domingo, 23 de janeiro de 2011

Blogagem coletiva: Tendo um treco! Arcanos que apavoram



Você é um bom oraculista, conhece seu instrumento, tiradas, símbolos... Mas, sempre tem aquela carta, aquele signo que você não queria que estivesse alí. Então, perguntamos para a primeira blogagem coletiva de 2011: qual arcano te faz ter um treco quando aparece na leitura?


É pessoal, as meninas sempre surpreendem com os temas...
No microssegundo após ler a proposta já tinha minha carta medonha em mente: Dez de Espadas. Ô cartinha encardida!
Contudo, após refletir um bocado, pensei em escrever sobre algumas cartas. As ditas "piores", conforme a literatura que eu conheço, no Tarot, no Baralho Petit Lenormand e no baralho comum.

Sendo o Tarot composto por três estruturas interdependentes, a saber, os Arcanos Maiores, as Cartas da Corte e as Cartas Numeradas, escolhi falar sobre uma carta de cada grupo. Certamente não estou querendo encontrar essas cartas juntas em nenhum momento desta, ou de qualquer outra, encarnação.


Nos Arcanos Maiores, a Torre.Tudo bem que é a carta da cirurgia e da cura, mas vamos combinar que ela é uma carta muito densa. Quatro vezes quatro. O número da matéria ao quadrado. O quadrado do quadrado, a prisão por excelência. Talvez por isso seja relacionada com a Bastilha - e a queda desta. Vocês não sabem o quão chateado eu fiquei quando vi o Tarô Mitológico pela primeira vez, e vi que essa era a carta destinada a Poseidon! Depois eu entendi o que isso queria dizer. Poseidon realmente é ciumento e irascível.


Mas, independente do baralho escolhido, a Torre é muito difícil de ser interpretada de forma leve. Ela tende a tornar a leitura revolucionária, no sentido etimológico de revolver as estruturas criadas pelo consulente para o seu conforto. Acho que foi isso que o Shaman quis dizer com o clipe Fairy Tale (Dá uma olhadinha por volta dos 2'00)



Nas Cartas da Corte, temos duas em especial, mas me dedicarei apenas a uma: Rainha e Valete (Princesa) de Espadas, sendo que falarei desta última. 



O Valete representa a intriga. Quem é que diz que o "que vem de baixo não atinge"? Atinge sim! Que diga a Princesa elaborada por Crowley, que está voltada para cima, ainda que o maior perigo esteja no terreno onde seus pés não encontram apoio!



São sussurros, são ventilações maldosas sobre nossa natureza e comportamento, que nem sempre carecem de fundamento. Por vezes, uma palavra (mal) dita pode dar pano para manga de vestido de noiva cigana! Essa carta pede o comedimento, não só por este ser uma virtude, mas porque, nesse caso, é o único meio de ter alguma chance de sobreviver ao açoite sem osso de uma lingua ferina.



A pessoa representada por um Valete de Espadas nem sempre tem consciência que seus ataques advêm de uma falta de refereciais internos. Afinal de contas, quando passamos a cuidar de nossa própria vida, pouco tempo, ou mesmo tempo nenhum, sobra para cuidarmos da vida dos outros.

Nas numeradas, temos várias para pensarmos, de acordo com a postagem, tenho que escolher a que mais me assusta. Bem, no caso, o Dez de Espadas, a Ruína, para Crowley, é para mim de longe a mais assustadora. Poderíamos falar do cinco e do sete de Ouros, do três e do nove de Espadas, do sete e do oito de Copas, do Dez de Paus; mas como o Dez de Espadas, acho que não temos referência.



Ô cartinha encardida!


Derrota, ruína, falha, perda, escândalo, vexame, tudo o que possa afetar nossa imagem, nosso ego, nossa existência. Acidentes, atrasos, perdas, roubos, ataques inesperados. Complexo de autodestruição. Horrível de se ler!
Seus melhores aspectos decorrem da transformação que isso proporciona em nossas vidas. Tudo vem abaixo para que possamos enxergar o que estávamos fazendo de nós mesmos. É bem o que o Jack faz quando descobre quem é Tyler Durden, em o Clube da Luta. Mete um tiro no meio da boca.



