domingo, 10 de março de 2013

Magias e Rituais de Amor: Um estudo do Naipe de Copas.

Olá pessoal. Sempre que vou ao Rio tenho a oportunidade de conviver um pouco mais com uma grande amiga, Prem Mangla. Em nossas conversas cartomânticas, sempre encontramos novos caminhos e visões acerca de nossa prática. Novos métodos, novas abordagens, novos significados, novos baralhos.
Em uma ida à livraria, passei por esse livro, e se não fosse por ela, não o teria olhado com maior vagar. Prem tem uma predileção por oráculos que falem do amor em todas as suas formas (e ela é muito boa nisso). E eu sequer imaginava que esse livro fosse um oráculo. Obrigado pela indicação, Prem - a vivência com ele tem sido muito prazerosa.



Esse é um livro que me surpreendeu por vários motivos. A começar por suas cartas. Treze cartas belamente ilustradas em tamanho A5 (!), que representam os diversos níveis de atuação do amor. Falaremos sobre elas mais adiante.
O livro em si é tão bonito quanto as cartas, ricamente ilustrado. Com diversos rituais para autoconhecimento e despertar da autoestima, é um livro para ser consultado, mais que lido. Não é livro para ser lido apenas uma vez. Os conhecimentos nele descritos podem e devem ser utilizados não só na necessidade, mas no cotidiano, na vida. Aqueles que já mantém uma prática mágica constante encontrar-se-ão em casa. Aqueles que estão dando os primeiros passos, também – a leitura é fácil e as descrições, precisas. Indicações preciosas para os Livros das Sombras dos irmãos da Arte.



Voltemos a falar sobre as cartas. As cartas representam não apenas um oráculo, como também talismãs a serem utilizados junto com as frases de poder que as acompanham. Cada uma das treze cartas representa uma área, um nível de atuação do amor. Como são treze cartas, eu fiz uma experiência que foi muito funcional: cada uma das cartas pode ser correlacionada com uma carta do baralho comum, cujos naipes possuem treze cartas cada. Evidentemente, optei por Copas para representar cada uma das cartas deste oráculo, conforme segue:



Afrodite. Poder. Corresponde ao Ás de Copas.



Libra. Equilíbrio. Corresponde ao Dois de Copas.



Vênus. Amor Divino. Corresponde ao Três de Copas.



Cálice. Plenitude. Corresponde ao Quatro de Copas.



Mãos em Prece.  Paz. Corresponde ao Cinco de Copas.



Coração Partido. Mágoa. Corresponde ao Seis de Copas.



Corpo. Aparência. Corresponde ao Sete de Copas.


Golfinho. Brincadeira. Corresponde ao Oito de Copas.



Rosa. Valorização. Corresponde ao Nove de Copas.



Macieira em Flor. Merecimento. Corresponde ao Dez de Copas.



Quartzo Rosa. Apoio. Corresponde ao Valete de Copas.



Os Antepassados. Coragem. Corresponde à Dama de Copas.



Anjo da Guarda. Orientação. Corresponde ao Rei de Copas.

Atualmente, o livro encontra-se indisponível no site da editora. Encontre-o nas melhores livrarias. 

sexta-feira, 8 de março de 2013

Para o entendimento da carta 29 do Petit Lenormand.


Olá pessoal. A carta 29 do Petit Lenormand é representada por uma mulher, relacionada ao ás de Espadas, e seu poema (Lenormand Cartamundi, tradução livre) fala "A adorável carta da Senhora / [que] ela não se desvie / dos primeiros sinais / de amor e de felicidade."

As cartas 28 e 29 são cartas a princípio fáceis de se entender - são as Testemunhas, aquelas que nortearão a leitura durante todo o jogo, representando o consulente e sua contraparte. Acontece que temos dois problemas nessa afirmação: 1. Nem sempre a questão que norteia o consulente é de natureza afetiva e 2. Nem sempre o consulente é heterossexual. Já propus algumas possibilidades interpretativas no segundo caso (caso seja um homem homossexual, procurar seu companheiro nos Reis; se for uma mulher homossexual, procurar entre as Rainhas). Mas agora aprofundemos no primeiro caso. E, para isso, precisamos mergulhar profundamente no feminino, encontrando em nós mulheres célebres por sua forma e coragem... De serem mulheres. Evidentemente, para uma mulher será uma experiência muito mais fácil do que para um homem, mas convido a todos a superarem os limites do gênero em busca do entendimento que supera a todos eles.
Não há muito o que dizer. Há mais o que mostrar. 
É uma lista em franco crescimento, que tende a se expandir ad infinitum: sempre existe um exemplo na vida de cada mulher.

