segunda-feira, 26 de abril de 2010

New Moon e os Emanorados


Lua Nova no Céu, fui assistir Lua Nova. Ouvi severas críticas à série, muitas vindas de mim mesmo, pela natureza dos vampiros que compõe o núcleo central da trama. Discuti esse aspecto em um artigo anterior, sobre Dracula. Não creio que eu vá parar de assistir até o fim da série, mas, nesse momento, não sei se poderei ler os livros, por uma questão de logística. Portanto, peço, de antemão, desculpas aos fãs, caso as minhas percepções diferenciem-se daquelas hauridas da leitura da série.


 O filme, inspirado "fortemente" em Shakespeare (levando em consideração o gênero...) inicia-se com referências a Romeu e Julieta. O casal mais famoso de todos os tempos, cujo clímax trágico não retira o mérito do que foi vivenciado, talvez o amplie; todos os homens aspiram a Romeu (discuti a esse respeito sobre o Cavaleiro de Copas) como todas as mulheres a Julieta. Por mais que sejamos independentes, livres, um dia, nem que seja apenas esse único dia, desejamos, tão fortemente como a vida, alguém que nos pertença da mesma forma a que pertençamos a este alguém, de forma tal e tão intensamente, que nada, ninguém, coisa alguma e situação nenhuma possa ser maior que esse amor.
Em Romeu e Julieta, o sangue e o nome imperam; na série Crepúsculo, a natureza dos personagens. Uma humana, diferente dos demais. Um vampiro. Um lobisomem. Os Enamorados.



Bella, Isabella, Bells (trocadilho usado por Charlie, pai de Bella). Uma humana imune aos poderes vampíricos – mas não à sua força e sede de sangue. Naturalmente encara o mundo vampírico, a que deseja pertencer por amor (ou insanidade, ou juventude; however). Edward, um vampiro que detesta sua condição, a despeito dessa mesma condição ter permitido conhecê-la; e Jake, um lobisomem “recém-nascido”, ainda se adaptando à sua nova condição. Dois mundos que se cruzam, tendo por vórtice Bella. Dois inimigos que não se atacam, por amor a uma terceira.

Dúvida, insegurança, medo do futuro, medo das conseqüências – todos aspectos d’Os Enamorados, quando mal trabalhada sua essência. Porque, em essência, o Arcano VI fala do solve – processo alquímico de diferenciação das substâncias que antes eram Um. É preciso escolher, e escolher por si só representa uma evolução; é preciso seguir em frente, pois a indecisão é uma maldição mais potente que uma má escolha.


O aspecto da escolha fica claro desde o início da série, entre a mortalidade, vista como bênção, e a imortalidade, que aproximaria Bella de seu amado. Com a aproximação de Jake, um meio termo se cria, entre as possibilidades de viver o sobrenatural sem no entanto perder a natureza. Dúvida existencial um tanto quanto dura para uma jovem de 18 anos!
Mas o Arcano VI também disserta sobre o Amor em todas as suas formas. É a escolha de um Outro que não nós, um Outro que preencha a lacuna criada por nossas contradições e desejos, for a while, pelo menos...


Um último comentário: Lua Nova na lua nova, sincronicidade? Talvez não.

terça-feira, 13 de abril de 2010

O Tarô Zen, de Osho: O jogo transcendental do Zen

 
Olá pessoal. Fazia tempo que não postava algum comentário sobre baralhos que costumo usar, e este, em especial, tem sido presente em minha vida – tenho aberto este baralho com certa freqüência.
 

O Tarô Zen, de Osho, foi desenvolvido por Ma Deva Padma (Susan Morgan)  (apresentada no Clube do Tarô por Jaime Cannes) a partir de 1989, sendo resultado de diversas reflexões suas e de outros membros da Osho-Comunidade Internacional. A edição brasileira é da Editora Cultrix e conta com tradução de Paulo Rebouças. Possui 79 cartas – as 78 do Tarot convencional, somadas a uma carta que representa o Mestre (Osho), aquele que transcendeu a Roda. Ou, no contexto em que essa carta aparece no jogo, aquele que o está prestes a encontrar...
 

A estrutura do baralho segue a do Rider Waite. Inclusive, muitas imagens revelam clara inspiração no referido baralho. Duas cartas apenas mantém seus nomes originais – o Bobo e os Amantes. Todas as demais receberam novos nomes, mais próximos à sua interpretação simbólica que à sua representação gráfica. Os quatro naipes também receberam novos nomes – Paus tornou-se Fogo; Copas, Água; Espadas, Nuvens (assim como as nuvens turvam a passagem da luz, esse naipe representa a capacidade da mente de obstruir a passagem da voz da consciência... ainda que sejam efêmeras); e Ouros, Arco-Íris (para mim, o insight mais preciso desse baralho, que utiliza o arco-íris, ponte entre o céu e a terra, como referência para a funcionalidade dessas lâminas tanto nos níveis mais densos quanto nos mais sutis).
O primeiro baralho referente a Osho que conheci foi o Neo Tarot, edição esgotada da Editora Madras (que poderia muito bem ser reeditada, em uma edição limitada que fosse). Silvia Theberge o apresentou como fonte de mensagens diárias, mas definitivamente eu não tinha a dimensão das cartas que eu retiraria. Até hoje guardo de memória minha primeira leitura, não somente como uma recordação, mas também como um direcionamento. São sessenta cartas, cada uma delas relacionada a uma lição deixada pelos mestres de diversas religiões e crenças, comentadas por Osho. Veja as cartas aqui, e experimente esse jogo aqui.
Para cada lâmina deste baralho, temos a leitura simbólica de seu potencial pictórico, relacionada a um comentário feito por Osho. São leituras voltadas para o momento presente, focados na consciência pessoal do livre-arbítrio daquele que consulta as cartas. Magnífico.
Deixo, nesse post, minha gratidão ao Eclair, amigo e companheiro de jornada, que me presenteou com esse baralho. 
 

