Mostrando postagens com marcador Enamorados. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Enamorados. Mostrar todas as postagens

domingo, 8 de janeiro de 2012

Dia do fotógrafo e a cartomancia. Ou seria dia do beijo e a cartomancia? (quando dois temas se cruzam em datas diferentes)


A fotografia é uma forma de ficção. É ao mesmo tempo um registro da realidade e um auto-retrato, porque só o fotógrafo vê aquilo daquela maneira. 
Gérard Castello Lopes




Hoje, dia do fotógrafo. Daquele que desenha com luz e contraste. Daquele que resume em imagem o instante fugaz. Um dos agentes da eternidade do efêmero. Quando o instante vale mais que o devir.
Uma das situações mais evanescentes que vivenciamos é o beijo. Talvez porque até conseguirmos beijar, é um universo, e depois disso nada mais é como antes. Outro universo é criado do encontro entre dois lábios. 


Siga os links, vale a pena conhecer a história dessa foto.



Essa imagem ainda nos é poderosa. Mesmo depois das micaretas e raves, onde os olhos caminham para um lado e os lábios para outro, enquanto o coração pula amarelinha sozinho.
É curioso perceber, mesmo diante desse panorama, que a respiração ainda fica ofegante naqueles segundos que antecedem o beijo em um filme. O cinema pára. A sala de estar torna-se imensa. O silêncio reina, no intervalo entre dois segundos em que cada um dos presentes gostaria de estar no lugar de um dos protagonistas.
Em seguida, a vida volta ao normal. E o coração volta a pular amarelinha.
Zapeando textos na internet - muito para ler, nem tudo precioso, mas tudo acessível - percebo o quão sozinho estamos nesse mundo onde todos estamos paradoxal e virtualmente conectados. Um arquipélago de solidões, emergindo aqui e ali de um mar de dados, de zeros e uns. Vejo o quanto o tema relacionamentos é visado na imagem. Talvez pela falta de acesso à imagens cotidianas de afeto, talvez para servirem de exemplo para aqueles que perderam o feeling em alguma esquina da vida.
Mas ali, naquelas imagens, vejo um ponto de acesso a um símbolo poderoso. O fato de estarmos por ora sozinhos não indica, sobremaneira, que essa situação é para sempre. Alguém fez o favor de nos recordar esse detalhe. Como um bilhetinho de loteria que é levado pelo vento até aonde estamos, sugerindo que seja apostado. Ganhar ou perder, pouco importa; o importante é o risco de saber se aquele sinal é, de fato, um evento.




Pesquisando para essa postagem, um desses bilhetinhos de loteria caiu em minha tela. Trata-se da série Kiss, de Andy Barter. Em uma belíssima variação sobre o mesmo tema, o fotógrafo observa, de cima, a entrega ao instante de diversos casais. Uma posição que um certo personagem do Tarô tem há pelo menos sete séculos.


Enamorados


E, falando em Tarô, há um ponto em que nossas práticas se cruzam com as práticas de um fotógrafo. Quando embaralhamos nossas cartas, estamos como que pondo em ordem o foco de nossa lente. O consulente, ao cortar, posa para nossa interpretação. E ali vemos, em setenta e oito lentes cuidadosamente escolhidas de forma aleatória pelo modelo. Pois é dele que falaremos, sobre ele que colocaremos nossa técnica para que ele reflita - no sentido de ser reflexo, no sentido de refletir - o que há de melhor nele: seu agora. E, a partir desse agora muito bem descrito em um portfólio de várias cartas, ele pode escolher quem quer ser.
Feliz dia do fotógrafo. Seja você o desenhista em luz e contraste de sonhos e possibilidades. E realidades. Múltiplas como seu olhar o é.
Abraços a todos.


O Beijo (detalhe)
Klimt


Post Scriptum: Duas datas se mesclaram nessa postagem, pois o Beijo também tem seu dia - 13 de abril. Que de janeiro a abril possamos criar possibilidades perfeitas de celebrar tanto o efêmero quanto o beijo. O Anjo voa cá, até lá. E imagens se criam no processo de devir, de lembrar, de esquecer e lembrar de novo.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Enamorados e o poliamor: conceito moderno, possibilidade antiga...

Os Enamorados
Marseille Grimauld

Assisti por esses dias um documentário sobre o poliamor que me levou a refletir sobre diversos aspectos dos relacionamentos, sobretudo, por uma questão iconográfica que sempre me intrigou: afinal de contas, qual é a relação entre o rapaz Enamorado e as duas mulheres que o ladeiam em alguns baralhos clássicos? 

