sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Dos usos da Mandala Astrológica.



Olá pessoal. A pedidos, eu compartilho aqui a minha forma de abrir a Mandala Astrológica. É um jogo muito amplo e completo, que serve como diagnóstico de uma série de fatores, e ainda por cima dá uma ideia de tempo para cada aspecto previsto.
Eu demorei para postar sobre essa jogada porque não existe um consenso sobre sua metodologia. Eu pesquisei a respeito e vi que existem tantas formas quanto cartomantes que a utilizam. Portanto, nem tudo que está nessa postagem corresponderá, efetivamente, à visão de outros oraculistas. Complementar, certamente, mas passível de discrepâncias, que a sua experiência com o oráculo será capaz de eximir.
A escolha das imagens eu devo à inspiração da palestra sobre o Arcano XVII, da Pietra di Chiaro Luna na Confraria Brasileira de Tarot e ao texto sobre a Luade Vera Chrystina para a Blogagem Coletiva. Embora sejam disciplinas independentes, em muitos pontos Astrologia e Tarot se tocam. Nem que seja iconograficamente, apenas, se tocam... mas ainda acho que é mais que isso.
Dedico essa postagem a Edy de Lucca, Katharina Dupont e Claudia Mello, do grupo Tarologistas. Obrigado, meninas, pela sugestão do tema.


Astrólogos olham para o Céu.
Geomantes, para o chão.
Cartomantes, para a mesa.




Vamos então ao passo-a-passo:

DEFININDO O PLANO DE JOGO

Defina quantas cartas você usará para cada casa. Com exceção da central, que normalmente possui uma carta só (Maior ou Menor – eu uso um Arcano Maior, como explicarei adiante), existem pessoas que colocam uma carta (só um Arcano Maior ou um Arcano, com o baralho todo misturado), duas cartas (um Arcano Maior e um Menor, embaralhados separadamente) ou, como eu, três cartas (um Arcano Maior e dois Menores; Hadès (Cartas e Destino, Ed 70) indica embaralhar os Menores juntos, e, no meu caso, utilizo um Arcano Maior, uma Carta da Corte e uma Carta Numerada). Cada uma dessas abordagens trará um panorama diferente, mas de forma alguma “errado”. 


A Lua
Tarot Este


Eu gosto de colocar uma carta de cada estrutura porque forma uma “frase completa”: O Arcano da Corte é o sujeito, ou seja, o personagem que surgirá na vida do consulente ou a máscara que ele assumirá frente à situação proposta pela Casa. Deverá ele ser tão astuto e precavido quanto o Valete de Espadas na casa 1? Ou deverá se precaver contra fofocas no ambiente de trabalho, com a mesma carta ocupando a casa 6?
O Arcano Maior é o verbo. Ele indica a ação que movimentará o desenvolvimento do consulente no que concerne aos aspectos da Casa onde sai. E a Carta Numerada é o objeto, direto ou indireto (risos), que complementa o sentido, oferecendo o cenário onde a ação se desenrola/desenrolará.
No começo parece complicado, mas depois de um tempo de prática temos 12 leituras de três cartas, respondendo às questões específicas de cada Casa. “Quem será o consulente durante o tempo da consulta?” Vejamos as três cartas da Casa 1. “Como o consulente se relacionará com seu parceiro?” Vejamos a Casa 7 e por aí vai. Nesse primeiro momento, as Casas são separadas, “cada uma no seu quadrado”, e as cartas são analisadas em função desse limite.

RELACIONANDO-SE COM O CONSULENTE


Estrela.
Lenormand Tarot

Naturalmente, eu tiro a carta diagnóstico e entendo como o jogo transcorrerá. Essa carta, no caso, dialogará diretamente com a carta central da Mandala, então é importante atenção a ela. A Carta Diagnóstico pode, inclusive, relacionar-se com a Casa 1 – o motivo pelo qual o consulente busca o Cartomante dialoga com o estado em que se encontra no momento.
Eu embaralho, após o diagnóstico, as cartas nos três agrupamentos: Maiores, Corte, Numeradas. Espalho as carta frente ao consulente, e peço que o consulente tire, dos Maiores, 13 cartas. Sugiro que você escolha uma palavra chave para cada casa, e diga: “, você está tirando a carta para a Casa 1” ou “, você está tirando a carta que representa sua personalidade”. Repita o mesmo para a Corte, só que com 12 cartas (a Casa central só possuirá o Arcano Maior, conforme dito acima), pedindo a máscara relativa à cada Casa, e depois o mesmo em relação às Numeradas, pedindo a situação na qual a lição do Arcano Maior manifestará a máscara. Completa a mesa, partimos para a análise propriamente dita.

