sábado, 8 de janeiro de 2011

A Cidade. E a Cartomancia

Olá pessoal. Essa é uma postagem rápida, que sei que dá pano para manga. Mas é fruto de uma reflexão dada por um poema do Teagone, que me remeteu diretamente à Torre, tal como o raio que lhe fulmina:





Um dia me veio à mente
Uma idéia tão concreta
Quanto o prédio para o qual
eu olhava atentamente.




As casas,em forma de chagas,
foram crescendo na natureza -
tal um cancêr que deixa
.                                                definitivas marcas
e ignora de um corpo a sua beleza.




Talvez mais definitivo que qualquer doença
Seja o referido progresso.
Um dia as idéias concretas serão dissolvidas.
O cancêr, junto com o enfermo, perecerá.


Mas, e a cidade?
Ela permanecerá eternamente onde está
Ignorando qualquer pedido da natureza.
Não, minha idéia não era tão sólida
quanto a construção.




Falando em cidade, temos mais duas cartas para comentar: o Quatro de Ouros e o Dez de Copas. Enquanto não comentamos, ficamos com o vídeo do George Michael, Flawless (Go to the city), que mostra o que aconteceria se juntássemos simultaneamente um arquipélago de solidões.
Abraços a todos.

... E a bola de cristal?

Olá pessoal. Meu padrinho e sua família estão aqui conosco, em Três Corações. Conversando com ele ontem, sobre (adivinhem!) Cartomancia e Tarot, fui interrogado sobre minha experiência com a bola de cristal, que ele havia me dado em 2000. Conforme vocês já sabem, não foi lá muito... frutífera. Mas a pergunta dele me ofereceu um tema para conversarmos. Dá uma olhadinha na minha bola de cristal, em seu lenço:



Segundo o dicionário Priberam, cristalomancia seria a "Suposta forma de adivinhar por meio de gelo, cristal ou espelho" (grifos meus). Espelho eu já conhecia, não pelo nome de cristalomancia; mas... gelo?
Novo para mim. Procurarei saber se existe mesmo uma criomancia... Procurarei saber.
Mas voltando ao nosso tema, cabe aqui um excerto do livro Despertar das Bruxas, da Julia Maya (Ed Madras). Cabe dizer que encontrei o mesmo texto sem referência bibliográfica em vários sites. Sim, eu comparei linha a linha do livro com a página da Internet. Mais que apontar a má-fé em relação ao trabalho dos outros, queria ressaltar a ausência de estudos sobre o assunto. Será que não existem mais pessoas que utilizem esse oráculo e desejem escrever a respeito? E, como a Júlia Maya não aponta sua bibliografia, não temos como ir mais longe. Existe um livro do Arthur Edward Waite, As Ciências Ocultas (Ediouro) que não tenho aqui à mão, mas que assim que estiver por perto utilizarei para atualizar essa postagem, pois, salvo engano, há algo nele sobre esse assunto





"A Bola de Cristal é um instrumento das artes adivinhatórias, muito popular entre os videntes. A cristalomancia é também muito praticada pelas bruxas em magias, mas com um propósito ainda maior. É por onde se comunica com a Grande Mãe, recebe-se mensagens da Deusa que fortalece e orienta bruxos e bruxas. A Bola de Cristal reflete mensagens ajudando a descobrir mais sobre o nosso mundo interior, que é o mundo da Deusa na bola de cristal.
Veja a seguir, alguns exemplos básicos da interpretação de figuras da cristalomancia:


Nuvens violetas: harmonia e tranqüilidade.
Nuvens azuis: conquista e felicidade.
Nuvens verdes: lucro e prosperidade.
Nuvens amarelas: dúvidas esclarecidas em breve.
Nuvens laranjas: decisões difíceis e definitivas.
Nuvens vermelhas: obstáculos e agitação.
Manchas claras: pequenos problemas.
Manchas escuras: grandes problemas.
Estrela: sonhos impossíveis.
Coração: vivência de um grande amor.
Serpente: cuidado com a saúde.
Pássaro: surpresas.
Olho: siga mais a sua intuição.
Espada: desarmonia.
Balança: recompensa justa.
Imagem anterior à bola: presente ou futuro imediato.
Imagem posterior à bola: passado agindo no presente.
Imagem à direita da bola: boas influências.
Imagem à esquerda da bola: más influências. "




