sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

The Game of Thrones Lenormand: 06/28. As Nuvens de Ned Stark.



Olá pessoal. Essa é uma possibilidade para a carta 6, como também para a 28; depende do ponto de vista (e da Casa) de cada um. Essa postagem está recheada de spoilers sobre toda a primeira temporada e todo o primeiro livro. Leia por sua conta e risco.


Eddard Stark, também chamado "Ned", chefe da Casa Stark, Senhor de Winterfell, Senhor Supremo do Norte, e Guardião do Norte. Ele e Catelyn Tully tem cinco filhos e ele tem um filho bastardo, Jon Snow.
Após a morte de Jon Arryn, o Rei Robert viajou para Winterfell para pedir a Eddard que substituísse Arryn como Mão do Rei, o conselheiro mais próximo do monarca. Ned teria preferido recusar o pedido, mas foi para o sul pelo pedido da sua esposa para investigar a morte de Arryn. Nesse momento ocorrem os eventos entre Arya, Sansa e Joffrey, com o sacrifício de Lady e a expulsão de Nymeria.


Ao chegar a Porto Real, Eddard ficou chocado ao saber que a coroa estava altamente endividados devido à extravagância de Robert, e Arryn e o Pequeno Conselho nada fizeram para o conter. Robert decretou que um grande torneio deveria ser realizado em honra da nomeação Eddard como Mão do Rei, que Ned tentou sem sucesso impedi-lo. O torneio, com uma justa, corpo a corpo, e concurso de arco e flecha, os atraíram cavaleiros e aproveitadores de todos os cantos dos Sete Reinos.


Ao fazer perguntas sobre as atividades de Jon Arryn antes da sua morte, Eddard descobriu que Jon passou uma grande parte do tempo com Stannis Baratheon e que estava a visitar vários dos filhos bastardos de Robert pela cidade. Ele também soube através de Yoren da Patrulha da Noite, que a sua esposa Catelyn tinha sequestrado Tyrion Lannister.
Quando Robert Baratheon realizou uma reunião do Conselho a exigir que a grávida Daenerys Targaryen fosse condenada à morte, Ned e Sir Barristan Selmy foram os únicos protestar contra este ato. Robert, impulsionado pelo seu ódio contra os Targaryens, insistiu com o assassinato, e Ned renunciou ao cargo como protesto. Antes da sua partida de Porto Real para voltar a Winterfell, Ned visitou um outro bastardo de Robert, uma menina chamada Barra. Regressando deste encontro foi emboscado por Jaime Lannister, que queria vingança por Catelyn ter raptado o seu irmão Tyrion. A perna de Eddard foi gravemente ferida na confusão. Enquanto se recuperava, Robert visitou o seu amigo, perdoando-lhe e devolvendo-lhe o cargo de Mão do Rei.


Eddard sentou-se no Trono de Ferro e ouviu pedidos e protestos do povo, enquanto Robert estava fora numa caçada. Três Senhores das Terras Fluviais trouxeram-lhe a notícia de que vários vilarejos perto da fronteira das Terras do Ocidente tinha sido devastados por Gregor Clegane. Eddard enviou Beric Dondarrion, Thoros de Myr e um número de cavaleiros, e alguns membros da guarda da sua própria casa para trazer Clegane à justiça. 
Enquanto investiga o interesse de Jon Arryn nos bastardos de Robert, Ned descobriu, para seu horror, que os três filhos legítimos de Robert eram, na realidade o produto de incesto entre a Rainha Cersei e o seu irmão Jaime. Eddard decidiu enfrentar Cersei com esse fato, dando-lhe um hipótese de fugir com os seus filhos enquanto podia. No entanto, Cersei usou o tempo de aviso para orquestrar o assassinato de Robert e comprar a Patrulha da Cidade de Porto Real. Quando Robert jazia no seu leito de morte, Ned recusou a sugestão do irmão mais novo de Robert, Renly Baratheon, de tomar controle sobre os filhos do rei, assim como os apelos de Petyr Baelish para governar como Regente enquanto o filho de 13 anos de Cersei e Jaime, Joffrey Baratheon, não tivesse idade para se sentar no Trono de Ferro, em vez de entregar o trono ao mais velho dos irmãos de Robert, Stannis, o legítimo herdeiro. Baelish prometeu a Ned o apoio da Patrulha da Cidade, mas prontamente traí Ned assim que Robert morre. Cersei prende Ned por traição, com a Patrulha da Cidade a apoiá-la graças à traição de Baelish.


Varys visitou Eddard Stark nas masmorras, informando-o que se ele confessar traição a sua vida seria poupada e seria-lhe dada a oportunidade de se juntar à Patrulha da Noite. Ned inicialmente recusa, mas concorda em engolir a sua honra para salvar a vida da sua filha Sansa, que estava sob custódia dos Lannister. Ele é levado para os degraus do Grande Septo de Baelor onde, sem que ele soubesse, Yoren, a sua filha Arya Stark, e o disfarçado Sir Barristan Selmy estavam entre a multidão. Eddard fez uma falsa confissão pública, mas o plano não resultou pois o Rei Joffrey declarou que Eddard deveria ser executado, para choque evidente de Cersei, Varys, e o Alto Septão. Ilyn Payne decapitou Eddard Stark com a sua própria espada longa, Gelo. Joffrey coloca a cabeça de Eddard numa estaca e força a sua filha Sansa a vê-la.