ANALISANDO AS CASAS ASTROLÓGICAS


Sol
Thoth Crowley Harris

Conforme o Clube do Tarô (compilação de Constantino K. Riemma), às Casas se atribuem os seguintes aspectos:

Casa 1: a personalidade e o temperamento; a aparência, a vitalidade e a constituição física. Avó (mãe do pai), irmãos dos amigos. Cabeça e rosto, olhos, ouvido esquerdo, cérebro, músculos, movimento e sangue, aparelho genital masculino. Corresponde ao signo de Áries.    
Casa 2: o dinheiro e os bens adquiridos pelo trabalho; os ganhos e perdas financeiras, a administração. Os pais dos amigos e os amigos da mãe. Pescoço e garganta, língua, laringe e sistema linfático. Touro.
Casa 3: a comunicação, escritos, documentos, estudos, criação intelectual, as pequenas viagens, as trocas e o comércio, os vizinhos. Os irmãos e irmãs, colegas e professores da escola primária, secretários. Ombros, braços e mãos, sistema nervoso e respiratório. Gêmeos.
Casa 4: o lar, o passado, a infância, os bens imobiliários, o domicílio; a hereditariedade, as raízes, a história. A mãe, os bens dos irmãos, primos por parte de pai e sogro. Peito, seios, estômago, órgãos femininos (ovários e útero), cérebro. Câncer.
Casa 5: os amores, a criatividade; as diversões, jogos, ganhos pela sorte, especulações, o vestuário; a educação. Os filhos, os bens da mãe, noiva (o), amantes e os amigos do cônjuge. Coração, costas e ombros, artérias, diafragma e o lado direito do corpo. Leão.
Casa 6: o serviço diário, os colegas, assistentes e subordinados; a saúde, a higiene, a alimentação e as doenças agudas; animais domésticos. Tios e tias maternos, os conselheiros e instrutores. Intestino delgado e plexo solar, músculos e nervos. Virgem.
Casa 7: o casamento, as relações íntimas, sócios e companheiros; os contratos e processos, os conflitos, os concorrentes e os inimigos declarados. O cônjuge, os avós maternos e sobrinhos. Rins, quadris e nádegas, o genital feminino e o baixo ventre. Libra.
Casa 8: sexo, transmutação e morte; as heranças e presentes; psiquismo. Os negócios e finanças do cônjuge ou sócios, os amigos do pai. Sistema reprodutor, sistema urinário e excretor. Escorpião.
Casa 9: os ideais, os estudos superiores, as grandes viagens e o estrangeiro, comércio internacional ou por atacado; a religião, a lei e a filosofia. Cunhados, os netos, professores e colegas de curso superior. Músculos e coxas, fígado, quadris e artérias. Sagitário.
Casa 10: a carreira, a vocação, o prestígio social e profissional, os empreendimentos, as relações com as autoridades. O pai, sogra, primos por parte de mãe; patrão, superiores e patrocinadores. Joelhos e pernas, ossos e pele, dentes e ouvido direito. Capricórnio.
Casa 11: as amizades, as simpatias e proteções, as esperanças, projetos e planos, os lucros dos empreendimentos, os clubes e associações. Genros, noras e os bens do pai. Tornozelos e barriga da perna, cérebro, circulação sangüínea e a energia nervosa. Aquário.
Casa 12: o servir altruísta, a vida religiosa ou mística, os sacrifícios e as provas, as limitações, as práticas veladas, os vícios. Tias e tios paternos, protetores secretos e inimigos ocultos. Pés, sistema linfático e tecido adiposo. Peixes.

Percebam que aqui, à Casa 4 se atribui a mãe e à 10 o pai. Isso não é consenso entre os Astrólogos, e, caso você opte por seguir a Astrologia Medieval que aponta para as características contrárias (pai na 04, mãe na 10), todas as atribuições parentais serão trocadas pelas casas imediatamente opostas. Mas isso é outra história e não afeta diretamente a interpretação das Casas. Eu sempre usei as atribuições mãe na Casa 04/pai na Casa 10 com sucesso.
Conforme disse anteriormente, eu utilizo uma carta central, norteadora das relações entre as Casas. Essa carta, para mim, é sempre um Arcano Maior (existem cartomantes que utilizam Arcanos Menores, como os responsáveis pela Tarô Semestral do Personare), revela a raiz das lições que o consulente viverá no período do jogo.
Um vídeo para entender as Casas na Astrologia:


TEMPORALIZANDO AS PREVISÕES

A Estrela
Vandenborre Bacchus

Terminada essa primeira análise, torna-se necessário temporalizar algumas interpretações. Eneida Duarte Gaspar, em seu Tarô dos Orixás (Pallas) sugere que às Casas 1, 2 e 3 sejam relacionados os temas de um passado distante (distante aqui seria mais ou menos um ano. Pode corresponder a mais tempo, mas que há um ano começou a se tornar incômodo para o consulente). As Casas 4, 5 e 6 ao passado recente (seis a três meses atrás). As Casas 7, 8 e 9 corresponde o presente imediato (variação de um mês para mais ou para menos) e as casas 10, 11 e 12 ao futuro próximo (até um ano). Se seguirem a minha forma de dispor, vocês terão nove cartas para cada um desses momentos, que devem ser relacionadas entre si, sem grande ênfase à divisão por casas. Estamos respondendo a uma questão com nove cartas, não com três grupos de três.
Temporalizados os eventos, voltamos nossos olhares aos meses do ano. A Casa 1 corresponde ao mês em que se joga a Mandala, partindo daí os doze meses seguintes (por isso sugiro esse jogo para aniversariantes – para mapearmos sua Revolução Solar – ou para o Ano Novo, Astrológico ou não). No grupo Tarologistas, em conversa proposta por Claudia Mello, tive um insight: caso o tempo seja menor (e você tenha disponibilidade para fazer isso, risos), divida o tempo da consulta por doze (número de casas) e analise a temporalidade dentro desse resultado. Por exemplo: para um mês (como foi o caso), dividimos trinta, trinta e um ou vinte e oito dias por 12 (número de casas da mandala) e do resultado sabemos quais são as influências dos dias específicos do mês.

