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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Dia do médico. As profissões e a Cartomancia


Olá pessoal. O Rei de Espadas tem realmente estado presente aqui no Conversas. Mesmo. Gostou do papo, por aqui ficou. E hoje, cá estamos para falar um pouco mais dele. 


Lendo uma postagem do Senhor da Vida, sobre o dia do Médico, que ele correlacionou ao Rei de Espadas, pensei sobre as profissões e a Cartomancia. 
Ainda que já tenham sido feitas, e possivelmente funcionem, não sou muito afeito a tabelas, já que as cartas combinadas são mais incisivas que as cartas em particular. Mas, pelo conteúdo da carta, é possível perceber potencialidades latentes no referido momento, tanto para oferecer subsídios para o reconhecimento de indivíduos concernentes à consulta, como também para oferecer caminhos de atuação ao consulente em si. 


O dia 18 de outubro é considerado o dia do médico em muitos países, como Brasil, Portugal, França, Espanha, Itália, Bélgica, Polônia, Inglaterra, Argentina, Canadá e Estados Unidos. Esta data foi escolhida por ser o dia consagrado a Lucas, o "amado médico", segundo o apóstolo Paulo. 
Lucas teria estudado medicina em Antioquia, além de ser pintor, músico e historiador; um dos mais intelectuais discípulos de Cristo. A tradição de ter Lucas como o patrono dos médicos se iniciou por volta do século XV.


Hoje, Dia do Médico, como o veríamos nas cartas? 
A área de cura é naturalmente ligada ao signo de Copas. O corpo físico ao de Ouros. Paralelamente, na Astrologia, o metabolismo é visto no eixo 06-12 - a casa 6 representando a saúde, casa natural de Virgem, e as doenças na Casa 12, Casa natural de Peixes. Claro que essas Casas são pontos de partida para análises dos aspectos com os demais pontos do mapa. Da mesma forma, na Cartomancia os naipes são pontos de referência. 
Mas, num caso pontual, utilizaria a carta correspondente a Peixes, o Valete de Copas, ou a carta correspondente à Virgem, o Valete de Ouros, para me aprofundar em uma questão relativa à saúde, vendo como as demais cartas que representam personagens na consulta interagem com essas duas.


No caso do Petit Lenormand, utilizaria as combinações de cartas referentes a 03 e 10, a primeira para ver o metabolismo, a segunda para ver intervenções médico-cirúrgicas.
Dentro do Tarot, a combinação dos elementos dos naipes supracitados (Agua e Terra, respectivamente) daria origem à Princesa de Copas e à Rainha de Ouros, que não são, essencialmente, ligadas à cura, mas talvez à nutrição e processos metabólicos em si. Indo um pouco mais fundo, utilizaria talvez o Príncipe de Espadas, por seu caráter incisivo (sobretudo nas cartas do Thoth Tarot) ou o Príncipe de Copas, que talvez esteja ainda mais ligado por seu aspecto dúbio veneno/antídoto.


E, partindo da percepção própria do Tarot, voltamos à Cartomancia. Sendo assim veria o Médico na combinação entre o Rei de Espadas e o Rei de Copas. Rei de Espadas porque frio e inflexível, quando é necessário manipular um bisturi com precisão; Rei de Copas porque sensível à necessidade de seus pacientes, no diagnóstico e no feedback. Inclusive, é nesse sentido que o vemos no Osho Zen Tarot.


Abraços a todos. 

sábado, 16 de outubro de 2010

Le Magicien, Tété

Olá pessoal. Mais uma recomendação dada por Lady Luck. Há muito tempo conheço o Tété, presente de um grande amigo, Romain; mas há muito eu também não ouço nada dele. Pura falta de inspiração. Mas hoje, casualmente como um guarda-chuva que vira numa lufada de vento, encontrei essa linda música, que partilho com vocês. 
Abraços a todos.





