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terça-feira, 7 de junho de 2016

Tomando posse do seu Esmeralda Lenormand


Olá pessoal. Acaba de chegar às minhas mãos a nova edição do Esmeralda Lenormand. Estou completamente encantado - não consigo fazer outra coisa senão embaralhar e procurar aprender o uso dessas cartas!
À medida que eu for me familiarizando e me tornando mais íntimo dessas cartas, vou postando novidades por aqui. Entretanto, já fiz algumas coisas, que não são exatamente um tutorial, mas uma forma de aproximar-se desse oráculo com segurança e amor.

As duas cartas 02

Em primeiro lugar, ao abrir seu baralho, observe a carta 02. Existem duas possibilidades – uma, associada à sorte, conforme a leitura europeia; outra, associada aos revezes, conforme a leitura brasileira. Escolha uma das duas. Separe a que não lhe agradou do baralho, ela não será utilizada.
Particularmente, eu optei pela segunda, por ser a forma com a qual trabalho há anos. Se você estiver começando agora, utilize conforme a escola, o professor ou mesmo o seu gosto pessoal, se for autodidata, indicarem. Lembre-se: ao escolher, todo o baralho passa a fazer um sentido diferenciado.
Feche seus olhos, centre-se. Embaralhe as cartas, confiante que aquilo que você deve entender será dito. Peça a autorização do seu Eu Superior para contatar a egrégora deste baralho. Entenda: ele funcionará pela técnica independentemente do seu uso, ou não, das perspectivas que o criaram; mas, conectando-se com algo maior, você se aproxima de uma experiência de sagrado que está muito além da técnica. 
Retire uma carta, para consagrar o seu baralho. Ela será sua auxiliar no processo de aprendizagem, mostrando qual é a área do Petit Lenormand que você precisa dar maior atenção. Será, por assim dizer, sua professora nesse momento de aprendizagem do Esmeralda Lenormand. 


A nova edição do Esmeralda Lenormand conta com algumas novidades: em primeiro lugar, as treze Ciganas, ou melhor, Dona Esmeralda e as 12 Ciganas. São cartas de meditação próprias para o aprofundamento na egrégora Cigana que norteou a criação desse baralho. Embaralhe-as, medite com cada uma delas, organize conforme a sua intuição. 
Eu particularmente encontrei-as como referências a doze tribos e linhagens, regentes cada uma de um segredo de magia cigana. Brevemente conversaremos mais sobre isso. 
A segunda novidade é que agora o baralho conta com dois livretos: o original, escrito por Karla Souza, e um menor, sobre a cartomancia conforme transcrita e desenvolvida no Brasil pelo casal Cesar e Katja Bastos, sob orientação da Rainha Cigana, livreto este escrito por mim,  Emanuel J Santos. Tais livretos visam dar o máximo de suporte para o iniciante e material de pesquisa para o praticante, de forma a crescermos, todos, em habilidade cartomântica também pelo estudo, com o mínimo risco de perder-se na quantidade de informações disponível na internet. 


Dessa forma, você terá como tomar posse três vezes do seu baralho. A primeira, em função da sua intuição e conexão com a egrégora que orienta a criação e manutenção deste baralho. A segunda, ao meditar com Dona Esmeralda e as 12 Ciganas, entendendo em seu coração como elas poderão ajudar você a entender melhor os segredos do caminho Cigano. E a terceira, através dos seus estudos, sabendo que os livretos que acompanham foram escritos com o máximo de clareza, objetividade, competência e respeito por você. 

Eu vou continuar embaralhando aqui. Abraços a todos. 

Ah, quer comprar um para chamar de seu? Clique aqui.

domingo, 6 de março de 2016

Curso Profissionalizante de Petit Lenormand: Módulo I. "As 36 Cartas"



Dia 19 de março, em São Paulo no Espaço Merkaba:
Módulo I do Curso de Petit Lenormand!
Nesse módulo, abordaremos as trinta e seis cartas do Petit Lenormand, diferenciando os significados conforme a abordagem tradicional europeia e a abordagem tradicional brasileira;
Encontraremos referências na arte para melhor compreensão de cada uma das cartas;
Trabalharemos jogos simples que nos permitem responder questões objetivamente.
Esse curso é montado anualmente, e todo o conteúdo foi revisto desde as edições anteriores, tanto no que concerne à bibliografia quanto à metodologia, permitindo que aqueles que nunca tiveram contato com o Petit Lenormand tenham gatilhos mnemônicos para total independência interpretativa dos livretos que acompanham os baralhos; para os experientes e praticantes, é oferecida uma abordagem coesa e vivencial para uma reflexão sobre a teoria e a prática desenvolvidas até então, seja ela conforme a leitura europeia ou brasileira; para aqueles que já fizeram o curso e desejam a reciclagem, pretende-se uma experiência singular frente o curso anterior, revisando todo o conteúdo oferecido através de outros olhares.
Será ímpar.
Aguardo você!


DATAS DAS PRÓXIMAS AULAS:


30/04/2016 - Módulo II - MESA REAL
Neste módulo será apresentado um método de leitura completo: a Mesa Real, que aborda todas as áreas da vida do consulente. Cada aluno terá acompanhamento do professor para a leitura de sua própria mesa real (pessoal).
Com o uso da Mesa Real, é possível realizar uma consulta completa, sem a necessidade de utilizar outros métodos, já que este é bem amplo e completo.

21/05/2016 - Módulo III - COMBINAÇÕES E NAIPES
Neste último módulo, o aluno terá acesso ao universo da leitura combinada de imagens (simbologia) e naipes, utilizando a Mesa Real e outros métodos simples de leitura.


