domingo, 20 de março de 2011

Curso de Petit Lenormand. O Chá Cigano.

Olá pessoal. O Curso foi um sucesso! Muito bacana a interação entre as pessoas, e destas com o Petit Lenormand. Me diverti e celebrei muito!
Durante a tarde, tomamos um chá cigano, delicioso. Mas isso merece uma explicação...
Tente procurar sobre "chá cigano" no Google. Existem repetições de receitas, mas não uma receita. Então, decidi criar uma!  Mas primeiro, falemos do chá.


Segundo a Wikipédia, O chá é uma bebida preparada através da infusão de folhas, flores, raízes de chá, ou Camellia sinensis. Geralmente é preparada com água quente. Cada variedade adquire um sabor definido de acordo com o processamento utilizado, que pode incluir oxidação, fermentação, e o contato com outras ervas, especiarias e frutos.
"Chá de ervas" é frequentemente utilizado para designar todas as infusões feitas a partir de diferentes partes de plantas (não necessariamente ervas - casca, folhas, flores, etc). Exemplos mais comuns: chá de camomila, chá de erva-cidreira, chá de tília, chá de menta, chá de limão, chá de flor de laranjeira, etc.
No entanto, essas infusões são tisanas e não rigorosamente chás, uma vez que o termo chá designa única e exclusivamente a bebida preparada através da infusão de folhas, flores ou raízes da planta Camellia sinensis.


O chá é uma bebida envolta em lendas. Segundo Osho


Tarô da Transformação. Disponível em OSHO.com.



As pálpebras de Bodhidharma e as origens do chá


Consciência vem através da sensibilidade. Você tem que se tornar mais sensível a tudo aquilo que você faz, de forma que mesmo uma coisa trivial como o chá... você pode pensar em coisa mais trivial do que chá? Você pode encontrar coisa mais comum do que chá? Não, não pode, e os mestres e monges Zen elevaram essa coisa tão comum ao ponto de torná-la extraordinária. Eles interligaram "isso" e "aquilo"... como se chá e Deus tivessem se tornado um só.
A menos que chá se torne divino você não será divino, pois o menor precisa ser elevado para o maior, o ordinário tem que ser elevado para o extraordinário, a terra precisa ser o paraíso. É preciso criar uma ponte, não pode haver nenhuma brecha.


O chá foi descoberto por Bodhidharma, o fundador do Zen. É uma bela história.
Ele esteve meditando por nove anos, olhando para uma parede. Nove anos, apenas encarando uma parede, continuamente, é natural que eventualmente ele começasse ter sono.
Ele lutou e lutou contra o seu sono – lembre-se, o sono metafísico, a inconsciência. Ele queria permanecer cônscio mesmo enquanto dormia. Ele queria manter a consciência permanentemente – a luz deveria brilhar dia e noite, por vinte e quatro horas. Eis o que dhyana é, o que meditação é: percepção.
Uma noite ele sentiu que seria impossível manter-se alerta; pois estava caindo de sono. Ele cortou suas pálpebras e as jogou fora! Agora não havia mais como fechar os olhos.
A história é linda. Para obter a visão interior, esse olhar para fora deve ser abandonado. Esse é um preço que deve ser pago. E que aconteceu depois? Após alguns dias, ele descobriu que aquelas pálpebras que ele havia jogado no chão, tinham começado a brotar novamente. Esse broto tornou-se o chá.
Eis porque quando você bebe chá, alguma coisa de Bodhidharma penetra em você e o mantém acordado. Bodhidharma estava meditando numa montanha chamada T’a, daí o nome, chá. Isso procede dessa montanha onde Bodhidharma meditou por nove anos.
Isto é uma parábola. Quando um Mestre Zen diz, “Beba uma xícara de chá,” ele está dizendo, “Prove um pouco de Bodhidharma. Não se importe com essas questões, se existe Deus ou não, quem criou o mundo, onde fica o paraíso e onde fica o inferno e qual é a teoria do Karma e da reencarnação.”
Quando o Mestre Zen diz, “Esqueça suas dúvidas e beba uma xícara de chá,” ele está dizendo: “Melhor ficar mais atento, não se prenda a essas coisas sem sentido. Nada disso irá lhe ajudar.



