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quarta-feira, 1 de junho de 2016

Livro: Sibilla Della Zingara - Subsídios para o estudo do oráculo a partir da História da Arte.



Olá pessoal. Acaba de sair meu mais novo livro, sobre Sibilla Della Zingara. Eu venho estudando esse baralho desde 2012, e ano passado me senti à vontade para oferecer um curso no Espaço Merkaba. Nesse tempo, reuni minhas anotações e meus estudos de caso e quando dei por mim, estava com esse livro em mãos. 
Conforme uma conversa com a Jamile, do blog Sibilinas (recomendadíssimo. Melhor fonte em Sibilla Della Zingara no país), esse baralho foi publicado pela primeira vez pela Faustino Solesio, em 1935. Tendo em mente que o artista responsável pelo baralho usou obras de arte como referência, tornando assim esse baralho único, de excelente gosto, fui atrás dessas obras e, embora não tenha encontrado nem metade das fontes originais, percebi que o gosto estético estava muito próximo daquilo que seria acessível para um italiano do século XX. Continuo pesquisando as referências, mas deixo nesse livro minhas primeiras pistas. A ideia aqui é, assim como uma pintura, buscar na própria carta, no seu conceito, na imagem, na inter-relações entre uma e outra, os aspectos interpretativos primários. 
Além dos significados básicos para cada carta, eu busquei falar mais sobre a prática da cartomancia, tanto do estudo quanto do ritual em si. Ao fim do livro, trabalhei um pouco as estruturas perceptíveis entre as cartas. Tudo isso não para fazer um livro "definitivo", "completo", longe disso; aqui está o meu registro de jornada até o momento, e ele só tende a se complexificar a partir de agora - porque, assim que você adquiri-lo, ele vai se mesclar à suas experiências e às minhas, fazendo o círculo crescer. 
Espero que apreciem essa nova obra. Escrevi com muita alegria, e espero que essa alegria faça parte da sua caminhada em sua leitura. 
Importante frisar que essa obra contou com o apoio de várias pessoas. Jamile, conforme disse anteriormente, pelas fontes cedidas. Samantha Callegari, por confiar no trabalho apresentado como ementa do curso. Priscilla Lhacer, Odete Lopes, Nath Hera e Pietra di Chiaro Luna, pelos baralhos presenteados. Kelma Mazziero e Ivana Mihanovich, pelos textos. Todos os meus clientes e alunos que acreditaram no trabalho e referenciaram os estudos.  
Abraços a todos! Para adquirir, clique no botão abaixo.


Compre aqui o livro 'Sibilla Della Zingara'

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Futuros possíveis: Sibilla Della Zingara e cartões postais franceses.

Não há nada mais comum - bem, já não tenho certeza se na contemporaneidade posso afirmar isso categoricamente - que a previsão do futuro através da arte. Desde Blade Runner, passando por De Volta para o Futuro, o Exterminador do Futuro, Mad Max... culminando em Matrix e outras distopias, temos olhares curiosos sobre o que nos tornaremos, ou no que o planeta se tornará e como nos adaptaremos a isso. Não é diferente nas outras seis artes, antes mesmo que a sétima fosse nomeada e as outras cinco, catalogadas.
Nesse sentido, achei curioso os cartões postais de 1900 que propunham como o mundo seria no ano 2000. Tendo vivido o pavor do bug do milênio, pavor já superado há quinze anos (idades, apenas números), é divertido irmos um pouco mais além nas décadas e ver como aqueles homens e mulheres da virada do século supunham ser a virada do milênio. Mais curioso se mostra perceber que, em muito, suas preocupações estão ligadas ao cotidiano, cotidiano este muito bem ilustrados nos baralhos Sibilinos.
Recentemente, ministrei um curso sobre o Sibilla Della Zingara, com foco nas imagens, correlacionando-as com conceitos chave da história da arte. Foi um curso muito divertido (não perca as próximas edições presenciais e, caso queira, adquira o curso gravado). Foram dois anos estudando pormenorizadamente as imagens e encontrando conceitos aplicáveis à vida de um indivíduo do século XXI. Algo com o que me divirto, particularmente. 
Entretanto, nesse processo eu me vi face à diversas imagens chave, conceitos específicos e perspectivas de análise singulares. Cada baralho é um baralho e eu tento entender os seus ditames para usar suas características com o máximo efeito divinatório. Nesse caso, foi bem mais que isso. Encontrei aspectos cotidianos diretos, voltados a um público específico e com foco em um padrão de vida emergente. A arte serve a quem a paga, pelo menos até o começo do século XX. Ter isso em mente facilita - e muito - a interpretação dos conceitos contemporâneos à elaboração da obra. Sobretudo, se essa obra for designada para entender padrões vigentes de vida, morte e o intervalo entre ambas.
Conforme o site Defender

Diversos cartões desenhados no início do século passado mostram como as pessoas daquele tempo imaginavam os anos 2000. Compilado pelo jornal on-line sem fins lucrativos The Public Domain Review, as imagens de Jean-Marc Côte e outros artistas da França eram usadas em pacotes de cigarros e, depois, utilizadas em cartões-postais.Há pelo menos 87 desenhos diferentes de 1899, 1900, 1901 e 1910. A série, intitulada “França no ano 2000 (XXI century)”, mostra a percepção dos artistas sobre a vida das pessoas e o uso da tecnologia no dia a dia.
A criada.

