sexta-feira, 25 de julho de 2014

VIDEO: Decifrando o passado - o segredo das cartas de baralho.

Olá pessoal. Eu já vi esse documentário algumas vezes, mas sempre vale ver de novo. Didático e objetivo, além de bastante lúdico. Aproveitem.



Decifrando o Passado - O Segredo das Cartas de... por BlackMessiahTDC

Abraços a todos.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Blogagem Coletiva Petit Lenormand: 36. Ana Diba Lopes e a Cruz.


Olá pessoal. Chegamos à última das cartas do Lenormand, mas não à última postagem! Ana Diba Lopes nos leva nessa reflexão hoje, que nos mostra o quanto crescemos em trinta e seis semanas. Em grupo, somos mais.
Capazes e reflexivos, inclusive. Encerremos nossa jornada pelas cartas, portanto, muito bem acompanhados pela Dryad.
Contatos com a autora: 
[21] 96700-2343


A carta 36 – a Cruz – possui um significado forte de triunfo, conquistas, sucesso e equilíbrio entre o lado espiritual e material, porém também estará associada à superação de problemas, ao aprendizado mediante sofrimento e dor. Nada se conquista sem sacrifício. As dificuldades aparecem para que possamos sobrepô-las; ultrapassando os obstáculos receberemos os méritos pela superação.
A cruz é prova de fé e confiança: a vitória é certa, mas os desafios farão parte do caminho. 
No baralho menor (leitura das cartas internas) a representação da Cruz é o 6 – Seis – de Paus: Elemento Fogo, responsável pela criatividade, imaginação; Naipe da guerra, da luta, dos momentos difíceis: Para se vencer tem que se ter calma, habilidade para avaliar os problemas e confiar – tanto na força interior quanto em Deus. O 6 de Paus representa vitória, sucesso e reconhecimento conseguidos através do empenho pessoal.
Ao se observar, num jogo, a disposição da carta da Cruz em relação às demais, observe cuidadosamente seu significado, ponderando tanto a sua característica positiva quanto negativa: essa carta faz com que tenhamos em mente que qualquer coisa pode ser conquistada e tem uma carga de determinação a ser despendida.
Não é a toa que a carta da Cruz encerra o baralho: a caminhada deve ser feita com humildade e sabedoria, contornando as dificuldades e as tristezas, sempre com a certeza de que atingiremos, ao final da jornada, a vitória!

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Blogagem Coletiva Petit Lenormand: 35. Arlete Sadocco e a Âncora.


Olá pessoal. Estamos a um passo do fim de nossa Blogagem - ou melhor, da primeira parte dela. Encerrando os textos relativos as cartas, temos essa semana a carta 35, explicitada de forma precisa pela Arlete Sadocco. Vamos com ela.
Contatos com a autora:



Considerações iniciais
Antes de sabermos o significado simbólico da Âncora, devemos fazer uma tempestade de ideias com essa palavra. 
Quando falamos a palavra âncora, o que vem na mente? Navio, mar, porto, ferro, amarrado, parado, inerte, acomodado, seguro, firme, estável, fixo, confiança, acomodado, descanso, chegada, insegurança, medo... pode nos remeter também ao naufrágio, a paralisação, a imobilidade, fixação, obsessão...
Veja a quanta coisa a âncora pode ser associada!! E isso apenas levando em conta o que a nossa mente pode nos remeter. 
Agora vamos para a origem e a simbologia da palavra em si.
Origem da Âncora
Origem: Em 323 a.c., Seleuco I, sucessor de Alexandre, o Grande, inspirou-se em uma marca de nascença parecida com uma âncora para usá-la como emblema real. Três séculos depois, perseguidos pelos romanos, os primeiros cristãos usavam a âncora para substituir a cruz. Ela foi desenhada em monumentos, catacumbas e vitrais. Hoje, é uma tatuagem comum, usada com o mesmo significado de força e segurança.

Simbologia da Âncora
É considerada um símbolo de firmeza, de solidez, de tranquilidade e de fidelidade. Em meio à mobilidade do mar e dos elementos, é ela que fixa, amarra, imobiliza. Simboliza a parte estável de nosso ser, aquela que nos permite conservar uma calma lucidez diante da onda de sensações e sentimentos. Porém num simbolismo negativo essas mesmas amarras poderiam significar um atraso na evolução, uma barreira ou cristalizações as quais o próprio ser se amarra e precisa se libertar.
Para os marinheiros, a âncora é o último refúgio, a esperança na tempestade. Para a maioria desses homens em geral, uma âncora simboliza segurança um abrigo seguro, o caminho de volta para casa. 
A Âncora simboliza, também, o conflito entre o sólido(a terra) e o líquido (a água). O conflito precisa ser resolvido para que a terra e a água, juntas, fecundem em harmonia. 

Vejam as significações da Carta 35- Âncora, no Baralho Lenormand
Escola Francesa = metas de longo prazo, perseverança.
Escola Alemã = uma viagem longa, trabalho.
Escola Brasileira = Segurança material e financeira, estabilidade e firmeza.

Significado no Jogo da Esperança – Origem do Baralho
A pesquisadora americana Tali Goodwin divulgou os resultados de seu trabalho revelando que a primeira versão do baralho cigano, foi criada na Alemanha com o nome de “Das Spiel der Hoffnung” (Jogo da Esperança), em 1799. Seu criador foi Johann Kaspar Hechtel (1771-1799) que concebeu o baralho como um jogo de tabuleiro portátil para entretenimento das pessoas.
Nas Regras desse jogo, a interpretação para a lâmina de Nº 35 – Essa é a lâmina mais importante do jogo e, aquele que cair aqui é o vencedor e leva o todo o dinheiro do caixa ou depósito.

Qual interpretação é a correta?

Os símbolos tem plurissignificação. Isto explica porque pode-se interpretar uma mesma carta de forma muito diferente.  Porém não quer dizer que pode-se dar qualquer sentido a mesma. Depende do significado que o símbolo tem, o contexto em que ele surge, as associações e instintos que ele provoca no leitor.

Alguns exemplos sobre interpretações com essa lâmina:
27+35: Noticias relacionadas com o trabalho.
34 +35: Negócios estabelecidos.
25+35: Relacionamento estável ou aliança de longo prazo.

Bibliografia

terça-feira, 8 de julho de 2014

Dos erros. Ou: uma previsão que (INACREDITAVELMENTE!!!) não deu certo (MESMO!!!) [ATUALIZAÇÃO: Reflexões sobre o limite das previsões.]