(Ok, se você não viu o filme, saiba que isso não é um spoiler. Nem a frase, nem o vídeo; só assistindo o filme para entender.)


No Petit Lenormand, nem tem muito o que pensar: A carta 08 é de longe a que mais assusta, só de ver! Tanto é que possui mais representações diferentes que qualquer outra carta desse baralho. Pode ser uma vela, uma caveira, mas comumente é um caixão, mesmo. 
No poema da carta, temos, em tradução livre: Caixão, é má sorte / é doença ou morte. / Se o caixão está afastado / menos negativa esta carta é.




A tentativa de suavizar essa lâmina, inclusive, levou alguns artistas a representarem esquifes egípcios. O que, fora a egiptomania que se alastrava pela Europa e pelo mundo na época em que este baralho estava sendo desenvolvido, não tem nenhum sentido.


Um adendo: olha essa versão do Lenormand que eu achei! Inspirado diretamente no Rider-Waite, desenvolvido por Edmund Zebrowski. Muito bacana!


Enfim, essa carta representa morte, doença, perdas, roubos, o que há de denso e negativo na vida e no cotidiano. Contudo, com a 09, o ramalhete, aponta para vivências passadas - ou, no caso de um consulente que não tenha abertura para esse tipo de conversas, fatores inconscientes, possivelmente provenientes da infância, manifestados no tempo de jogo. De qualquer forma, é um resgate para uma posterior limpeza de um espaço psíquico na vida do consulente. Mas uma limpeza que é bem desagradável... Ainda que necessária.




Já nas cartas comuns de jogar, pelo método que minha avó ensinou, as cartas mais complicadas são a Rainha de Espadas - que pode tanto representar a mulher intrigueira quanto a intriga em si -, o 5 de Espadas (doença) e o Sete de Paus invertido (desgosto). Achei por referência à Cartomancia essa carta ilustrada, onde o Cinco de Espadas, mais que doença, tem por nome... Morte. Sem a suavidade do Arcano Maior homônimo.
Creio que seriam essas. Contudo, depois de apresentá-las, é importante ressaltar algo em negrito, itálico e caixa alta: 


1. TODAS AS CARTAS SÃO NECESSÁRIAS AO BARALHO, E É NA MÃO DO BOM CARTOMANTE QUE ELAS DIRÃO A VERDADE, SENDO MAIS SUAVES OU MAIS INCISIVAS, DEPENDENDO DA TIRAGEM UTILIZADA E DA PERGUNTA FORMULADA.
2. TODAS AS CARTAS MOSTRAM-SE RELATIVAS ÀS FUNÇÕES DADAS A ELAS DENTRO DE UM JOGO. 
3. UM BOM CARTOMANTE DEVE TRANQUILIZAR SEU CONSULENTE, PREPARANDO-O PARA TOMAR POSSE DE SUA VIDA APÓS O DIAGNÓSTICO DAS CARTAS, INDEPENDENTEMENTE DESSE DIAGNÓSTICO SER BOM OU RUIM.


Ufa! Recado dado!
Abraços a todos!






domingo, 16 de janeiro de 2011

Conversas Cartomânticas: A Runemal Amanda Izidoro

Olá pessoal. Com essa postagem, iniciamos mais um tópico de nossas Conversas Cartomânticas. Depois da blogagem coletiva "Quem fala com você?", eu busquei mais informações sobre as Runas com alguém que amo e confio. Com vocês, Amanda Izidoro, jornalista, escritora e Runemal (quem joga Runas; há quem diga Runóloga. Fique a vontade para escolher a nomenclatura que mais lhe agradar).


Quem não conhece os versos de Drummond sobre haver pedras no meio do caminho? Para avivar a memória:

No meio do caminho 

    No meio do caminho tinha uma pedra
    tinha uma pedra no meio do caminho
    tinha uma pedra
    no meio do caminho tinha uma pedra.