O serviçal.

O literato.

A desgraça.

O mensageiro.

Belvedere.

O soldado.

A casa.

A amada.

Surpresa.

Muito podemos apreender com a história da arte. Sobretudo sobre usos e costumes, contextualizados devidamente para não incorrermos em anacronismos.
Mas... por um momento... imagine se fosse assim?

Abraços a todos.

domingo, 31 de agosto de 2014

Ladrão.


Eu estou há dias ouvindo a mesma música. Uma música "lado B" da Madonna, chamada Masterpiece
E não é que ela me ajudou a entender uma das cartas mais temidas do Sibilla?
Coloque para tocar, clicando aqui embaixo, e entenda um pouco mais sobre o Ladrão. Nas entrelinhas está o que perdemos... ou o que achamos.
Não tem o seu Sibilla ainda? Vamos lá na Amor, o Próprio ou na De Keizerin Boutique.
E para quem quer aprender a ler o Sibilla, em breve teremos um curso completo no Espaço Merkaba! Não perca! 


If you were the Mona Lisa
You'd be hanging in the Louvre
Everyone would come to see you
You'd be impossible to move

It seems to me
That's what you are
A rare and priceless work of art
You stay behind
Your velvet rope
But I will not renounce all hope

And I'm right by your side
Like a thief in the night
I stand in front of the Masterpiece

And I can't tell you why
It hurts so much
To be in love with a Masterpiece

Cause after all
Nothing's indestructible

From the moment I first saw you
All the darkness turned to white
An Impressionistic painting
Tiny particles of Light

It seems to me
That's what you're like
The look but please
Don't touch me type
And honestly it can't be fun
To always be the Chosen one

And I'm right by your side
Like a thief in the night
I stand in front of the Masterpiece

And I can't tell you why
It hurts so much
To be in love with a Masterpiece (Masterpiece)

Cause after all
Nothing's indestructible
Nothing's indestructible
Nothing's indestructible
Nothing's indestructible

And I'm right by your side
Like a thief in the Night
I stand in front of the Masterpiece

And I can't tell you why
It hurts so much
To be in Love with a Masterpiece

And I'm right by your side
Like a thief in the night
I stand in front of the Masterpiece

And I can't tell you why
It hurts so much
To be in Love with a Masterpiece (Masterpiece)

Cause after all
Nothing's indestructible
Cause after all

Nothing's indestructible

segunda-feira, 3 de março de 2014

A Desgraça e o Soldado dos Sibillas Italianos. Ou: Uma homenagem ao Ramon.

Neste Sibilla, o Fogo se faz presente na Desgraça, incendiando
o navio, e o Soldado, ainda que armado, descansa. 
Abordaremos outros pontos, aqui.


Olá pessoal. Faz muito tempo que não falo sobre o Sibilla por aqui, mas não é por falta de estudo não. Contudo, uma conversa que tive com meu amigo Ramon iluminou esse tema, entremeando duas cartas. Não é da minha natureza buscar significados iluminados para cartas difíceis - é mais fácil encarar a dificuldade de maneira realista e meditar sobre depois do que durante - mas, por outro lado, quando consigo encontrar esses lampejos de luz na escuridão, acho justo agregá-los ao significado aplicável da carta.
As cartas escolhidas para o texto de hoje correspondem ao sete de Espadas (a Desgraça) e ao dez de Espadas (Militar). Naipe de Espadas, na Cartomancia, raramente apresenta situações palatáveis, e é disso que falaremos, a priori. O fato de não serem palatáveis não as torna menos importantes. Ainda que amemos encontrar no oráculo referências agradáveis e alívio para as nossas preocupações, a função principal do oracular transcende o nosso conforto pessoal. A ideia principal é orientar, direcionar, preparar, antever, precaver, antecipar e, por isso tudo, encarar de forma mais consciente o que nos pegaria de surpresa. Por isso um naipe tão importante, e por isso meu posicionamento em não suavizá-lo demais. Prefiro um bom aviso, bem dado, que um mau conselho. Alguém discorda?
A carta da Desgraça acompanha bem, dadas as devidas proporções, a carta da Torre, do Tarô. Sobretudo por uma perspectiva iconográfica, temos a representação de uma construção sendo incendiada. No primeiro caso, o incêndio já ocorreu, e os Bombeiros estão efetuando seu trabalho. No segundo, capta-se o exato momento da descida do raio. 
Em ambos os casos, uma surpresa.
Sugiro, para ilustrar melhor meu posicionamento a respeito desse evento, a leitura deste texto aqui, que escrevi para o Clube do Tarô. Como disse, dadas as devidas proporções, em termos simbólicos podemos aproveitar algo dele nessa conversa. Na verdade, isso já abre espaço até para outra reflexão, em que temos que colocar lado a lado o que é o símbolo e o que é a estrutura que norteia a leitura desse símbolo - um tema para uma outra conversa, em momento conveniente.

