Mostrando postagens com marcador Baralho Cigano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Baralho Cigano. Mostrar todas as postagens

domingo, 5 de janeiro de 2014

RESULTADO: Sorteio de Ano Novo - Esmeralda Lenormand!



Olá pessoal! Nem vou me estender muito, porque sei da ansiedade de todos! Lembrando que só participaram do sorteio aqueles que responderam corretamente à questão proposta, colocando nome e e-mail. Considerei o nome Google apenas se fosse nome, e não apelido. Houveram aqueles que deixaram a resposta e não o e-mail, os que deixaram o e-mail e não o nome... Gente, gente. :P
Me desculpem os que não entraram, mas estava tudo explicadinho na postagem original. Regras são regras. 

Os participantes são:

01. Gilvania Martins
02. Gerson Fachiano
03. Gabriel Ochinsk
04. Soraia Gonzaga
05. Cacau Gonçalves
06. Tamires Lico
07. Lilian Guedes
08. Gabriela Amarello
09. Piter Monteiro
10. Marcia Grim
11. Leni
12. Irene Lima
13. Dalila
14. Virginia Sampaio
15. Elizangela Bertoldo
16. Tatiana
17. Arlete Sadocco
18. Lucia Sindoya
19. Jennifer Sinhorelli
20. Luileny
21. Renata Vasconcelos
22. Rose Ragazzon
23. Daniela Affonso
24. Morgan Mahira

E bora pro sorteio! E o vencedor é:



Jennifer Sinhorelli!!! Parabéns! Entrarei em contato por e-mail para postar o seu presente!!!

Abraços a todos, e aguardem um novo sorteio pra muito breve!!!

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Blogagem Coletiva Petit Lenormand: 22. Tato Cunha e os Caminhos.


Olá pessoal. Eu conheci o Tato Cunha em um amigo secreto em um grupo de tarô. Recebi do Tato um jogo e, desde então, construímos uma amizade virtual. Em 2013, na Mystic Fair Rio, tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente. Essa é a parte boa das boas amizades virtuais - pessoalmente, só se intensificam. 
Tato é um querido, gênio forte, poucas e precisas palavras. E é bom escrever o que ele diz - ele não repete, ele acerta. Fica a dica, consulentes!
Contatos com o autor em seu blog.
Com vocês, Tato Cunha, caminhando conosco pelos Caminhos do Lenormand.
O primeiro texto do ano novo, achei bem interessante, isso.



Caminho sempre nos leva de um lugar para o outro. Esse espaço de transição que, conhecido ou não percorremos em nossas vidas rumo à um objetivo.
Caminhos que se apresentam com pedras, flores, surpresas, pessoas, vivências.



Há em nossa jornada de caminheiros, aquele ou aqueles momentos em que a dúvida surge, ensejando conflitos, questionamentos, e nos encontramos em uma verdadeira encruzilhada, convidando-nos à decisão, ou sentarmos a pensar, rever objetivos e metas. Por vezes não refletimos e deparamo-nos com erosões, essas corrosões naturais ou provocadas por nós mesmos ( e por outros) durante o caminhar, como consequência de atitudes impulsivas, distraídas ou da ação nefastas de mentes em desalinho.
Há caminhos que nos conduzem a pantanais perigosos, onde nos deixamos levar por comodismo, fraqueza, vícios, conflitos. 
Outros que nos afastam de pessoas e coisas que amamos, ou as afastam de nós. De perigos, de sonhos e pesadelos.
Há caminhos que servem para a reflexão, o refazimento e depois tomamos novo rumo;
Há caminhos ocultos que percorremos e esses mesmos que pessoas de nosso convívio percorrem, sem que o saibamos.
Há o caminho da vitória pessoal, e esse é nosso, intransferível.
Qual via devo seguir ?
Um caminho dá ideia de saída, mas para onde leva ? É preciso traçar um roteiro , organizar-se.
Quando certos de nossa meta, vencemos passo a passo as surpresas que surgem.
A carta 22 traz esse simbolismo de transição ou estagnação, pois posso andar ou sentar, vislumbrando as diversas opções ao meu redor. É a busca ou dispersão por algo que nos ilude, encanta.
Tudo depende de nós. Mas como fazer ?
Conhecer o lugar e então definir que rumo tomar.
Onde estão os caminhos que vislumbramos ?. 
Em um jogo, analisar : qual o lugar (contexto) ?
Observar as cartas que indicam o meio onde tudo se apresenta. 
Há uma escolha, um fim ou um começo, um fato, um alguém que toma um rumo. Uma saída ou bloqueio que nos  pede retornar e recomeçar ( a famosa expressão “estou em um beco sem saída”).



Na Escola Brasileira é uma carta que se apresenta sob influência do Orixá Ogun, rei de Irê, senhor da guerra,  do ferro, que sempre aventurou-se desbravando lugares. Rege todos os caminhos, que domina juntamente  com Exu, regente das encruzilhadas, o encontro de vários caminhos. À Ogun recorremos na guerra, na indecisão, pedindo proteção na caminhada.


Caminhos que se apresentam novos, caminhos que percorremos, sejam quais forem, diante de perdas e ganhos, nos levando à nossa meta existencial .
Caminhemos portanto!

domingo, 29 de dezembro de 2013

Esmeralda Lenormand. E sorteio de ano novo!!!


Olá pessoal. Tenho o orgulho de apresentar-lhes hoje uma das mais gratas surpresas deste ano: O Esmeralda Lenormand. Quando fiquei sabendo da criação deste baralho, fiquei extremamente curioso para entender os meandros que nortearam o desenvolvimento de cada carta porque, para além do conceito artístico, existe vida nessas cartas. Existe identidade.


