor de idade); a carta do Cachorro que pode vir a ser um amigo(a) próximo a ti; a carta do Urso, a tua mãe e a Torre ou a Casa representando o teu pai ou alguém mais velho, dentre outras possibilidades, pois tudo dependerá, claro, do CONTEXTO na qual essas possibilidades estarão efetivas dentro de uma leitura.
Portanto, dizer que o seu consulente é ambicioso será um insulto ou um elogio? Depende de qual carta acompanha o nosso consulente. O fato é que ter ambição é essencial em nossa vida. Caso você não possua alguma, certamente isso te faz ser um indivíduo acomodado e fadado ao fracasso, pois não sai da zona de conforto, não arrisca, não testa teus limites e por fim reclama dizendo que é infeliz. Já as pessoas ambiciosas serão as que fazem o mundo delas girar, pois, apresentam projetos, não ficam estagnadas, sonham e coloca tudo em ação assumindo riscos...

A pergunta é... Qual é o seu modo de ambição no momento presente? É uma ambição Lua, Torre ou é a ambição venenosa da Serpente? Façamos uma reflexão diante dos fatos.
Até a próxima!

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Vanitas Vanitatum.

Vaidade das vaidades, tudo é vaidade!


Com esse mote, retirado do Eclesiastes, toda uma categoria de obras de arte - as Vanitas - fizeram-se presentes, sobretudo no Barroco. E esse é um dos vícios capitais (nova nomenclatura para os antigos pecados capitais) mais curiosos de se estudar e mais recorrentes como chamados para a aventura, dentro da perspectiva do monomito, que estamos estudando na Jornada do Louco em sua Autodescoberta).
Estava eu procurando uma imagem para ilustrar a carta Soberba, dos Sibillas - como o  Sibilla Della Zingara - e acabei me dando conta que esse tema perpassa todos os oráculos cartomânticos sobre os quais já conversamos. Não estou, necessariamente, falando do conceito de soberba/orgulho/vaidade, mas sim da representatividade pictórica do mesmo. Acho que essa conversa dá pano para manga, para mais de um artigo; gostaria de falar hoje sobre um insight em especial, que fez toda a diferença. 
Reparem nas obras a seguir (que foram retiradas deste blog e reorganizadas para nossa argumentação). 

Abraham Mignon (1640-1679)-'a Natureza como um símbolo de Vanitas'- óleo sobre tela. (1665-1679)    Darmstadt-Hessisches Landesmuseum

A primeira obra que temos aqui diz muito pelo título, e é uma das mais curiosas. Assim como as naturezas mortas, aqui temos a evanescência da vida retratada em sua magnitude e aparente perenidade. Tudo é passageiro, tudo nos toca. O imutável é a mutação, e o mutável nos muda, nos revolve. Repare, portanto, na natureza como referência em sua vida e impermanência ao conceito de Vanitas
Cace no[s] seu[s] baralho[s] referências a essa frase. 

Pieter Claeszoon (1597-1660); anteriormente atribuído a Clara Peeters (fl 1607-1621)-'vanitas ainda vive'- óleo sobre painel -1630 The Hague-Maurithuis

Essa imagem é uma das mais icônicas da ideia de Vanitas. A caveira, símbolo da finitude humana e do nosso resto e pó diante da Eternidade. Da personalidade nada sobra; de lembrança, um osso. Apenas. Aparece em muitas imagens de santos, como sua disponibilidade em desapegar-se definitivamente de sua vida pregressa. Encontramos aqui novas referências. Cacemos em nossos baralhos. 

Adam Bernaert (trabalhou no período entre 1660-1669)-'vanitas'- oleo sobre painel- cerca de 1665. Mount Vernon-Walters Art Museum

Essa obra, por sua vez, já nos traz um cenário mais intimista, cuja natureza nos leva ao Vanitas mas suplanta o primeiro significado de efemeridade. Aqui temos as obras humanas que suplantam sua própria existência. Tudo muito belo, mas que só tem sentido e significado com o reconhecimento do indivíduo - e isso me lembra as lágrimas de Alexandre. Sim, cacemos nos nossos baralhos.

Antonio de Pereda (1611-1678)-'Alegoria da Vaidade'-(1632-1636). Wien-Kunsthistorisches Museum Gemäldegalerie

Essa imagem me atraiu muito - sobretudo pela presença de um baralho espanhol aqui no canto inferior direito. É divertido perceber o uso desse baralho que, a despeito de seu pouco conhecimento cá no Brasil, tem sua referência, representatividade e uso. Buscamos apresentar um pouco dele em um artigo para o Clube do Tarô, mas existe muito, mas muito mais, por fazer. Mas temos as cartas não em seu sentido adivinhatório, mas como alegoria do jogo - as moedas que lhe ladeiam atestam o fato. Já apontei algumas prerrogativas diretas, encontremos outras em nossos baralhos.