Mas comecemos do que motivou essa postagem.


Um amigo meu, o Ramon, passou no concurso para o Corpo de Bombeiros. Está, nesse momento, em treinamento. Desde que eu o conheço, ele é a própria definição do Soldado: compenetrado com seus planos, compromissado com seus deveres, disciplinado com seus objetivos. Um exemplo para mim [que sou tão bagunceiro, rs].
Esses dias, conversávamos pelo Facebook, e ele me contava da sua rotina no quartel. Uma rotina, como o esperado, rígida, mas previsível. Todo o processo de treinamento visa a obtenção dos predicados para o enfrentamento da realidade. O Ramon vai salvar vidas. Deve, portanto, estar pronto para isso, física e psicologicamente. É um processo árduo de lapidação do corpo e da mente, que visa, sobretudo, estar pronto para o inesperado, porque, convenhamos, salvar vidas inclui colocar a sua própria em risco.

Uma das edições do Arte da Guerra.
Só eu que me encantei pela ideia de
um livro de bambu?

Eu acredito que muito do interesse pelos samurais e pelo código samurai que tenho visto recentemente, assim como a reinterpretação para o mundo dos negócios d'A Arte da Guerra, de Sun Tzu, tem a ver com a nossa falta de preparo para a dificuldade, uma arte que demanda um certo tempo para ser apreendida. Porque não somos devidamente treinados na escola - por vezes, observando os rumos que os estudos da área de Educação estão tomando, vejo cada vez menos possibilidade de isso acontecer - já que a Escola deveria ser o primeiro espaço de respeito a uma figura de autoridade que, a priori, não precisaria desenvolver um vínculo de afeto com nenhum dos seus educandos. O professor. Olhando para trás, sim, eu desenvolvi um vínculo forte com MUITOS dos meus professores, e isso foi muito importante para mim, como pessoa. Mas houveram aqueles com os quais não houve vínculo. E eles executaram muito bem o seu trabalho, independentemente de eu gostar ou não deles. Minha única consideração em relação a eles, nesse caso, era o respeito à sua posição e hierarquia.
Não aprendendo a lidar com a hierarquia na escola, temos de lidar de forma um pouco mais dura com ela na vida, aonde a competição não permite justificativas. Uma das frases mais dolorosas que ouvi foi de um professor, que, ao justificar o número de evasões de um dos cursos que fiz, disse: "esse é um curso de excelência. É saudável que nem todos se vejam levando a cabo esse curso." Foi uma das maiores inspirações para que eu o terminasse - ou desistia, ou finalizava, e manter coisas pela metade não me soa agradável. Agradeço a esse professor, em especial, por ter me apresentado a realidade da situação ao invés de me oferecer conforto emocional.
Mas aqui, no meu caso, era uma questão intelectual, motivacional.
No caso do Soldado, falamos também de preparo físico. 
De pouco adianta toda a motivação do mundo diante de um corpo fraco. Não é de todo negável que seja possível obter resultados pela perseverança, mas não são resultados fáceis e nem imediatos. Enfrentando situações de risco, não se pode contar apenas com a boa vontade. O sofrimento, a dor, o cansaço, a desmotivação, o desespero, tudo isso vem antes. Tudo isso vem no treino. Porque no momento correto, nada disso terá importância. Apenas o objetivo, apenas o dever.


E o dever, no caso do Corpo de Bombeiros - que está ali representado, no canto inferior direito da carta - é ser a força quando a tragédia enfraquece todos ao seu redor. Não é oferecer alento emocional, a priori; é erradicar a situação que gera o desespero. É ser rápido no salvamento e na manutenção da vida com os primeiros socorros. É garantir salvaguarda no momento em que o ambiente não é seguro. 

Aprendi com o Ramon sobre Cartomancia. A primeira lição provém d'O Soldado: o preparo é imprescindível. Existem prerrogativas e hierarquias a serem seguidas. Isso lapida o caráter e o corpo para o combate. Em palavras do próprio Ramon:

O equipamento de trabalho primordial do bombeiro é seu preparo físico. Quando estamos nas alturas, no rapel, seja em cima ou embaixo, dependemos COMPLETAMENTE da força que temos nos braços. Quando uma vítima estiver se afogando, tivermos de pular e dar aquele tiro de alta performance, é BRAÇO forte.

A segunda lição fica implícita. Disciplina garante o preparo para que nada seja tão surpreendente a ponto de não haver uma reação. E, claro, de forma estrutural no jogo, quando a carta da Desgraça sair, ficarei bem atento aos seus derredores para entender se o preparo é suficiente para encará-la.