Na série de TV, ele é interpretado por Sean Bean.


Como as Nuvens, Eddard Stark nos mostra situações que poderiam ser evitadas se pudéssemos evitar. Ele não quis ser Senhor de Winterfell. Ele não quis se casar com Catelyn Tully. E, ainda assim, cumpriu seu papel quando Brandon morreu. Ele não quis ser Mão do Rei. ele não quis sair de Winterfell. E ainda assim ele cumpriu seu papel servindo ao seu Rei. Ele não quis mentir, e ainda assim mentiu para proteger Sansa. 
Todos os seus esforços para enfrentar os desafios foram frustrados pela vida. Quando a carta das Nuvens sai no jogo, ela fala de um obstáculo sutil, que demanda tempo para ser vencido, e nada garante que será vencido - pode apenas ser um fardo, um fado, a ser posto sobre os ombros. Ou para perder a cabeça.
Essa é uma das opções para a carta 28. É difícil, nesse momento, quem representaria a ideia de homem nos Sete Reinos. Aceito sugestões.

Fonte das informações, aqui. Até a próxima postagem.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

The Game of Thrones Lenormand: 06. As Nuvens chegam... Joffrey.


Olá pessoal. Continuando nossa série, falemos de um dos personagens mais odiados das duas temporadas de Game of Thrones: Joffrey Baratheon. Se você ainda não assistiu o seriado, sugiro que não leia essa postagem recheada de spoilers.



Covarde, cruel, desumano. Um tirano. Joffrey desafia o bom senso. Afinal de contas, ele é o Rei, ele está sentado no Trono de Ferro... Mas será que o merece?
Joffrey Baratheon é o filho mais velho e herdeiro do Rei Robert Baratheon e Rainha Cersei Lannister (32 do Game of Thrones Lenormand). No entanto, o seu verdadeiro pai é Jaime Lannister, irmão da rainha. Ele tem 12 anos no início da série, e mais tarde torna-se no segundo rei da Casa Baratheon a sentar-se no Trono de Ferro. Robert nunca questionou a paternidade do menino, mas é claro ao longo dos livros que ele estava profundamente decepcionado com seu "filho" e sentia pouca afeição por Joffrey.
Joffrey, juntamente com o restante da família real, fez a viagem para Winterfell após a morte de Jon Arryn. Lá ele começou a cortejar Sansa Stark, de quem ele estava noivo - uma tentativa de Robert de unir Baratheons e Starks.
O único que desafia Joffrey é seu tio Tyrion (26 do Game of Thrones Lenormand). Uma das cenas que os fãs mais reprisaram foram os tapas dados por Tyrion nas faces do... hmm... príncipe. A gente tem a chance de usufruir desses trinta segundos no vídeo abaixo.



É importante ressaltar que a faceta maléfica de Joffrey só aparece no meio da primeira temporada. Ele aparenta ter modos de um rei, convencendo Sansa de seu amor. Até beber um pouco de vinho de verão, enquanto passeia com Sansa.
O casal encontra Arya Stark (22 do Game of Thrones Lenormand) e o seu amigo Mycah, o filho do açougueiro, praticando luta de espadas. Bêbado, Joffrey ordena que Mycah treine com ele; Mycah não aceita, e Joffrey fere-o no rosto com a sua espada, ignorando os pedidos para deixá-lo em paz. Arya bate-lhe com seu galho, permitindo a Mycah escapar.  Joffrey, enfurecido, tenta bater em Arya mas é atacado por Nymeria. Arya lhe tira a espada (chamada Dente de Leão), ameaça-o com ela e a arremessa para o Tridente, humilhando-o, especialmente quando o seu tio Renly abertamente ri do sobrinho por ter sido desarmado e magoado por uma menina mais nova do que ele.


Mais tarde, Joffrey afirma perante a corte de Robert que ele tinha sido atacado por Mycah e Nymeria. Isso resultou na morte de Mycah e Lady (Loba de Sansa), o que provocou o ódio de Arya (ouviremos Arya dizer muitas vezes durante o seriado "Lier!!!"). 

Ned Stark descobre o incesto dos gêmeos Lannister. Cersei protege o segredo dos seus filhos arranjando a morte do Rei Robert. Após a morte de Robert, Joffrey convoca o seu conselho e ordena que se tomem providências para sua coroação. Quando Ned apresenta o testamento de Robert, declarando-o Regente e seu verdadeiro filho como herdeiro ao Trono de Ferro, Cersei rasga o testamento e aconselha Ned a jurar fidelidade ao seu filho. Ned, por sua vez revela que Joffrey não tem direito ao trono e é nascido de incesto, mas é rapidamente preso por traição.
Depois de assumir o Trono como herdeiro de Robert, Joffrey nomeia seu avô, Tywin Lannister, como nova Mão do Rei, sua mãe para o pequeno conselho e Jaime Lannister como Senhor Comandante da Guarda Real, substituindo o lendário cavaleiro Barristan Selmy do seu serviço, contra todas as tradições. Sansa se ajoelha e implora que ele poupe a vida de seu pai. Joffrey promete a Sansa ser misericordioso, mas quando Eddard Stark é obrigado a confessar os seus "crimes" e declarar que Joffrey Baratheon é o verdadeiro herdeiro do Trono de Ferro, a sua misericórdia era afinal a decapitação rápida de Eddard Stark em público à frente da jovem, com sua própria espada, Gelo. 