Je fais la pluie souvent
Le beau temps, parfois ça dépend
Du mood, de l'humeur du moment
Je ne choisis pas forcément
A défaut de vivre
A défaut d'aimer
A défaut de rire
A défaut d'aimer
Est-ce que ça m'ennuie?

Non ce n'est qu'un drôle de moment à passer
C'est juste une phase
Prestigitateur à mes heures
Je suis magicien comme garçon
Ainsi je change la pâte en pain
Et les chenilles en papillons.
Les œufs en poules, les veaux en bœufs
Les femmes en eau, les bois en sons
Le son en blé, le blé en pain, le chagrins en alexandrins.
A défaut de vivre
A défaut d'aimer
A défaut de rire
A défaut d'aimer
Est-ce que ça m'ennuie ?

Crois-tu que cela me nuise ? déjà cela s'amenuise
Non ce n'est qu'un drôle de moment à passer
C'est juste une phase.


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Dia do Professor... e a Cartomancia.

Olá pessoal. Recebi esse texto de um amigo e companheiro de graduação, o Jeff Mercadante. Compartilho com vocês como uma homenagem a todos aqueles que são professores e educadores, e aproveito para conversar um pouco sobre a profissão que hoje homenageamos.



AMIGO PROFESSOR,

Os inúmeros diários para se corrigir,
As críticas, as noites mal dormidas...
Tudo isso não foi o suficiente
Para te fazer desistir do teu maior sonho:
Tornar possíveis os sonhos do mundo.
Que bom que esta tua vocação
Tem despertado a vocação de muitos.
Parece injusto desejar-te um feliz dia dos professores,
Quando em seu dia-a-dia
Tantas dificuldades acontecem.
A rotina é dura, mas você ainda persiste.
Teu mundo é alegre, pois você
Consegue olhar os olhos de todos os outros
E fazê-los felizes também.
Você é feliz, pois na tua matemática de vida,
Dividir é sempre a melhor solução.
Você é grande e nobre, pois o seu ofício árduo lapida
O teu coração a cada dia,
Dando-te tanto prazer em ensinar.
Homenagens, frases poéticas,
Certamente farão parte do seu dia a dia,
E quero de forma especial, relembrar
A pessoa maravilhosa que você é
E a importância daquilo do seu ofício.
É por isto que você merece esta homenagem
Hoje e sempre, por aquilo que você é
E por aquilo que você faz.
Felicidades !!!





São Paulo, 1947. Endereço: uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como “Caetaninho”. O longo período letivo do segundo semestre ia de 01 de junho a 15 de dezembro, com apenas 10 dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a idéia de se organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano. O professor Salomão Becker sugeriu - inspirado por uma lembrança de sua infância - que o encontro se desse no dia de 15 de outubro e que fosse chamado 'Dia do Professor'. A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. Em seu Art.3, definia-se a essência e razão do feriado: "Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias".

No Tarot, o professor é o Arcano V - O Papa. No Tarot dos Santos, de Robert M Place, a representação escolhida é São Pedro, o primeiro Papa. E o autor aconselha: observe o que ele está olhando.

Como Pontífice, o Papa é construtor de pontes... Entre o Incogniscível e o Cogniscível. Nesse sentido, gosto muito dessa imagem do Cosmic Tarot: O que o Papa vê, não é visto pelos outros, mas traduzido por ele, à luz de sua experiência. Ele transcende o losango, como quem observa uma luneta... ou caleidoscópio.


Como Hierofante, intermediário entre o Céu e a Terra. 


No 1JJ, ao invés de um Sacerdote, temos o próprio Zeus Pater como representante do Quinto Arcano.


 Esse intermédio se faz na Árvore da Vida Cabalística no 16º Caminho, entre as Sephiroth Chokmah e Chesed, entre a Sabedoria e a Compaixão.


O Hierofante garante que o que está oculto seja revelado de forma palatável ao aluno (a-luminus, sem luz).


