sexta-feira, 3 de junho de 2011

Blogagem Coletiva: Conversas Cartomânticas



Frente à excelente iniciativa do Arierom, que nos reuniu no Facebook no grupo Tarologistas - apesar de conversar, anteriormente, com a maioria dos convidados para essa blogagem coletiva, está sendo incrível conhecer outros olhares e ter a possibilidade de ver essas possibilidades sendo postas frente a frente, praticamente em tempo real. E, vendo o quão diferentes são os olhares, mas o quão complementares também o são, tive a ideia de apresentar o trabalho de 22 autores, seus respectivos blogs e contatos, para os leitores do Conversas Cartomânticas, ao mesmo tempo em que, ao fim das apresentações, teremos um estudo com 22 olhares diferentes sobre o mesmo tema. Não é a ideia contrapor olhares, senão teriamos todo mundo olhando o mesmo Arcano. A ideia é a complementaridade dos estudos, focados sobre o mesmo objeto. De uma forma lúdica, claro!

Colaboradores:

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Novo sorteio: Promoção relâmpago

Pessoal, conforme nosso combinado, estou realizando um novo sorteio, já que a Priscilla não entrou em contato. Fica aqui meu pedido de desculpas, mas, não achei justo entrar em contato sendo que o combinado era o oposto. Vamos lá; e o ganhador da vez é...


Sophia Austeros! Parabéns!
Peço a gentileza de entrar em contato comigo o mais rápido possível.
Abraços a todos.

O Tarot e a Monalisa: uma perspectiva da história da arte sobre o Tarot

Tenho percebido uma certa dificuldade em delimitar a abrangência do Tarot em suas diversas acepções e possibilidades. Isso se aplica, principalmente, quando as questões de gosto são suplantadas por interpretações esotérico-herméticas das imagens. E, como no fim das contas, o Tarot funciona a despeito da forma como é abordado - desde que com respeito e sinceridade - a dúvida persiste. Devemos - ou não - utilizar a Cabala no Tarot? E a Mitologia? E a Astrologia? E a Numerologia? E a Culinária? E a Astrofísica? E as Artes Cênicas? E a Alta Costura?