Pieter Boel (1622-1674)-'Vanitas- alegoria das vaidades do mundo'- óleo sobre tela -1663 Lille-Palais des Beaux-Arts

Por fim, a imagem que me incentivou a escrever esse artigo. Aqui, tudo é metáfora, compondo uma alegoria complexa e passível de diversos níveis. Tudo é deliberado, nada inocente, para uma leitura que demandasse horas de educação visual.  Mas aos meus olhos evidenciou-se a ideia de um arcano específico do Tarot.


Vanitas Vanitatum. Tudo é vaidade aos olhos de Il Tredici. Olhe o que ela ceifa. Não cabeças de um rei e de um plebeu. Ceifa metáforas. Ceifa qualquer um que vista a carapuça.

Conte para mim nos comentários quais mais referências ( e a quais baralhos) você encontrou. Acredito que temos muito mais a ver, ainda. 
Abraços a todos.

domingo, 31 de agosto de 2014

Ladrão.


Eu estou há dias ouvindo a mesma música. Uma música "lado B" da Madonna, chamada Masterpiece
E não é que ela me ajudou a entender uma das cartas mais temidas do Sibilla?
Coloque para tocar, clicando aqui embaixo, e entenda um pouco mais sobre o Ladrão. Nas entrelinhas está o que perdemos... ou o que achamos.
Não tem o seu Sibilla ainda? Vamos lá na Amor, o Próprio ou na De Keizerin Boutique.
E para quem quer aprender a ler o Sibilla, em breve teremos um curso completo no Espaço Merkaba! Não perca! 


If you were the Mona Lisa
You'd be hanging in the Louvre
Everyone would come to see you
You'd be impossible to move

It seems to me
That's what you are
A rare and priceless work of art
You stay behind
Your velvet rope
But I will not renounce all hope

And I'm right by your side
Like a thief in the night
I stand in front of the Masterpiece

And I can't tell you why
It hurts so much
To be in love with a Masterpiece

Cause after all
Nothing's indestructible

From the moment I first saw you
All the darkness turned to white
An Impressionistic painting
Tiny particles of Light

It seems to me
That's what you're like
The look but please
Don't touch me type
And honestly it can't be fun
To always be the Chosen one

And I'm right by your side
Like a thief in the night
I stand in front of the Masterpiece

And I can't tell you why
It hurts so much
To be in love with a Masterpiece (Masterpiece)

Cause after all
Nothing's indestructible
Nothing's indestructible
Nothing's indestructible
Nothing's indestructible

And I'm right by your side
Like a thief in the Night
I stand in front of the Masterpiece

And I can't tell you why
It hurts so much
To be in Love with a Masterpiece

And I'm right by your side
Like a thief in the night
I stand in front of the Masterpiece

And I can't tell you why
It hurts so much
To be in Love with a Masterpiece (Masterpiece)

Cause after all
Nothing's indestructible
Cause after all

Nothing's indestructible

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Blogagem Coletiva Petit Lenormand: 37. Hermann disserta sobre Astrologia e Lenormand: Um diálogo possível?



Olá pessoal. Esse é, sem sombra de dúvidas, um dos artigos mais lúcidos que li sobre o tema. Sem mais a dizer, deixo-os na excelente companhia de Hermann.

Lenormand e AstrologiaPode misturar?

Se o baralho Lenormand foi criado por um alemão como um jogo de diversão podemos dizer que sim, podemos misturar, já que é para diversão, não? Mas se ele foi criado por uma francesa envolvida com ciganos, sociedades esotéricas secretas, kabbalah, tarot, oráculos diversos e a própria astrologia, é óbvio que podemos misturar tudo!

Os Decanatos

Duvido que alguém que já tenha ouvido falar dos 36 decanatos do zodíaco não tenha pensado “ahhh esse baralho também tem 36 cartas!”. Já vi um baralho bem velhinho com os decanatos anotados no canto das cartas, começando com o 1º decanato de Áries na carta 01 (Cavaleiro) e terminando com o 3º decanato de Peixes na carta 36 (Cruz). 

Faz sentido? As 3 primeiras cartas (o Cavaleiro, o Trevo e o Navio) mostram a coragem, a ousadia, a impaciência e a impulsividade de Áries? As 3 últimas cartas (os Peixes, a Âncora e a Cruz) mostram a espiritualidade, a intuição e o escapismo de Peixes? Precisaria de muito estudo que daria um livro, pois teríamos que analisar todos os pontos positivos e negativos de cada signo e de cada carta. Um ariano não é igual o outro, ele tem pontos positivos e negativos que podem ser analisados em seu mapa astral. Da mesma forma a carta 01 pode ter infinitos significados quando fazemos perguntas diferentes e colocamos ela ao lado das outras 35 cartas.