Um baralho que oferece uma perspectiva diferenciada é o Tarot Zen, de Osho. Neste, a carta correspondente é o Mestre, que, em minha opinião, não precisava ter sido criada. Ainda consigo ver Osho como o Hierofante... 


Mas, como Arcano V, Ma Deva Padma nos oferece a Não-Materialidade.


No Baralho Cigano/Petit Lenormand, a combinação que ofereceria essa possibilidade, ao meu ver, seria 29+26+27. Aqui, a comunicação própria do 05 corresponderia até mesmo a um desenrolar da profissão. Contudo, como a carta 26 representa tanto o trabalho quanto o estudo, é necessário confirmar os aspectos.

Particularmente, confirmaria utilizando as cartas comuns associadas às imagens, pois, no baralho comum, o professor seria possivelmente relacionado ao Rei de Espadas, o Acadêmico. Como com o Petit Lenormand, é importante perceber se as cartas que o ladeiam indicam profissão ou acontecimento.


Abraços a todos.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

A Cartomancia e as Crianças


Olá pessoal. Aproveitando a comemoração de hoje, vejamos como os baralhos falam sobre as crianças, e também sobre a Cartomancia envolvendo crianças.


Não é corriqueiro jogar pra crianças (e aqui, a despeito das transformações globalizadoras etc e talz, considero até os doze, treze anos, o indivíduo como uma criança). eu fui treinado quando ainda era criança (eu tinha dez para onze anos); para minha sorte, o treinamento teve êxito.
Mas... e se não tivesse? #coisasquenaosedevepensar
Lembro-me que me assustei mais de uma vez com os prognósticos que faziam a mim em relação ao meu interesse pela Cartomancia: era "coisa do Demônio" (até então eu não tinha feito o 78 = 7+8 = 15 para entender isso :); "coisa de gente doida"; "coisa de gente à-toa"... "macumba". (Uma experiência bem diferente da minha, aqui).
Mas, quando estamos voltados para o que nos realmente interessa, não há o que possa nos desmotivar. Aos sete anos, eu dormia com um baralho como se ele fosse um ursinho de pelúcia! Imagina se opiniões adversas iriam me fazer retroceder!


Mas, hoje, com a prática, creio que não é muito favorável prognosticar crianças. Podemos despertar-lhes o interesse, mas não acho adequado fazer previsões de longa duração. Quem sabe, se o jogo de futebol vai ser favorável, ou se existe um interesse da parte de um primeiro amor?
Mas não prognósticos longos, como profissão ou casamento, para não acomodar-lhes os sonhos. Ainda que para toda regra hajam exceções...


Existe um Tarô das Crianças, o Tarô da Criança Interior, que revisita os Contos de Fadas. No Tarot Tradicional, a Criança é o Arcano Zero. O Louco, no Tarot da Golden Dawn (outra versão), é justamente aquele que tem todas as possibilidades oriundas do seu Dharma, mas ainda não tem consciência delas, experienciando o mundo com seus cinco sentidos até que os suprafísicos estejam prontos. 

Nos Arcanos Menores, as crianças são representadas pelos Pajens, ou Valetes, sobretudo na interpretação francesa, de Papus e Etteilla. As meninas são vistas nos Oitos, enquanto os meninos nos Pajens. Essa estrutura é seguida na leitura das cartas comuns.
Nos Tarots de estrutura Cavaleiro/ Rainha/ Príncipe/ Princesa, opto pelos Príncipes (para os meninos) e Princesas (para as meninas). 