ANALISANDO AS OPOSIÇÕES


Sol
Old Path

Na mandala temos seis eixos diametralmente opostos que se relacionam com a carta central – a mais importante, como disse anteriormente. Teríamos, então:
Das relações entre a Casa 01 e a Casa 07 as relações do consulente, como indivíduo, com os outros, em especial o cônjuge.
Das relações entre a Casa 02 e a Casa 08 as relações do consulente com os seus recursos, assim como a relação com os recursos dos outros.
Das relações entre a Casa 03 e a Casa 09 a comunicação, os contatos, as parcerias e viagens.
Das relações entre a Casa 04 e a Casa 10 a vida pessoal, íntima, e a vida pública, assim como o trabalho. Aqui também veríamos a ascendência imediata – pai e mãe.
Das relações entre a Casa 05 e a Casa 11 – o brilho pessoal do consulente versus sua necessidade de pertencimento a grupos.
Das relações entre a Casa 06 e 12 – A saúde, a doença, a rotina e a surpresa.
Aconselho estudar, nesse caso, Astrologia. Embora o Tarot não precise oficialmente da Astrologia para “funcionar”, utilizar a Mandala Astrológica sem entender o básico da Astrologia é um contrassenso que deve ser evitado pelo cartomante sério. É como usar óculos sem armação. A lente é perfeita, mas não encaixa no rosto por falta de base.

ANALISANDO AS TRIPLICIDADES

Em função dos elementos de cada signo regente de cada Casa, agrupamos as casas 1, 5 e 9 (correspondentes a Áries, Leão e Sagitário, respectivamente); 2, 6 e 10 (Touro, Virgem e Capricórnio); 3, 7 e 11 (Gêmeos, Libra e Aquário); e 4, 8 e 12 (Câncer, Escorpião e Peixes), formando os triângulos correspondentes ao Fogo, à Terra, ao Ar e à Água, respectivamente. 

Ao Fogo relacionamos o projetivo, o masculino, o quente, o seco, a iniciativa, a projeção, a maior e melhor ideia de si mesmo que o consulente é capaz de fazer, o brilho pessoal, a autoestima, a independência, os ensinos superiores, as viagens longas, a espiritualidade e a religião. O plano espiritual.

À Água relacionamos o receptivo, o feminino, o úmido, o frio, as emoções, os sonhos, os anseios, os desejos, a família, o sexo, as heranças, os inimigos ocultos, as doenças. O plano emocional.

Ao Ar relacionamos o projetivo, o masculino, o úmido, o quente, as viagens, os estudos, o intelecto, a comunicação, os amigos e inimigos, as relações que não perpassam necessariamente as emoções, a política. O plano mental/social.

À Terra relacionamos o receptivo, o feminino, o seco, o frio. Aqui temos o plano material, as finanças, a saúde, os imóveis, o comércio, a segurança, a praticidade, o cotidiano.

ANALISANDO AS QUADRUPLICIDADES

Às Casas Cardinais, ou Cardeais (1, 4, 7, 10) correspondem todas as iniciativas, inícios, começos, possibilidades, aberturas.
Às Casas Fixas (2, 5, 8, 11) correspondem as manutenções, estabelecimentos, estruturações, permanências, resistências.
Às Casas Mutáveis (3, 6, 9, 12) correspondem todas as modificações, finalizações, encerramentos, cortes e rupturas.

DEFININDO PESSOAS NO JOGO

Estrela
1001 Nights

Essa é a parte “fofoqueira” da Mandala. Aqui, podemos ver praticamente qualquer pessoa que se relacione conosco ou com nosso consulente, sem, no entanto, precisarmos recolher as cartas da mesa e perguntarmos por cada um deles. Eu gosto muito de usar essa técnica para saber se o ano será promissor para os meus entes queridos tanto quanto será para mim. Como a família é grande, o jogo dura horas... tudo de bom.
O importante é lembrarmo-nos que o que Vermos parte da nossa ótica com relação ao indivíduo invocado. Ou seja, não significa que a pessoa envolvida concordará com o consulente quando este expor o que você, como Cartomante, viu a respeito dele. Do ponto de vista do consulente, o ano da pessoa consultada será daquele jeito ou a relação entre o consulente e o consultado refletir-se-á daquela forma.
Dada a dica, vamos às pessoas (estamos tomando por base mãe na casa 04 e pai na casa 10; como disse, se invertermos as posições em função da Astrologia Medieval, temos que mudar toda a estrutura):
Irmãos: Casa 03. Cada irmão mais novo, contam-se três Casas. Cada irmão mais velho, subtraem-se três casas.
Filho: Casa 05. Cada filho depois do mais velho, somam-se mais três Casas (irmão do primeiro).
Namorada (o): Se for sem compromisso, 05. Se for compromisso, 07. 
Sócio: Casa 07.
E por aí vai. As possibilidades são infinitas. Primo do amigo... da Casa 11 (amigos) contamos 4 (pai ou mãe) mais três (irmão do pai ou da mãe) e mais cinco (filho). Ou seja, desde que você consiga fazer a contagem correta, todas as pessoas do seu círculo são passíveis de serem vistas. Todas. Mas nem todos irão convir, senão... Você tá com tempo?
Imaginem. Meu pai tem nove irmãos. Minha mãe, oito. Certa vez me propus a ver todos, incluindo os filhos. Foram boas três ou quatro horas anotando tudo.
Agora eu sou mais comedido, risos.