Amor
Master
Cupido, aquele que se diverte com isso tudo.

O poliamor é, grosso modo, a habilidade, ou capacidade de se envolver afetivamente por duas ou mais pessoas ao mesmo tempo, mesmo que não desenvolva um relacionamento com o objeto de tal sentimento (na verdade, para entender o comportamento adequadamente, sugiro que leia isso aqui e isso aqui também.). Em definição citada por Daniel Cardoso,

Haritaworn et alia (2006: 518) definem poliamor como «a suposição [assumption] de que é possível, válido e valioso [worthwhile] manter relações íntimas, sexuais e/ou amorosas com mais do que uma pessoa».

Entenda-se: numa relação desse naipe, não existe traição, dado haver consentimento de todos os participantes, e nem possui ênfase sexual, o que caracterizaria outros comportamentos, como o swing (vide as diferenciações aqui). É engraçado, dentro de uma tradição monogâmica, pensar em um jantar a três ou em um DR coletivo [#medo]. Mas essas relações são mais recorrentes do que se imagina (pensei em usar o termo comum, mas soaria contraditório. Nem tudo o que é recorrente é comum, ainda que seja normal)


Amantes
Ancient Italian

E lá está o nosso rapaz, Enamorado, entre suas (possíveis) amantes. Será devido a isso a carga tão intensa de significação relativa à escolhas? Ele tem que escolher. Ele não pode ficar com as duas. Loira ou morena? Gorda ou magra? Mais jovem ou mais madura? Tímida ou independente? Passe por essas opções, mas, sinto muito, todas você não pode ter. São antagônicas, pelo menos no que concerne ao corpo físico. Você tem que escolher, rapaz. Enamore-se de uma, esqueça (ou lamente-se pelo resto de sua vida) a outra.
Talvez, por esse sentido ser por demais tabu - se ele tem a escolha, é porque existe a possibilidade - a mulher à esquerda passou a ser a mãe. Ou o Vício; a da direita, a mulher virtuosa. Aquela que, de fato, é digna de ser amada no futuro, deixando a primeira no passado... E é para ela, para a futura esposa, que o safadinho Putto* aponta suas flechas. A flecha, por sua engenharia, foi elaborada para atingir um alvo por vez. E, para atingir um novo, deve ser retirada do primeiro. Logo... É bom escolher quem cai.

Amantes
Visconti-Sforza (US Games)

Divirto-me pensando o que ocorreria se o Putto do Marseille pensasse estar nos esponsais de Visconti e Sforza... e esquecesse que, ao invés de uma mulher, houvessem duas.


Amantes
Iniciático Golden Dawn
Sempre me perguntei qual é a atribuição do
mito de Perseu e Andrômeda à ideia de
apaixonamento e escolha. Nunca entendi.

Sigo pensando no papel do rapazinho (e em diversas outras questões, como a proposta acima). Ele ama, e ama as duas, e ama diferentemente as duas, ou ama, e ama as duas, e ama de maneira igual e manifestação potencialmente diversa as duas?
No campo dos relacionamentos, cada um é dono e senhor dos seus próprios pensamentos e sentimentos, competindo a si mesmo entregar a quem achar conveniente. Ou afogar-se em si mesmo, pois no plano dominado por Copas, quem não bebe da taça afoga-se em saliva.
Agora, se me dão licença, vou lá ler Dona Flor e seus dois maridos, porque falta-me inspiração para escrever mais. Hmmm... Mudei de ideia. Vou ler o final do segundo livro d'As Brumas de Avalon. :)

E, para você seguir pensando também, além das leituras supracitadas, aqui vai o documentário que motivou essa postagem:


Poliamor from Zé Agripino on Vimeo.


Ouviu a música dos créditos? É Secretly, de Skunk Anansie. O vídeo também aborda o poliamor, mas merece atenção o seu desfecho.




E por fim, uma música perfeita para tal postagem, Je n'aime que toi, do filme Les Chansons d'Amour (2007)




Abraços a todos.



*Putto (putti, no plural) é um termo que, no campo das artes, se refere a um menino nu, quase sempre de sexo masculino e representado frequentemente com asas. 
Utiliza-se esse termo, normalmente, quando não se existe a certeza de estarmos diante de uma representação de Cupido.

sábado, 21 de maio de 2011

A Banda Mais Bonita da Cidade canta ao Tarot.