Outra interpretação dada por Osho

O chá é um símbolo Zen, o qual significa consciência, porque o chá torna você mais alerta, mais consciente. O chá foi inventado pelos budistas, e por séculos eles o têm usado como um auxílio à meditação. E o chá ajuda.
Conta-se que Bodhidharma estava meditando em certa montanha da China chamada ‘Ta’. De ‘Ta’ vem o nome ‘chá’. Essa montanha podia ser pronunciada como ‘Ta’ ou como ‘Chá’; é por isso que na Índia o chá é chamado ‘chai’ ou ‘chá’.
Bodhidharma estava meditando e ele era realmente um grande meditador. Gostava de meditar por dezoito horas, mas isso era difícil. Muitas vezes sentia-se sonolento, suas pálpebras fechavam-se repetidamente. Assim, ele cortou suas pálpebras e as jogou longe. Agora, não havia qualquer possibilidade de fechar os olhos.
A história é linda – aquelas pálpebras tornaram-se as primeiras sementes de chá, e uma planta nasceu delas. Com essa planta, Bodhidharma preparou o primeiro chá do mundo, e ficou admirado ao perceber que, se pegasse as folhas e as bebesse, podia permanecer alerta por períodos mais longos. Assim, por séculos, as pessoas que praticam Zen bebem chá, e o chá se tornou algo muito, muito sagrado.
E Osho nos faz esta sugestão: “Toda vez que você perceber que está agindo inconscientemente, pare. Não seja um robô. Não aja a partir do ego. Tome uma xícara de chá. Acorde – e então aja com consciência”.
As paradas que interrompem a rotina da pressa, a qual a nossa sociedade está submetida, são vitais para o restabelecimento da ordem interna e da clareza de visão. Nas pausas, adquirimos fôlego novo para seguir adiante, em condições de tomar decisões mais assertivas, com menos desgaste.


Outra lenda aponta para um Imperador como descobridor do chá.

Conta a lenda que a árvore do chá foi descoberta, no ano 2737 a.C., por acaso, quando o imperador chinês Shên Nung, mais conhecido como o “Curandeiro divino”, dava um passeio pelas suas propriedades.
O imperador pediu a determinada altura que os seus servidores lhe fervessem um pouco de água enquanto descansava à sombra de uma árvore. Foi precisamente dessa árvore que uma folha se soltou e caiu dentro da taça de água fervida. Sem reparar, o Imperador bebeu, sendo dessa forma que nasceu a primeira chávena de chá. Terá sido este imperador que criou a medicina natural ou ervanária, testando ele próprio uma enorme variedades de bebidas medicinais à base do chá.


Na verdade, o primeiro registro escrito sobre o uso do chá data do século III a.C. O tratado de Lu Yu, conhecido como o primeiro tratado sobre chá com caráter técnico, escrito no séc. VIII, durante a dinastia Tang, definiu o papel da China como responsável pela introdução do chá no mundo.


Não conheço a procedência das receitas que permeiam o espaço virtual. Mas deu para perceber algumas similitudes, que geraram a receita que repasso a vocês. Primeiro, o chá. Embora tenha encontrado receitas com chá mate, a maior parte das receitas indica o chá preto, que é o que eu utilizo, por ser mais fiel à história.


Para preparar a infusão, primeiro eu adiciono à água canela, cravo-da-índia e cardamomo. Não tenho muita medida nessa hora não, mas geralmente é um pauzinho de canela, umas 15 flores de cravo-da-índia e umas cinco sementes de cardamomo (a medida é a concha da mão, difícil precisar). Enquanto a água é aquecida, liberando a essência das especiarias (e perfumando a casa toda), pico em cubos não muito pequenos uma nectarina, duas ameixas, um pêssego, uns seis damascos secos, uma pêra, uma maçã (prefiro a argentina, para o chá). São frutas doces, relacionadas à prosperidade e à fertilidade. Vi receitas que utilizam morangos, limões (a casca), uvas, figos, caquis... 
Com a água em ponto de ebulição, desligo o fogo e adiciono uma quantidade de saquinhos de chá preto que considere suficiente; algo por volta de um saquinho para cada meio litro de água. Aguardo a infusão (dois ou três minutos é suficiente) e despejo o conteúdo sobre as frutas, já no recipiente para servir. Mais uns cinco minutos e a bebida está pronta para ser consumida.


Há quem adicione bebidas alcoolicas ao chá, como o whisky; outros há que adocem o chá com mel. Há também quem coloque as frutas para serem maceradas na xícara, individualmente, escolhendo as frutas que correspondem aos desejos de quem degustará a bebida. Eu prefiro colocar todas as frutas juntas, para obter uma homogeneidade no sabor. 
Divirtam-se com esse chá maravilhoso! Tanto para o ritual quanto para receber amigos, esse chá é uma delicia. 
Abraços a todos.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Participando do concurso Zoocanecas: Petit Lenormand

Olá pessoal. Eu não tenho a menor formação em Design, mas me meti a besta propus fazer uma arte para a caneca do Zooblog. Lendo a postagem, nem pensei muito: quantas cartas temos no Petit Lenormand que representam animais! Aí, saiu isso aqui:


A verdade é que a versão em .jpg é um presente da Valéria (responsável pelo Zooblog), já que eu criei a imagem em Word (sim, acreditem; eu faço quase tudo em Word, menos fritar bolinho.) Obrigado, Valéria!
Bem pessoal, a votação é de um júri especial, mas não custa nada vocês darem uma passada para verem a arte dos demais concorrentes!
Abraços a todos!

terça-feira, 15 de março de 2011

Blogagem coletiva: Fases da vida - Nascimento.

Olá pessoal. Me interessei enormemente pela blogagem do Publicar para Partilhar, onde passaremos, todo dia 15, pelas fases da vida. Nada melhor do que passar pelo nascimento, perto do nascimento do Ano Novo Astrológico, na entrada em 0º de Áries!