Olá pessoal. Estamos, nesse momento, tristes por vermos a nossa Seleção ir para a disputa do terceiro lugar, depois de um jogo inacreditável. Sete a um. SETE.
Eu ainda estou emocionado, me recuso a acreditar.
Mas, por outro lado, esse é um dos momentos nos quais mais questiono a minha parcialidade na leitura das cartas, quando estou emocionado. É quase consenso que não devemos consultar o baralho numa situação dessas. Mas eu desafiei essa regra. E fui surpreendido por um Dez de Espadas que apareceu duas vezes. Na segunda, pulando do baralho e cobrindo uma carta. Dê uma olhada, aqui.
 
Depois dessa, percebo não só que tenho muito a aprender ainda, mas que as cartas possuem uma lógica que suplanta a emoção de quem lê. Talvez, vendo as mesmas cartas em outro contexto, em outra possibilidade, onde eu não estivesse tão exposto e tão envolvido no processo, se eu teria visto outra coisa, aquilo que aconteceu.
As cartas suplantam quaisquer perspectivas e expectativas de quem lê.
Não vou deixar de ler cartas por isso, evidentemente, nem vou me negar a novos desafios. Dar a cara a tapa é para quem tem coragem e confia no que faz. 
Mas não esperava uma sapatada dessas, rs.
Bora estudar mais. 
Abraços a todos.



...E foi assim que eu escrevi, há uma semana, imediatamente após, incrédulo, assistir a derrota do Brasil para a Alemanha. Uma derrota que durou vinte minutos, e outros setenta e poucos de acompanhamento da vergonha. Uma vergonha inacreditável. Mais por ser inacreditável, que por ser vergonha, eu fiquei totalmente perplexo. [ E escrevi o maior título da história do Conversas Cartomânticas até agora. rs.] 



Pois bem. Fiquei arrasado, ao olhar para o meu baralho e ver que não havia enxergado algo dessa natureza. São cerca de vinte anos lidando com isso, poxa. Não acreditei numa discrepância tão inversamente proporcional ao que o baralho apresentava. E não, não é só uma questão de ver diferente, eu tenho consciência de que qualquer pessoa que conheça o baralho não apostaria num Nove de Paus mais que em uma Temperança. Alguma coisa estava errada, e eu precisava descobrir o quê.
Como, ainda que seja um norte, um estilo de vida, uma proposta de jornada, eu não tomo o Tarô como uma proposta religiosa, ainda que, por uma perspectiva psicológica, ele esteja no campo daquilo que é considerado sobrenatural (para além do cotidiano) e espiritual (no sentido em que, lidando com questões que estão no campo do maravilhoso, não entendemos, mas verificamos sua aplicabilidade na vida prática), eu acredito que poderia chamar minha forma de levar o oráculo de científica. No sentido em que eu atesto aplicabilidades já efetivadas pela tradição e literatura, mas me proponho novos testes, novas perspectivas, novas abordagens, não estou numa posição confortável. Estou numa posição de risco. 
E esse risco que corri, e os resultados que obtive, claro, me deixaram arrasado.
Não fazia nenhum sentido. Um Dez de Espadas cancelar a influência d'A Estrela encerrando uma leitura de três cartas? Uma carta numerada superar um Arcano Maior? Não, não fazia sentido. Eu devia ter incorrido no erro de Leônidas.
Por ocasião da segunda invasão dos persas à Grécia, o general Leônidas, rei de Esparta, foi até o Oráculo de Delfos perguntar sobre a possibilidade do exército espartano, de apenas 300 homens, enfrentar sozinho cinco mil persas no desfiladeiro das Termópilas.A pitonisa psicografou o seguinte: “Vais. Vencerás. Não morrerás lá”. E o general Leônidas, então, foi para a guerra e morreu junto com seus 300 espartanos.Seu filho, que também se chamava Leônidas, foi a Delfos cobrar a  sentença do oráculo. Quando mostrou o papel psicografado, a pitonisa do templo leu: “Vais. Vencerás? Não. Morrerás lá”. [Fonte]

Li tudo o que pude sobre as possíveis abordagens, para identificar os erros de interpretação. Não encontrando respostas, parti para uma auto-análise. Eu estava cansado no dia? Sim, estava com poucas horas de sono. Estava ansioso? Evidente. Estava envolvido? Claro, como todo brasileiro. Para o bem ou para o mal, com uma perspectiva positiva ou não, todos nós estávamos de observadores desse evento.
Certo. Não satisfeito, mas com um primeiro ponto de partida, já tinha a questão mais ou menos definida dentro de mim. Mas faltavam ainda alguns pontos a serem revistos. Eu não havia visto o vídeo e nem lido o que escrevi antes. 
Daí encontrei outra questão que, sobremaneira, me norteia sempre. A pergunta.
O que faz uma resposta ser clara é a pergunta que é feita. E eu não perguntei se o Brasil iria ganhar. Eu perguntei quais eram as chances de cada time na semifinal. E, como o baralho é interpretado, mas não interpreta, ele me respondeu exatamente o que eu havia questionado. Exatamente como outras ciências haviam previsto. E, curiosamente, a minha mesa havia aberto com o Arcano XXI, como a dessa cartomante que previu algo bem parecido lá no RN. Acesse aqui.



A pergunta. Sempre ela. O ponto de partida para a busca de qualquer oráculo. O Gerson H. Fachiano acaba de traduzir (makhtub!) um texto que fala exatamente sobre o que eu queria apontar nesse tópico. Acesse aqui.
Revendo a entrevista, depois de todos esses dias, acabei percebendo justamente isso. Para as perguntas que fiz, as respostas estavam corretas. Para o que, de fato, era o interesse da matéria, talvez não. Eu poderia ter sido mais específico na pergunta, porque o baralho respondeu como de costume. Eu poderia ter trocado o "eu acredito" pelo "eu duvido". Mas não é questão de procurar culpa, já que essa já está virulenta contra a Seleção e seus membros. É questão de achar motivações.
Saio mais rico depois dessa. Não só de experiência, como de habilidade para perguntar direito. Como as imagens dessa postagem - todas Sete de Ouros: cada um aponta uma resposta diferente, dá uma pincelada diferente, e vai sair na mão de quem souber perguntar direito para o oráculo o que quer saber.
As cartas dizem o que você quer ver. 

Abraços a todos.