Casas, Signos e Corpos Celestes

Além dessa possibilidade de associar as cartas aos decanatos podemos associar cada carta a um signo, uma casa astrológica e um corpo celeste. Existem alguns baralhos que vem com os símbolos astrológicos (glifos) impressos nas cartas. Um deles é o alemão Lenormand Wahrsagekarten Mit Astrologischen Symbolen, de Hildegard Leiding. Outro também alemão é o Golden Lenormand, de Marcela Sulzmann. Outro pouco conhecido é o russo de Vitaliy Zaychenko, Виталий Зайченко. E o mais famoso é o suíço Mystisches Lenormand, de Regula Elizabeth Fiechter, publicado por AGMüller-Königsfurt-Urania e distribuído nos EUA pela USGames com o nome de Mystical Lenormand.

O Mystisches tem uma arte única, amada por muitos e odiada por alguns, criada pelo artista Urban Trösch. Cada carta mostra uma janela diferente para um mundo místico e nela podemos ver uma cena representando um símbolo tradicional do Lenormand. Como a proposta é um mundo místico, o artista adicionou outros símbolos além do tradicional, além de pelo menos um animal em cada carta. Mas voltando para a Astrologia, nesse baralho o glifo aparece no canto superior direito, enquanto o número da carta no canto superior esquerdo.

Das 36 cartas, 12 ficaram sendo as 12 casas do zodíaco, outras 12 ficaram com os 12 signos e as restantes com o Sol, a Lua e outros corpos celestes. 


As Casas Astrológicas

Na Astrologia as 12 casas regem todas as áreas da vida e, num mapa astral, mostram onde a energia está. 

A Casa I representa você, seu ascendente, sua ambição e impulso. É representada pela carta 15 (Urso), que tem em um de seus significados o poder. 

A Casa II rege os ganhos e perdas materiais e atitudes financeiras em geral. É representada pela cata 23 (Ratos), que além de ter uma fama negativa de perda, também reflete a conquista se olharmos pelo ponto de vista dos ratinhos. Perdas de um lado, ganhos de outro.

A Casa III rege todas as formas de comunicação. É, obviamente, representada pela carta 27 (Carta).

A Casa IV  rege a família e o lar. No Lenormand temos a carta 4 (Casa) exatamente para esse significado.

A Casa V rege a diversão, criatividade, filhos. Por isso é representada pela carta 13 (Crianças).

A Casa VI rege o trabalho, carreira e atitudes profissionais. É representada pela carta 35 (Âncora). Essa carta tem significados diferentes dependendo do país, mas nos de língua alemã seu significado é o trabalho. É só pensar que a âncora é o que mantém o navio no chão, no mundo material e o trabalho é onde você consegue dinheiro para viver na matéria.

A Casa VII rege as parcerias e relacionamentos amorosos. É representada pela carta 24 (Coração). Aqui temos que ver o “coração” de forma neutra, pois pode ser tanto para amar quanto para odiar.

A Casa VIII, entre outras coisas, rege as perdas, transformações e “mortes” emocionais. É representada pela a carta 08 (Caixão).

A Casa IX rege muitas coisas como espiritualidade, educação, filosofia de vida, mas tudo relacionado com o buscar, por isso também é relacionada com viagens e longas distancias.  É representada pela carta 03 (Navio) tanto pelo buscar quanto pelas viagens.

A Casa X rege o reconhecimento, prestigio, status público e a sociedade. É representada pela carta 20 (Jardim), que nos países de língua alemã significa pessoas e sociedades.

A Casa XI rege as amizades e organizações. Não poderia deixar de ser representada pela carta do amigo, a carta 18 (Cão).

Finalmente a Casa XII rege o íntimo, o subconsciente, a intuição e o espiritual. É representada pela carta 36 (Cruz). A Cruz geralmente só é analisada de forma negativa, como sendo um peso e um carma negativo, mas pode ser vista simplesmente como espiritualidade ou carma, que se é positivo ou negativo vai depender do contexto. 



Os Signos

Sabendo um pouco sobre as 12 casas fica mais fácil! Sobre os 12 signos todo mundo sabe um pouco, principalmente as partes positivas sobre si e as negativas que tanto critica nas outras pessoas.

12 Signos:
Áries: Carta 17 (Cegonha)
Touro: Carta 25 (Anel)
Gêmeos: Carta 34 (Peixes)
Câncer: Carta 32 (Lua)
Leão: Carta 31 (Sol)
Virgem: Carta 05 (Árvore)
Libra: Carta 22 (Caminhos)
Escorpião: Carta 07 (Serpente)
Sagitário: Carta 02 (Trevo)
Capricórnio: Carta 21 (Montanha)
Aquário: Carta 16 (Estrelas)
Peixes: Carta 26 (Livro)

Os Corpos Celestes 

O baralho Lenormand, assim como o Tarot, tem 3 cartas “astrológicas”, a carta 16 das Estrelas, a carta 31 do Sol e a carta 32 da Lua. Sendo o Sol regente do signo de Leão, a carta 31 se encaixa perfeitamente para esse signo. O mesmo acontece com a Lua que rege o signo de Câncer, e este é o signo da carta 32. Já a carta 16 representa o visionário signo de Aquário.