P.S.: Descobri  que existem duas versões: uma com 78 cartas, a que possuo, e esta, com 22 cartas.
 

Experimente jogá-lo online aqui.

Conversas Cartomânticas em tardes sem importância

Olá pessoal. Num domingo destes, de tardes despropositadas e evanescentes, eu visitei os meus amigos da minha antiga república. Fazia tempo que não os via, e como saudade é algo extremamente prazeroso de matar, decidi matar a minha e ir tomar um café com meus amigos.
Encontrei a Baby, uma mulher com naipe de feiticeira (^^) que tem uma abordagem fatalista dos oráculos. Sua visão da Astrologia é bem medieval (não estou sendo pejorativo), e atualmente ela tem se debruçado sobre o estudo das lâminas do nosso querido Tarot de Marselha.

Ela me pediu para auxiliá-la em uma interpretação sim/não, e me apresentou seu sistema de jogo: são cinco cartas, a primeira representa o consulente, a segunda a questão, a terceira o passado, a quarta o presente e a quinta o futuro, sendo que as duas primeiras cartas estão acima das três seguintes, formando um trapézio.
Depois de confirmarmos nossas impressões sobre sua questão, pedi a ela que me apresentasse seu jogo na prática. Ela me disse que não possuía o baralho e eu, surpreso, lhe perguntei como então ela poderia jogar. Ela me trouxe 22 papeizinhos com os nomes das cartas e disse... “assim”.
Isso me recordou imediatamente de um dos meus “jogos de emergência”, aqueles momentos em que estamos diante de uma necessidade legítima de resposta sem um baralho por perto. Eu desenhei um baralho para um momento específico. Ele funcionou. E me recordou também o meu começo, quando eu não tinha condições de comprar um baralho (nem mesmo aqueles de banca de revista). Achei uma lembrança curiosa e um esforço genuíno em seguir em frente com os estudos.
Por outro lado, o fato de só possuir o nome das lâminas me levou a questionar o método, pelo menos em parte. Os Arcanos Maiores do Tarot de Marselha, grosso modo, são formadas por três elementos: um número, uma imagem e um nome – com exceção d’O Louco, que não possui numeração, e do Arcano XIII, que não possui nome. Sendo assim, ela utiliza em suas interpretações 1/3 do potencial gráfico das lâminas.
Claro está que não estou levando em consideração, com uma afirmação como esta, a memória da Baby. Depois de um tempo manipulando as cartas, não decoramos apenas algumas interpretações, como também a representação imagética das cartas. Isso nos dá certa liberdade interpretativa e um maior acuro no momento em que determinados detalhes são privilegiados em uma interpretação (certamente você já se deparou com uma lâmina “brilhando”, como diz o Carlos, um amigo meu, ou mesmo com um detalhe saltando aos olhos em detrimento do todo que a lâmina representa).
De qualquer forma, foi uma experiência interessantíssima verificar essa forma de jogo. A interpretação foi direta, sem cortes, dose dupla de realidade sem gelo. Mas a resposta foi positiva.

Não recomendo o uso de papeizinhos para substituir o baralho. Pelas questões já apresentadas, acredito que é utilizar um potencial simbólico muito inferior ao que as cartas oferecem como um todo. 
De qualquer forma, é louvável a tentativa de manter o crescimento com as lâminas que a Baby apresentou ao utilizar-se desse procedimento. E, levando-se em consideração que a Arte se vale da Visão, não do instrumento... Mas devemos aprender todas as regras, antes de aprendermos a quebrá-las.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Na Cozinha da Carina: 500 posts!


Oi pessoal. Esse post é comemorativo, ou melhor, celebrativo. A Carina, do blog Cozinha da Carina, comemora 500 posts. Um dia nossas conversas chegam lá!
Afinal de contas, cartomante também sente fome! ^^



Além disso, ela está sorteando uma mochila com 7 produtos Atelier Namorado (Arroz Koshihikari, Arroz Cateto Biodinâmico, Arroz Longo Fino Biodinâmico, Arroz Aromático Basmati, Mix para Receitas com Pescados, Quinua Branca e Arroz Selvagem). Uma delicia!
Quem puder e quiser, clica aqui e participa também! Eu já estou na fila! Ou melhor... No círculo!

Abraços a todos... e boa sorte!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Do Palavras de Osho: Quiromancia

Olha, eu sou realmente grato às inúmeras mensagens que Osho deixou, mas essa me deixou, no mínimo, intrigado. (link original aqui)



A quiromancia, a astrologia, todas essas coisas são apenas uma exploração da angústia dos homens. Ao se sentirem angustiados, desejam, de qualquer forma, que alguém lhes diga quem eles próprios são, quem serão, qual será o seu futuro.