O Petit Lenormand possui uma carta específica: a carta número 13, que corresponde, na Cartomancia, ao Valete de Espadas. Indica não só a Criança, fisicamente falando, como também a Criança Interior; os filhos, sobrinhos, afilhados, o jovem mais importante ou o primogênito [os demais filhos serão vistos nos demais Valetes (24, 11, 10) e nos Oitos (21, 32, 20, 33)].
Abraços a todos.

sábado, 9 de outubro de 2010

Você é normal? (RT @paulocoelho)


Olá pessoal. Acordei hoje feliz, num dia magnífico - as recentes chuvas lavaram o ar e ele já está de novo gostoso de respirar - com uma vontade gostosa de tocar violão, já me emocionei ouvindo Defying Gravity, estou com as mãos formigando de tanto tocar Keep Holding On (ops, não corresponde ao seu gosto musical? Sorry! Mas já reparou como as letras são bonitas? ^)... E recebi esse retweet do Paulo Coelho e, por concordar em gênero, número, grau e intensidade com esse teste, sugiro que você reflita sobre esses pontos. À luz da Cartomancia, claro.

É normal...
1] qualquer coisa que nos faça esquecer nossa verdadeira identidade e nossos sonhos, e nos faça apenas trabalhar para produzir e reproduzir.
2] ter regras para uma guerra (Convenção de Genebra).
3] gastar anos fazendo uma universidade, para depois não conseguir trabalho.
4] trabalhar de nove da manhã as cinco da tarde em algo que não dá o menor prazer, desde que em 30 anos a pessoa consiga aposentar-se.
5] Aposentar-se, descobrir que já não tem mais energia para desfrutar a vida, e morrer em poucos anos, de tédio.
6] Uso de botox.
7] Procurar ser bem-sucedido financeiramente, ao invés de buscar a felicidade.
8] Ridicularizar quem busca a felicidade ao invés do dinheiro, chamando-o de “pessoa sem ambição”.
9] Comparar objetos como carros, casas, roupas, e definir a vida em função destas comparações, ao invés de tentar realmente saber a verdadeira razão de estar vivo.
10] Não conversar com estranhos. Falar mal do vizinho.
11] Sempre achar que os pais estão certos.
12] Casar, ter filhos, continuar juntos mesmo que o amor tenha acabado, alegando que é para o bem da criança (que parece não estar assistindo as constantes brigas).
13] Criticar todo mundo que tenta ser diferente.
14] Acordar com um despertador histérico ao lado da cama.
15] Acreditar em absolutamente tudo que está impresso.
16] Usar um pedaço de pano colorido amarrado no pescoço, sem qualquer função aparente, mas que atende pelo pomposo nome de “gravata”.
17] Nunca ser direto nas perguntas, mesmo que a outra pessoa entenda o que se está querendo saber.
18] Manter um sorriso nos lábios quando se está morrendo de vontade de chorar. E ter piedade de todos os que demonstram seus próprios sentimentos.
19] Achar que arte vale uma fortuna, ou que não vale absolutamente nada.
20] Sempre desprezar aquilo que foi conseguido com facilidade, porque não houve o “sacrifício necessário”, e, portanto não deve ter as qualidades requeridas.
21] Seguir a moda, mesmo que tudo pareça ridículo e desconfortável.
22] Estar convencido que toda pessoa famosa tem toneladas de dinheiro acumulado.
23] Investir muito na beleza exterior, e se preocupar pouco com a beleza interior.
24] Usar todos os meios possíveis para mostrar que, embora seja uma pessoa normal, está infinitamente acima dos outros seres humanos.
25] Em um meio de transporte público, jamais olhar diretamente nos olhos de uma pessoa, caso contrário isso pode ser interpretado como um sinal de sedução.
26] Quando entrar no elevador, manter o corpo voltado para a porta de saída, e fingir que é a única pessoa lá dentro, por mais lotado que esteja.
27] Jamais rir alto em um restaurante, por melhor que seja a história.
28] No hemisfério norte, usar sempre a roupa combinando com a estação do ano; braços de fora na primavera (por mais frio que esteja) e casaco de lã no outono (por mais quente que esteja).
29] No hemisfério sul, encher a árvore de natal de algodão, mesmo que o inverno nada tenha a ver com o nascimento de Cristo.
30] À medida que for ficando mais velho, achar-se dono de toda a sabedoria do mundo, embora nem sempre tenha vivido o suficiente para saber o que está errado.
31] Ir a um chá de caridade e achar que com isso já colaborou o suficiente para acabar com as desigualdades sociais do mundo.
32] Comer três vezes por dia, mesmo sem fome.
33] Acreditar que os outros sempre são melhores em tudo: são mais bonitos, mais capazes, mais ricos, mais inteligentes. É muito arriscado aventurar-se além dos próprios limites, melhor não fazer nada.
34] Usar o carro como uma maneira de sentir-se poderoso e dominar o mundo.
35] Dizer impropérios no trânsito.
36] Achar que tudo que seu filho faz de errado é culpa das companhias que ele escolheu.
37] Casar-se com a primeira pessoa que lhe oferecer uma posição social. O amor pode esperar.
38] Dizer sempre “eu tentei”, mesmo que não tenha tentado absolutamente nada.
39] Deixar para viver as coisas mais interessantes da vida quando já não tiver mais forças para tal.
40] Evitar a depressão com doses diárias e maciças de programas de TV.
41] Acreditar que é possível estar seguro de tudo que conquistou.
42] Achar que mulheres não gostam de futebol, e que homens não gostam de decoração.
43] Culpar o governo por tudo de ruim que acontece.
44] Estar convencido de que ser uma pessoa boa, decente, respeitosa significa que os outros vão pensar que é fraca, vulnerável, e facilmente manipulável.
45] Estar igualmente convencido que a agressividade e a descortesia no trato com os outros é que são sinônimos de uma personalidade poderosa.
46] Ter medo de fibroscopia (homens) e parto (mulheres).
47] Finalmente: achar que a sua religião é a única dona da verdade absoluta, a mais importante, a melhor, e que todos os outros seres humanos neste imenso planeta que acreditam em qualquer outra manifestação de Deus estão condenados ao fogo do inferno.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Dando nomes aos bois...