Este ato cruel e irrefletido era contra a vontade da sua família, que pretendia minimizar mais derramamento de sangue e restaurar a paz do rei e levou à intensificação das hostilidades, pois o filho de Eddard, Robb Stark(carta 18 do Game of Thrones Lenormand), declarou-se o Rei no Norte e prometeu matar Joffrey, em retaliação, mergulhando Westeros numa guerra civil devastadora. Joffrey forçou Sansa a olhar para a cabeça decepada de seu pai, e continuou a maltratá-la e humilhá-la, como castigo por cada uma das vitórias de Robb.



O governo de Joffrey é marcado por capricho atrás de capricho, tornando difícil, mesmo para sua mãe, o controlar. Sansa ficou presa à sua vontade, e, ele fazia com que os seus guardas a espancassem para sua diversão. Quando ele tentou fazer com que a despissem, Tyrion interveio, impedindo-o. 



A sua crueldade e a diminuição da qualidade de vida em Porto Real fizeram dele um rei bastante malquisto, e ele quase foi morto num motim provocado pelo seu temperamento.



Muito ainda poderia ser dito das atrocidades de Joffrey. Muito ainda poderia ser exposto. Mas acho que já deu para entender de que tipo de pessoa estou falando. Se quiser maiores informações, clique aqui.



Joffrey Baratheon é interpretado por Jack Gleeson.


Quando Joffrey, as Nuvens, sai no jogo de Game of Thrones Lenormand, prepare-se para um momento de tensão inesperada, como um nevoeiro. Se o lado luminoso, promissor, ou o sombrio, temerário, estarão em voga, nunca se sabe; é necessário uma goela muito grande para engolir os sapos da vez. Tensão e preocupações são a tônica do momento, e, sobretudo, cuidado para não dar passos sem saber aonde, exatamente, está pisando, como Sansa fez. Além disso, assim como a coragem de Joffrey, as influências dessa carta são fugazes diante do Sol ou de uma situação prática, sendo muito mais fruto de sua cabeça do que, de fato, problemas do cotidiano. Auto-sabotagem é muito possível, num caso como esse - ver as questões problemáticas muito maiores do que de fato são.
Abraços a todos, e até o próximo post - A Serpente Melisandre.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Doze meses com os Enamorados: Robert M. Place.


Olá pessoal. Feliz ano novo, regido pelos Enamorados! E, começando nossa jornada de doze meses por doze olhares e doze formas, temos abrindo a jornada o artista plástico Robert M. Place, um dos maiores autores de e sobre Tarô da atualidade. O autor gentilmente cedeu para nós um de seus textos, que publico com orgulho pela disponibilidade, cortesia e resposta imediata. 
Autor de diversos baralhos - Alchemical, Angels, Saints, (Traduzido aqui no Brasil como Tarô dos Santos), Buddha, Vampires e o mais novo, Sevenfold Mystery, e dono de uma visão sobre as cartas que muito se afina com aquilo que aplico na minha prática, Robert M. Place é para mim uma das fontes axiais no estudo da Tarologia. Recomendadíssimo. 
Para conhecer mais sobre o seu trabalho, acesse The Alchemical Egg e Alchemical Tarot.
Caso queira adquirir qualquer dos seus baralhos ou livros, entre em contato com a Priscilla Lhacer, no Amor, o Próprio.

Lovers
Tarot of Sevenfold Mystery
Imagem cedida gentilmente pelo autor para essa publicação.

The Lovers Trump

Robert M. Place

In the Tarot's trumps the four temporal rules, the Papesse, Empress, Emperor, and Pope, are pared as two male and female couples and Love, in the form of the the Lovers card depicting the god Cupid, trumps both pairs. This theme is similar to the triumph of Love, the first triumph in Petrarch’s poem, I Trionfi, which is a likely influence on the earliest Tarots. 

Amantes
Cary-Yale Visconti

In the earliest known existing decks, the Cary-Yale Visconti Tarot and the Visconti-Sforza Tarot, the Lovers depicts a man and a woman holding hands under a winged and blindfolded Cupid. This image is based on standard Renaissance betrothal portraits. In the early Renaissance, Cupid was considered an irrational, disruptive force that needed to be tamed through the institution of marriage. In the Cary-Yale Visconti Tarot a dog was added to symbolize the fidelity accomplished by this ritual. Cupid’s irrational nature was symbolized by his blindfold, which allowed him to shoot his arrows indiscriminately without caring who he hit. As the god of lust, he represented the essential problem of the Soul of Appetite, the first level in Plato's threefold hierarchy of soul levels: Appetite, Will, and Reason.

