terça-feira, 9 de abril de 2013

Mystic Fair Rio: um evento para recordar.


Olá pessoal. Esse evento foi um dos mais intensos dos que já participei. Fiz excelentes amigos e tive a oportunidade de vivenciar momentos de grande comunhão fraterna nos dois dias em que estive no Rio.

Minha mesa de atendimentos

Trabalhei como oraculista ao lado de pessoas amadas há muito e pessoas que passei a amar e a admirar. Valeu a pena trabalhar em uma equipe tão unida.





E, claro, encontrei muitas pessoas queridas, tive a oportunidade de ter diversos momentos de aprendizado ao lado de pessoas competentes na Arte e no carteado.

Eu, Tânia e Chris Wolf. 
Os librianos.

Four de Ases:
Marcelo Bueno, Paus;
Giancarlo, Espadas;
Priscilla Lhacer, Ouros;
e eu, Copas.

Bruno, Tânia, Chris e eu

Eu, Tânia, André, Chris, Sonia e Cesar

Quarteto das Cartas Ciganas:
Chris, eu, Tânia e Sonia.

Tato, eu, Nei Naiff e Giancarlo

Uma série de acontecimentos não foram registrados em fotos, mas estão registrados no meu coração e na minha memória. Obrigado aos queridos que encontrei. Foi maravilhoso. Por tudo.
Voltei para Minas cheio de coisas para oferecer, cheio de coisas para partilhar. Aguardem.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

RESULTADO do sorteio: concorra a um Ancient Italian!


Olá pessoal. Fiquei muito feliz com a participação de todos vocês. Tivemos um pequeno probleminha com a interpretação das regras, o que pediu um maior acuro de minha parte na validação das inscrições para ser justo com todos os participantes. Retomando, as regras eram as seguintes:
1. Seja seguidor do Conversas Cartomânticas (Friend Connect e Facebook).
2. Deixe um comentário nessa postagem com nome e e-mail.
Logo, todas as inscrições que não corresponderem a esse padrão não são validadas. 
O sorteio foi realizado em duas etapas, portanto: a primeira, de enumeração dos participantes; a segunda, o sorteio propriamente dito no Random.org e a terceira a confirmação de que o participante efetuou corretamente sua inscrição.
E rufem os tambores! Ou melhor, carreguem essa música (foi com ela que fiz o sorteio)

Seguem aqui todas as inscrições validadas dentro das regras (comentário com nome e e-mail, omitindo os comentários repetidos)

01. Jarid Arraes
02. Lilian Guedes
03. Soraia
04. Carlos Deiró
05. Guilherme Stocco
06. Hermano Pacheco
07. Andrea Souza
08. Marta Andrade
09. Marcio Alves
10. Iris Medeiros
11. Vera Lúcia Gois
12. Jaqueline Vieira
13. Eduârdo Portéla
14. Tamires Sacardo
15. Itamar da Cunha
16. Regina Guigou
17. Edson Previato
18. Iony Ming
19. Ana Esteves
20. Gabriela Amarello
21. Michele Serinolli
22. Angélica Aguiar
23. Claudia Loureiro
24. Antonio de Oliveira
25. Juliana Zancan
26. Marlon Moreira Ferreira
27. Tatiana Cunha
28. Everson Romero
29. Ronessa Teodoro
30. Mônica Lucarelli
31. Josielda Carvalho
32. Bia Hain
33. Osvaldo Feres
34. Hugo Mendes
35. Jorge Luiz Koch
36. Maysa de Jesus Rodrigues Franco
37. Doraci Reis
38. Juliana Bernardo
39. Évelyn Coutinho
40. Angélica
41. Bárbara Mançanares
42. Tatiane Ferreira
43. Isadora Moreira Ribeiro
44. Íris Gil
45. Wagner Reis
46. Leonardo Montanhere
47. Letycia Bond
48. Talita Dias
49. Beth Castro
50. Cristina Muinõs
51. Leni Messias
52. Jordan Ramos Santos
53. Luciene Ferreira
54. Alcinea Silva de Queiroz
55. Silvia Saccheto
56. Fabiana Soares Golveia
57. Simone Merino
58. Célia Borges
59. Ariane Fuccilli
60. Ronaldo Cruz
61. Piter Monteiro
62. Waléria G. Monteiro
63. Michele Chabarria
64. Regiane Gonçalves

E@ grande sortud@ que cumpriu todas as regras, foi...

Gabriela Amarello!!! Parabéns!
Entre em contato para que possa enviar seu prêmio!