Frida Khalo
Auto-Retrato (Dedicado a Leon Trotsky). 1937. 
Óleo sobre masonita. 76,2 x 61 cm. 
Museu Nacional das Mulheres nas Artes, em Washington, DC, EUA.

Maria Bonita


Maria Gomes de Oliveira, companheira de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, foi a primeira mulher a participar de um grupo de cangaceiros.
Maria Bonita nasceu e cresceu no povoado Malhada da Caiçara, no município Paulo Afonso, Bahia.
Teve de um casamento fracassado, no qual não teve filhos. Além do mais, o marido era estéril e a diferença de temperamento gerou conflitos que levaram o casal a se separar.
Porém, no fim de 1929, Maria Bonita conheceu o temível Rei do Cangaço no sertão, Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião, aos 32 anos. Ela tinha apenas 18.
O chefe de bando era vingativo, cruel e destemido, mas também tinha lá seus momentos de herói romântico. Dos saques das fazendas dos latifundiários do sertão, furtava perfumes franceses e o melhor uísque escocês. Ao relento nos acampamentos, entre as fugas para escapar da perseguição policial, puxava um fole de oito baixos e a ele foi atribuída a autoria de um dos maiores sucessos do cancioneiro sertanejo e nacional, "Muié Rendeira", de cuja autoria se apropriaria, no Rio, o malandro Zé do Norte.
Morando na chácara dos pais, após um ano de namoro, foi chamada por Lampião para fazer efetivamente parte do bando de cangaceiros, assim se tornando a mulher dele, com quem viveria por oito anos.
Supõem-se que Maria Bonita engravidou quatro vezes e que em duas delas perdeu os filhos. Comprovadamente ela teve uma filha com Lampião de nome Expedita Ferreira Nunes, a única reconhecida legalmente, que foi criada por um casal de amigos vaqueiros. 
Maria Bonita morreu em 28 de julho de 1938, quando o bando acampado na Grota de Angicos, em Poço Redondo (Sergipe),foi atacado de surpresa pela polícia armada oficial (conhecida como "volante"). Foi degolada viva, assim como Lampião, porém este já morto, e outros nove cangaceiros.
Maria Bonita tornou-se um símbolo feminista da força da mulher nordestina e brasileira.

Texto de Diego Vieira
Administração Imagens Históricas





...E mais 21 mulheres para reflexão.

Abraços a todos.

quinta-feira, 7 de março de 2013

The Game of Thrones Lenormand: 11. O Chicote de Stannis Baratheon



Lorde Stannis Baratheon é o irmão do meio entre os Baratheon Robert e Renly. Ele serviu no pequeno conselho do Rei Robert Baratheon como Mestre dos Navios e também era Lorde de Pedra do Dragão. Após a morte de Robert, ele se declarou o herdeiro legítimo do irmão e passou a reivindicar o Trono de Ferro, embora tenha pouco apoio em sua pretensão.


Assim como seus irmãos, Stannis é um homem grande - alto, de ombros largos e fortes. Ele não é descrito como atraente, já que não possui a beleza de seu irmão Renly ou de Robert, quando era mais novo (o que eu acho particularmente muito estranho, já que até os bastardos do Robert Baratheon são descritos como atraentes). Ele tem olhos azuis escuros e uma calvície avançada, deixando apenas uma franja de cabelo preto na cabeça ("a sombra de uma coroa"). Seu rosto é tenso como couro curado e ele tem bochechas encovadas. Os lábios são finos e pálidos.


É sério, teimoso, implacável e com um senso inflexível de dever e justiça. A teimosia e determinação de Stannis são lendárias, e foram bastante úteis durante a Rebelião de Robert, quando ele segurou o castelo de Ponta Tempestade contra o cerco dos Lordes Mace Tyrell e Paxter Redwyne por um ano, impedindo que a poderosa hoste da Campina pudesse se juntar ao exército lealista que lutava contra o irmão. A guarnição já estava sem suprimentos e numa situação desesperada quando foram salvos pela intervenção oportuna do contrabandista Davos Seaworth. Outra característica do seu caráter é não dissimular ou lisonjear. A relação dele com Davos (carta 34 do Game of Thrones Lenormand) é sintomática disso.


Apesar da lealdade de Stannis, Robert não lhe deu muito reconhecimento. Em vez de lhe agradecer por ter segurado Ponta Tempestade, ele agradeceu ao Lorde Stark por ter levantado o cerco. 
Stannis ficou descontente quando Robert o nomeou Senhor de Pedra do Dragão e deu Ponta Tempestade e todos os seus rendimentos para o irmão mais novo, Renly. Robert precisava de um governante forte para a ilha, já que lá era o símbolo do agora extinto poder dos Targaryen, e Stannis era mais adequado para a função do que o jovem Renly. Entretanto, a nomeação também foi pensada como uma desfeita, colocando o espinhoso Stannis a alguma distância do continente. Fiel e cumpridor, Stannis agiu como um administrador eficaz para Pedra do Dragão.
É um comandante experiente, marinheiro e guerreiro. Entretanto, sua personalidade atrapalha sua liderança. De fato, Stannis é pouco amado, tanto entre os plebeus quanto entre os nobres.


