Olá pessoal. Eu fiquei pensando nessa carta por algum tempo, porque creio que os significados dela se aplicariam aos amigos também, por sua prestimosidade. Mas acho que encontrei alguns elementos preciosos de análise que valem a pena serem compartilhados. E que, a propósito, a diferenciam razoavelmente de questões relativas a amigos.
Quando pensamos em serviçais, não pensamos necessariamente em amigos. Conquanto a confiança aplicada no serviçal garanta-lhe mais que um tratamento cortês por um serviço ou um salário, a questão pára por ali.
Serviçais, porém amigos: temos Watson, Alfred, e outros nomes. Estão ali, perto, sabendo, aproveitando, vivenciando o conhecimento. Mas não participam diretamente das relações sociais de seus patrões. O que lhes dá certa mobilidade, inclusive: não estão presos às correntes da fidelidade cega.
O condicional ali tem uma razão de ser. Afinal de contas, a culpa sempre é do mordomo. Como toda condicional tem quem agregue e quem (se) arrede, e como toda generalização é burra (inclusive essa, a propósito), essa carta também alerta para não tomarmos por prerrogativa o que é apenas suposição. É importante antecipar problemas, nesse caso, não oferecendo um status indevido a uma situação profissional, para não ser necessário passar por saias-justas devidas a um excesso de intimidade indevida. Intimidade o tempo dá aos poucos e tira de uma vez - nesse caso, inclusive, junto do vínculo empregatício. Às vezes acontece. Quantas vezes não nos aproximamos por demais dos nossos superiores a um ponto em que isso se torna difícil de lidar - vida profissional e pessoal misturadas num nível complicado de resolver? Depois de vários "sim", como dizer "não" a uma happy hour desagradável? Da mesma forma, como é complicado lidar com uma pessoa que insiste em ir além da sua função, buscando uma intimidade de que não lhe pertence? Dando-se um direito a um acesso que não lhe é devido? Cada coisa em seu lugar, e o que compete às cinq as sept não corresponde ao que o dia pede. Ou a noite.
Mas, representando ou encontrando com eles em nossas jogadas, fica a dica... Não confie em quem o dinheiro paga, não desconfie de quem o dinheiro não compra nada senão o tempo dispendido no serviço. Encontramos muitos de uns e de outros por aí, e é importante perceber a quem é que estão servindo: ao dinheiro, ou à função.
E, se for você o serviçal, que você saiba prestar seu serviço sabendo que ele é um adendo de você, mas não lhe representa. Ele é parte do que você é capaz, mas você é mais, sempre mais do que é capaz de fazer.
E, claro: a culpa nem sempre é do mordomo, então... vagar na busca por culpados, vagar no apontar o dedo. Existem momentos e circunstâncias em que a única justificativa é a fatalidade. Ainda que seja reconfortante dizer que a culpa não lhe pertence, isso não significa que pertença ao outro, também.
Abraços a todos. Cada um em sua função.
They walk in and sit down,
The fair mood of the day.
They read books over tea,
They give tips when they pay.
Butter and bread, diet coke and cake,
She takes notes, she makes no mistake.
Well daylight is fadin'
While traders are tradin'
While the jukebox is playin'
The lovers are datin',
The waitress is waitin'...
For a thing to explode,
For a light to go on,
For some sign to show
Her time has yet to come.
She's countin' the days
Until real life arrives.
She's countin': two three four five
And every minute feels
Just like the one before
No surprise, no twist
She wants so much more
Well daylight is fadin'
While traders are tradin'
While players are playin'
And lovers are datin',
The waitress is waitin'...
For a thing to explode,
For a light to go on,
For some sign to show
Her best has yet to come.
She's countin' the days
Until real life arrives.
She's countin': two three four five
When will that thing explode
When will that light go on
Just to assure her she's not long.
She's countin' the days
Until real life arrives.
She's countin', from nine to five
She's countin': two three four five...















