É isso. Ou não; creio que aqui só abrimos o assunto, sendo que muito mais há para ser dito a respeito. Como disse, essa postagem é um dos possíveis olhares, oriundo de minha própria experiência. Mas, de qualquer forma, já é pano para manga para futuras conversas.
Com o conhecimento conjunto de Astrologia e Tarot, a Mandala torna-se múltipla em interpretações. O contrário não é verdadeiro; para entender o sistema, não basta entender de Astrologia ou de Tarot - é necessário um conhecimento básico, ao menos, das duas disciplinas, para que o traquejo com a Mandala seja adequado.


P.S.: Caso deseje algum tema exposto cá no Conversas Cartomânticas, por gentileza, envie um email para emanueljsantos7@hotmail.com. Terei o maior prazer em conversar com você, nesse espaço. 



Abraços a todos. Até o próximo post.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Fórum Nacional de Tarô - EU FUI... E EU IREI!


Olá pessoal. Essa postagem demorou porque eu precisava de um tempo para sair do estado de êxtase provocado pelo evento. Foi tudo muito intenso, muito poderoso, muito amplo, condensado em menos de 24 horas (Jack Bauer ficaria com inveja).

Hã?


Com o objetivo de compartilhar experiências sobre a atividade do tarólogo, o fórum deseja reunir aqueles que anseiam conhecer melhor os caminhos do tarô em nosso país. O evento contará com renomados profissionais expondo as diversas formas de estudo (cabala, mitologia, simbologia) e de consulta (previsão, orientação, autoconhecimento). Também será abordado durante o evento o atendimento virtual e os cursos online,  bem como as normas criadas pelo Ministério do Trabalho no reconhecimento da classe (CBO 5168-05).

Sentados: AndreKadan, Rogerio Novo e Emanuel.
Da direita para à esquerda: Edy De Lucca, Alexsander Lepletier, 
Pedro Camargo, Nei Naiff, Claudiney Pietro e Valeria De Vilhena Colauto.

(Re)encontrar amigos (velhos e novos, virtuais e presenciais), perspectivas (sabemos que estamos no caminho certo quando encontramos a felicidade nos olhos daqueles que caminham conosco), reformular projetos, reinventar práticas... Sentir falta dos ausentes. Tudo isso ao entrar no auditório e perceber, finalmente, estar em casa. Uma experiência de certa forma já experienciada anteriormente, em outra oitava... Na Confraria Brasileira de Tarot.

Nei Naiff apresenta a introdução à terceira Mesa.
Tema: Tarólogos: direitos e deveres na CBO 5168-05.

Diante da experiência da Academia (lembremo-nos que sou historiador por formação), onde o diálogo é permeado por dilapidações de teorias insolúveis, é fantástico perceber, como pudemos, no evento, que o pensamento pode sim, ter nuances e degradées, sem, no entanto, gerar celeumas. 

Pietra di Chiaro Luna fala. Da direita para a esquerda, temos
Yedda Paranhos, Giancarlo Schmid, Anna Maria Costa Ribeiro e Prem Mangla.

Tivemos a oportunidade de expormos pontos de vista à vista dos pontos de vista dos demais que compunham a mesa, num processo interativo que "tirava os santos dos altares"... ou alçava a todos os cento e vinte presentes às mesmas alturas. Fomos ao encontro do que há de mais preciso, amplo e vivencial dentro da Cartomancia.

Eu, dando meu pitaco na conversa...

Lembremo-nos que, em Cartomancia, seja ela o Tarot, o Petit Lenormand ou as cartas de jogar, a teoria é importante, mas a empiria é fundamental. Precisamos manipular nossas cartas. Precisamos de feedbacks frente à nossa experiência nessa manipulação. E, se os temos na vivência com nossos alunos e clientes, Fóruns como o proposto por Nei Naiff, Giancarlo Schmid, Vera Chrystina e Alexsander Lepletier nos permitem ir além, e encontrar feedbacks na vivência de nossos colegas e irmãos da Arte. Era divertido perceber que não era o único a balançar a cabeça em aprovação e reconhecimento diante da experiência compartilhada dos palestrantes.

Galera reunida num abraço só.

Em nossas conversas, percebemos algo em comum: todos saímos com um desejo de termos conversado mais, vivenciado mais, celebrado mais. Contudo, isso é incentivo para os próximos eventos.

Alexsander, Leonardo Chioda, Raquel Carvalho e eu.

Cavaleiro, o cordial portador de boas novas.
Thanks, Tiago Barros.