INVESTIMENTO:
Cada módulo é independente, portanto o aluno, não tem obrigatoriedade de realizar os três módulos, exceto se desejar a formação profissionalizante.
- Valor de cada módulo: R$ 305,00 em 2x sem juros
- Valor do pacote profissionalizante (3 módulos): R$ 750,00 em 3x sem juros
- Valor especial para alunos que já realizaram este curso e desejam reciclar seus conhecimentos: R$ 250,00 cada módulo.

**CURSO COM CERTIFICADO E MATERIAL**
**GRATIS: BARALHO PARA VER A SORTE, DA COPAG**


INFORMAÇÕES E MATRICULAS:
(11) 3567.7538 | 9.7205.5181 (WhatsApp)
cursos@espacomerkaba.com.br

segunda-feira, 16 de março de 2015

Dos usos do Lenormand: seres espirituais e métodos.

Olá pessoal. Em nossa blogagem coletiva, tivemos uma pequena lacuna, que dá muito pano pra manga em conversas diversas: existem mesmo analogias entre os seres espirituais e as cartas do Lenormand? Se existem, funcionam? Se funcionam, como posso aproveitá-las em minhas leituras?

Embora a maior parte das cartas do Petit Lenormand sejam consensuais em sua atribuição simbólica, algumas causam certo estranhamento quando localizamos abordagens específicas. É o caso do Livro, que para mim significa o lado profissional; todos os demais significados (segredo, mistério, guarda, informação mais acurada) são consenso, mas profissão não. Há quem veja profissão na Foice – e as pinturas do século XIX, sobretudo do Realismo europeu, estão aí para nos explicar por que – e já ouvi dizer que até mesmo a Âncora possa ser o campo profissional do consulente. 
Quem está certo?
Aquele que faz o significado funcionar em sua leitura. Se funciona, está correto. Não nos preocupemos com teorias se, na prática, existe efetividade.
Pois bem. Desde o trabalho de Katja Bastos e Cesar Bastos – o Tarot Cigano – temos referências bibliográficas à associação dos Orixás e alguns encantados às cartas do Petit Lenormand. No Tarot Cigano, em especial, a referência é direta e iconograficamente representada. Sabemos, porém, que esse uso é anterior à edição do baralho, sendo utilizado em terreiros com certa frequência. Era essa a linguagem disponível para que a metáfora se tornasse previsão.
Temos então um uso, um costume e uma referência com pelo menos três décadas para a devida contraposição: é necessário conhecer os Orixás e os encantados para ser um bom leitor do Petit Lenormand?
Não, não é. Mas é um estudo que funciona. Eu apliquei por muitos anos, com excelentes resultados. Não posso negar a efetividade do método, mas não considero-o essencial no entendimento das cartas. Saber que um significado existe não faz com que esse significado se aplique. Mas abre a mente e dá contexto, garantindo uma leitura mais clara sobretudo da iconografia produzida com essa intenção.
Com o recente boom do Lenormand – como se ele tivesse sido descoberto agora! – a literatura referente a ele engatinha em busca de respostas e questiona tudo o que foi produzido até então. Essencial que isso aconteça, para que possamos entender o mercado artístico que se segue a ele assim como justificar o processo artístico anterior. Entendendo a iconografia, passamos a entender minimamente a prática – as cartas Lenormand são de caráter mnemônico muito mais que alegórico, ou seja, o que as cartas significam deve estar explícito e a metáfora implícita no conhecimento do operador da leitura.
Vemos aí um uso exagerado da palavra tradicional. O que é tradicional? Aquilo que é perpetuado ou aquilo que é “descoberto”? O Petit Lenormand funciona menos se chamado de Baralho Cigano? Os significados desenvolvidos para a iconografia produzida no Brasil deixaram de fazer sentido? Tradicional, como conceito, se opõe a moderno ou se opõe a obsoleto?
Desta feita, o livreto que acompanha a maior parte dos baralhos que compramos em casas de artigos religiosos está agora alçado ao cargo de fonte referencial, não mais fonte primária. Novas interpretações para um texto razoavelmente obscuro trazem à luz possibilidades para um método outrora obsoleto. Ainda bem! Quando eu adquiri meu primeiro Petit Lenormand – o Baralho Para Ver a Sorte – fui aconselhado a rasgar o livreto e usar a intuição. 
Não fiz nem uma coisa, nem outra: guardei o livreto e estudei a fundo as imagens e suas inter-relações. Na época, sobretudo pela escassa literatura do ~longínquo~ ano de 2002, o livreto soava pouco, raso, pequeno para aquilo que a prática me mostrava.
Doze anos depois, vemos que existe muito naquele texto a ser interpretado. Muito a ser visto, revisto, revisitado, explorado e utilizado adequadamente na prática. Mas foi necessário muito tempo para que isso se delineasse.
Dessa forma, não considero correto deixarmos todo o tempo em que estudamos as imagens e aplicamos seus significados com acuro para trás, devido à pesquisa histórica ter nos dados novos referenciais de leitura às fontes primárias. Deveríamos sim questionarmos como é que, sem tais fontes, o baralho mostrou tanto acuro. Essa questão nos aproxima do processo de memória, esquecimento e insight que ocorrem em uma leitura oracular: não são todos os significados que saltam aos olhos, apenas os necessários. Por que isso? Como isso se opera em nossa psique? Como o uso e o costume podem sedimentar significados a ponto de termos o grau de precisão que temos com nossas cartas?
Usou-se, para diferenciar as abordagens, os termos Escola Europeia e Escola Brasileira – Lenormand ocupando o espaço que outrora fora do Barroco, uma releitura com ingenio daquilo que obtínhamos da Europa. Contudo, com o avançar das pesquisas, vemos que a geografia da cartomancia com o Lenormand é muito mais específica, muito mais localizada, muito melhor referenciada que supúnhamos. E isso nos abre portas para a experimentação e para uma conceituação muito mais precisa e efetiva. 
O que não pode nos fugir à vista é que estamos falando de um mesmo baralho com abordagens diferentes. Uma mesma estrutura que ganha - e perde - atributos de acordo com o ponto de vista do idealizador, sem perder em essência seus pontos fundamentais: o atributo e o significado chave. Uma vez de posse dessas referências, qualquer Petit Lenormand é um baralho familiar. A parte mágica disso é: cada um deles falará um pouco mais sobre determinado aspecto das cartas depreciado pelos demais. 
Sendo assim, utilizar ou não os Encantados em suas leituras dependerá mais de você que do baralho, ou de uma tradição específica para tal. Eu usei tais significados por anos, e fui muito feliz no uso, até encontrar minha raiz, meu foco na interpretação. Eu falarei um pouco mais sobre isso em breve, mas já deixo o questionamento aqui pontuado: o que faz de alguém um bom cartomante? Seu repertório de leituras ou sua fidelidade a um estilo ou abordagem? Sugiro a leitura do texto elucidativo de Chris Wolf sobre a aquisição do primeiro baralho.
Abraços a todos.