No seu Caminho das Pedras (Ed Nova Era) Antonio Duncan diz, a respeito das bolas de cristal: "As Esferas são lapidações especiais e distribuem a energia de uma forma homogênea. São ótimos instrumentos para meditação e clarividência". Eu percebo, na leitura dos textos do Antonio Duncan (aluno, por sinal, de Katrina Raphaell), que mesmo uma ponta de cristal pode ser um veículo de clarividência, já que existem cristais específicos para comunicação: canalisadores, receptores, Dow, Elos do Tempo, Bibliotecas...
Para quem sentir vocação... Divirta-se. Fico com meus baralhos... Ainda que não perca a curiosidade e o desejo pela experiência desse oráculo, que depende tão mais do transe que o Tarot.
Abraços a todos.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Reis Magos e a Cartomancia


Olá pessoal. Fiquei pensando no que dizer sobre o Dia de Reis, já que a tradição os conta como três e nos baralhos temos quatro. Mas pensando bem...
Vamos falar dos presentes dos Reis?

A representação mais utilizada dos Reis Magos nos primeiros séculos da Igreja e durante a antiguidade tardia foi a histórica. Os magos eram representados vestidos em trajes persas reverenciando o Menino Jesus, entronizado ou sentado no colo da Virgem. É assim que o vemos representados nos túmulos dos primeiros cristãos e nos mosaicos das basílicas. 
A representação alegórica surge a partir da Alta Idade Média. Nesse período, os três magos passam a representar os diversos povos, descendentes dos três filhos de Noé - Cam, Sem e Jafeth. No Renascimento essa representação alegórica fica mais significativa, pois cada um dos magos é representado como uma raça ou etnia (e algumas vezes, representam também as três idades do homem - no século XV, se fixou que Belchior teria 60 anos, Gaspar estaria com 40 anos e Baltasar 20 anos. Fonte): um representando os europeus, outro os africanos e outro os povos do Oriente Médio. Há inclusive uma curiosa pintura de cerca de 1500 (cuja autoria é geralmente atribuída ao português Vasco Fernandes ou Grão Vasco) em que um dos magos é representado como um índio Tupi, o que mostra o desejo dos cristãos daquele tempo de incluir os povos do Novo Mundo no rebanho dos fiéis de Cristo. (Fonte, comentada)


A tradição relaciona três Reis - Gaspar (o Asiático), Baltazar (o Africano) e Melchior (o Caucasiano) - dado serem três presentes correlacionados no Evangelho de Mateus: ouro, já que o Cristo era um Rei; incenso (Olíbano - Boswellia ssp.), pois era também um Deus; e mirra (Commiphora molmol), pois, apesar de tudo, não deixava de ser mortal.
Há inclusive uma história que conta a existência de um quarto sábio, mas aparentemente é mais alegórica que as próprias alegorias tradicionais.
Mas falemos do que motiva essa postagem. Que cartas representariam os presentes dos Magos?


Acho que A Estrela (Arcano XVII) não conta. 




Ela é a própria motivação da aventura dos homens sábios, dos astrólogos do Oriente (é pessoal, a galëre new age é avant garde desde antes de Cristo!!!)


Ouro... Imperador. Arcano IV, limites e possibilidades próprias da matéria, sendo direcionadas e dominadas por uma mente superior preparada para isso. 


Talvez o brilho do ouro relembre O Sol (Arcano XIX), mas a relação é apenas alquímica, creio eu (Ouro = metal do Sol)...


Incenso... Hierofante (Arcano V). O intermediário entre o material e o espiritual, assim como a fumaça do incenso, cada vez mais evanescente, leva nossas preces ao Céu. 


Haveria outra carta tão aromática quanto? Talvez a Temperança. Talvez.


Mirra. Deveria pensar na Morte? Até pensei...


...Mas o Arcano XII se interpôs, dizendo: importante não é a mortalidade do corpo, mas a experiência da Alma no processo. A Consciência Crística desperta no alvorecer da Alma, não na decadência do corpo.


Feliz Dia de Reis, pessoal. Abraços a todos.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Cartomancia e sanduíches.

Olá pessoal. Esses dias, conversando com a Tati, do Panelaterapia (só quem mexe com panelas sabe o quanto são terapêuticas), fiquei pensando se havia algum prato que fosse relacionado aos baralhos. Não lembramos de nada, imediatamente; meu Deus!, como pudemos nos esquecer dos sanduíches?