L'Amoreux
Jean Noblet

In the Tarot of Marseilles, the traditional French deck, the allegory has broadened and a second female figure has been added. The young man on the card is depicted standing between two women as if making a choice about which one he loves. One woman with flowers in her hair represents sensuality and lust. The other with a laurel wreath in her hair represents virtue and selflessness. Above, Cupid draws his bow and prepares to strike. The piercing of his arrow symbolizes love’s wound. The youth on this card must transform his lust into a higher love for him to continue on this spiritual journey. In the earliest example of the Tarot of Marseilles the circa 1650 Jean Noblet, Cupid still wears a blindfold. In the oldest example from Marseilles, the 1672 Francois Chosen, however, he has become clear-sighted, symbolizing that love has become a conscious choice. This is a Neoplatonic influence brought about by the Renaissance philosopher, Marcello Ficino, who revolutionized the concept of love when he translated Plato’s Symposium and published it with his commentary. After Ficino's influence, the clear-sighted Cupid became the standard image for most French decks.

Frontispício do Triumpho di Fortuna por Fanti

A similar motif can be seen in the frontispiece for the Triumpho di Fortuna by Fanti. A book on fortunetelling, making use of both dice and astrology and published in Venice in 1527. In this allegory, we find a large figure of Atlas supporting a globe that is actually an elaborate wheel of Fortune with a belt displaying the signs of the zodiac and crank handles extending from the central axes. On our left, there is an angel, representing Bona Fortuna (Good Fortune), turning the handle clockwise. On our right, there is a devil, representing Mala Fortuna (Bad Fortune), turning the handle counterclockwise. This is one of numerous Renaissance illustrations that demonstrate that Fortuna’s wheel was considered to be the wheel of the cosmos.

At the top of this wheel and globe sits a pope. As in the Tarot, he represents the highest temporal ruler—he is literally on-top-of-the-world. On either side of him, sit one of two women with their names written in Latin next to their heads. On our left is Virtue and on our right, the same side as the Devil, sits Sensuality. The pope’s fate hangs on his choice of a mate.

For my Lovers trump for The Tarot of the Sevenfold Mystery I returned to the theme of choice presented in the French decks. Here Cupid’s blindfold has been dropped, as it was in later editions of the Tarot of Marseilles, indicating that the lover is making a conscious choice. The lover is an armored hero, prepared to choose virtue and continue on the journey. The two women are labeled Appetite and Will because when the hero chooses virtue over lust he will cease operating in the Soul of Appetite and move up to the Soul of Will, in the Platonic hierarchy. The dog, symbolizing fidelity, is a detail retained from the earliest hand-painted Lovers trump.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Da função do cartomante, do papel do consulente.

Reflexão para o "fim do mundo": seria o cartomante culpado ou o consulente responsável?


Sigo pensando em questões de culpa e responsabilidade. E você? O que pensa a respeito?
Abraços a todos.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

A Jornada do Louco em sua Autodescoberta: Os Enamorados.




Olá pessoal. Curiosa e sincronicamente, o último passo da caminhada do Louco rumo a sua autodescoberta neste ano é justamente o Arcano regente do ano vindouro. Ou seja, temos aqui uma dica, um sussurro, um toque casual que nos lembra do que enfrentaremos nesses dias que virão.

Você confia que a Deusa Athena o afagará para sempre?

Até o momento, terminamos a aprendizagem com os quatro sábios. Será mesmo? Aqui, o Herói tem a tentação de parar, porque já está bom. Ou porque há tanto ainda a aprender com os Mestres... Ou por uma preguiça disfarçada de humildade que diz que, quando o Mestre quiser, ele dará um sinal e assim saber-se-á que a hora chegou. 
Sinto dizer. Tudo isso muito longe da verdade.
Nesse caminho ainda temos sangue e sêmen a jorrar.

Enamorados
Ancient Italian

A carta dos Enamorados está entre as cartas do Tarô com maior número de representações diferentes, e em todas o tema amor está em evidência. Mas, como enquadrar o amor no Caminho do Herói? Não temos, em português, palavras definidoras do amor como em grego. Temos adjetivantes, mas partem do mesmo amor. Do mesmo conceito.
Da mesma forma, essa carta representa escolhas. Caminhos a se seguir, ou não. Uma perspectiva para essa análise deu-se pelo fato do jovem estar entre duas mulheres. Lembra-se que eu disse que o Hierofante prepararia um caminho que seria trilhado nas duas cartas seguintes? Começamos a ver isso delinear-se aqui. Se outrora o Hierofante ocupava papel preponderante entre os dois noviços, aqui o homem é equalizado às duas mulheres. Ele não vê de forma clara suas motivações, tendo que ouvir uma e outra para fazer sua escolha, ou, em outra análise, sendo guiada por uma em direção à outra.
Portanto, nesse momento da caminhada, o Herói perde o senso de referência analítico proposto pelo Hierofante. Só pode contar com os instintos, com o pulsar do coração, com o resfolegar da respiração. Só pode contar com o fato de que está vivo.
E, estando vivo, qualquer coisa é possível.
Há quem considere, portanto, esse o primeiro passo da aventura. Na verdade, esse é o encerramento da primeira etapa, a preparação. O Herói nunca estará pronto na verdade; pronto ele só estará quando ver o sucesso, o encerramento. Estar pronto é quase como dizer que ele conhece o fim da jornada. Ele se prepara para o Desconhecido, e o Desconhecido é sempre uma surpresa.
Por isso é bom conhecer o máximo de probabilidades possível, um leque de referências, mas não se ater a elas senão como adendos à própria capacidade. Aqui, tomado de terror, o Herói descobre que ele só pode contar consigo mesmo, já que ninguém, nesse mundo ou no outro, pode fazer qualquer escolha ou tomar qualquer atitude em seu lugar sem levar toda a aventura à derrocada.
Eu não disse que a parte divertida começava agora?
Se os Enamorados saíram na posição da Separação, está na hora de você sair da sua zona de conforto. Esqueça o que você já fez, esqueça as justificativas, esqueça as desculpas. E comprometa-se com o seu futuro, o passado está perfeito e polido demais, não precisa mais dos seus préstimos. Se saiu na posição da Iniciação, o momento é agora. Pelo quê seu coração pulsa mais forte? O que tira seu ar? Como foi que você reencontrou seu motivo para viver? Responda e aja, sem pensar muito – você já pensou o suficiente. Se essa carta saiu na posição do Retorno, sim, você fez o suficiente. Mas o que resultou dessa suficiência? Está na hora de abraçar apenas o essencial. Onde está o seu coração, está o seu tesouro.
Os exercícios propostos e a bibliografia utilizada estão em um arquivo PDF. Para baixar, clique aqui. Caso queira conhecer outras versões dessa carta, clique aqui.
Abraços a todos, até o próximo passo. Espero que vocês tomem a decisão correta. Ou ao menos, enfrentem o seu Destino, de peito aberto. Ou talvez, simplesmente deem outro passo, sem a menor certeza do que virá – tudo é válido nesse momento.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Feliz Natal!