O Sol é representado pela carta 33 (Chave), que simboliza uma energia masculina de recursos e realização. Já a Lua é representada pela carta 30 (Lírios) que simboliza uma energia feminina de amor e espiritualidade.

12 Corpos Celestes:
Sol: Carta 33 (Chave)
Mercúrio: Carta 01 (Cavaleiro)
Vênus: Carta 29 (Mulher)
Lua: Carta 30 (Lírios)
Marte: Carta 28 (Homem)
Júpiter: Carta 09 (Flores)
Saturno: Carta 19 (Torre)
Urano: Carta 12 (Pássaros/Corujas)
Netuno: Carta 06 (Nuvens)
Plutão: Carta 14 (Raposa)
Kiron: Carta 10 (Foice)
Lilith: Carta 11 (Chicote)

Praticando com Leituras

Concordando ou não com as atribuições feitas pela autora do Mystisches Lenormand ou dos outros 2 baralhos citados anteriormente o importante é ter jogos práticos relacionando o significado das cartas com a Astrologia. Afinal essa mistura toda tem que responder algo e não apenas criar discussões. 

Uma maneira muito eficaz é dispor uma carta para cada casa astrológica, que pode ser utilizada mensalmente ou até semanalmente, pois na atualidade as coisas mudam muito rápido e a sorte está jogada ao vento!

Com os conceitos básicos das casas em mente ao embaralhar, é só tirar 12 cartas, uma carta para cada casa, ou até mesmo utilizar todas as 36 cartas, 3 para cada casa. Simplesmente corte o baralho e tire as cartas ou vai “pescando” aleatoriamente do monte. Lembrando que esse é um jogo que vai analisar o presente, ou seja, como estão as energias da sua vida divididas nas 12 casas.

Não é necessário utilizar o Mystisches Lenormand para essa leitura. É possível marcar os glifos em um baralho já velhinho ou em cartas de baralho comum, também marcadas com o número das cartas Lenormand. É um método muito bom pra estudar!

Agora é analisar! Cada um tem seu jeito para fazer leituras. Não importa se você usa uma toalha de determinada cor, vela, incenso ou uma imagem que te ajude a se concentrar. Para essa análise é aconselhável um bom chocolate e uma caixa de lenços.

Quando a carta correspondente da casa aparecer sobre ela, é possível interpretar que as energias da casa estão equilibradas. Se forem utilizadas 3 cartas para cada casa, essa carta que representa a casa pode ser ignorada e a interpretação se dará com as outras 2. Por exemplo, na casa VII saíram as cartas 24 (Coração), 14 (Raposa) e 23 (Ratos), ignore a carta 24 e interprete somente as cartas 14 e 23, no caso dessa casa, para os relacionamentos amorosos. Chocolate e lenços em ação!!!

A casa I, sendo a casa do ascendente, pode ser interpretada como as principais energias atuando em toda a leitura. Por exemplo, saíram as cartas 01 (Cavaleiro), 31 (Sol) e 33 (Chave), pode ser uma confirmação de que mesmo que outras casas estejam desequilibradas, você tem a coragem, força e recursos para se reequilibrar.

Com um mapa astral em mãos as interpretações podem ser direcionadas para os pontos mais críticos. Um exemplo pode ser a dificuldade de comunicação, que nesse caso deve ser analisadas com mais cuidado as cartas na casa III, mas sem esquecer dos potenciais mostrados na casa I, e se for comunicação entre família a casa IV, trabalho a casa VI, amor a VII e assim por diante. 

Veja um mapa astral como a planta de uma casa. A sua casa pode ter ambientes bem planejados e outros com alguns problemas que podem ser solucionados com uma boa decoração. As cartas Lenormand seriam as sugestões de decoração. De tempos em tempos elas vão te mostrar o que está atrapalhando, ajudando e aconselhando o que mudar de lugar.

Os Naipes

Mas se você não quer saber de casas astrológicas e muito menos de planetas, ainda é possível colocar um pouco de Astrologia no seu baralho clássico com naipes. Para isso é só separar as 12 cartas da “corte”, os Valetes, as Damas e os Reis. Essas 12 cartas serão os 12 signos do zodíaco.

O naipe de Paus ficaria representando os signos de Fogo; Sagitário, Leão e Áries. Os mais ativos, extrovertidos, auto-confiantes e líderes. O naipe de Ouros ficaria representando os signos de Terra; Virgem, Touro e Capricórnio. Os mais estáveis, realistas e práticos. O naipe de Espadas ficaria representando os signos de Ar; Gêmeos, Aquário e Libra. Os mais mentais e intelectuais. O naipe de Copas ficaria representando os signos de Água; Peixes, Escorpião e Câncer. Os mais emocionais, sensíveis e psíquicos.