Como qualquer obra de arte, o Tarot é passível de qualquer interpretação que seu observador deseje. Se eu quiser ver a Papisa como mãe/maternidade, eu a verei, e o rearranjo simbólico particular não afetará a mensagem dada pelo todo - certamente, quando eu precisar abordar o tema mãe/maternidade, a Papisa estará lá. Há quem veja a Papisa como a Sacerdotisa, e essa troca semântica lhe dá o epíteto de "esposa perfeita"; sendo assim, quando esse for o tema, lá estará ela, confiante com seu livro, seu véu e suas vestes pesando sobre uma provável nudez (difícil falar sobre o trás-do-véu, que dirá o por-baixo-da-saia!).
Eu, particularmente, a associo com a fase da mulher que transcende a necessidade do sangue mensal. Por isso, para mim ela é a avó - mãe/maternidade vejo com o auxílio da Imperatriz. Por conseguinte, ela não aparecerá na mesma conjuntura em que uma pessoa, das duas primeiras acepções, veria. 
Contudo, possivel e provavelmente, nós três daríamos ao consulente um mesmo prognóstico geral, esmiuçando, de acordo com nossa capacidade, peculiaridades que considerássemos importantes.
Até aí, esse tema é indiscutível. Não dá para discutir sobre o arcabouço simbólico de uma pessoa sem causar-lhe a confusão da centopéia. E isso é totalmente desnecessário. Se uma pessoa de boa índole, sem a intenção de explorar um cliente, diz que um/uma Cigano/Cigana lhe acompanha em um jogo de Tarot, auxiliando-lhe a Visão, não possuo elementos que possam desmenti-la. Em nenhum momento o acompanhamento mediúnico é necessário para o bom funcionamento do Tarot. Mas todos havemos de concordar que pelos frutos conhecemos a árvore. Se o resultado é pontual, e positivo, não deveríamos nos preocupar.
Preocupante é quando temos proselitismo nessa área. "É necessário conhecer Cabala." "Não! Não é necessário conhecer Cabala!" "Mitologia é fundamental!" "Não, mitologia é absolutamente dispensável!"
Aonde essa discussão nos leva? Lugar nenhum. Ambas as possibilidades geram efeitos positivos. 
O que me incomoda é quando aparece uma suposta "obrigação" de conhecermos determinados autores ou temas para entendermos o Tarot como um todo. Recentemente, fui questionado quanto à minha capacidade nesse oráculo porque não possuía em minha coleção um Rider Waite, ainda que houvessem diversos baralhos diretamente inspirados nessa obra (e, apesar de não ter o referido baralho na época, escrevi esse texto aqui. Obrigado Taroteca que me deixou contemplar esse deck). Claro, como colecionador que sou, era muito frustrante; mas como sempre joguei o Marselha e, mais recentemente, o Thoth, não via por que ser questionado em minhas interpretações. Meu oráculo funciona, meus alunos aprendem, tudo lindo como bem gosta o Caetano.
Claro que, quando finalmente adquiri meu Rider-Waite, percebi que ainda havia muito o que aprender, perceber e vivenciar, a despeito do que eu reconhecia deste baralho pela internet e pelos baralhos nele inspirados. A empiria, no Tarot, é a forma mais divertida de aprender.
O que considero importante, não, fundamental, ao estudioso de Tarot, é a aquisição de obras e a crítica textual das mesmas, seja em estudos pessoais, seja em cursos. Temos excelentes profissionais executando estudos comparativos que, por sua própria natureza, nos levam a questionar sistemas rígidos de interpretação. O sistema proposto por Crowley, que foi tão fundamental no início dos meus estudos, hoje se mostra incompleto, não porque deixou de ser bom - quem teria a falácia de dizer isso? - mas porque, frente às experiências cartomânticas que vivenciei, novos significados se anexaram aos anteriores, colorindo meu baralho com minha própria paleta.
E, ao colorir meu baralho com significados intrínsecos à minha experiência, acabo selecionando também o conjunto simbólico de cartas que desejo. O vocabulário adquirido se torna mais claro, mais nítido, menos passível a confusões interpretativas (no meu caso, quando a coisa fica feia, eu gaguejo. Já imaginou a cena?)
E porque eu chamei a história da Arte para a conversa?




Não sei se vocês conhecem esse quadro, afinal de contas, retratos falam mais aos envolvidos que aos estranhos. A menos que os ditos estranhos estejam dispostos a buscar ir além do propriamente revelado na tela por seu autor.
Ok. Ironia, não é? Quem não conhece esse quadro?
Agora... Alguém poderia, por gentileza, me garantir as motivações do pintor responsável ao elaborar essa obra? Alguém poderia, por gentileza, entrevistar a modelo e me contar o que ela pensa dessa representação?




A obra em nada perde pelas lacunas nas fontes. Ao contrário: sua aura se acentua. Por outro lado, a Pop Art se apropriou de sua imagem gerando inúmeras representações, variações sobre o mesmo tema (Podemos conhecer algumas aqui, mas a minha favorita é a do Botero, mesmo). O que você acha da releitura proposta por Botero, aqui apresentada? Falta de respeito, genialidade? Cópia barata para aparecer?


Da Vinci Tarot, A Sacerdotisa


E... se misturarmos o Tarot com isso? Lembra do arcano II, que ilustra o início dessa postagem? Aqui está ele, relido através de uma obra de Arte. E nesse momento, o Arcano perdeu seu conteúdo ao ser relido? A obra de arte perdeu seu sentido ao ser relida? Ambas perderam o sentido ao serem relidas? Ou, como penso, temos uma cambiância de significados que permite novos voos interpretativos?
O constantino, do Clube do Tarô, tem uma perspectiva assaz interessante sobre isso (Fonte, grifo nosso).