Olá pessoal. Por indicação de Narayana Donadio, estou aqui me fartando de ouvir essa música que, por sua simplicidade e carinho, enleva até o coração mais partido por um 3 de Espadas...

A Banda Mais Bonita da Cidade é formada por Uyara Torrente (vocal), Vinícius Nisi (violão, teclado e piano infantil), Rodrigo Lemos (banjolele e guitarra, e ex-integrante do grupo independente), Diego Plaça (violão e baixo) e Luís Bourscheidt (percussão e bateria).
O clipe está disponível na internet desde a última terça-feira (13) e já soma mais de 360 mil visualizações no YouTube. Com a descrição "É, a gente adora Beirut mesmo", o grupo deixa clara uma referência à Nantes, vídeo do grupo norte-americano Beirut. (Fonte)




Meu amor essa é a última oração
Pra salvar seu coração



Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na dispensa
Cabe o meu amor!



Cabe em três vidas inteiras
Cabe em uma penteadeira
Cabe nós dois


Cabe até o meu amor
Essa é a última oração pra salvar seu coração



Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na dispensa
Cabe o meu amor!



Cabe em três vidas inteiras
Cabe em uma penteadeira
Cabe essa oração

Abraços a todos, com essa ternura, esse enlevo, essa doçura.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Do Palavras de Osho: Como você pode saber se alguém realmente lhe ama?


Olá pessoal. Lendo esse texto, me deparei com aspectos próprios do Arcano VI, conforme a perspectiva dada pelo Thoth Tarot. As três possibilidades correlacionadas podem ser analisadas nesse Arcano. 
Abraços a todos.

Existem três camadas no indivíduo humano: sua fisiologia, o corpo; sua psicologia, a mente; e seu ser, seu eu eterno. Amor pode existir em todos os três planos, mas suas qualidades serão diferentes.


No plano da fisiologia, do corpo, é simples sexualidade. Você pode chamar isso de amor, porque a palavra 'amor' parece ser poética, bela. Mas noventa e nove por cento das pessoas estão chamando o sexo delas de amor. Sexo é biológico, psicológico. Sua química, seus hormônios – tudo que é material está envolvido nisso.
Você se apaixona por um homem ou por uma mulher. Você pode descrever exatamente porque essa mulher lhe atraiu? Certamente você não pode ver o eu dela, você ainda nem viu seu próprio eu. Você também não pode ver a psicologia dela, porque para ler a mente de alguém não é uma tarefa fácil. Então o que é que você viu nessa mulher? 
Alguma coisa na sua fisiologia, na sua química, nos seus hormônios, se sente atraído pelos hormônios, pela fisiologia, pela química da mulher. Isso não é um caso de amor; isso é um caso químico. Pense bem: a mulher por quem você se apaixonou vai ao médico, muda de sexo, deixa a barba e o bigode crescerem. Você ainda fica apaixonado por ela? Nada mudou, somente a química, os hormônios. Para onde foi seu amor?


Somente um por cento das pessoas conhece um pouco mais profundamente. Poetas, pintores, músicos, dançarinos, cantores têm uma sensibilidade que faz com que eles possam sentir além do corpo. Eles podem sentir as belezas da mente, as sensibilidades do coração, porque eles próprios vivem nesse plano.
Lembre-se que isso é uma regra básica: onde quer que você viva, você não pode ver além disso. Se você vive no seu corpo, se você pensar que é somente seu corpo, você só pode ser atraído pelo corpo de alguém. Esse é o estágio fisiológico do amor.
Porém, um músico, um poeta, vivem num plano diferente. Ele não pensa, ele sente. E devido a que ele vive no coração dele, ele pode sentir o coração de outra pessoa. Isso é geralmente chamado de amor. Isso é raro. Estou dizendo talvez somente um por cento, de vez em quando.
Por que muitos não estão se movendo para o segundo plano se este é tremendamente belo? Mas há um problema: qualquer coisa muito bonita é também muito delicada. Não é um objeto duro, é feito de vidro muito frágil. E uma vez que um espelho cai e se quebra, então não há como reuni-lo novamente.
As pessoas temem se envolverem muito e alcançar as delicadas camadas do amor, porque nesse estágio o amor é tremendamente belo mas também tremendamente mutante.
Sentimentos não são pedras, são como rosas. É melhor ter uma rosa de plástico, porque ela estará sempre lá e todo dia você pode banhá-la e ela estará fresca. Você pode colocar algum perfume francês nela. Se a cor dela desaparecer você pode pintá-la novamente. Plástico é uma das coisas mais indestrutíveis no mundo. Ela é estável, permanente; assim as pessoas param no fisiológico. É superficial, mas é estável.
Poetas e artistas são conhecidos por se apaixonarem todos os dias. O amor deles é como uma rosa. Enquanto está presente ela é tão perfumada, tão viva, dançando ao vento, na chuva, no sol, declarando suas belezas. Mas à noite ela se vai, e você não pode fazer nada para impedir isso.