Quando recebi o baralho, fui tocado por uma grande emoção. Apesar de ser um produto industrializado, cada caixinha acompanha um saquinho de cetim verde esmeralda que foi feito artesanalmente. A dose correta. A perfeita medida. É feito para aquele que o porta. Dá para sentir que o baralho toma posse do dono quando manipulado pela primeira vez, como uma luva que se ajusta à mão. O papel é de ótima qualidade, e os acréscimos dão todo um espírito à leitura – iniciantes e veteranos encontrarão nesse baralho uma rota nova para os seus estudos, certamente.


Foi necessário um bocado de pesquisa para entender porque eu me sentia tão tocado por esse baralho. E fui buscar sabedoria no livro da “Bibi” (um tratamento carinhoso que pedi autorização para utilizar), Ramona Torres: Mestres Ciganos astrais: suas origens, histórias, vidas, rituais e especialidades (Pallas, 2012). Abrindo um parêntese mais que necessário, esse livro é de leitura fundamental para quem quer entender mais sobre a egrégora cigana. Com o acuro e a simplicidade de quem sabe o que está fazendo, a Bibi nos apresenta coisas que, se não conhecidas, passam a ser, e se vividas previamente, passam a ter sentido. E foi assim que fui ao encontro da Cigana Esmeralda.
A Cigana Esmeralda é de etnia Kalon, residiu em Évora e sua magia reside na feitura de alimentos. Garante a fartura e oferece conforto àqueles que não a tem no momento. Aquilo que a Cigana Esmeralda oferece, não deve ser negado.
Quando a Karla Souza, autora deste baralho, me ofereceu esse presente, eu senti exatamente essa vibração. Um presente que não poderia ser negado. Um presente a ser vivido.

Atribuição dos chackras às cartas,
com os mantras correspondentes.

Pois bem. Esse baralho possui detalhes preciosíssimos – Deus mora nesses detalhes. O que mais me encantou foram os ícones de memorização colocados na parte inferior de cada carta. Um diálogo metafórico através da imagética correlata que permite encontrarmo-nos significados sub-reptícios que sempre estiveram ali, esperando para serem reencontrados. PERFEITO. 


Na imagem, por exemplo, relacionar a carta 16 à estrela das direções cardeais foi genial. Temos aqui o sentido de orientação em diversos níveis.
Sempre esteve ali, Karla explicitou.

Curtam a página do Esmeralda Lenormand no Facebook!
Confiram outras resenhas:
Tânia Durão, AS CARTAS CIGANAS.
Sonia Boechat, Tzara da Estrela
Bridgett, Bridgett Blessings

Ah, claro que o Conversas e o Esmeralda Lenormand, Emanuel e Karla, dariam as mãos numa promoção de ano novo! 

Quer ganhar um Esmeralda Lenormand? Siga os passos:

2. Curtir a página do Esmeralda Lenormand no Facebook.
3. Responder nos comentários, deixando seu nome e e-mail: "Por que você deseja o Esmeralda Lenormand na sua vida?"

O sorteio será feito pelo random.org.

Fácil, não é? Entre em 2014 com o pé direito, e com baralho novo!

Abraços a todos! Karla, que você prospere sob as bênçãos de Esmeralda, essa cigana tão abençoada!

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Blogagem Coletiva Petit Lenormand: 21. Lucia Sindoya e a Montanha.


Oi pessoal. Continuando nossa blogagem coletiva, contamos hoje com a colaboração da Lucia Sindoya. Quero agradecer enormemente sua disponibilidade em escrever depois do prazo, Jack Bauer ficaria com inveja! E unindo a experiência com o fundamento, ela nos apresenta uma visão muito bacana dessa carta tão ambígua quando estudamos a Escola Brasileira e a Europeia ao mesmo tempo. 
Esclarecimentos são sempre bons, vindos de quem entende do riscado então... é uma mão na roda!
Contatos com a Lucia: clique aqui e aqui.
Com vocês, Lucia Sindoya.


Na minha visão pessoal, de quem aprendeu a ler por intuição e somente bem depois teve interesse em estudar esse oráculo, A Montanha fala primeiramente de equilíbrio e solidez. Quem não deseja ser firme como uma rocha em suas convicções e em momentos de medo, vacilos, desequilíbrios?
A Montanha  fala também daqueles obstáculos que devemos atravessar, superar e vencer para encontrar o que há de bom do outro lado.
Fala das situações que não vem com facilidade , de tudo aquilo que chega a ser cansativo só de pensar, coisas que nos desafiam para que tenhamos coragem de seguir em frente.
Afinal de contas, que graça teria se tudo viesse fácil? Talvez, não muita graça..
Esta carta fala também da fé, daquela força de vontade interna que temos e que nos faz transpor barreiras, nos faz seguir em frente mesmo após derrotas, que nos faz acreditar no que ainda não é visível. Eu costumo dizer que só atravessando a Montanha para se ver o que existe atrás dela ou após a ela.



Em todas as situações que envolvem essa carta, vejo que as principais atitudes seriam não temer os obstáculos, confiar em si mesmo, ter força de vontade e seguir em frente. Ser perseverante, e principalmente ter fé . Seria um pensamento do tipo: Montanhas em meu caminho? Tudo bem, irei atravessá-las para encontrar o que quero.
Vejo como uma carta positiva, que faz com que o consulente busque sua força interior para vencer obstáculos que venham a surgir em seu caminho.
Existem associações dessa carta à terremotos, quando se tenta investigar e prever através do baralho cigano como será o clima, acontecimentos  e fenômenos naturais de determinado local.

No afetivo, pode falar de relacionamentos sólidos,  duradouros como também pode falar de pessoas que tem dificuldade em mudar seu jeito de ser, que gostam de certas regras e rigidez em seus relacionamentos.
Para quem esta afastado, indica obstáculos à se vencer para conseguir reconquistar a pessoa amada.
Como indicação de tempo, fala de demora, em conseguir o que se deseja, mostra um período de aprendizado até que determinada situação aconteça, de certa forma essa carta nos convida a exercitar a paciência, e buscar aprender e entender a forma como o tempo age em nossas vidas.