Em tempo: uma apresentação por Cris Mendonça, que entende MUITO do riscado. Um ponto de partida para que conversemos mais. Esteve conosco na II Mesa sobre as Cartas Ciganas, espero reencontrá-la na quarta. 

terça-feira, 28 de outubro de 2014

III Mesa Redonda de Cartas Ciganas: Eu fui... E eu irei!


Olá pessoal. Acabo de retornar do Rio, onde tive a grata oportunidade de reencontrar queridos e pensar junto questões pertinentes à teoria e prática do Petit Lenormand. Uma das vantagens de participar de eventos como esse é justamente questionar como anda a prática até o momento, e desenvolver novos olhares a partir da experiência dos meus colegas. Como num piquenique, cada um trouxe um acepipe que deglutimos à profusão. Nesse caso, gula é uma virtude! 


Equipe reunida

Ismenia falou-nos sobre a prosperidade. E uma das coisas que mais me marcou em sua fala foi sobre a relação entre Lakshimi [Senhora da Prosperidade] e Sarasvati [Senhora da Sabedoria]: se louvamos uma demais, sem dar atenção à outra, a Deusa preterida fica enciumada e temos problemas com sua área de atuação. Busquemos a sabedoria, não descuidemos de nossa prosperidade. Genial pensar no caráter holístico dessa colocação. Inevitável verificarmos a distância, na Mesa Real, entre um aspecto e outro, a partir dessa análise.


Chris Wolf falou-nos sobre as dádivas da carta 09 e todo o processo socio-histórico ligado ao uso e costume do Ramalhete. Sendo quem é - uma aromaterapeuta sem igual, cujo trabalho não só é recomendado, como referencial [conheça o Alma da Terra. É pura magia. Nada do que eu possa dizer é superior à experiência de utilizar um desses produtos feitos com tamanho acuro na escolha dos aromas e combinação de elementos], saímos mais perfumados de sua fala. E ficou uma questão subjetiva nessa palestra: como nos relacionamos com os elementos do baralho que sobreviveram à mudança dos usos e costumes?

Dalila falou-nos da Casa, a partir da sua experiência como arquiteta e o quanto sua profissão lhe levou a questionar os âmbitos dessa carta. Há limites naquilo que amamos - estamos tão imersos que não vemos horizontes com facilidade. E desta palestra, ficou-nos o questionamento: como podemos, a partir da nossa experiência, ampliar ou restringir o caminho de uma carta nas combinações possíveis? Como podemos, a partir das palavras-chave, aprofundarmo-nos no universo singular de cada uma dessas lâminas, sem perdermo-nos em suas possibilidades, deixando, assim, o oráculo no limiar da ineficácia?

Adriana falou-nos da comunicação, da vivência da carta 27. E, no processo vivencial que se seguiu - recebemos uma carta do baralho de Dona Maria Mulambo, canalizado por Sonia Boechat Salema, e deveríamos escrever uma carta para nós mesmos sobre o assunto ali descrito - eu recebi, justamente, a Carta. Curioso, não? Um universo se descortina para nós, meus queridos leitores. Me aguardem, sem medo. :)

Nunca mais veremos a carta 23 da mesma forma :)

Julia falou-nos sobre o Rato, e, particularmente, saio das palestras da Julia com um nó no cérebro. Um nó bom, que vou desfazendo com prazer enquanto entendo meandros não visitados das cartas encardidas do baralho. Ela tem a singular habilidade de, a partir de conexões claras entre os significados clássicos e a psicologia, deixar-nos com uma visão completamente diferenciada das cartas tidas como ruins. Elas não perdem seu peso, mas recuperam sua função. Deixam de ser indesejadas sine qua non e passam a ser entendidas, ainda que permaneçam indesejadas [eu, hein!].


Tato... Ah, Tato. Tato é um querido que expôs para nós parte da sua jornada pelos caminhos da espiritualidade. Foi um dos momentos mais tocantes do evento, quando participamos da vivência proposta por ele. Lágrimas e mais lágrimas, de gratidão e experiência.



Chega então a palestra de Katja Bastos. Encontrar o casal Bastos é sempre uma honra e um reconhecimento para mim. Tive a oportunidade de conversar um bocado com ambos, e muita coisa fez sentido. É maravilhoso quando nos reconhecemos nos outros. E nesse caso, que reconhecimento mais honrado e mais maravilhoso. Estar com a Katja é estar em casa.
Um dos pontos altos de sua fala foi o fato de que ela considera o oráculo um resgate. Aconselhar, oferecer luz e esclarecimento para as situações que o consulente traz, é curar partes de nós que buscaram esse mesmo alento, é perdoar a si mesmo pelas vezes em que deixou-se esvair a oportunidade de ser uma pessoa melhor.