Esse lanche, que hoje possui mil e uma formas de ser preparado e atende aos mais variados gostos e hábitos, foi produzido justamente para um fanático por cartas de jogar.


Em 1762, John Montague, o Conde de Sandwich, para não sair da mesa de carteado, pediu a um servo que lhe trouxesse algo para comer, de forma que utilizasse apenas uma de suas mãos. Seu servo lhe trouxe queijo e carne (algumas fontes apontam o presunto como a carne) entre pedaços de pão, assim ele não sujaria as mãos. Dizem que nunca mais lorde John comeu à noite outra coisa que não sanduíches. (Fonte, comentada)


Aqui no Brasil temos o Bauru, que surgiu dessa experiência de preencher duas metades do pão com elementos afinados com o gosto pessoal. Numa noite, em 1934, Casimiro Pinto Neto procurou apressadamente o cozinheiro do restaurante (Sr. Carlos), e "ditou" a receita do sanduíche que desejava: pão francês sem miolo, uma porção de queijo derretido em banho-maria, fatias de roastbeef, rodelas de tomate e pepino em conserva (picles). Quando estava comendo o segundo sanduíche "Quico" (Antônio Boccini Jr.), um amigo que era muito guloso, pegou de sua mão um pedaço do sanduíche e gostou. Aí, pediu ao garçom, um descendente russo chamado Alex, - Me vê um desses do "Bauru" -. Na mesma noite, outros freqüentadores pediram o novo sanduíche, dizendo que queriam um "igual ao do Bauru". Nascia assim um dos mais famosos lanches do Brasil, hoje conhecido até em outros países.


Claro que não é conveniente que nos alimentemos durante uma consulta cartomântica. Não faz sentido. É como mascar chiclete na frente de um médico. Não convém buscar aconselhamento sem estar numa posição receptiva. Mas não tem nada melhor do que comer um lanchinho no meio de uma Conversa Cartomântica! Junta todo mundo, faz um lanchinho caprichado, e bora jogar Tarot, observar as imagens, caçar novos significados, meditar juntos sobre um Arcano... Possibilidades infinitas!
Deu até vontade, viu?


Para quem ficou com vontade, a Tati oferece algumas opções: Misto Glam, Sanduíche de Pastrami, Sanduíche Natural, Sanduba Gratinado e, embora não seja um sanduíche, chamou (muito!) minha atenção: Sushi de Pão (!) Valeu, Tati!!!
Abraços a todos... E bom divertimento! 

sábado, 1 de janeiro de 2011

Do blog de Luis Pellegrini: Espiritualidade e Religião

Olá pessoal. Repasso esse texto magnífico, do blog de Luis Pellegrini.


O físico Guido Nunes Lopes, da Universidade de Roraima, nos manda um recado importante sobre as diferenças entre religião e espiritualidade. Elas não são uma única e mesma coisa, isso é certo.



A religião não é apenas uma, são centenas.
A espiritualidade é apenas uma.
A religião é para os que dormem.
A espiritualidade é para os que estão despertos.
 A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer, querem ser guiados.
A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior.
A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.
A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.
A religião ameaça e amedronta.
A espiritualidade lhe dá Paz Interior.
A religião fala de pecado e de culpa.
A espiritualidade lhe diz: “aprende com o erro”.

A religião reprime tudo, te faz falso.
A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!
A religião não é Deus.
A espiritualidade é Tudo e portanto é Deus.

A religião inventa.
A espiritualidade descobre.
A religião não indaga nem questiona.
A espiritualidade questiona tudo.

A religião é humana, é uma organização com regras.
A espiritualidade é Divina, sem regras.
A religião é causa de divisões.
A espiritualidade é causa de União.

A religião lhe busca para que acredite.
A espiritualidade você tem que buscá-la.
A religião segue os preceitos de um livro sagrado.
A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.

A religião se alimenta do medo.
A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.
A religião faz viver no pensamento.
A espiritualidade faz Viver na Consciência.

A religião se ocupa com fazer.
A espiritualidade se ocupa com Ser.
A religião alimenta o ego.
A espiritualide nos faz Transcender.

A religião nos faz renunciar ao mundo.
A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.
A religião é adoração.
A espiritualidade é Meditação.