Eu, particularmente, aconselho a todos que tenham muita paciência e respeito por um desafio marcado pela carta da “Montanha”. Lembrando que os alpinistas que não respeitam os seus limites ao escalar uma montanha, acabam não conseguindo findar seu objetivo, pagando às vezes, com a própria vida.

Personalidade:


Clique para ampliar

A carta Montanha, falará de pessoas convictas, que tem fé em sí mesmas, eu diria que até mesmo teimosas, pois, se colocam algo na cabeça, vão até o fim, custe o que custar, sem desistir por causa de obstáculos.
São pessoas determinadas, mas que se acham as “donas da verdade”, assim como o arquétipo dos fihos de Xangô, que costumam ser metidos a “minha verdade é a única verdade”.
Pode indicar pessoas de meia idade, já bem vividas.




Xangô
Num dia em que falei tanto da significância de Xangô para mim, eis que recebo este presente, poder falar da carta que é sua representação no Baralho Cigano. Sincronicidades, pequenos e grandes sinais em minha vida.
Esta carta é ligada à energia do Orixá Xangô, que é o Deus Yorubá da Justiça, dos raios e trovões, conhecido por ser forte, violento, imparcial, um grande Rei que não tinha medo de enfrentar os seus inimigos. Xangô recebe suas oferendas em pedreiras.
Xangô é um Orixá que gosta das coisas de forma correta, certinhas, coerentes. Seu machado é sempre imparcial, nesse caso, quem deve paga, e quem merece, recebe.
Vejo a ligação dessa carta com Xangô, não somente no aspecto de justiça, mas principalmente, no sentido de se tornar alguém forte, de ser corajoso, não temer os inimigos ou obstáculos que possam surgir em seu caminho.
Existe na carta da montanha, uma ligação com justiça, mas não necessariamente casos judiciais, e sim situações justas, buscar o equilíbrio, puxar para sí a responsabilidade dos seus atos, e principalmente daquilo que você fala.

Personalidade:
A carta Montanha, falará de pessoas convictas, que tem fé em sí mesmas, eu diria que até mesmo teimosas, pois, se colocam algo na cabeça, vão até o fim, custe o que custar, sem desistir por causa de obstáculos.



São pessoas determinadas, mas que se acham as “donas da verdade”, assim como o arquétipo dos filhos de Xangô, que costumam ser metidos a “minha verdade é a única verdade”.
Pode indicar pessoas de meia idade, já bem vividas.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Blogagem Coletiva Petit Lenormand: 20. Carolina Bamberg e o Jardim.



Olá pessoal. Posso confessar uma coisa? Eu sou fã do trabalho da Carolina Bamberg.
Nas terapias alternativas e assuntos afins, nada melhor que a referência boca a boca: alguém experimenta e recomenda. Num momento em que a internet sofre um boom de “terapeutas” (com aspas bem ásperas) de quem você nunca ouviu falar (e possivelmente não ouvirá falar duas vezes), eu tenho o cuidado de aguardar comentários e feedbacks para escolher um momento de sibilar (de conversar tête-à-tête com a Sibilla). Quem me recomendou o trabalho da Carolina foi o Marcelo Bueno (o responsável pela carta 04 da nossa Blogagem Coletiva), alguém que para mim é hours concours no assunto. Como estava num momento em que precisava de uma consulta, achei por bem procurá-la, e ela foi mais que atenciosa. Foi sensacional.
O “problema” – se podemos considerar de fato um problema – de você conhecer os oráculos é que, por vezes, você não acompanha a mensagem. Acompanha o raciocínio do oraculista, e, por vezes, pode não concordar com os caminhos e descaminhos que sua psique percorre no desvelar dos símbolos. Particularmente, eu considero um bom oraculista para mim aquele com o qual não consigo esse efeito de acompanhar a leitura, senão a mensagem.
A Carolina foi uma dessas pessoas.
Quando recebi a análise cármica, li exatamente uma descrição pormenorizada da minha psique. Ela não me conhece pessoalmente, sequer nos falamos por telefone, e conheço pessoas há anos que não me descreveriam com metade do acuro com o qual ela conseguiu me descrever. Estupefato, passei os olhos, página a página, e de novo, e mais uma vez, e fui mergulhando em camadas em mais que um texto, em um espelho. Evidente que não gostei de tudo o que li – senão seria um elogio, não uma descrição – e tão evidente quanto, estou me esforçando para modificar os aspectos-sombra que vi no texto. Por outro lado, senti-me extremamente grato pelos aspectos que reconheço como fortes em mim, por justamente lê-los de alguém que me leu em metáforas e símbolos, sem nunca ter me visto para ler visceralmente. Sinal que, na maior parte das vezes, encaminho-me bem. Encaminho-me corretamente.
Eu gostaria, a propósito, de recomendar o trabalho da Carolina. Num preço justo, num cuidado extremo, numa presença de espírito que é singular no meio e com uma visão que, sinceramente, não encontrei em outros profissionais que se propõem ao mesmo trabalho, recomendo, veementemente, que você corra o risco e o prazer de ler a Carolina descrever você. Um espelho não faria melhor.
Definitivamente, não faria.
Hoje, particularmente, vamos com ela conhecer um jardim. Passeemos de mãos dadas por esse texto. E, depois, vamos até a casa dela.


