domingo, 14 de outubro de 2012

Curso de Petit Lenormand no Rio de Janeiro: uma vivência para além da expectativa.


Olá pessoal. Passei a mais recente semana no Rio de Janeiro, dando o curso presencial de Petit Lenormand e realizando atendimentos. Mas não somente isso; vivenciei momentos de profunda gratidão e partilha com pessoas especiais, maravilhosas. Como diz o Navio do Petit Lenormand: ao viajar,  fui um, mas ao voltar jamais poderia ser o mesmo.


O curso correu como deveria ser. Com tranquilidade para o aprofundamento. Atenção à pluralidade de manifestações para a unidade de interpretações - e na unidade, a multiplicidade de possibilidades de acesso ao conteúdo latente.



Para entender o fenômeno Lenormand, é necessário história, mas também sensibilidade para se encontrar ali, entre os baralhos. Com as bênçãos da Sibille des Salons, claro. 



Mergulhamos, no primeiro dia, na teoria que norteia a interpretação das imagens e dos naipes. A história do baralho se fez premente, para entendermos, inclusive, como se deu a transposição de significados que norteia a prática aqui no Brasil, em contraposição à Europa. Idiossincrasias mínimas, mas importantes. Deuses moram nos detalhes. Em cada um deles.



No segundo dia, fomos para a prática. Fundamental que assim fosse. Apresentei, à título de ilustração, a minha forma de abrir o ritual com o Petit Lenormand - Cartomancia é magia, é manipulação de energia, é abertura de canais sutis, ainda que para se ler um baralho não precisemos de nada disso. Mas a vida é colorida, não é monocromática. Frente à isso, a Cartomancia é caleidoscópica. E minha forma não é a única correta, ainda que seja a correta para mim; é apenas um ponto de partida.



Em seguida, fomos para a prática em pares. É importante ler (para) o outro. Para entender como se vê e o que se vê. O outro é reflexo, é espelho. É fonte, de conhecimento e descoberta.



A Editora Alfabeto havia disponibilizado um Petit Lenormand para sorteio, e eu não queria nenhum método que não fosse cartomântico para sortear. Ganharia quem tirasse o Coração. Prem Mangla o encontrou.
Foi uma delícia oferecer esse curso. Me senti amparado no processo, oferecendo o que sei, e recebendo como retorno questionamentos e formulações que me deixaram pensando, também. Saí transformado do processo. Vou assimilando aos poucos.

Mas o curso em si foi um começo, não um fim. Passei o restante da semana entre atendimentos e encontrar pessoas queridas. A primeira pessoa que encontrei foi a Sonia Boechat, do blog Tzara da Estrela.


Sonia e seu altar... E meu livro sobre a mesa!
Uma honra e tanto para mim!

Existe uma coisa nas relações virtuais que me incomoda. Nada, mesmo, garante que o virtual corresponda ao real. Mas minhas mais recentes incursões tem sido muito prósperas. A Sonia é exatamente o que demonstra ser no Tzara da Estrela: um amor de pessoa. Um doce, um carinho. Só posso expressar minha gratidão por esse encontro. Aquele dia foi especial, e espero verdadeiramente ter a oportunidade de encontrá-la novamente, várias vezes. Tenho muito a aprender com ela. E desejo isso.
Sonia, gratidão pelo presente. Farei valer (muito!) a pena. Obrigado, mesmo.


Eu, Tânia e o livro

Outro encontro ultra marcante foi com a Tânia Durão, responsável também pelo blog As Cartas Ciganas. Um amor de pessoa, um doce. Já era seguidor do seu blog, agora sinto-me seu amigo. Almoçamos juntos, mas foi muito pouco tempo para o tanto que tínhamos para conversar. Oportunidades não nos faltarão, tenho a certeza.



A experiência de passar todos esses dias com a Prem Mangla também foi inesquecível. Carteados não faltaram! Imagine se, entre dois cartomantes, faltariam! Foi troca, crescimento, inspiração e companheirismo. Tive a honra de participar de suas aulas de Baralho Cigano e Tarô. Obrigado, mesmo, Prem, pelo carinho. 


Eu e o Helder, um carinho de pessoa. 
Só faltou um carteado.

Tive vivências intensas com as minhas cartas. Entrei em contato com pessoas maravilhosas. Conheci trabalhos fantásticos, e me permeei de questões que não serão sanadas tão facilmente. Ainda bem; crescer dá trabalho. 
Espero voltar em breve, reencontrar todo mundo, e mais: peço desculpas à todos aqueles a quem não consegui encontrar. Não nos faltarão oportunidades, prometo.
A todos que encontrei e reencontrei, meu carinho e meu amor, meu agradecimento e minha bênção. Obrigado pela acolhida, espero revê-los em breve.
Como não poderia deixar de ser, essa viagem teve trilha sonora. By Tia Lalucha. Certas coisas só fazem sentido quando sentidas e esperadas... mesmo que por muito tempo. 