Podemos usar os 4 Valetes para os 4 signos mutáveis, as 4 Damas para os 4 signos fixos e os 4 Reis para os 4 signos cardinais. Os signos mutáveis são os mais confortáveis com as mudanças e se adaptam facilmente (Sagitário, Virgem, Gêmeos e Peixes). Os signos fixos são os mais teimosos e só gostam de mudanças iniciadas por eles (Leão, Touro, Aquário e Escorpião). Já os signos cardinais são automotivados e gostam de tudo que é novo (Áries, Capricórnio, Libra e Câncer).


Paus 
Valete: Sagitário
Rainha: Leão
Rei: Áries


Ouros
Valete: Virgem 
Rainha: Touro
Rei: Capricórnio


Espadas
Valete: Gêmeos
Rainha: Aquário
Rei: Libra


Copas
Valete: Peixes 
Rainha: Escorpião
Rei: Câncer

Os 12 glifos podem ser escritos em algum canto da carta ou ao lado das figuras, e dessa forma ajudar a identificar rapidamente os signos. Numa leitura em que a pergunta for sobre a personalidade de alguém, essa informação pode ser muito útil! É possível usar inicialmente somente essas 12 cartas focando apenas nos signos e depois o baralho completo focando nos símbolos originais do Lenormand. 

Para quem gosta de fazer previsões de tempo também é uma boa saída! Cada umas dessas 12 cartas seria o mês do signo. Seria útil ter em mão o calendário astrológico que começa com Áries e e termina em Peixes, por volta de em 20 de março, dependendo do ano.

Conclusões

É muito difícil chegar a uma conclusão quando o tema é Lenormand, ainda mais misturado com Astrologia. São temas muito complexos que podem ter a interpretação totalmente alterada por causa de um detalhe no mapa astral ou por uma cartinha em determinada posição. São muitos os pontos de vista e as possibilidades de interpretação são infinitas.

Um ponto de vista diferente é para somar, mesmo sem trazer a astrologia em 100% de suas leituras, não marcar os glifos em seus baralhos, muitos menos usar o Mystisches ou outro baralho com os glifos já impressos. É para, em um momento que você menos espera, lembrar daquilo que leu naquele blog famoso ou naquele outro que nem se lembra o nome. Lembrar daquilo que o conhecido do seu amigo daquele grupo comentou e você achou sem o menor sentido naquele momento. Talvez agora, aquele comentário se encaixe na situação que apareceu na sua leitura. E é exatamente isso que torna o baralho Lenormand sensacional!

Nota 1: A origem do baralho Lenormand não é o foco. Não é afirmado se o baralho foi criado pela Mlle Lenormand ou pelo alemão Johan Kaspar Hechtel. Atualmente outras possíveis origens são questionadas.

Nota 2: As associações astrológicas descritas foram baseadas no "Mystisches Lenormand" publicado por AGMüller-Känigsfurt-Urania, por ser o baralho com glifos impressos mais acessível. Outras associações são perfeitamente possíveis.

Nota 3: Nas imagens com os naipes foi utilizado o baralho de estilo Dondorf, publicado por AGMüller-Känigsfurt-Urania, com o nome "Lenormand Orakelspielkarten mit Kartenbildern".

domingo, 10 de agosto de 2014

Curso de Petit Lenormand no Espaço Merkaba: uma experiência inesquecível.

Olá pessoal. Demorei para escrever, sim, porque demorei para acalmar o coração. Ainda acelerado com tanta emoção e informação partilhada! Tudo começou com...


... E foi com esse hangout que uma história muito bacana iniciou-se. Uma parceria cujos frutos estão ainda em maturação. 


Desnecessário dizer que o curso foi um sucesso. Necessário é, por conseguinte, pontuar os motivos pelos quais foi (o que, inclusive, vai gerar temas para postagens futuras. Aguardem!)
O Espaço Merkaba é fantástico. Sem sombra de dúvidas, garante um apoio ao ministrante e aos alunos como eu nunca vi em anos de Cartomancia - e olha que eu já andei bastante por aí. Tive todo o suporte necessário, e toda a tranquilidade em oferecer suporte aos participantes. O que por si só já garantiria a minha felicidade no processo. Mas claro que teve mais. 
Primeiro dia de curso: Teoria.

Segundo dia de curso: Prática.

A turma foi estupenda, nos dois dias de aula. Com muita desenvoltura, conseguimos juntos atentar para todos os temas importantes e lograrmos êxito na nossa proposta: interpretarmos uma Mesa Real sem sabermos o motivo pelo qual o consulente decidiu consultar-se.




Como de costume, levei uma pequena coleção de baralhos para pontuarmos, juntos, as diferenças, semelhanças e singularidades de cada baralho, tendo como referência o Baralho para Ver a Sorte, da COPAG, material de nosso estudo. Cabe agradecer à empresa por ter confiado no meu trabalho e concedido o material utilizado para as aulas. A partir do Baralho para Ver a Sorte, pontuamos, carta a carta, todas as possibilidades mensuráveis de interpretação. 