Pessoal, um adendo: foi necessário fazer três vezes o sorteio para chegar à ganhadora, porque os dois primeiros vencedores não cumpriram todas as regras. Ou por ser seguidor do blog mas não da página do Facebook, ou por ser seguidor da página do Facebook mas não do blog. Era necessário ser as duas coisas. Vamos ficar atentos para os próximos sorteios. 

Mesmo porque, teremos mais sorteios para muito breve!
Até lá!

quinta-feira, 4 de abril de 2013

The Game of Thrones Lenormand: 13. Rickon Stark.



Rickon Stark, a carta 13 do Game of Thrones Lenormand, é o filho mais novo de Eddard e Catelyn Stark, com apenas três anos no começo da série de livros. Rickon é uma criança naturalmente agressiva e de gênio forte, mas sua pouca idade faz com que seja difícil para ele lidar com as terríveis mudanças que se passam em sua família e vida. Geralmente se encontra acompanhando de seu lobo gigante, Cão Felpudo. Por sua tenra idade, não foi proeminente na história, até agora, como tem sido seus irmãos mais velhos.


Na série de televisão, é interpretado pelo ator Art Parkinson.


Quando a carta de Rickon sair no jogo, é hora de aceitar o impulso instintivo. O que lhe desviou da confiança em seu animal interno? Utilize seus sentidos mais refinados.
Abraços a todos, até a próxima postagem.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Petit Prince's Lenormand


Olá pessoal. Me ajudem a completar esse estudo do Pequeno Príncipe em relação ao Petit Lenormand? Tento há anos completar o diagrama, sem muito sucesso. Ficam minhas sugestões, e lacunas.
Esse é um exercício preparatório para minha palestra Transculturalidade no Petit Lenormand, que será dada dia 07 de abril, às 14h, integrando a programação da Mystic Fair Rio de Janeiro.
01. Avião
02. Baobá
03. Cometa
04. 



05. Vulcões/Rosa
06. Redoma
07. 

08. 

09. O pequeno príncipe atravessou o deserto e encontrou apenas uma flor. Uma flor de três pétalas, uma florzinha insignificante....
- Bom dia - disse o príncipe.
- Bom dia - disse a flor.
- Onde estão os homens? - Perguntou ele educadamente.
A flor, um dia, vira passar uma caravana:
- Os homens? Eu creio que existem seis ou sete. Vi-os faz muito tempo. Mas não se pode nunca saber onde se encontram. O vento os leva. Eles não têm raízes. Eles não gostam das raízes.
-Adeus - disse o principezinho.
-Adeus - disse a flor.

10.
11.
12.



13. - Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?
- É algo quase sempre esquecido - disse a raposa. Significa "criar laços"...
- Criar laços?
- Exatamente - disse a raposa. - Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...

14. 

- Bom dia - disse a raposa.
- Bom dia - respondeu educadamente o pequeno príncipe, olhando a sua volta, nada viu.
- Eu estou aqui - disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? - Perguntou o principezinho. - Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa - disse a raposa.
- Vem brincar comigo - propôs ele. - Estou tão triste...
-Eu não posso brincar contigo - disse a raposa. - Não me cativaram ainda.
15. 
16. Estrela (por Sonia Boechat Salema)



17.
18.
19. 


20. - Bom dia! - disse ele.
Era um jardim cheio de rosas.
- Bom dia! - disseram as rosas.
Ele as contemplou. Eram todas iguais à sua flor.
- Quem sois? - perguntou ele espantado.
- Somos as rosas - responderam elas.
- Ah! - exclamou o principezinho...
E ele se sentiu profundamente infeliz. Sua flor lhe havia dito que ele era a única de sua espécie em todo o Universo. E eis que havia cinco mil, iguaizinhas, num só jardim!
"Ela teria se envergonhado", pensou ele, "se visse isto... Começaria a tossir, simularia morrer, para escapar ao ridículo. E eu seria obrigado a fingir que cuidava dela; porque senão, só para me humilhar, ela seria bem capaz de morrer de verdade..."
Depois, refletiu ainda: "Eu me julgava rico por ter uma flor única, e possuo apenas uma rosa comum. Uma rosa e três vulcões que não passam do meu joelho, estando um, talvez, extinto para sempre. Isso não faz de mim um príncipe muito poderoso..."
E, deitado na relva, ele chorou.