Os ensinamentos esotéricos, que nos vêm de mestres do passado, são quase sempre difíceis de serem compreendidos a fundo e requerem muito estudo e dedicação. E tal dificuldade vale igualmente para o Tarô. Quais são os antigos desenhos que melhor representam as idéias fundamentais? Qual é o verdadeiro significado de cada carta? 
Estudiosos modernos dão suas interpretações, nem sempre coerentes entre si, pois seguem diferentes teorias e pontos de vista. Aumentam, assim, o desafio do iniciante para descobrir as fontes autênticas. Para complicar mais ainda o panorama, há milhares de reinvenções artísticas e subjetivas que, apesar de muitas delas serem bem bonitas, deformam a simbologia original e afastam o iniciante da fonte.


Bem, eu sou a favor de todo tipo de deck que respeite a ideia do Arcano, mesmo que não, necessariamente, a iconografia clássica. É o exemplo da Morte do Tarô das Bruxas e Magos: ela não se assemelha em nada à Morte de outros baralhos, e, contudo, ali estão os principais significados do Arcano: transformação, metamorfose, fim de uma fase e início de outra - ideias  propostas pela borboleta.
Contudo, para a aprendizagem do oráculo, sempre recomendo um baralho clássico - e tomo por clássicos os baralhos cuja bibliografia a respeito é ampla e passível de reflexão: Marselha (especialmente para nós residentes em países latinos), Rider, Thoth.
Depois desse primeiro contato, qualquer voo é possível. Antes, porém, pode tornar confusa a absorção de novas interpretação e a errônea visão de que Tarot é tudo igual.
Tarot é uma obra de arte e, como tal, deve ser fruído com consciência de sua produção, causas e efeitos de sua iconografia e, claro, interpretações críticas de suas imagens a partir de fontes fidedignas.
Abraços a todos.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Como é difícil ser Cartomante! ou: da natureza da nossa profissão.


Olá pessoal. O Carlos Ruas acabou provocando uma cartarse em mim com essa tirinha. A gente se apaixona pelo que faz, porque a paixão não paga contas?
Eu não gostaria de "pagar contas" com Tarot. Eu amo essa Arte para pagar minhas contas com ela. Mas, por outro lado, esse pensamento é romântico e pueril, já que Tarologia é um trabalho sério, e como tal deve ser remunerado.
O que você pensa sobre a remuneração do trabalho cartomântico? 
Eu fico pensando quando é que teremos estudos sérios o suficiente para não nos remetermos mais ao Antigo Egito nem a seres de outros planos para legitimar um trabalho tão eficaz.
Como é difícil ser um cartomante....!
Abraços a todos

domingo, 29 de maio de 2011

Resultado da Promoção Relâmpago!


Olá pessoal. Fiquei feliz com as participações, temos cada vez mais pessoas celebrando Conversas Cartomânticas! Sem delongas, vamos aos participantes:

1. Lilith
2. Lília
3. Luciana Onofre
4. Priscilla
5. Consultas tarot e oráculos
6. Vera Chrystina
7. Euclydes Cardoso Jr.
8. Arierom
9. Drika Lopes
10. Aline
11. Raquel
12. Gabriel Careta
13. Marina.
14. Bruno 
15. Sophia Austeros
16. Ir

Antes de realizar o sorteio, dois avisos: para sermos justos com todos, não irei contactar os participantes. Aguardarei contato até quarta feira, dia 01 de junho, por email com o endereço para envio. Caso não receba esse contato de algum dos ganhadores, teremos um novo sorteio nessa data.
Aviso dado, aviso entendido? Então tá bom!
Bora lá pro sorteio. E o primeiro minideck vai para...

Priscilla! Parabéns!

E o segundo minideck vai para....


Euclydes Cardoso Jr.! O número sete te deu sorte, rapaz!

E o nosso terceiro minideck vai para...


Lilith! Virou freguesa por aqui! ^^
Aguardo, portanto, o contato dos vencedores por email, para envio dos respectivos prêmios. 
Abraços a todos e até a próxima!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Meu World Tarot Day: Ancient Italian Tarot


Bem, pessoal, eu também mereço comemorar meu Dia Mundial do Tarô ganhando presente! 
Me dei, com o auxílio do Armazém Divinare (Obrigado, meninas, gratidão especial à Nath Prado) o Ancient Italian Tarot!