É por conta dessa angústia que todas essas ciências surgiram e se ampliaram. Elas
têm explorado os homens por milhares de anos porque, mais cedo ou mais tarde, eles se preocupam com o sentido da vida: "O que estou fazendo aqui? Há um sentido ou não há? A vida me leva para algum lugar ou estou me movendo em círculos? E se ela estiver me levando para algum lugar, estou indo na direção certa ou errada?"

Osho, em "Osho de A a Z: Um Dicionário Espiritual do Aqui e Agora"

Não concordo, em grande parte; mas não posso deixar de pensar a respeito. Se bem que os comentários a essa postagem falam bem sobre o que me incomoda.


Bem, mas falando nisso... Não é a área da Cartomancia, mas é Mancia; falemos sobre a Quiromancia.


A Quiromancia (do grego cheiro, "mão", e mancia, "profecia") é um método complexo de adivinhação e de interpretação de sinais baseados nas linhas da palma da mão e no seu formato, tamanho, cor, temperatura, umidade e textura. Esse sistema de adivinhação deve ter se originado na Índia há pelo menos cinco mil anos. Era praticado na China, no Tibete, na Pérsia, na Mesopotâmia e no Egito.
Conta uma antiga lenda que existe no Himalaia uma caverna onde vive um Yogue de mais de 400 anos de idade, que se encontra em estado de meditação (samadhi) e que é portador de um antigo livro, feito com peles das palmas de mãos humanas mumificadas onde pode-se observar perfeitamente suas linhas. Segundo a lenda, este antigo livro tem sido utilizado por monges estudantes da "antiga arte", durante milhares de anos.
Atualmente atribui-se aos Ciganos a arte da leitura das mãos. Sabe-se que os Ciganos originam-se do norte da Índia e que emigraram para a região de Tiblisi, no sul da Rússia, dali para a Romênia, de onde se expandiram para o resto do mundo. Desde criança os Ciganos aprendem a ler as mãos. Esse é seu trabalho mais rendoso, pois da previsão do destino nas mãos nascem os feitiços e magias para o amor e os trabalhos para melhorar a vida. Os Ciganos a praticam até hoje em suas Ofisas (Templo Cigano), praças, feiras, etc.
A Quiromancia foi exaustivamente estudada na Europa da Idade Média, e muitas vezes associada à Astrologia. Enquanto a Astrologia nos informa da influência dos astros em nossas vidas, a Quiromancia procura explicar a influência da mente, manifestada na palma de nossas mãos. Ambas atuando em perfeita harmonia e sincronização. 
 Nessa arte, ambas as mãos devem ser analisadas. A mão projetiva (a que o consulente mais usa), principal ou superior indica o presente, as ações recentes e as projeções das mesmas; a mão receptiva, secundária ou inferior demonstra o que o consulente traz os talentos e habilidades, o que o consulente tem de intrínseco e as projeções de longa duração. Pessoas destras tendem a ser mais lógicas, pois a mão direita está conectada com a região lógica, lado esquerdo do cérebro. Pessoas canhotas tendem a ser mais criativas, pois a mão esquerda está conectada com a região intuitiva, lado direito do cérebro.
Na Quiromancia, o que se chama de "futuro" são projeções que podem ser modificadas pela vontade e atitude do consulente. O futuro é uma projeção do presente, portanto, ao ler a mão de alguém, é importante ter cuidado com o vocabulário utilizado para não acomodar o consulente a uma perspectiva positiva ou negativa. As linhas mudam, sinais somem, outros aparecem... É importante não nos acomodarmos ao diagnóstico, mas sim aproveitarmos as facilidades e enfrentarmos os desafios traçados em nossas mãos.


Via de regra todo tipo de pigmentação é sinal de fraqueza e deve-se recomendar a ajuda médica de acordo com o sintoma identificado na leitura. Pigmentação amarelada indica problemas no fígado e glândulas em geral. Azulada, infecção nos rins que é transmitida ao sangue. Avermelhada problemas circulatórios ou cardíacos. Pequenas bolinhas brancas estouradas indicam taxas altas de glicose, Diabetes. Emocionalmente, uma mão branca indica espiritualidade, calma; rosada, bondade, generosidade; Avermelhada, quente e úmida indica paixão descontrolada, cólera. Uma mão rude e áspera indica ignorância, egoísmo. Uma mão suave indica intelectualidade, sensibilidade, indolência. 