    Nunca me esquecerei desse acontecimento
    na vida de minhas retinas tão fatigadas.
    Nunca me esquecerei que no meio do caminho
    tinha uma pedra
    tinha uma pedra no meio do caminho
    no meio do caminho tinha uma pedra.

No meio do meu caminho, graças a Deus, tinham muitas pedras. Lindas, azuis, com desenhos. Minhas runas, que eu também não me esquecerei do dia em que as vi pela primeira vez.
Foi um presente da minha “irmã” Raila. Num aniversário, há cerca de 10 anos, ela disse que havia encontrado algo que era a minha cara. Mas eu teria que esperar um pouco, porque a encomenda não havia chegado. Esperei por 8 meses. Em agosto o presente chegou e eu fiquei enfeitiçada pelas pedrinhas. Varei noites na Internet estudando tudo o que encontrava para aprender a jogar. E depois de um tempo, mandei tudo o que li para um canto obscuro da minha mente.


Runas é intuição. A teoria é excelente para você conhecer o significado de cada símbolo. Mas só isso. Cada pessoa que eu conheço que joga runas, tem um esquema de jogo diferente. Já vi pessoas jogarem runas com ossos, pedras, sementes e baralho. (Sim, Manu, eu já tive um baralho de runas que, se não me engano, dei de presente para a Lud.)
Demorei muito tempo para criar coragem e encarar as runas como algo sério e definitivo na minha vida. Mas, parafraseando J. K. Rowlling e a história da varinha escolher o bruxo, é o oráculo que escolhe o vidente e não o contrário...


As pedras me escolheram de alguma forma que eu não saberia explicar (pelo menos por enquanto), e fugir delas foi o pior caminho que eu podia ter trilhado. Assumo que no dia que as retirei do saquinho de veludo preto com um pentagrama dourado bordado por mim, meus caminhos tornaram a se abrir.
Talvez seja esse o enigma. Eu preciso de caminhos abertos para abrir os olhos (e os corações) das pessoas. Porque as runas não respondem perguntas como o tarot. Elas dão conselhos. Elas indicam possibilidades. Mas só falam daquilo que querem (ou podem) falar. E nada mais! 

Um oráculo limitado? Acho que não... Acho que amplitude das pedras é demasiada para nossa visão. Elas dificilmente erram. O Manu está aí e pode provar... Na nossa última consulta ele até gravou minhas interpretações. E como não me puxou a orelha até o momento, acho que é porque não errei em nada...rs...
Eu não sei se Drummond conheceu as runas. Mas posso apostar que quem conhece, como vidente ou como consulente, vai passar a interpretar seu poema de outra maneira.

É pessoal. Para quem ainda não percebeu, Manu sou eu, que vos falo. ^^
Então, cá abrimos outro caminho. Com a Amanda, cujas Visões nesse oráculo são tão precisas, ainda que alegóricas; só jogando com ela para entender. Sei, porque jogamos sempre que podemos - o que é raro, e belo pela raridade; válido, porque quando nos encontramos, sabemos que as lições de nossas Conversas foram apreendidas e estamos prontos para novas aventuras.
Um prazer te ter por aqui, Amanda.
Abraços a todos, até o próximo post.

sábado, 15 de janeiro de 2011

O Arcano XXIII: O Esquilo Feliz

Olá pessoal. Esses dias, no Facebook, a Pietra postou essa imagem aqui:




E eu fiquei pensando sobre o que quiseram dizer com "...e o Happy Squirrel? =P".


Conforme o site do Touchstone Tarot, o Happy Squirrel teve sua primeira apresentação em um episódio dos Simpsons, Lisa's Wedding. Pelo contexto do que li (não achei nenhum vídeo dessa cena no YouTube; achei essa aqui, dos SonSimps - uma versão cômica (?) dos Simpsons - confira a partir dos 49" até os 1'15"), a carta é uma sátira a um hábito nosso, como Cartomantes, que deve ser muito irônico para os leigos: olhar uma carta como a Morte e o Diabo... e sorrir. Estamos tão acostumados com seus melhores significados que perdemos a sensibilidade ao peso dos conceitos arraigados aos nomes de tais Arcanos. A Cartomante olha para a Morte e faz o que, mais de uma vez, eu tive que fazer: dizer "calma, não é tão ruim assim, deixa eu interpretar". Por outro lado, ao ver o Esquilo Feliz (!) ela se assusta com toda a pantomima possivel, o que leva-nos a pensar que é uma carta... complexa.