Ao fim de sua palestra, à exemplo de Adriana, Katja ofereceu-nos uma carta e interpretou, uma a uma [confira no vídeo acima]. A mim coube a Montanha. Kaô, Kabecilê.
Nem preciso dizer o quanto que sua fala me tocou. 


Eu sou suspeitaço para falar do Alexsander. Rasgo seda de cima abaixo. Nesse caso, algodão :) Um aprofundamento numa das cartas mais belas e desejadas do baralho, com toda uma visão histórica, iconográfica e hagiográfica, desmistificando possíveis significados agregados pelo tempo, não pela imagem. Novas palavras-chave se delineiam, a partir de uma leitura acurada: se o Ramalhete é uma dádiva, o Lírio é um milagre.
Pensa rápido.


Victor trouxe-nos uma visão muito precisa e direcionada do processo de obsessão e dos contatos e conexões entre este e o outro mundo, demonstrando acuro, comprometimento e conhecimento do tema. Te cuida, Constantine! :)

Falar de Sonia Boechat, para mim, é falar de parte do meu coração que bate em outro peito. Até mesmo nossos temas, esse ano, mantiveram um diálogo tão integrado que praticamente falamos as mesmas coisas, em aspectos micro e macro. Afinal de contas, uma Mesa Real é nada mais nada menos que 12 combinações de 3 cartas, sem se repetir :) . É sempre um deleite ouvir essa Cigana de presença marcante. Qualquer tempo com ela é tempo que vale a pena. É dar sentido à jornada.
Um dos pontos altos da sua palestra foi a questão da carta oculta. À exemplo dos pitacos que vemos em diversos grupos no Facebook, vemos, sobretudo quando a interpretação da combinação de cartas à frente não agrada o leitor. Lembra quando éramos crianças e, não contentes com o resultado de um certame, pedíamos a neguinha? Pois bem, agora o tal pedido é pela tal da carta oculta. Tenha paciência, dó ou o que quer que seja. Um jogo funciona pelo limite oferecido pelo método, diluir esse limite para aproximar-se de algo palatável não faz o prognóstico melhor. 


De mãos dadas com a Sonia, atento aos limites da interpretação, falei sobre a Mesa Real, a leitura das colunas e das linhas. De forma vivencial, abri uma Mesa no chão [à maneira do ano passado, quando falei dos naipes. Estou ficando especialista nisso! Vamos pro chão, minha gente! :) ] e fomos, participantes e eu, delineando que conselhos seriam possíveis a partir das relações entre Carta Diagnóstico e Carta Testemunha na Mesa Real. Foi extremamente gratificante perceber que o que eu vivencio ecoou no coração dos participantes. E isso me tocou a ponto de reconhecer que precisamos conversar mais sobre isso por aqui.

Luqiam fechou o evento deleitando-nos com uma leitura do Urso a partir de seus hábitos e comportamento, das suas relações com os homens e com o habitat. Um universo de perspectivas adveio daí. E irão dar pano para manga por aqui. :)

Percebam o quanto esse evento é amplo. Teoria, prática, vivência, experiência. Tudo junto, misturado e suavemente concedido no tom de voz de quem está numa Conversa Cartomântica. Com esse pessoal, eu estou em casa.



Gostaria de agradecer aqui à idealizadora do evento e mantenedora desta egrégora, Tânia Durão [Finalmente tivemos tempo de cuidarmo-nos, não foi? :)] Se não fosse seus esforços, sua capacidade de estar no 220 o tempo todo, não teríamos essa sensação tão forte de pertencimento e gratidão. E, a cada evento, mensuro como estou e me preparo para oferecer mais no ano seguinte. Me aguardem!



Quero agradecer também a todos os participantes. Todos aqueles que confiaram na proposta e estiveram conosco nessa jornada. A cada evento, vamos mais longe, mais fundo, mais para dentro do oráculo, da teoria, da prática, da vivência. Aguardamos vocês no próximo, em junho!



E já temos webnário marcado! Dia 8 de novembro, teremos as informações pertinentes sobre a a agenda do Cartas Ciganas! Estamos juntos!



Abraços a todos. Até o próximo evento, a próxima viagem, o próximo estudo.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

III Mesa Redonda de Cartas Ciganas: EU VOU!


Olá pessoal. Já estou na contagem regressiva para minha chegada no Rio de Janeiro - ansiedade define. Estarei, nesse sábado, entre alguns dos mais importantes exponentes da cartomancia com o Petit Lenormand no Brasil. Será um dia intenso de vivência e experiência compartilhada no trato com as cartas. Algo único. 
Estarei dissertando sobre a Mesa Real - também conhecida como Grand Tableau - e suas possibilidades. São doze anos de prática, à disposição dos participantes.
O que é um método? Qual é a funcionalidade de um método? Como utilizar a Mesa Real, conforme proposta por Katja e Cesar Bastos em seu Tarô Cigano? [ à propósito, Katja Bastos estará entre nós!]
Como ler as linhas e colunas e propor atribuições? Como prever o tempo, a partir da Carta Testemunha? Tudo isso e muito mais veremos em minha palestra. 
Além disso, terei oito livros Conversas Cartomânticas: da escolha do baralho ao encerramento da consulta à venda (os demais já foram reservados). Autografarei os que forem adquiridos no evento.
Aguardo vocês lá. Será um prazer batermos um papo, termos uma Conversa, sempre Cartomântica.
Abraços a todos, e cobrarei cada abraço pessoalmente. 

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Blogagem Coletiva Petit Lenormand: 37. Hermann disserta sobre Astrologia e Lenormand: Um diálogo possível?



Olá pessoal. Esse é, sem sombra de dúvidas, um dos artigos mais lúcidos que li sobre o tema. Sem mais a dizer, deixo-os na excelente companhia de Hermann.

Lenormand e AstrologiaPode misturar?