As formas das mãos também indicam peculiaridades. Uma mão roliça, palma curta, dedos curtos e movimentos grosseiros, é chamada ELEMENTAR e indica pessoas apaixonadas e de mentalidade frágil. Pessoas sem grandes aspirações, demasiado comuns, vivendo sob a esfera das demais. Uma mão roliça, palma longa, dedos curtos e movimentos leves é chamada QUADRADA e indica pessoa prática, lógica, quase fria. De costumes rotineiros e ordenados. Grande capacidade de realização, obstinada pelos seus objetivos, pouco original ou imaginativa. Uma mão magra, ligeiramente torta, ponta dos dedos arredondados é chamada ESPATULADA e indica entusiasmo pelas boas coisas da vida, porém inquietude e pessimismo. Falta persistência, mas sobra generosidade. Uma mão magra, dedos nodosos é chamada FILOSÓFICA e indica uma pessoa dedutiva, analista, meditativa, com tendência à filosofia e buscam a verdade interior. São pessoas honestas, justas e moderadas com outras pessoas. Uma mão Longa, firme e desenvolvida é chamada CÔNICA e indica uma pessoa sensual e extrovertida, imaginação fértil e de pouco raciocínio. Aprecia a beleza, as artes em geral, tem fome de poder e apego exagerado ao dinheiro. Uma mão bonita e harmoniosa, com dedos delicados e longos é chamada PSÍQUICA e indica uma pessoa de personalidade inquieta, intensa paixão pelo idealismo. Sonhadora, seu estado de espírito é cíclico e alternado. Complexa e neurótica. Existem ainda mãos que reúnem vários aspectos e são chamadas MISTAS, indicando pessoas muito comuns, na qual a maioria se enquadra, sem grandes aspirações e de mentalidade mediana. Comportamento e gosto vulgares. 


As principais linhas da mão são a linha da vida, a linha da cabeça e a linha do coração. Através dessas linhas verificamos a saúde física (vida), psíquica (cabeça) e emocional (coração) do consulente, decorrendo daí todas as demais projeções. Algumas pessoas não possuem algumas linhas, mas isso não é preocupante; a partir das linhas secundárias também é possível diagnosticar a área regida por uma primária, na falta desta.
As linhas principais são:
LINHA DA VIDA: Indica o tempo e a qualidade de vida, indicando aspectos da saúde e acontecimentos importantes na vida do consulente. Se longa, vida longa e próspera. Ao contrário, deve-se consultar a mão esquerda, havendo confirmação a pessoa deverá cuidar melhor de sua saúde, com o tratamento do corpo a vida poderá ser prolongada, caso contrário sua existência também será curta. Grossa, pessoa terá personalidade marcante. Fina, personalidade maleável. Em forma de corrente ou corda, pessoa de vida complicada com muitos embaraços.
LINHA DA CABEÇA, ou LINHA DA MENTE: Mostra a capacidade intelectual da pessoa, seus humores, criatividade, concentração e perspicácia.
Se longa, pessoa racional. Curta, pessoa emocional. Longa e caída, inteligência não desenvolvida, melancolia e depressão suave. Cortada, pessoa geniosa de difícil relacionamento.
LINHA DO CORAÇÃO: Revela a maneira como o indivíduo interage com os outros e suas expectativas em relação ao amor e a relacionamentos.
Se longa, pessoa amorosa e romântica, age em função do sentimento. Curta, pessoa interesseira, age em função da razão – compare com a Linha da Cabeça. Se a Linha do Coração for proporcional à da Cabeça, a pessoa equilibra razão e emoção.


As linhas secundárias são a Linha do Destino, Linha do Sol, Linha da Saúde e o Cinturão de Vênus. Indicam a vida social da pessoa e complementam a leitura das linhas principais. Nem sempre presentes.
LINHA DO DESTINO ou SATURNINA: Nace na base da mão e sobe em direção ao Monte de Saturno (dedo médio).
Iniciando ao lado da linha da vida, carreira bem sucedida. Unida à Linha da Vida, obstáculos na primeira metade da vida. Dupla, mudança de carreira ao longo da existência. É uma das Linhas mais fáceis de perceber o quanto cresce ao longo da vida.
LINHA DO SOL ou de APOLO: Nem sempre presente, caminha em direção ao Monte de Apolo (dedo anelar). 
Quando bem definida e em harmonia com a Linha do Destino, revela uma vida coroada de sucesso. Quando mal definida ou com linhas cruzadas e sinais, indica uma vida de altos e baixos. Ausente, indica tendência para as artes, reconhecimento em idade avançada. 
LINHA DA SAÚDE ou de MERCÚRIO: Nem sempre presente. Caminha ao longo da mão em direção ao Monte de Mercúrio (dedo mínimo). Sua ausência não é preocupante, pois indica vida saudável e muita resistência. Bem definida, inspira cuidados e a pessoa deve evitar excessos alimentares, fumo, álcool e outras substâncias tóxicas.
CINTURÃO DE VÊNUS: Localiza-se entre os dedos indicador e anelar, fazendo uma volta (cinturão) entre os dedos anelar e médio. Bem definida, pessoa sensível, intelectual, comportamento social instável, as vezes calmo e alegre, outras sombrio e depressivo. Dificuldades nos relacionamentos afetivos. É um dos sinais para percebermos a natureza sexual de uma pessoa.