Com tranquilidade, pudemos também verticalizar rapidamente as questões pertinentes aos naipes do Petit Lenormand.




Na nossa aula de prática, todos os participantes puderam reconhecer os padrões e possibilidades da Mesa Real, contando comigo para sanar dúvidas (que foram muito poucas e pontuais - turma muito fera, boa de serviço!)


E para fechar com chave de ouro, o sorteio prometido, de um Gilded Reverie Lenormand (USGames)!

Sem palavras para agradecer a equipe do Espaço Merkaba, que foram muito mais que amigos. Sem palavras para agradecer a turma desse curso. Voltei reenergizado, com a certeza de que temos muito mais a compartilhar e vivenciar nesse universo de experiências que é o Petit Lenormand.

Brevemente tem mais! Para quem já conhece razoavelmente as cartas, teremos, nos dias 27 e 28 de setembro, o segundo módulo do curso de Petit Lenormand, onde nos focaremos nos naipes. Com eles, somos capazes de antever tendências específicas, além de localizar temporalmente as previsões com muito mais eficácia. Você não pode perder!


Um abraço, nos encontramos lá, no Espaço Merkaba!

sexta-feira, 25 de julho de 2014

VIDEO: Decifrando o passado - o segredo das cartas de baralho.

Olá pessoal. Eu já vi esse documentário algumas vezes, mas sempre vale ver de novo. Didático e objetivo, além de bastante lúdico. Aproveitem.



Decifrando o Passado - O Segredo das Cartas de... por BlackMessiahTDC

Abraços a todos.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Blogagem Coletiva Petit Lenormand: 36. Ana Diba Lopes e a Cruz.


Olá pessoal. Chegamos à última das cartas do Lenormand, mas não à última postagem! Ana Diba Lopes nos leva nessa reflexão hoje, que nos mostra o quanto crescemos em trinta e seis semanas. Em grupo, somos mais.
Capazes e reflexivos, inclusive. Encerremos nossa jornada pelas cartas, portanto, muito bem acompanhados pela Dryad.
Contatos com a autora: 
[21] 96700-2343


A carta 36 – a Cruz – possui um significado forte de triunfo, conquistas, sucesso e equilíbrio entre o lado espiritual e material, porém também estará associada à superação de problemas, ao aprendizado mediante sofrimento e dor. Nada se conquista sem sacrifício. As dificuldades aparecem para que possamos sobrepô-las; ultrapassando os obstáculos receberemos os méritos pela superação.
A cruz é prova de fé e confiança: a vitória é certa, mas os desafios farão parte do caminho. 
No baralho menor (leitura das cartas internas) a representação da Cruz é o 6 – Seis – de Paus: Elemento Fogo, responsável pela criatividade, imaginação; Naipe da guerra, da luta, dos momentos difíceis: Para se vencer tem que se ter calma, habilidade para avaliar os problemas e confiar – tanto na força interior quanto em Deus. O 6 de Paus representa vitória, sucesso e reconhecimento conseguidos através do empenho pessoal.
Ao se observar, num jogo, a disposição da carta da Cruz em relação às demais, observe cuidadosamente seu significado, ponderando tanto a sua característica positiva quanto negativa: essa carta faz com que tenhamos em mente que qualquer coisa pode ser conquistada e tem uma carga de determinação a ser despendida.
Não é a toa que a carta da Cruz encerra o baralho: a caminhada deve ser feita com humildade e sabedoria, contornando as dificuldades e as tristezas, sempre com a certeza de que atingiremos, ao final da jornada, a vitória!

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Blogagem Coletiva Petit Lenormand: 35. Arlete Sadocco e a Âncora.


Olá pessoal. Estamos a um passo do fim de nossa Blogagem - ou melhor, da primeira parte dela. Encerrando os textos relativos as cartas, temos essa semana a carta 35, explicitada de forma precisa pela Arlete Sadocco. Vamos com ela.
Contatos com a autora:



Considerações iniciais
Antes de sabermos o significado simbólico da Âncora, devemos fazer uma tempestade de ideias com essa palavra. 
Quando falamos a palavra âncora, o que vem na mente? Navio, mar, porto, ferro, amarrado, parado, inerte, acomodado, seguro, firme, estável, fixo, confiança, acomodado, descanso, chegada, insegurança, medo... pode nos remeter também ao naufrágio, a paralisação, a imobilidade, fixação, obsessão...
Veja a quanta coisa a âncora pode ser associada!! E isso apenas levando em conta o que a nossa mente pode nos remeter. 
Agora vamos para a origem e a simbologia da palavra em si.
Origem da Âncora
Origem: Em 323 a.c., Seleuco I, sucessor de Alexandre, o Grande, inspirou-se em uma marca de nascença parecida com uma âncora para usá-la como emblema real. Três séculos depois, perseguidos pelos romanos, os primeiros cristãos usavam a âncora para substituir a cruz. Ela foi desenhada em monumentos, catacumbas e vitrais. Hoje, é uma tatuagem comum, usada com o mesmo significado de força e segurança.