Parabéns, Ramon. Nós, teus amigos, nos orgulhamos de você. E, particularmente, valeu pela aula de Cartomancia que, sem querer, você me deu. E pelas dez flexões que eu paguei em solidariedade, também.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O Serviçal nos Sibillas Italianos.


Olá pessoal. Eu fiquei pensando nessa carta por algum tempo, porque creio que os significados dela se aplicariam aos amigos também, por sua prestimosidade. Mas acho que encontrei alguns elementos preciosos de análise que valem a pena serem compartilhados. E que, a propósito, a diferenciam razoavelmente de questões relativas a amigos.
Quando pensamos em serviçais, não pensamos necessariamente em amigos. Conquanto a confiança aplicada no serviçal garanta-lhe mais que um tratamento cortês por um serviço ou um salário, a questão pára por ali.
Serviçais, porém amigos: temos Watson, Alfred, e outros nomes. Estão ali, perto, sabendo, aproveitando, vivenciando o conhecimento. Mas não participam diretamente das relações sociais de seus patrões. O que lhes dá certa mobilidade, inclusive: não estão presos às correntes da fidelidade cega.
O condicional ali tem uma razão de ser. Afinal de contas, a culpa sempre é do mordomo. Como toda condicional tem quem agregue e quem (se) arrede, e como toda generalização é burra (inclusive essa, a propósito), essa carta também alerta para não tomarmos por prerrogativa o que é apenas suposição. É importante antecipar problemas, nesse caso, não oferecendo um status indevido a uma situação profissional, para não ser necessário passar por saias-justas devidas a um excesso de intimidade indevida. Intimidade o tempo dá aos poucos e tira de uma vez - nesse caso, inclusive, junto do vínculo empregatício. Às vezes acontece. Quantas vezes não nos aproximamos por demais dos nossos superiores a um ponto em que isso se torna difícil de lidar - vida profissional e pessoal misturadas num nível complicado de resolver? Depois de vários "sim", como dizer "não" a uma happy hour desagradável? Da mesma forma, como é complicado lidar com uma pessoa que insiste em ir além da sua função, buscando uma intimidade de que não lhe pertence? Dando-se um direito a um acesso que não lhe é devido? Cada coisa em seu lugar, e o que compete às cinq as sept não corresponde ao que o dia pede. Ou a noite.
Mas, representando ou encontrando com eles em nossas jogadas, fica a dica... Não confie em quem o dinheiro paga, não desconfie de quem o dinheiro não compra nada senão o tempo dispendido no serviço. Encontramos muitos de uns e de outros por aí, e é importante perceber a quem é que estão servindo: ao dinheiro, ou à função.
E, se for você o serviçal, que você saiba prestar seu serviço sabendo que ele é um adendo de você, mas não lhe representa. Ele é parte do que você é capaz, mas você é mais, sempre mais do que é capaz de fazer.
E, claro: a culpa nem sempre é do mordomo, então... vagar na busca por culpados, vagar no apontar o dedo. Existem momentos e circunstâncias em que a única justificativa é a fatalidade. Ainda que seja reconfortante dizer que a culpa não lhe pertence, isso não significa que pertença ao outro, também.
Abraços a todos. Cada um em sua função.




They walk in and sit down,
The fair mood of the day.
They read books over tea,
They give tips when they pay.
Butter and bread, diet coke and cake,
She takes notes, she makes no mistake.

Well daylight is fadin'
While traders are tradin'
While the jukebox is playin'
The lovers are datin',
The waitress is waitin'...

For a thing to explode,
For a light to go on,
For some sign to show
Her time has yet to come.
She's countin' the days
Until real life arrives.
She's countin': two three four five

And every minute feels
Just like the one before
No surprise, no twist
She wants so much more

Well daylight is fadin'
While traders are tradin'
While players are playin'
And lovers are datin',
The waitress is waitin'...

For a thing to explode,
For a light to go on,
For some sign to show
Her best has yet to come.
She's countin' the days
Until real life arrives.
She's countin': two three four five

When will that thing explode
When will that light go on
Just to assure her she's not long.
She's countin' the days
Until real life arrives.
She's countin', from nine to five
She's countin': two three four five...


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Doença e Morte nos Sibillas Italianos.

Misteri della Sibilla

Olá pessoal. Aparentemente esse seria um tema muito pesado, e inclusive duplamente pesado, por eu querer conversar sobre duas cartas indesejáveis de saírem juntas em uma jogada. Contudo, são as duas cartas que melhor definem o enredo de um dos filmes mais lindos que assisti na vida: The Bucket List (Antes de Partir). E é a partir da ótica oferecida por esse filme que dialogaremos sobre os meandros dessas duas cartas.
A música tema do filme é a maior inspiração para essa postagem. Say, do John Mayer - composta especialmente para o filme. Eu já conheço John Mayer há anos. Muito antes de assistir o filme. Na verdade, cheguei a ter o filme no meu computador, e apaguei sem ver. Acho que, de fato, há uma hora e um momento para tudo acontecer. Aconteceu. Assisti e agora, converso com vocês. Se não assistiram, assistam.