Se o baralho Lenormand foi criado por um alemão como um jogo de diversão podemos dizer que sim, podemos misturar, já que é para diversão, não? Mas se ele foi criado por uma francesa envolvida com ciganos, sociedades esotéricas secretas, kabbalah, tarot, oráculos diversos e a própria astrologia, é óbvio que podemos misturar tudo!

Os Decanatos

Duvido que alguém que já tenha ouvido falar dos 36 decanatos do zodíaco não tenha pensado “ahhh esse baralho também tem 36 cartas!”. Já vi um baralho bem velhinho com os decanatos anotados no canto das cartas, começando com o 1º decanato de Áries na carta 01 (Cavaleiro) e terminando com o 3º decanato de Peixes na carta 36 (Cruz). 

Faz sentido? As 3 primeiras cartas (o Cavaleiro, o Trevo e o Navio) mostram a coragem, a ousadia, a impaciência e a impulsividade de Áries? As 3 últimas cartas (os Peixes, a Âncora e a Cruz) mostram a espiritualidade, a intuição e o escapismo de Peixes? Precisaria de muito estudo que daria um livro, pois teríamos que analisar todos os pontos positivos e negativos de cada signo e de cada carta. Um ariano não é igual o outro, ele tem pontos positivos e negativos que podem ser analisados em seu mapa astral. Da mesma forma a carta 01 pode ter infinitos significados quando fazemos perguntas diferentes e colocamos ela ao lado das outras 35 cartas.

Casas, Signos e Corpos Celestes

Além dessa possibilidade de associar as cartas aos decanatos podemos associar cada carta a um signo, uma casa astrológica e um corpo celeste. Existem alguns baralhos que vem com os símbolos astrológicos (glifos) impressos nas cartas. Um deles é o alemão Lenormand Wahrsagekarten Mit Astrologischen Symbolen, de Hildegard Leiding. Outro também alemão é o Golden Lenormand, de Marcela Sulzmann. Outro pouco conhecido é o russo de Vitaliy Zaychenko, Виталий Зайченко. E o mais famoso é o suíço Mystisches Lenormand, de Regula Elizabeth Fiechter, publicado por AGMüller-Königsfurt-Urania e distribuído nos EUA pela USGames com o nome de Mystical Lenormand.

O Mystisches tem uma arte única, amada por muitos e odiada por alguns, criada pelo artista Urban Trösch. Cada carta mostra uma janela diferente para um mundo místico e nela podemos ver uma cena representando um símbolo tradicional do Lenormand. Como a proposta é um mundo místico, o artista adicionou outros símbolos além do tradicional, além de pelo menos um animal em cada carta. Mas voltando para a Astrologia, nesse baralho o glifo aparece no canto superior direito, enquanto o número da carta no canto superior esquerdo.

Das 36 cartas, 12 ficaram sendo as 12 casas do zodíaco, outras 12 ficaram com os 12 signos e as restantes com o Sol, a Lua e outros corpos celestes. 


As Casas Astrológicas

Na Astrologia as 12 casas regem todas as áreas da vida e, num mapa astral, mostram onde a energia está. 

A Casa I representa você, seu ascendente, sua ambição e impulso. É representada pela carta 15 (Urso), que tem em um de seus significados o poder. 

A Casa II rege os ganhos e perdas materiais e atitudes financeiras em geral. É representada pela cata 23 (Ratos), que além de ter uma fama negativa de perda, também reflete a conquista se olharmos pelo ponto de vista dos ratinhos. Perdas de um lado, ganhos de outro.

A Casa III rege todas as formas de comunicação. É, obviamente, representada pela carta 27 (Carta).

A Casa IV  rege a família e o lar. No Lenormand temos a carta 4 (Casa) exatamente para esse significado.

A Casa V rege a diversão, criatividade, filhos. Por isso é representada pela carta 13 (Crianças).

A Casa VI rege o trabalho, carreira e atitudes profissionais. É representada pela carta 35 (Âncora). Essa carta tem significados diferentes dependendo do país, mas nos de língua alemã seu significado é o trabalho. É só pensar que a âncora é o que mantém o navio no chão, no mundo material e o trabalho é onde você consegue dinheiro para viver na matéria.

A Casa VII rege as parcerias e relacionamentos amorosos. É representada pela carta 24 (Coração). Aqui temos que ver o “coração” de forma neutra, pois pode ser tanto para amar quanto para odiar.

A Casa VIII, entre outras coisas, rege as perdas, transformações e “mortes” emocionais. É representada pela a carta 08 (Caixão).

A Casa IX rege muitas coisas como espiritualidade, educação, filosofia de vida, mas tudo relacionado com o buscar, por isso também é relacionada com viagens e longas distancias.  É representada pela carta 03 (Navio) tanto pelo buscar quanto pelas viagens.

A Casa X rege o reconhecimento, prestigio, status público e a sociedade. É representada pela carta 20 (Jardim), que nos países de língua alemã significa pessoas e sociedades.

A Casa XI rege as amizades e organizações. Não poderia deixar de ser representada pela carta do amigo, a carta 18 (Cão).

Finalmente a Casa XII rege o íntimo, o subconsciente, a intuição e o espiritual. É representada pela carta 36 (Cruz). A Cruz geralmente só é analisada de forma negativa, como sendo um peso e um carma negativo, mas pode ser vista simplesmente como espiritualidade ou carma, que se é positivo ou negativo vai depender do contexto. 



Os Signos

Sabendo um pouco sobre as 12 casas fica mais fácil! Sobre os 12 signos todo mundo sabe um pouco, principalmente as partes positivas sobre si e as negativas que tanto critica nas outras pessoas.