Simbologia da Âncora
É considerada um símbolo de firmeza, de solidez, de tranquilidade e de fidelidade. Em meio à mobilidade do mar e dos elementos, é ela que fixa, amarra, imobiliza. Simboliza a parte estável de nosso ser, aquela que nos permite conservar uma calma lucidez diante da onda de sensações e sentimentos. Porém num simbolismo negativo essas mesmas amarras poderiam significar um atraso na evolução, uma barreira ou cristalizações as quais o próprio ser se amarra e precisa se libertar.
Para os marinheiros, a âncora é o último refúgio, a esperança na tempestade. Para a maioria desses homens em geral, uma âncora simboliza segurança um abrigo seguro, o caminho de volta para casa. 
A Âncora simboliza, também, o conflito entre o sólido(a terra) e o líquido (a água). O conflito precisa ser resolvido para que a terra e a água, juntas, fecundem em harmonia. 

Vejam as significações da Carta 35- Âncora, no Baralho Lenormand
Escola Francesa = metas de longo prazo, perseverança.
Escola Alemã = uma viagem longa, trabalho.
Escola Brasileira = Segurança material e financeira, estabilidade e firmeza.

Significado no Jogo da Esperança – Origem do Baralho
A pesquisadora americana Tali Goodwin divulgou os resultados de seu trabalho revelando que a primeira versão do baralho cigano, foi criada na Alemanha com o nome de “Das Spiel der Hoffnung” (Jogo da Esperança), em 1799. Seu criador foi Johann Kaspar Hechtel (1771-1799) que concebeu o baralho como um jogo de tabuleiro portátil para entretenimento das pessoas.
Nas Regras desse jogo, a interpretação para a lâmina de Nº 35 – Essa é a lâmina mais importante do jogo e, aquele que cair aqui é o vencedor e leva o todo o dinheiro do caixa ou depósito.

Qual interpretação é a correta?

Os símbolos tem plurissignificação. Isto explica porque pode-se interpretar uma mesma carta de forma muito diferente.  Porém não quer dizer que pode-se dar qualquer sentido a mesma. Depende do significado que o símbolo tem, o contexto em que ele surge, as associações e instintos que ele provoca no leitor.

Alguns exemplos sobre interpretações com essa lâmina:
27+35: Noticias relacionadas com o trabalho.
34 +35: Negócios estabelecidos.
25+35: Relacionamento estável ou aliança de longo prazo.

Bibliografia

terça-feira, 8 de julho de 2014

Dos erros. Ou: uma previsão que (INACREDITAVELMENTE!!!) não deu certo (MESMO!!!) [ATUALIZAÇÃO: Reflexões sobre o limite das previsões.]


Olá pessoal. Estamos, nesse momento, tristes por vermos a nossa Seleção ir para a disputa do terceiro lugar, depois de um jogo inacreditável. Sete a um. SETE.
Eu ainda estou emocionado, me recuso a acreditar.
Mas, por outro lado, esse é um dos momentos nos quais mais questiono a minha parcialidade na leitura das cartas, quando estou emocionado. É quase consenso que não devemos consultar o baralho numa situação dessas. Mas eu desafiei essa regra. E fui surpreendido por um Dez de Espadas que apareceu duas vezes. Na segunda, pulando do baralho e cobrindo uma carta. Dê uma olhada, aqui.
 
Depois dessa, percebo não só que tenho muito a aprender ainda, mas que as cartas possuem uma lógica que suplanta a emoção de quem lê. Talvez, vendo as mesmas cartas em outro contexto, em outra possibilidade, onde eu não estivesse tão exposto e tão envolvido no processo, se eu teria visto outra coisa, aquilo que aconteceu.
As cartas suplantam quaisquer perspectivas e expectativas de quem lê.
Não vou deixar de ler cartas por isso, evidentemente, nem vou me negar a novos desafios. Dar a cara a tapa é para quem tem coragem e confia no que faz. 
Mas não esperava uma sapatada dessas, rs.
Bora estudar mais. 
Abraços a todos.



...E foi assim que eu escrevi, há uma semana, imediatamente após, incrédulo, assistir a derrota do Brasil para a Alemanha. Uma derrota que durou vinte minutos, e outros setenta e poucos de acompanhamento da vergonha. Uma vergonha inacreditável. Mais por ser inacreditável, que por ser vergonha, eu fiquei totalmente perplexo. [ E escrevi o maior título da história do Conversas Cartomânticas até agora. rs.] 