As linhas terciárias são raras de se encontrar e indicam peculiaridades da personalidade, os traços que individualizam o consulente. São elas a Linha de Marte, , a Linha da Paixão, Linha da intuição, Linha do casamento,e os braceletes de Vênus.
LINHA DE MARTE: Formada por uma linha curva, que corre por dentro da linha da vida. Bem definida revela pessoa nervosa, ansiosa, alcoolismo e drogas. 
LINHA DA SAÚDE: Muito rara, quando aparece, corre paralela e à esquerda da linha da saúde. Sua presença revela personalidade vacilante e paixões desenfreadas. Verifique a Linha da Vida.
LINHA DA INTUIÇÃO: Linha semicircular, localiza-se entre os Montes de Mercúrio e da Lua. Quando bem definida, revela poderes ocultos e mediunidade. Verifique também o Monte de Netuno.
LINHAS DO CASAMENTO ou DOS AMANTES: Encontram-se na base do dedo de Mercúrio. Quando próxima à Linha do Coração, a pessoa casará jovem. Se terminar próximo ao Monte de Mercúrio, o casamento ocorrerá após os 29 anos. Inclinada para o monte de Apolo, casamento por interesse e ausência de amor. Bifurcada no final, separação. Curva em direção à linha do coração, ficará viúvo(a). Qualquer linha fina, paralela à linha do casamento, indica adultério, pessoa volúvel, ou mais de um relacionamento importante na vida. Além desses aspectos, existem outros a considerar: as linhas que cortam a do casamento representam os filhos, linhas grossas filhos homens, linhas finas mulheres, linhas dos filhos cortadas significam perdas. Muito cuidado com essas interpretações, pois são muito difíceis e evanescentes. Sempre compare com a Linha do Coração para as confirmações necessárias.
BRACELETES DE VÊNUS: Fáceis de identificar, localizam-se na base da palma da mão, próximo ao pulso. Podem ser um, dois ou três. Bem definidos, saúde boa. Interrompidos, vaidade, insegurança, mentira. Compare com o Monte de Vênus e com as Linhas do Coração e de Apolo.


As áreas mais carnosas em torno das palmas das mãos são chamadas "Montes" e receberam os nomes dos sete planetas, tendo atualmente recebido dos três transpessoais (nesse caso, colocados entre parênteses): Monte de Vênus - abaixo do polegar; Monte de Júpiter - base do indicador; Monte de Saturno - base do médio; Monte do Sol ou de Apolo - base do anelar; Monte de Mercúrio - base do mínimo; Monte de Marte positivo (Urano) - entre os montes de Vênus e Júpiter; Monte de Marte Negativo (Marte) - entre os Montes de Mercúrio de da Lua, Monte da Lua - base da mão; Monte de Netuno - entre os montes de Vênus e da Lua. Há também o Campo de Marte (Plutão), que une os montes positivo e negativo de Marte.
MONTE DE JÚPITER: Está relacionado ao ser e ao Ego, às possibilidades. Bem aspectado indica boa sorte, sucesso, fama, enriquecimento. Confira a Linha da Vida.
MONTE DE SATURNO: Está relacionado à vida profissional, à tradição e aos limites. Aqui encontramos também aspectos familiares. Tranqüilidade, prudência, teimosia e obstinação. Inclinação para o ocultismo e filosofia. Confira a Linha da Vida
MONTE DE APOLO ou do SOL: Está relacionado à vida social, política e religiosa. Amor pela beleza e artes em todas as suas formas. Tendência para o exibicionismo. Revela também informações sobre a maneira em que a pessoa encara a vida. Confira a Linha da Cabeça.
MONTE DE MERCÚRIO: Esse monte pode revelar inteligência, vivacidade, dispersão, versatilidade, comunicação, facilidade para o comércio e astúcia. Além disso também oferece informações sobre a situação financeira da pessoa naquela fase da vida.Bem aspectado, pessoa alegre e emocionalmente equilibrada, aprecia as viagens e o lazer junto da família. Mal aspectado, Desejo ardente de provocar mudanças. Confira a Linha da Vida (para saúde) e da Cabeça (para personalidade).
MONTE DE VÊNUS: Revela a sexualidade e a sensibilidade da pessoa, necessidade de gratificação pessoal e reconhecimento. Associado às emoções, à beleza e à vida sexual. Bem desenvolvido indica compreensão para com o próximo, desejo sexual, compulsividade. Narcisismo. Confira a Linha do Coração.
MONTE DE MARTE POSITIVO (MONTE DE URANO): Tenacidade, vigor físico, personalidade forte, irritadiça e de difícil convívio. A pessoa que gosta de lutas corporais, e é guerreira tem o monte exaltado. Se apresentando normal apenas confere uma disposição para luta. Se baixo, quase nenhum interesse nessa área.
MONTE DE MARTE NEGATIVO: Excesso de confiança, falta de discernimento dos direitos e deveres. Esse planeta concede uma energia extra para as pessoas, portanto, revela coragem, combatividade, energia, vitalidade, independência e agressividade também.
Pessoa muito carregada de energia, irritada e tendência a ser explosiva verbalmente. Mente tensa. Se a pessoa que está sendo analisada é tímida, esse pode ser um aspecto positivo pois a faz liberar suas emoções. O contrário ocorre com as extrovertidas.
MONTE DA LUA: Revela a imaginação, sonhos, criatividade, fantasia, absorção, misticismo, mediunidade, espiritualidade, intuição, instabilidade, gosto pela música, literatura e atração pelo mar.Quando bem definido, revela pessoa romântica e de imaginação fértil. Se exagerado revela pessoa sonhadora, dispersa, linfática, distante do mundo.
MONTE DE NETUNO: Monte revelador da intuição, amor fraternal, mediunidade e profecia. Portanto, se apresentar-se alto, revela muita intuição e tendência a dedicar-se a atividades filantrópicas. Intuição, mediunidade, escapismo. Confira o Monte da Lua e a Linha da Cabeça.
O DEDO POLEGAR: É o dedo mais importante e sua análise é diferente dos demais. Quando é muito flexível (dobra-se com facilidade), sinaliza uma pessoa generosa. Se for rígido, demonstra uma personalidade teimosa.