Ao assistir filmes de época com personagens pertencentes à burguesia ou à realeza, sempre há cenas em que os mesmos fazem um passeio à luz do dia, as damas com suas respectivas sombrinhas e os cavalheiros com suas cartolas. Os passeios sob a luz do sol são regados de boas conversas, promessas de romances, confabulações de traições, além de fofocas tomando um gostoso chá. Esta é a imagem da carta 20 do Tarot de Lenormand – O Jardim: um lugar para passeios, encontros românticos, um gostoso pic-nic ao ar livre e lazer para as crianças. Estes lugares existiam mais como parques e grandes jardins reais, dentro dos portões de palácios e além dos muros dos castelos medievais. É óbvio que em grande parte temos a imagem dos jardins europeus em nossa mente, mas a maioria das cidades em todo o mundo possui um lugar com estas características, onde é mais frequentado aos finais de semana por famílias e casais.


Fachada neoclássica do Palácio de São Cristóvão – Museu Nacional
Quinta da Boa Vista, Rio de Janeiro - RJ

Analisando por esse aspecto, podemos entender que este arcano fala sobre lugares públicos, encontros ao ar livre e também a prática de esportes, pois é necessário que a pessoa entre em contato com a natureza. Remetendo-se às pessoas, é sinônimo de que precisa ter um maior contato com o público, ampliar a rede de relacionamentos pessoais ou profissionais, deverá ter uma maior exposição em algum tipo de mídia social, marcar mais encontros e entrevistas, fazer mais passeios e excursões, ou seja, todo tipo de atividade que engloba pessoas.

Esta carta também significa o Mundo, uma gama de possibilidades para os seus anseios e projetos. Todos os caminhos estão abertos para os seus sonhos, suas mensagens, seus feitos, tudo terá uma grande repercussão em cadeia e com longa duração. Portanto, deve-se pensar muito bem ao se expor desta maneira, pois um passo em falso ou uma palavra mal colocada, terá uma repercussão terrível e sua reputação ficará manchada.

Como personalidade, é uma carta que identifica celebridades, pessoas públicas e com grande repercussão, pessoas expansivas e que não sabem guardar segredos. Como profissão, sempre aquilo que for público, dependendo das cartas que estiver acompanhando é uma ótima carta para identificar jornalistas, políticos, e quem trabalha com eventos. Representando um tipo de amor, é o amor ágape, caridade, comum, fraterno, pois vê a todos como iguais. Espiritualmente, um momento de muita energia exposta, de grandes trocas energéticas e muita projeção para quem estiver a sua volta.

Jardim na casa de repouso – Fotos e fotos

Um lugar para encontrar a paz, o equilíbrio e a cura, são os significados do Jardim para uma grande corrente de tarólogos. Neste caso, o Jardim é visto de uma maneira mais restrita, imaginando que você tenha um espaço em sua casa onde procura cultivar flores e ervas, não só para ter uma bela paisagem em seu terreno, mas também ter temperos e remédios ao seu alcance a qualquer momento. O que você resolver plantar, com bom cultivo, você terá aquilo que merece. Plantando temperos, você está disposto a dar sabor à sua vida, significando alegria de viver. Plantando ervas, você busca cura terapêutica. Por este ângulo, vemos o significado do Jardim como uma visão mais interior, de cultivo de bons hábitos alimentares e espirituais, procurando calma e o equilíbrio vindo da natureza. Cultivar o seu próprio jardim nos faz pensar que devemos trabalhar nossas imperfeições e manter a beleza de nosso interior, deixando as coisas ruins para trás, semeando boas sementes para colher um futuro promissor.


Ter acesso a um jardim de ervas para obter a cura não é um privilégio para muitos. Quem lê desta forma, está sendo abençoado pelo orixá Ossaiyn (Ossanhê), o senhor das folhas, detentor dos segredos das ervas. Quem tiver acesso à medida certa, consegue encontrar a cura do seu mal e o tratamento para aliviar suas dores. Não se deve esquecer que as mesmas folhas que podem trazer a cura, também podem ter efeitos entorpecentes, tirando o seu juízo normal, além do efeito de envenenar e matar. Vendo por esse lado, é uma atenção redobrada quando o mesmo aparece no jogo mostrando esse acesso, pois tudo vai depender da ação correta e da sua justa medida.


Adentrando mais no significado de Ossaiyn, ele é um orixá de fundamento essencial nos segredos de iniciação ao Candomblé. Religião onde tudo o que é feito deve-se ter a bênção de Ossaiyn, seus adeptos acreditam que onde não tem folha, não tem orixá, portanto não há vida e não há verdadeira iniciação. Sendo um grande senhor dos segredos, quem identificar este orixá por esta carta, ela já ganha um terceiro tom: um grande mistério espiritual, onde só se pode ter acesso aquele que passou pelos rituais apropriados. Pode até mesmo identificar rituais fechados de qualquer doutrina, dependendo das cartas próximas. O tarólogo que tiver este tipo de identificação da carta, pode confirmar se o seu consulente é verdadeiramente iniciado quando Ossaiyn responde.


Um aviso de antemão: nem todos os tarólogos identificam Ossaiyn, muito menos os seus significados. É uma visão para poucos, portanto não pode se tornar uma regra.


Como personalidade, identifica pessoas que tem bom gosto e gosta do que é belo, de lugares reservados porém considerados mágicos, com bastante contato com a natureza. Como profissão, identifica trabalho com a natureza como biólogo, botânico, tudo o que remeter o auxílio de plantas. No amor, significa que é necessário um encontro mais íntimo com si mesmo e com a pessoa amada, momentos de romance e amor. Espiritualmente, significa o acesso a segredos e mistérios restritos de doutrinas e religiões, tornando-se um curandeiro, ou mesmo tendo que procurar por um para solução de seu conflito.


Com muito prazer fiz esse texto, onde a escolha da carta foi totalmente vinda do meu baralho. Ao terminar falando de Ossaiyn, tenho só agradecer a este orixá que me abençoou em vários momentos, permitindo-me o acesso a segredos e mistérios.

Paz, luz, amor e toda a boa sorte do mundo a todos vocês.