12 Signos:
Áries: Carta 17 (Cegonha)
Touro: Carta 25 (Anel)
Gêmeos: Carta 34 (Peixes)
Câncer: Carta 32 (Lua)
Leão: Carta 31 (Sol)
Virgem: Carta 05 (Árvore)
Libra: Carta 22 (Caminhos)
Escorpião: Carta 07 (Serpente)
Sagitário: Carta 02 (Trevo)
Capricórnio: Carta 21 (Montanha)
Aquário: Carta 16 (Estrelas)
Peixes: Carta 26 (Livro)

Os Corpos Celestes 

O baralho Lenormand, assim como o Tarot, tem 3 cartas “astrológicas”, a carta 16 das Estrelas, a carta 31 do Sol e a carta 32 da Lua. Sendo o Sol regente do signo de Leão, a carta 31 se encaixa perfeitamente para esse signo. O mesmo acontece com a Lua que rege o signo de Câncer, e este é o signo da carta 32. Já a carta 16 representa o visionário signo de Aquário.

O Sol é representado pela carta 33 (Chave), que simboliza uma energia masculina de recursos e realização. Já a Lua é representada pela carta 30 (Lírios) que simboliza uma energia feminina de amor e espiritualidade.

12 Corpos Celestes:
Sol: Carta 33 (Chave)
Mercúrio: Carta 01 (Cavaleiro)
Vênus: Carta 29 (Mulher)
Lua: Carta 30 (Lírios)
Marte: Carta 28 (Homem)
Júpiter: Carta 09 (Flores)
Saturno: Carta 19 (Torre)
Urano: Carta 12 (Pássaros/Corujas)
Netuno: Carta 06 (Nuvens)
Plutão: Carta 14 (Raposa)
Kiron: Carta 10 (Foice)
Lilith: Carta 11 (Chicote)

Praticando com Leituras

Concordando ou não com as atribuições feitas pela autora do Mystisches Lenormand ou dos outros 2 baralhos citados anteriormente o importante é ter jogos práticos relacionando o significado das cartas com a Astrologia. Afinal essa mistura toda tem que responder algo e não apenas criar discussões. 

Uma maneira muito eficaz é dispor uma carta para cada casa astrológica, que pode ser utilizada mensalmente ou até semanalmente, pois na atualidade as coisas mudam muito rápido e a sorte está jogada ao vento!

Com os conceitos básicos das casas em mente ao embaralhar, é só tirar 12 cartas, uma carta para cada casa, ou até mesmo utilizar todas as 36 cartas, 3 para cada casa. Simplesmente corte o baralho e tire as cartas ou vai “pescando” aleatoriamente do monte. Lembrando que esse é um jogo que vai analisar o presente, ou seja, como estão as energias da sua vida divididas nas 12 casas.

Não é necessário utilizar o Mystisches Lenormand para essa leitura. É possível marcar os glifos em um baralho já velhinho ou em cartas de baralho comum, também marcadas com o número das cartas Lenormand. É um método muito bom pra estudar!

Agora é analisar! Cada um tem seu jeito para fazer leituras. Não importa se você usa uma toalha de determinada cor, vela, incenso ou uma imagem que te ajude a se concentrar. Para essa análise é aconselhável um bom chocolate e uma caixa de lenços.

Quando a carta correspondente da casa aparecer sobre ela, é possível interpretar que as energias da casa estão equilibradas. Se forem utilizadas 3 cartas para cada casa, essa carta que representa a casa pode ser ignorada e a interpretação se dará com as outras 2. Por exemplo, na casa VII saíram as cartas 24 (Coração), 14 (Raposa) e 23 (Ratos), ignore a carta 24 e interprete somente as cartas 14 e 23, no caso dessa casa, para os relacionamentos amorosos. Chocolate e lenços em ação!!!

A casa I, sendo a casa do ascendente, pode ser interpretada como as principais energias atuando em toda a leitura. Por exemplo, saíram as cartas 01 (Cavaleiro), 31 (Sol) e 33 (Chave), pode ser uma confirmação de que mesmo que outras casas estejam desequilibradas, você tem a coragem, força e recursos para se reequilibrar.

Com um mapa astral em mãos as interpretações podem ser direcionadas para os pontos mais críticos. Um exemplo pode ser a dificuldade de comunicação, que nesse caso deve ser analisadas com mais cuidado as cartas na casa III, mas sem esquecer dos potenciais mostrados na casa I, e se for comunicação entre família a casa IV, trabalho a casa VI, amor a VII e assim por diante. 

Veja um mapa astral como a planta de uma casa. A sua casa pode ter ambientes bem planejados e outros com alguns problemas que podem ser solucionados com uma boa decoração. As cartas Lenormand seriam as sugestões de decoração. De tempos em tempos elas vão te mostrar o que está atrapalhando, ajudando e aconselhando o que mudar de lugar.

Os Naipes

Mas se você não quer saber de casas astrológicas e muito menos de planetas, ainda é possível colocar um pouco de Astrologia no seu baralho clássico com naipes. Para isso é só separar as 12 cartas da “corte”, os Valetes, as Damas e os Reis. Essas 12 cartas serão os 12 signos do zodíaco.

O naipe de Paus ficaria representando os signos de Fogo; Sagitário, Leão e Áries. Os mais ativos, extrovertidos, auto-confiantes e líderes. O naipe de Ouros ficaria representando os signos de Terra; Virgem, Touro e Capricórnio. Os mais estáveis, realistas e práticos. O naipe de Espadas ficaria representando os signos de Ar; Gêmeos, Aquário e Libra. Os mais mentais e intelectuais. O naipe de Copas ficaria representando os signos de Água; Peixes, Escorpião e Câncer. Os mais emocionais, sensíveis e psíquicos.

Podemos usar os 4 Valetes para os 4 signos mutáveis, as 4 Damas para os 4 signos fixos e os 4 Reis para os 4 signos cardinais. Os signos mutáveis são os mais confortáveis com as mudanças e se adaptam facilmente (Sagitário, Virgem, Gêmeos e Peixes). Os signos fixos são os mais teimosos e só gostam de mudanças iniciadas por eles (Leão, Touro, Aquário e Escorpião). Já os signos cardinais são automotivados e gostam de tudo que é novo (Áries, Capricórnio, Libra e Câncer).