Abraços a todos.



quinta-feira, 11 de outubro de 2012

The Game of Thrones Lenormand: Jogo das Grandes Casas.


Olá pessoal. Desenvolvi esse método para utilizarmos na experiência do Game of Thrones Lenormand. Contudo, creio que possa ser utilizado com qualquer oráculo. Baseia-se nas Grandes Casas de Westeros, em seus lemas e prerrogativas (não necessariamente em seus personagens). Para facilitar um pouco a abordagem, correlacionei as Casas de Westeros com as Casas da Cruz Celta em alguns aspectos, que não abarcam o todo, mas aproximam uma e outra. A ordem das Casas respeita a ordem como são apresentadas no Livro Um das Crônicas de Gelo e Fogo: A Guerra dos Tronos, não tendo, portanto, nenhuma atribuição específica dada por mim em termos de importância ou significado.
Experienciemos.



Casa 1: Baratheon
O selo dos Baratheon é um veado coroado, negro, em campo dourado. Seu lema é nossa é a Fúria. A carta que sair nessa casa dirá aonde é que a sua vontade pessoal pode causar modificações efetivas na situação atual. Por outro lado, se negativada, mostrará os malefícios de ceder aos desejos sem ouvir bons conselhos. Corresponde à Casa 1 da Cruz Celta.



Casa 2: Stark
Suas armas são um lobo gigante cinzento em campo branco de gelo. O lema dos Stark é o Inverno está para chegar. A carta que sair nesta casa dirá quais são os obstáculos da jornada, internos e externos - por vezes, ao crermos estar fazendo a coisa certa, estamos, na verdade, selando um destino reverso. Essa é uma casa de aviso e pede atenção ao seus eflúvios. Corresponde à Casa 2 da Cruz Celta.



Casa 3: Lannister
Seu selo é um leão dourado em campo carmesim. O lema dos Lannister é ouça-me rugir!. Uma das frases mais utilizadas por Tyrion Lannister (cf. carta 26) é Um Lannister sempre paga suas dívidas, e nessa casa veremos os débitos e créditos que você tem a cobrar ou ser cobrado. Em outras palavras, qual é o caminho para obtenção do equilíbrio na situação. Corresponde à Casa 9 da Cruz Celta.



Casa 4: Arryn
Seu selo é a lua e o falcão, de branco, em campo azul-celeste. O lema dos Arryn é: Tão alto como a honra. Nessa casa veremos a essência inatingível da questão: mesmo que tudo dê certo, mesmo que tudo dê errado, mesmo que tudo chegue ao limite... Esse ponto, representado pela carta que aqui sair, não deve ser tocado. Corresponde à Casa 4 da Cruz Celta.



Casa 5: Tully
O símbolo dos Tully é uma truta saltante, de prata, em campo ondulado de azul e vermelho. O mote dos Tully é: família, dever, honra. Nessa casa vemos os aliados e inimigos, auxílios ou obstáculos trazidos por pessoas de nosso círculo pessoal para a natureza da questão. Corresponde à Casa 8 da Cruz Celta.

Casa 6: Tyrell
O símbolo dos Tyrell é uma rosa dourada e campo verde-relva. Seu lema é crescendo fortes. Nessa casa, veremos as ambições e o caminho do crescimento a partir das modificações sugeridas pelas casas 2 e 3. Corresponde à Casa 7 da Cruz Celta.



Casa 7: Greyjoy
O selo dos Greyjoy é uma lula gigante dourada em campo negro. Seu lema é nós não semeamos. A religião do Deus Afogado, do qual os Greyjoy são devotos, prega que "O que está morto não pode morrer, mas volta a erguer-se, mais duro e mais forte". Aqui, nessa casa, veremos o que está fora do seu controle, mas merece cuidadosa atenção, para não gerar aborrecimentos. Corresponde à Casa 5 da Cruz Celta.

Casa 8: Martell
O estandarte Martell é um sol vermelho trespassado por uma lança dourada. Seu lema é insubmissos, não curvados, não quebrados. A carta que cair nessa casa indica quais são suas qualidades e valores na obtenção do seu desejo, mas também aponta para as áreas onde você deveria estar mais aberto a parcerias e auxílio. Corresponde à Casa 6 da Cruz Celta.



Casa 9: Targaryen
O estandarte Targaryen é um dragão de três cabeças, vermelho sobre negro, sendo as três cabeças representativas de Aegon e suas irmãs e esposas. O lema Targaryen é Fogo e sangue. Nessa casa, veremos os resultado final dos seus esforços, e o conselho das cartas para seus próximos passos.  Corresponde à Casa 10 da Cruz Celta.



Experienciemos o jogo, e vejamos como se aplica às nossas práticas. Eu coloco conforme a imagem abaixo (em círculo), mas é possível, por exemplo, três colunas de três cartas; utilize a formação que achar mais adequada. Se achar necessário, reporte suas dúvidas ou experiências com o jogo.
Mesa de jogo

Fonte das imagens: Nerd Pai.