Seu estandarte é do Senhor da Luz - Rh'llor - o que aponta sua relação com a Sacerdotisa Vermelha (Carta 07 do Game of Thrones Lenormand). Isso o afasta ainda mais da predileção do povo.


A relação tórrida entre Stannis e Melisandre ainda terá muito o que oferecer. Aguardemos.


No seriado, Stannis Baratheon é interpretado por Stephen Dillane.


Quando o Stannis Baratheon estiver presente na consulta, lembre-se que a língua é um chicote que pode quebrar até ossos. E que os ossos quebrados podem não se soldar.
Agressão, pretensão, violência e uma vontade férrea: positivo ou negativo, só dá para saber em relação a algo, não per se.
Abraços a todos. E aguardemos o dia 31. Ansiosamente.

domingo, 3 de março de 2013

Gilded Reverie Lenormand: Uma nova experiência com o Lenormand.


Olá pessoal. Chegou o meu Gilded Reverie Lenormand (thank you so much, Ciro Marchetti!) e eu realmente gostaria de compartilhar minhas experiências com vocês. Já havia demonstrado minha ansiedade por sua edição, aqui; agora, posso dissertar sobre, tendo-o em mãos. Esse baralho nos leva a reflexões profundas sobre a função, a aplicação e a metodologia do Petit Lenormand e os rumos que esse baralho tomará nos próximos anos - uma reflexão que, infelizmente, não foi feita com o Tarô a tempo de evitar obscurantismos vários e desnecessários. Dentro dessa perspectiva, o baralho desenvolvido por Ciro Marchetti vem, por um lado, preencher uma lacuna artística sobre a qual dissertaremos adiante e, por outro, levantar questionamentos sobre a prática, artística e cartomântica, com o Petit Lenormand.



Em outro momento, já falei do Tarô como obra de arte e como, sobremaneira, acredito que a perspectiva de usar qualquer Tarô como "o" Tarô é equivocada. Cada baralho possui sua peculiaridade e sua beleza e, ainda que os significados atribuídos às cartas estejam cada vez mais homogêneos, o fazer artístico relacionado segue o caminho contrário.
E agora, nos deparamos com o mesmo processo aplicado ao Petit Lenormand. Esse boom recente, que não se estende para mais de duas ou três décadas (lembremo-nos que os estudos taromânticos possuem séculos e os estudos cartomânticos são ainda indeterminados) nos coloca diante de dois problemas: primeiro, o interesse de cartomantes que utilizaram o Tarô durante muito tempo e, em segundo lugar, a ausência de estudos e, por vezes, até mesmo de reflexão, sobre o que está representado ali, nas cartas.
Aqui no Brasil, particularmente, contamos com uma escola forte e sedimentada de cartomancia com o Petit Lenormand, que dialoga diretamente com os Ciganos e o Povo do Oriente, tendo por principal representante Katja Bastos. A metodologia é diferente, a atribuição das cartas é diferente, o ritual é diferente e, como não poderia deixar de ser, foi produzido um baralho com imagens adequadas ao processo e ao ritual, que facilitassem a aprendizagem dos significados e da metodologia. Já falamos sobre isso aqui. Diversos livros foram publicados após o início dos trabalhos da Sacerdotisa da Trybo Cósmica. 
A bibliografia que temos é pouco extensa ainda, e temos muitas vozes ainda por ouvir. Após a obra do Dr. Geraldo Spacassassi, a primeira a verticalizar sobre o Petit Lenormand, temos as obras de Naldo de Oliveira, J DellaMonica, Margarita Fasanella Martinez, André Mantovanni, Patrícia Fernandes, Leandro Roque, e possivelmente outras que não conheço, que versam sobre a leitura cigana das cartas. O oráculo "francês" (com aspas muito bem colocadas pela pesquisa do Alexsander Lepletier) foi abordado apenas pelo Dr. Geraldo, que verticalizou no uso do Blue Owl Lenormand (CartaMundi).
Mas, particularmente, acredito que temos muito ainda por caminhar na pesquisa das origens e da funcionalidade do baralho em si. Veem-se os trabalhos de Alexsander Lepletier, Leandro Roque, Deborah Jazzini, Tânia Durão e Sonia Boechat, entre outros, buscando viver os significados e reconhecer suas raízes, como fazemos por aqui, no Conversas Cartomânticas. Eventos estão sendo desenvolvidos. Palestras, workshops, encontros, cursos. E a Arte cresce com isso. Mas o caminho ainda é longo, e temos muito o que experimentar.
E é nesse sentido que vemos o fazer artístico, pari passu à pesquisa, se desenvolvendo. Se, até algum tempo atrás, era "necessário" o conhecimento dos naipes do Tarô para o desenvolvimento da leitura das cartas, hoje pesquisas são desenvolvidas a partir da própria raiz do Petit Lenormand, buscando sintetizar sua significação e utilização precisa. Nesse ponto, tenho feito descobertas interessantes. As imagens estão sendo lidas e produzidas para dialogarem com o significado proposto, o estilo visa o conforto de quem o porta. Algo nunca antes feito com um baralho de cartomancia: a exploração extenuante da imagem, garantindo níveis de leitura e reflexos sobre os desenhos e significados, tornando o baralho menos adivinhatório e mais meditativo.
Contamos hoje com muito mais acesso a baralhos Lenormand no Brasil, tanto nacionais quanto importados. Além do Tarô Cigano da Trybo Cósmica, que já falamos anteriormente, e da bibliografia supracitada, temos o Baralho Cigano da Fábrica do Baralho, aguardamos ansiosamente a reedição do Baralho Para Ver a Sorte, da COPAG, e temos, graças a COPAG, a Priscilla Lhacer do Amor, o Próprio e a Socorro Van Aerts do De Keizerin Boutique, acesso a baralhos importados num preço acessível.