E, para além do evento em si, minha eterna gratidão a Rhadra Calache e família (Alexandre, Lalucha e Samia, que fim de semana perfeito!), Tiago Barros, Edy de Lucca, Doraci Reis e Cláudia Mello, pelo carinho, pela presença constante em minha vida e pelo almoço maravilhoso, com carteado (lógico)...
Áquila.
Ás de Águia.
Ás de Ouros.
Thanks, Leo Chioda.

Em foto do Chioda: 
Café... 
...e Tarot...
...e Conversas...
...sempre Cartomânticas.



...a Leonardo Chioda e seu Ás, uma águia que voa num passe de mágica... da manga; a Edy de Lucca, cujo agradecimento apropriado irá em outra blogagem... Aguardem novidades. A Yedda Paranhos e seu olhar perscrutador - sua pergunta ainda ecoa nos meus ouvidos, e me faz acreditar que continuo no caminho certo...


Os braços abertos do Cristo Redentor formam a Cruz... Sem espinhos, pregos, sem sofrimento.
Here comes the Sun. 
Thanks, Doraci.


Pois bem. O Rio de Janeiro continua lindo.

Conversas Cartomânticas: Adash Van Teufel e o Happy Squirrel


Olá pessoal. É realmente engrandecedor, para mim, ver que chegamos tão longe. E se "vê mais claro quem vai longe", creio que todos aqueles que nos acompanharam, vinte e quatro escritores, cento e sessenta e cinco seguidores, todos amantes do Tarot, estão certamente vendo mais ao longe, como eu mesmo.  Nesses meses em que o grupo Tarologistas tem se mostrado efetivamente atuante no Facebook, o quanto eu cresci, o quanto eu acresci às minhas práticas cartomânticas!
Depois de passarmos pelos 22 Arcanos Maiores, cá estamos diante da maior avant garde da pós modernidade no que concerne ao Tarot. Temos diversos baralhos que buscam acrescer Arcanos dentro de sua estrutura pessoal, sem, no entanto, causarem grandes reflexões para além daquelas próprias do seu grupo de estudiosos. Falei um pouquinho sobre isso quando relacionei a carta do Mestre, no Osho Zen Tarot (Pensamento-Cultrix) a esse fenômeno - para mim, Osho se enquadraria no Arcano V e tranquilo, não precisaríamos ir além disso. Até aí tudo bem. O Happy Squirrel, em contrapartida, não partiu de um estudo sistemático dos Arcanos ou da proposta de uma escola iniciática (a não ser que você considere Os Simpsons como uma escola iniciática, risos). E, pelo número de baralhos que o têm incluído entre os Maiores, merece seu lugar na reflexão que propomos aqui. A Tradição foi vista, reflitamos sobre os acréscimos pós modernos também.
E quem se dispôs a enfrentar o desafio foi o tarólogo Adash Van Teufel. Acompanhemos seu raciocínio rascante e divertido - muito adequado a um Arcano (estou realmente me degladiando com esse conceito para referir-me a essa carta) que bagunça o coreto todo, deixando o Louco pensativo sobre seu próprio papel.

Adash Van Teufel, por ele mesmo:

Gosto de pensar na vida como sendo uma tela em branco, disposta a receber a tinta que eu queira depositar nela. 
A técnica usada para pintar representa o caminho a ser trilhado. Os pincéis são as ferramentas que uso e as tintas  uma expressão peculiar das escolhas que tomo.
Enquanto as pinceladas vão compondo paisagens, o traçado e estilo são minha personalidade. E cada composição única se reflete na obra pronta - as conquistas - cuja assinatura final é o reflexo do que aprendi neste processo.
Meu caminho, por natureza, é o do Mago, andando no limiar que separa e une os dois mundos. Meus pincéis são o tarô, a cabala e os florais, que, unidos, traçam o panorama existencial a ser seguido. As tintas são escolhidas à partir da observação conectada à realidade ao meu redor e compõem, para cada caso, uma palheta de cor. Entre o pensar e o sentir, prefiro o sentimento, a percepção e intuição. A espontaneidade é aquilo que traz sentido ao meu estúdio.
Desde 1990 estudo a arte de viver. Sou tarólogo, terapeuta e espiritualista independente. E ainda pretendo pintar muitas outras telas. 
Contato: Através do blog Studio Tarot. 


Você conhece o Esquilo Feliz?

Tudo começou com uma brincadeira no seriado americano Os Simpsons, satirizando o poder das vidências. Eis que no episódio do "Casamento de Lisa", Lisa adentra uma tenda e encontra uma vidente. O diálogo a seguir é tradução livre, do original:

Vidente: Estava te esperando, Lisa.
Lisa (arfando): Como você sabe meu nome?
Vidente: Seu crachá ("Oi, eu sou Lady Lisa"). Você gostaria de saber seu futuro?
Lisa: Eh, desculpe, eu não acredito em adivinhação. Estou saindo.
Vidente: O que te preocupa? Bart, Maggie e Marge estão na competição e Homer está perturbando a mostra de filhotes.
Lisa (arfando): Uau, você consegue ver o... presente.
Vidente: Agora vamos ver o que o futuro carrega. (Ela vira uma carta do que parece ser um baralho de Tarô e aparece a Morte)
Lisa (engolindo seco): A carta da "Morte"?
Vidente: Não, isso é bom: significa transição e mudança.
Lisa (aliviada): Oh.
(A vidente vira outra carta com a imagem de um esquilo)
Lisa: Oh, que fofo.
Vidente (arfando): "O Esquilo Feliz"!
Lisa (acanhada): Isso é ruim?
Vidente: Possivelmente. As cartas são imprecisas e misteriosas.