Carolina d’Oxoguian

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Blogagem Coletiva Petit Lenormand: 19. Victor Guagliardi e a Torre.


Olá pessoal, continuamos com nossa blogagem, agora com a colaboração do Victor Guagliardi, um querido que nos levará à subir as escadas da Torre. Vamos com ele!
O Victor vive no Rio de Janeiro, é Técnico em Alimentos, Estudante de Psicologia e Cartomante. Trabalha com Baralho Comum, Baralho Petit Lenormand, e como tarólogo, com o Tarot Rider-Waite.

E-mail: vguagliardi@gmail.com
Celular: +55(21)88702201


A carta da Torre, no Baralho Cigano, possui o significado – em minha óptica, subentende-se – de contemplação e interiorização. Pode ainda variar, indo para os campos semânticos de instituições – cuidando-se para não confundir com o anel – e ainda, no Brasil mais pronunciadamente, podendo significar prisão, aprisionamento.
O objetivo desse pequeno artigo, é puxar um fio – não “O fio” – de um tecido linguístico contextualizado , de forma a desvelar uns detrás, umas origens e uns conteúdos associativos que permitam aos colegas, comigo participarem dessa rede de pensamentos, que é a “pluricartomancia”.
A carta da Torre é associada com a lâmina VI(Seis) de Espadas do “baralho comum” – apesar de não gostar desse nome, por ser demasiado Eurocêntrico/”Ocidentocêntrico”, e o Ocidente sempre querer determinar o que é comum e o que é incomum.
O VI de Espadas, em CICERO & CICERO (The New Golden Dawn Tarot Ritual, 1991), é associado a Mercúrio em Aquário (10o – 20o). O livro contém ainda a seguinte referência: “(...)Saturno , que é co-regente de Aquário (...) age como um form builder [um construtor de formas, modelos, padrões, frames] estabilizando as qualidades etéreas de Mercúrio no signo de ar (...)” (tradução livre)
Para procurar essa relação a qual estamos nos referindo, escolhi utilizar o livro Astrologia e Mitologia (GUTTMAN & JOHNSON, 1993). Retirarei algumas citações com o objetivo de leitura, sem a preocupação da formalidade acadêmica:



“Na Babilônia, o planeta Saturno era chamado Ninib, e esse Ninib, como o itálico Saturnus, era uma divindade agrícola. (...) Saturno é o mestre interior. Esse mestre pode tornar-se um tirano, um patriarca severo e obcecado por leis de restrições, ou pode tornar-se um verdadeiro mentor. (...) O conceito do mentor é tirado também da mitologia clássica. Mentor, um personagem da Odisséia de Homero, era o velho conselheiro de Telêmaco, o jovem herdeiro de Odisseu. Enquanto Telêmaco esperava em vão por seu pai ausente, Mentor guiava suas ações com sábios conselhos. “

“Essa história, que vem dos Hinos Homéricos, revela bastante sobre Mercúrio. Ele era um ladrão que mais tarde foi chamado deus dos ladrões. Por que o deus da mente e de toda a atividade literária seria um deus dos ladrões? Porque o intelecto humano, por si só, é amoral. Sua função, o pensamento racional, não está necessariamente ligada a nenhum código de ética. O mesmo processo mental que leva um indivíduo a escrever um livro sobre consertos domésticos pode ser usado por um indivíduo diferente para quebrar fechaduras ou burlar um
alarme contra ladrões — ou desviar milhões de dólares de um público inocente com a venda de títulos de dívidas (Mercúrio também era o padroeiro dos mercadores).”

Temos então, duas citações. Uma fala sobre o caráter do mito de Mentor, e outra sobre o caráter dúbio do intelecto. 

Queridos leitores, aonde colocamos alguém que possui um intelecto dúbio? A resposta é variada, porém simples. Podemos colocá-lo perante um mentor, em uma prisão, ou ainda com um construtor.

Ora, por quê um construtor? Pois é certamente necessário ao intelecto aéreo de mercúrio, que se construam limites. Limites esses que podem ser encarados de múltiplas formas, ou ainda, de uma forma Gestáltica.

Podemos ver a torre como uma prisão do intelecto, aonde os limites o aprisionam, e de certo, se você passar por uma experiência de saturno na torre, certamente poderá sentir isso. É extremamente doloroso passar um tempo sozinho, tendo que entrar em contato com o mestre interior, sem amigos. 

Porém, os mesmos limites impostos ao intelecto por Saturno construtor, permitem ao Homem a construção de arranha-céus. Ora, o arranha-céu não alcança o céu de uma forma sólida?

Uma outra forma de pensar sobre as cartas, além dos mitos clássicos, é pelos contos de fada. E é na torre que nos encontramos com Rapunzel. Marie Louise Von Franz, em “O Caminho do Sonho”, percorre o mito de uma forma muito bela, trazendo novos complexos que podemos ligar a essa lâmina:

“Como é que um homem cuja feminilidade está presa no complexo materno sente as mulheres no plano exterior? Se um homem tem um vínculo íntimo demais com a mãe, especialmente se for positivo, sua tendência será de idealizar as mulheres. (...) Os contos de fada, através do tema da princesa presa na torre, oferecem um pano de fundo arquetípico para essa situação. Num dos mais famosos, a princesa Rapunzel é aprisionada por uma feiticeira. É a figura materna por trás dos bastidores que constela o problema. Quando isso ocorre, os amantes não podem se encontrar.”

Vemos então, que A Torre também pode sofrer outros tipos de influência, no jogo. Ela pode refletir a idealização de uma figura, como Rapunzel era a princesa ideal, e estava no alto da torre. De fato, isso acontece quando o indivíduo não transcende a função de Saturno, ocorrendo um fenômeno que chamo de “pular para pegar mangas”. 