Carter Chambers (Morgan Freeman) é um homem casado, que há 46 anos trabalha como mecânico. Submetido a um tratamento experimental para combater o câncer, ele se sente mal no trabalho e com isso é internado em um hospital. Logo passa a ter como companheiro de quarto Edward Cole (Jack Nicholson), um rico empresário que é dono do próprio hospital. Edward deseja ter um quarto só para si mas, como sempre pregou que em seus hospitais todo quarto precisa ter dois leitos para que seja viável financeiramente, não pode ter seu desejo atendido pois isto afetaria a imagem de seus negócios. Edward também está com câncer e, após ser operado, descobre que tem poucos meses de vida. O mesmo acontece com Carter, que decide escrever a "lista da bota", algo que seu professor de filosofia na faculdade passou como trabalho muitas décadas atrás. A lista consiste em desejos que Carter deseja realizar antes de morrer. Ao tomar conhecimento dela Edward propõe que eles a realizem, o que faz com que ambos viagem pelo mundo para aproveitar seus últimos meses de vida. (fonte)

A doença é uma fase de reflexão forçada. Você não pode fazer nada. Você não pode enfrentar. Não pode lutar. A luta é feita por micropartes de você, e você não tem como fazer... nada. A não ser confiar que a vontade de continuar vivendo das suas micropartes é igual à sua. E, sobretudo, obedecer àqueles que conhecem mais sobre a sua doença que você.
As reações à situação são várias. Várias que se pensa ser possível, mais variadas ainda quando a possibilidade se torna realidade. Os desejos são tão singulares quanto as dores. Não existe maneira de pressupor reações, muito menos o que é real e o que é ilusório. Tente compreender a dor do outro e você perceberá o quanto você é pequeno frente às manifestações possíveis. 


DEGAS. L'absinthe.

Além da reação ativa, agressiva, desejosa de libertação imediata, existe uma outra reação também razoavelmente comum, que é inversamente proporcional. A apatia. Já que não há nada a fazer, nada será feito. 
Outra questão que se mostra, inversamente proporcional, é a ideia de doenças que não se mostram como tal. A depressão, a síndrome do pânico e o alcoolismo estão entre elas. Há quem as considere "falta de vergonha na cara" - isso, até se deparar com qualquer uma delas.


Sibilla della Zingara

Arrependimentos. "E se..." torna-se epíteto de todas as desculpas. Impotência. Eu poderia fazer, mas não posso. 
Mas... e se eu pudesse?



É sobre isso que o filme disserta. O que é que quero fazer antes de partir para o Outro Lado? A única certeza que tenho é que vou, não há a menor ideia do que está lá me esperando, já que eu construo essa ideia todos os dias... mas existe a certeza de que um dia eu irei partir. Desculpe, leitor: você também vai. Mesmo. Esse é o único oráculo infalível. Não se sabe como, quando, onde, porque ou com quem; mas sabe-se que se vai.
E é bom estar preparado para isso.
É muito difícil enfrentar esse fato. Mas quando não temos tempo, não temos também escolha. E, frente à Morte, nunca temos tempo suficiente.


Sibilla della Zingara

Encarar a Morte é preci(o)so e necessário (já falei sobre isso para o Clube do Tarô, dá uma olhada aqui). E, para quem achar que falar da Morte do Tarô e falar da Morte nos Sibillas é algo equivocado, lembro que morte significa... morte. Doença, significa... doença. Amor significa amor. E todas as demais titulações de cartas e arcanos possuem, antes de qualquer significado singular, o próprio significado conceitual que não pode ser esquecido ou deturpado. Ainda que ceci n'est pas une pipe.



Como cartomantes, temos que ir além do óbvio, partindo justamente dele e sem perdê-lo de vista. E, falar do óbvio, lição que jamais esquecerei, é sempre o mais difícil.



Sim, Ela, a Morte, vai vir uma, duas, dezenas de vezes no nosso decurso. Algumas vezes precedida da Doença, outras surpreendentemente sozinha. Mas, cada vez que ela venha, cada vez que ela toque alguém, que ela só toque a carne. O coração ficará intacto. E, quando ela nos tocar, que tenhamos sido como uma vela: consumimos a matéria iluminando o redor. E que essa luz tenha tido alguma utilidade.
Você já fez sua lista ou pensou sobre isso tudo?
Caso já tenha assistido o filme, vale a pena matar as saudades aqui. E, tendo ou não assistido, John Mayer nos embala nesse momento com frases de profunda reflexão - sim, essa música foi produzida para o filme.




Take all of your wasted honor.
Every little past frustration.
Take all of your so called problems,
Better put 'em in quotations.

Say what you need to say

Walkin' like a one man army,
Fightin' with the shadows in your head.
Livin' up the same old moment
Knowin' you'd be better off instead

If you could only...Say what you need to say 

Have no fear for givin' in.
Have no fear for giving over.
You better know that in the end
It's better to say too much, than never to say what you need to say again.