O mais profundo amor do coração é somente como uma brisa que chega no seu quarto, traz sua frescura, serenidade, e então se vai. Você não pode segurar o vento em suas mãos. Bem poucas pessoas são tão corajosas para viver de momento a momento, uma vida mutante. Daí, elas decidirem se entregarem a um amor do qul elas possam depender.
Eu não sei que tipo de amor você conhece – muito provavelmente o primeiro tipo, talvez, o segundo tipo. E você teme que se você alcançar seu ser, o que acontecerá ao seu amor? Certamente ele se vai – mas você não será um perdedor. Um novo tipo de amor irá surgir o qual, talvez, só acontece a uma pessoa em milhões. Esse amor só pode ser chamado de amorosidade.



O primeiro amor deve ser chamado de sexo. O segundo amor deve ser chamado de amor. O terceiro deve ser chamado de amorosidade – uma qualidade, não direcionada – não possessiva e que não permite ninguém mais lhe possuir. Essa qualidade amorosa é uma revolução tão radical que mesmo concebê-la é muito difícil.
Jornalistas têm me perguntado: "Por que tem tantas mulheres aqui?". Obviamente, a questão é relevante, e eles ficam chocados quando lhes respondo. Eles não estavam preparados para a resposta. Eu disse a eles: "Sou um homem". Eles olharam para mim, incrédulos.
Eu disse: "É natural que muito mais mulheres estejam aqui, pela simples razão de que tudo que elas conheceram na vida delas foi sexo, ou em raros casos, talvez alguns momentos de amor. Mas elas nunca chegaram a conhecer o sabor da amorosidade". Eu disse para esses jornalistas: "Mesmo os homens que vocês vêem aqui desenvolveram muitas qualidades femininas neles que estavam reprimidas pela sociedade exterior".



Desde o princípio é dito a um menino: "Você é um menino, não uma menina. Comporte-se como um menino! Lágrimas caem bem numa menina, mas não para você. Seja macho". Assim todo menino vai eliminando suas qualidades femininas. E tudo que é belo é feminino. Então finalmente o que resta é somente um animal selvagem. Toda a função dele é reproduzir filhos.



A menina não é permitida ter qualquer coisa com qualidades masculinas. Se ela quiser subir numa árvore ela será impedida imediatamente: "Isso é para meninos, não para meninas!" Estranho! Se a menina possui o desejo de subir na árvore, isso é prova suficiente para ela ter permissão.
Todas as sociedades criaram roupas diferentes para os homens e para as mulheres. Isso não está certo; porque todo homem é também uma mulher. Ele veio de duas fontes: o pai e a mãe. Ambos contribuíram para seu ser. E toda mulher é também um homem. Nós destruímos ambos.
A mulher perdeu toda a coragem, aventura, raciocínio, lógica, porque essas são tidas como qualidades masculinas. E o homem perdeu a graça, sensibilidade, delicadeza. Ambos se tornaram metades. Esse é um dos maiores problemas que temos que resolver – pelo menos para nosso povo.



