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domingo, 11 de agosto de 2013

Fórum Nacional de Tarô em Belo Horizonte: um evento para além de todas as expectativas.


Olá pessoal. Eu fiquei pensando no que escrever a respeito desse evento que, mais que intenso em termo de formação profissional, foi estupendo no meu desenvolvimento pessoal. É fundamental que saibamos quem somos, mas é tão importante quanto nos vermos nos olhos dos outros, para entendermos se estamos no caminho certo. Conforme dito na Mesa III (Profissão: O que um tarólogo pensa ou sente durante uma consulta? Quais seus receios e objetivos durante a revelação oracular? O que deseja do futuro profissional?) por Fernando Nobre, nos conhecemos através do outro. Você se conhece na relação com o outro. Então, bora conhecermo-nos como profissionais através da experiência de outros profissionais.


A Mesa I (Consulta: Podemos classificar uma consulta de tarô como adivinhação ou autoconhecimento? É possível o cliente mudar o destino com qualquer informação do tarô?) contou com a participação de Marcelo Martuchele, Yedda Paranhos, Profhelius Silva, Juliana Diniz e Ticiane Vilar, tendo por mediador Alexsander Lepletier.
Marcelo, Juliana e Ticiane são queridos de longa data, sempre um prazer estar com eles. Com muito bom humor e conhecimento de causa, expuseram suas experiências e estudos de caso. Inclusive, a Ticiane disse algo que me deixou pensando, e muito: “O Tarô desvenda as forças que nos motivacionam.” Um universo se descortina dessa frase. Algo muito semelhante ao que o Paulo Bahia disse, no mesmo contexto: “quando você faz a tiragem, é uma gravidez de possibilidades.
Uma das mais gratas surpresas que tive nesse evento foi meu contato com Profhelius Silva. Dentro dos seus olhos tem uma savana. Ele tem olhos que já viram muita coisa. Que já percorreram muitas paisagens. Tive a honra e a oportunidade de conversar com ele um bocado. E conversaremos mais.
Essa, inclusive, é uma das coisas que mais vale a pena em qualquer evento de Tarô: o encontro de pessoas que serão fundamentais à nossa caminhada. Que se tornarão referências e amigos, cuja companhia transcenderá os eventos nos quais nos encontramos.
Como foi com a Dona Yedda Paranhos.
Conheci a Dona Yedda no Fórum Nacional do Tarô no Rio de Janeiro. Fiquei dois anos com uma frase dela na cabeça. Uma pequena conversa, um sussurro em meio à multidão. E esse Fórum me permitiu conviver um pouco mais com ela. Conversamos, almoçamos juntos, e eu aprendi muito. Não de teoria, mas de vida.
Conforme suas próprias palavras, “o Tarô é um processo incrível de autoanálise e autoconhecimento.” Tem momentos em que você “sabe que a carta é aquilo, mas naquele momento [da consulta], não é não. É fundamental aceitar a voz da intuição.
Com a idade, você se torna imediatista. O Tarô é imediatista; para fazer um mapa astrológico de qualidade são necessários muitos detalhes. O Tarô, por outro lado, pode ser jogado em qualquer circunstância.”
Os astros inclinam, não determinam”. E isso vale para as cartas, também.

Nas palavras de D. Yedda, a Força Animal,
do Barbara Walker Tarot.
Obrigado, Tatiana. Obrigado mesmo.

Mas um dos momentos em que ela me deixou extremamente reflexivo foi quando disse como chama o Arcano XV. Força Animal. Complemento inseparável da Força Divina.
Profhelius demonstrou claramente a sua experiência de vida no caminho dos oráculos. Uma de suas frases mais impactantes foi “nem sempre é interessante ajudar o consulente. Depende do que ele quer.” Afinal de contas, “se o tarólogo não for bom sem as cartas, não será bom com elas, também.” Isso se deve, sobretudo, ao fato de que o know-how das cartas “deve ser maior que o conhecimento individual delas. A visão espacial do jogo é soberana à visão singular de cada carta.” 


A Mesa II foi composta por mim, Giancarlo Schmid, Cyddo de Ignis (Alcides de Paula), Ilma Queiroga e Sávia Moraes, tendo como moderadora Vera Chrystina da Costa Santos. Dissertamos sobre o Ensino: por que tanta pluralidade na instrução do Tarô: cabala, numerologia, mitologia e simbologia? Tanto conhecimento ajuda ou atrapalha o profissional ou o estudante?
Particularmente, expus que o maior problema que vejo na utilização de ciências afins está no uso de baralhos que utilizam ciências afins. Se o baralho foi feito com aquele propósito, é uma anátema utilizá-lo deixando tais aspectos de lado. Escolher o baralho, a ferramenta, é fundamental para um bom uso. 
O problema é que a palavra Tarô é utilizada para representar muita coisa junta, e por vezes até mesmo os profissionais se confundem na utilização. Existe o Tarô instrumento, que é o meio físico, o papel, a estrutura. Existe o Tarô imagem, que é a virtualidade da utilização da imagem – a imagem funciona mesmo não estando em um suporte físico. E existe o Tarô técnica, que é a habilidade do oraculista de se valer das cartas de Tarô por conhecimento de cada uma delas e de suas inter-relações, que prescinde inclusive de um baralho ou imagens: setenta e oito papeizinhos ou escolher um número de 1 a 22 já basta para que funcione.
Confundir as acepções entre uma coisa e outra é gerar ruído em meio a sinais.