O engraçado é que alguns ilustradores levaram isso a sério (confira aqui alguns exemplos, aqui o do Shadowscapes, aqui o Touchstone, aqui o Phantomwise). E, inclusive, essa carta virou tópico de discussão!
Ainda que em todos os sites consultados tenhamos uma nota informando ser essa lâmina uma brincadeira, será que existe quem a use em consultas? Kat Black sugere para essa carta o significado de Lighten up. Do not take yourself, or anything, too seriously. There are no simple answers, life is very complicated and the most important thing is to take joy in the journey (tradução livre: Iluminar-se. Não leve a si mesmo nem nada muito a sério. Não existem respostas simples, a vida é muito complicada e que o mais importante é levar alegria na jornada.) Acho esses significados tão próximos ao Louco!


Esse não é o primeiro Arcano contemporâneo que vejo. No Osho Zen Tarot temos O Mestre. Arcano sem número, que nos mostra aquele que transcendeu a Roda do Tarot. Para mim, tais significados caberiam muito bem ao Hierofante ou ao Eremita. 
Será que precisaríamos mesmo de mais cartas?
Abraços a todos.




terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Música e Cartomancia: Campanha Doe um Fone de Ouvido






Pessoal, fui obrigado a aderir. Realmente, não há nada pior do que ser invadido por qualquer sonoridade que nos soe inadequada. Até Bach pode ser inadequado, quando eu quero ouvir só um pouquinho de Akon ou talvez Ne-Yo. Sim, tem gente que se revolta com essa afirmação, mas, ao fim e ao cabo, quem quer ouvir... não sou eu?
Como já disse antes, o som é a forma mais invasiva de tocar alguém. Então, entrando na pilha do Vodu de Pano, digo: preserve seus ouvidos para aquilo que realmente lhe agrada. Aquilo que lhe toca no seu trabalho como Cartomante. Qual é a sua escolha?
Abraços a todos.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Falando sobre o Seis de Copas.

Olá pessoal. Ontem, conheci essa música que, para mim, sintetiza a experiência do Seis de Copas. Já falamos sobre isso aqui, mas essa carta sempre inspira novas reflexões. 
Certo, ninguém gosta de sentir saudade (salvo engano, claro). Mas, da forma como essa música expõe, o Seis de Copas ganha sentido. Para alguns, sua palavra chave é "passado"; para outros, "saudade". Para Crowley, "prazer". Como eu gosto muito de refletir sobre as palavras-chave do Thoth Tarot, ficava eu pensando a respeito da diferença entre os aspectos dados por Crowley com base no decanato correspondente a essa carta - Sol em Escorpião - e os demais herdeiros da Golden Dawn. Como saudades rimariam com prazeres? O prazer é tão sensorial, tão empírico, tão imediato, a saudade é tão atemporal, tão diáfana e evanescente... Como definições tão diferentes poderiam coexistir num mesmo Arcano, sem serem diametralmente colocadas - uma como correta, outra como invertida? 
Não me estendendo, já que comentamos antes a respeito disso... Vamos ao sonzinho...




I wish you bluebirds in the spring
To give your heart a song to sing
And than a kiss
But more than this
I wish you love
And in july some lemonade
To cool you in some leafy glade
I wish you health
And more than wealth
I wish you love
My breaking heart and i agree
That you and i could never be
So with my best
My very best
I set you free
I wish you shelter from the storm
A cozy fire to keep you warm
And most of all
When snowflakes fall
I wish you love
My breaking heart and i agree
That you and i could never be
So with my best
My very best
I set you free
I wish you shelter from the storm
A cozy fire to keep you warm
And most of all
When snowflakes fall
I wish you love



Abraços a todos... Já com saudades.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Baralho novo!!!