Sabemos que a mangueira é uma árvore alta. Porém, a manga é algo muito real. Ela é uma fruta, tem sabor, é natural, e saborosa. Ela é uma fruta que está no alto, mas que é extremamente possível. Desde que você suba na árvore para pegá-la. Se você não subir, você pode ainda utilizar algum objeto que chegue até em cima. O que não dá para fazer é pular. Quantas vezes nos pegamos tentando pular para pegar mangas? E temos aquela sensação de frustração, como se estivéssemos querendo pegar algo em cima de uma torre sem escada. Será que não estamos idealizando demais, caindo no feitiço da bruxa? Isso acontece facilmente, já que Urano, o regente de aquário, pode influenciar Mercúrio dessa forma, para pular etapas. 

A mesma Rapunzel na torre, pode refletir a mulher presa por seu arquétipo materno. Ela coloca os homens como inalcançáveis, só que de cima. É aquela mulher que fala: eu quero um homem que seja aqui da minha torre, que venha do céu, se vier da terra não vai conseguir me alcançar! Acontece bastante!

A Torre também está presente em nossas instituições, nos nomes das universidades. Geralmente as universidades tem nomes femininos, elas prendem seus discípulos em seus programas e currículos, como a mãe prende seu filho. O mesmo acontece com as empresas. Chega um determinado momento, que a empresa age tanto como mãe, que fica difícil ser um indivíduo dentro delas.

Porém, lembramos que as cartas contam uma história de redenção. As torres tem escadas, ou se quebram, unindo as fronteiras esquizofrênicas de nosso ser. É muito mais salutar, portanto, ver a torre como uma ponte ao céu. As torres nos ajudam a construir o intelecto voador, ligando-o aos dois extremos. Ela une as partes que, em nós, são distanciadas: nossos antepassados, com nossa individualidade. E ajudam a construir nossa individuação, à medida que oferecem fronteiras sobre quem nós somos. 


A torre é uma separação, logo a vemos em uma cidade. Da mesma forma, somos torres a partir do momento que passamos a ser nós mesmos, e não os outros. 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Blogagem Coletiva Petit Lenormand: 18. Robert M Place e o Cão.



Olá pessoal. Hoje contamos com a colaboração para nossa postagem de ninguém mais, ninguém menos que o querido Robert M Place, que já esteve por aqui nos Doze Meses com os Enamorados, abrindo a série. Esse autor e ilustrador magnífico hoje nos apresenta seu mais recente trabalho, parceria com Rachel Pollack: The Burning Serpent Oracle. 
Aguardamos ansiosos para embaralhá-lo e vê-lo em ação. Em breve.
Com a palavra, o autor. O texto original está em inglês, espero que isso não cause dificuldades. Optei por publicar conforme o original, mas caso desejem, providencio a tradução.



The Hound number 18, for the Burning Serpent Oracle
Designed by Robert M. Place with input from Rachel Pollack


In the traditional Lenormand system the Dog card symbolizes loyalty, dependency, and a trusted friend.  These are all qualities that have been associated with the dog at least since the Middle Ages.  In the Renaissance, a work of art was intended to have both body and soul.  The body was the visual composition and the beauty of the rendering. The soul was the philosophical statement that was communicated through symbols.  A dog was a common symbol for fidelity.  We can find a dog depicted on one of the oldest existing Tarot cards, the Lovers trump from the Cary-Yale Visconti Tarot, created for the duke of Milan, circa 1445. Here we see the lovers holding hands, a symbol of the marriage vow.  Above them flies a blindfolded Cupid.  Although we now romanticize that Love is blind, in the Renaissance, this blindness was seen as destructive and disruptive to the social structure. As a cure for Cupid’s flighty nature there is also a dog, standing at the couple’s feet. It appears to be an Italian greyhound. It seems that both the Tarot and the Lenormand deck use a dog to symbolize the same quality.



My wife and I have had at least two greyhounds with us for many years.  I have also had friends with Irish wolfhounds and Scottish deerhounds.  The hound on my card is an Irish wolfhound, the largest breed of hound.  I am fond of hounds and that is why I chose one for this card. But also, the hound is one of the oldest breeds of dogs.  We can find them in ancient Egyptian paintings, on Greek vases, in Roman murals, Medieval manuscripts, and Renaissance paintings, even on Tarot cards. Hounds have probably been with us since prehistoric times. And dogs may have been with us even before we were total evolved.  Paleontologists have found the remains of dogs along with human burials from thirty thousand years ago. At that time, Neanderthals and Denisovans existed along with modern humans.  It may be that humans learned to hunt in pacts by imitating their dogs.

The hound is a hunting dog, and because of this the Greeks associated them with Diana the goddess of the hunt and the moon. They are depicted as her companions. It is natural for hunting animals to be out at night because this is when prey animal are most active.  So there is a natural connection between the hound and the moon.




Robert M Place
alchemicaltarot@aol.com

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Blogagem Coletiva Petit Lenormand: 17. Paula Alexandra Gonçalves e a Cegonha.


Queridos, contamos agora com uma participação d'além-mar. Paula Alexandra Gonçalves nos apresenta a Cegonha.

Sou a Paula Alexandra Gonçalves, nasci e moro na cidade de Lisboa, em Portugal.

Sinto que uma força nos move, nos acompanha e essa força tem de ser partilhada…foi isso que me levou a desenvolver esta enorme vontade de conhecer, aceitar e ajudar as pessoas, através da leitura de cartas.
Escolhi a carta nº 17 – A CEGONHA, porque ela de certa forma simboliza o meu momento presente.
Posso definir este momento numa frase:
“Porque estou surpreendida comigo mesma!”
Descobri a minha intuição assim de “surpresa”, fiz um curso de baralho cigano, que não estava previsto fazer e sempre espero que algo me surpreenda mais e mais nesta fase da minha vida.