Paus 
Valete: Sagitário
Rainha: Leão
Rei: Áries


Ouros
Valete: Virgem 
Rainha: Touro
Rei: Capricórnio


Espadas
Valete: Gêmeos
Rainha: Aquário
Rei: Libra


Copas
Valete: Peixes 
Rainha: Escorpião
Rei: Câncer

Os 12 glifos podem ser escritos em algum canto da carta ou ao lado das figuras, e dessa forma ajudar a identificar rapidamente os signos. Numa leitura em que a pergunta for sobre a personalidade de alguém, essa informação pode ser muito útil! É possível usar inicialmente somente essas 12 cartas focando apenas nos signos e depois o baralho completo focando nos símbolos originais do Lenormand. 

Para quem gosta de fazer previsões de tempo também é uma boa saída! Cada umas dessas 12 cartas seria o mês do signo. Seria útil ter em mão o calendário astrológico que começa com Áries e e termina em Peixes, por volta de em 20 de março, dependendo do ano.

Conclusões

É muito difícil chegar a uma conclusão quando o tema é Lenormand, ainda mais misturado com Astrologia. São temas muito complexos que podem ter a interpretação totalmente alterada por causa de um detalhe no mapa astral ou por uma cartinha em determinada posição. São muitos os pontos de vista e as possibilidades de interpretação são infinitas.

Um ponto de vista diferente é para somar, mesmo sem trazer a astrologia em 100% de suas leituras, não marcar os glifos em seus baralhos, muitos menos usar o Mystisches ou outro baralho com os glifos já impressos. É para, em um momento que você menos espera, lembrar daquilo que leu naquele blog famoso ou naquele outro que nem se lembra o nome. Lembrar daquilo que o conhecido do seu amigo daquele grupo comentou e você achou sem o menor sentido naquele momento. Talvez agora, aquele comentário se encaixe na situação que apareceu na sua leitura. E é exatamente isso que torna o baralho Lenormand sensacional!

Nota 1: A origem do baralho Lenormand não é o foco. Não é afirmado se o baralho foi criado pela Mlle Lenormand ou pelo alemão Johan Kaspar Hechtel. Atualmente outras possíveis origens são questionadas.

Nota 2: As associações astrológicas descritas foram baseadas no "Mystisches Lenormand" publicado por AGMüller-Känigsfurt-Urania, por ser o baralho com glifos impressos mais acessível. Outras associações são perfeitamente possíveis.

Nota 3: Nas imagens com os naipes foi utilizado o baralho de estilo Dondorf, publicado por AGMüller-Känigsfurt-Urania, com o nome "Lenormand Orakelspielkarten mit Kartenbildern".

domingo, 10 de agosto de 2014

Curso de Petit Lenormand no Espaço Merkaba: uma experiência inesquecível.

Olá pessoal. Demorei para escrever, sim, porque demorei para acalmar o coração. Ainda acelerado com tanta emoção e informação partilhada! Tudo começou com...


... E foi com esse hangout que uma história muito bacana iniciou-se. Uma parceria cujos frutos estão ainda em maturação. 


Desnecessário dizer que o curso foi um sucesso. Necessário é, por conseguinte, pontuar os motivos pelos quais foi (o que, inclusive, vai gerar temas para postagens futuras. Aguardem!)
O Espaço Merkaba é fantástico. Sem sombra de dúvidas, garante um apoio ao ministrante e aos alunos como eu nunca vi em anos de Cartomancia - e olha que eu já andei bastante por aí. Tive todo o suporte necessário, e toda a tranquilidade em oferecer suporte aos participantes. O que por si só já garantiria a minha felicidade no processo. Mas claro que teve mais. 
Primeiro dia de curso: Teoria.

Segundo dia de curso: Prática.

A turma foi estupenda, nos dois dias de aula. Com muita desenvoltura, conseguimos juntos atentar para todos os temas importantes e lograrmos êxito na nossa proposta: interpretarmos uma Mesa Real sem sabermos o motivo pelo qual o consulente decidiu consultar-se.




Como de costume, levei uma pequena coleção de baralhos para pontuarmos, juntos, as diferenças, semelhanças e singularidades de cada baralho, tendo como referência o Baralho para Ver a Sorte, da COPAG, material de nosso estudo. Cabe agradecer à empresa por ter confiado no meu trabalho e concedido o material utilizado para as aulas. A partir do Baralho para Ver a Sorte, pontuamos, carta a carta, todas as possibilidades mensuráveis de interpretação. 


Com tranquilidade, pudemos também verticalizar rapidamente as questões pertinentes aos naipes do Petit Lenormand.




Na nossa aula de prática, todos os participantes puderam reconhecer os padrões e possibilidades da Mesa Real, contando comigo para sanar dúvidas (que foram muito poucas e pontuais - turma muito fera, boa de serviço!)


E para fechar com chave de ouro, o sorteio prometido, de um Gilded Reverie Lenormand (USGames)!

Sem palavras para agradecer a equipe do Espaço Merkaba, que foram muito mais que amigos. Sem palavras para agradecer a turma desse curso. Voltei reenergizado, com a certeza de que temos muito mais a compartilhar e vivenciar nesse universo de experiências que é o Petit Lenormand.

Brevemente tem mais! Para quem já conhece razoavelmente as cartas, teremos, nos dias 27 e 28 de setembro, o segundo módulo do curso de Petit Lenormand, onde nos focaremos nos naipes. Com eles, somos capazes de antever tendências específicas, além de localizar temporalmente as previsões com muito mais eficácia. Você não pode perder!


Um abraço, nos encontramos lá, no Espaço Merkaba!

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Blogagem Coletiva Petit Lenormand: 36. Ana Diba Lopes e a Cruz.