Olá pessoal. Continuando nossa conversa sobre os gêneros e a manipulação das cartas, gostaria de falar um pouco sobre o termo que designa a nossa profissão (ok, pode trocar "profissão" por "hobby", ou por "passatempo" ou por "missão de vida"... Não importa; gosto de "profissão" porque, ao se tornar verbo, mostra que eu "professo" a Cartomancia)
Qual é o termo para definir o que somos? Cartomantes? Tarólogos? Consultores de Tarot? Adivinhos? "@ moç@ que põe cartas?"
Entre todos os termos que vejo, o mais abrangente, para mim, é Cartomante mesmo, e é com ele que eu me defino. Cartomante é aquele que manipula as cartas - independente de qual seja a natureza do baralho. Como eu jogo vários tipos, prefiro essa denominação. Além disso, é uma homenagem aos meus antepassados que faziam disso um meio de vida, e que, a despeito de todo o preconceito que os cercava, mantiveram a tradição, as imagens e os significados para que hoje eu pudesse ser o que sou.
Todos os tarólogos são cartomantes, mas nem todo cartomante é tarólogo. Sendo assim, acho o termo restrito aqueles que se dedicam ao estudo intensivo das lâminas do Tarot como meio de autoconhecimento, previsão do futuro e/ou estudos iconográficos e simbólicos das imagens que o compõe.
Sinceramente, racho de rir com "@ moç@ que põe cartas". É uma forma pueril de se dirigir ao Oráculo, mas com prerrogativas um tanto quanto perigosas. São as pessoas que, por não saberem como se dirigir, se apegam aos estereótipos. Com essas pessoas, é necessário nao só um trabalho de orientação, mas também de direcionamento, para que essa pessoa, ao invés de manter um padrão vicioso de reconhecimento das cartas como "Ver a Sorte" ou coisa que o valha, passe a ser uma propagadora dos reais efeitos de um bom jogo, que são o autoconhecimento e o reconhecimento do potencial criador.
Abraços a todos.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Sobre o gênero daquele que manipula as cartas

Olá pessoal. Como tá ficando difícil atualizar o blog, devido aos meus atuais compromissos – me formo no curso técnico em Conservação e Restauração de Bens Culturais da Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP) dia 10 de julho – estou aproveitando o parco tempo que tenho para escrever. Estou dentro de um ônibus. Pois bem, fora os solavancos, acho que esse post sai – na verdade, se você estiver lendo, eu obtive êxito na empreitada...
 