O curioso acerca da sátira em questão é que a carta do Esquilo Feliz (The Happy Squirrel Card) vem impressa no desenho com o número romano XXIII, sugerindo como se fosse um arcano maior do Tarô. O Tarô possui 22 arcanos maiores e 56 menores, até então nunca houve referência à existência de um 23º arcano. Até então!
Não fosse o fato de ser apenas uma brincadeira, o número 23 tem todo um mistério associado a ele. Segundo a Wikipédia, existe uma certa obsessão com este número em função de estar associado com fatos e incidentes, tornando-se com o passar do tempo uma espécie de lenda urbana.
 O 23 é associado pelo "Princípio da Discórdia" [1] com a Deusa Éris (Salve Éris!). Éris é na Grécia a Deusa da Discórdia, mãe das abominações, tendo parido a fome, a mentira, a pena, o esquecimento, a dor, as disputas, batalhas e matanças, os massacres, ódios, ambiguidades, desordem, ruína, insensatez e ao juramento, este causando problemas ao homem quando perjura voluntariamente.
À parte a mitologia, com Éris não se brinca. Tive a oportunidade de conhecer em 2010 um devoto de Éris em um grupo de estudos de ocultismo em que, cada vez que ele se fazia presente, começava a haver uma discussão caótica e desordenada, aonde todas as pessoas presentes falavam tudo ao mesmo tempo, numa velocidade impossível de acompanhar e por consequência, diálogo e entendimento encerravam-se no caos.
 OK. Mas o que tem em haver Éris com o Happy Squirrel e o diálogo de um episódio dos Simpsons de meados de 1990? Simples, artistas criadores de Tarôs e tarólogos não deixaram por menos a sátira, trollando os Simpsons. Criaram o Arcano 23, a Carta do Esquilo Feliz e esta hoje faz parte de alguns Tarôs, como o Victoria Regina (na versão on-line), International Icon, Touchstone e mesmo o Shadowscapes ganhou sua versão do esquilo.
 Claro que um tarólogo sério retiraria a carta do baralho de Tarô. Afinal, é uma brincadeira, uma homenagem. Mas, eis que o 23 veio para fazer suas peripécias. E as consequências, óh Éris, é que alguns resolveram se aventurar a deixar a carta no baralho em suas tiragens. E agora? Seremos levados ao discordianismos sobre seus possíveis significados? O que signifcaria a carta do esquilo?

Parece que a bênção de ter o adjetivo "Feliz" associado ao nome, fez o esquilo surgir nas tiragens com significados inusitados. Nos fóruns de discussão, como o Aecletic Tarot, associou-se automaticamente a idéia do esquilo com as nozes. No idioma inglês, a palavra nozes é nuts, que é comumente usada como "maluco", com os participantes discutindo alegremente sobre a carta deixá-los malucos!
He's nuts - Ele está doido! Epa! Tropeçamos no Louco? Não pode! O Zero ou o Sem-Número já tem o seu próprio sentido e seria o esquilo aqui um "ladrãozinho" de significado? Óh não, pelo amor de Éris, ladrão é um atributo negativo do Mago! Eu acho melhor irmos por outro caminho pra tentar chegar ao significado do Esquilo Feliz.
Então a melhor forma seria avaliar a carta a partir dela mesma, já que não está no Tarô clássico e nem tem tradição a seu respeito. Vou basear-me na imagem desenhada por Stephanie Pui-Mun Law, em seu Shadowscapes Tarot. No seu melhor estilo fantástico de fadas e anjos, Stephanie desenha a visão surreal da carta "imprecisa e misteriosa", com todo um entorno impreciso e misterioso que circunda uma árvore, onde o Esquilo Feliz olha em direção a uma fenda na árvore, que está cheia de nozes e ao mesmo tempo dos naipes do Tarô. Uma espada, um bastão, uma taça e um disco entre as nozes sugerem que o esquilo os estocou junto ao seu alimento.