Pudemos acompanhar o trabalho de Ciro Marchetti durante toda a criação do Gilded Reverie Lenormand através de suas descrições e postagens no Facebook. Foi um passo a passo detalhado e emocionante. Houve, da parte do autor, o acuro de ouvir vários cartomantes no processo de produção das imagens. E o resultado dentro da sua técnica e identidade visual, é estupendo (o Navio navega no ar; o fantástico se faz presente, mas todos os atributos que identificam a carta estão ali presentes também).  Ter o baralho em mãos hoje é o clímax, o culminar de um processo que acompanhei desde o início. Cada imagem produzida, cada discussão simbólica, cada elemento adicionado ou retirado era cuidadosamente estudado pelo autor para que todos os ângulos já abordados anteriormente pudessem ser privilegiados de alguma forma, sem perda ou corrupção do significado original. As quarenta e quatro cartas que compõem o conjunto são:


Carta-autógrafo
01. Cavaleiro
02. Trevos
03. Navio
04. Casa
05. Árvore
06. Nuvens
07. Serpente
08. Caixão
09. Ramalhete
10. Foice
11. Chicote
12. Pássaros 1 (parecem bem-te-vis ou sanhaços)
12. Pássaros 2 (corujas)
13. Criança
14. Raposa
15. Urso
16. Estrela
17. Cegonha
18. Cão
19. Torre
20. Jardim
21. Montanha
22. Escolhas (substitui os Caminhos)
23. Ratos
24. Coração
25. Anel
26. Livro
27. Carta
28. Homem 1 (gentil homem com a rosa)
28. Homem 2 (colar de Marte)
29. Mulher 1 (senhora com a rosa)
29. Mulher 2 (colar de Vênus)
30. Lírios
31. Sol
32. Lua
33. Chave
34. Peixes
35. Âncora
36. Cruz
37. Tempo
38. Ponte
39. Dados
40. Máscara


Imagem da carta 37. Tempo


A característica mais intensa dessa edição especial é o fato de que ela possui duas cores de fundo, azul ou vermelho. Essa escolha e modificações nas cores e detalhes foi deliberada. Uma das duas opções foi escolhida de forma aleatória para compor cada um dos baralhos completos. Ao fim, resta-nos a certeza de termos um baralho único em nossas mãos. A chance de um baralho possuir a mesma combinação de cartas/cores é menor que 1 em 8000.
O livreto não acompanha o baralho, mas pode ser baixado aqui (em inglês). Brevemente teremos por aqui considerações específicas sobre cada uma das 43 cartas; por ora, aqui temos os significados resumidos propostos para cada uma das 36 cartas costumeiras. Vários outros textos podem ser encontrados aqui no blog sobre Lenormand, para aprofundamento dos temas concernentes a cada uma das cartas, e produzirei textos específicos sobre as cartas extras, em momento oportuno.
Afortunadamente, em março de 2013 o autor postou em seu perfil que o projeto foi aprovado pela USGames, e será republicado em breve, possivelmente em um valor mais acessível que o original. Contudo, essa versão não contará com as sete cartas extras, e também não contará com a variação de cores. Ainda dá tempo de adquirir a versão especial.