Estive pensando em algo que li no Caminhos do Tarô. As cartas comuns eram reservadas somente às mulheres e aos efeminados, enquanto os Arcanos Maiores eram reservados aos homens. Fiquei impressionado com tal afirmação, porque ela é lógica, do ponto de vista histórico. Eu fiquei pensando em como abordar algo que para mim soa lógico sem cair na homofobia nem na misoginia. Vocês dirão se eu consegui.
 

Questão de autocrítica: tenham em mente que, quando cito os gêneros, estou na verdade afirmando coisas acerca dos homens e mulheres dos séculos XVIII e XIX. A atualidade já tem os gêneros diluídos o suficiente para que tais análises estejam obsoletas, ou, se muito, a caminho disso.
A questão é: os homens são mais atraídos pelo poder, pela magia cerimonial (e por cerimônias de todos os tipos...) enquanto as mulheres estão mais interessadas no dito “futuro”. E que futuro é esse? Um bom casamento, filhos, segurança... estruturação.
Lembrem-se que os sistemas que hoje usamos são derivados daqueles desenvolvidos por homens e mulheres do século XIX, quando ninguém havia queimado sutiens ainda! (Ou espartilhos, que são mais cruéis e mais adequados ao período).
Lembremo-nos do conto A Cartomante, do Machado de Assis. A figura da mulher solteira que sobrevive do que consegue angariar fica evidente. E o que diríamos das afirmações de Antoine Court de Gebelin, que disse ter descoberto num maço de cartas, usado por moças para prever o futuro ou ver a sorte, os mistérios do Antigo Egito?
 

A subestimação do intelecto feminino fica evidente, quiçá ferina, numa afirmação como esta; ainda que, convenhamos, tenham havido nos dois últimos séculos intervenções de ambos os gêneros tanto na magia cerimonial com o Tarot quanto na divinação.
Na divinação, temos Etteilla, responsável pelo tronco comum seguido por toda a Cartomancia francesa. Outrora Alliette, fez fortuna com sortilégios e previsões, como boa Bruxa que seria... se fosse mulher!
 

Por outro lado, já no século XX, temos Pamela Colman Smith (cujo baralho desenvolvido em parceria com Arthur Edward Waite completou 100 anos), Lady Frieda Harris (parceira de Aleister Crowley na produção do Thoth’s Tarot) e Dion Fortune, talvez a maior cabalista cerimonial do século XX (se não for, certamente é a mais citada...)
 

Levando em consideração a contribuição dessas pessoas às áreas “reservadas” ao sexo oposto, voltamos à questão inicial: por que às mulheres e aos efeminados (que, em grande parte, partilham da intuição feminina somada à perspicácia investigativa masculina, ou seja, resultam em grandes cartomantes) eram reservadas as cartas comuns? Navalha de Ockhan: porque elas são diretas e precisas. Porque elas falam de um tempo curto – de dias a meses (há exceções: nas mãos de um bom cartomante, as previsões podem ser, realmente, de anos à frente). Porque elas falam do cotidiano. Porque elas se ligam ao lado mais prático e corriqueiro da vida. E mais: elas são acessíveis a qualquer um.
 

E por que seriam reservados aos homens os Arcanos Maiores? Porque são amplos e afeitos a metáforas e alegorias (sendo, eles mesmos, alegorias); porque não se assentam em nenhum culto, sendo passíveis de associação com vários deles; porque são filosóficos, na medida em que levam ao questionamento, mais que revelam acontecimentos; porque estão ligados à atemporalidade da ação – enquanto não se aprende uma lição, não se consegue partir para a seguinte...