Cada blog tem a sua temática central. Nossa sugestão é que no dia 15 de Março as pessoas que desejarem participar conosco, falem sobre o NASCIMENTO, a 1a. fase da vida, misturando-o com a temática do seu blog.
Usem sua criatividade, despertem lembranças, sentimentos, seja para falar do seu nascimento, ou do seu filho, ou qualquer outro que tenha sido marcante para você. Quem sabe até de um modo genérico, sobre o que representa nascer ou renascer.


Para nós, falar de nascimento é falar de previsão. Porque, como Cartomantes, nos atemos às causas, às geradoras de efeitos. Um nascimento é o efeito de uma causa prévia, seja uma gravidez, seja uma ideia. Seja um filho, seja um neto, seja um projeto, seja uma viagem, não importa. São efeitos de uma causa primeira, dos primeiros brainstorms (ou storms em outras partes do corpo...)
Já falamos sobre gravidez no Petit Lenormand em duas postagens anteriores (aqui, falando da carta 13, e aqui, falando da 17). Eu vejo a gravidez como a soma da possibilidade da maternidade com a geração biológica de uma criança. Nem sempre os dois fatores estão juntos; nem sempre o efeito corresponde à melhor possibilidade de causa. Muitas mulheres estão psicologicamente prontas, por vezes até afoitas para tal, mas biologicamente não possuem a possibilidade de realizar seu desejo. Por outro lado, e talvez pelo lado mais triste, muitas mulheres estão biologicamente prontas, e inclusive geram um novo ser, sem estar prontas, psicologicamente falando, para serem mães. São excelentes e saudáveis genitoras; não são mães.
Mas, falando dos nascimentos no Tarot, com que cartas conversaríamos?

Creio que, fundamentalmente, com os Arcanos 0 e I. O Louco pelo Vazio e o Mago pelo Cheio. O Louco é a surpresa, o Mago o fundamento. O que nasce do Louco é surpreendente, o que nasce do Mago foi devidamente calculado e medido. Causas diferentes podem, sim, gerar um mesmo efeito. 
Não falemos propriamente dos Arcanos III e IV, para fugirmos um pouco do tema gravidez/ nascimento de criança, em seu aspecto mais direto.


Existem mais duas cartas que indicam nascimento, não necessariamente positivos: a primeira é A Morte. Estranho falar em Morte como nascimento, não é?
Mas os nascimentos não implicam em morte?
Um novo filho... Morte da vida como filho, nascimento da vida como pai/mãe.
Um novo emprego... Morte do emprego antigo/desemprego, nascimento de uma nova fase profissional.

Vênus encarna o aspecto Morte do nascer do relacionamento: Urano é castrado para que a Beleza do Amor possa nascer, da relação entre o sêmen divino e as ondas do mar.

Um@ nov@ namorad@... Morte da vida de solteir@/ fim do luto pelo antigo relacionamento, nascimento de uma nova possibilidade afetiva.
Um novo caminho espiritual... Fim de um paradigma, início de outro.
E por aí vai.


Outra carta singular é a Estrela. Porque ela representa o nascimento após a ruína (d'A Torre). Já reparou que nunca mais somos os mesmos após uma mudança de casa? Ou, quem sabe, após uma grande decepção afetiva? A diferença é que o nascimento d'A Estrela indica continuidade. Seguimento. Só o excesso se vai, fica o essencial, que se expande e multiplica em potenciais novas formas. Tal como esse blog, que nasceu do essencial que venceu todas as possibilidades excessivas de outros blogs feitos anteriormente por mim.


Há um baralho em especial, o Ancestral Path, que modificou completa e definitivamente minha forma de ver o Arcano XII: Um feto, aquele que está literal e provisoriamente entre os mundos, entre possibilidades, entre meios, e nada lhe resta a fazer, senão esperar, pois sequer seu desenvolvimento está sob seu controle. Isso não é ruim, nem bom; simplesmente é.

Abraços a todos.


 

segunda-feira, 14 de março de 2011

Quebrando paradigmas de dentro para fora.


Difícil não se emocionar, mesmo sem entender muito de balé. Por isso, para aqueles, como eu, que não entenderam de primeira, segue a versão original aqui, que recomendo ser vista antes da revolucionária versão de John Lennon da Silva.
Abraços a todos.

terça-feira, 8 de março de 2011

Dia da Mulher e a Cartomancia: o Petit Lenormand


Eu realmente pensei em não escrever nada nesse período de Carnaval. Mas não poderia pular esse dia, tão especial. Mantenho meus agradecimentos a todas as mulheres, mas hoje gostaria de explorar melhor os aspectos de cinco mulheres em especial: 07, 09, 17, 22 e 29.