Além do baralho, foi produzido um  aplicativo para IPad, totalmente caracterizado, possibilitando a ampliação das cartas, assim como a possibilidade de criar seus próprios jogos, adicionar notas e enviar as imagens por email. 
Nesse aplicativo, uma das disposições de cartas disponível é a Mesa Real descrita por mim, Emanuel, conforme aplicada aqui no Conversas Cartomânticas. Fico extremamente honrado com o reconhecimento do autor e aproveito aqui para agradecer.


Pessoal, gostaria muito de conhecer outros profissionais de teoria e prática do Lenormand, para enriquecer a lista inicial de autores e pesquisadores. Você trabalha com o Lenormand? Pesquisa, conhece um livro, um baralho não citado aqui? Deixe um comentário, me ajude a atualizar a lista!

sábado, 2 de março de 2013

Blogagem coletiva: Incentivo a leitura.


Fui indicado pelo querido Flávio Cardoso para a blogagem coletiva de incentivo à leitura. 
Quem é convidado a participar tem que aceitar duas condições:

1. Indicar livros, na quantidade que quiser.
2. Indicar outros dez blogs para participar.

Bem, esse ano estou me dedicando às leituras cartomânticas em duas vertentes: a primeira, em relação aos oráculos antigos, aos oráculos sibilinos, ao método antigo de leitura dos oráculos (e, quando falo antigo, penso em trezentos anos atrás, não mais que isso). A segunda, em relação à série Aventura do Louco em sua Autodescoberta, na qual estou revendo toda a bibliografia tarológica que li até hoje e encontrando algumas coisas bem interessantes. Seguem os meus livros de cabeceira, pelo menos no momento. Ah, e não tomem pela ordem os números, porque o grau de interesse é homogêneo e a leitura é simultânea.

1. DICKERMAN, Alexandra Collins. A aventura da autodescoberta: usando os símbolos do Tarô, os mitos e as imagens que revelam a sua vida interior. (Cultrix)
BANZHAF, Hajo. O Tarô e a viagem do herói: a chave mitológica para os Arcanos Maiores (Cultrix)

Essa dupla é o coração da blogagem Aventura do Louco em sua Autodescoberta. Minha leitura primeira antes de qualquer consideração sobre o caminho dos Arcanos. Recomendo a leitura crítica de ambos, para encontrar seu próprio caminho, como eu encontrei o meu.

2. HADÉS. Cartas e destino. (Edições 70)
SCIUTO, Giovanni. ABC da Cartomancia. (Nórdica)
AUBIER, Catherine. Adivinhação: Quirologia, Numerologia, Cartomancia. (Edições 70)

Livros muito interessantes no que concerne à leitura sobre a cartomancia com 32 cartas.

3. BERGMAN, Klaus. El Poder del Tarot. (ME Editores)

Descoberta, achado em um sebo em Belo Horizonte. Marselha pela acepção da G. D., ilustrado com imagens do Tarô Espanhol da US Games.

Tomando a liberdade de alterar um pouco a proposta da blogagem, ficam aqui também os meus baralhos de cabeceira, os que tenho estudado por esses dias. Novamente, simultaneidade é referência.

1. Mother Nature Oracle Cards (LoS). Presente da Socorro Van Aerts, do De Keizerin Boutique. Fazia muito tempo que não ficava tão embasbacado e inspirado a ir além com um oráculo como com esse. Trinta e duas cartas preciosas. Recomendo.

2. The Gilded Reverie Petit Lenormand, de Ciro Marchetti. Não existem palavras para referenciar esse baralho. Ou melhor, existem sim, mas estou guardando para uma resenha que publicarei em breve. :)

3. Ancient Italian (LoS). Meu eterno material de estudo. Medito diariamente com suas cartas, busco sempre novos textos e contextos em suas setenta e oito páginas.

4. French Cartomancy (LoS). Um baralho delicioso de ler. Sutilmente diferente daquilo a que estou acostumado com o Baralho Para Ver a Sorte (COPAG), meu baralho de coração.  

Dez amigos para apresentarem suas leituras: 

2. Regina Guigou, do UniveRsus Supernova.
3. Tânia Durão, do As Cartas Ciganas.
4.  Prem Mangla, do Tarô e Meditação.
5. Flávia Kytanna, do Kytanna's Blog.
6. Iony, do Alma Rubra.
7. Luciana Onofre, do Amor y Otros Demonios.
8. Leandro Roque, do Mr. Postman.
9. Daniele Andrade, do Singelas Tragédias.
10. Michele D'Oxum, do Anima Arcano Tarot.