Olá pessoal. Recebi esse baralho de uma amiga que mora na Espanha, estou literalmente apaixonado... Dá uma olhadinha:





Filho único de pai solteiro, já viu *.*

A Cidade. E a Cartomancia

Olá pessoal. Essa é uma postagem rápida, que sei que dá pano para manga. Mas é fruto de uma reflexão dada por um poema do Teagone, que me remeteu diretamente à Torre, tal como o raio que lhe fulmina:





Um dia me veio à mente
Uma idéia tão concreta
Quanto o prédio para o qual
eu olhava atentamente.




As casas,em forma de chagas,
foram crescendo na natureza -
tal um cancêr que deixa
.                                                definitivas marcas
e ignora de um corpo a sua beleza.




Talvez mais definitivo que qualquer doença
Seja o referido progresso.
Um dia as idéias concretas serão dissolvidas.
O cancêr, junto com o enfermo, perecerá.


Mas, e a cidade?
Ela permanecerá eternamente onde está
Ignorando qualquer pedido da natureza.
Não, minha idéia não era tão sólida
quanto a construção.




Falando em cidade, temos mais duas cartas para comentar: o Quatro de Ouros e o Dez de Copas. Enquanto não comentamos, ficamos com o vídeo do George Michael, Flawless (Go to the city), que mostra o que aconteceria se juntássemos simultaneamente um arquipélago de solidões.
Abraços a todos.

... E a bola de cristal?

Olá pessoal. Meu padrinho e sua família estão aqui conosco, em Três Corações. Conversando com ele ontem, sobre (adivinhem!) Cartomancia e Tarot, fui interrogado sobre minha experiência com a bola de cristal, que ele havia me dado em 2000. Conforme vocês já sabem, não foi lá muito... frutífera. Mas a pergunta dele me ofereceu um tema para conversarmos. Dá uma olhadinha na minha bola de cristal, em seu lenço:



Segundo o dicionário Priberam, cristalomancia seria a "Suposta forma de adivinhar por meio de gelo, cristal ou espelho" (grifos meus). Espelho eu já conhecia, não pelo nome de cristalomancia; mas... gelo?
Novo para mim. Procurarei saber se existe mesmo uma criomancia... Procurarei saber.
Mas voltando ao nosso tema, cabe aqui um excerto do livro Despertar das Bruxas, da Julia Maya (Ed Madras). Cabe dizer que encontrei o mesmo texto sem referência bibliográfica em vários sites. Sim, eu comparei linha a linha do livro com a página da Internet. Mais que apontar a má-fé em relação ao trabalho dos outros, queria ressaltar a ausência de estudos sobre o assunto. Será que não existem mais pessoas que utilizem esse oráculo e desejem escrever a respeito? E, como a Júlia Maya não aponta sua bibliografia, não temos como ir mais longe. Existe um livro do Arthur Edward Waite, As Ciências Ocultas (Ediouro) que não tenho aqui à mão, mas que assim que estiver por perto utilizarei para atualizar essa postagem, pois, salvo engano, há algo nele sobre esse assunto





"A Bola de Cristal é um instrumento das artes adivinhatórias, muito popular entre os videntes. A cristalomancia é também muito praticada pelas bruxas em magias, mas com um propósito ainda maior. É por onde se comunica com a Grande Mãe, recebe-se mensagens da Deusa que fortalece e orienta bruxos e bruxas. A Bola de Cristal reflete mensagens ajudando a descobrir mais sobre o nosso mundo interior, que é o mundo da Deusa na bola de cristal.
Veja a seguir, alguns exemplos básicos da interpretação de figuras da cristalomancia:


Nuvens violetas: harmonia e tranqüilidade.
Nuvens azuis: conquista e felicidade.
Nuvens verdes: lucro e prosperidade.
Nuvens amarelas: dúvidas esclarecidas em breve.
Nuvens laranjas: decisões difíceis e definitivas.
Nuvens vermelhas: obstáculos e agitação.
Manchas claras: pequenos problemas.
Manchas escuras: grandes problemas.
Estrela: sonhos impossíveis.
Coração: vivência de um grande amor.
Serpente: cuidado com a saúde.
Pássaro: surpresas.
Olho: siga mais a sua intuição.
Espada: desarmonia.
Balança: recompensa justa.
Imagem anterior à bola: presente ou futuro imediato.
Imagem posterior à bola: passado agindo no presente.
Imagem à direita da bola: boas influências.
Imagem à esquerda da bola: más influências. "