Meus sannyasins precisam ser ambos: metade homem, metade mulher. Isso os tornará mais ricos. Eles irão ter todas as qualidades que estão disponíveis aos seres humanos, não apenas a metade.
No nível do ser, você simplesmente tem uma fragrância de amorosidade.
Os jornalistas me perguntaram: "Você ama Sheela?". Eu disse: "É claro. Mas eu amo tantas mulheres que nem mesmo sei o nome delas. E não somente mulheres – amo tantos homens, porque eles também são metade mulher". Em um milhão de sannyasins ao redor do mundo, eu não posso apontar para uma só pessoa e dizer: "Essa é a pessoa que amo".
Só posso dizer: "Eu amo". Quem quer que esteja pronto para receber meu amor... está disponível. Então não tenham receio. 
Seu medo está certo: o que você tem como amor irá embora, mas o que virá no lugar é imenso, infinito. Você será capaz de amar sem ficar apegado. Você será capaz de amar muitas pessoas porque amar uma pessoa só é manter a si mesmo pobre. Uma pessoa pode dar uma certa experiência de amor, mas amar muitas pessoas...
Você ficará surpreso que cada pessoa lhe dá um novo sentimento, uma nova canção, um novo êxtase. Consequentemente, sou contra o casamento. Na minha visão, casamentos na comuna devem ser dissolvidos. Pessoas podem viver juntas por toda a vida se quiserem, mas isso não é uma necessidade legal.
Pessoas devem se movimentar, ter tantas experiências de amor quanto possível. Não devem ser possessivos. Possessividade destrói o amor. E eles não devem ser possessivos porque isso novamente destrói ser amor.
Todos os seres humanos são dignos de serem amados. Não há nenhuma necessidade de ficar acorrentado a uma pessoa por toda sua vida. Essa é uma das razões do porquê todas as pessoas ao redor do mundo parecem tão entediadas.



Porque elas não podem sorrir como você? Porque elas não podem dançar como você? Elas estão acorrentadas com correntes invisíveis: casamento, família, marido, esposa, filhos. Elas estão sobrecarregadas com todo tipo de deveres, responsabilidades, sacrifícios. E você quer que eles sorriam e dancem e se alegrem? Você está pedindo o impossível.
Torne o amor das pessoas livre, torne as pessoas não-possessivas. Mas isso só pode acontecer se na sua meditação você descobrir o seu ser. Não é nada para se praticar. Não estou lhes dizendo: "Hoje à noite você procure uma outra mulher apenas para praticar". Você não irá conseguir coisa alguma e você pode perder sua esposa. E pela manhã você vai parecer tolo.



Isso não é uma questão de praticar, é uma questão de descobrir o seu ser. A qualidade da amorosidade impessoal segue a descoberta de seu ser. Assim você simplesmente ama.
E isso vai se espalhando. Primeiro, nos seres humanos, depois nos animais, pássaros, árvores, montanhas, estrelas. Um dia chega quando todo esse universo é seu amado. Esse é o nosso potencial. E qualquer um que não estiver realizando isso está desperdiçando sua vida.
Sim, você terá que perder algumas coisas, mas são coisas sem valor. Você estará ganhando tanto que você nunca pensará novamente no que você perdeu. Uma pura amorosidade impessoal que possa penetrar no ser de qualquer um – esse é o resultado da meditação, do silêncio, do mergulhar profundo dentro de seu próprio ser. Estou simplesmente tentando lhe persuadir. Não tenha medo de perder o que você tem.




domingo, 13 de fevereiro de 2011

São Valentim e os Enamorados

Olá pessoal. Como amanhã é dia de São Valentim, gostaria de homenagear esse Santo, tão próximo dos Enamorados.
Para nós cá do Brasil, nem faz tanto sentido, já que temos nosso próprio casamenteiro: Santo Antonio. Contudo, junho ainda está longe, e não custa pedirmos uma ajudinha para arranjar ou apimentar o que já temos, não é?


Conforme a Wikipédia, São Valentim, (ou Valentinus em latim), é um santo reconhecido pela Igreja Católica e igrejas orientais que dá nome ao Dia dos Namorados em muitos países, onde celebram o Dia de São Valentim. O nome refere-se a pelo menos três santos martirizados na Roma antiga.
Durante o governo do imperador Cláudio II, este proibiu a realização de casamentos em seu reino, com o objetivo de formar um grande e poderoso exército. Cláudio acreditava que os jovens se não tivessem família, alistariam-se com maior facilidade. No entanto, um bispo romano continuou a celebrar casamentos, mesmo com a proibição do imperador. Seu nome era Valentim e as cerimónias eram realizadas em segredo. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens jogavam flores e bilhetes dizendo que os jovens ainda acreditavam no amor. Entre as pessoas que jogaram mensagens ao bispo estava uma jovem invisual, Asterias, filha do carcereiro a qual conseguiu a permissão do pai para visitar Valentim. Os dois acabaram apaixonando-se e milagrosamente a jovem recuperou a visão. O bispo chegou a escrever uma carta de amor para a jovem com a seguinte assinatura: “de seu Valentim”, expressão ainda hoje utilizada. Valentim foi decapitado em 14 de Fevereiro de 270.