Olá, pessoal. Eu não sei se vocês sentem isso, ou se é só uma impressão minha, mas o fim do ano tende a deixar as pessoas melhores, é isso mesmo? Eu sinto uma aura de dever cumprido, de felicidade por ter vivido (ou sobrevivido), de saudade e carinho pelos entes queridos que partiram, para outro lugar ou para o Outro Lado; e vejo também que os projetos tomam forma, as agendas são preenchidas, as coisas que não nos pertencem doadas, mágoas superadas, tristezas esquecidas; não importa a religião a que você pertença ou se você considera esse momento hipócrita e fútil: as pessoas ficam, aparente e momentaneamente, melhores.
Esse ano, em especial, tivemos mais um motivo de ansiedade pelo fim do ano: aparentemente, ele coincidiria com o fim do mundo, fim dos tempos e outras coisas apocalípticas do tipo. Medo e curiosidade dançavam no peito de muita gente. É a soma de má interpretação de um texto de outra cultura + inclusão de elementos da própria cultura + desinformação sobre as relações entre uma e outra + promoção midiática. Uma bomba relógio que não explodiu, porque não tinha combustível. 
Mas aproveitemos o gancho. O mundo poderia ter acabado, sim. E se tivesse? O que você deixaria de ter feito? O que você se arrependeria de não ter feito? O que você queria exatamente naquele instante?
E... por que não agora?
Por que não?
Aproveitemos os fins. Aproveitemos os encerramentos. E vivenciemos o dever cumprido mais uma vez. 
Feliz Natal com uma Árvore de Desejos e vivências cartomânticas. Um desejo para cada Arcano, cada um realizado em um Ás.
Abraços a todos.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

The Game of Thrones Lenormand: 05. As Árvores-Coração


Olá pessoal. Continuando com nossa construção de significados para o Game of Thrones Lenormand, chegamos a quinta carta do baralho, a árvore. E, nas Crônicas de Gelo e Fogo, nenhuma árvore tem mais importância que as árvores-coração.
Catelyn nunca gostara daquele bosque sagrado.
Nascera entre os Tully, em Correrrio, mais ao Sul, nas margens do Ramo Vermelho do Tridente. O bosque sagrado que lá havia era um jardim, luminoso e arejado, onde grandes árvores de pau‑brasil espalhavam sombras sarapintadas por córregos que rumorejavam entre as margens, aves cantavam em ninhos escondidos e o ar era perfumado pelo odor de fores.
Os deuses de Winterfell mantinham um tipo diferente de bosque. Era um lugar escuro e  primordial, três acres de floresta antiga, intocada ao longo de dez mil anos, enquanto o castelo se levantava a toda sua volta. Cheirava a terra úmida e a decomposição. Ali não crescia o pau‑brasil. 
Aquele era um bosque de obstinadas árvores sentinelas, revestidas de agulhas cinza‑esverdeadas, de poderosos carvalhos, de árvores de pau‑ferro tão velhas como o próprio reino. Ali, espessos troncos negros enroscavam‑se uns aos outros, enquanto ramos retorcidos teciam um denso dossel elevado e raízes deformadas batalhavam sob o solo. Aquele era um lugar de profundo silêncio e sombras meditativas, e os deuses que ali viviam não tinham nomes.
Fonte: A Guerra dos Tronos, George R. R. Martin, Ed. LeYa, Brasil, 2010.