P.S.: Agradeço todas as manifestações de carinho que recebi aqui e no Facebook. Espero que essa experiência sirva como estudo de caso para que levemos nossa arte a patamares mais elevados, seguros... mas não menos desafiadores. Porque, em minha opinião. o profissional que não se responsabiliza pelo que diz e faz, e não trabalha pela elevação de sua arte, está cometendo algum equívoco. E daí, não adianta entrar em uma comunidade do Facebook e pedir... pitacos.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Blogagem Coletiva Petit Lenormand: 34. Andrea de Freitas Valle e os Peixes.



Olá pessoal. Hoje, a querida Andrea de Freitas Valle fala-nos sobre os Peixes. Essa é uma carta aparentemente fácil de interpretar; contudo, seus meandros merecem um olhar mais acurado por dizer sobre o concreto, quando lidamos tanto com questões abstratas.
Contatos com a autora em seu Facebook.


34 – PEIXES

Simbolos:
Peixes: simbolo de fecundidade , prosperidade, a multiplicação, a fartura.
Está relacionado as coisas concretas como bens materiais , negócios e dinheiro.
Possibilidade de lucros em novos projetos e também que nossos esforços serão recompensados ou fruto da recompensa do seu trabalho. Multiplicação dos lucros e vantagens.
Também pode simbolizar a parte material, algo concreto, sorte em jogos.
Indica a sorte quando estamos atentos para agarrar oportunidades que surgem em nossa vida.
Possibilidade de parcerias que gera lucros.

No lado negativo prenuncia falta de dinheiro, fracasso em algum projeto, trabalho não reconhecido.
Se aparecer depois da carta da Foice, pode significar corte de dinheiro por exemplo.


Rei de Ouros:
Simbolo da riqueza material, da ambição humana, do status elevado, da necessidade de sucesso, desejo de poder e também orgulho por tudo aquilo que temos e obtemos. Espírito dinâmico para enfrentar novos desafios. Representa a pessoa que não se contenta com pouco. Conquistas e excelente desempenho profissional.
Representa o prestígio, a alta sociedade, empresas, fortuna.

No lado negativo pode indicar traição, corrupção, roubo, abuso de poder, escravo da cobiça ou exploração no campo profissional.

sábado, 28 de junho de 2014

Um Lenormand para Noites Sem Fim.



MEA CULPA: eu não sou adepto dos baralhos transculturais em geral. Por mais que isso possa soar conservador (e, de certa forma, é), eu não sinto plenamente à vontade ao utilizar baralhos que adaptem os símbolos a temas específicos, porque, na maior parte das vezes, percebo os mesmos símbolos obscurecidos em sua essência, restringidos em seus significados. A experiência com o Tarô me tornou um pouco mais reticente em relação a esse tema do que deveria, um ponto com o qual venho me deparando com certa frequência em meus estudos.
Entretanto, percebo que, quando nos propomos a extrair das artes em geral, e da literatura em particular, elementos de análise para aproximarmos a experiência do símbolo daquilo que encontramos no nosso cotidiano de leitura, o símbolo se expande, ganha aspectos particulares que outrossim estariam apenas latentes, como se nos apropriássemos daquilo que está à disposição de todos sem revelar-se imediatamente; como se, ao observarmos atentamente, o símbolo revelasse aspectos que unificam nossa experiência particular com a experiência do oráculo, singularizando-a e expandindo-a. Ressalto, porém, que com isso não incentivo a universalização de particularidades: aquilo que funciona em um determinado contexto, para determinado oraculista, embora correto, não corresponde ao que a carta representa de forma geral. Sua aplicação, portanto, é particular e deve figurar como estudo de caso e não como significado direto. Esse é um ponto que merece maior ênfase em outro momento, mas acho importante pontuar agora.
Nesse sentido, temos tido aqui no Conversas Cartomânticas experiências magníficas no que concerne ao Tarô. Percebi, entretanto, que faltava-nos algo mais a respeito do Lenormand, ainda que nossa Blogagem Coletiva esteja, pouco a pouco, nos preenchendo com possibilidades. O Petit Prince Lenormand e o Game of Thrones Lenormand foram e estão sendo duas experiências enriquecedoras. Não no sentido de limitar a leitura do livro, no primeiro caso, e do seriado, no segundo; mas no sentido de ampliar a percepção do oráculo a partir da observação atenta do texto e vice versa.
Em homenagem ao Dia do Baralho Lenormand, ocorrido em 25 de junho, proponho hoje a leitura de uma das melhores graphic novels de todos os tempos, de um dos autores que mais admiro: Sandman, de Neil Gaiman. Já falamos sobre ela anteriormente aqui, mas hoje buscaremos uma leitura diferenciada.
A experiência de ler uma obra, apontando suas referências ao Lenormand entre parênteses é uma constante nos textos de Tânia Durão. Sigo aqui seu exemplo, deixando explícito o convite para que visitem seu blog, Cartas Ciganas. Suas reflexões são sempre enriquecedoras e sua forma de escrever, única. 

Os Sete Perpétuos estavam, conforme expus anteriormente, ali, desde sempre, escondidos entre as 36 cartas do Lenormand. Vamos ao encontro deles, um por um, observando como as cartas se relacionam com suas personalidades e âmbitos de atuação, e, o mais importante, percebendo como, ao correlacioná-los, aspectos obscuros das cartas se revelam inteligíveis. Percebo isso sobretudo com Desejo e a carta 24, mas não antecipemos as coisas. Em ordem de “idade” (embora eternos e anteriores aos deuses, os Perpétuos possuem uma ordem de aparição no cosmos), vamos a eles.


DESTINO 
“O mais velho” dos irmãos, possui um Livro (26) onde estão escritas todas as possibilidades daquilo que ocorreu e daquilo que está por vir, sendo este seu símbolo. Seu reino é um Jardim (20) onde os Caminhos (22) correspondem a escolhas. Encontrar-se com Destino é fazer escolhas no jardim do seu palácio. Embora todos os caminhos levem a ele, não é possível encontrá-lo sem fazer escolhas.


DESENCARNE* [MORTE]
Conforme retratada em Sandman, Desencarne é uma jovem de inspiração gótica, cujo símbolo é uma Cruz (36) Ansata. No Lenormand, encontramos mais duas cartas que relacionam-se não só com o seu ofício, como com sua natureza: Foice (10) e Caixão (08). Curiosamente, os significados dessas cartas em especial, quando unidos em determinado contexto, nos trazem como resultado a visita desse Perpétuo. Desencarne, a cada cem anos, torna-se mortal para experimentar, por um dia, a natureza de sua função e, assim, entendê-la mais profundamente.