21. O pequeno príncipe escalou uma grande montanha. As únicas montanhas que conhecera eram os três vulcões que batiam no joelho. O vulcão extinto servia-lhe de tamborete. "De uma montanha tão alta como esta", pensava ele, "verei todo o planeta e todos os homens..." Mas só viu pedras pontudas, como agulhas.
- Bom dia! - disse ele ao léu.
- Bom dia... bom dia... bom dia... - respondeu o eco.
- Quem és tu? - perguntou o principezinho.
- Quem és tu... quem és tu... quem és tu... - respondeu o eco.
- Sejam meus amigos, eu estou só... - disse ele.
- Estou só... estou só... estou só... - respondeu o eco.
"Que planeta engraçado!", pensou então. "É completamente seco, pontudo e salgado. E os homens não têm imaginação. Repetem o que a gente diz... No meu planeta eu tinha uma flor; e era sempre ela que falava primeiro."
(Por Sonia Boechat Salema)


22. Mas aconteceu que o pequeno príncipe, tendo andado muito tempo pelas areias, pelas rochas e pela neve, descobriu, enfim, uma estrada. E as estradas vão todas em direção aos homens.

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27.
28.

29. 
30. 
31. Dia
32. Noite
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34.
35.
36.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Doze meses com os Enamorados: Yubertson Miranda


Olá pessoal. Contamos hoje com o entendimento do Arcano VI pela ótica do querido Yubertson Miranda, tarólogo e numerólogo. As relações entre Tarô e numerologia são complexas e ainda estão sendo discutidas, não havendo consenso sobre seu uso ou não. Nada melhor que apreendermos seu conteúdo com quem entende do riscado.
Contatos com o Yub: seu blog Yub | Universo simbólico e Personare.


Cada número presente em determinado Arcano do Tarot representa informações a mais sobre as suas características, as quais são somadas aos símbolos presentes na carta.  Este ano de 2013, cuja soma dos algarismos 2+0+1+3 gera o 6, é regido pelo Enamorado. Na Numerologia, obviamente, o Ano Universal é simbolizado pelo próprio Número 6. 
Algumas vezes, um número na Carta de Tarot não tem grandes semelhanças com a sua dinâmica numerológica, tal como o 5 e O Papa. Outras vezes, os significados numerológicos de um número são bem similares ao que está configurado numa carta de Tarot. É o caso do 6 do Enamorado. Ambos falam da importância da negociação. Acordos são necessários. E para alcança-los, é essencial fazermos uso constante da arte de dialogar. 
 O jovem que se encontra entre uma mulher mais jovem e outra mais velha no Tarot de Marselha está ponderando sobre os pontos de vista de cada uma. Procura dar atenção para ambas, pois parte de seu corpo está apontada para uma (cabeça e um dos pés) e a outra metade (outro pé e mãos) para a outra mulher. Está configurada nesta imagem a capacidade de olhar para os vários lados de cada questão. E não tomar partido precipitadamente. Primeiro avaliar, ouvir. Depois decidir. Daí sua associação com a dúvida, a indecisão. Cada lado da moeda tem seu valor, tem seus atrativos. Qual escolher?
O Número 6 na Numerologia Pitagórica é o número do indeciso. Por quê? Porque ele não quer desagradar ninguém. Quer manter-se em paz, numa relação harmoniosa, com cada pessoa. Daí o fato de optar pela não escolha, isto é, ficar em cima do muro. O grande paradoxo é que essa opção de não decidir já é uma escolha, uma decisão. O problema é que esta acaba desagradando a ambas as partes! Se tivesse escolhido um lado, só desagradaria o outro. 
Essa tendência é explicitamente percebida quando o Enamorado sai no Templo de Afrodite (Método eficaz para a área afetiva), por exemplo. É a clássica situação do triângulo amoroso. O homem busca manter tanto a esposa quanto a amante. Não opta por nenhuma. E acaba desagradando ambas. 
Buscando uma causa ainda mais profunda para essa dinâmica da angústia da escolha que tanto o 6 quanto o Enamorado simbolizam, encontramos o perfeccionismo. A pessoa tem tanto medo de errar, porque se mostrará humana, intrinsecamente imperfeita, que prefere manter a aparência de ser perfeita. Esse perfeccionismo se encontra representado pelo anjo acima dos protagonistas. Afinal, anjos são considerados criaturas perfeitas, não é mesmo? No mínimo, numa condição superior à humana.
Quem tem o 6 em alguma posição do Mapa Numerológico sofre por não aceitar a realidade: sua, dos outros e da vida como um todo. A realidade da imperfeição. Prefere acreditar num mundo ideal, especialmente em termos afetivos. Não por acaso tanto o 6 quanto O Enamorado simbolizam o amor. Na verdade, o amor platônico. O estado de romantismo altamente exagerado. Tem a expectativa de encontrar o príncipe encantado ou a princesa encantada. 
Consequentemente, este é um ano que será fundamental reconhecermos nossa natureza humana imperfeita. Encarar a vida tal como ela é, a fim de não sofrermos com o perfeccionismo, o qual nos impede de decidir. Porque por não querermos errar, postergamos decisões. Afinal, e se optarmos por uma pessoa e a outra é que realmente seria nossa alma gêmea? Se escolhermos esse emprego e não for este o que nos trará mais satisfação e retorno financeiro? Evitamos fazer um curso, porque pode ser que outro seja o mais adequado para o nosso futuro acadêmico e profissional. Enfim, dúvidas e mais dúvidas que corroem a alma. Prefere-se ficar passivamente na cômoda posição da inércia, do não comprometimento. 
Porque um dos grandes aprendizados do Número 6 – e que é compartilhado com os atributos dO Enamorado – consiste em desenvolvermos a maturidade. Ao decidirmos, amadurecemos. Aceitamos as consequências do desagrado, dos conflitos, dos efeitos de termos optado. E nos tornamos mais maduros ao bancarmos nossa decisão. 
Lembro-me quando conheci a mulher que seria minha esposa. Eu estava num namoro bastante insatisfatório. No meu Mandala, havia O Enamorado na Casa Central. A dúvida entre manter um namoro ruim ou escolher aquela que mexeu comigo e parecia ter muitas afinidades comigo me corroía. Foi aí que aprendi essa lição do Arcano 6: entre duas opções, escolha a mais desafiante e não a que te manterá no comodismo. Será por meio dessa decisão que você amadurecerá consideravelmente, pois demandará um comprometimento de corpo e alma – o que a outra opção, a cômoda, não extraía de você.
Então, diante de cada dúvida e alternativas com as quais se deparar neste ano de 2013, opte pela que será mais desafiante e lhe exigirá maturidade, responsabilidade, comprometimento. Dessa forma, você perceberá uma das mais belas sensações que o Enamorado e o Número 6 simbolizam: a verdadeira sensação de paz, de profunda harmonia – consigo mesmo, com o outro e com a vida. 