Existem florestas sagradas, onde crescem "árvores divinas" chamadas weirwood (que pode ser traduzida como "árvore do destino") ou árvores-coração. Essas árvores possuem protuberâncias que se assemelham a rostos e olhos esculpidos por onde escorre seiva vermelha. As orações, juramentos e os casamentos são muitas vezes realizadas na floresta sagrada.
Acredita-se que os rostos foram esculpidos nas weirwoods pelas crianças da floresta, mas o seu significado ou propósito não é completamente compreendido pelos homens.
Os deuses antigos são espíritos da natureza, sem nome, que são principalmente adorados no Norte embora ainda haja adeptos dessa religião nas regiões do sul.
Foram primeiramente adorados pelos crianças da floresta, mas os Primeiros Homens se afastaram das suas crenças anteriores em favor dos espíritos adorados pelas crianças.
Quando os Ândalos (que vieram do oeste) conquistaram o sul de Westeros (carta 04 do Game of Thrones Lenormand), eles trouxeram com eles a sua Fé dos Sete (fé nos Sete deuses).
Os espíritos foram então apelidados de Deuses Antigos e a prática do seu culto tornou-se limitada ao norte de Westeros.
Antigamente todas as casas nobres tinham um floresta divina com uma árvore de coração em seu centro, mas muitas famílias deixaram de seguir os deuses antigos e converteram suas florestas divinas em jardins seculares.


Eddard Stark (carta 06 do Game of Thrones Lenormand) acredita na floresta divina e frequentemente faz orações aos deuses antigos, assim como Jon Snow (carta 30 do Game of Thrones Lenormand). (Fonte, adaptada)


Quando a carta da Árvore-Coração sai no seu jogo, é momento de se voltar às origens. As raízes fortalecem a árvore. Quais hábitos e situações abandonados recentemente deixaram saudade, ou mal-estar? Como anda a sua saúde? Sabemos que os efeitos nocivos à saúde não são imediatos, são resultado de hábitos e comportamentos inadequados. Você se considera próspero, em paz? Ou andaram derrubando árvores do seu bosque sagrado?

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Entrevista para o Jornal da EPTV: sobre o "fim do mundo".


Olá pessoal. Quem conhece o Arcano XX na pele sabe que mundos não acabam tão facilmente. Dei uma entrevista sobre a suposta correlação entre o calendário maia e o fim do mundo, tão anunciado para o próximo solstício.
O link para o vídeo é esse aqui
Abraços a todos.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

De Keizerin: Um evento para recordar.


Olá pessoal. Estive no Rio essa semana para o evento De Keizerin, organizado por Prem Mangla, Sonia Boechat, Tânia Durão e Socorro Van Aerts. Quatro grandes mulheres disponibilizando seu conhecimento das cartas para nós. 

Prem Mangla, Sonia Boechat, Socorro Van Aerts; 
atrás, Emanuel e Tânia Durão.

Conversas Cartomânticas :)

Nem preciso dizer o quanto me diverti, não é? Tivemos conversas pré evento, com nossos baralhos, trocando experiências e aguardando a hora de abrir a tenda. 


Socorro Van Aerts com o recém lançado Baralho Cigano...

Tive a oportunidade de finalmente conhecer a Socorro, que é um amor de pessoa; foi divertidíssimo ficar conversando com ela, todo tempo foi pouco.  Infelizmente não deu tempo de cartear um pouco, estava curiosíssimo - a Socorro usa o Kipper, um baralho maravilhoso e curioso com o qual travei contato a pouco tempo. Falando nele, a Luciana Onofre fez a gentileza de traduzir o livreto do alemão para nós. Um incentivo para conhecermos o baralho praticarmos a divinação com ele. Estou encantado, mas ainda não o utilizei para adivinhações - brevemente, posto minhas impressões.

Prem Mangla e seu espaço de atendimento
no evento

Compartilhei carteados com a Prem Mangla durante toda a semana. Foi, como sempre, um prazer. E ela foi a responsável direta pela aquisição de um livro maravilhoso - Magias e Rituais de Amor (Ed. Pensamento): tenho muito a compartilhar sobre esse livro, breve resenha dele por aqui. Fizemos uma experiência juntos sobre esse livro, e logo logo partilho com vocês.

Tânia Durão na boutique da Socorro

Reencontrar-me com a Tânia Durão foi delicioso. Tivemos uma experiência com ciganos que foi memorável. Na verdade, sinérgica - os parceiros certos sempre se atraem. Ainda não carteamos, mas é parte daquelas pontas soltas que deixamos ao vento para termos motivos para voltar. 

Sonia Boechat realizando um atendimento

E tive a grata satisfação de ser atendido pela Sonia Boechat. Com as cartas comuns de jogar, queridas que há muito não toco. Inclusive, está na hora. Um momento de muita gratidão, sobretudo por relembrar o valor e o poder dessas cartas. E, claro, pela mensagem, que veio em boa hora. Foi muito importante no meu processo atual.

Tânia Durão e Prem Mangla realizando atendimentos

Todos os participantes saíam com sorrisos, com os olhos brilhantes. Era gratificante ver que, na Tzara da Estrela, tinham encontrado a luz para os seus caminhos como quem se guia pelas constelações. A resposta estava ali, brilhante; precisava um verdadeiro guia para traduzir em palavras os eventos para além delas. Como essas grandes mulheres.
Só tenho a agradecer, e torcer por novos eventos dessa monta. Obrigado meninas, pela recepção, pelo carinho, pela força e pelas partilhas. 
Abraços a todos.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

A Jornada do Louco em sua autodescoberta: O Hierofante.