DEVANEIO* [SONHO]
O protagonista da história. Devaneio, o de olhos de estrela (16), é senhor de todos os mundos oníricos (muito bem representados na carta 32). Possui três itens nos quais guarda seu poder: Uma máscara [curiosamente, existe um Lenormand que retrata esse emblema: trata-se do Gilded Reverie Lenormand, na edição do autor: a recente e magnífica edição da US Games não possui as cartas extras (atualização em 29.06: A Chris Wolf me recordou que a Karla Souza sabiamente colocou na carta 14 do Esmeralda Lenormand - valeu pela lembrança, Chris!)], um saco de areia e um cristal. No primeiro arco da história, Morpheus – um de seus nomes – precisa ir ao encontro desses três objetos outrora perdidos. Seu reino é um castelo (19) onde estão os sonhos de todos os seres. Um de seus companheiros mais importantes é um corvo (12) que lhe serve de mensageiro. Taciturno, implacável e reflexivo: busca ser neutro em suas atitudes, mas sempre se depara com seus próprios anseios. Essa dicotomia o torna tão interessante, tão único. Conforme Gaiman, a história seria muito diferente se contada por outros irmãos, sobretudo por...


DESEJO
Desejo é o irmão/irmã que traz equilibro ao setenário. Três irmãos (Destino, Devaneio e Destruição), três irmãs (Desencarne, Desespero e Delírio) e ele/ela, que está para além da noção de gênero: Sua natureza reflete aquilo que o observador possui em seu coração. Homem ou mulher, ou ambos, ou nenhum, Desejo mora em uma réplica exata de si mesmo, mais especificamente no Coração (24), que é seu símbolo. Ainda que, costumeiramente, essa carta reflita os melhores sentimentos do consulente, a presença de Desejo, aqui, mostra-nos que não só de bons sentimentos pulsa a vida. Sou tentado a correlacionar a moradia de Desejo à carta 04, também: não há lar tão verdadeiro quanto si mesmo – algo que é evidente nesse Perpétuo. No baralho Judith Bärtschi, o Chicote (11) mostra-nos uma mulher sadomasoquista, uma das aparições de Desejo. Fútil, volúvel, inconsequente, mordaz e imprevisível: para mim, o personagem mais marcante, responsável pelas reviravoltas mais interessantes da história. Em Endless Nights, foi retratado por Milo Manara. Não consigo perceber melhor escolha para retratá-l@.


DESESPERO
Irmã gêmea de Desejo. Trata-se, porém, da segunda Desespero – a primeira foi destruída em circunstâncias misteriosas; considera-se, portanto, Desejo “mais velh@” que Desespero. Fica aqui claro um dos aspectos mais maravilhosos dessa graphic novel: existem inúmeras (inúmeras MESMO) lacunas que não influenciam na leitura, mas nos deixam ansiosos pela continuidade da obra. Das pontas que ficam soltas, poderíamos ter miríades de histórias que dariam continuação à obra ad infinitum. Contudo, talvez, ou exatamente por isso, Gaiman deixa-nos com vontade de mais, para que esperemos. Ou imaginemos.
Desespero tem por símbolo um Anel (25) com um anzol, que usa para ferir-se, lenta e cruelmente. Novamente, a referência à carta nos leva a questionar se sua atuação é sempre benfazeja – anéis marcam laços. Nem sempre, queridos ou quistos. Seu reino é composto por um vazio nevoento (06) repleto de espelhos, onde se refletem todos os desesperados. Inúmeros Ratos (23) ocupam o local.


DESTRUIÇÃO
O irmão mais misterioso, aparece pouco, mas representa muito. Seu símbolo é uma Espada (11 – no baralho Gypsy Lenormand, o Chicote é trocado por uma espada coroada por uma coroa de espinhos). Como o Cavaleiro (01), Destruição segue seu caminho, ficando pouco em companhia dos seus irmãos. Possui um Cão (18), que passa a acompanhar Delírio quando esta o visita. Seu comportamento lembra-nos em muito o contexto adjetivante da Montanha (21): por alguma razão que nos foge à leitura, Destruição busca limitar o contato com os seus de forma implacável. Ainda assim, ao contrário do esperado, Destruição é amável, bem-humorado e está sempre em busca de novas criações; isso sugere que os Sete Perpétuos não dominam apenas aquilo que lhes dá nome, como também seu oposto: Destino e o Caos, Desencarne e a Vida, Sonho e os Pesadelos (dos quais Coríntio é sua mais famosa criação), Desejo e a Realização, Desespero e a Esperança (para quem leu o primeiro arco, essa palavra terá todo um sentido!), Destruição e a Criação, e a óbvia relação, conforme veremos adiante, entre Delírio e Deleite. 
Destruição é mais velho que Desejo e Desespero.   


DELÍRIO
Outrora Deleite (algo lhe ocorreu que partiu seu coração para quiçá sempre), Delírio é a mais jovem, a caçula, a Criança (13) dos Perpétuos. De espírito benfazejo, porém tão implacável quanto os demais, Delírio fala por enigmas, não sendo sempre compreendida, mas por vezes antecipando eventos que Destino não quer revelar. Possui em um dos arcos um Peixe (34) de estimação, que leva como se fosse um balão de gás hélio. Embora não seja sempre levada a sério pelos seus irmãos, é a única que consegue reuni-los com relativa facilidade. Seu símbolo é uma bolha colorida, sem formato definido.

Para além dos Perpétuos, dois outros personagens merecem destaque, por terem preponderância na história e por possuírem arcos próprios e histórias que transcendem a obra original. São eles:


MORNINGSTAR [LÚCIFER]
Um dos Senhores do Triunvirato do Inferno, Lúcifer desiste do reino em função de um aparente tédio pela ordem das coisas. Abre um bar em Los Angeles onde toca piano todas as noites. Estrela da Manhã, como o Sol (31), esclarece pontos obscuros a Morpheus, dando-lhe as Chaves (33) do Inferno. Como ele mesmo diz, aí é que começam os problemas.
Sua personalidade fica mais evidente na série Lúcifer, da qual quatro histórias foram publicadas em uma edição de luxo. Uma das aquisições mais felizes que fiz, curioso por sua busca pelos Basanos – uma possível correlação com o Tarô. Nessa história, como em alguns diálogos de Sandman, percebemos também que o poder de um ser está relacionado com a sua aparição no Livro da Criação: quem veio primeiro, tem mais autoridade.