Ah, e vamos para o nosso sorteio de um baralho Petit Lenormand, cortesia da Editora Alfabeto! Os participantes da vez são:


1. Renan
2. Michele
3. Iony
4. Piter
5. Pedro
6. Raquel
7. Leni
8. Juliana

E @ felizard@ da vez é...

Michele! Mantendo a fama de ganhadora de itens do blog!
Parabéns! Entre em contato para eu poder enviar o prêmio!

Abraços a todos.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

A Jornada do Louco em sua autodescoberta: O Chamado


Olá pessoal. Começamos agora nossa jornada. Primeiro passo: o nascimento. Você desperta para a necessidade que advém do novo. Já é pressuposto desafios e dificuldades nesse momento. 


O Louco é mais que o herói da aventura. Talvez por seu papel trickster entre os Maiores, é tido como o protagonista da história. Mas é muito temerário acreditar que ele atravessa a viagem incólume. Ele amadurece a cada passo e, sem deixar de ser quem é, já não é mais o mesmo. Poderíamos o tomar por permeável às influências das demais cartas/passos. Mas ele representa, talvez mais que o próprio personagem, um evento. O Chamado.
Por mais confortável que seja a situação em que se encontra agora, quando o chamado é recebido nada é mais como antes. Não adianta tentar se esconder na rotina, sobre a pena de trair a si mesmo. 
Pense no que você precisa agora. Qual é o passo que você quer dar, agora. 
Se o Louco saiu para você na posição de separação, pense se não está na hora de empreender um novo caminho, uma nova tarefa, um novo passo, uma viagem. Como essa é uma situação que lhe "empurra", pode ser que você seja motivado por algo ou alguém do seu círculo. Esteja atento aos sinais e feedbacks. Se o Louco saiu na posição de iniciação, verifique se não está na hora do salto para o qual vem se preparando (e protelando) já há algum tempo. Não dá para ensaiar e adiar para sempre. E lembre-se que o improviso também é habilidade e arte, como ensaio. Nem sempre dá certo, mas quando dá certo - e quando se trata d'O Louco, a chance é grande - o improviso surpreende plateia e ator. Se o Louco sai na posição de retorno, pense no que é de fato essencial nesse momento. O que é que você pode ofertar ao mundo? Uma flor, um sorriso, um abraço? Ninguém, ninguém pode fazer o que você faz. Mesmo que seja o mesmo gesto, não é você. Você é único e precisa se lembrar disso.
Os exercícios propostos e a bibliografia utilizada estão em um arquivo PDF. Para baixar, clique aqui. Caso queira conhecer outras versões dessa carta, clique aqui.

Sem mais delongas, os participantes da promoção foram (em ordem de comentário válido na postagem precedente):

1.  Christiane
2.  Iony
3.  Lindsay
4.  Claudia
5.  Edy
6.  Flávio
7.  Michele
8.  Lilian
9.  Osvaldo
10. Silvia
11. Rhadra
12. Piter
13. Marcia
14. Rachel
15. Jacqueline
16. Paty
17. Gabriel
18. Márcio
19. Michele Serinolli

E o vencedor da promoção é...



Gabriel! Parabéns! Entrarei em contato pelo e-mail cadastrado e providenciarei o envio do seu presente. 
Abraços a todos, e continuemos nossa jornada!

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

O Tarô de Paco Cao.


Olá pessoal. O Page Not Found divulgou uma notícia inusitada: Paco Cao, artista espanhol e doutor em história da arte, criou um Tarô inspirado em artistas falecidos: The Eternal Rest.

Cao ganhou renome em 1996 com o projeto Rent a body [Aluga-se um corpo] (1993/1999), através do qual convertia seu corpo em um objeto acessível por meio de uma simples transação econômica, a partir da qual o locatário usaria seu corpo para toda série de atividades ou ações. Cao, que tem doutorado em história da arte, demonstra em sua obra seu conhecimento de história, embora também some a isso uma profunda reflexão dos diversos dispositivos teóricos e conceituais. Desde seus primeiros projetos, o corpo tem sido um interesse constante para Cao, assim como os diferentes usos dele como veículo de erotismo, religião, ícone histórico etc. Seu projeto Do you look like JP? [Você se parece com JP?] (2003), consistiu em organizar um concurso para encontrar um dublê do personagem Juan de Pareja, retratado por Velázquez em 1650. A consciência da história e a tentação de inserir a ficção em suas narrativas manifestam-se em seu projeto Félix Bermeu: vida soterrada (2004/2005), que consiste em escrever e publicar uma biografia romanceada do personagem de mesmo nome, apresentado como documento histórico, porém inteiramente fabricado pelo artista. (Fonte)
Amy Winehouse

A ideia de criar um baralho inspirado em personalidades não é nova. A novidade conforme o site, é que o artista espanhol está fazendo a leitura do futuro de visitantes da sua última exposição em Londres, usando um baralho (dito) nada convencional: nas cartas as figuras místicas tradicionais foram substituídas por ídolos da música já falecidos: Michael Jackson, Whitney Houston, Amy Winehouse e Kurt Cobain, "pela forte influência que eles têm sobre outras pessoas"

O que será que Whitney tem a dizer?