Carta nº 17 – A CEGONHA
DAMA DE COPAS
Esta carta A CEGONHA, representa surpresas e todos os imprevistos. Coisas inesperadas. Sair da rotina.
É uma carta de mudança, mas é uma mudança de surpresa, algo que não contávamos fazer.
Posso falar um pouco da cegonha como ave.
Aqui em Portugal existem muitas cegonhas e é curioso a forma como fazem os seus ninhos, nos locais mais incríveis e inesperados, portanto é já uma característica destas aves: o imprevisto e a surpresa.
É no Sul de Portugal que elas procuram viver, apesar de estarem espalhadas pelo país inteiro.

Aqui fica um pequeno vídeo, para conhecermos um pouco da vida destas curiosas aves:
Esta carta A CEGONHA conjugada com a carta nº 13 – A CRIANÇA significa gravidez. 
Então não é por acaso que a tradição diz que os bebés vêm no bico das cegonhas!

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Blogagem Coletiva Petit Lenormand: 16. Chris Wolf e A Estrela.


Olá pessoal. Todos nós, que vivemos na blogosfera, em amplo sentido no mundo virtual, temos a oportunidade de conhecermos pessoas que estão para além dos nossos limites geográficos, para além do alcance das nossas bússolas. Pessoas que nos encontram como se fôssemos manuscritos deixados em garrafas ao léu, ao gosto do vento e do movimento do mar. A distância, claro, mascara olhares e intenções que a escrita, quando esmerada, permite ao leitor passar batido, sem entender aonde é que o interlocutor quer chegar. E, por isso, é preciso cuidado e esmero na escolha daqueles com quem se mantém contato, para evitar dores de cabeça e do coração. 
A despeito de alguns revezes nesse sentido, considero ser um cara de muita sorte, pois pude fazer muito mais amigos que decepcionar-me com pessoas. Encontrei ecos de mim em outras pessoas, como pude ser eco delas mesmas através de mim. E numa sonoridade sinfônica, trocamos palavras, experiências, jogos, confortamo-nos e celebramos as vitórias uns dos outros. 
E tudo isso, virtualmente. Surpreendentemente.


Por sorte, não só de virtualidades vivem as boas amizades. E eu tive a sorte de encontrar-me pessoalmente com a querida que cá está conosco. Chris Wolf, irmãzinha, obrigado pelo aceite e por brindar-nos com um texto que, não apenas é rico em simbolismo, como a própria editoração é um capítulo à parte. 
Como escriba, não posso privar nossos leitores da beleza do seu texto, da forma como ele foi apresentado para mim. 
Portanto, pessoal, acompanhem o restante da postagem, da palavra dada à Chris, aqui.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Blogagem Coletiva Petit Lenormand: 15. Keu Salvador e o Urso.


E hoje contamos com a reflexão mais que bem vinda de Kêu Salvador. Texto maravilhoso, deliciosamente claro e amplo.
Era para ser. E seja bem vindo.


O Urso!

A Carta 15 é, além de tudo, uma carta muito forte. Antes de concluir as definições em leituras, devemos entender um pouco sobre as características do animal, e depois, correlacioná-lo com o mundo cartomântico, para associá-lo com o extremo da lógica. Então, convido-os a embarcar comigo nesse universo de simbologias para a continuação do Blogagem Coletiva.


Características Básicas:

O urso é um animal mamífero e se caracteriza por ter um corpo bem pesado. Além disso, ele tem a cauda curta, e geralmente, suas orelhas são pequenas e arredondadas. Eles são plantígrados, ou seja, ao caminhar, a planta e o calcanhar tocam o solo, assim como nós seres humanos. Há quem associe o urso como carnívoro, mas esse conceito se perde, quando consideramos as diversas espécies de urso que existem no mundo. Os ursos têm caráter solitário, e os seus laços familiares são mais fortes entre a mãe e os seus filhotes. No finalzinho do verão, os ursos comem mais do que o normal, pois precisam hibernar no inverno, já que nessa época não encontram os alimentos que fazem parte de sua “nutrição”. 


Considerações sobre 

Devido ao seu tamanho e peso, o urso é considerado um animal perigoso. E com razão, porque o ataque de um urso pode ser fatal. Mas, devemos considerar que um urso não ataca ninguém, sem motivos. Ele é um animal extremamente territorial, e luta para defender o seu espaço ou as suas necessidades. No finalzinho do verão, ele precisa (uma necessidade fisiológica) se alimentar muito mais do que o normal, por causa da hibernação, por isso, ele derrubará qualquer barreira que o impeça de conseguir os seus alimentos.  Também, por questões territoriais, um urso jamais vai permitir que ninguém invada um espaço demarcado por ele. É confronto na certa! Então, por causa do seu ataque bruto, e sem avisos, o urso é encarado como vilão, embora eu (particularmente falando) não o considere assim.

Conceito cartomântico

Essa carta fala basicamente de EXCESSOS! Proteção, ciúmes, zelo e até inveja.  Tudo aquilo que não é pouco, e ainda vem demais. E, por ser demais, machuca, prende e fere. Intencionalmente ou não, inclusive.  Nessa carta, vemos a mãe, o pai, o marido, o irmão ou qualquer outra pessoa deliberadamente EXCESSIVA em proteger e ter pra si. Podemos ver isso claramente na Mãe Urso, que não desgruda dos filhotes, e ainda adota filhotes órfãos. Pode também representar uma pessoa, geralmente um homem forte, talvez moreninho, parrudo (como dizemos aqui em Salvador), ou seja, esse homem pode lembrar as características de um urso. Mas, pode ser uma mulher também, que lembre um urso devido as suas características físicas. Vale ressaltar que, associar as cartas a pessoas é uma das muitas possibilidades de interpretação, e cabe a cada cartomante definir a melhor forma que se adeque ao seu modo particular de leitura. O grande pulo do gato é, analisar o contexto da situação versus as cartas vizinhas. 