A visão da Stephanie sugere um esquilo florestal. Este, na realidade, compreende 122 espécies de esquilos da família Sciuridae, roedores de hábitos diurnos, dividindo-se em 5 subfamílias diferentes e a partir daí existem diversos gêneros. Estes esquilos possuem sentidos bastante apurados e sua anatomia é adaptada à vida nas copas das árvores, local onde buscam segurança e refúgio de predadores terrestres.
Eles descem ao solo somente pra procurar alimento ou buscar aqueles que já tenham armazenado (enterrado na floresta), para isto, estão atentos aos menores ruídos e movimentos, pois esta prevenção lhes é vital. Possuem presas fortíssimas, roendo sementes com facilidade, como pinhão, nozes e coquinhos. Muitas vezes, enterram as sementes que coletam e com isto algumas acabam por germinar. Também se alimentam de frutas e pequenos insetos. Um detalhe interessante e que não passou despercebido por Stephanie é o fato de que aves, especialmente os corvos, podem observar o esquilo enterrar uma semente e, tão logo o esquilo saia, desenterrá-la.
Na sua convivência com humanos, são ditos como animais inteligentes e persistentes. Usam métodos inteligentes para contornar obstáculos e comer de alimentadores de passarinhos. Se treinados como pets, podem ser tão inteligentes quanto cães para aprender truques e comportamentos. Procuram estocar comida para os períodos de privação, portanto eles vão estocar tudo o que estiver disponível. Os que vivem em parques aprenderam que humanos são fontes de comida e se aproximam com facilidade, principalmente atraídos por flautas, harpas, gaitas e sons de gemidos. Porém, se um dia você avistar um, não lhe dê amendoim nem semente de girassol, pois isto pode lhe acarretar doenças.
Seria então a carta do Esquilo Feliz um aviso acerca dos perigos dos corvos que querem roubar aquilo que nós reservamos e guardamos para depois? Ou, como a vidente dos Simpsons, na sua expressão assustada, avisar que é preciso estocar para um grande período de privação que logo vem pela frente? Isto até poderia fazer sentido, afinal, quem guarda tem, diz o velho ditado. E o esquilo é feliz porque estocou alimento, prevenindo-se, e, com seus sentidos aguçados, nos alerta para não nos colocarmos em risco a menos que tenhamos inteligência suficiente e esperteza para nos pormos em segurança caso ocorra uma situação de perigo.
Assim, o Esquilo Feliz aprendeu em todos os arcanos maiores a se precaver e estando no final, em posse dos ases-elementos com seus mantimentos, venceu o 23 de Éris e seus filhos nada sadios que o atacaram, como numa mensagem de que o Tarô nos ensina a vencermos nossos maiores desafios com inteligência e perseverança?
Mas eu acho que não e que isso seria uma grande bobagem. Creio que o espírito do Esquilo Feliz surge como uma brincadeira, apenas para aguçar a curiosidade e de fazer piada com um medo que todos nós, estudantes sérios do Tarô temos. O medo de termos nossa seriedade questionada.
Todo o tarólogo legítimo estuda seriamente a estrutura, o simbolismo e os significados. Informa-se, faz cursos, lê livros, faz leituras para aprender e testar suas interpretações. Alguns se profissionalizam, criam uma identidade e começam a lidar com a visão de seu próprio nome estampado nas propagandas que seus próprios consulentes fazem e para tudo isto é preciso seriedade, pois um passo em falso e toda uma dedicação vai por água abaixo. O esquilo, assim, se torna uma representação da nossa própria fragilidade onde qualquer predador em terra pode, como uma serpente, nos privar do nosso "eu tarólogo" num instante.
Então o Esquilo Feliz é uma forma de lembrarmos do lado lúdico do Tarô. O de ser apenas um maço de cartas. E assim entender que, com excessiva seriedade, nossa própria vida pode se tornar rígida e restritiva, privando a nós mesmos dos prazeres que o adjetivo "feliz" do esquilo vem nos lembrar. Afinal, quando tudo começou, quando sequer sabíamos o que eram as figurinhas enigmáticas do Tarô, o que nos moveu a aprender foi curiosidade, foi dinamismo, foi um interesse vivo que se divertia enquanto descortinava verdades que mais tarde tornaram-se visões.
Predadores existem sim. Se nossa constituição pode parecer frágil, seriam os esquilos (nós), incapazes de lidar com as serpentes? Eu acho que não. E eis o próprio esquilo in nuts mostrando pra nós a que veio. Acesse o vídeo aqui.
Encare este espírito do Esquilo Feliz. E aqui deixo o meu desafio. Vivencie-o em você e no seu Tarô. Olhe-o e colha, em cada um dos outros 22 arcanos maiores, suas sementes. Quais sementes você coletaria? Pense bem, para não tornar sua vida "imprecisa e misteriosa"!

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[1] - Escrito por Gregory Hill e Kerry Thornley, publicado em 1965, é um texto sagrado ao Discordianismo, uma antítese dialética às religiões e estabelece que "todas as coisas acontecem em cinco, ou são divisíveis ou multiplicáveis por cinco, ou estão de certa forma direta ou indiretamente ligadas ao 5." Logo, o 23 resulta em 5 se somarmos seus dígitos e deste modo é atribuído a Éris.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Conversas Cartomânticas: Furtado Temperance e o Mundo


É muito gratificante estarmos aqui. Depois de tanto esforço, de tantos olhares e reflexões sobre os Arcanos, de aproximações e distanciamentos de idas ao Inferno e ao Céu, finalmente chegamos ao clímax, ao Arcano XXI. Até mesmo sua numeração é questionada, por vezes assume o vigésimo segundo lugar, em função da posição em que o Louco resolve repousar. Mas, definitivamente, sua iconografia é uma das mais ricas a serem exploradas, sobretudo no que concerne à evolução (ou talvez, melhor dizendo, releituras) do oráculo no século XX. 

Ancient Italian

Depois de passarmos por um Arcano de tamanha profundidade interpretativa, cuja iconografia foi também relida pelos autores do século passado em função de filosofias e sistemas mágicos particulares, chegamos à síntese, à completude, à resolução e ao fim da Grande Obra, que não deixa de ser um novo começo - quem veio primeiro? O Ovo, ou a Galinha? O Louco... ou o Universo?
E cá temos Furtado Temperance falando sobre o Mundo.