A religião sonha com a glória e com o paraíso.
A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.
A religião vive no passado e no futuro.
A espiritualidade vive no presente.

A religião enclausura nossa memória.
A espiritualidade liberta nossa Consciência.
A religião crê na vida eterna.
A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.

A religião promete para depois da morte.
A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida.

Guido Nunes Lopes
Físico / Physicist
Doutor em Energia Nuclear na Agricultura / Ph.D. in Nuclear Energy in Agriculture
ARC – Academia Roraimense de Ciências / Science Academy of Roraima (Brazil)
UFRR – Universidade Federal de Roraima / Federal University of Roraima (Brazil)

Abraços a todos.

Feliz Ano Novo!


Olá pessoal. Gostaria de desejar a todos os leitores deste blog um feliz Ano Novo. Não feliz, no sentido comumente dado a esse tópico, como se fosse só um adendo a uma constatação - FELIZ aniversário, FELIZ formatura, FELICIDADES aos noivos. Não, não é isso que eu desejo.

Na falta de palavra melhor que defina meu desejo, desejo um FELIZ Ano Novo com o sabor de vitória ganha com expectativa de nova batalha. A felicidade de um parto, seja de uma criança, seja de um projeto, que faz todo o tempo de espera passar em um insight mostrando que valeu a pena. E valeu mesmo; quero desejar FELICIDADES, assim mesmo, no plural, para que algumas sejam, como disse, esperadas, enquanto outras sejam apenas intuídas e vivenciadas de susto, para lembrarmo-nos que a vida é um jogo de cartas embaralhadas constantemente.


E que, nesse ano, estejamos juntos na vivência, na experiência e na celebração da Cartomancia.
Um grande abraço a todos.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Promoção Vegaplus Online: Interpretações liberadas



Olá pessoal. Hoje de manhã tive uma grata surpresa ao abrir minha conta do Vegaplus Online. De 24 de dezembro a 1 de janeiro, todas as interpretações estão liberadas!




Para quem não conhece, Vegaplus Online é um software profissional de Astrologia, desenvolvido pela Sadhana Informática. É bem didático, com textos claros e elucidativos. Eu, particularmente, gosto muito. A Sadhana informática é responsável também pelo aplicativo céu do momento, que fica na barra lateral aqui do blog. Indispensável para os blogueiros que se aplicam aos assuntos místicos e esotéricos.
Possui diversos planos de acesso, com graus de acessibilidade diferenciados. Características comuns a todos os planos:
- cálculo do mapa astrológico natal (comumente chamado de mapa astral ou carta astral) para nascidos desde 1800 até 2019,
- inclui as posições do Nodo Norte, Lilith e Quiron,
- quadros de aspectos planetários, casas, longitudes e pontuações por elementos e ritmos astrológicos,
- apresentação dos mapas em formato grande para impressão,
- exportação de todas as telas de resultados para arquivos PDF,
- envio dos mapas e telas por e-mail com um clique, diretamente aos clientes ou a você mesmo,
- lista de mapas calculados recentemente, para acesso direto sem redigitação dos dados,
- banco de dados sigiloso dos seus clientes, armazenando os dados para acesso futuro.


Faça seu cadastro aqui... E carpe diem!

Abraços a todos.


P.S.: O mapa que ilustra essa postagem é o meu, mesmo. Alguém arrisca uma interpretação? ;)


sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O Arcano XII. Hallowed Be Thy Name


Olá pessoal. Demorou para eu postar essa. Não se assustem; não tem nada a ver com a data - foi esquecimento mesmo. 
Ainda que eu prefira Iron Maiden como banda, a versão do Cradle of Filth é muito melhor. E, como eu gosto do anime Ninja Scroll - algo de Berserk, mas com menos efeitos e mais combate, segue o fan video.
Essa letra sempre me deixa pensando. Com os novos significados cada vez mais suaves d'O Enforcado (ok, haverá quem o chame Pendurado, por tradução de Hanged Man; contudo, Enforcado não é mais... impactante?), sou tentado por vezes olhá-lo com um olhar menos cor-de-rosa. Vale lembrar que a imagem de mestria e centramento d'O Enforcado é deveras recente.


I'm waiting in my cold cell
when the bell begins to chime;
Reflecting on my past life, 
and it doesn't have much time;
'Cause at 5 o'clock, 
they take me to the Gallows pole;
The sands of time, for me are running low...