Even if your hands are shaking,
And your faith is broken.
Even as the eyes are closin',
Do it with a heart wide open.

(Wide Heart...)

Say what you need to say 
Say what you need to, 
Say what you need to...
Say what you need to say...

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Napoleão, cartomancia e estudos cartomânticos



Quinze de agosto de 1769. Nascia nessa data o Imperador Napoleão Bonaparte (Napoleone di Buonaparte, como córsego que era, filho de pais de ascendência nobre italiana). Lider político e militar do final da Revolução Francesa, sendo responsável por estabelecer a hegemonia francesa em diversos países europeus e sendo influente inclusive na história do Brasil - sua invasão a Portugal gerou a vinda da Família Real para o Rio de Janeiro em 1808, que mudou radicalmente os rumos da história do país. Não sei se teríamos os eventos posteriores relativos à independência e à proclamação da República com eficácia sem a presença da nobreza por aqui.
O curioso é que Napoleão, conforme consta, gostava de ter seu futuro lido, assim como sua primeira esposa, Josephine.
E sua leitora era nada mais, nada menos que Mlle. Lenormand.


São creditadas a Mlle Lenormand duas obras relativas a Napoleão: Um estudo quiromântico sobre a mão direita do imperador e o mais conhecido, o baralho com o qual consta que a sibila o atendia: Petit Lenormand. 

A obra quirofisiognômica é póstuma, dificultando corroborar sua autenticidade; no caso da segunda, sabemos ser impossível, já que o baralho foi desenvolvido muito tempo depois de Mlle Lenormand ter construído sua fama. É muito mais adequado ao período que Mlle Lenormand utilizasse um Petit Etteilla, ou mesmo a Cartomancia tradicional francesa, na qual Etteilla se baseou para construir seu método de leitura.


Mas hoje, tomaremos o Imperador como personagem da Cartomancia. Uma forma lúdica de apreendermos conceitos aplicáveis à prática.
...E se Napoleão fosse uma carta? E se o tomássemos por uma imagem arquetípica?


No Tarô, evidentemente, seria o Imperador. Podemos, inclusive, comparar uma obra de David a uma obra de Pamela Smith, pela similitude dos atributos utilizados na elaboração das respectivas imagens. E não poderia deixar de fora o Imperador do Lenormand Tarot.


No Petit Lenormand, seria o Cavaleiro. Rápido, sagaz, realizador, veloz, com pouca experiência na espera. Quem o venceu, de fato, não foram homens; foi o inverno russo... que ele não soube esperar passar.

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No Sibilla della Zingara, algumas cartas poderiam ser encadeadas em uma biografia imagética. Concentramo-nos no fim de sua vida, nesse caso.


Fica aqui a experiência de um exercício muito divertido, do qual experiências muito ricas emergem: tente contar uma história com as cartas. Busque não só significados, mas encadeamentos. Como poderiam ser lidos nas cartas os fatos já consumados? Como poderiam ter sido evitados? Na verdade, poderiam ter sido evitados? Se houveram atrasos e erros de percurso, como poderíamos adiantar os eventos? Qual teria sido o melhor caminho?
Conversaremos mais sobre isso adiante. 
Abraços a todos.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O Oráculo da Cigana: um curioso baralho de Cartomancia


Conheci esse baralho ano passado, nas postagens do Alex Tarólogo. Primeira referência que conheci a respeito desse oráculo, mas não pensava um dia conhecer o baralho em minhas próprias mãos. E confesso que, tendo o conhecido em outubro, não achei que fosse tão bom. Não foi um baralho que acelerou meu coração imediatamente, mas, talvez justamente por isso, tenho o carinho por ele que o mantém entre meus favoritos. Existem paixões que demandam tempo e vivência. O estranhamento inicial não foi um obstáculo; antes, foi um caminho.
O meu, eu ganhei de presente da Priscilla Lhacer. Um mimo, um carinho que, makhtub! tinha uma razão de ser. Quando um oráculo chega às nossas mãos por vias misteriosas como um presente ou surpresa, é bom que estejamos atentos aos seus efeitos. E, nesse caso, os efeitos foram preciosos ao ponto de eu indicá-lo, veementemente, para quem se interessa por Cartomancia, sobretudo a italiana, no qual ele se baseia.
O baralho é formado por 52 cartas - o mesmo número de cartas de um baralho comum  - o que o predispõe a ser a ilustração de significados anteriores propostos para cada uma das cartas do baralho comum. Se hoje não possuímos acesso às referências que nortearam a elaboração das imagens, pelo menos podemos pressupor que a metologia do jogo será semelhante àquela que norteia sessões de Cartomancia. Muitas cartas, frases curtas, porém precisas. 