Abraços a todos, e excelentes leituras.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Doze Meses com os Enamorados: Kelma Mazziero.



Olá pessoal! Está chegando o ano novo astrológico! Deixamos o influxo da Lua e adentramos o influxo de Saturno. Um caminho diferente se delineia.
E, falando em delinear, hoje estamos com Kelma Mazziero delineando suportes, auxílios para a inexorabilidade da vivência desse ano. Por não termos escolha em viver, todas as escolhas decorrentes são plausíveis.
Deitem suas cartas. Façam suas apostas.
Façam suas escolhas.
Contato com a autora: Cartas na Mesa

Enamorados
Universal Fantasy

Todo ano é a mesma coisa: estudamos, pesquisamos e elaboramos artigos sobre as vibrações dos próximos 365 dias. Verdade seja dita (ou escrita): a virada de um ano não vai mudar tudo. Não acontecerá um milagre e todos os nossos problemas serão deixados no ano anterior, começando um novo ano feliz e sem obstáculos. Tudo na vida é continuidade, é cíclico, então esperar que o Universo ofereça saídas e soluções sem se mexer pode ser um erro cometido por uma mente iludida. O ano muda, mas se a gente não mudar junto, nada será diferente.
2013 será regido pela Carta dos Enamorados, ou Amantes, e com ele virão alternativas, novos caminhos, todos seguidos de uma escolha. Não significa que será um ano de dúvidas ou indecisões, isso seria levar a carta no literal (e sabemos que não funciona bem assim). Enamorados mostra caminhos, propõe alternativas, também acentua romantismo, lirismo, envolvimento. Essa carta fala de beleza, do gosto por tudo o que é belo, indica perfeccionismo, sinceridade, abre interesse por interação social e convívio entre as pessoas. Dessa forma, poderemos nos pegar perante escolhas, tentando aliar sinceridade aos nossos gestos, sentindo dificuldade de estarmos satisfeitos por conta de nosso perfeccionismo. É preciso atenção para não aumentar pequenos problemas ou não demorarmos demais em situações que não demandariam tanto critério. E, claro, não esqueçamos que espiritualmente é uma carta sensível e intuitiva, aspectos que poderão ajudar nessa jornada.
Para estarmos mais firmes, mais certos, menos hesitantes perante tantas possibilidades é possível lançar mão dos Florais. Os florais mais conhecidos, de Bach, tem uma essência perfeita para equilibrar hesitações e incertezas: Scleranthus, que oferece foco e segurança. No Sistema de Minas, o Floral Eucalyptus equilibra o “querer” e o “dever”, harmonizando a contradição interior que surge nas escolhas (quando não sabemos a distinção entre idealizar e realizar). No Sistema Floral de Saint Germain temos a essência Varus, que também equilibra o mental e o emocional, alinhando nossos sonhos com nossa vida cotidiana, ensinando a desempenhar papéis da vida real sem precisarmos destruir nossos sonhos.
Para cada momento e cada forma de viver 2013, será possível utilizar as essências florais como aliadas, em busca de equilíbrio. Como dito anteriormente, 2012 não sumirá como que por milagre, apenas terá continuidade com novas vibrações. Podemos conhecê-las para lidar com segurança perante seus desafios ou podemos simplesmente manter tudo como está e ver pouca distinção entre um e outro ano. Somos nós que fazemos toda a diferença em nossa própria vida, a cada ano que passa, e também afetamos a vida das pessoas. O Tarô pode apontar alternativas, os Florais podem harmonizar nossa alma, mas será preciso estarmos conscientes de que a pessoa que conduz nosso Carro através dessa vida (com ganhos, perdas e desafios) somos nós mesmos.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

The Game of Thrones Lenormand: 10. A lâmina de Ilyn Payne.


Olá pessoal. Hoje vamos nos encontrar com um personagem fundamental na primeira temporada, ainda que de forma rápida e direta: Sir Ilyn Payne, o Carrasco do Rei.



Sor Ilyn Payne, o Magistrado do Rei, perdeu sua língua devido a um comentário infeliz. Ele disse que Tywin Lannister, a quem Sor Ilyn serviu como capitão da guarda e que à época era Mão do Rei Aerys, o Rei Louco, era mais poderoso que o Rei. Após a Rebelião de Robert, tornou-se a "Justiça do Rei", brandindo sua espada sobre os condenados, uma forma de compensá-lo pela perda da língua à serviço dos Lannister. Raramente precisou de um segundo golpe para cumprir sua tarefa.



O momento mais dramático da presença de Sor Ilyn no seriado é, sem dúvida, quando ele exerce a justiça do Rei Joffrey (carta 06 do Game of Thrones Lenormand) sobre a cabeça de Ned Stark (outra possibilidade de carta 06 do Game of Thrones Lenormand) usando a espada deste, Gelo. 