"Você está fazendo graça com o projeto?", perguntou um repórter do "Huffington Post"
"Não, isso é muito sério", retrucou o artista, que diz usar o espírito de Hermes para conectar os interessados a uma das estrelas falecidas. 

Michael Jackson

O "cliente" escolhe uma das 80 cartas do baralho e se prepara para a leitura do futuro. 
Paco Cao disse ter se preparado arduamente para o projeto, estudando espiritualismo, futurologia e ocultismo.
Um daqueles casos que eu sequer comento. Só assisto.
O quê será que essas cartas, chamadas de Tarô, supostamente funcionais como oráculo inspirado pelo espírito de Hermes, podem dizer..?
Confesso que estou curioso para saber.
"Eternal Rest" vai ser apresentada na galeria (Art)Amalgamated em Nova York de 30 de outubro a 10 de novembro de 2012. Quem passear por lá, conte-me depois como foi.
Abraços a todos.

sábado, 29 de setembro de 2012

Rei de Copas e a Literatura: Moby Dick.

Rei de Copas
Waite Smith

Olá pessoal. Esse texto foi um daqueles que demandou muito estudo (mesmo!) e muita reflexão. E, absolutamente, nada garante que eu cheguei a algum lugar. Esse texto é um proveito de paisagem.
Uma das coisas mais intrigantes para mim no Rei de Copas do tarô Waite-Smith era a relação entre o navio e o peixe (?) em segundo plano. 

Rei de Copas
Universal Waite

Ao contrário de outros elementos iconográficos, como o caracol do nove de Ouros, o "peixe" está ali, na quase totalidade dos baralhos inspirados diretamente em Waite. 
Segundo o texto do The Pictorial Key:
Ele segura um curto cetro na mão esquerda e uma crande taça na direita; seu trono fica sobre o mar; de um lado navega um navio, e do outro um golfinho está pulando. A dedução é que o Signo de Copas naturalmente se refere à água, que aparece em todas as outras cartas. (grifo meu)
Certo, golfinho. Mas se tomarmos a proporção entre o "golfinho" e o navio, veremos que está muito desproporcional. Pensando melhor, está mais para baleia que para golfinho. Ainda cetáceo. Ainda possível um diálogo. 


Encontrei possíveis respostas na literatura. Herman Melville esclarecendo pontos do texto imagético de Waite. E aí não estamos falando mais de um peixe, mas de um cetáceo - ainda que no livro estejamos falando de um peixe. Todo livro é um relato de sua época, ainda que seja atemporal. Com os erros próprios da época, inclusive.

Com a proposta de incentivar os jovens a relerem os clássicos lidos na infância – e fazer uma nova visita às obras de Franz Kafka, George Orwell, Herman Melville e tantos outros – a agência New!, da Lituânia, criou a campanha Books Change With You (“Livros mudam com você”, em tradução livre), para mostrar que há obras que ficam ainda melhores com o avançar da idade. Fonte: Para Ler.

Moby Dick não fala só da luta do homem contra a natureza; fala da mesma luta, talvez mais sangrenta, contra a sua própria natureza.
Estar cravejada por arpões, nadar com corpos de pescadores mortos há dias, já deteriorados, presos sobre o seu dorso - nada disso lhe tem significado ou importância. Toda a sua simbologia parte do homem. Toda a sua fúria destrutiva parte do homem. Todo o seu significado, em tudo o que possui de atroz e belo e incontornável, parte do homem - é ele quem vive e morre para que Baleia Branca persista sendo mais do que um Leviatã que nada inutilmente para o seu próprio fim. (Fonte)

Moby Dick, DeviantArt; Jaws, divulgação.