Aguardem novidades por aqui! E não deixem de conferir as novidades do Armazém Divinare também no Facebook!
Abraços a todos.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Promoção relâmpago Conversas Cartomânticas: World Tarot Day


Pessoal, sorteio relâmpago - mais veloz que o relâmpago d'A Torre! -  aqui no Conversas Cartomânticas! Comemorando, ao mesmo tempo, o dia de Santa Sara Kali (24 de maio, ontem) e o World Tarot Day (25 de maio, hoje), sortearemos aqui três baralhos de Minicartas Ciganas (23,53 x 40,0 mm), coisinha linda de se ler e ter!

Para concorrer, basta escrever a seguinte frase como comentário nessa postagem:

Eu celebro o World Tarot Day e o dia de Santa Sara Kali com Conversas Cartomânticas!

O resultado sai domingo, 28 de maio, através do random.org.

Abraços a todos!!! E feliz World Tarot Day !

sábado, 21 de maio de 2011

A Banda Mais Bonita da Cidade canta ao Tarot.

Olá pessoal. Por indicação de Narayana Donadio, estou aqui me fartando de ouvir essa música que, por sua simplicidade e carinho, enleva até o coração mais partido por um 3 de Espadas...

A Banda Mais Bonita da Cidade é formada por Uyara Torrente (vocal), Vinícius Nisi (violão, teclado e piano infantil), Rodrigo Lemos (banjolele e guitarra, e ex-integrante do grupo independente), Diego Plaça (violão e baixo) e Luís Bourscheidt (percussão e bateria).
O clipe está disponível na internet desde a última terça-feira (13) e já soma mais de 360 mil visualizações no YouTube. Com a descrição "É, a gente adora Beirut mesmo", o grupo deixa clara uma referência à Nantes, vídeo do grupo norte-americano Beirut. (Fonte)




Meu amor essa é a última oração
Pra salvar seu coração



Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na dispensa
Cabe o meu amor!



Cabe em três vidas inteiras
Cabe em uma penteadeira
Cabe nós dois


Cabe até o meu amor
Essa é a última oração pra salvar seu coração



Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na dispensa
Cabe o meu amor!



Cabe em três vidas inteiras
Cabe em uma penteadeira
Cabe essa oração

Abraços a todos, com essa ternura, esse enlevo, essa doçura.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Dói?





- Dói?
A pergunta infantil escapara dos lábios de Harry antes que ele pudesse contê-la. 
- Morrer? Nem um pouco - respondeu Sirius. - Mais rápido e mais fácil que adormecer.

ROWLING, J. K.   Harry Potter e as Relíquias da Morte. Tradução de  Lia Wyler.  Rio de Janeiro: Rocco, 2007, p. 543.

domingo, 15 de maio de 2011

Blogagem Coletiva Fases da Vida: Adolescência

Olá pessoal. Continuando nossa participação na Blogagem Coletiva Fases da Vida, vamos agora falar da adolescência... e a Cartomancia.

Crescer!!!
Galgar degraus!!!
Eis o tempo que chega para todos!!! Tempo marcante e de muita pista para o futuro que se aproxima... Saltemos de contentamento pois a fase do primeiro amor está a se aproximar... das primeiras conquistas podemos dizer... tanto na vida afetiva como na cultural... quem sabe até em outros níveis mesmo que, aparentemente, de uma forma precoce???
Será a Fase mais conflitiva???
Quem saberá???

No Tarot, os adolescentes estão representados nos Cavaleiros (Príncipes, para algumas escolas). Já falamos deles, dialogando com o Dagomir Marquezi, aqui. Nos demais baralhos, nos Valetes, que há quem relacione com os Pajens do Tarot. Papus aponta para elas as crianças, sem definir gênero... Conforme algumas escolas, essa categoria foi trocada, passando a ser representada por Princesas - ficou um pouquinho difícil definir o gênero dessas cartas. 
Na Cartomancia clássica, aos Pajens correspondem homens jovens, aos Oitos mulheres jovens. Trabalharemos então com essa categorização, aqui nessa postagem.

Segundo a Wikipédia, "adolescência é a fase do desenvolvimento humano que marca a transição entre a infância e a idade adulta. Com isso essa fase caracteriza-se por alterações em diversos níveis - físico, mental e social - e representa para o indivíduo um processo de distanciamento de formas de comportamento e privilégios típicos da infância e de aquisição de características e competências que o capacitem a assumir os deveres e papéis sociais do adulto."