quinta-feira, 28 de março de 2013

A Jornada do Louco em sua Autodescoberta: O Enforcado


Olá pessoal. Após apreender a habilidade do Arcano anterior, o Herói se defronta com um teste. Certamente pensará ser um teste final, dadas as dificuldades de superá-lo; contudo, é o primeiro de quatro testes (como, no primeiro arco, tivemos na Sacerdotisa a primeira de quatro habilidades): um teste difícil, moroso. Necessário, porém.


A carta denota surpresa, terror. O horror, o horror, ser pego com a boca na botija. Culpado ou inocente, as circunstâncias não permitem defesas. Armadilhado, é melhor ceder que se defender. Um momento mais apropriado virá, e esse momento não é agora. Chore um pouco, e deixe ir.



Interpretações mais recentes (convenhamos: podemos estender um pouco o conceito de recente para um oráculo com séculos de uso) apontam para o mártir, para o injustiçado, para o que cede voluntariamente sua vontade para uma circunstância maior. Em outras palavras, o herói, metamorfoseado temporariamente em vilão. Todos somos vilões, afinal, dependendo do ponto de vista.


Pescaria no Sri Lanka. Enforcados e enforcamentos. 
Pendurados e arrebatamentos
[de um mundo, a outro]

E, numa metáfora pertinente ao momento, o que é a pesca senão a vivência do Enforcado para um peixe? Sair de um mundo conhecido e confortável para uma experiência desconfortável e assustadora, contra a vontade, sem entender o que acontece, sem motivação alguma (compreensível para ele)? Aprendendo com a metáfora, ser Pendurado nada mais é que sair de um mundo, para o outro, extremamente desconfortável, de ponta cabeça, up is down. Falávamos de peixes em outro arco do Conversas Cartomânticas, um arco literário que nos aproximava do Rei de Copas [parte I e parte II] Isso nos lembra, inclusive, de um conto de fadas bem conhecido, que traz a lição do Enforcado em suas escamas: a pequena sereia.