O enfrentamento da Besta (em amplo sentido) é atemporal, é parte da jornada do Herói. Moby Dick, o Tubarão, seres do oceano do inconsciente que enfrentam o homem sem fé em si mesmo - e que, pelo enfrentamento, a recupera indelevelmente. Curioso é que ambos são... brancos. Além disso, diversos outros pontos vão de encontro a um simbolismo alegórico que permite camadas e camadas de interpretação, que nos encontram como ondas - quando as sentimos, já viramos a página e elas não estão mais lá. Ou estão, em estado de espera. Talvez as mesmas ondas que permearam a obra, em uma escala evidentemente menor. Ainda assim, Moby Dick foi inspirada em uma cachalote real, Mocha Dick:
(...) nome dado a um cachalote albino que viveu no início do século XIX, assim chamado porque ele tendia a frequentar as águas amenas perto da ilha de Mocha, ao sul do Chile. Dele, o explorador Jeremiah N. Reynolds escreveu: “Este monstro de renome, que tinha de sair vitoriosa em uma centena de brigas com seus perseguidores, foi uma baleia que lutava como um velho touro, em tamanho e força prodigiosa. Do efeito da idade, ou mais provavelmente de uma aberração da natureza ! – Ele era branco como a lã”. (Fonte)
O começo do livro é considerado um dos melhores já produzidos
“Chamem-me simplesmente Ismael. Aqui há uns anos não me peçam para ser mais preciso —, tendo-me dado conta de que o meu porta-moedas estava quase vazio, decidi voltar a navegar, ou seja, aventurar-me de novo pelas vastas planícies líquidas do Mundo. Achei que nada haveria de melhor para desopilar, quer dizer, para vencer a tristeza e regularizar a circulação sanguínea. Algumas pessoas, quando atacadas de melancolia, suicidam-se de qualquer maneira. Catão, por exemplo, lançou-se sobre a própria espada. Eu instalo-me tranquilamente num barco.”
Quem é Ismael? "Me chame" soa como "não revelarei meu nome, contente-se com o que ofereço". Luis Fernando Veríssimo achou tão bacana que dialogou diretamente com este começo em particular e com a obra em geral, em O Jardim do Diabo:
Me chame de Ismael e eu não atenderei. Meu nome é Estevão, ou coisa parecida. Como todos os homens, sou oitenta por cento água salgada, mas já desisti de puxar destas profundezas qualquer grande besta simbólica. Como a própria baleia, vivo de pequenos peixes da superfície, que pouco significam mas alimentam. Você talvez tenha visto alguns dos meus livros nas bancas. Todo homem, depois dos quarenta, abdica das suas fomes, salvo a que o mantém vivo. São aqueles livros mal impressos em papel jornal, com capas coloridas em que uma mulher com grandes peitos de fora está sempre prestes a sofrer uma desgraça.
Ilustração de Odilon Moraes

A Cosac Naify produziu, em 2008 uma edição de Moby Dick cuja capa foi vencedora do prêmio Jabuti. Interessante perceber que não só o texto, como a apresentação, a editoração, são fundamentais para que sejamos impactados com a mensagem que está ali, de forma mais ou menos palatável de acordo com a intencionalidade do editor - intermediário quase sempre esquecido no processo autor - (editor) - leitor. Confira aqui a entrevista com a designer Luciana Facchini sobre o processo de criação.

Diversas adaptações foram produzidas a partir da obra. Inclusive pelo Pica Pau.



Pense :) .
Caso você seja fluente em inglês, existe uma novidade interessantíssima. Mesmo eu que não sou fluente, vou aproveitar. Conforme o blog Para Ler, baseado na matéria d'O Globo:
Um capítulo por dia, durante quatro meses. 135 narradores, para cada um dos 135 capítulos, que são ilustrados por 135 imagens, de 135 artistas diferentes. Tudo para “criar uma nova maneira de contar a história de Moby Dick para o público do século XXI”. Esse é Moby Dick Big Read, projeto que faz uma releitura da clássica obra de Herman Melville e iniciou as atividades no último dia 16 de setembro.
Ainda dá tempo de seguir o projeto em tempo real, baixando no site http://www.mobydickbigread.com/
Abraços a todos.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

The Game of Thrones Lenormand: Significados e aplicações


Olá pessoal. A pedidos, vamos mergulhar mais profundamente na relação entre o baralho Petit Lenormand e o seriado Game of Thrones. Vamos, quinzenalmente, carta a carta, personagem a personagem, vivenciando novamente o seriado, porque terceira temporada só ano que vem...
Falando nisso, essas postagens corresponderão aos personagens do seriado, nem tanto em relação aos livros. Em primeiro lugar, porque é mais fácil acessar as vinte horas das duas temporadas e compreender adequadamente as correlações que ler os livros, num primeiro momento, o que facilita a leitura dessa série. Em segundo, porque já houveram modificações de enredo entre aquilo proposto nos livros e o que vemos no seriado; em terceiro, e mais importante, eu ainda não li todos os livros, e acho injusto dissertar sobre isso baseado apenas na opinião de outras pessoas.
Evidentemente, teremos vários spoilers à medida em que as publicações forem sendo feitas. Se você ainda não assistiu as duas temporadas, pode ser desagradável saber certas questões de enredo que estão imbuídas na atribuição que proponho para a referida carta. 
De resto, aproveitemos para assistir novamente (no meu caso, pela quarta vez) as duas temporadas.
Abraços a todos.