No Petit Lenormand, a carta 29 representa a mulher mais importante da vida do consulente, caso este seja um homem, assim como representa a própria consulente. Mãe, filha, irmã, prima, chefe, amada, amante, esposa, namorada, noiva, avó; todas as possibilidades do feminino podem ser representadas nessa carta. Inclusive, para homens, no limite poderia representar a anima. No limite, porque esse aspecto é deveras psicológico, sutil, para uma leitura convencional com esse baralho. Normalmente essa carta representa uma pessoa encarnada neste agora, não uma projeção ou aspecto psíquico.
O grande problema na interpretação dessa carta é justamente a sua grande abrangência. São as cartas em derredor - sobretudo aquela que for aberta junto a esta - que lhe dão as características e nuances interpretativas. Logo, a atenção deve ser dada em especial a essa segunda carta, que apontará seu grau de proximidade e de simpatia pela situação atual do consulente.
O Dr. Geraldo Spacassassi e outros interpretam o fato dessa carta ser regida pelo Ás de Espadas como a representação do animus. Não concordo muito com isso, apesar de ser plausível, por uma perspectiva do naipe, não se corrobora frente as demais atribuições carta comum/naipe/imagem. Se funciona para a 29 e para a 28 (Homem/Ás de Copas/anima), deveria funcionar para as demais também. Ainda não encontrei um bom significado na Cartomancia para acompanhar essa carta.
Para as pessoas que se utilizam da Escola Brasileira, essa carta representa a energia da Cigana dona do baralho. Utilizada por mulheres para tirar a mensagem final em nome de sua Cigana. 


A Carta 07 representa a inimiga. Mal intencionada, mesmo. A intenção desta mulher é causar dano. Não sabemos se por vanglória pessoal ou por inveja, sendo que esses extremos se tocam, em última análise. Quando interpretamos nesse baralho a Rainha de Paus, estamos lidando com uma pessoa má, egoísta, vulgar, geralmente a amante ou a "periguete". Não é uma boa referência, nem por isso seria menos capaz de causar boas situações para o consulente - novamente, atente para as cartas em derredor, sobretudo a 31. Um detalhe importante é que essa carta pode atestar homossexualidade quando junto a 01, então nem sempre se trata, necessariamente, de uma mulher no sentido estrito do termo.
Tenho certeza que algumas pessoas se chocariam ao ler isso; uma carta desagradável relacionada a uma natureza sexual. Mas, já reparou o prazer que pessoas mal resolvidas sexualmente têm de causar desconforto?


A Carta 09, por sua vez, é diametralmente oposta à 07. Mostra uma mulher segura de si, de sua experiência e do seu tempo. Não precisa competir para mostrar nada, já que ela é e tem tudo o que precisa. Geralmente amiga, porém neutra - não sairá de seu ponto de equilíbrio por nenhuma situação, já que sabe que o tempo desfaz todas as possibilidades de mal entendidos. Pense da seguinte forma: assim como um ramalhete é a soma de diversas flores e formas de forma harmônica - existe até uma proposta meditativa nisso, o ikebana - a nossa vida é feita de diversas experiências que se mesclam, dando forma a nossa personalidade e aparência. Não é egoísta, mas fatalmente egocêntrica. Está no seu centro e dele não sairá por nada. Geralmente representa, por isso, uma mulher mais velha, separada, viúva, solteira ou matrona.


Já a carta 17 fala da experiência da maternidade. Geralmente é uma mulher da mesma idade do consulente. São jovens e mulheres doces, amigas, próximas. Sonhadoras, confiantes, prontas para auxiliar no que for necessário. Essa carta representa uma intervenção, de alguém ou do Destino, favorável aos planos do consulente. Aguarde o que ela lhe traz, pois geralmente são coisas muito positivas. Interessante é perceber a personalidade volúvel dessa carta: apesar de estar pronta para ajudar incondicionalmente, coloque, logo em seguida, incondicionalmente entre aspas - pois ela cobrará o favor.
Para um homem, pode representar uma doce amiga ou mesmo uma amante eventual. Com a carta 25, pode apontar aprofundamento da relação. Com a 13, gravidez.


Por último, a carta 22 representa uma mulher neutra. Uma comerciante, coquete. Essa talvez seja a carta mais difícil para alguém que estude a Escola Brasileira interpretar, pois nela essa carta faz referência a Ogum, que, até onde sei, não tem nada de feminino! (a carta 07 faz referência a Oxumaré, a 09 a Nanã Buruquê e a 17 não possui atribuição).
Essa mulher é neutra, no sentido mais amplo do termo. Não está contra o consulente, a menos que ele assim deseje. Não é bom brincar com ela. Da mesma forma como ela pode abrir possibilidades novas, ela pode fechá-las. É a mulher que diz ao chefe do consulente: "não gosto dessa pessoa", e o deixa com a pulga atrás da orelha. A política.

Bem, pessoal, diferentemente do que eu costumo fazer, dessa vez atentarei apenas ao Petit Lenormand, já que as atribuições da Cartomancia diferem das atribuições do Tarot para as mesmas cartas e naipes. Mas já temos bons temas para diagnósticos futuros.

Abraços a todos; e, especialmente hoje, a todas as mulheres meu carinho especial.

terça-feira, 1 de março de 2011

Carnaval e a Cartomancia



Olá pessoal. Não vou me estender muito nesse tópico, estou a fazer as malas para buscar meu diploma na UFOP... mas não poderia passar em branco uma data tão reflexiva - no sentido de reflexos...