Waterhouse, "a Mermaid"

Dentro da nossa jornada junto ao Louco, já aprendemos a afastarmo-nos das situações para enxergá-las melhor, a aproximarmo-nos das situações para resolvê-las melhor e a resistirmos às situações quando elas não são do nosso agrado. Agora, aprenderemos a desistir delas. 
Essa é a lição que o conto da Pequena Sereia nos dá: Toda escolha é uma desistência per se. Algo se perde, com certeza, quando existe somente a perspectiva de alcançar o que se almeja. Curiosamente, como podemos apreender do conto, algo é obtido - por vezes, melhor que o desejo inicial.
Desistir não significa perder. Significa optar conscientemente por aquilo que nos parece mais adequado, confortável ou pertinente ao nosso momento, sem garantias. Como quando meditamos: desistimos do mundo exterior em função da paz interior. E aqui também, a escolha consciente permite a passagem sem dor, mas não sem desistência. Upside down.


Contudo, por mais que o Herói possa, parcialmente, evitar a dor desta carta ao aceitar seus eflúvios conscientemente, caminhar entre armadilhas para lobos, caçando flores entre cardos, não fará mais palatáveis os espinhos e menos lacerantes as dores, tampouco mais funcionais suas justificativas. Porque, afinal de contas, só mensura a Dor a quem ela toca, e só se conhece a Dor quando por ela se é tocado (uma lição que Sidarta Gautama aprendeu depois de homem feito). A dor do outro será sempre incomensurável, ainda que plenamente inteligível (para quem já foi tocado por ela pelo menos uma vez). E ter (ou pedir) desculpas não nos faz menos culpados. E perdoar ou desculpar não nos faz mais santos. Observar o Enforcado de longe não torna sua experiência mais doce. Vivenciá-lo conscientemente, contudo, ameniza os hematomas.
Se você tirou essa carta na posição de Separação, sugiro que você leia a história de Sidarta Gautama até o ponto em que ele foge do palácio. Algo ali vai lhe tocar sinestesicamente, confie em mim. Se você tirou essa carta na posição da Iniciação, suas dores atuais vêm com código de barras. E está na hora de ler, para entender o fio condutor dos mais recentes eventos. Se você tirou essa carta na posição do Retorno, está na hora de deixar para trás as justificativas e arrependimentos. Escolhas são escolhas. Seus passos lhe trouxeram até aqui. Eles levarão você a partir de agora para onde você desejar.
Os exercícios propostos e a bibliografia utilizada estão em um arquivo PDF. Para baixar, clique aquiPara outras imagens desse Arcano, clique aqui

terça-feira, 26 de março de 2013

...e dois Anjos oram por um cálice de sangue.

Dois de Espadas
Paz
Thoth Tarot

Talvez nenhum outro título proposto por Crowley para as cartas numeradas seja tão controverso quanto o dado ao Dois de Espadas. Paz. Será mesmo? Para entendermos o título, vamos de encontro aos aspectos circundantes: a imagem e a atribuição astrológica.

Reparemos na empunhadura.
Anjos em prece. Mas não se engane; são anjos que imploram pela lambida da lâmina. Nada em Espadas é o que parece ser, embora entender o que parece auxilie no entendimento do que é de fato.
A rosa azul é perfurada pelas duas lâminas e, veja só, aparentemente, é justamente o cruzar das lâminas que mantém as pétalas unidas. Até quando? 
Segundo Elias Mendes, em sua página Mega Astrologia do Facebook (acesso em 8 de dezembro de 2012):

Miniatura do Códice "Decretos de Smithfield" 
( final do século XIII, início do XIV)
Biblioteca Britânica, Londres.

Libra acaba sendo um posicionamento complicado pra se ter a lua, porque o bem estar da pessoa acaba dependendo de fatores que frequentemente, mesmo sob as melhores condições, fogem ao controle: a harmonia em sua relação com o ambiente. Esperar pela cooperação alheia pode ser frustrante, e muitas vezes a lua em libra acaba gastando um excesso de energia na tentativa de estabelecer um equilíbrio 

que no final das contas é muito delicado e se desfaz por motivos estúpidos. Nem todas as pessoas são dispostas a cooperação, nem todas as pessoas aceitam facilmente que sua liberdade termina quando começa a do outro. Quanto mais a pessoa tentar viver sem a dependência da aprovação pública e sem tentar intervir no equilíbrio do seu ambiente, mais harmonia ela vai obter, porque o equilíbrio no final das contas acaba sendo um processamento interno, passa por uma capacidade de se aprender a conviver e aceitar as diferenças. 