Aproveitando o ensejo, a Editora Alfabeto disponibilizou quatro baralhos Lenormand para sorteio nas quatro primeiras postagens. Para concorrer ao primeiro, seja seguidor do Conversas Cartomânticas, curta a página do Facebook, e coloque seu nome e e-mail na área de comentários desta postagem. Concurso válido para residentes no Brasil - residentes em outros países que queiram participar deverão possuir um endereço nacional para a entrega do prêmio. O sorteio será realizado dia 11 de outubro pelo random.org.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

A Jornada do Louco em sua autodescoberta: Uma vivência com os 22 Arcanos Maiores do Tarô


Olá pessoal. Vamos viver, em 24 postagens quinzenais, cada um dos Arcanos do Tarô? Eu disse viver, não estudar. Viver. O aprendizado das cartas passa por diversos níveis, sendo que a absorção das imagens arquetípicas, através de vivências e do estudo sistemático de seus atributos, é o mais seguro e corrente. Demanda um tempo, e muitos jogos, inumeráveis, para começarmos a dançar seguros os passos desse bailado - embaralhar, cortar, interpretar, aconselhar. Mas, na nossa experiência pessoal, temos a oportunidade de um quinto passo: o vivenciar. E é esse quinto passo que dançarei com vocês. 
Kelma Mazziero, sincronicamente, postou a seguinte colocação:

É totalmente possível perceber a carta que se vivencia durante um período ou fase de vida. Basta estar conectado e devidamente informado. Daí a minha postura um tanto reticente quanto a jogar Tarô para tudo ou qualquer coisa. Chega um dado momento, é de bom tom conseguir perceber os sinais, além de estar atento aos acontecimentos em busca de associações. É, inclusive, uma maneira saudável de entender melhor uma carta e aprofundar suas características, já que sentir na pele ensina mais do que qualquer elucubração (já diria Shakespeare: "todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente").
Existem diversas formas de vivenciarmos os Arcanos. A meditação talvez seja a mais corrente. Diversos métodos se delineiam para isso. Nesta proposta, experimentaremos, nas próximas quinzenas, cada um dos Arcanos Maiores do Tarô, dentro do contexto da Jornada do Herói.
A Jornada do Herói (ou monomito) é um roteiro reconhecível em praticamente todos os mitos que conhecemos. Talvez por isso, seja mais fácil para nós vivenciarmos seus aspectos: temos as referências de todos os heróis que nos precederam. Sua estrutura básica é composta por três elementos: separação-iniciação-retorno.
Conforme Joseph Campbell:
Um herói vindo do mundo cotidiano se aventura numa região de prodígios sobrenaturais; ali encontra fabulosas forças e obtém uma vitória decisiva; o herói retorna de sua misteriosa aventura com o poder de trazer benefícios aos seus semelhantes. (CAMPBELL: 1988, 36)

Para começarmos essa vivência, sugiro o seguinte experimento: embaralhe os Arcanos Maiores do seu baralho. Retire três cartas: Uma para a separação (qual é a situação da sua vida cotidiana que lhe empurra para o novo, o que deve ser modificado pela sua ação individual?); uma para a iniciação (qual é o processo desafiador que você encontrará pelo caminho? Qual é o dom que será desperto? O que deve ser trabalhado unicamente por você?) e uma para o retorno (Qual será sua oferta ao mundo ao fim da jornada?
À medida em que formos vivenciando cada um dos Arcanos, aqueles que lhe tocaram nesse experimento dialogarão diretamente com a sua experiência do momento da jornada. Você está pronto para isso?
Para acompanhar bem essa série, sugiro que adquira um diário. Anote suas impressões e expressões - ao fim da jornada, terá um relato fiel dos seus próprios passos.
A bibliografia axial da vivência é composta por quatro livros, que recomendo veementemente a aquisição:

CAMPBELL, Joseph. O herói de mil faces. São Paulo: Cultrix/Pensamento, 1988. 
DICKERMAN, Alexandra Collins. A aventura da autodescoberta: Usando os símbolos do Tarô, os mitos e as imagens que revelam a sua vida interior. São Paulo: Cultrix, 1994.
NICHOLS, Sallie. Jung e o tarô: uma jornada arquetípica. São Paulo: Cultrix, 2000.
BANZHAF, Hajo. O Tarô e a Viagem do Herói: A chave mitológica para os Arcanos Maiores. São Paulo: Pensamento, s/d.

A cada carta vivenciada, outros livros serão necessários, e referenciados adequadamente na postagem. Para adquirir a bibliografia básica, clique aqui



E, para começarmos a jornada com o pé direito, a Editora Pensamento disponibilizou para nós caminhantes um exemplar do livro O herói de mil faces, de Joseph Campbell, um dos livros axiais (senão a própria raiz) da série.  Para participar, seja seguidor do blog, deixando um comentário nessa página com nome, cidade e e-mail. Só valem participações de residentes no Brasil. O sorteio será feito no dia 4 de outubro, através do random.org, e será divulgado aqui, no Conversas Cartomânticas.
Nos vemos em quinze dias, sabendo quem será o caminhante a vivenciar já com o livro seu primeiro passo.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Oráculo dos Deuses, Heróis e Titãs


Olá pessoal. A Editora Pensamento-Cultrix acabou de lançar o Oráculo dos Deuses, Heróis e Titãs, versão brasileira do Mythic Oracle. O baralho é formado por quarenta e cinco cartas ilustradas por Michelle-lee Phelan (que foi responsável pelo igualmente lindo Oracle of Dragonfae), divididas em quatro grupos: Heróis, Seres Mágicos, Olimpianos e Titãs.  