Mother Fuckers!

Running low...
When the priest comes to read me the last rights;
I take a look through the bars at the last sights;
Of a world that has gone very wrong for me...
Could it be that there's some sort of error?
Hard to stop the surmounting terror;
Is it really the end or some crazy dream?
Somebody please tell me that I'm dreaming;
It's not easy to stop from screaming;
Words escape me when I try to speak...
Tears, they flow; but why am I crying?
After all, I'm not afraid of dying;
Do not beleive that there never is an end...
As the guards bring me out to the courtyard;
Somebody crys from a cell, "God be with you!"
If there's a god then why does he let me die?
As I walk, all my life drifts before me;
And though the end is near, I'm not sorry;
Catch my soul, it's willing to fly away...
Mark my words, believe my soul lives on;
Don't worry, now that I have gone;
I've gone beyond to see the truth...
So when you know that your time is close at hand;
Maybe then you'll begin to understand;
Life down there is just a strange illusion...
Hallowed Be Thy Name...


Ah, a Zoe de Camaris fala um bocadinho sobre traição, vítimas e traidores e posicionamento frente a isso, aqui.
Abraços a todos. 

Baralho de Elena Dolgova: Perverted Cards

Olá pessoal. Caçando imagens para nossas Conversas, perguntei para Deus (leia-se: joguei no Google) sobre playing cards

Eu já havia falado para as meninas do Tabu para Mulheres que um baralho poderia ser muito... interessante em certos contextos. Mas, num daqueles acasos que só quem não tá nem aí para explicações concretas entende, acabei chegando no trabalho da Elena Dolgova, que me deixou literalmente em êxtase.
Eu já disse aqui antes meu posicionamento sobre as cartas invertidas. Não fazem meu gênero de Cartomancia. Mas esse baralho jogou por terra uma série de paradigmas sobre inversões. Ou você não tem nada para esconder dos olhos do público, hein, hein?

Ilustrando o naipe de Paus com motivos árabes/mouriscos...



...E o de Ouros com japoneses...


 Elena Dolgova desenvolveu a possibilidade pictórica de percebermos nuances psicológicas em personagens que, diante da sociedade, aparentam serem incorruptíveis. E aí o nome do baralho faz sentido: Perverted Cards.

Para quem estava em dúvida sobre o que me dar de Natal, #fikdik ! O problema é que é edição limitada e numerada... Sorte de quem correr!
Contato com a autora: albicocca.cards@gmail.com

Mantendo a natureza da postagem e preparando o tema para uma próxima, segue a entrevista de Milo Manara, por Jô Soares. Para quem ficar curioso, vale a pena conferir o Tarô dele, aqui.



Abraços a todos. 
Merry Christmas.
 

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Notícias e apontamentos. Agradecimentos.

Olá pessoal. Depois do encerramento da promoção, estive cuidando da sala de atendimentos que mantenho no Hair Cabelereiros, em Três Corações/MG. Por isso sumi. Mas minha cabeça ficava a mil, enquanto eu não conseguia tempo para escrever. Além disso, tive uns probleminhas com vírus, que me fizeram a gentileza de excluir diversas fotos de jogos que eu havia tirado para vocês verem. Enfim, nada de choro nem de vela sobre o leite derramado. Fotos melhores virão. ;)


Além das consultas presenciais, agora sou colaborador do  Caminhos do Tarô, o que é para mim um grande presente. Vai facilitar, e muito!, nossas Conversas, pessoal. O link de acesso ao site encontra-se abaixo, na base do blog.


Nesse tempo, pensei muito também sobre 2011. Ano do Imperador, com Mercúrio regendo o Ano Astrológico? Falei sobre isso para o Clube do Tarô.


Falando em Clube do Tarô, outro texto meu foi publicado, falando agora sobre a Sacerdotisa do Rider Waite. Não esperava que os aspectos pictóricos desse baralho me levassem tão longe!!! Como eu ainda (eu disse AINDA) não o possuo, taí uma das minhas perspectivas de Ano Novo: providenciar um Rider Waite para a coleção (de preferência, um Commemorative Set ^^)
Nesses meses, foi excelente chegarmos à meta do fim do ano. Contamos com 143 postagens, 104 seguidores, fora os seguidores do Networked Blogs. Acredite se quiser.
Obrigado, pessoal. Muito obrigado mesmo. Que no Ano II estejamos cada vez mais e mais próximos de nossas cartas, no objetivo comum de seguir em frente na Senda, no Caminho.
Abraços a todos, feliz Natal.