A grande vantagem da lua em Libra reside na sua "super-percepção dos outros". É como um super poder, existe uma consciência social muito forte, onde ela consegue perceber as disposições, medos, vontades e desejos das pessoas através do convívio, com uma velocidade muito alta. Isso garante as pessoas que tem a lua em libra a capacidade de se antecipar aos outros e faz com que sua interação com as pessoas seja amplamente facilitada. A inteligência social, e a capacidade de "manejar" outras pessoas é muito desenvolvida. 
Ficam questões a serem pensadas, aqui. Para acompanhar mais de perto meus pensamentos sobre o naipe de Espadas do Tarô Thoth, sugiro a leitura desse texto aqui, que eu escrevi para o Clube do Tarô.
Abraços a todos.

sexta-feira, 22 de março de 2013

SORTEIO: Concorra a um Ancient Italian!


Olá pessoal. Todo mundo que segue o blog sabe do meu amor pelo Ancient Italian. Como prometido, comemorando o ano novo astrológico e a chegada ao décimo primeiro passo do Louco em sua Aventura do Herói, o Conversas Cartomânticas, em parceria com a loja Amor, o Próprio e a Lo Scarabeo, sortearemos no blog um exemplar deste baralho, auxiliando no acompanhamento da série A Aventura do Louco em sua Autodescoberta.


Para participar é simples:
1. Seja seguidor do Conversas Cartomânticas (Friend Connect e Facebook).
2. Deixe um comentário nessa postagem com nome e e-mail.

O sorteio será realizado dia 8 de abril, pelo Random.org. O ganhador terá três dias para entrar em contato, após os quais o sorteio será realizado novamente. 

Boa sorte a todos, e até lá ;)

quinta-feira, 21 de março de 2013

The Game of Thrones Lenormand: 12. Os Passarinhos de Varys.


Olá pessoal. Já na contagem regressiva para a terceira temporada - Faltam nove dias! - Vamos acompanhar os passarinhos de Varys, este que é um dos personagens-chave para entendermos a história. Caminhando suavemente com suas chinelas sobre as lâminas do Trono de Ferro, garante um certo equilíbrio num jogo em que os protagonistas são peões e os figurantes podem ser bem mais que Reis; Rainhas do Xadrez - embora não garantam a perda do jogo se mortos, garantem a vitória do jogo se vivos.




Varys é um eunuco gordo e careca. Costuma usar vestes elegantes, como sedas de cores escandalosas, e chinelos que lhe permitem andar sem ser ouvido. É um tanto quanto afetado e bastante bajulador. Esconde seus verdadeiros sentimentos e motivações e usa suas habilidades de espionagem de acordo com os seus interesses. Nunca sabemos, de fato, de que lado ele está, a quem ele serve, quais são seus planos. Porém, pelo que se sabe, Varys almeja a estabilidade dos Sete Reinos. Ele frequentemente se refere aos espiões como seu "passarinhos". Muitos nobres o consideram de mau gosto e pouco confiável. 




Sua relação com Mindinho (carta 14 do Game of Thrones Lenormand) é uma das mais curiosas, intensas e interessantemente perigosas da série.

Já demonstrou conhecer muitas das passagens secretas dentro da Fortaleza Vermelha (possivelmente mostradas por Aerys para que seus "passarinhos" pudessem transitar secretamente pelo castelo). É um mestre do disfarce.



Após o Torneio da Mão, Varys se disfarçou e foi ter com Lorde Eddard Stark (Carta 06 do Game of Thrones Lenormand) em seus aposentos. Ele o advertiu de que a Rainha Cersei (Carta 32 do Game of Thrones Lenormand) estava tentando matar o Rei Robert, afirmou que só estava disposto a manter o reino em paz e que queria ajudar Eddard a combater os Lannister. Ele também disse que a antiga Mão, Jon Arryn foi envenenado com Lágrimas de Lys pelo crime de "fazer perguntas".
Varys levou ao pequeno conselho o relatório em que Sor Jorah Mormont dizia que Daenerys Targaryen (Carta 17 do Game of Thrones Lenormand) estava grávida, o que resultou na ordem de Robert para que ela e o filho por nascer fossem assassinados. Em seguida, Varys se encontrou com Illyrio nos subsolos da Fortaleza Vermelha, onde os dois discutiram como adiar a guerra entre os Stark e os Lannister até o momento certo.
Quando o Rei Robert morreu, Varys continuou como mestre dos segredos para o Rei Joffrey (Carta 06 do Game of Thrones Lenormand). 



