Olá pessoal. Esse é um dos passos críticos na Jornada do Herói. Aqueles que conhecem um pouco de Wicca lembrar-se-ão da descida da Dama ao Submundo [O Elias Mendes escreveu um texto muito bacana no Facebook que merece ser lido]. Mas iremos um pouquinho mais longe. Essa não será uma das experiências mais agradáveis, eu garanto. Evidentemente, você pode parar por aqui e continuar com a frase pronta “mas a Morte, o Arcano XIII do Tarô, é uma coisa boa, ela traz novidade, ela traz inícios, e os fins que ela representa são de coisas que não nos servem mais.” Inclusive, esse é o ponto de parada de muitos heróis que não superam a experiência do Arcano anterior.
Hans Sebald Behan
Mas, se você chegou até aqui, talvez tenhamos algo mais para experimentarmos. Algo medonho e atraente que pode ou irá mudar a sua vida. Na Jornada do Herói, enfrentar a Morte face a face é um ponto essencial. Eu chamo aqui três mitos específicos, e seus desdobramentos nos trarão referências do que enfrentaremos.
Porque, bem sabemos, a morte é pessoal e intransferível, como a dor que é capaz de gerar.
O primeiro mito que evoco é o de Kore / Prosérpina / Perséfone, raptada pelo Senhor do Submundo e tornada Rainha do Reino Inferior.
O segundo mito que evoco é o de Orfeu, um dos únicos mortais que tiveram a capacidade de adentrar o Reino Inferior e voltar, vivo.
O terceiro mito que evoco é o da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Talvez o mais brutal dos três. Talvez o mais brutal registro que temos. Porque, convenhamos, essa história é contada há séculos com requintes de crueldade mórbida.
A passagem do Arcano anterior para o atual não é confortável.
Os fatores que norteiam essa passagem são imprevisíveis, como o efeito borboleta. Sabe-se apenas que não são gratuitos: estão encadeados em outros eventos, em outras escolhas, e o passo só foi dado porque o momento foi oportuno, estável para receber a instabilidade da mudança. Nada é inocente. Tudo é baseado nos passos dados anteriormente.
Como diria Petyr Baelish, a Raposa do Game of Thrones Lenormand:
Nesse passo da jornada, perceba que as informações dadas foram muito mais pinceladas que diretas. Apenas a foice da Ceifeira é direta. Todo o restante é inesperado.
Se você tirou a Morte na posição da Separação, prepare-se para perder. Depois de tanto tempo estável, a instabilidade incomoda, e soa como perda. Mas todo investimento é uma escolha, e a vida exige um novo investimento. Se tirou na posição da Iniciação, dispa-se enquanto é tempo. A Morte leva tudo, menos a vida. Utilize esse trunfo a seu favor. Se tirou na posição do Retorno, prepare-se para se desfazer de algumas coisas - não dá para levar tudo com você. Não mesmo.
Os exercícios propostos e a bibliografia utilizada estão em um arquivo PDF. Para baixar, clique aqui. Caso queira conhecer outras versões dessa carta, clique aqui.
Porque, bem sabemos, a morte é pessoal e intransferível, como a dor que é capaz de gerar.
O primeiro mito que evoco é o de Kore / Prosérpina / Perséfone, raptada pelo Senhor do Submundo e tornada Rainha do Reino Inferior.
O segundo mito que evoco é o de Orfeu, um dos únicos mortais que tiveram a capacidade de adentrar o Reino Inferior e voltar, vivo.
O terceiro mito que evoco é o da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Talvez o mais brutal dos três. Talvez o mais brutal registro que temos. Porque, convenhamos, essa história é contada há séculos com requintes de crueldade mórbida.
A passagem do Arcano anterior para o atual não é confortável.
O Enforcado corresponde também a um fruto que amadureceu na árvore e que precisa cair a fim de gerar nova vida e novos frutos. Esse deixar-se cair é vivido pelo fruto como a morte. Se ele se recusar a cair, ficará pendurado na árvore e ali apodrecerá aos poucos, sem ter gerado nova vida. Mas ele também não pode com isso evitar seu fim; ele apenas ficou estéril. (BANZHAF: 2007, 108)
Os fatores que norteiam essa passagem são imprevisíveis, como o efeito borboleta. Sabe-se apenas que não são gratuitos: estão encadeados em outros eventos, em outras escolhas, e o passo só foi dado porque o momento foi oportuno, estável para receber a instabilidade da mudança. Nada é inocente. Tudo é baseado nos passos dados anteriormente.
Como diria Petyr Baelish, a Raposa do Game of Thrones Lenormand:
“O Caos não é um poço. O Caos é uma escada. Muitos que tentam subir por ela falham, e nunca conseguem tentar novamente. A queda os quebra. Alguns recebem a chance de subir. Eles se agarram ao reino, aos deuses, ao amor. Mas apenas a escada é real. A escalada é tudo que existe.”
Nesse passo da jornada, perceba que as informações dadas foram muito mais pinceladas que diretas. Apenas a foice da Ceifeira é direta. Todo o restante é inesperado.
Se você tirou a Morte na posição da Separação, prepare-se para perder. Depois de tanto tempo estável, a instabilidade incomoda, e soa como perda. Mas todo investimento é uma escolha, e a vida exige um novo investimento. Se tirou na posição da Iniciação, dispa-se enquanto é tempo. A Morte leva tudo, menos a vida. Utilize esse trunfo a seu favor. Se tirou na posição do Retorno, prepare-se para se desfazer de algumas coisas - não dá para levar tudo com você. Não mesmo.
Os exercícios propostos e a bibliografia utilizada estão em um arquivo PDF. Para baixar, clique aqui. Caso queira conhecer outras versões dessa carta, clique aqui.






