Ilyn Payne é interpretado por Wilko Johnson. Recentemente ele foi diagnosticado com câncer. Nossas preces a ele.



Quando a lâmina de Ilyn Payne for erguida, prepare-se para um corte. Ele mesmo passou pelo processo, e sobreviveu - o que indica que, embora inexorável, o corte pode ter resultados diferentes de um encerramento. Além disso, ele é apenas o executor - é necessário observar quem deu a ordem, quem o ladeia, para entender os motivos de ele desembainhar sua lâmina.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A Aventura do Louco em sua Autodescoberta: A Roda da Fortuna.


Existe uma questão nas cartas do Tarô que, por vezes, nos esquecemos. Sempre que aprendemos a lição da predecessora, temos uma lição tão desafiante quanto na carta que a sucede, que não necessariamente utilizará a habilidade da carta que a precedeu, senão por contraponto. Isso fica muito claro quando nos deparamos da passagem do Arcano IX para o Arcano X, sobretudo pela ótica da Jornada do Herói.
Lembra-se que, no Arcano anterior, o Herói foi convidado a colocar-se fora dos eventos, os observando em detalhe? Essa lição foi essencial naquele momento de afastamento e aceitação da própria culpa e responsabilidade. Mas, ao colocar-se fora e aprender a lição do Eremita, o Herói é colocado na periferia de uma estrutura para além de suas forças e entendimento.

Roda da Fortuna
Ancient Italian

Aí, a coisa fica feia. A Roda da Fortuna tem em sua periferia todos os possíveis pontos em uma aventura: chamado, clímax, resolução, término. Mas tem algo que devemos nos ater, com grande prestimosidade na interpretação do símbolo: existe um personagem para girar a Roda, mesmo que ele não esteja representado figurativamente. A Roda não gira sozinha.


A Roda nos mostra que a vida é "um processo de mistério e assombro em permanente transformação" (DICKERMAN: 1994, 145). Mas esse processo tem um guia. Seja ele a face do Deus único,  Hermes, as Parcas, não importa. Após o processo de isolamento do Eremita, descobrimos que existe uma força que atua nas circunstâncias a despeito dos atores. E seu nome é Fortuna. Se não nome, epíteto. Um dos Sagrados Nomes.


Não adianta querer, nesse momento da viagem, entender a personagem. Aqui, nos cabe obedecer - haverá um outro momento para conversarmos com ela. Nesse momento, aprendemos seus passos através dos seus atos. 


Como, anteriormente, o Herói, como Eremita, colocou-se na periferia, para observar os eventos, aqui ele se encontra em grande movimento. É na periferia que as coisas acontecem, sem controle. Nesse passo, um personagem ordinário se manteria agarrado à periferia, reagindo aos eventos; o Herói age. E vai em direção ao centro, onde tudo é possível, nada é imposto.
E, como um geógrafo, do centro ele é capaz de mapear aquilo que deve ser feito, traçando a sua estratégia para o próximo ciclo. Tarefa imprescindível para enfrentarmos o próximo desafio, proposto pelo Arcano XI.
Repare que, até então, essa foi a postagem com mais imagens. A Roda da Fortuna é mais compreensível como imagem do que como texto.
Assim como um mapa.

Se você tirou essa carta na posição da Separação, atente-se para o que ao seu redor está de pernas para o ar. Não é por acaso. Existe algo de deliberado aí, para que você caminhe melhor com suas próprias pernas... daqui a algum tempo. Se você tirou essa carta na posição da Iniciação, está na hora de mapear as circunstâncias atuais da sua vida. Quais planos devem ser abandonados? Quais planos estão fadados ao sucesso? E quais ainda não são previsíveis? Se você tirou essa carta na posição de Retorno, que dádivas você hauriu de diferenciar-se do todo? Quando foi que você sentiu paz, mesmo em conflito? É hora de oferecer um pouco de lucidez a uma situação mal resolvida.

Os exercícios propostos e a bibliografia utilizada estão em um arquivo PDF. Para baixar, clique aqui. Caso queira conhecer outras versões dessa carta, clique aqui
E aqui, um vídeo muito legal sobre a Jornada do Herói. Vale a pena ver.
Até o próximo Arcano.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

W.A.S.P. The Gypsy meets the boy.

Olá pessoal. Como tudo que é achado por acaso, vale a pena ouvir. E se encantar.