No seu Caminho das Pedras (Ed Nova Era) Antonio Duncan diz, a respeito das bolas de cristal: "As Esferas são lapidações especiais e distribuem a energia de uma forma homogênea. São ótimos instrumentos para meditação e clarividência". Eu percebo, na leitura dos textos do Antonio Duncan (aluno, por sinal, de Katrina Raphaell), que mesmo uma ponta de cristal pode ser um veículo de clarividência, já que existem cristais específicos para comunicação: canalisadores, receptores, Dow, Elos do Tempo, Bibliotecas...
Para quem sentir vocação... Divirta-se. Fico com meus baralhos... Ainda que não perca a curiosidade e o desejo pela experiência desse oráculo, que depende tão mais do transe que o Tarot.
Abraços a todos.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Reis Magos e a Cartomancia


Olá pessoal. Fiquei pensando no que dizer sobre o Dia de Reis, já que a tradição os conta como três e nos baralhos temos quatro. Mas pensando bem...
Vamos falar dos presentes dos Reis?

A representação mais utilizada dos Reis Magos nos primeiros séculos da Igreja e durante a antiguidade tardia foi a histórica. Os magos eram representados vestidos em trajes persas reverenciando o Menino Jesus, entronizado ou sentado no colo da Virgem. É assim que o vemos representados nos túmulos dos primeiros cristãos e nos mosaicos das basílicas. 
A representação alegórica surge a partir da Alta Idade Média. Nesse período, os três magos passam a representar os diversos povos, descendentes dos três filhos de Noé - Cam, Sem e Jafeth. No Renascimento essa representação alegórica fica mais significativa, pois cada um dos magos é representado como uma raça ou etnia (e algumas vezes, representam também as três idades do homem - no século XV, se fixou que Belchior teria 60 anos, Gaspar estaria com 40 anos e Baltasar 20 anos. Fonte): um representando os europeus, outro os africanos e outro os povos do Oriente Médio. Há inclusive uma curiosa pintura de cerca de 1500 (cuja autoria é geralmente atribuída ao português Vasco Fernandes ou Grão Vasco) em que um dos magos é representado como um índio Tupi, o que mostra o desejo dos cristãos daquele tempo de incluir os povos do Novo Mundo no rebanho dos fiéis de Cristo. (Fonte, comentada)


A tradição relaciona três Reis - Gaspar (o Asiático), Baltazar (o Africano) e Melchior (o Caucasiano) - dado serem três presentes correlacionados no Evangelho de Mateus: ouro, já que o Cristo era um Rei; incenso (Olíbano - Boswellia ssp.), pois era também um Deus; e mirra (Commiphora molmol), pois, apesar de tudo, não deixava de ser mortal.
Há inclusive uma história que conta a existência de um quarto sábio, mas aparentemente é mais alegórica que as próprias alegorias tradicionais.
Mas falemos do que motiva essa postagem. Que cartas representariam os presentes dos Magos?


Acho que A Estrela (Arcano XVII) não conta. 




Ela é a própria motivação da aventura dos homens sábios, dos astrólogos do Oriente (é pessoal, a galëre new age é avant garde desde antes de Cristo!!!)


Ouro... Imperador. Arcano IV, limites e possibilidades próprias da matéria, sendo direcionadas e dominadas por uma mente superior preparada para isso. 


Talvez o brilho do ouro relembre O Sol (Arcano XIX), mas a relação é apenas alquímica, creio eu (Ouro = metal do Sol)...


Incenso... Hierofante (Arcano V). O intermediário entre o material e o espiritual, assim como a fumaça do incenso, cada vez mais evanescente, leva nossas preces ao Céu. 


Haveria outra carta tão aromática quanto? Talvez a Temperança. Talvez.


Mirra. Deveria pensar na Morte? Até pensei...