Olá pessoal. Encontramo-nos hoje com o quarto e último sábio desse momento da jornada. O Hierofante rege nossa interação com os outros. Se, na Sacerdotisa, aprendemos a lidar com nosso mundo interno, na Imperatriz com o mundo externo e no Imperador com os limites, no Hierofante aprendemos a lidar com as possibilidades. O Pontífice – feitor de pontes – nos ensina a criar caminhos entre os nossos limites e os limites do outro. Através de diálogos somos capazes de ir além do nosso mundinho.




Se na lição anterior o herói aprendeu a lidar com os seus limites, aqui, no Hierofante, ele aprende a lidar com os limites dos outros através da comunicação sincera.

Todos nós, em algum momento da vida, nos deparamos com a chamada “comunicação sem palavras”. É aquele entendimento que transcende explicações. Também, em algum momento, nos deparamos com a sensação de pertencimento, como se, desde sempre, estivéssemos em contato com um lugar, com uma pessoa, com uma situação ou serviço, com um grupo. Na verdade, ansiamos por isso – todos aqueles testes de “qual é o signo que combina com o seu”, “qual é seu número pessoal”, “qual é seu arcano pessoal” e afins nos levam à mesma conclusão: em nossa individualidade, precisamos nos encaixar em alguma categoria.
A carta do Hierofante também é um umbral de uma nova parte da aventura, que se liga às duas cartas seguintes. É a primeira carta da sequência numérica que possui mais de um personagem.Os dois noviços à sua frente tem sido interpretados de diferentes maneiras, de acordo com a linha tarológica que se propõe. Como aqui se propõe utilizar os baralhos inspirados em Marseille, são dois noviços. Depois de encontrarmos o limite do nosso universo pessoal no Imperador, somos convidados a entender os limites dos universos daqueles que nos rodeiam, estejam ou não no mesmo nível que nós.
O risco que corremos nessa etapa, contudo, é o mais perigoso entre os quatro sábios. Na Sacerdotisa, corríamos o risco de dedicarmo-nos integralmente às nossas emoções; na Imperatriz, o mesmo risco em relação às sensações; no Imperador, o risco de temermos por perder o espaço conquistado, vivendo uma eterna defesa de fronteiras; mas, no Hierofante, o risco é de acreditar que a aventura está completa por termos apreendido algum sentido para ela.
Nada mais longe da verdade. Agora que a parte divertida começa. 
Se o Hierofante sair na posição de Separação, é hora de conhecer seu potencial como um todo. Lembre-se, você é fruto de uma linhagem hereditária, que formou o seu DNA e o seu caráter. Quem é você frente à isso? Se o Hierofante sair na posição de Iniciação, é hora de você começar a por em prática aquilo que já conhece na teoria. É muito bacana conhecer coisas, mas saber como usá-las são outros quinhentos. A aventura o desafia a colocar em prática a teoria que tanto lhe é familiar. Por outro lado, se o Hierofante sair na posição de Retorno, o que você aprendeu na viagem que considera essencial? Reveja os seus conceitos. Ainda há muito o que aprender.
Os exercícios propostos e a bibliografia utilizada estão em um arquivo PDF. Para baixar, clique aqui. Caso queira conhecer outras versões dessa carta, clique aqui.
Abraços a todos, até o próximo passo.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Impermanência.

Torre
Universal Wirth

Os cães ladram, a caravana passa.
Amo esse ditado. Ele aponta para questões que nos são muito prementes: como vemos a imediatez de um desafio. Nem sempre um desafio, visto de perto, é algo considerável se modificarmos a escala de análise. Nem sempre.
Por isso, deveríamos mudar a escala de análise, sempre, não é? Não.
Existe a necessidade de aprendermos a lidar com os desafios, da forma como eles se mostram, se apresentam aos olhos. Porque, caso sempre observássemos tudo à distância, jamais teríamos o gosto da superação. Como um menino que não pudesse andar de bicicleta pelo medo da mãe que ele caísse. Ou o medo dele mesmo. Uns ossos quebrados, vários arranhões e hematomas depois - ou não, quem sabe? - e ele poderia ser um ciclista.
Mas, perceba, o texto começou sobre um ditado que aponta para uma situação, e eu continuei sobre um posicionamento. Quem é você frente as situações desafiadoras? Situações são enredos dos quais somos protagonistas. Ah, é bom representar seu papel direito, porque, embora a vida não permita ensaios, se você não representar bem, o enredo se repete. Até que sua disposição em ser o protagonista da sua vida seja adequada para o desafio proposto.
Fiquei pensando nessas coisas hoje, em função do vídeo abaixo. Porque existem questões profundas que emergem de forma lúdica... Tipo quando se embaralha um maço de cartas e escolhem-se algumas por acaso.
Abraços a todos, aproveitem o vídeo. Agradeço à Gabriela Amarello pela dica e pelas reflexões.


domingo, 9 de dezembro de 2012

Amigo Secreto do Blogando Por Aí: Meninas Prendadas.