JOHN CONSTANTINE
Nota inicial: esqueça o filme estrelado pelo Keanu Reeves. O filme é divertido, e tal, mas não, aquele não é o John Constantine. Esse aqui é.


Mago, exorcista e um grande sortudo, John Constantine cruza com Morpheus no primeiro arco da história. Um anti-herói, mas ainda assim um protagonista (28) da própria história. Sinto-me tentado a associar a ele outra carta, por razões pessoais: em minha prática, a presença do Lírio (30) numa jogada de previsão atesta que, a despeito dos esforços do consulente a favor ou em contrário de determinado evento, este seguirá o curso correto e favorável a todos os envolvidos. Mínimo esforço, máximo efeito. Coisa que, tratando-se de Constantine, é literalmente uma constante. Para os seguidores da Escola Europeia, poder-se-ia associar tal característica ao Trevo (02). Se existe uma coisa com a qual Constantine pode contar, em seus pactos e relações, é com a sorte.  


Se você ainda não leu Sandman, leia. Não há muito o que dizer além disso. Considero esse début como um divisor de águas na minha relação com a literatura e os quadrinhos. Levando em consideração a relação entre Gaiman e George R R Martin (criador d’As Crônicas de Gelo e Fogo, da qual originou-se o seriado Game of Thrones e, deste, o Game of Thrones Lenormand) e de que, originalmente, Gaiman ofereceu o protagonista de Sandman como um personagem da obra de Martin Wild Cards (e que Martin considera um dos seus maiores arrependimentos tê-lo recusado), a leitura é imprescindível.
Indo além, é importante pontuar que George R R Martin era amigo pessoal de Marion Zimmer Bradley, conhecida pela magna obra As Brumas de Avalon. É impressionante como a estrutura de narração dos três – Bradley, Martin, Gaiman – capta o leitor a ponto de só percebermos que o tempo passou porque os olhos cansam e a luz escasseia. Se você leu um deles, leia os outros dois. E deleite-se com os três em igual medida.

Gostaria de deixar meu agradecimento explícito a duas pessoas em especial: Socorro Van Aerts e Chris Wolf.
Socorro Van Aerts, da De Keizerin Boutique, que garante a nós do Brasil acesso aos mais diversos Lenormand num preço acessível com um atendimento excelente. Se você deseja um Lenormand, dê uma passada na loja dela. E, se por acaso você encontrar nas suas pesquisas um Lenormand, que não está lá, não se preocupe: ela acha para você.



Chris Wolf vem se destacando no cenário nacional como uma das mais prolíficas representantes e mantenedoras da tradição europeia. Pesquisadora incansável, grande cartomante, excelente referência em pesquisas. Agende sua consulta – ela atende em diversos espaços no Rio e em eventos. Sem sua colaboração, esse evento não chegaria nem perto do que é. 
Para além das duas (obrigado, MESMO, meninas!), gostaria de deixar meu agradecimento a Alexsander Lepletier, Sonia Boechat, Tânia Durão, Katja Bastos, Odete Lopes, Karla Souza, Marcelo Bueno, Luqiam Osahar, Deborah Jazzini, Leandro Roque, Geraldo Spacassassi e a todos os participantes da Blogagem Coletiva Petit Lenormand, pessoas excelentes que tem demonstrado com seu trabalho a miríade de possibilidades que o Lenormand pode assumir, quando estudado com profundidade, afinco e afeto.
Muito obrigado, pessoal. Continuemos dando a esse oráculo a dedicação que ele merece. Aqui no Conversas Cartomânticas, vocês, leitores, oraculistas, pesquisadores e entusiastas, sabem que estão em casa. Sou grato a todos vocês pelo tanto que me fazem crescer e questionar. E, como é bom ressaltar, todas as sugestões são bem vindas.    
Finalmente, atestando a escolha do título desse artigo (uma homenagem ao arco Endless Nights, que possui como protagonistas cada um dos Perpétuos), que o encontro com o Lenormand seja para você um eterno deleite. Noite após noite. E fica, subentendido, um desafio: qual conjunto de cartas você consegue associar ao livro que está lendo nesse momento?
Abraços a todos.

*Em respeito à ideia original do autor, busquei nomes iniciados com a letra D para cada um dos Perpétuos cuja tradução não acompanhou sua referência em inglês. Originalmente, são Destiny, Death, Dream, Desire, Despair, Destruction e Delirium/Delight. A escolha por nomes com D limitou inclusive a escolha dos Perpétuos que comporiam a família, fato que considero fundamental para a utilização da nomenclatura conforme coloquei nesse texto. Os nomes utilizados na obra traduzida estão entre colchetes.


quarta-feira, 30 de abril de 2014

Blogagem Coletiva Petit Lenormand: 33. Iony Ming e a Chave.



Iony Ming. Um nome poderoso para uma mulher poderosa, que hoje nos guia através de portas [como não lembrar de Lugar Nenhum, do Neil Gaiman, ao dizer isso?]
Atravessemos. 

Contatos com a autora: Alma Rubra.


Chave lembra porta.
Chave lembra coração.
Chave lembra abrir/fechar.
A Chave está em suas mãos.
Chave é uma possibilidade de abertura, de encerramento,de encontro com algo desconhecido que passa a ser conhecido. A Chave em si é uma possibilidade de novo .A Chave é uma busca e não um fim,pois de nada adianta uma chave sem que ela possa abrir/fechar algo. Seguimos buscando algo com a chave nas mãos ,com  ímpeto,vontade.Pode-se ver essa situação da Chave no filme A Invenção de Hugo Cabret onde uma chave - coração (opa! Outra carta Lenormand!) é a tentativa do resgate da presença de algo perdido e que no fim se torna um novo caminho,uma expressão de afeto atemporal  mas acessível (falar mais que isso seria spoiller).


“ Para todo homem, como para toda fechadura, é preciso encontrar a chave certa.” Provérbio russo.
Seguindo, temos o famoso São Pedro que é o guardião das Chaves do céu segundo a tradição Católica (Mt 16,19: “E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.” - Bíblia on line)  com seus devotos orando a ele para abertura de caminhos da Terra e do céu:


"Glorioso apóstolo São Pedro, com suas 7 chaves de ferro abra as portas dos meus caminhos, que se fecharam diante de mim, atrás de mim, a minha direita e a minha esquerda. Abra para mim os caminhos da felicidade, os caminhos financeiros, os caminhos profissionais, com as suas 7 chaves de ferro e me dê a graça de poder viver sem os obstáculos. Glorioso São Pedro, tu que sabes de todos os segredos do céu e da terra, ouve a minha oração e atende a prece que vos dirijo. Que assim seja. Amém." 