Thoth Crowley-Harris

Ela, por ela mesma:

Turismóloga, Aeromoça e companheira dos Astros por opção. Admiradora fiel do Tarot e das artes ocultas, filha de Bruxa com um coração gitano. Uma Canceriana e eterna aprendiz...


Facebook: Tarot Essences


Visconti-Sforza

Como foi difícil começar a escrever sobre O Mundo... papel e lápis na mão, o céu azul lá fora e a falta de inspiração aqui dentro, como pode? Muitas noites deitada na cama com os olhos semi abertos com o pensamento nessa carta, a melhor hora para mim é essa, funciono melhor a noite, isso é inegável. Minha força vem do astro que ilumina o meu céu ao entardecer... 
Depois de muito "brigar", estipular um time frame para começar esse texto, desisti porque nada mais funcionava, foi então que eu entreguei... e quando a gente entrega, não resiste mais, as coisas assim como num passo de mágica começam a acontecer.

Epinal

E aqui estou eu começando a escrever... Não poderia ser diferente ou pura coincidência, essa carta sobrou e veio parar no meu colo. E eu fiquei com ela sem saber que essa jornada não seria assim tão fácil.. A minha total compreensão sobre esse arcano ainda está tomando forma, em processo... na verdade creio ser muito difícil chegar a mais pura essência dos arcanos, para mim isso sempre será um mistério, é o que faz do tarot um oráculo tão encantador.

Harmonius

Essa carta sou eu, é como eu me vejo e encaro a vida, sou comissária de bordo, tenho Lua em Sagitário na casa 9 e sou do Mundo. O Universo é minha casa.. sou uma viajante desse planeta terra quando estou acordada e quando adormecida continuo viajando só que por outras terras, numa outra dimensão. Penso que todos nós levamos isso conosco de uma forma ou de outra, somos participantes ativos do Mundo, damos e levamos algo em troca, sempre. É assim que funciona...

Ananda
                                                                  
O Mundo engloba todos os aspectos da nossa vida, desde o nascimento (Louco), o amadurecimento (Eremita), os altos e baixos da vida (Roda da Fortuna), os obstáculos (Pendurado), a paciência (Temperança), o medo e o devaneio (Lua), o sucesso e realização pessoal (Sol).. tudo isso faz parte de uma jornada de vida e não são poucas as fases...

Tarot of Imagination

Os 4 elementos também estão presentes na carta, através deles se obtém a perfeição daquilo que se foi criado. A figura no centro (em alguns decks) representa Cristo, ou seja, a ligação entre o divino e o humano dentro de cada um de nós, se faz presente e por isso somos plenos. A cada nova manhã, a cada entardecer, a cada alvorada.. é um novo dia, um novo ciclo. O Mundo não pára e a gente tenta acompanhar para não se perder no caminho, as vezes acontece e isso faz parte.  

Rider Waite Smith

O Mundo não tem fronteiras, ele nos aproxima mas também nos afasta... quem está distante fica perto (através da globalização/internet) e quem está tão perto de nós? Acaba se tornando cada vez mais distante com essa facilidade na comunicação via email, mensagem de celular.. a campainha da casa vai enferrujando... faz sentido? 

Spanish

21 = 2+1= 3
Esse arcano nos leva de volta à Imperatriz, pois tem como base o número 3, O Mundo nos mostra a conclusão de uma longa e esperada gestação. Seja essa gestação um filho, uma idéia, um empreendimento ou um amor.. é um ciclo que se fecha e outro que se inicia. Uma vida que se fecha para um mundo e nasce para o outro, assim a jornada começa novamente.. como num elo, um ciclo sem fim.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Fórum Nacional de Tarô - EU VOU!


Pessoal, estou arrumando as malas para ir ao Fórum Nacional de Tarô (folder do evento). O evento já está lotado, não serão vendidos ingressos no dia. Ah, para aqueles que ainda não sabem como chegar ao local, cá está o mapa:


De qualquer forma, terça feira estarei de volta, para partilharmos as vivências e as conversas cartomânticas que tiver por lá.
Abraços a todos. Aos amigos que lá encontrarei, feliz e abençoado seja nosso encontro! Aos amigos que só reverei na terça feira cá no blog, feliz e abençoada partida, feliz e abençoado reencontro!

2º Fórum Nacional de Tarô e Simbologia 
Universidade Candido Mendes - Rio de Janeiro/RJ
27 de agosto de 2011 (sábado) das 10hs às 19hs

Tema: Qual o futuro do tarô no Brasil?

Com o objetivo de compartilhar experiências sobre a atividade do tarólogo, o fórum deseja reunir aqueles que anseiam conhecer melhor os caminhos do tarô em nosso país. O evento contará com renomados profissionais expondo as diversas formas de estudo (cabala, mitologia, simbologia) e de consulta (previsão, orientação, autoconhecimento). Também será abordado durante o evento o atendimento virtual e os cursos online,  bem como as normas criadas pelo Ministério do Trabalho no reconhecimento da classe (CBO 5168-05).