Terrível, por um lado, por seus excessos, tão próximos, ou tão afeitos, ao Louco e ao 7 de Copas, mas, por outro lado, tão necessário enquanto movimento de liberação dos sentidos - uma Luxúria justificada por falta de oportunidade de liberar a energia acumulada durante tanto tempo.

Vale, vale tudo...
Vale, vale tudo...
Vale o que vier...
Vale o que quiser...


Se procurasse nas cartas um Carnaval, aonde o encontraria? Festividade própria d'O Louco, o Dioniso, buscaria também, talvez, num Quatro de Paus, no seu melhor aspecto, de reunião de amigos e pessoas com interesses em comum - algumas acompanhadas de um Seis de Copas, olhando para trás, para um passado carnavalesco que não volta mais, mas que insiste em permanecer. Por outro lado, seus excessos, de álcool, de cigarros, de drogas e de sexo, e, por que não?, de glamour, plumas, paetês, lantejoulas e todo o resto, no Sete de Copas; suas confusões, seus desatinos, no Sete de Espadas. Se fôssemos para o Petit Lenormand, talvez na combinação entre 12 e 20, buscando nos derredores as informações sobre os aspectos positivos e negativos para o consulente...



- Quem é você?
- Adivinha se gosta de mim!
Hoje os dois mascarados
Procuram os seus namorados
Perguntando assim:
- Quem é você, diga logo...
- Que eu quero saber o seu jogo...
- Que eu quero morrer no seu bloco...
- Que eu quero me arder no seu fogo.
- Eu sou seresteiro, poeta e cantor.
- O meu tempo inteiro, só zombo do amor.
- Eu tenho um pandeiro.
- Só quero um violão!
- Eu nado em dinheiro.
- Não tenho um tostão... Fui porta-estandarte, não sei mais dançar...
- Eu, modéstia à parte, nasci prá sambar.
- Eu sou tão menina...
- Meu tempo passou...
- Eu sou Colombina!
- Eu sou Pierrô!
Mas é Carnaval! Não me diga mais quem é você!
Amanhã tudo volta ao normal.
Deixa a festa acabar, deixa o barco correr,
Deixa o dia raiar que hoje eu sou
Da maneira que você me quer.
O que você pedir eu lhe dou,
Seja você quem for, seja o que Deus quiser!
Seja você quem for, seja o que Deus quiser!

São excessos que se "justificam" pela carência subsequente. Sem a carência, teríamos excessos?

No Carnaval, não sou fã de abrir meu baralho, não. No afã de liberação de tanta energia, acho desgastante, por mim, abrir o Tarot. Dou-me férias por uns dias. Todos nós voltaremos mais ... hmmm ... centrados (?) depois das festividades e eu poderei jogar com mais calma.
Tô mais para Norah Jones. Nos vemos dia 10, eu já com diploma na mão, e de volta com meu(s) baralho(s), para conversarmos mais.
Abraços a todos.


Round 'n' round
carousel
has got you under it's spell
moving so fast...  but
going nowhere
Up 'n' down
ferris wheel
tell me how does it feel
to be so high... 
looking down here
Is it lonely ?
lonely...
lonely...
Did the clown
make you smile 
he was only your fool for a while
now he's gone back home
and left you wandering there
Is it lonely ?
lonely...
lonely...


RIGHT IN TIME: está rolando uma blogagem coletiva sobre o Carnaval, proposta pela Deborah, do Delicias 1001 e eu só vi hoje, terça feira! Em cima da hora, mas estamos nessa!!!

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Do Palavras de Osho: Como você pode saber se alguém realmente lhe ama?


Olá pessoal. Lendo esse texto, me deparei com aspectos próprios do Arcano VI, conforme a perspectiva dada pelo Thoth Tarot. As três possibilidades correlacionadas podem ser analisadas nesse Arcano. 
Abraços a todos.

Existem três camadas no indivíduo humano: sua fisiologia, o corpo; sua psicologia, a mente; e seu ser, seu eu eterno. Amor pode existir em todos os três planos, mas suas qualidades serão diferentes.


No plano da fisiologia, do corpo, é simples sexualidade. Você pode chamar isso de amor, porque a palavra 'amor' parece ser poética, bela. Mas noventa e nove por cento das pessoas estão chamando o sexo delas de amor. Sexo é biológico, psicológico. Sua química, seus hormônios – tudo que é material está envolvido nisso.
Você se apaixona por um homem ou por uma mulher. Você pode descrever exatamente porque essa mulher lhe atraiu? Certamente você não pode ver o eu dela, você ainda nem viu seu próprio eu. Você também não pode ver a psicologia dela, porque para ler a mente de alguém não é uma tarefa fácil. Então o que é que você viu nessa mulher? 
Alguma coisa na sua fisiologia, na sua química, nos seus hormônios, se sente atraído pelos hormônios, pela fisiologia, pela química da mulher. Isso não é um caso de amor; isso é um caso químico. Pense bem: a mulher por quem você se apaixonou vai ao médico, muda de sexo, deixa a barba e o bigode crescerem. Você ainda fica apaixonado por ela? Nada mudou, somente a química, os hormônios. Para onde foi seu amor?