 “Hécate, como guardiã da porta, possuía a chave do Hades. Quem possuía as chaves da região dos mortos é seu senhor e pode despertar os mortos para a ressurreição (Ap 1,18). Na iconografia cristã encontra-se a chave sobretudo na cena da donatio clavis(transmissão da chave) e como atributo de Pedro; a chave dupla, exageradamente grande, que lhe é atribuída com frequência no portal da igreja (= porta do céu) indica o seu direito de ligar e desligar (Mt 16,19). Segundo uma lenda, a chave perdida por Pedro transformou-se na prímula, também chamada de “chave do céu” (como alusão simbólica em Hannelas Himmelfahrt, de Gerhart Hauptmann). O molho de chaves é sinal da dignidade da dona de casa e atributo de S. Marta, padroeira das donas de casa. Na obra agnóstica Pistis Sophia, a chave serve como metáfora dos mistérios que abrem o céu ao iniciado. No Conto de fada, a chave pode indicar o acesso dificultado a segredos e tesouros. “ LURKER, Manfred. Dicionário de Simbologia. Tradução Mário Krauss e Vera Barkow. 2. ed., São Paulo: Martins Fontes, 2003.

Esgotando muitas das possibilidades de significado da Chave, podemos dizer que dentro do que o Lenormand propõe essa carta é, de maneira geral, positiva. Positiva, pois com ela decidimos algo,solucionamos mas, o querer também é nosso afinal,é uma carta de ação já que uma chave precisa do ato do girar para poder existir. 
Ainda sou uma iniciante nos caminhos Lenormanicos,este é meu primeiro texto e minha primeira debruçada séria e pública sobre o assunto ,mas vou arriscar umas combinações e significados ,enfim: No campo material = sucesso; saúde = cura ou sintomas amenizados (no caso de doença crônica); relacionamentos = receptividade. Prudente é,observar as cartas que rodeiam a chave para sabermos como girá-la. 
Curiosamente ,quando procurava uma imagem bonita para ilustrar esse post e que saísse da imagem da carta em si, encontrei imagens que me remetem a possíveis combinações em jogadas, que são:


Chave + caixão = difícil solução para problema
Chave + coração = compromisso forte e significativo
Chave + cruz= um sacrifício por vir
Chave + Trevo= Situação de sorte,positividade
Chave + livro = Um segredo revelado rapidamente , solução
Chave + lua + estrela = sucesso e reconhecimento
Obviamente essas combinações necessitam de um maior aprofundamento e vão depender de tantas outras cartas ao redor e da questão a ser analisada,mas coloquei-as aqui para termos um gostinho da amplitude que a nossa Chave pode oferecer !
Enfim, agradeço a oportunidade de escrever sobre esse assunto fascinante e agradeço infinitamente à carta 33, foi ela que abriu o meu caminho rumo ao Lenormand. Até a próxima!

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Ás de Copas.



Qual é mesmo a sensação de beijar alguém pela primeira vez?
Sim, sei que haverá quem diga que essa é a experiência do dois, mas não; a experiência dos casais desperta algo em mim, em você, em qualquer expectador. E despertar é função dos Ases. 


)

sábado, 19 de abril de 2014

Como criar um blog de Cartomancia. Ou: dicas para quem quer começar [FINAL]



Último texto da série. Espero que tenha ajudado você.

Programas de afiliados e parcerias: use, mas com critério.

Quer usar o Google Adsense? Use. Mas use com critério. Eu ainda não tenho uma experiência substancial com o programa para oferecer um prognóstico aqui. Então, talvez para o nosso nicho não seja o melhor meio de monetizar o blog. Meios que achei válidos, mas que funcionaram mais pela estrutura do blog do que pelo nicho: parcerias com editoras e com lojas de Tarô. 
As parcerias com editoras são fechadas normalmente no começo do ano, esteja atento nas páginas do Facebook que elas mantêm. Algumas pedem um mínimo de leitores ou de anos de publicações constantes, então verifique as possibilidades. As parcerias com lojas normalmente são feitas em seus próprios sites. Da mesma forma, tem as suas diretrizes. O Conversas foi parceiro por dois anos consecutivos da Editora Pensamento, o que rendeu sorteios bem bacanas aqui, e é parceiro dos sites Amor, o Próprio desde sempre e, recentemente, do Coelestium.


Participe de eventos.

Uma das coisas mais bacanas de você escrever é conhecer os seus leitores depois, e perceber pela conversa que você está indo bem, no caminho certo. Além do mais, em eventos você terá a oportunidade de conhecer as pessoas que tem inspirado seus escritos - na maior parte das vezes, são pessoas adoráveis e super abertas a ouvir e conversar. Uma série de eventos tem permeado o sudeste, que são, inclusive, os eventos que frequento - Rio, Sampa, BH (aguardamos os eventos no Espírito Santo, pessoal!)
E que isso sirva de incentivo para que os nossos colegas de outros estados também produzam seus eventos.
E me convidem! :)


Participe de sites de atendimento online.

Parece não ter a ver com a proposta aqui do post, mas tem, e muito. O que forma o cartomante é o quanto de estudos de caso ele possui, que singularizam sua experiência frente àquilo que qualquer um pode encontrar no livretinho.  E uma das formas mais seguras de conseguirmos esse savoir-faire é atendendo online. Evidente que esse método não é destinado a qualquer pessoa e não dará certo com todos; em uma consulta online, é necessário raciocínio rápido e conhecimento do baralho e do método que se está aplicando. E não adianta querer abrir a Mandala Astrológica: NÃO VAI DAR TEMPO.
Sendo assim, você desenvolve, ao mesmo tempo, três habilidades: acuidade interpretativa, velocidade no digitar e no falar, estudos de caso para tua experiência pessoal, tudo isso enquanto auxilia a pessoa, respondendo em quinze minutos, a maior parte das vezes. E quem sabe, escreve.
Particularmente, indico dois sites para começar. São sites nos quais trabalho e/ou presto consultoria, de idoneidade e compromisso com os profissionais e com os clientes. Atenção: o fato de eu indicar não aponta que sua inscrição será aceita; todos os currículos são analisados previamente e é agendada uma entrevista com o profissional, caso haja o interesse. 
Caso você conheça outros sites que possam figurar por aqui como idôneos, aceitamos comentários.
Caminhos do Tarô
Amor, o Próprio

Um adendo: minha reserva acerca de grupos no Facebook.