Considero essa definição bem próxima da forma como vejo os Pajens. Enquanto as demais 12 Cartas da Corte possuem um signo astrológico relacionado, que o define e delimita sua área de atuação, aos Pajens estão relacionadas as estações do ano. Uma temporalidade muito maior, uma diluição das definições muito maior - a cada estação correspondem três signos astrológicos... É ainda uma definição da área de atuação, é ainda um espaço frágil de formação da personalidade, dentro da intensidade intrínseca de cada naipe - Copas não é Paus, que não se compara a Ouros, que não tem reflexos em Espadas. Cada naipe é específico em sua atuação, dialogando com os demais, mas não se misturando às referências próprias de cada um.
Teremos adolescentes coléricos, referenciados por Paus; Sanguíneos, por Copas; Fleumáticos, por Espadas; e Melancólicos, por Ouros. Reparem que aponto naipes, mas não cartas específicas - nesse momento de formação da personalidade, temos já uma natureza dominante, mas não um comportamento preciso - adolescentes sabem bem serem metamorfoses ambulantes... 
Mas exploremos melhor as possibilidades oriundas dessas combinações: 


Valete de Paus


O líder. Sempre tem uma pessoa que, de tão simpática e para frente, acaba agregando as pessoas ao seu redor. Esse é o Valete de Paus. Sim, ele pode ser marombado - e é, maior parte das vezes - mas tudo forma de ser aceito como aceita os outros. O lado sombra é justamente a não aceitação do outro, pelas gramas a mais saindo da calça, pela falta de jeito, pela inadequação. O Valete de Paus é luz que ilumina as sombras dos outros. E isso nem sempre é bom para quem é o alvo.






Valete de Copas


O sonhador. Talento artístico inato. Escreve bem, lê por prazer, gosta de desenhar, costura, dança, canta; não importa, a veia artística deste Valete se manifesta bem cedo. É importante cuidar dessa criança que aprende a amar cedo demais, para que seus sentimentos não sejam massacrados pelo meio em que vive. Que este Valete explore as possibilidades de seus sentimentos sem o medo da represália por sua sensibilidade. 
Muitas vezes é médium. 






Valete de Espadas


O garoto-problema. Esse ouviu dos pais várias vezes que era um elemento dispensável. Duro de ouvir isso? Pai nenhum diria isso? Tente somar frases como "não sei o que faço com você", "por que você não é como seu irmão" e "aonde foi que eu errei com você" e você terá algo do tipo. Um Valete de Espadas ouviu essas frases certa soma de vezes. Cruel, não por gosto, mas por defesa - se o outro é o alvo, eu posso ter um pouco de paz. Sofre bullying, na maior parte das vezes, mas é causador também do mesmo problema. (Karofsky... Max Adler).




Valete de Ouros


Filho de peixe, peixinho é. Essa frase foi ouvida por essa criança várias vezes em sua infância. O Valete de Ouros está preocupado com sua marca no mundo. Desde cedo, estará pensando em vestibular, emprego, segurança, casamento, filhos. Normalmente nerd, vai descobrir sua beleza tarde na vida - síndrome de Beth, a feia. Contudo, quando descobrir, vai perceber que o Tempo lhe é bem favorável. Não é aberto a falar sobre si mesmo, e esse dado deve ser respeitado. Sugere-se esportes para garantir uma vivência em grupo saudável.

sábado, 7 de maio de 2011

A Força da Mãe: Reflexões sobre gênero.

Olá pessoal. Até pensei em escrever somente sobre a maternidade na Cartomancia, mas creio já termos conversado sobre isso antes, em algum momento. Mas eu queria falar sobre a Mãe.
A ideia de Força é inerente à ideia de Mãe. Levemos em consideração que a escolha óbvia para falarmos de maternidade, nos Arcanos Maiores, é a Imperatriz, assim como, quando desejamos falar sobre a avó, a Sacerdotisa. Há quem chame a Sacerdotisa de mulher perfeita, mas ela é tão fria... Tão vivida... Como a Senhora que, depois de ser flor, torna-se fruto guardando a Semente dentro de si. 