Somente um por cento das pessoas conhece um pouco mais profundamente. Poetas, pintores, músicos, dançarinos, cantores têm uma sensibilidade que faz com que eles possam sentir além do corpo. Eles podem sentir as belezas da mente, as sensibilidades do coração, porque eles próprios vivem nesse plano.
Lembre-se que isso é uma regra básica: onde quer que você viva, você não pode ver além disso. Se você vive no seu corpo, se você pensar que é somente seu corpo, você só pode ser atraído pelo corpo de alguém. Esse é o estágio fisiológico do amor.
Porém, um músico, um poeta, vivem num plano diferente. Ele não pensa, ele sente. E devido a que ele vive no coração dele, ele pode sentir o coração de outra pessoa. Isso é geralmente chamado de amor. Isso é raro. Estou dizendo talvez somente um por cento, de vez em quando.
Por que muitos não estão se movendo para o segundo plano se este é tremendamente belo? Mas há um problema: qualquer coisa muito bonita é também muito delicada. Não é um objeto duro, é feito de vidro muito frágil. E uma vez que um espelho cai e se quebra, então não há como reuni-lo novamente.
As pessoas temem se envolverem muito e alcançar as delicadas camadas do amor, porque nesse estágio o amor é tremendamente belo mas também tremendamente mutante.
Sentimentos não são pedras, são como rosas. É melhor ter uma rosa de plástico, porque ela estará sempre lá e todo dia você pode banhá-la e ela estará fresca. Você pode colocar algum perfume francês nela. Se a cor dela desaparecer você pode pintá-la novamente. Plástico é uma das coisas mais indestrutíveis no mundo. Ela é estável, permanente; assim as pessoas param no fisiológico. É superficial, mas é estável.
Poetas e artistas são conhecidos por se apaixonarem todos os dias. O amor deles é como uma rosa. Enquanto está presente ela é tão perfumada, tão viva, dançando ao vento, na chuva, no sol, declarando suas belezas. Mas à noite ela se vai, e você não pode fazer nada para impedir isso.


O mais profundo amor do coração é somente como uma brisa que chega no seu quarto, traz sua frescura, serenidade, e então se vai. Você não pode segurar o vento em suas mãos. Bem poucas pessoas são tão corajosas para viver de momento a momento, uma vida mutante. Daí, elas decidirem se entregarem a um amor do qul elas possam depender.
Eu não sei que tipo de amor você conhece – muito provavelmente o primeiro tipo, talvez, o segundo tipo. E você teme que se você alcançar seu ser, o que acontecerá ao seu amor? Certamente ele se vai – mas você não será um perdedor. Um novo tipo de amor irá surgir o qual, talvez, só acontece a uma pessoa em milhões. Esse amor só pode ser chamado de amorosidade.



O primeiro amor deve ser chamado de sexo. O segundo amor deve ser chamado de amor. O terceiro deve ser chamado de amorosidade – uma qualidade, não direcionada – não possessiva e que não permite ninguém mais lhe possuir. Essa qualidade amorosa é uma revolução tão radical que mesmo concebê-la é muito difícil.
Jornalistas têm me perguntado: "Por que tem tantas mulheres aqui?". Obviamente, a questão é relevante, e eles ficam chocados quando lhes respondo. Eles não estavam preparados para a resposta. Eu disse a eles: "Sou um homem". Eles olharam para mim, incrédulos.
Eu disse: "É natural que muito mais mulheres estejam aqui, pela simples razão de que tudo que elas conheceram na vida delas foi sexo, ou em raros casos, talvez alguns momentos de amor. Mas elas nunca chegaram a conhecer o sabor da amorosidade". Eu disse para esses jornalistas: "Mesmo os homens que vocês vêem aqui desenvolveram muitas qualidades femininas neles que estavam reprimidas pela sociedade exterior".



Desde o princípio é dito a um menino: "Você é um menino, não uma menina. Comporte-se como um menino! Lágrimas caem bem numa menina, mas não para você. Seja macho". Assim todo menino vai eliminando suas qualidades femininas. E tudo que é belo é feminino. Então finalmente o que resta é somente um animal selvagem. Toda a função dele é reproduzir filhos.



A menina não é permitida ter qualquer coisa com qualidades masculinas. Se ela quiser subir numa árvore ela será impedida imediatamente: "Isso é para meninos, não para meninas!" Estranho! Se a menina possui o desejo de subir na árvore, isso é prova suficiente para ela ter permissão.
Todas as sociedades criaram roupas diferentes para os homens e para as mulheres. Isso não está certo; porque todo homem é também uma mulher. Ele veio de duas fontes: o pai e a mãe. Ambos contribuíram para seu ser. E toda mulher é também um homem. Nós destruímos ambos.
A mulher perdeu toda a coragem, aventura, raciocínio, lógica, porque essas são tidas como qualidades masculinas. E o homem perdeu a graça, sensibilidade, delicadeza. Ambos se tornaram metades. Esse é um dos maiores problemas que temos que resolver – pelo menos para nosso povo.