Uma possibilidade de desenvolvimento desse oráculo é ser uma contração do Vera Sibilla Italiana, hipótese altamente plausível, proposta pela Socorro, da De Keizerin Boutique (recomendo). Eu tenho encontrado alguns outros baralhos que também corresponderiam a esses desenvolvimento imagético de conceitos cartomânticos de matriz comum. Mas é cedo ainda para que eu possa afirmar qualquer coisa. 
Minha experiência com esse oráculo tem apontado que ele é precioso para revelar intenções e fazer previsões de curta duração. Nada muito extenso, nada muito amplo: aquilo que é passível de se resolver com uma frase, mais elaborada que um simples sim/não, mas menos elaboradas que um panorama.
Como exemplo, posto uma das minhas cartas favoritas, o Mercador. Eu pensei nela justamente por ela dialogar com as minhas leituras no momento - Malba Tahan, Rumi (indicação preciosa do Claudiney Prieto), Omar Kayyam e As Mil e Uma Noites (livro e baralho).  E daí, temos um primeiro passo para analisar as demais 51 cartas.


 O Mercador
Oráculo da Cigana
Lo Scarabeo

Seguindo a orientação do livreto que acompanha as cartas, vamos trabalhar com a formação do conceito da lâmina a partir do cruzamento entre o título e a imagem. 
Mercador é o título dado àqueles que mercadeiam. Que comerciam. Que levam e trazem. Em todos os sentidos.
Conforme o Dicionário Aurélio:

s.m. Indivíduo que compra por atacado para vender a varejo. / Negociante de panos. // Fazer ouvido de mercador, v. OUVIDO.
Estar em contato com várias culturas, com vários povos, fazem do mercador um personagem ambivalente. Por um lado, nunca saberão exatamente o que ele pensa, já que ele conheceu um mundo diferente demais para se prender unicamente aos limites do seu povo ou região; por outro lado, as questões a que se apega tem para ele um valor maior do que para aqueles que se mantém devido ao costume, ao hábito, num mesmo comportamento. Ele escolhe manter um comportamento, porque sua natureza o leva a voltar sempre ao local de origem, com o desejo de partir novamente.
Por outro lado, ele sempre saberá mais dos outros que os outros pensam que ele sabe. O contato com pessoas tão diferentes o deixa atento aos hábitos, tiques, vícios. Só assim ele sabe diferenciar pesos e medidas - pelo que não se diz, mas se deixa dizer... pelo que não foi dito.

Dentro dessa perspectiva, e poderíamos estendê-la muito mais, verificando filologicamente as demais possibilidades oferecidas - Mercante, Marchand, Mercader, Kaufmann - o Mercador é um personagem cujo olhar anseia pelo horizonte, a quem ninguém é ilimitado o bastante para uma análise comportamental. Os termos parecem ser a mesma coisa, mas não são. Significados se depreendem de termos aparentemente sinônimos e, pouco a pouco, percebemos que o poder do termo está em ser único, mas passível de ser substituído por algo que, mesmo parecido, não é igual. Como exemplo, pensemos no termo francês Marchand. Além de Mercador, esse termo define aqueles que entendem de Arte o suficiente para indicar a compra de algo; seria o representante de um artista. O intermediário. Apesar dos significados se tocarem, há que se notar expansões. Os termos se cruzam, se reproduzem, e significados se apresentam ante nossos olhos.


Atente, nessa imagem, para os olhos do Mercador. Através de seus olhos,
ele não só expõe sua mercadoria, como todas as possibilidades que encontrou
de belo em seus tecidos. Comprar-se-ia tecidos dele por seus olhos. 


Diante disso, da ideia de intermediação, tão concernente ao termo, vamos para a imagem. 
Apesar de estar ligado à ideia de viagem, de busca de mercadorias em locais distantes, nessa carta vemos essa ideia como secundária. Temos uma carta ativa nesse sentido - a Viagem, cuja iconografia do personagem remete à do Mercador. Aqui, vemos o navio ao fundo partindo, não sabemos se o navio deixou o mercador ou se irá buscar mercadorias para ele. Só sabemos que ele já não participa do processo - o que chega, ou o que parte, apesar de passar pelo Mercador, não lhe compete mais. O navio também aparece nas cartas Suspiros, Esposa e Consolação, mostrando aquilo que vem de longe... ou remete para longe.


À esquerda: Suspiros. À direita: Consolação.
Observe o navio, dialogando com o personagem principal.
Oráculo da Cigana
Lo Scarabeo


Se falamos do navio, falemos do mar. Como diria a Ana Carolina: "por que me mostra o mar, se eu quero ver o navio?" 