Olá pessoal. Chegamos à última das cartas do Lenormand, mas não à última postagem! Ana Diba Lopes nos leva nessa reflexão hoje, que nos mostra o quanto crescemos em trinta e seis semanas. Em grupo, somos mais.
Capazes e reflexivos, inclusive. Encerremos nossa jornada pelas cartas, portanto, muito bem acompanhados pela Dryad.
Contatos com a autora: 
[21] 96700-2343


A carta 36 – a Cruz – possui um significado forte de triunfo, conquistas, sucesso e equilíbrio entre o lado espiritual e material, porém também estará associada à superação de problemas, ao aprendizado mediante sofrimento e dor. Nada se conquista sem sacrifício. As dificuldades aparecem para que possamos sobrepô-las; ultrapassando os obstáculos receberemos os méritos pela superação.
A cruz é prova de fé e confiança: a vitória é certa, mas os desafios farão parte do caminho. 
No baralho menor (leitura das cartas internas) a representação da Cruz é o 6 – Seis – de Paus: Elemento Fogo, responsável pela criatividade, imaginação; Naipe da guerra, da luta, dos momentos difíceis: Para se vencer tem que se ter calma, habilidade para avaliar os problemas e confiar – tanto na força interior quanto em Deus. O 6 de Paus representa vitória, sucesso e reconhecimento conseguidos através do empenho pessoal.
Ao se observar, num jogo, a disposição da carta da Cruz em relação às demais, observe cuidadosamente seu significado, ponderando tanto a sua característica positiva quanto negativa: essa carta faz com que tenhamos em mente que qualquer coisa pode ser conquistada e tem uma carga de determinação a ser despendida.
Não é a toa que a carta da Cruz encerra o baralho: a caminhada deve ser feita com humildade e sabedoria, contornando as dificuldades e as tristezas, sempre com a certeza de que atingiremos, ao final da jornada, a vitória!

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Blogagem Coletiva Petit Lenormand: 35. Arlete Sadocco e a Âncora.


Olá pessoal. Estamos a um passo do fim de nossa Blogagem - ou melhor, da primeira parte dela. Encerrando os textos relativos as cartas, temos essa semana a carta 35, explicitada de forma precisa pela Arlete Sadocco. Vamos com ela.
Contatos com a autora:



Considerações iniciais
Antes de sabermos o significado simbólico da Âncora, devemos fazer uma tempestade de ideias com essa palavra. 
Quando falamos a palavra âncora, o que vem na mente? Navio, mar, porto, ferro, amarrado, parado, inerte, acomodado, seguro, firme, estável, fixo, confiança, acomodado, descanso, chegada, insegurança, medo... pode nos remeter também ao naufrágio, a paralisação, a imobilidade, fixação, obsessão...
Veja a quanta coisa a âncora pode ser associada!! E isso apenas levando em conta o que a nossa mente pode nos remeter. 
Agora vamos para a origem e a simbologia da palavra em si.
Origem da Âncora
Origem: Em 323 a.c., Seleuco I, sucessor de Alexandre, o Grande, inspirou-se em uma marca de nascença parecida com uma âncora para usá-la como emblema real. Três séculos depois, perseguidos pelos romanos, os primeiros cristãos usavam a âncora para substituir a cruz. Ela foi desenhada em monumentos, catacumbas e vitrais. Hoje, é uma tatuagem comum, usada com o mesmo significado de força e segurança.

Simbologia da Âncora
É considerada um símbolo de firmeza, de solidez, de tranquilidade e de fidelidade. Em meio à mobilidade do mar e dos elementos, é ela que fixa, amarra, imobiliza. Simboliza a parte estável de nosso ser, aquela que nos permite conservar uma calma lucidez diante da onda de sensações e sentimentos. Porém num simbolismo negativo essas mesmas amarras poderiam significar um atraso na evolução, uma barreira ou cristalizações as quais o próprio ser se amarra e precisa se libertar.
Para os marinheiros, a âncora é o último refúgio, a esperança na tempestade. Para a maioria desses homens em geral, uma âncora simboliza segurança um abrigo seguro, o caminho de volta para casa. 
A Âncora simboliza, também, o conflito entre o sólido(a terra) e o líquido (a água). O conflito precisa ser resolvido para que a terra e a água, juntas, fecundem em harmonia. 

Vejam as significações da Carta 35- Âncora, no Baralho Lenormand
Escola Francesa = metas de longo prazo, perseverança.
Escola Alemã = uma viagem longa, trabalho.
Escola Brasileira = Segurança material e financeira, estabilidade e firmeza.

Significado no Jogo da Esperança – Origem do Baralho
A pesquisadora americana Tali Goodwin divulgou os resultados de seu trabalho revelando que a primeira versão do baralho cigano, foi criada na Alemanha com o nome de “Das Spiel der Hoffnung” (Jogo da Esperança), em 1799. Seu criador foi Johann Kaspar Hechtel (1771-1799) que concebeu o baralho como um jogo de tabuleiro portátil para entretenimento das pessoas.
Nas Regras desse jogo, a interpretação para a lâmina de Nº 35 – Essa é a lâmina mais importante do jogo e, aquele que cair aqui é o vencedor e leva o todo o dinheiro do caixa ou depósito.

Qual interpretação é a correta?

Os símbolos tem plurissignificação. Isto explica porque pode-se interpretar uma mesma carta de forma muito diferente.  Porém não quer dizer que pode-se dar qualquer sentido a mesma. Depende do significado que o símbolo tem, o contexto em que ele surge, as associações e instintos que ele provoca no leitor.

Alguns exemplos sobre interpretações com essa lâmina:
27+35: Noticias relacionadas com o trabalho.
34 +35: Negócios estabelecidos.
25+35: Relacionamento estável ou aliança de longo prazo.

Bibliografia