Os sinais que aparecem nas mãos, além de ter o seu significado particular observado, como todo o resto devem ser interpretados em conjunto com as linhas e montes onde se apresentam. Os sinais mais freqüentes são:
Linhas quebradas: Perda de força e concentração.
Correntes: Perda de energia, indecisão, insegurança.
Ponto : Fato negativo, pode indicar acidente ou doença.
Ilha : Rupturas, rompimentos, doença, perda de energia.
Linha bifurcada: Fim da linha da vida, mudança. Fim da linha da cabeça, pais separados.
Grade: Representa dificuldades, caminhos fechados.
Cruz: Sofrimento.
Triângulo: Proteção.
Pentagrama: Sorte e evolução espiritual. Êxito nos negócios.
Hexagrama: Dom da Cura. Proteção e luz espiritual.
Tridente: Pessoa de dupla personalidade.Evasiva.
Quadrados: Caminhos fechados. Dificuldade nos negócios. Insucesso. Mas por vezes encontrei o significado de proteção e guarda de um bem relacionado ao significado da área onde se encontra.


Abraços a todos.


Fontes: [1], [2], [3], [4]DUMONT, Pierre. São Cipriano: o legítimo. 9 ed.  São Paulo: Madras, 2008.

Ano da Imperatriz. O que pensar do primeiro quadrimestre?


Olá pessoal. A Mãe Terra têm se mostrado muito atuante nos últimos tempos, em busca do seu próprio equilíbrio. Deslizamentos de terremotos têm sido destaque nos nossos telejornais.


Hoje, um deslizamento em Niterói, soma-se à chuva incessante no estado do Rio, e às enchentes em São Paulo.Sem contar os terremotos ao redor do mundo...
Nesta vida, não me lembro de ter visto a Mãe Terra tão incomodada.


Sabemos que a Imperatriz rege os processos ctônicos (num nível mais profundo que a Princesa e a Rainha de Paus). Peçamos à Senhora que alivie o sofrimento daqueles que perderam seus parentes, bens ou mesmo a própria vida; e que Ela tenha misericórdia e suavize o que porventura pode vir.
 

2010 - Ano Chinês do Tigre de Metal Yang


Oi pessoal. Essa postagem está BEM atrasada, mas como o Ano do Tigre durará todo 2010...


Segundo consta, Buda convidou os animais para uma festa, mas somente doze compareceram. A esses doze animais – Rato, Búfalo, Tigre, Coelho, Dragão, Serpente, Cavalo, Carneiro, Macaco, Galo, Cão, Javali – Buda concedeu a regência, na sequência de sua chegada, a um ano lunar.


Dia 14 de fevereiro, entramos no ano do Tigre de Metal Yang. Os nativos de Tigre são entusiastas, independentes, têm o sucesso como meta. Apaixonados e passionais, geralmente têm problemas nos seus relacionamentos por exigirem atenção em demasia – seu padrão de necessidade não corresponde à fonte de seus afetos. Por serem rebeldes e francos, tem dificuldades em relacionamentos de longa duração. Contudo, a presença de um Tigre na vida de alguém sempre é marcante; não há como passarem despercebidos, por seu forte magnetismo pessoal.

O Tigre é um animal iniciador, do Norte, do solstício de inverno; eu aguardaria algo de importância para junho, para nós que estamos aqui no Hemisfério Sul. Em muitos aspectos, o Tigre do Oriente equivale ao Leão do Ocidente, assim como a Rosa equivale ao Lótus.


Na Cartomancia, esse animal, correlacionado a Bacco/Dioniso (mais informações aqui e aqui), está presente no Thoth Tarot em duas lâminas: no Louco, segundo Zerd Ziegler, ele representa o medo, substituindo o cão, presente no Tarot de Marselha...



...E na Princesa de Paus, a virtude (a superação do medo instintivo decorrente da devoção sincera).


No Tarô Zen, de Osho, Ma Deva Padma o correlaciona com autoridade, riqueza e realização, sendo a montaria do Vencedor no Seis de Fogo – o Sucesso.  