...Mas o Arcano XII se interpôs, dizendo: importante não é a mortalidade do corpo, mas a experiência da Alma no processo. A Consciência Crística desperta no alvorecer da Alma, não na decadência do corpo.


Feliz Dia de Reis, pessoal. Abraços a todos.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Cartomancia e sanduíches.

Olá pessoal. Esses dias, conversando com a Tati, do Panelaterapia (só quem mexe com panelas sabe o quanto são terapêuticas), fiquei pensando se havia algum prato que fosse relacionado aos baralhos. Não lembramos de nada, imediatamente; meu Deus!, como pudemos nos esquecer dos sanduíches?


Esse lanche, que hoje possui mil e uma formas de ser preparado e atende aos mais variados gostos e hábitos, foi produzido justamente para um fanático por cartas de jogar.


Em 1762, John Montague, o Conde de Sandwich, para não sair da mesa de carteado, pediu a um servo que lhe trouxesse algo para comer, de forma que utilizasse apenas uma de suas mãos. Seu servo lhe trouxe queijo e carne (algumas fontes apontam o presunto como a carne) entre pedaços de pão, assim ele não sujaria as mãos. Dizem que nunca mais lorde John comeu à noite outra coisa que não sanduíches. (Fonte, comentada)


Aqui no Brasil temos o Bauru, que surgiu dessa experiência de preencher duas metades do pão com elementos afinados com o gosto pessoal. Numa noite, em 1934, Casimiro Pinto Neto procurou apressadamente o cozinheiro do restaurante (Sr. Carlos), e "ditou" a receita do sanduíche que desejava: pão francês sem miolo, uma porção de queijo derretido em banho-maria, fatias de roastbeef, rodelas de tomate e pepino em conserva (picles). Quando estava comendo o segundo sanduíche "Quico" (Antônio Boccini Jr.), um amigo que era muito guloso, pegou de sua mão um pedaço do sanduíche e gostou. Aí, pediu ao garçom, um descendente russo chamado Alex, - Me vê um desses do "Bauru" -. Na mesma noite, outros freqüentadores pediram o novo sanduíche, dizendo que queriam um "igual ao do Bauru". Nascia assim um dos mais famosos lanches do Brasil, hoje conhecido até em outros países.


Claro que não é conveniente que nos alimentemos durante uma consulta cartomântica. Não faz sentido. É como mascar chiclete na frente de um médico. Não convém buscar aconselhamento sem estar numa posição receptiva. Mas não tem nada melhor do que comer um lanchinho no meio de uma Conversa Cartomântica! Junta todo mundo, faz um lanchinho caprichado, e bora jogar Tarot, observar as imagens, caçar novos significados, meditar juntos sobre um Arcano... Possibilidades infinitas!
Deu até vontade, viu?


Para quem ficou com vontade, a Tati oferece algumas opções: Misto Glam, Sanduíche de Pastrami, Sanduíche Natural, Sanduba Gratinado e, embora não seja um sanduíche, chamou (muito!) minha atenção: Sushi de Pão (!) Valeu, Tati!!!
Abraços a todos... E bom divertimento! 

sábado, 1 de janeiro de 2011

Do blog de Luis Pellegrini: Espiritualidade e Religião

Olá pessoal. Repasso esse texto magnífico, do blog de Luis Pellegrini.


O físico Guido Nunes Lopes, da Universidade de Roraima, nos manda um recado importante sobre as diferenças entre religião e espiritualidade. Elas não são uma única e mesma coisa, isso é certo.



A religião não é apenas uma, são centenas.
A espiritualidade é apenas uma.
A religião é para os que dormem.
A espiritualidade é para os que estão despertos.
 A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer, querem ser guiados.
A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior.
A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.
A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.
A religião ameaça e amedronta.
A espiritualidade lhe dá Paz Interior.
A religião fala de pecado e de culpa.
A espiritualidade lhe diz: “aprende com o erro”.

A religião reprime tudo, te faz falso.
A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!
A religião não é Deus.
A espiritualidade é Tudo e portanto é Deus.

A religião inventa.
A espiritualidade descobre.
A religião não indaga nem questiona.
A espiritualidade questiona tudo.