À esquerda: A Esposa. À direita: Desgosto. 
Em uma o navio. 
Na outra, a imensidão do mar.
Oráculo da Cigana
Lo Scarabeo


Diante da imensidão, os detalhes se diluem. Para o melhor ou para o pior. Além disso, o mar une o aqui ao lá. Com um horizonte de possibilidades no meio. O mar transcende o espaço visível, mostrando que o que se busca ainda não está ao alcance. Mas já é possível desejar. Além das já citadas Consolação e Suspiros, o mar aparece em Desgosto. Mas aqui o navio já não se vê. E a frase de Ana Carolina faz todo o sentido. Coloca os Suspiros ladeando Desgosto e dá uma olhada.
Dos diálogos entre as iconografias, partimos para o personagem principal. Um árabe, irmão dos árabes. Suas vestes apontam para isso. Moro, mouro. E aí precisaríamos entender como um italiano veria um mouro para sabermos como essa carta seria vista pelo italiano que a delineou. Novos sentidos se depreenderão disso. Se você der uma olhadinha nesse link aqui, ficará sabendo que os italianos já dominaram a Líbia, durante o declínio do Império Otomano, na chamada Guerra Ítalo-Turca, em 1911. Apesar de italianos terem ocupado o território, eles não foram capazes de colonizar o espaço, perdendo terreno durante a I Guerra Mundial. As culturas coexistiram como água sob azeite. O conflito mistura, o tempo assenta cada coisa em seu lugar - conforme seus atores veem a questão de "lugar".
Alguns barris, caixas, e um acolchoado no qual esse mouro se apoia, correspondem às suas mercadorias. Ele está a postos, pois se dali se afastar, perde o que tem - é sua presença que atesta que o que o rodeia é dele. Mas sua posição é relaxada - logo, carregadores irão levar o material para o local correto.


Espera
Oráculo da Cigana
Lo Scarabeo


Seu olhar se perde à frente, como em SuspiroEspera. Se o olhar se perde, é porque os pensamentos importam mais. E não são pensamentos coesos, direcionados; são sonhos, devaneios, alimentados pela espera, que permite uma certa esperança.


Sinbad conta sua história ao carregador.
Seis de Ouros
Tarô das Mil e Uma Noites
Lo Scarabeo


Se nos remetermos à literatura, sobretudo Às Mil e Uma Noites, veremos que a figura do jovem afoito por aventuras, que vende tudo o que tem em busca de negócios no estrangeiro é recorrente. O personagem mais emblemático dessa perspectiva é Sinbad, que, por sete vezes, vende o que tem e sai em busca de aventuras. E da história de Sinbad apreendemos outros detalhes: quando vivemos algo maravilhoso, precisamos compartilhar com alguém. 
A história de Sinbad ocorre nos tempos do Califa Harun Al-Rashid, personagem que também se carrega de significados. Conforme consta, ele se disfarçava de mercador para visitar seu reino, de forma a assegurar-se pessoalmente de que tudo corria bem. Diversas histórias d'As Mil e Uma Noites o referenciam, seja como marco temporal ("No tempo do Califa Harun Al-Rashid..."), seja como personagem. Como personagem, talvez, seja o mais interessante. Ele é curioso, imiscuindo-se em qualquer assunto que considere interessante; contudo, não revela sua identidade até o momento oportuno, saindo-se muito bem como mercador para alguém que foi treinado para ser Califa. Conforme vimos antes, ao Mercador pertencem todos os pensamentos que o rodeiam, enquanto seus pensamentos não pertencem a ninguém. Ele precisa contar sua história, ele deseja contar sua história. Mas você jamais conseguirá ler seus pensamentos.
Daí, poderíamos sintetizar os significados observados em algumas palavras-chave, para além das óbvias comércio e troca: Intermediação consciente e proveitosa. Saber ouvir. Captar intenções com facilidade. Estar longe do que é familiar, ou ansiar por esse distanciamento. Notícias que vêm de longe. Um presente aguardado. Espera ansiosa, resultado breve. Uma história. Lucro, dividendos. Contato com culturas diferentes. Afirmação da identidade. Disfarce temporário. Teus pensamentos são terra de ninguém. Conhecimento de causa. Ansiedade pelo novo. Aguardo de novidades. Estar em território estranho. Diplomacia. O que se vê é mais precioso do que o que se ouve.


É muito divertido fazer isso, observar um oráculo novo com olhos de primeira vez, caçando respostas às indagações que surgem. Desses mergulhos, obtemos respostas preciosas às possibilidades de interpretação do oráculo. Eu não fazia a menor ideia de que chegaríamos aonde chegamos com esse texto - eu só escolhi a minha carta favorita, e saio mais rico na minha leitura dela. Dá um pouquinho de trabalho, mas vale a pena - quem falou que Cartomancia é fácil?
Abraços a todos.

Post Scriptum: Há um livro sobre esse baralho, com visualização acessível aqui. O irmão Euclydes Cardoso Jr., do TarotCabala, publicou o seu primeiro olhar sobre as cartas, aqui. Vale a leitura, vale o mergulhar nas imagens. O Ricardo Pereira, autor do Substractum Tarot, postou sua vivência com esse baralho aqui, vivência essa que dispensa comentários e atesta a rapidez das previsões.  E, caso queira adquirir o seu, clique aqui.

Atualização em 07 de novembro de 2012: Alguns links interessantes para o entendimento da profundidade dessa lâmina: aqui, aqui e aqui