Varys, disfarçado de carcereiro, visitou Eddard enquanto este estava nas masmorras. Ele convenceu o nortenho a confessar sua traição, mesmo sendo falsa, para que pudesse salvar a vida de Sansa. Em troca, Eddard poderia vestir o negro, atrasando a guerra entre os Stark e os Lannister. Quando Eddard perguntou a Varys a quem ele servia, Varys afirmou que servia ao reino como um todo.

A despeito das intenções de Varys para poupar a vida de Eddard, Joffrey decidiu de última hora exigir a cabeça do traidor diante da multidão, deixando em choque a Rainha Cersei e o próprio Varys.



Quando Tyrion Lannister (carta 26 do Game of Thrones Lenormand) chegou à Porto Real para assumir o cargo de Mão do Rei, Varys se aliou a ele, entregando-lhe relatórios do que acontecia na cidade. Ele também ajudou o anão a tomar a Guarda da Cidade e lhe contou que a Rainha andava dormindo com o primo Lancel Lannister.




Dos diálogos entre Varys e Tyrion, uma das citações mais intensas é oferecida por George R. R. Martin.

Varys também ajudou Tyrion a instalar Shae, ensinando-o um caminho secreto que o permitiria visitar a mulher sem chamar a atenção de Cersei. Nessa época, Varys também relatou a Tyrion as circunstâncias que o levaram a ser castrado.



Na série de TV, Lorde Varys é interpretado por Conleth Hill.




Quando os Passarinhos de Varys saírem no jogo, esteja pronto para ouvir e ser ouvido. Mas, confie em mim (ou não, não fará diferença): você não irá gostar.

Toda informação é importante nessa hora, esteja atento.



Ele, como Mindinho, ainda é um Coringa. Está sempre presente no jogo, mesmo que não seja visto.



Aproveitando a postagem, não deixem de ver o trailer oficial da terceira temporada, e os vários previews que estão sendo postados dia a dia. De trinta em trinta segundos, chegamos lá. 

Eu acho.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Rei de Copas e a literatura, parte II: O Velho e o Mar.

Rei de Copas
Waite-Smith

Continuando nossa análise literária do Rei de Copas, cometamos um pequeno anacronismo que não afeta a simbologia proposta, e analisemos a carta do Tarô a partir de uma obra póstuma à seu lançamento: O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway.



Ernest Miller Hemingway (Oak Park, 21 de Julho 1899 — Ketchum, 2 de Julho 1961) foi um escritor norte-americano. Hemingway era parte da comunidade de escritores expatriados em Paris, conhecida como "geração perdida", nome inventado e popularizado por Gertrude Stein. 
Aos 18 anos, Hemingway foi para a Primeira Guerra Mundial trabalhar como motorista de ambulância para o Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, na Itália. Enquanto voltava da distribuição de chocolates e cigarros aos soldados, ele foi atingido por um projétil lançado por um morteiro. Ele ficou inconsciente e com estilhaços espalhados na cabeça, braços e pernas. Segundo Hemingway, “quando você vai para a guerra ainda garoto, você tem uma grande ilusão de imortalidade. Outras pessoas serão mortas… não você. Então quando você é gravemente ferido pela primeira vez, perde essa ilusão e começa a acreditar que pode acontecer com você”. O autor não se lembra de como voltou para o acampamento após o incidente. (Fonte)



Levando uma vida turbulenta, Hemingway casou-se quatro vezes, além de ter tido vários relacionamentos românticos. Em 1952 publica "O Velho e o Mar", com o qual ganhou o prêmio Pulitzer (1953), considerada a sua obra-prima. Foi laureado com o Nobel de Literatura de 1954.



O Velho e o Mar conta a história de um velho pescador chamado Santiago (qualquer semelhança não é mera coincidência). Apesar de muito experiente, Santiago encontra-se numa maré de azar, tendo ficado quase três meses - 84 dias - sem conseguir pescar um peixe.
Santiago possui um jovem amigo, chamado Manolin, que o incentiva a pescar. Na manhã do 85º dia, na sua pequena canoa, Santiago consegue um peixe, de tamanho descomunal (aproximadamente cinco metros de comprimento e 700 kg).
O peixe oferece muita resistência, e arrasta a canoa de Santiago cada vez mais para alto mar. Santiago sofre com o sol cegante e abre feridas nas mãos, de tanto lutar com peixe.
Depois de alguns dias, Santiago consegue finalmente matar o peixe e amarrá-lo à sua canoa. Porém, enquanto retornava a costa, sofre constantes ataques de tubarões.
Quando finalmente consegue chegar à praia, o peixe já estava sem carne, só restava a sua espinha, e Santiago estava sem forças. Os outros pescadores, vendo tamanho peixe, o maior que alguém já havia pescado, respeitam e ajudam-no, especialmente o jovem Manolin, que gostava muito do velho.