E, parafraseando Starhawk, podemos encontrar facilmente em nossa memória cinco mulheres que se adequam às questões ditas "masculinas", e cinco homens que se adequam às questões ditas "femininas". Diante de um baralho, os gêneros se diluem.
Nessa medida, e tendo em mente a composição do baralho de Tarot, que é formado pelos dois grupos, trabalhar com ambos é uma chance inenarrável de trabalhar com os aspectos masculinos e femininos do ser, buscando a praticidade feminina relacionada com a visão de longo prazo masculina.
E vice versa.
Abraços a todos.
 
P.S.: Enquanto editava esse texto, encontrei esse artigo, do Marcelo Del Debbio. É, eu não estou sozinho nessa...

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Dia dos Namorados e a Cartomancia

Olá pessoal.
Nessa data específica, não sei exatamente porque percebo que um clima de devaneios perpassa o ar, como primavera, só que beirando o inverno. Será devido ao Dia dos Namorados?[/ironia]
Não sabia muito bem o que escrever a respeito, já que discuti um pouco sobre os relacionamentos na trilogia A Sexualidade e a Cartomancia. (Tarot, Petit Lenormand, Cartas de Jogar, link no Clube do Tarô)
Mas a sexualidade é só um dos aspectos que perpassam o nível dos relacionamentos.
No baralho, naturalmente, esse é o campo de Copas. Até mesmo um leigo consegue atribuir, num baralho comum, esse naipe aos sentimentos, por seu símbolo, diretamente relacionado a essa área: o coração.
No Petit Lenormand, esse naipe tem cartas extremamente favoráveis e agradáveis: O homem (28 - Ás), a Estrela (16 - Seis), as Árvores (05 - Sete), a Lua (32 - Oito), o Cavaleiro (01 - Nove), o Cão (18 - Dez), o Coração (24 - Valete), a Cegonha (17 - Dama) e a Casa (04 - Rei).
No Tarot, as Taças sempre são acompanhadas de desenhos agradáveis ao olhar. Mesmo o Cinco e o Oito, notadamente tensos. Mesmo o  Quatro e o Sete, ambíguos.
Mas hoje, em homenagem à data, queria falar um pouco sobre o Ás de um baralho específico: o Thoth, de Aleister Crowley.
 
De todas as cartas, por íncrivel que pareça, essa foi a que me causou pior impressão, quando admirei o naipe de Copas. Os marrons, os terras dele... Não me soavam afinados com a perspectiva delicada e agradável do naipe.
Não num primeiro momento...
Como aprendemos com Liz Greene e Juliet Sharman-Burke no Tarô Mitológico, o Ás é o irromper de uma força primordial. Assim como a Afrodite deste baralho, o Ás de Thoth é também um irromper - as águas fluviais, pluviais, lacustres, marinhas, todas fluindo para onde devem fluir. De dentro para fora, a taça não se esvazia... Transborda.

As águas se oferecem em ondas iridescentes.... Até o marrom. Aí, me incomoda(va?).
Nesse ano, senti todos os influxos dessa lâmina em um determinado mês. Minhas emoções ficaram à flor da pele. Apaixonado, ansioso, angustiado e deprimido (por favor, se mata...)
Aí eu entendi...

Os sentimentos, em todas as suas formas, estão expressos nessa carta. Independentemente de sua natureza, agradável ou não; dependemos muito mais de nós mesmos nessa hora para podermos canalizar esse influxo de forma positiva, como uma hidrelétrica emocional, ou de forma atabalhoada, como uma inundação!

É mais ou menos como vejo a carta 24 do Petit Lenormand: embora seja positiva, sua natureza é afetada pelo comportamento de quem está sob sua influência, podendo, inclusive, ser de drásticas conseqüências.