Olá pessoal. Participei do Amigo Secreto proposto pela Ângela, do Blogando Por Aí, cuja proposta era criar um mimo virtual para o amigo sorteado. Recebi um selo e um cartão de natal da Bia Hain, do Revolta e Romance, coisa linda de se ver! Já seguindo, acompanhando, aproveitando as inspirações propostas.
Eu tirei a Lilian, do Duas Moças Prendadas. Fica aqui o meu desejo a elas de que o blog seja sempre próspero e que possamos nos falar mais vezes, nesse ano que iniciar-se-á tão brevemente.
E que venha 2013, cheio de bênçãos!


Abraços a todos. E que venha 2013!

sábado, 8 de dezembro de 2012

Favicon do Conversas Cartomânticas


Olá pessoal. Aceitando o desafio do ArrumaBlog, agora o Conversas Cartomânticas tem um favicon - aquele iconezinho que fica ali em cima, e mostra o que o blog é. A gente pensa que isso não tem importância, mas é super, super importante. Repare bem: conhecemos marcas pelos seus favicons.


E eu me questionava sobre que símbolo poderia representar o Conversas Cartomânticas. Nada é inocente, tudo é intencional, e a mensagem tinha de ser direta ao espírito do blog. Como a principal ideia do blog é conversar sobre o que é aplicável e o que não é na cartomancia, a partir da experiência do autor e dos leitores em constante troca, tinha que ser algo nesse sentido. E a melhor ideia que se aproxima do que proponho aqui é a Vesica Piscis.
Vesica Piscis é, grosso modo, a interseção entre dois círculos de mesmo raio, “em que o centro de cada circunferência está sobre a outra” (Wikipédia). Ao símbolo também é dado o nome de mandorla (amêndoa, em italiano).

Esse é um símbolo que tem me acompanhado já há algum tempo. Já escrevi algo a respeito quando analisei o naipe de Espadas dos Tarôs clássicos no Clube do Tarô. E eu continuei pensando sobre isso.
Levando em consideração que o círculo é um símbolo do infinito e do universo, a Vesica Piscis representa a interseção entre universos. E o que é uma conversa, senão uma interação entre universos de vivência, estudo, experiência e testes?

Mundo
Ancient Italian

Agora o Conversas tem um Favicon. Ele é inspirado não só no que criamos aqui, mas no Universo, Arcano XXI: É de universos em contato que o Conversas Cartomânticas é feito.
Estejamos juntos nessa.
Ah, claro: para os amigos blogueiros que seguem o Conversas Cartomânticas, que tal seguir o exemplo e entrar em contato com o ArrumaBlog? Fundamental conhecer metablogs para uma experiência mais proveitosa na arte da blogagem. Eu sigo o ArrumaBlog e recomendo. 
Falando nisso, em breve um texto sobre blogs de Tarô. Aguardem.
Abraços a todos.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Mystic Fair São Paulo: Eu fui e eu irei de novo!


Olá pessoal. Mais um evento feliz, mais um momento de alegria, encontros, reencontros e desencontros (como não poderia deixar de ser). 


Nesse evento, palestrei duas vezes. A primeira, sobre os quatro naipes do Petit Lenormand e sua lógica de aplicação à leitura cartomântica; a segunda, na sala temática de Lenormand, organizada por Alexsander Lepletier, especificamente sobre o naipe de Paus. Foi uma imersão proveitosa e vantajosa no universo desse oráculo de 36 cartas. E, claro: um momento de matar saudades de pessoas queridas. Indubitavelmente.


Alexsander Lepletier, Emanuel J Santos e Deborah Jazzini

Tive a honra de conhecer pessoalmente pessoas queridas e reencontrar as já residentes no meu peito. E que (re)encontros. Tivemos um abraço coletivo no Museu Lo Scarabeo, onde encontramos e reencontramos o pessoal todo.


Abraço no Museu LoS

Além disso, no Estande 125, Tarot & Cia, vivenciei momentos de grande felicidade junto aos consulentes, atendendo com Tarô, Petit Lenormand e as cartas comuns de jogar, lado a lado com Prem Mangla, uma querida e excelente cartomante. 

Prem Mangla e Emanuel realizando atendimentos.

O momento mais gratificante para qualquer cartomante é o reconhecimento do consulente naquilo que é lido e posteriormente aplicado. Eu fiquei muito feliz. Obrigado Priscilla, pela parceria e pelo carinho. 


Karan, Prem Mangla, Nivia Peggion e Emanuel


Nivia e Emanuel

Vivi momentos muito intensos de identificação. E, nesse ponto, preciso agradecer enormemente à Nivia Peggion, pela amizade sedimentada na internet e manifestada integralmente na vida "real". É aqui que a gente se (re)conhece.
Tive a oportunidade de me consultar com o quiromante Mago Scarceli. Me reconheci em cada frase dita. E fiquei pensando, meditando sobre. Algo que leva um tempo para assimilar e aplicar. E, convenhamos: fazer um resumo em quinze, vinte minutos de vários aspectos de uma vida é para poucos. Mago Scarceli é um desses poucos.  Foi um prazer conhecê-lo.
Excelente quiromante, vale muito a pena. 
Aguardemos pelo próximo evento. E certamente será tão bom quanto este. Espero você no próximo, para um abraço, para uma conversa, sempre cartomântica.
Até o próximo post.