Meus sannyasins precisam ser ambos: metade homem, metade mulher. Isso os tornará mais ricos. Eles irão ter todas as qualidades que estão disponíveis aos seres humanos, não apenas a metade.
No nível do ser, você simplesmente tem uma fragrância de amorosidade.
Os jornalistas me perguntaram: "Você ama Sheela?". Eu disse: "É claro. Mas eu amo tantas mulheres que nem mesmo sei o nome delas. E não somente mulheres – amo tantos homens, porque eles também são metade mulher". Em um milhão de sannyasins ao redor do mundo, eu não posso apontar para uma só pessoa e dizer: "Essa é a pessoa que amo".
Só posso dizer: "Eu amo". Quem quer que esteja pronto para receber meu amor... está disponível. Então não tenham receio. 
Seu medo está certo: o que você tem como amor irá embora, mas o que virá no lugar é imenso, infinito. Você será capaz de amar sem ficar apegado. Você será capaz de amar muitas pessoas porque amar uma pessoa só é manter a si mesmo pobre. Uma pessoa pode dar uma certa experiência de amor, mas amar muitas pessoas...
Você ficará surpreso que cada pessoa lhe dá um novo sentimento, uma nova canção, um novo êxtase. Consequentemente, sou contra o casamento. Na minha visão, casamentos na comuna devem ser dissolvidos. Pessoas podem viver juntas por toda a vida se quiserem, mas isso não é uma necessidade legal.
Pessoas devem se movimentar, ter tantas experiências de amor quanto possível. Não devem ser possessivos. Possessividade destrói o amor. E eles não devem ser possessivos porque isso novamente destrói ser amor.
Todos os seres humanos são dignos de serem amados. Não há nenhuma necessidade de ficar acorrentado a uma pessoa por toda sua vida. Essa é uma das razões do porquê todas as pessoas ao redor do mundo parecem tão entediadas.



Porque elas não podem sorrir como você? Porque elas não podem dançar como você? Elas estão acorrentadas com correntes invisíveis: casamento, família, marido, esposa, filhos. Elas estão sobrecarregadas com todo tipo de deveres, responsabilidades, sacrifícios. E você quer que eles sorriam e dancem e se alegrem? Você está pedindo o impossível.
Torne o amor das pessoas livre, torne as pessoas não-possessivas. Mas isso só pode acontecer se na sua meditação você descobrir o seu ser. Não é nada para se praticar. Não estou lhes dizendo: "Hoje à noite você procure uma outra mulher apenas para praticar". Você não irá conseguir coisa alguma e você pode perder sua esposa. E pela manhã você vai parecer tolo.



Isso não é uma questão de praticar, é uma questão de descobrir o seu ser. A qualidade da amorosidade impessoal segue a descoberta de seu ser. Assim você simplesmente ama.
E isso vai se espalhando. Primeiro, nos seres humanos, depois nos animais, pássaros, árvores, montanhas, estrelas. Um dia chega quando todo esse universo é seu amado. Esse é o nosso potencial. E qualquer um que não estiver realizando isso está desperdiçando sua vida.
Sim, você terá que perder algumas coisas, mas são coisas sem valor. Você estará ganhando tanto que você nunca pensará novamente no que você perdeu. Uma pura amorosidade impessoal que possa penetrar no ser de qualquer um – esse é o resultado da meditação, do silêncio, do mergulhar profundo dentro de seu próprio ser. Estou simplesmente tentando lhe persuadir. Não tenha medo de perder o que você tem.




sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A Astrologia e o Dez de Copas


Olá pessoal. Uma das cartas mais controversas para mim, nas numeradas, é o Dez de Copas. É uma carta feliz, de concretização positiva (os Dez dos naipes passivos são bem agradáveis, ao contrário dos Dez dos naipes ativos - Paus e Espadas: é como encontrar uma parede no meio de uma corrida). Mas a atribuição do terceiro decanato de Peixes, regido por Marte, a essa carta, sempre me intrigou, assim como o fato de Marte reger o último decanato do zodíaco, assim como o primeiro (primeiro decanato de Áries). Não é todo mundo que segue as classificações astrológicas dadas por Crowley, ha quem considere desnecessárias para uma boa compreensão das lâminas. Mas quem poderá negar que é uma fonte de inspiração?
E isso - inspiração - o Elias Mendes oferece com maestria no seu blog. Antes mesmo de ler o texto, a imagem escolhida foi tão forte que tive o insight que faltava para entender a carta em uma nova perspectiva.
Obrigado, Elias.

Meu primeiro insight proveio da imagem. O tubarão, uma possível alegoria a Marte, no seu habitat, o oceano, alusivo ao Elemento Água, de Peixes. O assassino em casa. 
O mais importante, porém, foi perceber, aqui, o posicionamento do tubarão, no contexto. Assassino por uma perspectiva humana bem "embasada" em Spielberg... Mas natural, haja vista sua fisiologia; desde o nascimento, ovovivíparo, já rompendo a casca para sobreviver, sem um minuto de descanso, já que para ele não existe sono; não há maldade, não há intencionalidade, há necessidade, efeito e observação. Antes de considerar um tubarão "mau", penso eu, se ele deveria ser "bonzinho" e morrer de fome...