Pois bem. Fiquei arrasado, ao olhar para o meu baralho e ver que não havia enxergado algo dessa natureza. São cerca de vinte anos lidando com isso, poxa. Não acreditei numa discrepância tão inversamente proporcional ao que o baralho apresentava. E não, não é só uma questão de ver diferente, eu tenho consciência de que qualquer pessoa que conheça o baralho não apostaria num Nove de Paus mais que em uma Temperança. Alguma coisa estava errada, e eu precisava descobrir o quê.
Como, ainda que seja um norte, um estilo de vida, uma proposta de jornada, eu não tomo o Tarô como uma proposta religiosa, ainda que, por uma perspectiva psicológica, ele esteja no campo daquilo que é considerado sobrenatural (para além do cotidiano) e espiritual (no sentido em que, lidando com questões que estão no campo do maravilhoso, não entendemos, mas verificamos sua aplicabilidade na vida prática), eu acredito que poderia chamar minha forma de levar o oráculo de científica. No sentido em que eu atesto aplicabilidades já efetivadas pela tradição e literatura, mas me proponho novos testes, novas perspectivas, novas abordagens, não estou numa posição confortável. Estou numa posição de risco. 
E esse risco que corri, e os resultados que obtive, claro, me deixaram arrasado.
Não fazia nenhum sentido. Um Dez de Espadas cancelar a influência d'A Estrela encerrando uma leitura de três cartas? Uma carta numerada superar um Arcano Maior? Não, não fazia sentido. Eu devia ter incorrido no erro de Leônidas.
Por ocasião da segunda invasão dos persas à Grécia, o general Leônidas, rei de Esparta, foi até o Oráculo de Delfos perguntar sobre a possibilidade do exército espartano, de apenas 300 homens, enfrentar sozinho cinco mil persas no desfiladeiro das Termópilas.A pitonisa psicografou o seguinte: “Vais. Vencerás. Não morrerás lá”. E o general Leônidas, então, foi para a guerra e morreu junto com seus 300 espartanos.Seu filho, que também se chamava Leônidas, foi a Delfos cobrar a  sentença do oráculo. Quando mostrou o papel psicografado, a pitonisa do templo leu: “Vais. Vencerás? Não. Morrerás lá”. [Fonte]

Li tudo o que pude sobre as possíveis abordagens, para identificar os erros de interpretação. Não encontrando respostas, parti para uma auto-análise. Eu estava cansado no dia? Sim, estava com poucas horas de sono. Estava ansioso? Evidente. Estava envolvido? Claro, como todo brasileiro. Para o bem ou para o mal, com uma perspectiva positiva ou não, todos nós estávamos de observadores desse evento.
Certo. Não satisfeito, mas com um primeiro ponto de partida, já tinha a questão mais ou menos definida dentro de mim. Mas faltavam ainda alguns pontos a serem revistos. Eu não havia visto o vídeo e nem lido o que escrevi antes. 
Daí encontrei outra questão que, sobremaneira, me norteia sempre. A pergunta.
O que faz uma resposta ser clara é a pergunta que é feita. E eu não perguntei se o Brasil iria ganhar. Eu perguntei quais eram as chances de cada time na semifinal. E, como o baralho é interpretado, mas não interpreta, ele me respondeu exatamente o que eu havia questionado. Exatamente como outras ciências haviam previsto. E, curiosamente, a minha mesa havia aberto com o Arcano XXI, como a dessa cartomante que previu algo bem parecido lá no RN. Acesse aqui.



A pergunta. Sempre ela. O ponto de partida para a busca de qualquer oráculo. O Gerson H. Fachiano acaba de traduzir (makhtub!) um texto que fala exatamente sobre o que eu queria apontar nesse tópico. Acesse aqui.
Revendo a entrevista, depois de todos esses dias, acabei percebendo justamente isso. Para as perguntas que fiz, as respostas estavam corretas. Para o que, de fato, era o interesse da matéria, talvez não. Eu poderia ter sido mais específico na pergunta, porque o baralho respondeu como de costume. Eu poderia ter trocado o "eu acredito" pelo "eu duvido". Mas não é questão de procurar culpa, já que essa já está virulenta contra a Seleção e seus membros. É questão de achar motivações.
Saio mais rico depois dessa. Não só de experiência, como de habilidade para perguntar direito. Como as imagens dessa postagem - todas Sete de Ouros: cada um aponta uma resposta diferente, dá uma pincelada diferente, e vai sair na mão de quem souber perguntar direito para o oráculo o que quer saber.
As cartas dizem o que você quer ver. 

Abraços a todos.

P.S.: Agradeço todas as manifestações de carinho que recebi aqui e no Facebook. Espero que essa experiência sirva como estudo de caso para que levemos nossa arte a patamares mais elevados, seguros... mas não menos desafiadores. Porque, em minha opinião. o profissional que não se responsabiliza pelo que diz e faz, e não trabalha pela elevação de sua arte, está cometendo algum equívoco. E daí, não adianta entrar em uma comunidade do Facebook e pedir... pitacos.