Essa maturidade, que, sim, pode ser associada à gravidez em alguns aspectos, diferencia, para mim, a Sacerdotisa da Imperatriz. A Sacerdotisa é Virgem e Velha, mas só a Imperatriz é Mãe.
Só...?
Eu andei pensando sobre isso enquanto ouvia Adele. E tive um insight. Ou, pelo menos, algo para conversarmos aqui... Sugiro que vocês ouçam também, não só pelo contexto, mas porque realmente é bom.



Pensemos juntos sobre a iconografia d'A Imperatriz. Ela é par. Ela é face. Ela é parte de um todo maior que a une aO Imperador. Isso fica muito claro no Thoth Tarot quando ladeamos A Imperatriz com O Imperador, seguidos pel'Os Enamorados. O casamento é inevitável, inexorável, intransferível.
Agora pensem numa mãe solteira. 





Next time I'll be braver
I'll be my own savior
When the thunder calls for me
Next time I'll be braver
I'll be my own savior
Standing on my own two feet
  
Hoje, ao invés de falarmos sobre a correlação mais óbvia, falemos sobre um aspecto da maternidade que raramente abordamos. Nem sempre a família é perfeita para os padrões sociais vigentes - o que não indica, em absoluto, que essa familia não seja perfeita.
Nos mais recentes dias, com a aprovação da Lei que legitima a união entre pessoas do mesmo sexo, eu fiquei pensando a respeito da constituição da família. É um saco pensar que só a família que seguir o american way of life conseguiria ser feliz. 




Como no filme Revolutionary Road (Foi Apenas um Sonho), a ideia de perfeição é tão imperfeita que acaba destruindo seus protagonistas.
Pois bem, o que há de imperfeito na mãe solteira? A ausência de marido? A impossibilidade de evitar o trabalho externo, tendo que coincidir com o trabalho doméstico? Qual é o problema? 
Hoje, para nós, talvez isso soe até mesmo como arcaico. Pouco mais de dez anos atrás, era motivo de expulsões de casa. A mãe, por vezes uma criança, se via com outra criança nos braços. Abandonava a boneca por um bebê a que não poderia abandonar.
Hoje, estamos numa nova etapa da construção da família - laços de afeto sendo mais fortes que laços de sangue. O que impede duas mulheres ou dois homens de constituir uma família? Até o momento, a possibilidade de tentar. Eu acredito que caráter não tem sexo. Que afeto não tem gênero. E mais: estamos diante da possibilidade de termos diversas crianças sem lar sendo adotadas por pessoas de índole. Independentemente de como vivem suas vidas sexuais. Vi, recentemente, o caso da menina que esquartejou os pais por não lhe darem o dinheiro para o dízimo da sua igreja. O que faltou - ou o que sobrou - aí? Não estava tudo certinho, papai, mamãe, filhinha?
O jornal frisa serem pais adotivos. Acredite: conheço excelentes filhos adotivos que não tem a menor pretensão de esquartejar seus pais por dinheiro. Então, considero fundamental dar à crianças sem lar a oportunidade de terem um. Com papai e mamãe, papai e papai, mamãe e mamãe, papai e só e mamãe e só.




Talvez por isso Adele. Talvez por isso A Força. Porque não é fácil imaginar determinados grupos aceitando algo tão plausível e, por que não? Aceitável.




Força, mães. Biológicas, adotivas e vocacionad@s à maternidade, independentemente da natureza de seus corpos.
Abraços a todos, feliz dia das mães. 



Blogagem coletiva: Meio ambiente e a Cartomancia - The Gemstones and Crystals Tarot


Olá pessoal. Continuando a participação do Conversas Cartomânticas na blogagem coletiva: Meio Ambiente, falemos hoje de um baralho bem interessante: o Gemstones and Crystals Tarot.