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Resultado da Promoção do Conversas Cartomânticas


Olá pessoal. Tarde já, mas temos que postar o resultado!
Conforme os regras ditas na postagem, os vencedores são:

2. Juliana Zancan

Por favor, meninas, entrem em contato para eu remeter os livros pra vocês!
E até nossa próxima promoção!
Grande abraço a todos, e aguardem notícias para breve ;) !

domingo, 28 de novembro de 2010

Notícias e atualizações

Olá pessoal. Sexta feira passada fui convidado pela turma do segundo período de Enfermagem da UNIS Varginha para debater sobre o aborto. Foi muito interessante e produtivo refletir sobre algo que eu jurava ser ponto dado para mim - sou a favor e pronto. Desejo que cada um seja plenamente responsável por si, incluindo as coisas as quais não desejo fazer. Mas, depois de um tempinho de discussão, refutei minha ideia inicial em função do seguinte pensamento: estamos prontos para sermos plenamente responsáveis por nossas ações? Ainda estou pensando a respeito.

Depois do debate, dando uma volta por Varginha, encontrei um rapaz a quem havia lido a mão no cursinho pré-vestibular, quando comecei a me interessar por Quiromancia. Ele gostou muito - para se lembrar disso quase sete anos depois. Por isso, resolvi repensar meu posicionamento e postar algumas considerações sobre Quiromancia na postagem correspondente.
Dia 30 de novembro estarei na Rádio Tropical FM de Três Corações/MG para refletir sobre as previsões feitas para o ano de 2010 (temos um resumo publicado no Clube do Tarô) e já preparar as reflexões para 2011. (atualização: link para a entrevista aqui)
Ah, e só para lembrar: ainda dá tempo de participar da promoção COPAG/ Conversas Cartomânticas. Dê uma olhada aqui, ou no link correspondente na barra ao lado.
Abraços a todos.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Blogagem Coletiva: Vozes dos Decks


"Como cada pessoa é uma pessoa, cada baralho de tarot carrega suas características, seu tom, sua voz. Como você escuta o que seus decks lhe contam? Que tom dão para as suas leituras? Qual é voz do seu tarot?
Blogagem baseada no texto Vozes dos Decks, na coluna La Pietra Oracolare do Bruxaria.net"

Olá pessoal. A postagem de hoje é a respeito de algo que me fez refletir sobre longo tempo. Há pouco mais de um ano (ou um pouco mais, não tenho certeza), estava eu postando num grupo de discussão do Yahoo! e a conversa estava bem interessante, até um jovem perguntar o que achávamos que a Força fazia - abria ou fechava a boca do leão.
Respondi que, em minha concepção, a informação dependia do baralho que ele estivesse utilizando, incluindo o fato de que nem sempre a Força é mulher! (Tão aí os Tarots Mitológico, dos Santos e 1JJ que testemunham isso)
E no caso do Thoth, em que a mulher está, com o perdão da palavra, pouco se lixando para fechar ou abrir a boca do leão?