Foi uma mesa muito harmônica, tivemos, mesmo entre diferenças de utilização, um consenso quanto ao ensino: é necessário que saibamos o que estamos fazendo para podermos oferecer algo. Sem pressa, mas com empenho sincero.


A Mesa III foi composta por Fernando Nobre, Cris do Tarot, Yub Miranda, Mari Senac e Beth Castro, tendo por mediadora Luciene Ferreira. Nessa Mesa foi abordada a Profissão: O que um tarólogo pensa ou sente durante uma consulta? Quais seus receios e objetivos durante a revelação oracular? O que deseja do futuro profissional? E nessa Mesa tivemos reflexões profundas sobre o know-how do Tarólogo. Afinal de contas, não há responsabilidade no que o consulente fará com a informação do oráculo, mas há plena responsabilidade naquilo que se diz.
No entremeio das palestras, tive a oportunidade de conversar com a minha querida Pietra di Chiaro Luna, e relembrar verdades que não foram esquecidas, mas foram deixadas em segundo plano. E tive, também, a oportunidade de conhecer muita gente bacana!!! Gente que segue comigo, que levo para mais que apenas um evento. 
Como bem disse o Nei, a semente foi lançada. E vamos florescer com ela.

Gostaria, particularmente, de agradecer à COPAG do Brasil por ter cedido material para sortear no evento. Foi um prazer entregar material de tão grande qualidade às mãos de quem, de fato, usará com prazer.
Abraços a todos. E até breve.

domingo, 28 de julho de 2013

III Fórum Nacional de Tarô em Belo Horizonte.


Olá pessoal. Ainda reflexivo sobre as decorrências da III Confraria Brasileira de Tarot, com muito carinho os convido para o III Fórum Nacional de Tarô, no qual estarei integrando a mesa III: O que um tarólogo pensa ou sente durante uma consulta? Quais seus receios e objetivos durante a revelação oracular? O que ele deseja do futuro profissional? (sim, eu também pensei na recorrência numerológica).


Tendo por tema o futuro do tarô no Brasil, um grupo de peso de representantes da Tarologia em Minas Gerais refletirá sobre a teoria e a prática do oráculo à luz de suas próprias experiências compartilhadas.
Particularmente, estou feliz só pelo fato de reencontrar os queridos que conheci na Tarolândia, em maio. Foi um dos encontros mais felizes de que tive oportunidade de participar. Como bônus, conhecerei cartomantes que só conversei pela internet. Acho super importante isso: ouvir outras vozes, perceber outros contextos, questionar minha prática constantemente para termos novidades por aqui.
Estaremos reunidos dia dez de agosto, no Museu Inimá de Paula - um local onde tive fortes emoções. Terei a oportunidade de rever alguns quadros maravilhosos que me deixaram com os olhos marejados. 

O tema proposto para a Mesa que integro vai de encontro e mãos dadas às reflexões iniciadas e propostas para a Confraria. Estou muito empolgado e pensativo sobre os rumos que a tarologia, em particular, e a cartomancia, em geral, vem tomando no Brasil e no mundo, e teremos a oportunidade de percebermos outros olhares e visões em Belo Horizonte, brevemente.

Espero vocês lá!


Baixe a programação aqui.


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Fórum Nacional de Tarô - EU FUI... E EU IREI!


Olá pessoal. Essa postagem demorou porque eu precisava de um tempo para sair do estado de êxtase provocado pelo evento. Foi tudo muito intenso, muito poderoso, muito amplo, condensado em menos de 24 horas (Jack Bauer ficaria com inveja).

Hã?


Com o objetivo de compartilhar experiências sobre a atividade do tarólogo, o fórum deseja reunir aqueles que anseiam conhecer melhor os caminhos do tarô em nosso país. O evento contará com renomados profissionais expondo as diversas formas de estudo (cabala, mitologia, simbologia) e de consulta (previsão, orientação, autoconhecimento). Também será abordado durante o evento o atendimento virtual e os cursos online,  bem como as normas criadas pelo Ministério do Trabalho no reconhecimento da classe (CBO 5168-05).

Sentados: AndreKadan, Rogerio Novo e Emanuel.
Da direita para à esquerda: Edy De Lucca, Alexsander Lepletier, 
Pedro Camargo, Nei Naiff, Claudiney Pietro e Valeria De Vilhena Colauto.