Robert M. Place representa São Valentim em seu Tarô dos Santos como o Arcano VI. Nada mais apropriado. 

Feliz dia de São Valentim, enamorados e por enamorar.
Abraços a todos.


P.S.: Para quem gosta de um sonzinho bem leve... Kina Grannis.






Love, it's a special day.
We should celebrate
And appreciate
That you and me found something pretty neat
And I know some say this day is arbitrary
But it's a good excuse to put our love to use
Baby I know what to do, baby I will love you
I'll love you, I'll love you.
Love, I don't need those things
I don't need no ring
I don't need anything
But you with me, cause in your company
I feel happy oh so happy and complete
And it's a good excuse to put our love to use
Baby I know what to do, baby I will love you
I'll love you, I'll love you.
Yeah it's a good excuse to put our love to use
Baby I know what to do, baby I will love you
I'll love you, I'll love you.
So won't you be my honey bee
Giving me kisses all the time
Be mine, be my valentine
So won't you be my honey bee
Giving sweet kisses all the time
Be mine, be my valentine...

segunda-feira, 26 de abril de 2010

New Moon e os Emanorados


Lua Nova no Céu, fui assistir Lua Nova. Ouvi severas críticas à série, muitas vindas de mim mesmo, pela natureza dos vampiros que compõe o núcleo central da trama. Discuti esse aspecto em um artigo anterior, sobre Dracula. Não creio que eu vá parar de assistir até o fim da série, mas, nesse momento, não sei se poderei ler os livros, por uma questão de logística. Portanto, peço, de antemão, desculpas aos fãs, caso as minhas percepções diferenciem-se daquelas hauridas da leitura da série.


 O filme, inspirado "fortemente" em Shakespeare (levando em consideração o gênero...) inicia-se com referências a Romeu e Julieta. O casal mais famoso de todos os tempos, cujo clímax trágico não retira o mérito do que foi vivenciado, talvez o amplie; todos os homens aspiram a Romeu (discuti a esse respeito sobre o Cavaleiro de Copas) como todas as mulheres a Julieta. Por mais que sejamos independentes, livres, um dia, nem que seja apenas esse único dia, desejamos, tão fortemente como a vida, alguém que nos pertença da mesma forma a que pertençamos a este alguém, de forma tal e tão intensamente, que nada, ninguém, coisa alguma e situação nenhuma possa ser maior que esse amor.
Em Romeu e Julieta, o sangue e o nome imperam; na série Crepúsculo, a natureza dos personagens. Uma humana, diferente dos demais. Um vampiro. Um lobisomem. Os Enamorados.



Bella, Isabella, Bells (trocadilho usado por Charlie, pai de Bella). Uma humana imune aos poderes vampíricos – mas não à sua força e sede de sangue. Naturalmente encara o mundo vampírico, a que deseja pertencer por amor (ou insanidade, ou juventude; however). Edward, um vampiro que detesta sua condição, a despeito dessa mesma condição ter permitido conhecê-la; e Jake, um lobisomem “recém-nascido”, ainda se adaptando à sua nova condição. Dois mundos que se cruzam, tendo por vórtice Bella. Dois inimigos que não se atacam, por amor a uma terceira.

Dúvida, insegurança, medo do futuro, medo das conseqüências – todos aspectos d’Os Enamorados, quando mal trabalhada sua essência. Porque, em essência, o Arcano VI fala do solve – processo alquímico de diferenciação das substâncias que antes eram Um. É preciso escolher, e escolher por si só representa uma evolução; é preciso seguir em frente, pois a indecisão é uma maldição mais potente que uma má escolha.


O aspecto da escolha fica claro desde o início da série, entre a mortalidade, vista como bênção, e a imortalidade, que aproximaria Bella de seu amado. Com a aproximação de Jake, um meio termo se cria, entre as possibilidades de viver o sobrenatural sem no entanto perder a natureza. Dúvida existencial um tanto quanto dura para uma jovem de 18 anos!
Mas o Arcano VI também disserta sobre o Amor em todas as suas formas. É a escolha de um Outro que não nós, um Outro que preencha a lacuna criada por nossas contradições e desejos, for a while, pelo menos...


Um último comentário: Lua Nova na lua nova, sincronicidade? Talvez não.