O retorno não poderia ter sido pior. Parece-me que entenderam como uma ofensa pessoal eu acreditar que baralhos diferentes levam-nos a viagens arquetípicas diferentes. Tinha que haver um significado estanque. E para mim, Tarot é transformação. 
Não houve nenhuma manifestação do restante da comunidade, incluindo a moderadora, o que, para mim, foi de profundo descaso quanto à seriedade do tema. Desabafos à parte, hoje eu vejo que tudo o que pensei a respeito disso encontrou finalmente eco em outro(s) lugar(es).
A experiência da Pietra, de escolher duas cartas a cada plenilúnio, de baralhos diferentes, eu faço todo fim de ano, quando reenergizo meus decks e refaço meus votos. Abro todos os meus baralhos (acredite, isso leva um bom tempo) e vejo duas, três, cinco cartas de cada um, anoto as informações, verifico discrepâncias e congruências, enfim, tento fazer um todo com todas aquelas partes. No início, eu fazia isso em busca de um todo comum, mas com o tempo e a experiência eu percebia que haviam nuances diferenciadas, como sotaques, das cartas. Alguns me faziam gaguejar (estou falando sério), outros, o próprio consulente queria interpretar; alguns baralhos iam mais a fundo em determinados aspectos psicológicos, mas não eram tão eficazes nas questões práticas; outros, falavam de forma extremamente precisa quanto às questões emocionais, mas eram muito confusos quanto às questões profissionais; haviam ainda aqueles que eram Jack Bauer, outros que nos remetem a visões do passado e/ou do futuro para revelar questões imediatas - o que nem sempre é claro num primeiro momento.
Vejo meus baralhos como vejo minhas espátulas, quando estou restaurando algo: amo a todas, indistintamente, mas nem todas me auxiliam em todos os trabalhos - por isso são úteis! Uso cada uma delas de acordo com a necessidade. Da mesma forma, não jogo para todos os meus clientes com o mesmo baralho; de acordo com a necessidade, utilizo baralhos diferentes, cujo enfoque está mais próximo dos questionamentos que lhe afloram.
Certamente, vocês podem pensar, como eu pensei: "Então o que fazer quando só temos um baralho?" Bem, como pude perceber, o número de baralhos não altera o valor de uma consulta, mas o grau de envolvimento, comprometimento e conhecimento dos elementos ali envolvidos. Particularmente, creio que nunca vou ser bom, ou melhor, nunca vou ser razoável no Call of Cthulhu Tarot. Não li o Call of Cthulhu original; Não sou fã de Lovecraft; não gosto de monstruosidades; não sou adepto de leituras sombrias (ok, ok, eu assumo: sou fã do Edgar Allan Poe, e tenho certa estima pela Annie Rice, mas deixa baixo). No máximo, conseguiria uma grande dor de cabeça com esse deck - suas imagens não me provocam comoção, não me enlevam. Não me afetam como o Tarot deve afetar. Não correspondem ao que espero de um baralho. Entendam: Isso não significa que não seja um baralho bom. Significa que não é bom para mim.
Não pensem que sou maniqueísta. Para poupar leitura, não vou citar aqui tudo o que dizem de ruim sobre Aleister Crowley. Retire os exageros e possivelmente você estará lidando com a realidade de sua biografia - ele não fazia segredo sobre suas bizarrices. Mas, mesmo não concordando com muitos dos seus motes e hábitos enquanto era vivo, quem há de dizer que não é um baralho magnífico o Thoth (referências cruciais para leitura no Clube do Tarô), desenvolvido por ele junto a Lady Frieda Harris? 
Por outro lado, o Marselha (Grimauld, por favor. Conheci essa versão, dita espanhola, recentemente), o Mitológico, o Rider-Waite (e suas trocentas reinterpretações, temáticas ou não) são baralhos que falam algo, diretamente, à minha memória. Me sinto à vontade, com eles.
Entre eles, vamos tomar o exemplo do Mitológico. Se o Cartomante conhece os mitos gregos - ou está disposto a apreendê-los - e se interessa pelos aspectos psicológicos inerentes a interpretação dessas cartas, para quê mais? Esse baralho irá falar exatamente o que ele precisa de uma forma que ele consiga entender. Agora, se ele busca respostas práticas e diretas, voltadas para atitudes pré-determinadas, deverá treinar bastante, pois não é esse o foco dado ao desenrolar de suas leituras. Por outro lado, sendo esse o foco do Tarô Adivinhatório, precisamos estar mais amparados quando desejamos um jogo mais profundo e psicológico com suas lâminas.
Isso, só falando dos Tarôs. Quando estendemos a questão para os demais baralhos, o buraco fica BEM mais embaixo. Mas aí, é outra história.


Para mim, as vozes mais doces provém do Marselha (uma contralto de voz inigualável), do Thoth (um barítono que deve ser explorado ao máximo), do Mitológico (um castratto muito bem posicionado em seus solos), do Petit Lenormand (na versão da COPAG, Baralho para Ver a Sorte - minha soprano favorita) e do baralho comum francês (32 cartas Um baixo c'est ne pas grave). Não estou dizendo que são atenuantes das previsões, pois não são mesmo; mas que é bem mais palatável para mim receber as informações a serem repassadas a meus consulentes através de suas imagens. Existem outros, é verdade; mas dependem do meu momento, do rumo que minha busca está tomando, de para onde desejo ir... E para onde estou sendo levado.
Abraços a todos.