Apesar de valorizar - e muito! - as trocas entre cartomantes (é o meu maior empenho, inclusive), não vejo o andamento de grupos com o mesmo olhar esperançoso. Até o momento, participei ativamente de dois grupos, e nos dois grupos aconteceram as mesmas coisas:
1. Brigas. Muitas. Por motivos os mais bobos possíveis. Questões pessoais levadas para o âmbito grupal. Assustador, à propósito.


2. Oportunismo. Uma coisa é você estudar, profundamente, ter uma dúvida sincera, e pedir auxílio a alguém mais velho na estrada. Outra coisa - e acredite, acontece com frequência - é você se propor atender alguém, não dar conta do recado e pedir auxílio em um grupo para garantir sua legitimidade.

Sendo assim, considero temerário e fico atento ao andamento dos grupos. Começou um processo desagradável? Saio na mesma hora. Aprendo mais em outros lugares. Talvez a sua experiência seja melhor que a minha. Na verdade, torço por essa opção.
De qualquer forma, não se esqueça que o que vale, aqui, é um trabalho bem feito. Se você se esforça em silêncio, parabéns! O esforço será recompensado. Se você toma os grupos como um suporte para sua preguiça de estudar... Parabéns! Você não vai ficar nessa muito tempo e logo arranjará algo melhor para fazer.


Creio que seja isso. Nesse tempo todo, é o que tem funcionado para mim. Espero que seja de auxílio para vocês.
Dúvidas, questionamentos, discordâncias? Comentem aqui. Será um prazer ouvir vocês, como sempre. 
E claro: não esgotamos o assunto. Virão mais textos a respeito em breve.
Abraços a todos.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Four ladies.


My skin is black
My arms are long
My hair is woolly
My back is strong
Strong enough to take the pain
Inflicted again and again
What do they call me
My name is aunt sarah
My name is aunt sarah


My skin is yellow
My hair is long
Between two worlds
I do belong
My father was rich and white
He forced my mother late one night
What do they call me
My name is saffronia
My name is saffronia



My skin is tan
My hair is fine
My hips invite you
My mouth like wine
Whose little girl am i?
Anyone who has money to buy
What do they call me
My name is sweet thing
My name is sweet thing



My skin is brown
My manner is tough
I'll kill the first mother i see
My life has been too rough
I'm awfully bitter these days
Because my parents were slaves
What do they call me
My name is peaches


)

sábado, 12 de abril de 2014

Como criar um blog de Cartomancia. Ou: dicas para quem quer começar [PARTE 4]



Mais um texto da série. Espero que apreciem.

Tenha um blog teste. 

Sempre é bom testar os códigos HTML em um espaço que não vá a público imediatamente. Se der errado, é só desfazer (vale xingar meio mundo + falta de habilidade + internet + tudo nessa hora. Ninguém vai saber). 
E nem sempre é fácil desfazer o que é feito no blog original. Vale a pena evitar esse tipo de dor de cabeça.

Escolha bem as tags. 

Tags são aquelas palavrinhas que relacionam o conteúdo de uma postagem com o conteúdo semelhante (outras postagens com a mesma palavrinha descritiva) Eu pequei nesse quesito, no começo do Conversas Cartomânticas, criando muitas - muitas que nem uso mais, que nem usarei mesmo - estou deletando aos poucos. Se você vai escrever um blog sobre Tarô, utilize a tag “Tarô”. Todas as postagens sobre Tarô serão correlacionadas se o leitor quiser. Quer escrever sobre uma carta específica? Crie a tag correspondente. Facilita demais a vida de quem lê quando é necessário uma pesquisa.

Valorize o tempo do seu leitor. 

Vá direto ao ponto, mostre a que veio. Não enrole muito. Quer falar sobre a Sacerdotisa, então fale. Não coloque, antes do texto, um poema gigante ou um texto copiado de um livro. Citações são curtas, senão, no meio da citação, seu leitor já mudou de ideia e abriu outra aba. O tempo de leitura da internet é diferente do tempo de leitura de um livro. Devemos nos adaptar a isso. Uma das formas que encontrei para fazer os meus textos serem mais diretos em relação ao tema foi utilizar uma ferramenta de administração, 5W2H. E o Neil Gaiman - um dos meus autores favoritos - deixa dicas preciosas para o desenvolvimento de textos, que, embora o foco dele seja a literatura, muito se aplicam ao que desejamos aqui. Dê uma olhada.
Falando em leitor... 

MUITA ATENÇÃO à área de comentários do seu blog. 

É desnecessário você colocar as imagens de confirmação – que, no caso do Blogger, mostra que é mais fácil traduzir hieróglifos no Google Translator que entender aquelas imagens bizarras – mas é fundamental que você modere os comentários. Acredite, isso poupa MUITA dor de cabeça. 


Escreva textos para outros blogs.

Parece trabalhar contra sua própria produtividade - inclusive, já ouvi isso mais de uma vez: "para quê vou escrever para o blog de outra pessoa, se eu posso escrever para o meu?" e a resposta é simples: porque escrever para os outros aumenta nosso foco e permite atingirmos outros nichos. Além do mais, quando aceitamos o desafio de escrever algo com tema definido, temos a oportunidade de criarmos até mesmo uma série para nossos próprios blogs - do tipo "por que não pensei nisso antes?"
Aqui, no Conversas Cartomânticas, sempre temos blogagens coletivas (aqui a de Tarô, aqui a de Lenormand, fora as diversas que participei...), quando abro o blog para outros profissionais apresentarem seu trabalho para os leitores cá do blog. E, da mesma forma, de tempos em tempos escrevo para outros blogs, apresentando a proposta do blog, aonde chegamos e aonde queremos chegar. Já escrevi para o Dicas Blogger, para o Vida de Escritor - e nesse caso, o texto vai virar capítulo de livro em breve!!!
Vale muito a pena, como exercício criativo, publicar no blog dos outros, e vale mais a pena ainda quando os leitores deste blog passam a ser seus leitores, também. Conheci pessoas muito bacanas através de textos meus publicados em outros blogs e sites. 
Se quer um lugar para começar a colaborar que REALMENTE vale a pena, escreva para o Clube do Tarô. Um espaço criado pelo Constantino K Riemma que concentra a sabedoria de décadas dos pensadores brasileiros das mais diversas gerações. Inclusive, ou melhor, principalmente, é fonte fundamental de pesquisa sobre Cartomancia no Brasil e no mundo. 