(Re)encontrar amigos (velhos e novos, virtuais e presenciais), perspectivas (sabemos que estamos no caminho certo quando encontramos a felicidade nos olhos daqueles que caminham conosco), reformular projetos, reinventar práticas... Sentir falta dos ausentes. Tudo isso ao entrar no auditório e perceber, finalmente, estar em casa. Uma experiência de certa forma já experienciada anteriormente, em outra oitava... Na Confraria Brasileira de Tarot.

Nei Naiff apresenta a introdução à terceira Mesa.
Tema: Tarólogos: direitos e deveres na CBO 5168-05.

Diante da experiência da Academia (lembremo-nos que sou historiador por formação), onde o diálogo é permeado por dilapidações de teorias insolúveis, é fantástico perceber, como pudemos, no evento, que o pensamento pode sim, ter nuances e degradées, sem, no entanto, gerar celeumas. 

Pietra di Chiaro Luna fala. Da direita para a esquerda, temos
Yedda Paranhos, Giancarlo Schmid, Anna Maria Costa Ribeiro e Prem Mangla.

Tivemos a oportunidade de expormos pontos de vista à vista dos pontos de vista dos demais que compunham a mesa, num processo interativo que "tirava os santos dos altares"... ou alçava a todos os cento e vinte presentes às mesmas alturas. Fomos ao encontro do que há de mais preciso, amplo e vivencial dentro da Cartomancia.

Eu, dando meu pitaco na conversa...

Lembremo-nos que, em Cartomancia, seja ela o Tarot, o Petit Lenormand ou as cartas de jogar, a teoria é importante, mas a empiria é fundamental. Precisamos manipular nossas cartas. Precisamos de feedbacks frente à nossa experiência nessa manipulação. E, se os temos na vivência com nossos alunos e clientes, Fóruns como o proposto por Nei Naiff, Giancarlo Schmid, Vera Chrystina e Alexsander Lepletier nos permitem ir além, e encontrar feedbacks na vivência de nossos colegas e irmãos da Arte. Era divertido perceber que não era o único a balançar a cabeça em aprovação e reconhecimento diante da experiência compartilhada dos palestrantes.

Galera reunida num abraço só.

Em nossas conversas, percebemos algo em comum: todos saímos com um desejo de termos conversado mais, vivenciado mais, celebrado mais. Contudo, isso é incentivo para os próximos eventos.

Alexsander, Leonardo Chioda, Raquel Carvalho e eu.

Cavaleiro, o cordial portador de boas novas.
Thanks, Tiago Barros.


E, para além do evento em si, minha eterna gratidão a Rhadra Calache e família (Alexandre, Lalucha e Samia, que fim de semana perfeito!), Tiago Barros, Edy de Lucca, Doraci Reis e Cláudia Mello, pelo carinho, pela presença constante em minha vida e pelo almoço maravilhoso, com carteado (lógico)...
Áquila.
Ás de Águia.
Ás de Ouros.
Thanks, Leo Chioda.

Em foto do Chioda: 
Café... 
...e Tarot...
...e Conversas...
...sempre Cartomânticas.



...a Leonardo Chioda e seu Ás, uma águia que voa num passe de mágica... da manga; a Edy de Lucca, cujo agradecimento apropriado irá em outra blogagem... Aguardem novidades. A Yedda Paranhos e seu olhar perscrutador - sua pergunta ainda ecoa nos meus ouvidos, e me faz acreditar que continuo no caminho certo...


Os braços abertos do Cristo Redentor formam a Cruz... Sem espinhos, pregos, sem sofrimento.
Here comes the Sun. 
Thanks, Doraci.


Pois bem. O Rio de Janeiro continua lindo.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Fórum Nacional de Tarô - EU VOU!


Pessoal, estou arrumando as malas para ir ao Fórum Nacional de Tarô (folder do evento). O evento já está lotado, não serão vendidos ingressos no dia. Ah, para aqueles que ainda não sabem como chegar ao local, cá está o mapa:


De qualquer forma, terça feira estarei de volta, para partilharmos as vivências e as conversas cartomânticas que tiver por lá.
Abraços a todos. Aos amigos que lá encontrarei, feliz e abençoado seja nosso encontro! Aos amigos que só reverei na terça feira cá no blog, feliz e abençoada partida, feliz e abençoado reencontro!

2º Fórum Nacional de Tarô e Simbologia 
Universidade Candido Mendes - Rio de Janeiro/RJ
27 de agosto de 2011 (sábado) das 10hs às 19hs

Tema: Qual o futuro do tarô no Brasil?

Com o objetivo de compartilhar experiências sobre a atividade do tarólogo, o fórum deseja reunir aqueles que anseiam conhecer melhor os caminhos do tarô em nosso país. O evento contará com renomados profissionais expondo as diversas formas de estudo (cabala, mitologia, simbologia) e de consulta (previsão, orientação, autoconhecimento). Também será abordado durante o evento o atendimento virtual e os cursos online,  bem como as normas criadas pelo Ministério do Trabalho no reconhecimento da classe (CBO 5168-05).