TITÃS

1. Cronos (Ciclos)
2. Réia (Proteção)
3. Prometeu (Sacrifício)
4. Mnemósina (Inspiração)
5. Atlas (Responsabilidade)
6. Têmis (Ordem natural)
7. Selene (Intuição)
8. Hélio (Iluminação)
9. Éos (Novos começos)

OLIMPIANOS

10. Zeus (O Pai)
11. Zeus (Expansão Divina)
12. Deméter (A Mãe)
13. Deméter (A Colheita)
14. Hera (Dever)
15. Hades (Morte)
16. Hades (O Mundo Inferior)
17. Poseidon (O Desconhecido)
18. Poseidon (O Agitador da Terra)
19. Ártemis (Pureza)
20. Apolo (Clareza)
21. Pã (Sexualidade)
22. Hefesto (Trabalho)
23. Marte* (Batalha)
24. Héstia (Lar)
25. Atena (Sabedoria)
26. Hermes (Mensagens)
27. Hermes (Viagem)
28. Afrodite (Amor)
29. Afrodite (Beleza)
30. Eros (Desejo)
31. Eros (União Sagrada)
32. Perséfone (Despertar)
33. Perséfone (Renascimento)
34. Dionísio (Liberdade)
35. Hebe (Brincadeira)
36. Íris (Harmonia)

SERES MÁGICOS

37. Quíron (Cura)
38. Pandora (Esperança)
39. As Moiras (Destino)
40. Hécate (Encruzilhada)

HERÓIS

41. Aquiles (Glória)
42. Orfeu (Fé)
43. Ulisses (A Jornada)
44. Hércules (Força)
45. Perseu (Coragem)

Poseidon, o Treme-Terra


Os mitos gregos são as histórias da humanidade. Eles são o reflexo da natureza e dos ciclos humanos e é através dessas histórias que podemos vir a entender melhor a nós mesmos.
O Oráculo dos Deuses, Heróis e Titãs traz estas histórias e símbolos atemporais para o mundo moderno, proporcionando-lhe uma ferramenta que pode ser usada no cotidiano para delicadamente guiá-lo através dos ciclos de vida em matéria de amor, carreira, criatividade, família, espiritualidade e consciência pessoal, permitindo que você possa ultrapassar os desafios da vida com maior clareza, consciência e vontade, obtendo assim uma vida clara, focada e gratificante.


Athena, a Sabedoria

O Oráculo dos Deuses, Heróis e Titãs vai lhe dar uma visão mais detalhada sobre o que está acontecendo em sua vida, o que é necessário e o que vem a seguir. O guia incluso apresenta uma descrição dos mitos, suas interpretações divinatórias e uma gama de jogadas que lhe permitirá ler com precisão para si mesmo e para os outros. Para quem já está no caminho há um tempo, esse baralho irá dialogar com as práticas desenvolvidas com o Tarô Mitológico e com outros baralhos de inspiração semelhante.


Zeus, o Grande Pai

A autora, Carisa Mellado, é uma talentosa escritora australiana que dedicou mais de uma década da sua vida estudando muitos aspectos do campo da Mente, do Corpo e do Espírito, e também trabalhou durante muitos anos como uma bem-sucedida taróloga profissional. Ela tem um grande interesse pela psicologia e pelas tradições espirituais do mundo todo, e é especialista em Mitologia. Carisa também é musicista e compositora. Além de ter seus próprios projetos musicais, foi convidada a participar da composição de muitas trilhas musicais e CDs de meditação. 

Artemis, a Pureza.

A galeria com todas as cartas pode ser vista aqui. E caso queira degustar o primeiro capítulo, é aqui.


*Transcrito ipsis litteris da degustação. A carta corresponde a Ares, o Deus da Guerra grego. Marte é seu equivalente romano.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Para o entendimento da carta 26 do Petit Lenormand.


A carta 26 do Petit Lenormand é representada por um livro (ou grupo deles), corresponde ao Dez de Ouros e seu poema diz (CartaMundi em inglês, tradução livre): Um segredo está / escrito nesse livro. / Vamos tentar descobri-lo / olhando as [demais] cartas atentamente.
Para isso, nada melhor que acompanharmos As Memórias do Livro, de Geraldine Brooks.