A religião é humana, é uma organização com regras.
A espiritualidade é Divina, sem regras.
A religião é causa de divisões.
A espiritualidade é causa de União.

A religião lhe busca para que acredite.
A espiritualidade você tem que buscá-la.
A religião segue os preceitos de um livro sagrado.
A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.

A religião se alimenta do medo.
A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.
A religião faz viver no pensamento.
A espiritualidade faz Viver na Consciência.

A religião se ocupa com fazer.
A espiritualidade se ocupa com Ser.
A religião alimenta o ego.
A espiritualide nos faz Transcender.

A religião nos faz renunciar ao mundo.
A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.
A religião é adoração.
A espiritualidade é Meditação.

A religião sonha com a glória e com o paraíso.
A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.
A religião vive no passado e no futuro.
A espiritualidade vive no presente.

A religião enclausura nossa memória.
A espiritualidade liberta nossa Consciência.
A religião crê na vida eterna.
A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.

A religião promete para depois da morte.
A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida.

Guido Nunes Lopes
Físico / Physicist
Doutor em Energia Nuclear na Agricultura / Ph.D. in Nuclear Energy in Agriculture
ARC – Academia Roraimense de Ciências / Science Academy of Roraima (Brazil)
UFRR – Universidade Federal de Roraima / Federal University of Roraima (Brazil)

Abraços a todos.

Feliz Ano Novo!


Olá pessoal. Gostaria de desejar a todos os leitores deste blog um feliz Ano Novo. Não feliz, no sentido comumente dado a esse tópico, como se fosse só um adendo a uma constatação - FELIZ aniversário, FELIZ formatura, FELICIDADES aos noivos. Não, não é isso que eu desejo.

Na falta de palavra melhor que defina meu desejo, desejo um FELIZ Ano Novo com o sabor de vitória ganha com expectativa de nova batalha. A felicidade de um parto, seja de uma criança, seja de um projeto, que faz todo o tempo de espera passar em um insight mostrando que valeu a pena. E valeu mesmo; quero desejar FELICIDADES, assim mesmo, no plural, para que algumas sejam, como disse, esperadas, enquanto outras sejam apenas intuídas e vivenciadas de susto, para lembrarmo-nos que a vida é um jogo de cartas embaralhadas constantemente.


E que, nesse ano, estejamos juntos na vivência, na experiência e na celebração da Cartomancia.
Um grande abraço a todos.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Promoção Vegaplus Online: Interpretações liberadas



Olá pessoal. Hoje de manhã tive uma grata surpresa ao abrir minha conta do Vegaplus Online. De 24 de dezembro a 1 de janeiro, todas as interpretações estão liberadas!




Para quem não conhece, Vegaplus Online é um software profissional de Astrologia, desenvolvido pela Sadhana Informática. É bem didático, com textos claros e elucidativos. Eu, particularmente, gosto muito. A Sadhana informática é responsável também pelo aplicativo céu do momento, que fica na barra lateral aqui do blog. Indispensável para os blogueiros que se aplicam aos assuntos místicos e esotéricos.
Possui diversos planos de acesso, com graus de acessibilidade diferenciados. Características comuns a todos os planos:
- cálculo do mapa astrológico natal (comumente chamado de mapa astral ou carta astral) para nascidos desde 1800 até 2019,
- inclui as posições do Nodo Norte, Lilith e Quiron,
- quadros de aspectos planetários, casas, longitudes e pontuações por elementos e ritmos astrológicos,
- apresentação dos mapas em formato grande para impressão,
- exportação de todas as telas de resultados para arquivos PDF,
- envio dos mapas e telas por e-mail com um clique, diretamente aos clientes ou a você mesmo,
- lista de mapas calculados recentemente, para acesso direto sem redigitação dos dados,
- banco de dados sigiloso dos seus clientes, armazenando os dados para acesso futuro.


Faça seu cadastro aqui... E carpe diem!

Abraços a todos.


P.S.: O mapa que ilustra essa postagem é o meu, mesmo. Alguém arrisca uma interpretação? ;)