Relações espirituais:

Por representar proteção, zelo e cuidados ao extremo, que chega a ser prejudicial, essa carta pode estar representando uma Obsessão espiritual. Claro que, antes de entrar nesta seara, devemos procurar conscientizar o consulente dos problemas reais (visíveis) que podem existir, ao passo de que, muitos consulentes são tendenciados a achar que todo problema é espiritual. Penso que nosso papel enquanto cartomante é, além de tudo, orientar. Entretanto, não podemos desconsiderar que obsessão espiritual existe. Nessa ótica, temos o Urso na figura do espírito obsessor, que quer proteger, cuidar, amar, mas, por estar em outro plano e por não ter elevação suficiente, suga, desanima e rouba forças, sem nenhuma intenção. Se bem que, tudo isso pode ser muito bem representado também, pelo Rato (23). Mas, nosso bicho aqui é outro (risos).  Para os espíritas, o espírito obsessor. Para os umbandistas e candomblecistas, o Egum. Temos que ter muito cuidado ao “diagnosticar” essa obsessão, analisando o contexto da história e as combinações. Falo com conhecimento de causa, devido ao meu histórico familiar, onde o meu pai, que é falecido há 14 anos, sempre aparece nos jogos, associado ao urso. Nesse contexto, o urso representa a obsessão que ele tem em cuidar de nós, mesmo estando em outro plano. Desse modo, não é que o Urso seja a personificação do Egum, mas representa a Obsessão deste, ok?


Estabelecendo diferenças básicas entre Urso, Raposa e Cobra

Temos em nosso oráculo de estudo, três cartas que causam apreensão quando aparecem. Nesse quesito, não existe meio termo, ou é, ou não é. Por isso, vamos explorar um pouco desses animais, diferenciando sua forma de ataque/defesa.
O Urso age pelo instinto. Ele não escolhe vítimas! Ele sente uma necessidade, e só atacará aquele que quiser impedi-lo. Ele não ver cara nem cor de cabelo. Ataque garantido. O interesse do urso não é movido a vaidades, a sentido de traição vulgar ou qualquer tipo de desmande. Ele só ataca por necessidade, quando ela surge ou, para se defender ou defender as suas crias.
A raposa é astuciosa. Extremamente interesseira, ela escolhe muito bem a quem atingir. Sorrateira, esguia e muito inteligente, ela planta com vontade de colher. Movida única e exclusivamente pelos seus interesses, que podem ser caprichos, uma raposa faz qualquer coisa para conseguir o que quer. Dissimula, finge, chora, ri. A raposa é um mixto de falsidade movida a ambição. Se ela não vê uma oportunidade, pra ela não interessa. Então, o ataque dela é certo, só no que ela vê como oportunidade. Se não é o caso, passe despreocupado por ela, mas nunca esqueça: Um olho aberto, e o outro arregalado. Não se pode confiar em raposas. 
A cobra, diferentemente do Urso e da Raposa, sempre vai dar botes, para isso, ela só precisa estar perto. Ela sempre vai ser um risco eminente, sem escolhas. Não interessa quem você é, e o que foi fazer, mas se estiver perto de uma cobra, ela vai dá o bote. Por isso, ela é a caracterização mais comum da falsidade, ou seja, ela precisa estar próxima para ferir. 


O grande desafio na Mesa 


Há um desafio grande, em qualquer leitura, que é identificar o agente causador do “problema” ou foco central da questão analisada. Por sua vez, o consulente se armará de defesas, e o natural é que ele busque possíveis causadores, porém, muitas vezes, ele é o seu próprio algoz. Nesse contexto, o Urso pode ser a representação simbólica de tudo que o consulente é consigo mesmo, e com os demais, mas pensa que o fato gerador é externo. Ainda há, e penso que seja intrínseco ao ser humano, uma vitimação não declarada por parte de muitos consulentes, que, por ora, podem não saber lidar com sua natureza ursa, causando um clima JARDIM+URSO (tenso, demarcado e cheio de pressões) por onde quer que passem, e se sentindo rejeitados por isso. É necessário conscientizar o nosso consulente de duas questões básicas: A primeira é: - Nem tudo é espiritual. A segunda: - Analise a probabilidade de o problema estar em você. 
Visão de Cartomantes amigos:
“Em uma palavra, o urso é força. É reservado ao extremo e defende o que é seu de forma muito intensa. Sufoca, e quando tem fome vai à caça” (Flávio Cardoso)
“Instinto de preservação, protecionismo (figura do pai ou mãe). O urso pode ser até muito carinhoso, a fêmea lambe e brinca com seus filhotes, protege muito, mas ao se sentir ameaçada, pode ser mortal” (Carinah Ruiz)

“O urso sempre age por INSTINTO, ele representa o instinto maternal (e muito protetor), o instinto de defesa (quando se está triste, sem forças, desanimado e precisa se recolher num período difícil, vejo o luto aqui), é o instinto sexual entre um casal que tem química e é o instinto de sobrevivência (falsidade, inveja, ciúme, agressividade, ego, paixões enlouquecidas...). O urso ainda não se lapidou, ele age por puro instinto” (Tânia Durão)
“Vejo como uma proteção exagerada, egoísta que sufoca o outro com ciúme e excesso de cuidados” (Souzza Máarcia)
“Portanto, quando ver o Urso em uma jogada, lembre-se que seus influxos podem ser evitados. Não entre em seu território. Não invada seu espaço. Não altere sua rotina” (Emanuel J Santos)


Gostaria de agradecer ao Emanuel pela oportunidade de participar do Blogagem Coletiva, que pra mim é uma fonte inesgotável de prática e conhecimento. Espero que eu tenha conseguido passar com cuidado e clareza, o que penso, e como vivencio essa carta. 
Abraços a todos.
Kêu Salvador.