Príncipe de Copas
Tarô Iniciatório da Golden Dawn

Como Rei de Copas, o Velho nos mostra que mergulhar é preciso. Ir mais pra dentro, mais para o fundo, é preciso. Mas, ainda que a experiência seja rica, o resultado pode não ser testemunho para ninguém.
Desafie-se a isso.



Ah, um último detalhe, à guisa de desafio: muitos são os Reis de Copas por serem vistos. Reconheça-os... Se puder.
Abraços a todos.

quinta-feira, 14 de março de 2013

A Jornada do Louco em sua Autodescoberta: A Força.


Olá pessoal. Chegamos à metade (numericamente falando) da viagem do Louco. O Herói não tem mais como voltar, mas ainda não sabe até onde poderá ir e, mais que isso, ele não sabe o que vai encontrar.
E, no Arcano de hoje, o herói, após aprender a afastar-se e aproximar-se dos eventos, melhorando sua ótica sobre os mesmos, aprenderá a diferença, finalmente, entre fora e dentro. Entre eu e não eu. De uma forma belicosa. Através do enfrentamento.
A Força, Firmeza ou Fortaleza é uma virtude. Torna-nos inabaláveis. Não porque nos defende, mas porque, após adquirirmos sua dádiva pelo esforço, nada poderá ser tão forte quanto o prévio processo para obtê-la.
A Força é uma das cartas que mais sofreram modificações atributivas na sua representação. E isso aponta para uma série de experiências possíveis para o herói nesse momento.



Em uma conversa no Facebook, Fábio Donaire me presenteou com essa pérola de sabedoria iconográfica:
É engraçado como a boca do leão, nos baralhos tradicionais, fica exatamente na região da vagina de uma mulher aparentemente velha, frígida, casta. Uma mulher com tantas roupas e que é mais sexualizada que a mulher nua abaixo da estrela. Uma boca aberta, como se o centro da vontade estivesse submetido ao desejo do coração e à razão. A mão que abre a parte superior da boca do leão está na altura do coração. E é só na Força que o chapéu do conhecimento mágico reaparece. O leão está obviamente entre as pernas da mulher, como se ela o prensasse. Ele sai do seu manto, que cobre-lhe a parte traseira. Como se quisesse esconder uma parte dos instintos que precisa se manter no inconsciente. A parte que emerge, emerge controlada. Mas faminta.
A Força é uma Virtude, e, como tal, oferece ao Herói um novo subsídio na jornada. E esse subsídio pode ser chamado contemporaneamente de resiliência. O termo
é utilizado no mundo dos negócios para caracterizar pessoas que têm a capacidade de retornar ao seu equilíbrio emocional após sofrer grandes pressões ou estresse, ou seja, são dotadas de habilidades que lhes permitem lidar com problemas sob pressão ou estresse mantendo o equilíbrio. (Fonte)

E aqui temos uma nova habilidade emergindo para a jornada, que será fundamental no enfrentamento dos próximos passos. Contudo, como bem o Fábio ressaltou, ela emerge faminta.


Giane Portal encarnando a Força.
Beauty and the Beast.
Existe perigo em seus olhos.
Em todos eles.

Se você tirou essa carta na posição da Separação, o confronto que você vivenciou ou está vivenciando nesse momento é fundamental para a guinada que sua vida irá dar nos próximos meses (ainda que, normalmente, isso ocorra em semanas). Se você tirou essa carta na posição da Iniciação, a sua Fera interior despertou. Você não consegue mais manter o mesmo comportamento diante de questões que, por pura etiqueta, você deixava passar. Para avançar, será preciso abrir caminho. Se você tirou essa carta na posição do Retorno, não adianta usar de etiqueta agora. Não existem desculpas cabíveis. Ou há paixão... ou não há. 

Os exercícios propostos e a bibliografia utilizada estão em um arquivo PDF. Para baixar, clique aqui. Caso queira conhecer outras versões dessa carta (e, em relação à Força, recomendo veementemente que você faça isso - todas as atribuições são importantes e, na maior parte das vezes, exclusivas...), clique aqui.