Da Espanha de 1480 até a enfraquecida Sarajevo de 1996, um livro sagrado de valor incalculável é caçado por fanáticos políticos e religiosos. Seu destino está nas mãos de uma talentosa conservadora de livros a charmosa protagonista Hanna, e sua recuperação resulta em um mistério histórico arrebatador.
Quando Hanna é chamada a Sarajevo para examinar o Hagadá, um código judaico do século XV que havia desaparecido durante a guerra da Bósnia, ela não pode acreditar que um documento tão maravilhoso estava preservado depois de tantas guerras e tanto preconceito. A partir de pistas encontradas no próprio manuscrito uma asa de inseto, manchas de vinho e um pêlo branco Hanna desvenda uma série de enigmas fascinantes e reconstrói as memórias do livro. E o resultado é um verdadeiro épico, uma corrida contra o tempo para revelar o passado e dar espaço à crônica da história do livro, enquanto Hanna procura a cura para uma criança vítima da intolerância da guerra, um amor impossível, sua própria identidade e proteção: do Hagadá e de sua própria vida. (Fonte: Skoob)


Conheci esse livro quando cursava o curso de conservação e restauro de bens culturais (FAOP). Dialogava diretamente com o ofício de restauro de papel, e na época eu trabalhava com um missal. Mas não imaginava que o livro fosse me tocar tanto, nem que fosse dialogar com a Cartomancia. Contudo... Encontramos os melhores diálogos no cotidiano, quando menos esperamos. E ler cartas pede leitura constante, não só delas. Leia aqui uma resenha d'As Memórias do Livro no Lendo.org. A Livraria Cultura disponibilizou o acesso a alguns capítulos, à guisa de degustação. Experimente aqui.




Eu sempre me questionei os motivos que levaram aos autores do Petit Lenormand a correlacionar o Livro com segredos.
O livro é um registro. E estamos falando de um período em que ser letrado era sinônimo de ter poder, ou de pertencer, ao menos, a uma classe de poder. Mas o livro também é comunicação – há livros para os outros lerem, há os livros para o autor apenas ler, refletindo sobre o seu passado. Mas todo livro pressupõe um leitor.



É estranho, para nós, homens e mulheres do século XXI, tendo acesso a tantas mídias, pensarmos no livro como um segredo. Hoje contamos com tantos instrumentos para produzir e guardar informação, que por vezes nos esquecemos que essas mídias são deveras recentes. Não mais que quinze anos atrás, utilizávamos ainda disquetes, fitas cassetes, máquinas fotográficas tradicionais, com filme, eram a opção mais viável, VHS convivia pacificamente com os DVDs nas locadoras, 32 bits eram um sonho de interface nos videogames... Contudo, pensemos nos diários do século XIX, o espaço de intimidade e sonhos das mulheres, em busca de uma identidade ainda em construção. 



Da mesma forma, pensemos que, para um analfabeto, o código ali escrito não lhe esclarece nada, ainda que esteja claro para um leitor alfabetizado. Ou mesmo que não analfabeto, um livro em outra língua traria o mesmo problema. Então, aqui o segredo corresponde a não compreensão de um código específico, ou mesmo uma informação pertinente que encaixa as pedras no tabuleiro ainda não chegou ao consulente. Os “conhecimentos que desvendam segredos”.



As grandes religiões monoteístas do Ocidente são religiões do livro. O Judaísmo possui a Torá; o Cristianismo, a Bíblia; o Islamismo, o Corão. Os livros garantem que o texto original não seja perdido – ainda que permitam a interpretação dos mesmos por seus sacerdotes. A interpretação, contudo, se adequa à época, ao grupo que lê, à forma como o sacerdote apresenta o texto. O texto não muda, e se permite novas leituras e interpretações futuras – algo mais complexo se estivéssemos lidando com uma tradição oral. Talvez por isso, ou justamente por isso, na iconografia cristã, o livro é o atributo de todos os Santos Doutores da Igreja.



Saber ler e escrever era tão importante que haviam profissionais específicos para lidar com a escrita: copidesques e escrivães. A escrita, inclusive, foi elevada ao status de arte no medievo pela Igreja Católica, com as iluminuras de seus livros. Talvez por isso essa carta também tenha sido correlacionada com a profissão. Nessa carta, vemos o trabalho do consulente, o emprego, os negócios; investimentos veremos na carta 34.



Dessa forma, quando sai num jogo, o livro aponta para questões que demandam maior entendimento e questionamento daquilo que se sabe atualmente. 



Se vocês prestarem bem atenção, conversamos até agora apenas sobre os Dez de cada naipe. O que essas cartas tem em comum? O que as diferencia? Conversemos sobre isso no curso de Petit Lenormand que darei no Rio de Janeiro.
Em tempo: Pepi Valderrama lançou seu Mystic d'Époque Petit Lenormand. Para baixar uma versão de avaliação, clique aqui.
Abraços a todos.