Contemos portanto, para além das previsões já feitas, com um ano em que teremos que nos deparar com o nosso instinto de nutrição. Não sou hábil com esse Zodíaco; mas, diante das expectativas já oferecidas pelo Ano da Imperatriz, percebo novamente um ênfase no buscar de nossas metas e expectativas – ou, em outras palavras, o encontro de nossos desejos como objetivos viáveis.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Nova Postagem no Clube do Tarô


Já está disponível no Clube do Tarô uma pequena discussão que fiz sobre o naipe de Paus, da interpretação de Belinda Atkinson, que utiliza os arquétipos Junguianos para a leitura das lâminas. Aguardo suas considerações!

terça-feira, 30 de março de 2010

Dracula, de Bram Stoker

Olá pessoal. Mesmo me sentindo um Oito de Paus, não poderia deixar de publicar essa resenha, mesmo sendo aos 49’ do segundo tempo, evitando o golden gol. Hehe. Desde que entrei no desafio literário penso em como escreveria esse post, já que ele é, intrinsecamente, relacionado à cartomancia.
Sei que, ao afirmar isso, estou deixando diversos pontos de interrogação na sua cabeça. “Ué, mas cartomancia relacionada ao vampiro mais famoso de todos os tempos? Como?”
Vou tentar responder. ^^

A história narra a viagem de Jonathan Harker, um jovem advogado, para a Transilvânia, com o intuito de visitar um cliente, Conde Dracula. Nesse ínterim, Jonathan descobre que o dito conde esconde um sangrento e terrível segredo. Como destruí-lo antes que ele destrua seu mundo, seus familiares e ele mesmo; eis o desafio de Jonathan no desenrolar do livro.
A estrutura textual da obra é assaz interessante: são cartas, bilhetes, o diário de Jonathan, se intercalando e permitindo ao leitor que estruture as constatações dos personagens por sua própria conta. Não somos observadores da história, mas intervimos diretamente no desenrolar do fio que a norteia, de acordo com nossa perspicácia ao relacionar os dados. Foi muito interessante, para mim, seguir o enredo, pela minha profissão – historiador – lidar exatamente com isso: através de fontes documentais, estruturar um passado a partir dos elementos factuais que o norteiam no tempo e no espaço.


O autor, Abraham Stoker nasceu em Dublin (uma cidade de pensadores, sem dúvida), em 1847. Publicou Dracula em 1987. O que nos é interessante, na biografia de Stoker, é o fato do mesmo ser citado como um dos membros da famigerada Ordem da Golden Dawn (G.’. D.’.). Esta Ordem, que também possuiu como membros Arthur Edward Waite e Aleister Crowley, tinha como eixo o estudo de temas místicos, correlatos com o Tarot, sobretudo a cabala. Saber que Bram Stoker participou desse círculo de estudiosos indica que o mesmo conhecia as cartas. Talvez as jogasse – Who knows?

Por sua vez, o tema abordado – o vampiro – já é algo que habita o imaginário ocidental há muito tempo. Desde a publicação desta célebre obra, diversas releituras foram feitas, tanto na literatura quanto em outras artes. O vampiro, morto-vivo, demônio, sedutor, invencível em sua luxúria, é, ao mesmo tempo, sedutor e medonho; a ambição de viver para sempre, e a maldição de nunca mais viver, coexistem no ser que, por sua maldição pode usufruir do desejo de muitos dos mortais – transcender os portões das gerações, quiçá do tempo. O mito em si se refere a um personagem real – Vlad Tepes, o empalador.


Como é algo assaz conhecido, não me estenderei muito nesse ponto. Dracula, por sua vez, vem de Dracul, dragão, o monstro do Apocalipse. O sinal do Fim dos Tempos.


 Seu alimento, o sangue, é a seiva vital, a portadora da vida, que possui um poder mágico latente à mesma. Pactos de sangue, sacrifícios rituais, desde a aurora dos tempos a humanidade troca a vida de um pelo bem estar de todos. Por vezes bode expiatório – conforme vemos no Diabo do Tarot – por vezes Deus Feito Carne. O poder do sangue garante que a Tradição permaneça e que o planeta siga sua órbita pré-determinada.
Atualmente é raro termos notícia de rituais de sangue (pelo menos no meu círculo ^^). Outras formas de ampliar o poder, mais sutis e delicadas frente à violência da morte, são usadas para a transformação dos fatores inerentes aos eventos.


 Das versões do mito contemporâneas, sem sombra de dúvida as crônicas vampirescas de Anne Rice estão entre as melhores, sendo inclusive fonte para o posterior desenvolvimento do RPG Vampiro: a Máscara. A psicologia do monstro é sutilmente realçada em detrimento do terror que ele causa; suas motivações estão à frente de seus pudores. Quem ainda não leu, mas assistiu Entrevista com o Vampiro, pôde perceber a diferença entre Louis e Lestat, e a diametralmente oposta forma de agir deste comparada à de Armand. O monstro mítico é o mesmo, mas sua forma de agir é sedutoramente tripartida entre os três. E o que dizer da pequena, mas não menos demoníaca, Claudia?


O jogo da White Wolf explora esse aspecto, dividindo as personalidades em 13 clãs, com vantagens e fraquezas em relação aos outros, explorando todo o universo criado ao redor de Conde Dracula.


Nos games, temos a série Castlevania. Gerações de caça vampiros se alternam na inglória tarefa de adormecer o conde por mais cem anos. 


Na versão para Playstation 1, uma supresa: Alucard (suuuuper criativo o nome, não?), o filho do conde, decide enfrentar o pai. Ironicamente, ele pode usar uma cruz. 

No Brasil, tivemos as novelas Vamp e O Beijo do Vampiro. Acompanhei a primeira, como todo jovem da minha geração de mesma mentalidade (e acompanhei MESMO: Natasha... ai Natasha... *suspiro*), mas não a segunda. 