 O Tarot é um conjunto de possibilidades iconográficas - bem mais que apenas 78 - onde diversas linguagens (visuais, olfativas, auditivas, táteis, sensoriais e psíquicas como um todo) interagem e possibilitam novas interpretações, que por sua vez geram novas possibilidades de interpretação, que por sua vez... e por aí seguimos em diante, em diante, em diante.
Essa, proposta pela AGMüller, visa a correlação entre os cristais (e alguns metais, como o ouro e a prata) aos Arcanos do Tarot. Por um lado, é muito interessante a proposta material oferecida; por outro, temos a limitação dos Arcanos às correlações propostas, assim como a discrepância entre as correlações dessa obra em relação à literatura sobre o assunto.
Para exemplificarmos a utilização desse baralho, tomemos o quartzo verde, ou aventurina,  que "purifica mentalmente e emocionalmente. Neutraliza as emoções, trazendo o equilíbrio para o corpo físico. Elimina o medo e cura problemas relacionados à doenças de pele. Inspira independência, criatividade e saúde. Ajuda a relaxar, especialmente para aqueles que tem problemas ao dormir. Nos traz paciência e ajuda a acalmar nossos nervos e controlar a raiva. Encoraja a tolerância e a aceitar sugestões vinda de outras pessoas. Encoraja a regeneração do coração. Estimula nosso metabolismo e reduz o nível de colesterol. Aventurina tem efeito anti-inflamatório, ajuda em doenças de pele, erupções e alergias em geral.


Essa pedra, relacionada ao quarto chackra, está, nesse baralho, relacionada ao Arcano II, a Sacerdotisa. Fica aqui o desafio: até que ponto você consegue relacionar os dados relacionados à Aventurina com os aspectos próprios da Sacerdotisa? E mais, caso você conheça um pouco de gemologia ou gemoterapia, teria outra sugestão de pedra para esse Arcano? Particularmente, eu relacionaria à opala...
Enfrente esse desafio setenta e oito vezes, é a proposta desse baralho. Conforme o Aeclectic Tarot, "An extensive knowledge of crystal properties and the Tarot would be helpful for interpreting cards in the Tarot of Gemstones and Crystals, as each card is represented by a crystal corresponding to the particular tarot card."
Em tradução livre: Um conhecimento amplo (grifo meu) das propriedades dos cristais e do Tarot auxiliará na interpretação das cartas presentes no Tarot dos Cristais e Pedras Preciosas,  já que cada carta é representada por um cristal correspondente à uma carta do Tarot em particular. Ou seja: não é um Tarot para iniciantes na Arte.
Algumas cartas interessantes, cuja referência corresponde ao que entendo da funcionalidade de suas respectivas pedras:


A Temperança e o Quartzo Rosa... 


O Diabo e a Obsidiana flocada...


A Lua e... han... a Pedra da Lua (O RLY?)


O Sol e... *gasp*... a Pedra do Sol (O RLY? [2])

Correlações que me deixaram pensando na intencionalidade de seus autores:


A Morte e a Ametista...


O Rei de Ouros e o Âmbar (levando em conta que a correlação do Rei de Espadas foi o Ouro [Au])...

Não temos aqui no Brasil uma proposta semelhante, até onde eu saiba. Considero válido o esforço e certamente é um baralho muito bonito, mas devemos ter cuidado em relação à sua aplicabilidade. Nem tudo o que funciona para um... funciona para todos. E, se tratando de Tarot, melhor nos atermos aos clássicos até termos bases consistentes para novos voos interpretativos.
Abraços a todos.

REGRAS para quem desejar aderir:
Postar a todo o dia 7 de cada mês;
Tema, sempre livre - desde que aborde o ambiente como pano de fundo.

domingo, 1 de maio de 2011

Conversas Cartomânticas: Resultado da enquete.


Olá pessoal. Levando em consideração a enquete que esteve rolando durante todo o mês de abril, terei mais acuro na escrita tendo em vista os interesses de vocês, leitores. Cinquenta e seis por cento possuem interesse no Tarot; 43%, em técnicas de tiragem e organização das cartas; 31%, no Petit Lenormand e 15% nas cartas comuns de jogar. Tendo em vista esse resultado, aguardem as próximas postagens - Espero atendê-los adequadamente.
E estejam sempre livres para pedirem artigos e conversas. Esse espaço é nosso - e nem sempre eu estou com as melhores ideias.
Abraços a todos.