De qualquer forma, desejo que os influxos do Amor, do Grande Eros, estejam conosco. Para que nos divirtamos com esses efeitos tão engraçados, que nos deixam sem jeito e fazem a musculatura do rosto mostrar os quatro dentes da frente sem nenhum motivo aparente.
Abraços a todos... Carpe diem.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Corra Lola Corra e a Cartomancia


Hoje, quatro horas da madruga, jurei ouvir a voz de um amigo. Jurei de pés juntos! Não consegui mais dormir. Ao ligar a TV, me deparei com um filme que há muito não via, exatamente pela aura "cult" que ele carrega - tenho dificuldades com obras de arte que devem ser vistas de forma esotérica por um seleto grupo que decide o que é bom e o que não é...

Mas esse filme é bom. Rodrigo Cunha assim o apresenta, o define, e eu concordo:
"Corra, Lola, Corra ganhou alguns prêmios internacionais, como o de Melhor Filme Estrangeiro pelo Independent Spirit Awards, e é um excelente filme alternativo para se curtir. Tem 3 finais (todos ótimos), é preciso ser visto mais de uma vez para ser totalmente aproveitado, apesar de eu ter atentado que nem todas as pessoas curtem o seu modo de fazer cinema. Eu gostei muito, e desde já o considero como um dos novos clássicos do Cinema."


Sinopse: Manni (Moritz Bleibtreu), o coletor de uma quadrilha de contrabandistas, esquece no metrô uma sacola com 100.000 marcos. Ele só tem 20 minutos para recuperar o dinheiro ou irá confrontar a ira do seu chefe, Ronnie, um perigoso criminoso. Desesperado, Ronni telefona para Lola (Franka Potente), sua namorada, que vê como única solução pedir ajuda para seu pai (Herbert Knaup), que é presidente de um banco. Assim, Lola corre através das ruas de Berlim, sendo apresentados três possíveis finais da louca corrida de Lola para salvar o namorado.

Valério Fiel da Costa faz uma apresentação fantástica deste filme, que merece todo o respeito. confira aqui. E aqui, temos uma análise com base na teoria psicanalítica de Freud. É... O filme dá mesmo pano para manga.


Eu gostaria de partilhar com vocês as sensações que me permearam dessa vez. Desde Matrix, fico me perguntando sobre a nossa função, enquanto cartomantes, no processo de construção dos eventos que permeiam a vida de nossos consulentes. Ou será que, se não falássemos nada, o vaso realmente cairia?


 De lá para cá, li muitas possibilidades de interpretação, desde que "gero karma" por jogar Tarot (!) até que não podemos "alterar o Destino" de ninguém através de uma simples leitura. Mas acho que a resposta que mais me atendeu foi a do livro Conversando com Deus, de Neale Donald Walsh. Experimentamos, simultaneamente, todas as possibilidades de sermos o melhor que pudermos ser. E a parte mais fiel ao que representamos e sentimos (segundo os critérios que adotamos) é escolhida para representar nosso momento.
O Tarot seria uma "antevisão" das possibilidades que temos de representar o melhor que podemos ser. A partir dessa antevisão, decidimos se ela corresponde ou não à realidade que desejamos vivenciar. Não é um fado, mas uma possibilidade, como olhar um mapa antes de cair na estrada.
Ainda bem...
Abraços e até o próximo post.



  • título original:Lola Rennt
  • gênero:Ação
  • duração:01 hs 21 min
  • ano de lançamento:1998
  • site oficial:http://www.spe.sony.com/classics/runlolarun/index.html
  • estúdio:X-Filme Creative Pool / Westdeutscher Rundfunk / German Independents / Arte / Bavaria Film
  • distribuidora:Sony Pictures Classics / Columbia TriStar Films
  • direção: Tom Tykwer
  • roteiro:Tom Tykwer
  • produção:Stefan Arndt
  • música:Reinhold Heil, Johnny Klimek, Franka Potente e Tom Tykwer
  • fotografia:Frank Griebe
  • direção de arte:
  • figurino:Monika Jacobs
  • edição:Mathilde Bonnefoy
  • efeitos especiais:Berliner Spezialeffekte Atelier / Das Werk
Assista ao trailer do filme aqui.