Diversos filmes se apropriaram do mito. No cinema mais recente, temos Van Helsing, cuja relação com Drácula reside apenas no nome do personagem, e Dracula, 2000 e 3000 (só vi o primeiro – diversas referências ligadas à White Wolf no que concerne à criação do personagem).
O que nos leva a mais up to date das representações do mito. A série Crepúsculo.


Antes que eu seja trucidado pelos fãs, um informe: deveria ter citado essa obra em fevereiro. É um conto de fadas, ainda que às avessas, da melhor qualidade para leitura despropositada. É leve, dinâmico e agradável. E viciante. Não posso negar.
Mas, se tomarmos por base o desenvolvimento do mito, o demônio que o vampiro representa, os horrores do post mortem sendo manifestados em carne putrefata que ainda vive, a sedução pecaminosa que corrói os sentidos, o arrastar para o inferno de não ter redenção nem neste mundo nem no outro, o que dizer de vampiros cuja virtude é inquestionável? Heróis...  from Hell?
É uma humanização do mito que nos aproxima de suas fraquezas, que são elevadas em seu aspecto humano, mas subdesenvolvidas para sua própria natureza; a Fome de um vampiro deveria ser incontrolável, ou mesmo, ao assumir uma nova natureza, o seu passado deixaria de existir como algo vital, ainda que importante. Temos vivenciado isso com nossos heróis em geral – vide Superman, e depois Smallville – mas, com nossos vilões? O maniqueísmo está deixando de existir como uma realidade factual. Algo a se pensar. Is it too ironic… don’t you think?
De qualquer forma, o mito do Vampiro está presente em nosso imaginário contemporâneo de forma indelével, pelo menos para esta geração. E neste sentido, alguns baralhos foram desenvolvidos com o intuito de explorar essa faceta de nossa psique. De maneira geral, vamos trabalhar esse personagem no Diabo, e o cenário na Lua; o temor feito carne no primeiro, o ambiente que gera o temor na segunda. 


O Tarot mais direto neste aspecto é o Tarô dos Vampiros, de Robert M Place, o mesmo criador do Tarô dos Santos. Neste, a iconografia explorada remete diretamente aos personagens de Dracula, sem perder de vista os caminhos paralelos que o mito assumiu. 

É importante explorarmos, com o devido cuidado, os nossos próprios aspectos sombrios. O mito do conde Drácula é uma das formas de nos depararmos com nossa Fera Interior, em sua faceta mais sombria. Mas não devemos tentar desacompanhados. Como se diz na TV: “Não tentem isso em casa, crianças”!

quinta-feira, 25 de março de 2010

Correria. E a Cartomancia.

Olá pessoal. Esses dias tem sido bem corridos para mim, pois estou retoando o ritmo natural e normal das inhas atividades após um ocaso de quase quatro meses. Um quarto do ano se passou, ano novo astrológico, hora de seguir em frente com mais ímpeto e velocidade! Tô me sentindo um Oito de Paus!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Bem vindo, ano novo astrológico

 
Conforme o texto publicado no Clube do Tarot, estamos diante de um ano com dupla influência de Vênus - tarológica e astrológica. Os dois primeiros meses de 2010 apresentaram o período de transição entre o ano astrológico e o ano do nosso calendário corrente. Nesse período, a Mãe Terra deu sinal de desconforto, novamente, em relação ao Chile. A política ficou em primeiro plano (o evento do governador Arruda ilustra bem esse processo). Perdi a conta de quantos programas se dedicaram aos benefícios da alimentação equilibrada, da ausência de fumo e do consumo abundante de água ao organismo.
Acabamos de entrar no Ano Novo Astrológico – 2o de março, 14h32. Equinócio de Outono, para nós do Hemisfério Sul. Mabon, para os Wicca.
Comemorei a data com uma amiga, já que estou longe das minhas companheiras de Círculo. Mas, talvez por isso, sua presença esteve o tempo todo comigo. Esse é o equinócio para pensar naqueles que amamos e pormos as cartas na mesa; nossas conquistas e perdas, sem culpa ou comedimento, para prepararmo-nos para o inverno que está por vir.
Como disse anteriormente em meu artigo de dezembro, tenho uma certa ressalva a Vênus dupla no Céu. Mas o que seria de nós sem novos desafios?
Bem vinda, Senhora da Terra, Lucífera Dama do Amor.
 

Ah, ainda em tempo: um grande amigo e grande astrólogo, o Kamak, assim descreve a entrada do ano novo:
‘(...) começa às 14: 33 H desta tarde de sábado com a chegada do sol em Áries para mais um novo ciclo.
Marte ( regente de Áries ) vem lindo, quente e cheio de arte em Leão.
Saturno em libra vem nos trazer a maturidade e consciência de quem somos perante os seres que mantemos relações evolutivas.
Júpiter em peixes dá um toque todo especial em nossos sonhos e valores além da vida física.
Plutão em capricórnio nos põe num caminho de reconstrução e transformação de nossos valores.
E a dança cósmica por aí vai.
Vivam felizes para sempre cada minuto do presente, amem tudo que puderem, e se soltem ao vento à exemplo das sementes das flores do campo que buscam terra, água e luz para recomeçar mais um jardim.”