Segue abaixo um excerto do texto. O texto completo pode ser conferido aqui

(...)
É engraçado como quem está acostumado com astrologia moderna costuma associar este Marte a um posicionamento ruim, como se ele indicasse "comportamento afeminado" ou covardia, coisas que de modo algum estão associadas a Marte neste signo, muito pelo contrário. Marte em qualquer signo é coragem, e uma pessoa será corajosa na medida em que Marte tiver importância no mapa dela. Coragem não é medida pelo signo de Marte. O problema de Marte em detrimento ou queda não é falta de coragem, mas a coragem usada para finalidades maléficas ou em situações inadequadas. A coragem portanto é caracterizada pela proeminência de Marte: Muitos planetas e ângulos em signos de Marte, Marte angular, direto, rápido, em aspectos harmônicos com outros planetas, etc.
Na verdade Marte em Peixes é um dos posicionamentos mais desejáveis. Marte tem triplicidade em todos os signos de água, e isso inclui o signo de peixes. Além disso, especialmente no terceiro decanato de Peixes Marte tem inclusive mais poder do que o que ele tem em Áries, já que neste decanato estão localizados os termos e a face de Marte. Marte fica portanto triplamente dignificado quando está no último decanato de peixes, exceto nos 2 últimos graus que tem natureza mais saturnina.
(...)
Ainda sobre Marte no signo de peixes: Esse é o Marte emergencial. Como peixes é o signo que representa o caos, é em meio a esse tipo de situação que um marte em Peixes vai se mostrar mais útil. Marte em Peixes não luta para preservar ou prevenir o que quer que seja. não busca culpado pelos acontecimentos. Não culpa e não discrimina ninguém: Ele é aquela força que surge quando estamos diante do caos e não há nada a fazer a não ser ajudar quem precisa. No meio de um desastre por exemplo, não há muito espaço pra uma ação preventiva virginiana ou para as teorias do eixo Gêmeos/Sagitário. A ação precisa ser indiscriminada. A força de quem tem Marte em Peixes portanto é maior quando a pessoa se encontra nessas situações extremas.
É interessante notar o fato de que Marte tem força justamente no último e também no primeiro signo do zodíaco. Fins e inícios tem uma característica marciana. Aliás, o primeiro e o último decanato do zodíaco são regidos pelo mesmo planeta, que é marte. Marte parece se fortalecer justamente nos estágios zodiacais que representam um corte: Em Áries, o nascimento que em si é um grande corte em relação ao estado anterior, que era a não-existência. Depois vemos marte se fortalecendo novamente somente no signo de Virgem, o signo da poda. Em escorpião, signo das perdas, e em seguida em Capricórnio, o limite de desenvolvimento de qualquer ciclo. Finalmente ele se fortalece em peixes onde as coisas finalmente terminam.


Haja vista o texto, alguns aspectos do Nove e do Dez de Copas se esclareceram, para mim. O Nove de Copas, para Crowley, é a "Felicidade". Um estado de perfeito contentamento e beleza. Já o Dez é a "Saciedade" (?) e era esse título que me intrigava. Como as relações entre Marte e Peixes poderiam resultar nesse título? Nesse aspecto, a bibliografia que conheço nunca me saciou. Além disso, os demais Dez sempre concretizam alguma situação, de forma agradável ou não. Só o de Copas aparentava uma insatisfação por trás da aparente concretização emocional.


Por outro lado, Waite coloca o Nove de Copas como algo preguiçoso, indolente, exagerado, egocêntrico e preguiçoso; o Dez,  aqui, é a perspectiva do american dream. Qual dos dois significados oferecidos pelos autores corresponderia à melhor experiência da carta, a despeito de suas atribuições esotéricas?
Pela atribuição astrológica relacionada à carta, sempre tendi mais para a perspectiva de Crowley. O Dez deixava uma lacuna que impulsionava o consulente a mais - poderia estar bom, mas fatalmente poderia estar melhor. Havia uma insatisfação latente à vivência da lâmina, que não permitia que ela fosse estanque como os outros Dez. A força de quem tem Marte em Peixes portanto é maior quando a pessoa se encontra nessas situações extremas, como diria o Elias Mendes.
Não há muito o que dizer. Sinto, porém, que o Dez de Copas ficou mais claro, mais efetivo, após ler a interpretação astrológica relacionada a esse arquétipo.


Abraços a todos.


domingo, 20 de fevereiro de 2011

Caderninho para Tarot, por Papelim Arte em Papéis



Olá pessoal. A Claudinha, da Papelim Arte em Papéis, produziu esse bloquinho bem bacana, que pode ser utilizado naquele corre-corre do nosso cotidiano, para anotar uma carta ou outra que venha sem que esperemos. Como dissemos cá antes, é bem importante anotar nossas jogadas, para que percebamos na vivência e na experiência o que a teoria nos ensinou sobre as cartas. 
Abraços a todos.