[continua...]

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Os baralhos astrológicos: Symbolon.



Olá pessoal. Falemos do mais divertido baralho astrológico que conheci.
Conheci esse baralho há algum tempo, no projeto do Giancarlo Schmid, Alpha Symbolon. Mais recentemente, conversando com ele, pedi-lhe que retomasse o projeto, que é fantástico, e é algo que generosamente ele tem feito em sua página no Facebook. Evidentemente que o meu desejo por esse baralho despertou de vez e eu me vi impelido a adquiri-lo. Depois de muitos percalços, finalmente pude manuseá-lo pela primeira vez [MUITO obrigado, Socorro Van Aerts!]. 
O Symbolon tem sua estrutura baseada na inter-relação dos doze padrões astrológicos puros entre si. Dentro da fórmula matemática 12+11+10+9+8+7+6+5+4+3+2+1=78, poderíamos a priori e a grosso modo, considerá-lo um Tarô, mas incorreríamos em um erro crasso - como bem sabemos, a estrutura do Tarô é formada por 22 Arcanos Maiores e 56 Arcanos Menores divididos em quatro naipes, enquanto o Symbolon é formado por 78 cartas de igual valor. Contudo, não podemos deixar de considerar essa soma interessante - particularmente, quando parei para pensar para escrever esse artigo, fiquei MUITO pensativo nessa questão. Nesse momento, entretanto, atentarei para as questões estruturais do baralho, deixando as questões simbólicas para outro momento.

Esta é, para mim, uma das mais icônicas imagens do
baralho. Repare que as "peças" que o homem manipula
e estão pelo chão são, na verdade, facetas das doze
personas do primeiro arco do baralho.

As primeiras doze cartas do baralho apontam para os modelos astrológicos. Dentro da lista abaixo, a primeira carta é a carta pura do signo astrológico/planeta e as demais representam as inter-relações deste com os demais. Na verdade, entendendo bem a proposta para as doze primeiras cartas, entender as demais se torna bem mais fácil. Elas estarão representadas - atente para as vestimentas e para as cores do cenário. 

As cartas de Áries/Marte



Personagem: The Warrior
Grupo composto por 10 cartas:
Defiance, The Battle, Eros, The Stocks, Guilt, Disagreement, The Vampire, The Crusader, Prevention, The Spiteful Troublemaker.

As cartas Touro/Vênus



Personagem: The Lover
Grupo composto por 11 cartas:
The Two Faces of Eve, The Queen, Eros, The Golden Girl, Clinging, The Gilded Cage, The Marionette, Matter and Spirit, Responsibility for Creation, The Farewell, The Garden of Spirits.

As cartas de Gêmeos/Mercúrio



Personagem: The Mediator
Grupo composto por 12 cartas:
Articulation, The Actor, The Stocks, The Golden Girl, The Strategist, Vanity Fair, The Pied Piper, Master and Disciple, Afliction, Dreaming Johnny, Silence, The Inquisition.

As cartas de Câncer/Lua



Personagem: The Mother
Grupo composto por 11 cartas:
Defiance, The Two Faces of Eve, Articulation, Incompability, Caring, The Family, Abortion, Mnemosyne, The Ice Queen, Deliverance, Sleeping-Beauty Slumber.

As cartas de Leão/Sol



Personagem: The Ego
Grupo composto por 11 cartas:
Incompability, The Battle, The Queen, The Actor, The Ailing King, The Wedding, The Magician, Fortuna, The Burden, The Fall, Retreat.

As cartas de Virgem/Mercúrio



Personagem: The Servitor
Grupo composto por 10 cartas:
Caring, The Ailing King, Guilt, Clinging, The Strategist, Everyday Life in Relationship, Castigation, Fear, The Furies, Deception.

As cartas de Libra/Vênus



Personagem: The Partner
Grupo composto por 11 cartas:
The Family, The Wedding, Disagreement, The Gilded Cage, Vanity Fair, Everyday Life in Relationship, Disaster, The Symbolon,  Sadness, Separation, The King's Two Children.


As cartas de Escorpião/Plutão



Personagem: The Seducer.
Grupo composto por 11 cartas:
Abortion, The Magician, The Vampire, The Marionette, The Pied Piper, Castigation, Disaster, Black Mass, Depression, The Phoenix, The False Halo. 

As cartas de Sagitário/Júpiter



Personagem: The Preacher.
Grupo composto por 11 cartas:
Mnemosyne, Fortuna, The Crusader, Matter and Spirit, Master and Disciple, The Inquisition, The Symbolon, Black Mass, Confession, The Quantum Leap, Pythia.

As cartas de Capricórnio/Saturno



Personagem: The Master.
Grupo composto por 11 cartas:
The Ice Queen, The Burden, Prevention, Responsibility for Creation, Afliction, Fear, Sadness, Depression, Confession, Captivity, Moira.

As cartas de Aquário/Urano


Inevitável comparar essa carta com a Temperança do Waite-Smith.
Quem foi na minha palestra da Confraria Brasileira de Tarot,
sabe do que estou falando.

Personagem: The Jester.
Grupo composto por 11 cartas:
Deliverance, The Fall, The Spiteful Troublemaker, The Farewell, Dreaming Johnny, The Furies, Separation, The Phoenix, The Quantum Leap, Captivity, The Question of the Grail.

As cartas de Peixes/Netuno



Personagem: The Angel.
Grupo formado por 11 cartas:
The Absolute Fool, Sleeping Beauty-Slumber, Retreat, The Garden of Spirits, Silence, Deception, The King's Two Children, The False Halo, Pythia, Moira, The Question of the Grail.

Você pode conhecer todas as cartas neste álbum aqui. Se você quiser experimentar o Symbolon, pode tentar uma leitura aqui. Em inglês. E mais: o Giancarlo está fechando turmas em São Paulo e no Rio de Janeiro para  o primeiro curso de Symbolon do Brasil. Se você possui interesse em cartomancia e em astrologia, não pode perder! Contatos com o próprio, em sua página no Facebook.



Decidiu adquiri-lo? Não pense duas vezes: Coelestium.