Jonathon

The tarot is fate, said the Gypsy Queen
And she beckoned me, to glimpse my future she'd seen

Gypsy to Jonathon

She said, do you see what I see?, be careful to choose
Be careful what you wish for, cause it may come true
When I lay the card down will it turn up the fool?
Will it turn up sorrow? If it does then you lose

Jonathon to the Gypsy

I'm the lost boy can you help me
Yeah, I'm the lost boy can you help me

Jonathon

Then the illusion was real, a crimson idol I saw
But the higher he'd fly, then the further he'd fall

Jonathon to the Gypsy

I'm the lost boy can you help me
Yeah, I'm the lost boy can you help me

Jonathon to the Gypsy

I just wanna be, I just wanna be, I just wanna be
The crimson Idol of a million
I just wanna be, I just wanna be, I just wanna be
The crimson Idol of a million eyes
Of a million

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Primeira aula do módulo I de formação em Tarô Terapêutico, por Veet Pramad.

Olá pessoal. Eu não faço nenhum segredo de que sou fã convicto do trabalho do Veet Pramad. Recentemente, o autor disponibilizou a primeira aula do módulo I da formação em Tarô Terapêutico e, como não poderia deixar de ser, cá a temos.
Espero que apreciem, como eu apreciei.
Abraços a todos.

 

1ª Aula do Módulo Teórico 1 da Formação em Tarot Terapêutico. Método Veet Pramad from Veet Pramad on Vimeo.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

The Game of Thrones Lenormand 09. Sir Loras Tyrell


Olá pessoal. Vamos agora falar do mais belo entre os cavaleiros de Game of Thrones: Sir loras Tyrell.


Sir Loras Tyrell é o terceiro filho do Senhor Mace Tyrell. Conhecido como o Cavaleiro das Flores, ele é um cavaleiro altamente qualificado, extremamente habilidoso e galante. Os seus sucessos em torneios, a sua deslumbrante aparência, e ostentação fizeram dele uma figura célebre nas cortes dos Sete Reinos.
O seu brasão de armas pessoal tem três rosas de ouro num campo de verde, indicando sua posição como um terceiro filho.



Sir Loras é excepcionalmente bonito (sendo considerado jocosamente mais bonito que a Rainha Cersei), com longos cabelos castanhos e olhos dourados. Apesar da sua juventude e corpo esguio, ele é um guerreiro capaz e extremamente habilidoso com as armas. Ele é amado pelo povo, especialmente pelas mulheres. Apesar de cortês ele é sedento de glória e pode ser mal-humorado e impetuoso.



Na juventude, ele foi educado em Ponta Tempestade e serviu como pagem e escudeiro do Senhor Renly Baratheon. Este foi provavelmente o início do seu caso de amor clandestino. Embora não seja amplamente conhecida, a sua relação proibida é conhecida por diversos outros membros da corte. Embora nos livros fique subentendido o relacionamento entre os dois, na série de TV as cenas são mais evidentes.



No Torneio da Mão, o Cavaleiro das Flores entrega uma rosa branca para uma garota bonita no meio da multidão a cada vitória. Em seguida, ele entrega uma rosa vermelha para Sansa Stark, filha da Mão, que fica maravilhada pela sua bravura e mais tarde se torna apaixonada por ele.


Quando Renly faz a sua reclamação para o Trono de Ferro, Loras e o resto da Casa Tyrell estão do seu lado e o seu apoio é cimentado ao casar com a irmã de Loras, Margaery, com Renly e fazer do Senhor Mace a sua Mão. Renly faz Loras o comandante da sua Guarda do Arco Íris, uma versão fantasiosa e ostensiva da Guarda Real tradicional, e os dois permanecem inseparáveis mesmo depois do casamento de Renly. Após o assassinato do Renly, Loras fica enfurecido, matando os dois membros da Guarda do arco íris encarregados de protegê-lo naquela noite. Ele acredita que Brienne de Tarth, a Azul, e Catelyn Stark estiveram envolvidas no assassinato, mas é incapaz de prendê-las. Quando os Tyrells aderirem à causa Lannister contra Stannis Baratheon, Loras luta ao lado do irmão Sir Garlan, o Galante, que usa a armadura de Renly e representa o rei caído na Batalha da Água Negra. Depois, é concedido a Loras um lugar na Guarda Real de Joffrey I.


Sor Loras Tyrell é interpretado por Finn Jones.




Quando aparece no jogo, a carta do Ramalhete/As Flores de Tyrell representam as alegrias, a beleza, a fidelidade, os níveis inalcançáveis de valores cavalheirescos (inalcançáveis até para Tyrell, como prova o uso da égua contra a Montanha que Cavalga.)

Ser fiel ao seu amor, mesmo que isso indique ir contra princípios pessoais.
Sacrifícios voluntários e prazerosos.
Amor verdadeiro.


Fonte das informações, aqui.



Abraços a todos.